Brasil de Pelotas 2 x 0 Náutico

O JOGO

 Era preciso reagir. E o Brasil fez isso. Ao bater o Náutico por 2 a 0, venceu pela primeira vez na Série B e se afastou da zona de rebaixamento. O Xavante, que marcou com Wagner e Nem, chegou aos cinco pontos e agora é o 11º até o complemento da rodada. Já o Timbu, em 19º com apenas um ponto, ainda não venceu na Série B. Aliás, chegou ao oitavo jogo seguido sem vitória.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

 Sabendo que precisava se recuperar, o Brasil foi, pouco a pouco, explorando as falhas do Náutico. O Timbu – que teve seis mudanças na equipe – tinha dificuldades para fazer tudo defensivamente e ofensivamente. O Xavante, então, cresceu. Começou a pressionar o adversário usando, principalmente, os lados do campo. Não demorou muito para que os gaúchos saíssem na frente. Marlon cobrou uma falta na área, Jefferson defendeu mal e Wagner colocou os donos da casa na frente. Depois disso, foi só administar um primeiro tempo sem sustos.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

 O jogo caiu muito de rendimento. Mesmo com as dificuldades técnicas, o primeiro tempo teve lá suas chances de gol. Já na segunda etapa, a partida ficou travada, com os dois times errando muitos passes e se preocupando mais com a marcação. Brasil e Náutico dividiram várias falhas nas construções das jogadas e não fizeram um segundo tempo bom. O único lance de lucidez resultou em gol. E gol dos gaúchos. Wagner deu um belo passe para Nem bater bonito e decretar a vitória por 2 a 0. O Náutico chegou ao oitavo jogo seguido sem vencer.

DESTAQUE

PRÓXIMOS JOGOS

 O Brasil joga na terça-feira, dia 6 de junho, contra o CRB-AL, no Estádio Rei Pelé, às 21h30. Já o Náutico, no mesmo dia – só que um pouco mais cedo, às 20h30 – recebe o Oeste-SP na Arena de Pernambuco.

DESTAQUE

ENCONTRE O ERRO

 Durante todo o primeiro tempo, Waldemar Lemos usou um agasalho que tinha um escudo do Náutico de cabeça para baixo. Que gafe…

DESTAQUE

O PRIMEIRO GOL

 Em seu terceiro jogo com a camisa do Brasil, o meia Wagner estreou como titular. E foi bem, marcando o seu primeiro gol pelo novo clube e oferecendo lances de perigo ao Náutico. Ele ainda deu um passe para Nem fazer o segundo.

DESTAQUE

JÁ COM A FAIXA

 O volante Amaral estreou peo Náutico no último sábado, na derrota de 2 a 0 para o ceará. No seu segundo jogo pelo Timbu, já ganhou a faixa de capitão do técnico Waldemar Lemos.

DESTAQUE

OLHA SÓ QUEM APARECEU

 Ex-jogador do Inter e natural de Pelotas, Taison assistiu ao jogo no Bento Freitas. Atualmente, ele defende o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

 

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Goiás 1 x 2 Fluminense

28/06/2015 -17h53 – Atualizado em 28/06/2015 20h35

Flu segura vitória com menos dois, entra no G-4 e aumenta crise do Goiás

Diego Cavalieri ainda defende pênalti, em triunfo que deixa o Tricolor em quarto

O Fluminense honrou a alcunha de “time de guerreiro” na tarde deste domingo, no Serra Dourada. O Tricolor terminou o jogo com menos dois jogadores, viu o goleiro Diego Cavalieri defender um pênalti e venceu de virada o Goiás por 2 a 1, entrando no G-4 do Brasileirão. De quebra, ampliou a crise na equipe esmeraldina, que chegou ao sexto jogo seguido sem vencer.

Com o resultado, o Tricolor chega aos 17 pontos e está em quarto lugar, com mesma pontuação do São Paulo, que só é o terceiro colocado por ter menos cartões vermelhos recebidos. O Goiás se mantém com nove pontos, a dois pontos do Z-4. Na próxima quinta-feira, a equipe esmeraldina enfrenta o Figueirense, às 19h30, em Florianópolis. O Fluminense recebe o Santos, às 21h, no Maracanã.

