Criciúma 1 x 2 Santa Cruz

O JOGO

 No dia do aniversário de 70 anos, o Criciúma recebeu um visitante muito indigesto. De “presente”, o Santa Cruz venceu o Tigre de virada no Estádio Heriberto Hulse e largou bem na Série B, somando os primeiros três pontos na competição. Os torcedores do time da casa ficaram com um gosto amargo.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

 O Criciúma esteve longe de jogar um bom futebol no primeiro tempo, mas foi o suficiente para engolir o Santa Cruz. O Tigre bem que assustou algumas vezes ao longo da primeira etapa e o Santa não conseguia ter forças para ir à frente. Tanto é que não deu um chute periogo ao gol. De tanto martelar, os catarinenses conseguiram o gol, já no finzinho da primeira etapa. Douglas Mateus bateu com efeito, de pé esquerdo, e abriu o placar para o time da casa. Com tranquilidade, os donos da casa foram para o intervalo.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

 No segundo tempo, tudo mudou. O Santa Cruz continuou sofrendo à duras penas para criar. Só que, logo aos seis minutos, a sorte virou. Vítor contou com a falha de Douglas Moreira, saiu cara a cara com o goleiro Edson e bateu para o gol. O Santa Cruz empatava. Porém, se o lateral-direito e capitão do Santa vivia o auge na partida, foi ao inferno logo depois. Ele dividiu forte com o volante Ricardinho e quebrou a perna direita. Deixou o campo chorando e preocupa muito o departamento médico coral. Mesmo sendo muito pressionado, o Santa ainda teve forças para virar a partida. William Barbio, aos 41 minutos, escreveu o 2 a 1 para o time pernambucano.

DESTAQUE

PRÓXIMOS JOGOS

O Santa Cruz volta a jogar na próxima terça-feira, no Arruda, contra o Náutico. O jogo é válido pela disputa de terceiro lugar do Campeonato Pernambucano. Já o Criciúma enfrenta o Oeste-SP, fora de casa, pela segunda rodada da Série B, no próximo sábado.

DESTAQUE

DE PÉ ESQUERDO

 Diogo Mateus balançou as redes pela primeira vez na temporada. Lateral-direito de origem, ele bateu bonito de pé esquerdo para abrir o placar para o Tigre!

DESTAQUE

UNIFORME ESPECIAL

 O Criciúma entrou em campo com um uniforme diferente por causa dos 70 anos que o clube completou neste sábado. O resultado acabou sendo o pior possível.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Bahia 1 x 0 Atlético Goianiense

Com time “da base” e estádio vazio, Bahia vence Atlético-GO em Salvador

Partida encerra a temporada dos times, que voltam a disputar a Série B em 2016. Lateral Vitor marca gol do Tricolor baiano e deixa boa impressão para a torcida

Foi o último ato de uma Série B melancólica para Bahia e Atlético-GO. Sem chances de acesso ou risco de rebaixamento, as duas equipes se enfrentaram neste sábado, na Arena Fonte Nova, em clima de fim de ano. E a despedida da temporada foi melhor aproveitada pelo Tricolor, que entrou em campo com um time formado por garotos da base e venceu por 1 a 0, gol marcado pelo lateral-esquerdo Vitor, justamente um atleta criado no Fazendão.

Dos 11 titulares do Bahia neste sábado, apenas quatro não foram formados pelo clube, que encerra a Série B na nona  posição, com 58 pontos. A equipe baiana chega ao fim da temporada como líder do ranking de público da Segunda Divisão, apesar do reduzido número de torcedores que compareceram ao estádio para assistir ao triunfo sobre o Atlético-GO. Com 46 pontos, o Dragão termina a Série B na 14ª colocação e, assim como o Bahia, com a esperança de dias melhores.

