Renato Maurício Prado comenta queda de rendimento do Fluminense

 

O que está havendo com o Fluminense? O time que dava gosto ver se desmilinguiu, perdendo três jogos (um deles, de goleada, para os reservas do América de Natal, pela Copa do Brasil) e empatando outro, em casa, contra o lanterna do campeonato.

Cristóvão, que tinha um esquema azeitado, sem Fred, parece não encontrar a formação ideal, com ele. E Rafael Sóbis, um dos melhores jogadores, no pós-Copa, acabou no banco, contra a Chapecoense, dando vez a Walter, que segue forma de forma e vivendo de lampejos, como o belo chute que deu do próprio campo, quase surpreendendo o goleiro.

Os últimos resultados são indignos de um elenco que tem jogadores como Conca, Jean, Sóbis, Wagner (no momento, fora de combate), Cavalieri e, ainda que em má forma, o próprio Fred.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 22.08.2014

Renato Maurício Prado comenta Fluminense 5 x 2 São Paulo

Em meio a tantas peladas intragáveis, numa rodada sim e na outra também, o Campeonato Brasileiro teve, finalmente, uma partida eletrizante, envolvendo um time carioca. O duelo entre Fluminense e São Paulo, na despedida do Maracanã até à Copa, foi de encher os olhos. Teve sete gols, períodos distintos de domínio de um e de outro e um desfecho sensacional. 

O roliço Walter deixou o gramado festejado, com merecimento, como grande destaque da noite. Até bicicleta deu e marcou dois gols, um deles digno de aplausos de pé, como na ópera (ave, Nélson Rodrigues!). Até então, o jogo estava empatado em 2 a 2 e foi graças à obra prima do atacante tricolor que, pela primeira vez, o Flu passou a comandar o placar (o São Paulo estivera à frente em 1 a 0 e 2 a 1). 

O lance começou com um cruzamento de Wagner, da ponta-esquerda. De lá, a bola foi parar nos pés de Walter, no bico da pequena área, pelo lado direito. À sua frente estavam um lateral adversário (Reinaldo) e o goleiro Rogério. Com a baliza praticamente encoberta e sem ângulo para a conclusão, o esperado era que cruzasse para a marca do pênalti, onde Conca, livre, pedia o passe. 

Pois sim. Com a precisão de um craque de bilhar, o centroavante tricolor bateu rasteiro, com efeito e de curva, buscando o canto contrário ao de Ceni, que nem se mexeu. Um golaço que incendiou de vez o time e a torcida — e a partir daí, como na entusiasmada comemoração do artilheiro, o Flu deitou e rolou, tomando definitivamente conta do jogo e partindo para a goleada de 5 a 2.

Camisa nove absoluto da seleção brasileira, Fred, naturalmente, faz falta a qualquer equipe. Mas se existe um time que, no momento, parece poder prescindir dele é exatamente o tricolor carioca, onde Walter vem se mostrando até em melhor forma do que o titular.

Quem diria que um dos quatro últimos colocados do torneio do ano passado ressurgiria tão forte esse ano? STJD à parte, méritos para Conca (que voltou e reassumiu a batuta de maestro do meio-campo), Cristóvão (que soube organizar taticamente a equipe, algo que Renato não vinha conseguindo) e, por que não dizer, Walter, o novo xodó das Laranjeiras.

De rebaixado (em campo), em 2013, o Flu renasce como fortíssimo candidato ao título de 2014. Que pode vir a ser o terceiro, em apenas cinco temporadas! Um cartel e tanto.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24.05.2014

Fluminense 5 x 2 São Paulo

 5 x 2 

6ª RODADA
WALTER BRILHA, FLUMINENSE GOLEIA O SÃO PAULO E ENTRA NO G-4 DO BRASILEIRO
Substituto de Fred, atacante marca dois gols e é destaque na vitória por 5 a 2 sobre o time de Muricy Ramalho, que perdeu a invencibilidade no torneio .
Dia 21 de maio. Quando Fluminense e São Paulo se reencontram nesta data, os cariocas festejam, e os paulistas lamentam. Em 2008, Washington foi o algoz são-paulino na histórica vitória nas quartas de final da Taça Libertadores. Exatos seis anos depois, foi Walter quem fez a festa da galera no mesmo Maracanã. Com dois gols, ele comandou a equipe que, com um belíssimo segundo tempo, goleou por 5 a 2 nesta quarta-feira, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Rafael Sobis, Wagner e Lucão (contra) também anotaram para a equipe comandada por Cristóvão Borges. Alexandre Pato e Rogério Ceni marcaram para o time paulista, que esteve duas vezes à frente no placar, mas sofreu um apagão no segundo tempo e acabou goleado. Foi sua primeira derrota neste nacional.