O Flu encerrou o primeiro tempo com 61% de posse de bola. Isso não significou nada. O time encontrou muita dificuldade para se aproximar da área do Goiás, que foi muito rápido nos contra-ataques. Bruno Henrique, aos 9, e Felipe Macedo, aos 29, perderam ótimas chances para abrir o placar. Coube a Erick, aos 31, abrir o placar. Deixou Gum para trás e deu uma linda cavadinha na saída de Cavalieri.

Os cariocas voltaram com Lucas Gomes na vaga de Gerson no intervalo. O atacante fez a jogada que terminou com o gol de empate de Wagner, aos 7. Três minutos depois, Gum foi expulso ao cometer pênalti, mas Cavalieri defendeu a cobrança de Felipe Menezes. Aos 16, Edson virou o jogo. Aos 36, Vinícius, machucado, deixou o Flu com menos dois, mas Cavalieri, com ótima atuação, segurou o triunfo tricolor.

Edson Goiás x Fluminense (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)
Edson comemora seu gol, o da vitória do Fluminense sobre o Goiás, de virada
(Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)
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Renato Maurício Prado comenta que o Fla-Flu de domingo promete

Promessa de jogão

O que salva esse combalido campeonato são os clássicos. Embora o de domingo passado tenha sido tecnicamente sofrível, ao menos foi muito disputado e, por causa do equilíbrio, até emocionante. Mas o que a pobre da bola apanhou dos jogadores dos dois lados não está em nenhum gibi. Houve determinados momentos em que se tinha a impressão de que estavam em campo 22 Guiñazus…

O Fla-Flu de domingo promete ser mais bem jogado. Afinal, apesar dos pesares, o Fluminense ainda é o time com maior número de jogadores capazes de fazer a diferença (Fred, Cavalieri, Jean, Wagner, o promissor garoto Gérson etc.), e o Flamengo parece ser a equipe taticamente mais bem ajustada, além de contar com um forte candidato a craque do torneio: Marcelo Cirino.

Junte-se a isso a necessidade absoluta de vitória do tricolor (que ainda disputa uma vaga no G-4, cabeça a cabeça com o Madureira), e a receita de uma grande partida parece completa — pois o Flamengo quer garantir o título da Taça Guanabara e eliminar o Fluminense das finais, o que, ao menos teoricamente, tornaria um pouco mais fácil o seu caminho até a conquista do Estadual em si.

Como diria o saudoso Nélson Rodrigues, “que os vivos saiam de suas casas, e os mortos, de suas tumbas”. Mas, por favor, não passem de 50 mil, que é, absurdamente, a capacidade máxima do Maracanã nos dias de hoje.

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 31/03/015

Renato Maurício Prado comenta a qualidade do elenco do Fluminense para 2015

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Ainda lambendo as feridas do final de seu longo e generoso patrocínio e da consequente perda de vários jogadores importantes (como Conca, Rafael Sóbis e os laterais Bruno e Carlinhos), o Fluminense vai se rearrumando e continua a ser, na minha opinião, o time tecnicamente mais forte do Rio.

A permanência de Fred foi fundamental para que uma espinha dorsal de respeito fosse mantida, com Diego Cavallieri, Jean, Wagner e o próprio Fred.

Vinícius, o substituto de Conca, tem mostrado qualidade e com as voltas de Gerson (meia-armador talentoso e promissor) e Kennedy (atacante que a torcida já conhece), da seleção sub-20, Cristóvão poderá armar uma equipe com condições de brigar pelo título carioca e não fazer feio no Brasileirão.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 06/02/2015

Unimed vai notificar jogadores e não pagará mais direitos de imagem

Ao deixar o Flu, empresa quer rescindir com atletas que recebem de 50% a 80% do salário. Presidente Celso Barros, porém, garante que honrará compromissos.

