ABC 2 x 1 Paysandu

O JOGO

O ALGOZ DO PAPÃO

O ABC venceu o Paysandu por 2 a 1 e quebrou a invencibilidade da equipe na noite desta terça-feira, no estádio Frasqueirão, em Natal. O Papão ainda não havia perdido e sequer sofrido gols na Série B do Campeonato Brasileiro, mas Echeverría, aos 19, e Dalberto, aos 22, marcaram e encerraram o tabu; enquanto Wesley descontou aos 37. Todos os gols foram no primeiro tempo. Por outro lado, o placar dá continuidade a invencibilidade do ABC em casa. O time está sem perder há 34 jogos na Frasqueira.

DESTAQUE

CLASSIFICAÇÃO

Com o resultado, o ABC soma oito pontos e sai de 15º lugar para o 8º na tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro. O Paysandu, que começou a rodada como líder, cai uma posição e fica na vice-liderança.

DESTAQUE

DUELO DE TABUS

O Paysandu chegou ao Frasqueirão com o tabu de não sofrer gols e não ter perdido na Série B, enquanto o ABC tinha o retrospecto de 33 jogos sem perder em casa. No duelo de tabus, Echeverría tratou de pôr fim ao do adversário quando marcou gol logo aos 18 minutos do primeiro tempo. Três minutos depois, Dalberto ampliou o placar e complicou a vida do Paysandu.

 

O Papão tentou reagir e pressionou o Alvinegro em boa parte do segundo tempo, mas não conseguiu reverter o resultado. Wesley descontou ainda no primeiro tempo e só. Enquanto o ABC ostenta as 34 partidas sem perder na Frasqueira, o Paysandu volta para o Pará sem invencibilidade.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

O ABC começou o jogo sem temer o líder da Série B e foi para cima. Mais uma vez, Bocão mostrou a qualidade ofensiva que tem e foi o destaque nas pontas junto com Dalberto. Logo aos cinco minutos, o lateral chegou na linha de fundo na direita e cruzou rasteiro para a área, mas Nando deixou passar.

 

Enquanto isso, o Paysandu esperava o Alvinegro no campo de defesa para sair no contra-ataque. Aos 18 minutos, Bocão, mais uma vez, apareceu na intermediária e mandou para a área. A defesa do Papão dormiu e a bola sobrou para Echeverría aparecer como elemento surpresa e abrir o placar para o ABC.

 

Mal deu tempo da torcida comemorar o gol, foi a vez de Eltinho aparecer no jogo e provar que a força do esquema de Geninho é o apoio ofensivo das laterais. O atleta cruzou na esquerda e pôs a bola na cabeça de Dalberto, que conseguiu cabecear no cantinho do goleiro Emerson. Segundo gol do ABC e um banho de água fria no Paysandu, que precisou ir para o ataque. Em uma cobrança de falta aos 37 minutos, Wesley conseguiu descontar.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

No segundo tempo, Geninho colocou o atacante Marques no lugar de Echeverría; e Chamusca tirou o volante Rodrigo Andrade para a entrada do atacante Leandro Carvalho. A entrada do jogador foi uma luva no Papão. Leandro mostrou muita velocidade e agrediu o ABC, mas Edson estava atento para segurar o resultado.

 

O ABC até tentou ampliar, mas não foi letal como na primeira etapa. Gegê recebeu a bola na meia-lua e procurou colocar a bola no canto inferior da trave, mas Emerson apareceu bem para espalmar. Depois disso, o Paysandu acordou e quase chegou ao empate aos 12 minutos, quanto Leandro Carvalho chutou com perigo para boa defesa de Edson.

 

O Papão continuou indo para cima e o ABC cansou. Geninho sacou Zotti e Gegê para a entrada dos volantes Márcio Passos e Jardel, formando um trio defensivo no meio-campo. A contenção funcionou. Antes do fim da partida, o árbitro ainda protagonizou alguns lances de polêmica. Aos 35 minutos, Daniel Amorim, do Paysandu, foi puxado dentro da área, mas nada foi sinalizado.