Para os cariocas, foi uma noite de festa. Além do excelente placar, o time subiu para a terceira colocação, com 12 pontos. Já os paulistas voltam a encarar sua irregularidade. O mesmo time que venceu o Flamengo com facilidade, domingo passado, no mesmo local, foi presa fácil para o rival desta quarta, principalmente no segundo tempo. Com nove pontos, o São Paulo segue na sétima colocação.

Os dois times voltam a campo no fim de semana. No sábado, os comandados de Muricy buscarão a reabilitação diante do vice-líder Grêmio, no Morumbi. No mesmo dia, o Flu enfrentará o Bahia na Arena Barueri.

São Paulo melhor no primeiro tempo, Flu arrasador no segundo

O primeiro tempo teve duas partes. Na primeira, que durou até os 23 minutos, o jogo foi um marasmo. Até que Antônio Carlos, aos 24, foi derrubado por Wellington Silva na área: pênalti bem batido por Rogério Ceni. O gol são-paulino fez o Fluminense sair e deixar espaços para o contra-ataque. A partir daí, o futebol apareceu. Não faltaram lances de emoção. Os maestros Ganso e Conca tinham a bola e viam seus companheiros bem posicionados. O Fluminense, após assustar em três ocasiões, chegou ao empate com Walter, após falha de Ceni, que rebateu chute de Conca. O time da casa mal teve tempo para comemorar, já que, no último lance da etapa, Pato usou a cabeça e recolocou o São Paulo na frente, após cruzamento de Osvaldo.

No intervalo, Cristóvão Borges pediu para o Fluminense adiantar sua marcação. Foi o que aconteceu. Quando Walter quase fez de bicicleta, ficava claro que o time iria com tudo. Em apenas 20 minutos, o Flu já estava à frente, com um gol contra e outro do gordinho, que fez a festa rolando no gramado. Perdido, o São Paulo não esboçava reação e ainda levou outros dois golpes com os tentos de Wagner e Sobis, o quinto quando Muricy já havia mexido na equipe, com a saída de um volante (Maicon) para a entrada de um atacante (Pabon). No fim, o jeito foi tentar consertar colocando o marcador Hudson para diminuir o ímpeto do adversário, que só não fez mais gols porque acabou o gás.

Walter comemora gol do Fluminense contra o São Paulo (Foto: André Durão)
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Após Daniel Alves comer banana em campo, Walter tenta transferência para a Espanha

Insatisfeito com a reserva no Flu, o atacante Walter não esconde de ninguém que deseja mudar de ares. Até  o último domingo, o mito não sabia em que clube gostaria jogar, mas depois de ver Daniel Alves saborear uma banana em campo, Walter já escolheu a Espanha como prioridade para desfilar seu futebol e fazer o chão tremer.

“Aqui no Brasil todo mundo me cobra, diz que tenho que parar de comer, que preciso emagrecer, mas na Espanha eles comem até durante o jogo. Não tem frescura. Imagina se jogam um cachorro quente ou uma pizza em vez da banana. Hoje foi uma banana, amanhã pode ser um pedação de torta bem delícia“, comentou.

Walter ainda lembrou outro fato importante que pode fazê-lo deixar o Tapetense: “Já estou comento pouco e quando como ainda viram a mesa. Ouro dia saí na porrada com o advogado que tentou virar a mesa enquanto eu comia meu lanche. Eu só quero ser feliz”.

Em tom de brincadeira, o atacante disse que já fez até promessa para conseguir a transferência para a Espanha: “Vou deixar de tomar refrigerante e comer bolacha recheada durante uma semana (risos)”, finalizou, sabendo que não seria capaz de cumprir o prometido.

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Renato Maurício Prado comenta o desempenho de Walter no Fluminense

O Fluminense acertou na mosca ao contratar o (já não tão) roliço Walter. Só falta agora coloca-lo para jogar ao lado de Fred. Quando isso acontecer, estará formada uma das duplas mais fortes de ataque do futebol brasileiro. Capaz até de fazer a diferença nas finais do Estadual.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 11.03.2014

Duque de Caxias 2 x 2 Fluminense

Doze quilos mais magro desde que chegou ao Fluminense, Walter mudou a silhueta, os hábitos alimentares, mas mantém intacta a voracidade quando o assunto é gol. Em um jogo morno e que pouco valia para o Tricolor das Laranjeiras, o atacante fez um dos gols do empate por 2 a 2 com o Duque de Caxias neste domingo, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Ele chegou a cinco na temporada e vale destacar que só foi titular nos últimos dois jogos. O público pagante foi de 976 torcedores, com renda de R$ 19.475.