Anunciado na manhã desta quarta-feira, o fim da parceria entre Fluminense e Unimed surpreendeu muitos tricolores, mas vinha sendo costurado pelas partes há pelo menos 40 dias. Durante todo esse tempo, o presidente do clube, Peter Siemsen, e o presidente da cooperativa de médicos, Celso Barros, mantinham conversas para colocar um ponto final na relação e decidiam como fazer, o que ocorreu nesta terça-feira. Há um ponto que promete agitar o ambiente das Laranjeiras: o plano de saúde não pagará mais os direitos de imagens dos atletas que têm contrato em vigor com o clube. A empresa, porém, garante que honrará os contratos.

Fred, Treino do Fluminense nas Laranjeiras (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Fred é quem mais recebe da Unimed, mas empresa não deve mais pagar atletas (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

A nota da Unimed informa que a decisão é fruto de uma revisão da estratégia de marketing da empresa. No entanto, ela é baseada na grave crise financeira que a patrocinadora atravessa. Apesar de dar o vínculo como encerrado, Celso Barros ainda tem contratos a cumprir com vários jogadores: Fred, Conca, Henrique, Rafael Sobis, Walter, Jean, Wagner. Todos eles recebem direitos de imagem da Unimed. São valores que representam de 50% a 80% de seus vencimentos. Cícero passaria a receber a partir de janeiro de 2015.

Conca treino Fluminense (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)
Conca voltou ao Flu em 2014 com ajuda da empresa (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

Segundo o GloboEsporte.com apurou, a Unimed quer rescindir os contratos unilateralmente e vai notificar os atletas. Ela alega que não tem como cumprir os acordos. Este foi um ponto que embasou o plano de reestruturação da empresa enviado à Agência Nacional de Saúde. Neste caso, os jogadores teriam de ir à Justiça. Celso espera que eles busquem outras equipes, o que o livraria da obrigação de cumprir com os pagamentos. O Fluminense, por sua vez, pretende adotar a postura de honrar a sua parte nos contatos com os atletas que quiserem ficar.

Duas figuras centrais representam a maior preocupação: Fred e Conca. O atacante e o meia são os maiores salários do elenco e juntos custam para a patrocinadora cerca de R$ 1,3 milhão por mês. Valor que chega a cerca de R$ 5 milhões se ampliado aos demais atletas.

Existem variações nos contratos. A rescisão de Darío Conca, por exemplo, é de R$ 12 milhões. Fred recebe R$ 650 mil de direitos de imagem da Unimed – o Fluminense paga mais R$ 300 mil (R$ 100 mil de CLT e R$ 200 mil de imagem). O documento prevê que ele receba o valor até o fim do contrato, em dezembro de 2015, mesmo em caso de ruptura entre clube e patrocinadora. Nos contratos mais recentes, não há esta cláusula.

FUTEBOL - FLUMINENSE - Peter Siemsen e Celso Barros (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Celso Barros (E) garante que Unimed honrará compromissos com os jogadores (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

Em contato com o GloboEsporte.com, Celso Barros apresentou a sua versão sobre o caso. O presidente da Unimed garantiu que honrará os contratos apesar da crise financeira pela qual passa a empresa:

– Eu garanto: a Unimed vai cumprir todos os seus contratos com os jogadores do Fluminense. Os contratos serão honrados. Mesmo que a parceria tenha sido encerrada, mesmo que a marca da Unimed não esteja estampada no uniforme do clube.

Celso também explicou o motivo de encerrar o contrato com o clube do coração.

– Evidentemente que estamos nos reestruturando. Ano que vem será difícil à economia brasileira e, portanto, decidimos investir menos em marketing. A empresa se reestrutura a cada ano. É uma decisão que não é fácil, mas no mundo dos negócios é algo normal. A empresa não vai deixar de investir em esporte, mas o fará em escala menor. Bem menor. Acho que o saldo da parceria é positivo. Com exceção do ano passado, o saldo é ótimo. Começamos em 1999 na Série C. E crescemos. Tanto a empresa quanto o clube. Tivemos muitas conquistas. É extremamente positivo.

Peter Siemsen ainda não se pronunciou sobre o caso. O mandatário concederá entrevista coletiva nesta quinta-feira.