DESTAQUE

A ASCENSÃO DE DALBERTO

Dalberto ganha cada vez mais espaço no ABC. O jogador não foi titular nos dois primeiros jogos, mas ganhou uma chance ao longo da partida contra o Internacional e não saiu mais. Naquele jogo, protagonizou um lindo lance individual para servir Pardal no gol do empate alvinegro e conquistou a torcida. Hoje, agrediu o Paysandu com jogadas individuais e foi o autor do segundo gol do ABC, quando aproveitou o cruzamento de Eltinho e colocou a bola no canto do goleiro Emerson.

DESTAQUE

A VOLTA DE MÁRCIO PASSOS

Um dos atletas mais queridos pela torcida alvinegra retornou aos campos. Márcio Passos se recuperou de uma entorse no joelho depois de 45 dias e esteve presente nesta noite no Frasqueirão. O jogador entrou no segundo tempo no lugar do meia Zotti para formar dupla com Pedra, e posteriormente trio com Jardel, para aguentar a pressão do Paysandu, que ganhava volume de jogo.

 

Márcio ainda recebeu a faixa de capitão do goleiro Edson quando entrou em campo. Ele era o capitão da equipe durante o Campeonato Potiguar, quando se lesionou.

 

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Vasco 0 x 4 São Paulo

São Paulo goleia por 4 a 0, afasta a crise e afunda o Vasco na tabela

Em jogo movimentado em Brasília, Tricolor paulista vence o adversário carioca nos começos do primeiro e do segundo tempo. Riascos perde três gols incríveis…

Vasco x São Paulo Alexandre Pato (Foto: André Borges/Frame/Estadão Conteúdo)

Pato comemora com Wesley (19) o primeiro gol tricolor

(Foto: André Borges/Frame/Estadão Conteúdo)

Na parte de cima da tabela, o São Paulo reagiu. Após quatro jogos sem vitória, o time paulista fez 4 a 0 no Vasco, em Brasília, e encostou no G-4 do Brasileirão. Na ponta de baixo, a equipe carioca acumulou a segunda derrota seguida, após dois triunfos desde que Celso Roth assumiu o cargo de técnico – pode virar lanterna no próximo fim de semana.

O Mané Garrincha recebeu 15.812 pagantes, que geraram uma renda de R$ 1.274.000,00.

Na 13ª rodada da competição nacional, o Vasco visita o Grêmio em Porto Alegre no sábado, às 18h30. No domingo, às 11h, o São Paulo recebe o Coritiba no Morumbi.

O jogo

O Tricolor paulista começou o primeiro tempo em ritmo alucinante na capital federal. Aos 17 minutos, já vencia por 2 a 0, com gols de Pato (aos 12) e Michel Bastos. As jogadas fluíam com naturalidade, ao contrário das apresentações anteriores. O clima ruim do começo da semana, provocado por desentendimentos entre jogadores e o técnico Juan Carlos Osorio mais o atraso no pagamento de direitos de imagem de parte do elenco, parecia ter ficado no passado.

Mas, aos 27, o técnico vascaíno mexeu em seu time e mudou o jogo. Rafael Silva entrou no lugar de Lucas e reposicionou seus companheiros em campo. Andrezinho ficou mais centralizado e o atacante abriu na esquerda, com Riascos na direita. Foi o suficiente para escapar do sufoco do adversário e passar a criar chances de gol, não aproveitadas.

Na volta para o segundo tempo, o São Paulo novamente foi letal logo de início, aos 3 minutos, com um gol de Wesley. Parecia que o jogo estava decidido. Mas o Vasco teve chance de reagir. Riascos teve três oportunidades claras na frente de Rogério Ceni, aos 10, 13 e 16, mas chutou todas as bolas para fora. No minuto seguinte, Toloi tirou bola de Andrezinho em cima da linha.

Foi a senha para o técnico colombiano fechar o São Paulo: Hudson entrou no lugar de Pato, aos 18. Isso bastou para reequilibrar as ações. Até o fim, o ritmo do jogo continuou forte, mas seguro para o time paulista, com o fim da pressão carioca. Boschilia fechou o placar aos 47.

