Bahia 2 x 4 Palmeiras

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E O RETROSPECTO?

O Palmeiras não havia conquistado um ponto sequer como visitante. O Bahia estava com 100% de aproveitamento como mandante. Essas duas marcas acabaram na tarde deste domingo, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Num jogo muito movimentado do início ao fim, o Palmeiras venceu o Bahia por 4 a 2.

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OS GOLS

O Verdão abriu o placar com Róger Guedes, de pênalti, mas o Bahia empatou no último lance do primeiro tempo com Vinícius. Logo no início da etapa final, Keno botou o Verdão novamente em vantagem. Depois dos 37 minutos, a partida, que já era quente, ficou maluca. Mina fez o terceiro gol do Verdão, João Paulo recolocou o Bahia na partida e deu mostras de que o empate seria possível. Mas o Palmeiras matou o jogo no contra-ataque, com Willian.

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NÚMEROS

As estatísticas mostram como o jogo foi movimentado: o Bahia teve 15 finalizações, só uma a menos do que o Palmeiras. A posse de bola, porém, foi majoritariamente do time baiano: 63% contra 37%.

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NA TABELA

Com o resultado, Bahia e Palmeiras agora estão empatados com 10 pontos na 11ª e 12ª colocação, respectivamente. Ambos podem ser ultrapassados por Cruzeiro e Sport no complemento da oitava rodada.

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AGENDA

O próximo jogo do Palmeiras será na quarta-feira, às 21h, em casa, contra o Atlético-GO. Já o Bahia joga na quinta, contra o Corinthians, às 19h30, em Itaquera

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CARTOLA FC

Yerry Mina (9 pontos), Willian (8.90), Keno (8.40), Prass (8) e Guerra (6.40) foram os palmeirenses que mais pontuaram no Cartola. Tchê Tchê (0.30) foi o único que negativou.

 

No Bahia, João Paulo, que saiu do banco, fez 10.70 e foi o maior pontuador do jogo. Vinícius, autor do outro gol tricolor, fez 7.10. O goleiro Jean, vazado quatro vezes, negativou (-5 pontos).

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PRIMEIRO TEMPO

Os primeiros 45 minutos foram muito movimentados. Com ritmo intenso, Bahia e Palmeiras tiveram boas chances para abrir o placar logo no início da partida. Na primeira oportunidade, os donos da casa pararam em Fernando Prass, que defendeu chute de Renê Júnior e evitou cruzamento de Edigar Junio na sequência. A resposta dos visitantes foi quase que imediata, e com gol. Após lançamento de Guerra, Keno só foi parado após carrinho de Rodrigo Becão dentro da área – os tricolores reclamaram da marcação de pênalti, alegando que o zagueiro tocou apenas na bola. Na cobrança, Róger Guedes bateu cruzado e abriu o placar. Bem posicionado na defesa, o Verdão viu sua vantagem acabar na última jogada do primeiro tempo após uma linda jogada individual de Zé Rafael. O meia driblou Mina e finalizou dentro da área. Fernando Prass defendeu o primeiro chute e também o rebote de Edigar Junio, mas não conseguiu evitar o empate dos donos da casa após chute forte de Vinicius.

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SEGUNDO TEMPO

O Palmeiras voltou para a etapa final com Tchê Tchê na vaga de Mayke, com Jean sendo deslocado para a lateral direita. Coincidência ou não, o time melhorou. Aos 2, Róger Guedes marcou, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento. Aos 3, Keno puxou contra-ataque e acertou belo chute de fora da área. O ritmo foi caindo. O Palmeiras passou a cozinhar o time do Bahia, administrando o tempo e os espaços. E chegou ao terceiro gol em cobrança de falta de Jean, desviada de cabeça por Juninho e completada por Mina, de carrinho, quase em cima da linha, aos 37. Dois minutos depois, porém, Juninho falhou de forma bizarra, e João Paulo recolocou o Bahia no jogo. O tricolor baiano tinha pouco mais de cinco minutos para pressionar o time paulista em busca do empate. A equipe comandada por Jorginho foi para o abafa, enquanto o Verdão esperava a chance do contra-ataque, num cenário muito semelhante ao da vitória palmeirense por 3 a 1 sobre o Fluminense, na semana passada. E foi dessa forma que o time chegou ao quarto gol, com Willian, em chute de fora da área: 4 a 2 Palmeiras