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Renato Maurício Prado comenta nomes de jogadores do Fluminense que poderão jogar no Palmeiras em 2015

O Palmeiras mira vários jogadores do Fluminense para reforçar o seu elenco no ano que vem: Diego Cavallieri, Wagner, Jean e Carlinhos são os principais alvos. Não é segredo que, na próxima temporada, o presidente Peter Siensem pretende enxugar consideravelmente a folha de pagamento tricolor (por causa da problemática renovação com a Unimed) e o mercado já se movimenta para aproveitar uma possível “queima de estoque”.

 

Renato Maurício Prado – O  GLOBO – 11/11/2014

Fluminense 2 x 1 Atlético Paranaense

2 x 1

31ª RODADA
FRED MARCA NOS ACRÉSCIMOS, FLU BATE ATLÉTICO-PR E SEGUE FIRME ATRÁS DO G-4
Tricolor sofre empate aos 46 do segundo tempo, mas reage em seguida e vence a terceira seguida na reta final da luta por uma vaga na Libertadores
Suado e emocionante. Outra vez. Depois de superar o Santos com um gol no fim, o Fluminense voltou a vencer no apagar das luzes. Com Fred marcando nos acréscimos do segundo tempo, o Tricolor bateu o Atlético-PR  por 2 a 1, neste sábado, no Maracanã, e segue firme na briga por uma vaga na Taça Libertadores de 2015. O gol salvador do camisa 9 – que chegou a 13 no Campeonato Brasileiro, dois a menos que Henrique, do Palmeiras – saiu menos de um minuto depois de o Furacão empatar com Cleberson. Wagner abriu o placar.

O triunfo, válido pela 31ª rodada, fez o Tricolor carioca chegar aos 51 pontos (6º lugar) e encostar no G-4, que é aberto pelo São Paulo, com 53 – mesma pontuação de Internacional (3º) e Corinthians (5º). O Furacão, por sua vez, segue com 40 pontos, na 10ª colocação. Na próximo sábado, 1º de novembro, o Flu visita o Goiás no Serra Dourada, 19h30 (de Brasília). No mesmo horário, mas no domingo, o Atlético-PR recebe o o Atlético-MG na Arena da Baixada.

Wagner gol Fluminense x Atlético-PR (Foto: Nelson Perez / Flickr do Fluminense)
Wagner celebra primeiro gol do Flu na partida (Foto: Nelson Perez / Flickr do Fluminense)

Flu com um “9”. O Atlético não

Com o apoio da torcida no Maracanã – 22.537 presentes no estádio, com 18.845 pagantes e renda de R$ 491.475 – e o retorno de Fred, o Fluminense começou a partida impondo seu ritmo. O Atlético-PR, por sua vez, entrou mais cauteloso. Sem o seu “9”, o centroavante Cléo, autor de três gols nos dois últimos jogos do Furacão, o técnico Claudinei Oliveira optou por mudar o esquema com três atacantes, promovendo a entrada do meia Marcos Guilherme e mantendo a dupla Marcelo e Dellatorre na frente.

E foi justamente do camisa 9 tricolor a primeira boa chance da partida, aos 10 minutos. Após bola alçada na área, o atacante matou no peito e armou a bicicleta, mas mandou para fora. A resposta do Furacão veio três minutos depois, num contra-ataque quase fatal. Marcos Guilherme cruzou da direita, e Dellatorre, com uma cabeçada fulminante, obrigou Diego Cavalieri, que completou 200 jogos com a camisa do Flu, a fazer linda defesa.

Fred Fluminense x Atlético-PR (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)
Fred voltou ao time do Flu após cumprir suspensão (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)

Se Cavalieri brilhou de um lado, Weverton resolveu fazer o mesmo do outro. Por duas vezes, o goleiro do Atlético salvou cabeçadas que tinham endereço certo de Fred e Edson. E quando não salvava, contava com a falta de pontaria tricolor em chutes perigosos de Conca e Wagner. Embora sofresse atrás e tivesse menos posse de bola (45%), o ataque do Furacão também incomodava, principalmente quando acelerava o jogo. E na base da velocidade, o time paranaense quase abriu o placar com Marcelo no fim da etapa inicial. Cavalieri, com os pés, evitou o gol.