 

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Joinville 2 x 1 Goiás

Joinville bate Goiás, vence a primeira na Série A e deixa lanterna para Vasco

De virada e com dois gols de Kempes, JEC acaba com o jejum sem triunfo no Brasileiro desde 87 e amplia a sequência esmeraldina para cinco jogos sem vencer

Demorou, mas saiu. O Joinville venceu pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. O Goiás saiu na frente, porém, o time da casa foi o vencedor: 2 a 1. Wesley abriu o placar e Kempes, duas vezes, balançou as redes e a maioria dos 9.049 torcedores que estiveram na Arena Joinville neste domingo. O resultado tira o JEC da lanterna da competição, é o Vasco quem termina a oitava rodada na última colocação. Os esmeraldinos estão no 15º lugar, e tiveram o jejum ampliado para cinco partidas sem triunfo.

Joinville x Goiás (Foto: José Carlos Fornér/JEC)
Joinville bate o Goiás de virada (Foto: José Carlos Fornér/JEC)

O Goiás começou à vontade, mesmo que não tivesse a bola. Nem queria, sua vontade era explorar o erro joinvilense e o contragolpe. Na terceira oportunidade não foi por pouco, foi dentro. Cara a cara com o goleiro, Wesley botou os esmeraldinos em vantagem. Tento que fez o Joinville sentir nove minutos de tensão. Nervosismo que foi embora quando Anselmo fez a enfiada para que Kempes deixasse tudo igual.

Aí foi o JEC que ficou bem, e ainda trouxe o torcedor outra vez para o jogo. Ficou mais fácil para a virada ocorrer ainda na etapa inicial. Após batida de escanteio de Marcelinho Paraíba, Kempes, de novo, colocou o Joinville na frente do placar pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. A vantagem fez o técnico Adilson Batista aproveitar as dores de Augusto César para colocar Dankler no jogo e o time com três zagueiros.  Nada defensivo, a equipe dominava as ações.

Até que o lateral-esquerdo Diego foi ingênuo. O jogador de 19 anos pisou no atacante Wesley quando o jogo estava parado: cartão vermelho para ele. Nesta altura, o Goiás tinha Robert e três atacantes em campo. Foi questão de tempo do time de camisa branca se fazer mais presente na frente e pressionar por um empate que não ocorreu. Ficou ainda mais distante quando Diogo Barbosa foi expulso. A torcida da casa passou a sentir o gosto da vitória, e a saboreou pela primeira vez no Campeonato Brasileiro pouco depois.

Os dois times voltam a jogar no próximo domingo. Às 11h, e no Mineirão, o Joinville encara o Atlético-MG. Mais tarde, às 16h, o Goiás recebe o Fluminense no Serra Dourada.

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Palmeiras 4 x 2 Chapecoense

4 x 2

26ª RODADA
COM TRÊS GOLS DE HENRIQUE, PALMEIRAS DERROTA A CHAPECOENSE E DEIXA O Z-4
Atacante perde chance inacreditável no começo, mas se recupera e brilha na vitória por 4 a 2. Verdão não volta para a zona da queda nesta rodada
Henrique conheceu na noite desta quinta-feira como é ir do inferno ao céu em poucos minutos. No primeiro tempo, perdeu chance incrível, sem goleiro. No segundo, o atacante marcou três gols e foi o nome da vitória do Palmeiras por 4 a 2, de virada, sobre a Chapecoense, no Pacaembu, resultado que tirou o Verdão da zona de rebaixamento. A equipe subiu ao 15º lugar, com 28 pontos, e não volta mais ao Z-4 na rodada. Os catarinenses têm a mesma pontuação, mas estão uma posição abaixo e com uma vitória a menos.

A partida foi muito movimentada no Pacaembu. A Chape abriu o placar com Leandro – que fez outro no fim – e desperdiçou outras grandes oportunidades de aumentar até os primeiros momentos da etapa final. De repente, o Palmeiras começou a jogar. E construiu a vitória em menos de 20 minutos, com Wesley e os três gols de Henrique, lavando a alma dos torcedores – e dando a esperança de que a situação pode melhorar. Já para o adversário, fica a velha lição do futebol: quem não faz, toma.