Arena Fonte Nova; Bahia x Atlético-GO (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)
Jogadores do Bahia comemoram triunfo sobre o Atlético-GO
(Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia)

O vazio nas arquibancadas da Arena Fonte Nova ilustrava bem a baixa expectativa dos torcedores para o jogo deste sábado. Para um público de 1.807 pessoas, Bahia e Atlético-GO tentaram fazer do último jogo da temporada uma projeção de futuro mais promissor. No primeiro tempo, o Tricolor levou a melhor e dominou as ações. Com jogadas pelos lados do campo, a equipe baiana chegava com facilidade ao ataque. E foi em um desses lances que o lateral-esquerdo Vitor abriu o placar, com chute de fora da área. A bola tocou o gramado e enganou o goleiro Marcos, que pulou atrasado e precisou buscar a redonda no fundo das redes. O segundo gol do Bahia quase surgiu no instante seguinte, com Gustavo Blanco, que não conseguiu tirar o goleiro rubro-negro da jogada. O Dragão apostava na marcação sob pressão e nas jogadas com Junior Viçosa para chegar ao setor ofensivo. Em falha da defesa do Bahia, o atacante ficou cara a cara com Jean, mas preferiu o drible e perdeu a oportunidade de deixar o placar em igualdade.

Diferentemente do primeiro tempo, o Atlético-GO voltou ao jogo disposto a ter mais presença ofensiva. Logo aos dois minutos, Samuel fez bela jogada individual pela esquerda e acertou a trave de Jean. Na jogada seguinte, Marllon aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou com muito perigo. Mais recuado, o Bahia respondeu com Jeam, que recebeu lançamento de Gustavo Blanco, tentou de cavadinha e viu Marcos se esticar para fazer a defesa. João Paulo Penha também levou perigo. Da entrada da área, ele se livrou de dois marcadores e chutou colocado para acertar a trave. Após o lance, alguns torcedores entoaram o frito de “Fica, Penha” – o meia está em negociação para ser emprestado ao CSA. Nos minutos finais, Artur tentou desviar cruzamento e acertou o travessão. Foi a última emoção de um embate entre times sem grandes objetivos neste fim de 2015, com um triunfo quer apenas serviu de alento para o Tricolor baiano.

GLOBO ESPORTE.COM

Santa Cruz 2 x 1 Ceará

Com erro grave da arbitragem, Ceará sofre gol no fim e perde

O clássico nordestino aconteceu na Arena Pernambuco.

Site do Ceará Sporting Club

Bahia 1 x 1 Naútico

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Na noite desta terça-feira (11), o Bahia empatou em 1 a 1 com Náutico, jogando na Arena Fonte Nova. Com o resultado, o Tricolor chegou aos 32 pontos no Campeonato Brasileiro da Série B e continuou no G-4.

O time pernambucano veio com a proposta de defender a qualquer custo e atuar por uma bola. Jogando com os 11 atletas atrás da linha do meio campo, o Tricolor teve dificuldades de furar esse bloqueio.

O Náutico explorava os contra-ataques e em um desses, abriu o placar aos 43 minutos, com Patrick Vieira.

No intervalo, o técnico Sérgio Soares fez duas substituições na equipe. Yuri e Eduardo deram vaga para as entradas de Pittoni e João Paulo.

Com as alterações, a equipe ficou mais ofensiva e tentou de todas as formas fazer empatar o jogo, o que não demorou muito de acontecer.

Aos 11 minutos, a defesa do Náutico rebateu e a bola sobrou para Kieza do lado esquerdo. O atacante rolou para trás e o lateral Vitor bateu forte no ângulo do gol pernambucano.

O Tricolor atuou com Douglas Pires, Cicinho, Robson, Jaílton e Vitor; Yuri (Pittoni), Souza, Tiago Real e Eduardo (João Paulo); Kieza (Zé Roberto) e Alexandro.

Nesta quarta-feira (12), o elenco se reapresenta e treina às 15h30, no Fazendão.

Na próxima sexta-feira (14), o Bahia enfrenta o Atlético-GO, às 21h30, no estádio Serra Dourada.