Cristóvão muda, e Flu marca

Na volta do intervalo, o Fluminense, que já tinha trocado zagueiros (Marlon saiu lesionado para a entrada de Elivélton) no fim do primeiro tempo, veio com Carlinhos no lugar de Chiquinho na lateral esquerda. E a substituição surtiu efeito imediato. Após cruzamento preciso do camisa 6 tricolor, Wagner subiu mais que a zaga do Furacão e cabeceou no canto: 1 a 0, aos três minutos. Em desvantagem, o Atlético-PR foi para cima e por pouco não igualou em duas oportunidades, com Willian Rocha e Marcelo. Na primeira, Jean salvou em cima da linha. Na segunda, o atacante espirrou o taco e mandou para fora.

Se sofria com a pressão atleticana, o Fluminense ainda perdeu o volante Valencia machucado (Bruno entrou no seu lugar). Sem poder fazer mais substituições e com dois atacantes lentos na frente (Walter e Fred), o time carioca era acuado na defesa e pouco aproveitava os espaços deixados pelo rival. E depois de tanto pressionar, o Furacão conseguiu o empate nos acréscimos, aos 46. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Cleberson pulou mais que toda a defesa tricolor e colocou no fundo da rede.

Quando o empate, que até soava justo, parecia ser o desfecho da partida, Bruno, outro lateral que entrou no segundo tempo, cruzou para Fred. O artilheiro do Fluminense dominou no meio de sete defensores rubro-negros, girou e fez a festa da torcida tricolor no Maracanã, menos de um minuto depois do gol de empate. Vitória sofrida, três pontos garantidos e o bom retrospecto diante do Atlético-PR mantido. Desde 2009 (nove jogos, com seis triunfos e três empates) que os cariocas não perdem para os paranaenses.

Fred, Fluminense x Atletico-pr (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)
Fred comemora gol salvador ao lado de Wagner, Carlinhos e Walter (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)
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Fluminense 4 x 2 Criciúma

4 x 2

29ª RODADA
WALTER VOLTA BEM, QUARTETO FUNCIONA, E FLU DERROTA CRICIÚMA NO MARACANÃ
Tricolor volta a vencer após três rodadas de jejum no Campeonato Brasileiro e encosta no G-4. Tigre pode terminar a rodada na lanterna

O peso e a insatisfação por não jogar ficaram de lado. Neste sábado, Walter chamou a atenção pelo bom futebol e voltou a sorrir, após um mês e meio fora do Fluminense por opção do treinador Cristóvão Borges. Foi titular e fundamental na vitória do Tricolor por 4 a 2 diante do Criciúma, no Maracanã, pela 29ª rodada do Brasileirão. Partida na qual brilharam também Wagner, autor de dois gols, Conca e Fred, que anotaram um tento cada. O Tigre pagou o pato pela inspiração do quarteto e terminará mais uma rodada na zona do rebaixamento. O público pagante foi de 11.214 torcedores (13.472 presentes), com renda de R$ 310.005,00.

Walter, Fluminense X Criciuma  (Foto: Paulo Sergio / Photocamera)
Walter participou dos três primeiros gols do Fluminense (Foto: Paulo Sergio / Photocamera)

– Eu me senti bem. Lógico que a gente perde um pouco por ficar tanto tempo sem jogar. Foi uma surpesa atuar nesse jogo, não esperava. Não vinha entrando, mas futebol dá muitas voltas. Veio essa chance e eu não podia ir mal. Ajudei da melhor forma possível – disse Walter, que havia disputado sua última partida no dia 3 de setembro e atuou na vaga de Cícero.

O resultado alivia o clima nas Laranjeiras, pesado após três rodadas sem vitória. O Flu chega aos 45 pontos e volta a encostar no G-4, em sétimo. Na quarta-feira, irá enfrentar o Santos, na Vila Belmiro, às 22h, sem dois titulares: Bruno e Fred, que receberam o terceiro cartão amarelo neste sábado.