O Verdão volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o Botafogo, às 19h30, no Maracanã. Na quinta, às 20h30, a Chapecoense recebe o Internacional, na Arena Condá.

Henrique Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)

Henrique é o destaque da vitória do Palmeiras, com três gols marcados na partida (Foto: Marcos Ribolli)

O jogo

Dorival Júnior bancou a permanência de Henrique como titular. Mas bastaram 13 minutos para ele irritar os torcedores. Após linda troca de passes entre Valdivia e Diogo, o camisa 19 recebeu na área, mas chutou fraco, e Rodrigo Biro salvou em cima da linha. O Verdão foi a campo empurrado pela torcida. Após o gol perdido, insistiu, mas a falta de qualidade prejudicou. A Chape entrou da forma como venceu o São Paulo e empatou com o Corinthians fora: fechada, jogando por uma bola. E ela apareceu aos 40 minutos, em novo vacilo da defesa palmeirense. Ricardo Conceição lançou, e Leandro, livre, abriu o placar.

O segundo tempo foi bem estranho. A Chape começou em cima, perdeu duas grandes chances e era muito melhor. Mas como diz o velho e manjado ditado do futebol, quem não faz leva. E em menos de 20 minutos o Palmeiras construiu a vitória que tirou o time do rebaixamento: aos seis, Wesley chutou de esquerda e empatou. Aos 12, Henrique começou a brilhar. Aproveitou desvio de cabeça de Valdivia e completou para o gol vazio. Oito minutos depois, tomou a vez de Cristaldo em cobrança de pênalti – o argentino ficou revoltado – e marcou o terceiro do Verdão. Mais quatro minutos e outro gol de pênalti do camisa 19, agora artilheiro do Brasileirão, com 12 gols, ao lado do cruzeirense Marcelo Moreno.

Com a vantagem construída, o Verdão se preocupou apenas em segurar a vantagem e garantir a vitória, que dá tranquilidade ao time até a próxima rodada. Ainda viu Leandro descontar para a Chape no fim, mas nada que comprometesse o resultado. E Henrique vai ter pelo menos uma semana para curtir a grande atuação. O gol perdido ficou para trás.

 

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Ceará 4 x 1 Parnahyba

Alvinegro de Porangabuçu marca 4 a 1 no time piauiense na Arena Castelão. Vovô encara Chapecoense já na próxima quarta-feira (14), na Arena Condá .

Ceará x Parnahyba Copa do Brasil Castelão (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)

Ceará goleou Parnahyba pela Copa do Brasil no Castelão (Foto: Bruno Gomes/Agência Diário)

O Ceará não teve dificuldades para golear o Parnahyba e garantir vaga na próxima fase da Copa do Brasil. Com gols de Vicente, Nikão, Magno Alves e Wesley, contra, o Vovô aplicou 4 a 1 no time piauiense no jogo de volta realizado na Arena Castelão, na noite desta quarta-feira (7). Da Silva marcou o gol do Tubarão. Na partida de ida, no interior do Piauí, o Alvinegro já havia vencido por 1 a 0.

Com a vaga garantida, o Ceará enfrenta a Chapecoense na segunda fase. O jogo de ida será na próxima quarta-feira (14), às 19h30min, na Arena Condá, em Chapecó-SC.

Só deu Vozão

O início do Ceará foi definir o jogo o mais rápido possível. A equipe alvinegra acuou o Parnahyba e obrigou os jogadores adersários a suarem a camisa para conseguir se defender. Tanto que o primeiro gol não demorou muito para sair. Na falha da defesa piauiense, Nikão lançou Vicente, que abriu o placar sem  dificuldades na Arena Castelão.O segundo gol veio cinco minutos depois. Desta vez, em chute seguro de Nikão.

A partir daí, o Vovô diminuiu o ritmo em campo. Mesmo assim, teve chances claras de ampliar comMagno Alves, Bill e Ricardinho. Ao Tubarão, restava apertar na marcação e tentar contra-ataques, poucas vezes conseguidos com sucesso .