 

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Ceará é derrotado em Santa Catarina

4 a 2 no Estádio Ressacada

Site do Ceará Sporting Club

Cruzeiro 3 x 0 Joinville

Cruzeiro se despede da torcida, no Mineirão, com vitória sobre Joinville

Raposa chega a marca de 13 jogos de invencibilidade no Brasileiro; enquanto equipe catarinense foca no planejamento para 2016

O Cruzeiro deu um presente para cerca de 25 mil torcedores que estiveram na despedida do Mineirão em 2015. Venceu o rebaixado Joinville, por 3 a 0, gols de Willian, Charles e Alisson, dando o troco da derrota sofrida no primeiro turno, em Santa Catarina. A vitória serve para coroar a boa sequência de 13 partidas invicto e dar ânimo para a próxima temporada. No Joinville, fica a certeza de que muito trabalho deve ser feito para 2016. O jogo, válido, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi disputado no Mineirão.

Com o resultado, o Cruzeiro permanece na oitava colocação, com 55 pontos. O Joinville, já com a cabeça na Série B do ano que vem, segue na lanterna, com apenas 31 pontos.

Na próxima rodada, a última do Brasileirão, o Cruzeiro enfrenta o Internacional, em Porto Alegre, enquanto o Joinville recebe o Grêmio, em Joinville. Os dois jogos estão marcados para as 17h (de Brasília) do próximo domingo.

Cruzeiro; Joinville; Mineirão (Foto: Washington Alves/Light Press)
Cruzeiro foi bem superior ao Joinville durante toda a partida no Mineirão
(Foto: Washington Alves/Light Press)

Superioridade azul

Cruzeiro e Joinville entraram em campo sabendo que o jogo pouco valia para os dois. O time mineiro já não tinha chances de terminar o campeonato no G-4, enquanto o catarinense já estava rebaixado. Dentro de campo, a partida foi interessante. A maior qualidade técnica do Cruzeiro foi refletida em amplo domínio territorial e de posse de bola, além do maior número de chances de gol criadas.

O ritmo do Cruzeiro já não era o mesmo do começo do jogo, quando o placar foi aberto. Mas ainda assim, a Raposa era superior em campo. Aos 34, Willian, sempre ele, recebeu na área e bateu forte pra fazer seu 11º gol no Brasileirão e se tornar o maior artilheiro do novo Mineirão, com 22 gols, ao lado de Ricardo Goulart. Cinco minutos depois, saiu o segundo. Um golaço de Charles! O volante arriscou da intermediária e contou com a ajuda do goleiro Agenor, que não conseguiu segurar a bola e a deixou entrar.

O segundo tempo foi bem parecido com o primeiro. O Joinville dava a impressão de que seu único objetivo era não sair de campo goleado, enquanto o Cruzeiro, em paz com a torcida, seguia dominando o jogo e criando suas chances de gol. O terceiro saiu aos 18 minutos. Marcos Vinícius e Willian começaram a jogada. Alisson concluiu, de dentro da área.

A partir daí, o que se viu de mais legal no Mineirão foi a festa da torcida do Cruzeiro, que cantou sem parar e repetiu o que fez durante todo o segundo turno do Brasileiro, livrando o time da parte perigosa da tabela de classificação. Ao Joinville, resta juntar os cacos e começar o planejamento para disputar a Série B do Campeonato Brasileiro do ano que vem.