O Criciúma, por sua vez, se mantém com 30 pontos, em 18º lugar, e pode terminar a rodada na lanterna caso Botafogo e Coritiba ao menos empatem seus jogos neste domingo. A equipe, que teve gol de Rodrigo Souza mal anulado quando o jogo deste sábado estava ainda 0 a 0, tentará a reabilitação em casa na próxima quarta. Às 19h30, receberá no Herberto Hülse o Atlético-PR.

Etapa de polêmicas

Após pouco mais de meia hora de jogo sem graça, o primeiro tempo começou a valer no Maracanã a partir dos 32 minutos, quando o Criciúma teve seu gol mal anulado. Após escanteio na área do Flu, Rodrigo Souza marcou de cabeça. O árbitro Marcelo Aparecido de Souza, em um primeiro momento, deu a impressão de ter validado o lance, mas depois voltou atrás, alegando falta. Cinco minutos depois, foi a vez de o Tricolor reclamar, quando Fred foi deslocado na área ao tentar cabecear. O pênalti não foi marcado. No fim, nova igualdade em uma etapa equilibrada: de cabeça, Rodrigo Alves abriu o placar para o Tigre aos 44 após falta cobrada por Lucca. Wagner, com oportunismo na segunda trave, empatou nos acréscimos depois de cruzamento de Walter.

Início arrasador

O Flu iniciou o segundo tempo avassalador. Em 10 minutos, marcou dois gols: aos 2, com Wagner, em chute forte do meio da área após boa jogada de ataque envolvendo Walter e Fred. Depois, aos 10, Conca aproveitou rebote em chute de Walter e ampliou. A impressão era de que o duelo estava liquidado, mas o Criciúma deu emoção ao diminuir aos 23 com Lucca, em bonita jogada individual. Os catarinenses esboçaram uma pressão, cruzando muitas bolas na área, mas os cariocas mataram de vez o duelo com Fred. Aos 39, o capitão tricolor cobrou pênalti que ele mesmo sofreu e ocasionou a expulsão de Rodrigo Souza. Bola de um lado, goleiro do outro.

 

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Renato Maurício Prado comenta São Paulo 1 x 3 Fluminense

Quando Conca, Fred e Diego Cavalieri jogam bem, o Fluminense fica em condições de enfrentar qualquer time na América do Sul com boas chances de vencer. Foi o que aconteceu no sábado passado, no Morumbi, diante do São Paulo, batido inapelavelmente por 3 a 1.

O raciocínio em relação ao trio tricolor serve também para o quarteto são-paulino (Kaká, Pato, Ganso e Kardec — ou Luís Fabiano). Mas, desta vez, nenhum dos “galácticos” paulistas brilhou.

Com 40 pontos (três a menos que o São Paulo, o Atlético Mineiro e o Grêmio), o Flu ainda tem chances de conseguir uma vaga na Libertadores. Mas é preciso que seu trio de craques não fraqueje. Até porque a defesa, que já não tinha Gum (que sofreu uma fratura), agora ficou sem Henrique, que terá que operar o joelho. Aguenta, Cavalieri…

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 30.09.2014

São Paulo 1 x 3 Fluminense

1 x 3

25ª RODADA

SOB COMANDO DE FRED, FLUMINENSE DERROTA O SÃO PAULO NO MORUMBI
Camisa 9 abre o placar e assiste Wagner no segundo gol. Conca faz Rogério Ceni provar do próprio veneno com cobrança de falta perfeita

Em duelo cheio de lances técnicos de equipes que contam com verdadeiros “Quartetos Fantásticos”, a quadra do Fluminense funcionou melhor e foi fundamental na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo na noite deste sábado, no Morumbi. Fred fez o primeiro e assistiu Wagner no segundo. Autor do cruzamento no gol do camisa 9, Conca fechou o placar em bela cobrança de falta, bem cavada por Cícero. Alexandre Pato descontou para o Tricolor Paulista, que não teve Muricy Ramalho à frente do banco – o comandante foi internado na quinta-feira, devido a uma taquicardia. Milton Cruz, seu auxiliar, foi a campo como interino.