Wagner anotou o outro gol tricolor, enquanto Alex Terra e Juninho fizeram para o Duque. A duas rodadas do fim da primeira fase, o resultado mantém o Flu na segunda posição do Campeonato Carioca, com 26 pontos. O Flamengo lidera com 31 e se vencer o Botafogo no clássico desta noite conquista a Taça Guanabara.

Com a classificação garantida às semifinais e os astros Conca e Fred poupados, o Fluminense entrou em campo no Raulino de Oliveira para uma partida qualquer e quase foi castigado. Sobretudo no primeiro tempo, o time teve atuação relaxada e passou por apuros.

Do outro lado, o Duque de Caxias, que pressionado pela zona de rebaixamento vivia uma “final de Copa do Mundo” particular. Estímulos constantes entre os jogadores, disposição a cada bola dividida e a tática funcionou bem até uma expulsão improvável do goleiro Andrade no início da etapa final. O empate deixa a equipe em 15º lugar, com 11 pontos.

– O pensamento do Fluminense era conquistar esse primeiro turno, mas infelizmente está complicado. Sabíamos que ia ser difícil. Quando se joga contra uma equipe que está na zona de rebaixamento não pode ficar tão exposto quanto nós jogamos – analisou Leandro Euzébio, zagueiro do Flu.

 

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Tom Barros publica em sua coluna foto do Ceará de 1948

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Recordando. Time do Ceará, campeão estadual em 1948. A partir da esquerda (em pé): Mitotonio, Balinha, Charutinho, Oséas, Odilon, Pereira, Antonino, Purunga e Popó. Na mesma ordem (agachados): Pintado, Deefeito, Walter, Pedro Matos, Andrade e Baiano. Colaboração de Adhemar Freire, filho do saudoso goleiro Pintado. Desse grupo, conheci pessoalmente apenas o Pintado.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 19/02/2014

Renato Maurício Prado comenta Flamengo 0 x 3 Fluminense

Walter fluminense gol flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Walter celebra o gol que fechou o caixão rubro-negro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

 

Bastou a boa atuação de Dario Conca para o Fluminense vencer o Fla-Flu por 3 a 0, gols de Michael e Elivélton (ambos de cabeça em lances originados por cruzamentos precisos do meia argentino) e Walter.

Com o Maracanã com predominância absoluta da torcida rubro-negra, o tricolor venceu com inteira justiça. E se os torcedores tricolores tiveram motivos para deixar o estádio rindo á toa (afinal, nem precisaram de Fred para vencer o clássico contra o tradicional rival), na Gávea a preocupação passou a ser mais do que justificada.

Se repetir a atuação bisonha deste sábado, na estreia na Libertadores, contra o Leon, no México, na próxima quarta-feira, as perspectivas serão as piores possíveis.

Enquanto no Flu, além de Conca (disparado o melhor em campo), estiveram bem Michael, Rafael Sóbis, Jean, Diego Cavallieri, o roliço Walter (que entrou no finalzinho e ainda marcou um gol e chutou uma bola  na trave) e até a sempre criticada dupla de zaga; no Fla só se salvaram Leonardo Moura e o argentino Lucas Mugni que entrou com personalidade, num jogo já definido.

Erazo foi desastroso, Wallace levou drible desmoralizante de Conca e não subiu em nenhuma das bolas dos gols de cabeça, Paulinho nem foi visto  na partida e Everton teve uma atuação à altura daquelas que tinha quando jogava no Fla: absolutamente errática. Elano foi outro que não acertou nada – inclusive as várias cobranças de falta próxima à área do Flu.

Com a quinta vitória consecutiva, mesmo sem Fred, o Fluminense volta a ser um dos favoritos para o título estadual. E o Flamengo, mais que nunca, assume a condição de azarão na Libertadores.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 08/02/2014

Flamengo 0 x 3 Fluminense

 0 x 3 

TAÇA GUANABARA (1ª FASE) – 7ª RODADA
BOM DE CABEÇA E COM GOL DE WALTER, FLU BATE O FLA E DORME NA LIDERANÇA
Tricolor faz 3 a 0 no Rubro-Negro e quebra marca negativa que vinha desde 2012. Estreante da noite, camisa 18 balança a rede e ainda acerta a trave

O Fluminense entrou em campo na noite deste sábado para enfrentar o Flamengo sem Fred, que sofreu nova lesão na coxa direita. Mas, sem abatimento, o time mostrou que está bom da cabeça sem o camisa 9. Com dois cabeceios, de Michael e Elivelton, e um gol do estreante Walter, o Tricolor decretou a vitória por 3 a 0 sobre o Rubro-Negro no Maracanã.