As fotos são de Felipe Oliveira/EC Bahia/Divulgação

 

Site do Esporte Clube Bahia

Renato Maurício Prado comenta Goiás 1 x 2 Flamengo pela Copa do Brasil Perdigão 2013

Reprodução / TV Verdes Mares

 

O resultado foi excelente para o Flamengo. A atuação nem tanto. Por causa de um segundo tempo acovardado e substituições muito mal feitas, por pouco o time carioca não deixou escapar uma vitória importantíssima.

Ao bater o Goiás por 2 a 1, no Serra Dourada, o Mais Querido adquiriu o direito de garantir a vaga para a final da Copa do Brasil até mesmo com uma derrota por 1 a 0, no Maracanã. Uma vantagem considerável.

O rubro-negro construiu sua vitória no primeiro tempo, quando  jogou bem e soube neutralizar a pressão inicial dos goianos, explorando com eficiência os contra-ataques: Paulinho abriu o placar com um belo gol (após tabela com André Santos), Vitor empatou (após falha de Elias na saída de bola) e Chicão deu números definitivos ao placar, cobrando falta com perfeição (e contando com a colaboração do goleiro Renan, que escorregou quando tentava fazer a defesa).

Após o intervalo, porém, o Fla voltou a ser o time mediocre do Campeonato Brasileiro. Completamente dominado, só não sofreu gols porque os goianos, sem Walter e Amaral (seus dois melhores valores), se mostraram absolutamente incompetentes nas finalizações e a arbitragem ainda ajudou ao não marcar um pênalti de Diogo Silva (por que sera que Jayme ainda escala esse jogador?) em Wellinton Júnior.

Carlos Eduardo, uma vez mais, foi peça rigorosamente nula. Apático, como de hábito, atrapalhou todos os contra-ataques (principalmente na segunda etapa) e voltou a deixar no ar aquela conhecida dúvida: por que é escalado se, com ele, o Flamengo atua com 10? Só pode ser para agradar os dirigentes (?) que o contrataram: Walim Vasconcellos e Paulo Pelaipe – o que depõe contra Jayme de Almeida, apesar do seu mérito indiscutível, diante dos progressos que o time do Fla passou a apresentar desde que ele substituiu Mano Menezes.

Mas além da insistência com Carlos Eduardo, Jayme cometeu outros erros em Goiania. As entradas de Gabriel no lugar de Paulinho (que sentiu uma contusão muscular) e de Diego Silva no de Carlos Eduardo (que também alegou o mesmo) também se mostraram totalmente equivocadas. Por causa da primeira, o time perdeu o contra-ataque (que poderia ter sido mantido com Rafinha ou Nixon) e com a segunda, assumiu por completo a retranca, passando a jogar como time pequeno.

Paulinho, André Santos, Leonardo Moura e a dupla de zaga foram os principais destaques. Mas no primeiro tempo, fora Carlos Eduardo, todos jogaram bem – até Elias, que falhou feio no gol do Goiás.

Após o intervalo, porém, o futebol rubro-negro desapareceu e o que passou a valer foi apenas a garra desesperada para segurar o resultado.

Seja como for, é importante repetir, o resultado foi realmente excelente. Ainda que a atuação, como um todo, por causa da segunda etapa, tenha ficado bem longe disso.

 

Renato Maurício Prado-O GLOBO-31/10/2013

Flamengo derrota Goiás na primeira semifinal da Copa do Brasil Perdigão 2013

 1 x 2 

Na arquibancada do Serra Dourada, em alguns pontos, era possível ver mensagens para Walter. A torcida do Goiás não esquece o seu ídolo. Mas, machucado, ele não pôde atuar. E fez falta. O Flamengo, que não teve o goleiro Felipe, viu Paulo Victor ajudar a segurar a pressão. E viu também Paulinho ter outra boa atuação, marcar um bonito gol e Chicão fazer de falta o seu segundo com a camisa rubro-negra (novamente no Serra Dourada). Vítor até que dimiunuiu na noite desta quarta-feira, mas o placar de 2 a 1 para o Fla nesta partida de ida da semifinal da Copa do Brasil dá vantagem para os cariocas na volta, no Rio de Janeiro, próxima quarta-feira – até uma derrota por 1 a 0 garante a vaga na final ao time de Jayme de Almeida.