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Renato Maurício Prado comenta Cruzeiro 2 x 0 Fluminense

Com outro foco

O Fluminense perdeu do Cruzeiro, no Mineirão, mas o resultado desta partida, na verdade, pouco importava ao tricolor. Seu foco total é na Copa do Brasil, onde enfrentará o Palmeiras, na semifinal, e se for campeão pode garantir seu ingresso na competição mais importante do continente no ano que vem. O risco de rebaixamento é mínimo, daí a derrota de hoje não ser nem um pouco traumática.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24 de outubro de 2015

Cruzeiro 2 x 0 Fluminense

Willian comanda vitória do Cruzeiro
e freia reação do Flu no Mineirão

Atacante marca os dois gols da vitória da Raposa, que ultrapassa clube carioca na tabela. Com a cabeça na Copa do Brasil, Tricolor tem domingo apático em BH

A manhã de domingo, no Mineirão, foi toda de Willian. Inspirado, o atacante comandou a vitória do Cruzeiro por 2 a 0 sobre um apático Fluminense, que esboçava reação no Brasileirão. O camisa 25 marcou os dois gols da partida e agora soma nove nos últimos oito jogos. A última partida marcada para às 11h no Campeonato Brasileiro terminou com gritos de “olé”da torcida mineira.

Com os dois times no meio da tabela, o resultado foi mais significativo para o Cruzeiro. Com a vitória, a Raposa chegou a 41 pontos, saltou para a 11ª colocação e se distanciou de vez da zona de rebaixamento. Com a cabeça nas semifinais da Copa do Brasil, o Fluminense segue com 40, na 12ª colocação até o momento, mas ainda resta o complemento da rodada.

No próximo domingo, o Cruzeiro visita o Goiás, no Serra Dourada. No sábado, o Tricolor recebe o Atlético-PR, no Maracanã. Antes, porém, a equipe carioca tem o Palmeiras pela frente, quarta, no Rio de Janeiro, no jogo de ida pela Copa do Brasil.

Willian; Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)
Willian comandou o Cruzeiro no Mineirão. Atacante tem nove gols em oito jogos
(Foto: Washington Alves/Light Press)

 

O público no Mineirão foi bom: 38.577 torcedores compraram ingressos e acordaram cedo para acompanhar a partida. A renda foi de 1.189,145.

Apesar do início do horário de verão, o jogo no Mineirão, que teve início às 11h, não teve nada de sonolento. A partida começou agitada, com os dois times buscando o ataque. Jean quase marcou para o Fluminense em cobrança de falta, mas o Cruzeiro era mais perigoso. Na primeira tentativa, Willian parou em Cavalieri. Aos 27, porém, o atacante recebeu de Manoel, girou e bateu de canhota no canto: 1 a 0.

Eduardo Baptista voltou do intervalo com Vinícius no lugar de Marcos Jr. Mas foi justamente a novidade tricolor, em seu primeiro lance, quem perdeu a disputa para Allano e viu o atacante celeste lançar Willian. O camisa 25 cortou e bateu cruzado para ampliar, no início da etapa final. O gol abateu de vez o Fluminense, que não esboçou qualquer reação. Com a partida controlada e a vitória assegurada, o Cruzeiro até teve chances para ampliar, mas o resultado de 2 a 0 já estava de bom tamanho.  E Leandro Damião ainda perdeu uma chance incrível depois de driblar Cavalieri.

 

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Renato Maurício Prado comenta Brasil 3 x 1 Venezuela

Nada poderia ser mais favorável à seleção brasileira, que já começava a viver um clima de crise, após a derrota na primeira rodada das eliminatórias. Um rival fraquíssimo (tradicional freguês de caderno), jogo em casa e o placar aberto aos 36 segundos de bola rolando, num gol de Willian (o melhor em campo e autor, também do segundo gol, ainda no primeiro tempo). O lance contou também com a valiosa colaboração do goleiro venezuelano Baroja, que chegou a tocar na bola mas, com as mãos frouxas, mas a deixou passar para o fundo da rede.

A partir daí, com uma vantagem conseguida tão cedo, o Brasil teve tranquilidade suficiente para comandar a partida e, mesmo sem realizar nada de empolgante, chegou à vitória justa, por 3 a 1, com direito a um pequeno susto, no segundo tempo, quando a Venezuela diminuiu para 2 a 1 e chegou a dar a impressão de que poderia reagir.

Pouco depois, entretanto, Ricardo Oliveira (escalado desde o início, como titular) fez o terceiro gol brasileiro e esfriou a reação, garantindo os três pontos e a calma, pelo menos até a próxima rodada – quando a equipe de Dunga enfrentará a Argentina, na casa dos rivais. Detalhe: após duas rodadas, os argentinos têm apenas um ponto,  conquistado esta noite, num empate em 0 a 0, com os paraguaios, no Defensores del Chaco.