Com o resultado, o Fluminense chegou aos 16 pontos e vai o menos dormir na liderança do Carioca, pois leva vantagem no saldo de gols, já que o Flamengo tem a mesma pontuação. Neste domingo, o Vasco pode ultrapassar a dupla Fla-Flu. Para isso, basta vencer o Nova Iguaçu, no Raulino de Oliveira.

– Estou muito feliz por fazer gol na estreia contra o Flamengo. Totalmente diferente (um Fla-Flu) – afirmou Walter.

A vitória do Tricolor na noite deste sábado colocou fim a um longo jejum: o time não ganhava um clássico desde o dia 6 de outubro de 2012, quando, com um gol de Fred, venceu o Botafogo pelo Brasileirão.

O Flamengo agora volta sua atenções para a Libertadores. O time fará sua estreia quarta-feira, contra o Leon, no México. Já o Fluminense volta a campo pelo Carioca no sábado, quando receberá o Boavista, no Maracanã.

Michael marca de cabeça

Antes de a bola rolar, foi respeitado um minuto de silêncio por conta da morte de Maicon Oliveira, do Shakhtar Donetsk, vítima de um acidente de carro na cidade ucraniana neste sábado. O atacante tinha 25 anos e passou pela base de Fluminense (2005-2006) e Flamengo (2007-2008).

O jogo começou com os times trocando passes, com certa cautela, sem exposição defensiva e com pouca ação ofensiva. No início, Amaral chegou a vigiar Conca de perto, mas o argentino logo ficou solto e protagonizou bons lances com bela atuação. O primeiro time a chegar bem foi o Flamengo. Depois de a zaga tricolor afastar uma bola pelo alto, André Santos pegou de primeira e acertou a trave, aos 15 minutos.

O Fluminense só conseguiu chegar com perigo em chute de Jean, aos 20 minutos. Na segunda chance, o Tricolor foi preciso. Conca recebeu pela esquerda e, sem marcação, teve espaço para fazer belo cruzamento. Michael – substituto de Fred, lesionado – se antecipou a Erazo e, com cabeceio certeiro, fez 1 a 0.

O time de Renato Gaúcho subiu de produção. O Flamengo sentiu o golpe e só voltou a assustar nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 41, Everton recebeu de Hernane na área e levou perigo ao gol de Cavalieri. E Elano cobrou falta por cima do travessão.

MIchael fluminense gol flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Braços e abraços: Michael comemora gol com companheiros de time (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Elivélton amplia

Mal a bola rolou no segundo tempo e o Fluminense ampliou. Novamente em jogada de Conca; e novamente pelo alto, de cabeça. Em cobrança da falta, o argentino alçou a bola  na área, Gum subiu mais do que a zaga, cabeceou, Felipe espalmou pra frente, a bola subiu um pouco e Elivélton de cabeça fez 2 a 0.

Aos 16, Jayme de Almeida fez duas alterações na equipe: Mugni e Gabriel entraram nas vagas de Elano e Everton. No tempo técnico, o treinador não escondeu seu descontentamento com a postura da equipe em campo.

Gritos de ‘olé’ e gol de Walter

Aos 28 minutos, a torcida tricolor gritou “olé” enquanto o time trocava passes. Logo em seguida, Walter entrou na vaga de Michael e fez sua estreia pelo Tricolor. O Flamengo seguiu lutando. Aos 34, Hernane teve boa chance. Pouco depois Amaral consguiu boa finalização.

Aos 40, porém, o Fluminense selou a vitória. E com gol de estreante. Depois de cruzamento de Chiquinho, Walter conseguiu escorar bem e fechou o placar. Pouco depois, ele ainda acertou uma bola na trave.

 

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Goiás 3 x 1 Internacional

 3 x 1 

Oito vitórias e dois empates em dez rodadas. Não é para qualquer um. A grandiosa sequência de resultados somada ao tropeço dos adversários neste período coloca o Goiás na terceira colocação do Campeonato Brasileiro, cada vez mais perto de uma vaga na Libertadores do ano que vem. A nova vítima foi o Internacional, que até marcou primeiro neste domingo, no Serra Dourada, mas levou a virada em jogo que também foi marcado por polêmica envolvendo a arbitragem.