Antes de a bola rolar, o público de 37.555 presentes (35.112 pagantes) fez a festa. Eram balões nas cores do Goiás, rubro-negros que, mesmo em minoria, gritavam alto… Parecia fazer falta apenas a ausência de um personagem. Eram várias faixas citando Walter, com direito a pedido por convocação, inclusive. Fora do jogo por lesão, o atacante assistiu à partida do estádio, mas fora de campo. Ouviu ainda uma brincadeira dos torcedores ao cantarem: “ah, eu vou deitar e rolar”, em referência a um vídeo publicado durante a semana com uma declaração do atleta que geraou polêmica.

O Goiás recebe outro carioca no fim de semana. Na luta para entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro, o time recebe o Botafogo domingo, às 17h, no Serra Dourada. O Flamengo tem um clássico contra o Fluminense, às 19h30m, no Maracanã.

Paulinho Flamengo x Goiás (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)Paulinho disputa jogada com Vítor. Atacante foi o autor do gol do Flamengo (Foto: Luiz Pires / Vipcomm)

A falta e o escorregão

Parecia o Flamengo em casa. A torcida incomodava. Bastava Paulinho dominar bem uma bola e os rubro-negros vibravam. O Goiás, nervoso, chegou a 20 minutos de bola rolando com 12 passes errados contra três do adversário. Eduardo Sasha e Roni trocavam constantemente de lado, tentavam arrumar alguma coisa pelas pontas, e nada. Júnior Viçosa, substituto de Walter, passou a maior parte do tempo fora da área.

Faltava espaço para a criação de uma chance mais clara. Aí Paulinho deu um passo mais a frente para cair nas graças da torcida. Uma tabela bonita com André Santos, um drible curto em Rodrigo e o toque por baixo de Renan: 1 a 0. Mas Elias escorregou ao sair jogando aos 38 minutos, e Viçosa, agora muito útil fora da área, tocou para Vítor empatar.

Só que na Copa do Brasil as coisas têm dado certo para o Fla. Quando Hernane cai junto com Rodrigo, a falta parece para o Goiás. Mas Wilson Luiz Seneme deu a Chicão a oportunidade de marcar novamente um gol de falta no Serra Dourada, assim como na sua estreia, contra o mesmo adversário. O goleiro Renan escorregou, olhou para o gramado, fez cara de decepção, mas era tarde. Hugo ainda quase empatou de cabeça. E o jogo chegou a ficar paralisado por conta de um sinalizador aceso na parte destinada aos rubro-negros.

Pressão, pressão, mas nenhum gol

O Goiás voltou mais calmo, disposto a mudar o placar. A saída pelas pontas passou a funcionar, e Paulo Victor a trabalhar com mais intensidade. O Flamengo parecia apenas esperar o momento ideal para avançar em contra-ataque. Mas sua maior arma em lances de velocidade sentiu. Paulinho levou a mão à coxa esquerda, caiu no gramado e pediu substituição. Nenhum adversário jogou a bola pela lateral e houve discussão. Hugo e Chicão levaram amarelo, e o primeiro está suspenso para a partida de volta.

Junior Viçosa, apagado, saiu para entrada de Paulo. Welinton Junior entrou na vaga de Eduardo Sasha. E deu trabalho. As finalizações do time goianos quase triplicaram em comparação ao adversário: 14 a 5. Welinton Junior, por duas vezes, teve a chance clara de empatar. E bola não entrou. Melhor para o Flamengo.

 

Globo Esporte