Seguiu a tranquilidade

Na volta para a etapa final, o Alvinegro de Porangabuçu seguiu cadenciando o toque de bola. Por outro lado, o Parnahyba resolveu atacar com mais ímpeto. No entanto, esse ímpeto não significava perigo real de gol ao Ceará. O meio-campista Capela era o que mais produzia pelos lados piauienses.

Com o jogo dominado, o Ceará resolveu investir no ataque de forma precisa depois dos 10 minutos. Primeiro com Magno Alves, que recebeu bola de Bill e empurrou para as redes. Em seguida, Bill chutou cruzado para Magno Alves, mas Wesley mandou para dentro do gol, marcando contra a própria meta.

Somente aos 34 minutos e na falha do zagueiro Sandro, do Ceará, o Parnahyba causou estragos à meta alvinegra. Da Silva dominou bola, driblou o zagueiro e chutou rasteiro para vencer o goleiro Luís Carlos. Mas também parou por aí. O Vovô seguiu com mais posse de bola e ameaçando. Bill chegou a perder um gol sozinho, após receber bola de Felipe Amorim e tirar do goleiro Robinho. Vaias surgiram das arquibancadas. Mas, no final, o torcedor saiu de campo com uma vitória fácil e a vaga para a segunda fase.

Ceará x Parnahyba Copa do Brasil Castelão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
Magno Alves comemora gol com Nikão sobre o Parnahyba na Arena Castelão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
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Renato Maurício Prado comenta Flamengo 4 x 2 Palmeiras

Flamengo 4 x 2 Palmeiras

Duas vitórias e duas derrotas. Um saldo ruim para o futebol carioca, no final de semana. Principalmente porque um dos triunfos foi na Segunda Divisão, com o Vasco batendo o Atlético-GO, em São Januário (uma vez de portões fechados) por 3 a 0. O lateral Marlon foi o destaque, com dois gols – Douglas, de falta, marcou o outro. Uma grande atuação vascaína? Longe disso. Mas foi um resultado importante: a primeira vitória, em três rodadas, levando o Vasco à sétima posição na tabela.

Na primeira divisão, o Fluminense, que liderava, com 100% de aproveitamento, foi a maior decepção, ao ser surpreendentemente batido, em casa, pelo Vitória, por 2 a 1. A torcida encheu o Maracanã, com mais de 50 mil presentes, mas o time frustrou a expectativa geral por uma grande atuação . Até foi superior ao adversário, no primeiro tempo, mas não conseguiu marcar. E, após o intervalo, surpreendido com um gol de Marquinhos, num chute da entrada da área (que desviou em Fred), se desarticulou e acabou sofrendo o segundo (do mesmo jogador). Quando descontou, com Wagner, impedido, já era tarde.

Nos jogos de hoje, o Botafogo acabou derrotado pelo Bahia, na Fonte Nova, por 1 a 0, gol de Maxi Biancucchi: o novo ataque, formado por Emerson e Zeballos, desta vez, não funcionou: o paraguaio acabou substituído por Wallyson, e até o tanque Ferreyra foi acionado, no lugar de Daniel, mas nada adiantou. O resultado deixou o Glorioso na penúltima posição da tabela. A vitória, na próxima rodada, contra o Criciúma, no Maracanã, é fundamental para Wagner Mancini ter um mínimo de tranquilidade para trabalhar. Será Carlos Alberto capaz de melhorar o até agora inoperante meio-campo alvinegro?

O melhor resultado foi mesmo o do Flamengo, que saiu perdendo do Palmeiras por 1 a 0 e, depois, 2 a 1, mas conseguiu virar, no segundo tempo, vencendo por 4 a 2. Nos primeiros 45 minutos, o rubro-negro sentiu muito a falta de um armador de verdade. Jayme de Almeida iniciou a partida com Negueba (!!!) no meio e Nixon, Alecssandro e Paulinho, na frente. Não deu certo. Após o intervalo, com Lucas Mugni substituindo Nixon (e assumindo a função de armador), o time melhorou bastante e a vitória veio com dois gols de Alecssandro e um de Márcio Araújo (Paulinho marcara, na etapa inicial). Mugni participou ativamente de dois gols.