Walter, Hugo e Roni balançaram as redes após o gol de Otávio, que abriu o placar no primeiro tempo, e a vitória por 3 a 1 deixou o Verdão com 59 pontos, atrás somente de Cruzeiro e Grêmio. O Colorado reclamou bastante do primeiro gol do Goiás, marcado por Walter, que estava em posição irregular. Já no segundo tempo, após reclamar de suposta falta de Roni em cima de Jorge Henrique, na intermediária, Rafael Moura recebeu cartão amarelo, continuou reclamando e foi expulso.

Mas polêmica à parte, o Inter, que não vence fora de casa há mais de dois meses, segue com uma campanha bastante decepcionante, na modesta 11ª colocação, com 45 pontos. Clemer e seus comandados têm mais três rodadas para tentarem melhorar a colocação final da equipe gaúcha, que receberá o Coritiba no próximo domingo, às 19h30m (de Brasília), em Caxias do Sul. Já o Goiás visitará o Atlético-MG no sábado, às 21h (de Brasília), em Belo Horizonte.

Polêmica e empate no primeiro tempo

Invicto há nove rodadas e tentando aproveitar o embalo de quatro vitórias seguidas em casa, o Goiás começou no ataque e teve as quatro primeiras finalizações do jogo. Em uma delas, logo no início, Renan Oliveira passou pela marcação na entrada da área e arriscou, acima do gol de Muriel. Pouco depois, Walter ajeitou para Renan Oliveira, que tocou na saída do goleiro. No rebote, Vítor chutou de esquerda, para fora.

Fabricio internacional e Walter goiás brasileirão (Foto: André Costa / Agência Estado)Goiás, de Walter, vence mais uma e pula para terceiro (Foto: André Costa / Agência Estado)

Com a vitória do Botafogo sobre o Atlético-PR, no último sábado, o Verdão foi ultrapassado e deixou G-4 momentaneamente. Era preciso tomar iniciativa e ter eficiência para furar o bloqueio adversário. Contudo, foi o Inter o primeiro a balançar as redes do Serra Dourada. Aos 19 minutos, Claudio Winck arrancou pela ponta direita e cruzou para Otávio. Com tempo de sobra para pensar na finalização, o meia acertou bela cabeçada e encobriu o goleiro Renan: 1 a 0 Inter.

Mas antes que o Colorado pudesse se aproveitar da vantagem para forçar o adversário a se lançar mais ao ataque, Walter empatou a partida. Aos 25, após lançamento de Renan Oliveira, o atacante do Goiás recebeu livre, em condição irregular, e tocou na saída de Muriel: 1 a 1. Os jogadores do Internacional não perdoaram o erro do assistente e protestaram bastante não só após o gol como também depois do fim do primeiro tempo.

He-Man perde a cabeça, e Goiás vence

O Inter começou assustando na etapa complementar, mas logo o Goiás retomou as ações. D’Alessandro, logo no primeiro minuto, e Fabrício, aos três, tentaram mostrar que a equipe visitante lutaria pela vitória no Serra Dourada. Os lances assustaram o Verdão, que respondeu rápido com Walter. No minuto seguinte, o atacante carimbou a trave de Muriel, que passaria a ser um dos grandes personagens da partida. O goleiro colorado ainda defendeu outra boa finalização de Walter e também um chute de Roni à queima-roupa.

A partir daí, a arbitragem passou a ser o centro das atenções novamente. Aos 21 minutos, após choque entre Roni e Jorge Henrique, o atacante Rafael Moura reclamou bastante, pedindo falta do jogador esmeraldino. Wagner Reway paralisou o jogo e advertiu o He-Man com cartão amarelo. Inconformado, o atacante seguiu reclamando e foi expulso. Era o combustível que Goiás precisava para ir de vez em busca da virada. E ela ocorreu pouco tempo depois.

Aos 27, Vítor encontrou Roni dentro da área colorada. O meia cruzou rasteiro, Alan não conseguiu cortar, e Hugo empurrou para o fundo das redes: 2 a 1 Goiás. Com um jogador a mais e em vantagem, o Esmeraldino liquidou o jogo aos 38 minutos após boa jogada. Walter inverteu para Vítor, que cruzou na cabeça de Roni. Livre dentro da área, ele finalizou com precisão, sem chances para Muriel: 3 a 1 Goiás.