A se destacar na vitória brasileira, além de Willian (autor de dois gols), a boa entrada de Lucas Lima, que substituiu Oscar, uma vez mais apagado, e deu nova vida ao meio-campo, no segundo tempo; a atuação de Ricardo Oliveira (que, além do gol, movimentou-se bem como peão e teve uma outra ótima oportundiade), e a personalidade de Filipe Luís (escalado em lugar de Marcelo), que foi eficiente na defesa e muito ativo no apoio ao ataque, participando de vários bons lances, inclusive o que originou o segundo gol.

De resto, uma surpresa, na barração de Jefferson por Allison (o goleiro do Internacional não teve culpa no gol, mas se mostrou inseguro, principalmente nas saídas de gol, nas bolas altas) e uma constatação preocupante: a zaga do Brasil parece até a do Flamengo: não ganha uma pelo alto…

Agora, é esperar a terceira rodada, diante do teoricamente oponente mais forte (ainda que provavelmente sem Messi), mas com o reforço de Neymar.

Ainda não dá para fazer uma diagnóstico definitivo deste time de Dunga – que segue em formação e precisando de testes mais fortes.

 

Renato Maurício Prado – 0 GLOBO – 14 de outubro de 2015

Cruzeiro 2 x 0 Coritiba

Cruzeiro se inspira na torcida e vence
o Coritiba, que segue perto do Z-4

Embalado pela cantoria dos cruzeirenses, time de Mano Menezes faz 2 a 0 no
Coxa, que segue na 14ª posição. Partida terminou com dez jogadores de cada lado

Jogadores do Cruzeiro comemora gol contra o Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)
Jogadores do Cruzeiro comemoram gol contra o Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)

No embalo da torcida e jogando com mais raça do que técnica, o Cruzeiro venceu o Coritiba, por 2 a 0, na noite deste domingo, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Ceará e Willian. Paulo André, do Cruzeiro, e Juninho, do Coritiba, foram expulsos. A partida não foi um exemplo de futebol bem jogado, mas teve duas equipes aguerridas e lutadoras. A Raposa fez valer a força das arquibancadas e se inspirou no grito dos torcedores para retomar as rédeas de um jogo que estava se complicando. O público pagante foi de 22.897 e a renda de R$ 593.675,00.

A vitória não mudou a posição dos times na tabela. O Cruzeiro segue 13ª colocação. O Coritiba permanece em 14º lugar. A diferença é que, com 36 pontos, a equipe mineira está a cinco da zona de rebaixamento, enquanto a paranaense, com 33, a apenas dois.

Na próxima rodada, os dois times jogam em casa. Sábado, às 18h30 (de Brasília), no Couto Pereira, o Coritiba recebe o Atlético-MG. Domingo, às 16h, Cruzeiro e Grêmio se enfrentam no Mineirão.

Uma expulsão, um gol

Quando a bola rolou no Mineirão, Cruzeiro e Coritiba pareciam dois times travados e lentos. A fase de estudo, que geralmente dura apenas alguns minutos, rendeu mais do que o usual. Raposa e Coxa tocavam a bola sem objetividade, tentando brechas para atacar, mas sem muito sucesso. A partir dos 20 minutos, o Cruzeiro acordou. E o jogo melhorou muito.

Alisson já havia perdido uma boa chance, numa boa defesa de Wilson, quando Ceará fez o gol do Cruzeiro, aos 21 minutos. E que golaço! O lateral recebeu na intermediária, deu três passos com a bola e soltou uma patada, bem ao estilo de Nelinho, para abrir o placar no Mineirão. O gol foi muito comemorado por todos os jogadores do Cruzeiro por um motivo especial: foi o segundo de Ceará em 126 partidas com a camisa azul.

O Coritiba quase empatou, aos 33 minutos. Rafhael Lucas entortou Manoel e soltou a bomba. Fábio fez excelente defesa. A expulsão de Paulo André, aos 41 minutos, animou o time paranaense, que teria todo o segundo tempo para jogar com um jogador a mais.