Ao que tudo indica, o argentino deverá ser o titular no Fla-Flu da próxima rodada. Resta saber se conseguirá repetir a boa atuação. Talento, ele tem, mas, de uma maneira geral, os rubro-negros que entram bem e são mantidos no time, na rodada seguinte, não vêm conseguem confirmar.

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 05.05.2014

Flamengo 4 x 2 Palmeiras

 4 x 2 

3ª RODADA
FLAMENGO VIRA SOBRE O PALMEIRAS COM BRILHO DE ALECSANDRO E DEDO DE JAYME
Técnico faz substituição decisiva, muda o jogo e diminui pressão sobre si. Centroavante define a partida. Verdão começa bem, mas perde no Rio .
O Flamengo entrou no Maracanã, neste domingo, pela terceira rodada do Brasileirão, com Jayme de Almeida pressionado, em jejum de cinco jogos sem vitórias (entre o campeonato nacional, Carioca e Taça Libertadores) e com Alecsandro há três partidas sem marcar. Cenário complicado, mas que virou passado neste domingo à tarde. Depois de sair atrás no placar, o Rubro-Negro virou para cima do Palmeiras e venceu por 4 a 2, resultado que tem parcela fundamental de contribuição do seu treinador. No intervalo, ele substituiu Nixon por Lucas Mugni, e o time carioca dominou completamente o segundo tempo, quando definiu o placar. Paulinho, Márcio Araújo e Alecsandro (duas vezes) marcaram para o Rubro-Negro; Wesley e o estreante Henrique fizeram para o Verdão. A partida teve um público pagante de 16.318 torcedores, com 21.082 presentes, e renda de R$ 763.125,00.

A vitória faz o Flamengo respirar aliviado, com quatro pontos, e diminui a pressão sobre Jayme de Almeida. Do outro lado, Gilson Kleina vê o clima ficar ruim, já que o Verdão estaciona nos três pontos e acumula a segunda derrota consecutiva. Para piorar, o time acabou de perder Alan Kardec para o rival São Paulo e tenta se remontar no meio do Brasileirão.

Alecsandro gol Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Alecsandro profetizou a virada e marcou dois gols neste domingo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Jayme de Almeida apostou em uma formação ofensiva, no 4-3-3, com um meio de campo de pouca marcação. Exposto, o Fla deu espaço para o Palmeiras, e Valdivia aproveitou a liberdade para comandar o Verdão na etapa inicial. Mesmo fora de casa, o time paulista tomou a iniciativa e aproveitou bem as jogadas pelas laterais. Mas foi de longe que Wesley soltou uma bomba para abrir o placar no Maracanã. Paulinho descontou rapidamente, mas no fim da etapa inicial Henrique definiu o 2 a 1 parcial. Curiosamente, o atacante, que fez sua estreia, recusou proposta rubro-negra antes de acertar com o Verdão.

No fim do primeiro tempo Fernando Prass sentiu dores no cotovelo e foi substituído por Bruno. Na saída para o vestiário, Alecsandro fez “profecia” da virada em entrevista para a TV Globo. E tudo se confirmou com a bola rolando, após a substituição de Jayme de Almeida. Lucas Mugni ajudou o Fla a preencher o meio de campo, e a marcação melhorou. Valdivia não teve mais liberdade, e Negueba, pela esquerda, deu muito trabalho aos defensores verdes. Márcio Araújo empatou, e o centroavante definiu o placar com mais dois gols, com direito a “sambadinha” na comemoração.

Agora, o Flamengo tem o clássico contra o Fluminense, no próximo domingo, às 16h, novamente no Maracanã. O jogo será válido pela quarta rodada do Brasileirão. O Verdão, por sua vez, volta as atenções para a Copa do Brasil, pois enfrentará o Sampaio Corrêa, do Maranhão, no estádio Castelão, em São Luis, na quarta-feira, às 22h, pela segunda fase do torneio nacional.

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