O resultado fez o Flu, agora com 40 pontos, assumir o quarto lugar e dormir no G-4, grupo que não integrava definitivamente desde a 15ª rodada – mas pode ser ultrapassado por Atlético-MG, Grêmio e Corinthians, que têm a mesma pontuação e completam a rodada neste domingo. O São Paulo só deixa a zona de classificação à Libertadores se Galo e Tricolor gaúcho vencerem seus jogos por goleada (no caso do último, numa improvável diferença de sete gols). No entanto, a fase do time paulista é preocupante: conquistou apenas um ponto dos últimos 12 disputados. Com 43, é o terceiro colocado.

Curiosamente na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a 26ª, São Paulo e Fluminense voltam a protagonizar duelos tricolores. No sábado, às 16h20, os paulistas encaram o Grêmio em Porto Alegre. Na mesma data e horário, os cariocas, na condição de mandante, enfrentam o Bahia, no Mané Garrincha, em Brasília.

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Fred corre para comemorar o seu gol, que abriu o placar no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

Poucas chances, porém bons tratos à bola

São Paulo e Fluminense não travaram um grande duelo nos 45 minutos iniciais, e o reflexo maior disso foi o número de finalizações: seis, com três para cada lado. Apesar da riqueza de talentos, a etapa foi pobre em emoções. As duas grandes oportunidades aconteceram aos 39 minutos, e Cavalieri foi fundamental em ambas. No primeiro, foi vencido por Alexandre Pato, mas recuperou-se a tempo de impedir que Alan Kardec abrisse o placar. Na sequência, Auro cruzou, e  Pato, com muita liberdade, obrigou o goleiro tricolor a grande defesa. A escassez de lances perigosos, contudo, não fez da partida chata ou ruim. Conca e Kaká deram bons dribles, e os times erraram poucos passes. O Tricolor paulista pecou em 20 de 177 das tentativas, enquanto o rival acertou 135 de 156.

Jogaço nos 45 minutos finais

O segundo tempo começou muito melhor no quesito chances reais de gol. Logo aos quatro minutos, Kaká recebeu ótimo passe de Pato, mas perdeu a passada e não finalizou. Aos sete o placar foi aberto. Conca cruzou na medida, e Fred não perdoou. Mas a vantagem do Flu durou apenas até os 13, quando Alan Kardec recebeu com liberdade pela direita e cruzou para a área. Pato, atrás da linha da bola, colocou na rede: 1 a 1. Tanto Fred quanto Pato chegaram a nove gols cada na competição.

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Pato empata e corre com a bola para o meio de campo. Reação acabou aí (Foto: Marcos Ribolli)

No primeiro terço da etapa final, dois gols e futebol de alto nível. O jogo morno do primeiro tempo virou um jogaço. Kardec e Pato foram autores de bonitas canetas, enquanto Conca deu lindo drible no 11 são-paulino após desarmá-lo no campo de defesa do Flu. Além das jogadas plásticas, a busca pelo gol era maior por parte de ambos os times. Aos 26, Ganso recebeu com liberdade na entrada da área e, em arremate seco, levou muito perigo ao gol de Cavalieri. No minuto seguinte, os cariocas voltaram a liderar o placar. Fred deixou Denilson a ver navios com jogada de corpo e serviu a Wagner, que livrou-se de Auro com um corte para dentro da área e finalizou com o pé direito: 2 a 1. Golaço.

Aos 42 minutos do segundo tempo, Cavalieri foi novamente fundamental ao fazer grande defesa em chute cruzado de Osvaldo dentro da área, evitando o empate num momento em que o São Paulo pressionava. Aberto, os donos da casa permitiram o contra-ataque, que Cícero aproveitou para, de maneira inteligente, diante de quatro adversários, segurar a bola e receber falta de Denilson. Poderia ser apenas para ganhar tempo, mas Conca cobrou com perfeição e fez Rogério Ceni provar do próprio veneno.

 

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