Outra expulsão, outro gol

Como era de se esperar, o Coritiba voltou do intervalo em cima do Cruzeiro. O Coxa tentava furar o bloqueio defensivo da Raposa de todas as formas, quando um fator preponderante nos últimos jogos, mais uma vez, ajudou o time da casa a vencer: o incentivo incessante da torcida.

Com um a menos em campo, o Cruzeiro parecia cansado e entregue. Mas os torcedores reacenderam o time, que ganhou forças, foi pra cima e fez o segundo gol. Aos 20 minutos, num contra-ataque iniciado por Manoel, Willian marcou pela sétima vez nas últimas seis partidas. Os torcedores explodiram de vez e ajudaram o Cruzeiro a segurar o resultado e a ficar ainda mais distante da zona de rebaixamento, enquanto o Coxa segue perto do Z-4.

Fábio e Ceará disputam bola contra Guilherme, do Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)
Fábio e Ceará disputam bola com Guilherme (Foto: Washington Alves/Light Press)
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Cruzeiro 1 x 1 Atlético Mineiro

Em clássico com emoção até o fim,
Cruzeiro e Galo empatam no Mineirão

Resultado não é bom para nenhum dos dois: Raposa não abre boa vantagem do Z-4,
e Atlético-MG vê líder se afastar. Duelo tem pênaltis polêmicos para a equipe celeste

Mena e Giovanni Augusto (Foto: Douglas Magno)
Mena e Giovanni Augusto disputam bola no disputado clássico deste domingo no Mineirão
(Foto: Douglas Magno)

Sensacional define bem o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG disputado na tarde deste domingo, no Mineirão, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O empate em 1 a 1, gols de Willian e Carlos, teve ingredientes dignos de um filme de suspense campeão de bilheteria, já que não faltaram emoção, arrepios e muito frio na barriga. O Cruzeiro saiu na frente e, com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo, segurou o resultado até os 43 minutos da etapa final, quando sofreu o empate.

A Raposa ainda teve a bola do jogo, num pênalti mal marcado por Leandro Vuaden aos 46, uma vez que Jemerson derrubou Willian fora do área – Victor, que falhara no gol celeste, se redimiu ao defender cobrança do próprio Willian. E não foi o único lance polêmico do duelo. Aos 13 do primeiro tempo, a bola bateu no braço de Leonardo Silva após cabeçada de Manoel. Os jogadores celestes pediram penalidade máxima, mas o árbitro mandou seguir..

O resultado mantém o Atlético-MG na vice-liderança do Brasileirão, com 49 pontos, cinco a menos que o Corinthians. O Cruzeiro é o 14º colocado, com 29 pontos, dois a mais que o Coritiba, primeiro time do Z-4. Na próxima rodada, o Cruzeiro recebe o Vasco, no Mineirão, enquanto o Atlético-MG enfrenta o Santos, na Vila Belmiro. Os dois jogos serão às 22h (de Brasília) de quarta-feira.

Equilíbrio

O clássico começou nervoso e com os dois times muito cautelosos em campo. O Cruzeiro veio com postura um pouco mais ofensiva, e o Atlético-MG ficou postado no campo de defesa, esperando o rival. Este panorama, porém, durou apenas 10 minutos, quando o time alvinegro passou a adiantar as linhas e equilibrado. Isso no que diz respeito ao domínio territorial, porque as chances reais de gol foram escassas. O placar poderia ter sido movimentado aos 13. Depois do cruzamento de Marquinhos para a área, Manoel cabeceou, e a bola bateu no braço de Leonardo Silva. Os jogadores da Raposa pediram pênalti, mas Leandro Vuaden mandou o lance seguir.

Entre os 25 e os 35 minutos, o Galo teve mais posse de bola. O posicionamento retraído do arquirrival, no entanto, não significou espaços livres, e o Atlético-MG pouco finalizou. Depois disso, as ações se equilibraram novamente. Como as defesas seguiam levando vantagem sobre os ataques, o primeiro ficou com cara de 0 a 0 até os 37. A zaga atleticana cochilou. Willian se antecipou ao lance e bateu para o gol. A bola saiu fraca, mas o goleiro Victor aceitou – a bola passou por enter as suas pernas.

