A nova moda do nome e sobrenome no futebol

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Terça-Feira Gorda de Carnaval – e são tantas e diferentes as explicações da sua gordura, que é melhor ficar numa só: Mardi Gras, Terça-Feira Gorda em francês, é o último dia permitido para comer tudo que tem vontade, antes do jejum quaresmal.

Dia que, por ser feriado, permite divagar por outros assuntos, igualmente intrigantes, mas que também devem ter explicações das mais lógicas para todos eles.

Antes, era comum no nosso futebol, se ouvir no rádio as jogadas de Didi, Garrincha, Belini, Mazola, Tostão, Vavá, Pepe, Gilmar, Gerson, Clodoaldo, Dino, Jairzinho, Zito, Tatá, Zico, Zózimo, Dudu, Zagalo, Felix, Rivellino, entre tantos tão simples assim, até chegar ao maior de todos, Pelé, ante outros, mas poucos, chamados Domingos da Guia ou seu filho Ademir da Guia, Nilton Santos, De Sordi, Carlos Alberto.

Hoje, verifica-se, nos gramados, que uma boa maioria resolveu fazer uso do nome e sobrenome, como Felipe Rodrigues, André Castro, Pedro Carmona, Gabriel Leite, Martin Silva, Gustavo Scarpa, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Rafael Sóbis, Felipe Melo, Michel Bastos, Marcos Rocha e Everton Souza, além de outros. Até no já aposentado Ronaldo inventaram um questionável “fenômeno”.

Nada que diminua ou aumente o tamanho da bola, mas que só fez crescer o trabalho dos narradores.

O número de palavras usadas em cada jogo, no mínimo, dobrou.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Tom Barros publica em sua coluna foto da seleção brasileira campeã de 1958

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Recordando. Bellini, capitão do Brasil campeão do mundo em 1958, morreu no dia 20 passado. Foto de antes da decisão com a Suécia. Depois do jogo bateram outra foto na mesma posição, mas Bellini já com a taça. A partir da esquerda (em pé): Djalma San tos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Na mesma ordem: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e Mário Américo.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 25.03.2014

Paulo César Norões comenta a morte de Nilton Santos

 

Luto Foi-se Nilton Santos, a “Enciclopédia”. Em um ano só, perdemos os dois laterais da seleção bicampeã do mundo em 1958 e 1962. Dos campeões de 58, restam vivos Bellini, Pelé, Zagallo, Mazolla, Pepe, Moacir, Dino Sani e Zito.

 

Paulo César Norões-Diário do Nordeste-28/11/2013

Morre Nilton Santos, a Enciclopédia do futebol

Morre Nilton Santos, a Enciclopédia do futebol

© Getty Images

O futebol mundial perdeu nesta quarta-feira uma de suas maiores referências. Morreu no Rio de Janeiro, aos 88 anos, o lateral esquerdo Nilton Santos, que fez história com a camisa da Seleção Brasileira e do Botafogo entre os anos 50 e 60.

O bicampeão da Copa do Mundo da FIFA em 1958 e 1962 teve como causa de morte uma insuficiência respiratória. Ele estava internado desde sábado à noite na Fundação Bela Lopes, situada justamente no bairro do Botafogo, que emprestou seu nome ao único clube que defendeu durante toda a sua carreira, de 1948 a 1964. Conhecido como “A Enciclopédia do Futebol”, o jogador sofria de mal de Alzheimer há cinco anos. Ele deixou a mulher Célia.

Nilton Santos sempre gostou  de falar do modo como, subindo o campo pela faixa esquerda, ajudou a revolucionar a posição de lateral. Quando começou a avançar ao ataque, muitos treinadores poderiam considerar isso uma ousadia. “Para quem jogava tanta bola, a posição era o de menos”, já disse ao FIFA.com o volante Zito, companheiro dos títulos de 58 e 62. “Até porque, no final das contas,Nilton Santos não era zagueiro, nem era lateral. Era craque e ponto.”

Contar histórias, muitas delas, aliás, se tornou uma especialidade desta figura legendária, que conviveu com tantos craques brasileiros no auge, vendo de perto o nascimento para o futebol de ninguém menos que Pelé e Garrincha. Essa vocação de historiador já faria jus ao apelido enciclopédico que recebeu. Acontece que esta alcunha lhe foi dada nos tempos de jogador.

Ao FIFA.com, outro parceiro de Seleção, e de Botafogo, sobretudo, explica. Com a palavra, Zagallo: “Parece que não existia uma situação num campo de futebol que surpreendesse o Nilton. Você precisava vê-lo cinco minutos no campo para perceber que ele sabia tudo, tudo mesmo, de futebol.”

O velório de Nilton Santos será realizado ainda nesta quarta-feira, às 22 horas (horário de Brasília), no salão nobre do Botafogo. Para conhecer mais sobre a história e o currículo deste craque, clique aqui.

 

FIFA.com

James Akel comenta que Neymar não jogaria no Santos de Pelé

 

Numa conversa entre os antigos jogadores do Santos do tempo de Pelé, Coutinho comentava que naquele time Neymar não teria espaço pra jogar.
Gilmar, Lima, Dalmo e Mauro, Zito e Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Aquilo era time.
Quem viu aqueles jogadores tem vergonha alheia dos atuais do Santos e de Neymar que se acha tanto.
Bola de couro pra Neymar é o que menos importa.

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 01h01 no dia 28 de fevereiro de 2013