Emoção até o fim

Atrás no placar, o Atlético-MG voltou com mudanças para o segundo tempo. A primeira foi a saída de Patric para a entrada de Carlos. A segunda foi de atitude. Mais ofensivo, o time fez uma verdadeira blitz, com muitos chutes a gol e cruzamentos na área. A expulsão do lateral Mena aos seis minutos intensificou ainda mais a pressão alvinegra, mas o Cruzeiro passou a ter muitos espaços para contra-atacar. O meia Alisson, por muito pouco, não faz o segundo gol azul.

A partida se tornou imprevisível. O Atlético-MG continuou atacando com todas as suas. Leonardo Silva aparecia infiltrado entre os zagueiros como se um atacante, e o bicampeão brasileiro se defendia como podia. Inclusive, com o apoio da torcida, que cantou ininterruptamente dos 20 minutos até o fim. E de tanto tentar o Galo chegou ao empate. Aos 43 minutos, o jovem Carlos aproveitou escanteio de Dátolo e cabeceou para vencer Fábio.

Quando as emoções do jogo pareciam ter se encerrado, o Cruzeiro teve um pênalti mal marcado aos 45 minutos. Willian, que havia sofrido falta de Jemerson fora da área, cobrou para a defesa de Victor. Na sequência, Fábio impediu a virada do Galo ao parar as tentativas de Giovanni Augusto e Leonardo Silva.

Lucas Pratto e Willians (Foto: Douglas Magno)
Rivais buscaram o gol até o último minuto do jogão deste domingo (Foto: Douglas Magno)
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Willian brilha e justifica baixo futebol com Luxa: “Me devia uma grana do Poker”

Willian, o Messi de Bigode Foto: Muralha

O Cruzeiro voltou mostrar um bom futebol e na estréia de Mano Menezes goleou o Figueirense por 5×1 no Mineirão. Com uma atuação quase perfeita de todos os jogadores celestes, um chamou atenção: Willian, vulgo Messi de Bigode.

O jogador que sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, ex técnico Cruzeirense, chegou a pensar em largar o futebol, voltou a atuar como nos dois últimos anos, marcou 4 gols na partida e encostou de vez no Vasco da Gama na disputa pela artilharia do Brasileirão.

Procurado pela equipe do Olé do Brasil após o jogo, Willian justificou o baixo rendimento com o ex técnico cruzeirense: “olha, eu sempre acreditei no meu futebol e sabia do meu potencial, mas com o ‘profêxô’ as coisas não estavam dando certo. Em uma brincadeira de Poker na concentração eu ganhei uma grana, mas nunca recebi. A partir daquele momento, nossa relação nunca mais foi a mesma, o que influenciou diretamente no meu rendimento, já que ele passou a me escalar como lateral esquerdo”, disse com os olhos marejados.

Além de Willian, Leandro Damião e Paulo André fizeram suas melhores partidas pelo clube mineiro!

 

Willian marca 4 gols e encosta no Vasco na briga pela artilharia do Brasileirão

Em apenas um jogo, Willian marcou o equivalente à metade dos gols do Vasco em todo o Brasileirão  (FOTO: Leandrão)

Em apenas um jogo, Willian marcou o equivalente à metade dos gols do Vasco em todo o Brasileirão
(FOTO: Leandrão)

Willian Bigode, que não aparentemente odeia o Luxa e ama o Mano Menezes, mitou nesta rodada. O artilheiro da rodada marcou 4 gols, mitou no Cartola e encostou no Vasco na luta pela artilharia do Brasileirão.

Feliz, o atacante garantiu que o objetivo é muito maior do que este: “Superar o Vasco é fácil, dificil é chegar no G4. Este é o meu objetivo e de todo o time do Cruzeiro. O dia que eu focar em ser apenas melhor que o Vasco, desisto do futebol”, disse o atacante. Foi tanto gol, que o atacante pediu a música Faroeste Caboclo, que será tocada completinha.

Segundo alguns jogadores, o Cruzeiro tirou o pé e, por isso, não fez o sexto gol: “De 6 a 1 só contra o Atlético-MG”, teria dito um atleta cruzeirense.