Flávio Ricco critica cobertura da Rede TV! na Serie B 2016

Beira o ridículo
A RedeTV! continua transmitindo ou tentando fazer algo próximo disso com o campeonato brasileiro da Série B.

Sábado passado foi a vez de Vasco e Paysandu, em São Januário. O diretor de TV escalado achou de menor importância mostrar o autor do gol. Um detalhe que entendeu como insignificante.

Curioso é o seguinte
As transmissões da Série B, em seu todo, fogem dos padrões tradicionais.

Quase sempre são feitas em plano bem aberto, às vezes fazendo a bola aparecer como um pontinho. Números nas camisas dos jogadores, então, esquece. É um completo esculacho.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Do fundo do poço ao Alto da Glória: Vasco tenta sair do Z-4 após 189 dias

Na zona de rebaixamento desde 30 de maio, time desafia matemática e escrita fechando ano contra o Coritiba: lanternas no fim do turno sempre foram rebaixados

Club de Regatas Vasco da Gama.png

Era a quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O Vasco ainda vivia, de certa forma, a ressaca do título estadual – conquistado menos de um mês antes contra o Botafogo – quando um velho fantasma passou a rondar São Januário: a zona de rebaixamento. Desde a derrota para o Atlético-MG, por 3 a 0 em Belo Horizonte, que o time está entre os quatro últimos colocados. Neste domingo, em Curitiba, o Vasco completa 189 dias imerso na pressão da queda para a Série B e com uma incômoda escrita: nunca um time que terminou o primeiro turno na lanterna escapou de cair nos pontos corridos.

Relembre por etapas os piores momentos do Vasco no campeonato e a impressionante arrancada que ainda pode livrar o clube da terceira queda para a Série B em oito anos. O time de São Januário foi rebaixado em 2008 e 2013. No domingo, às 17h, o Vasco lança sua sorte no Estádio Couto Pereira. É a hora da verdade para os vascaínos.

Adeus, Doriva

Técnico bicampeão estadual, com o Ituano, em São Paulo, em 2014, e no Vasco no início da temporada, Doriva durou apenas oito rodadas no Brasileiro. Não aguentou a pressão e saiu sem vitória e com aproveitamento pior que o de Celso Roth – 12,5% com apenas dois pontos conquistados em 24 disputados. A despedida foi após a derrota para o Sport por 2 a 1 na Arena Pernambuco. Era a primeira vez que o Vasco chegava na lanterna da competição.

Da sobrevida às goleadas 

Com seu estilo durão, Celso Roth não podia estrear melhor: vitória sobre o Flamengo no clássico em Cuiabá e depois 1 a 0 no Avaí em São Januário. O Vasco deixava a lanterna e ia para a 18ª posição, mas o efeito pouco durou. Com o técnico gaúcho, o time ainda venceu o clássico com o Fluminense, mas perdeu sete em nove partidas, conseguindo apenas um empate diante de 40 mil pessoas contra o então lanterna Joinville. As derrotas também foram doloridas. São Paulo, Palmeiras e Corinthians fizeram 11 gols nos confrontos com o Vasco. O fim da era Roth – aproveitamento de 30,3% – é melancólico. Nos acréscimos contra o Coritiba, no Maracanã, Jomar perde a bola na defesa, e Evandro faz o gol que decretou a demissão do segundo treinador do Vasco no Brasileiro. O time terminava o primeiro turno na lanterna, a oito pontos de sair da zona de rebaixamento.

– No momento, é (lutar para não cair), não podemos dizer nada ao contrário. O Vasco está nove rodadas no G-4 de baixo, infelizmente, essa é a verdade. Estamos trabalhando, inclusive o presidente, com todas as possibilidades e suas forças para mudar isso, então, pode ter certeza que vamos mudar, só que as coisas são complicadas – disse Roth.

 

Jorginho conhece o fundo do poço, e Rodrigo é agredido

Tal qual Roth, Jorginho estreia batendo o Flamengo na Copa do Brasil, mas vê que no Brasileiro o buraco é mais embaixo. O treinador colocou meta de ser campeão do segundo turno para escapar do rebaixamento, mas a realidade é dura. Derrotas para Goiás, Figueirense, Inter (6 a 0) e Atlético-MG. Na véspera da partida contra o Galo, Rodrigo é agredido por um torcedor na chegada da delegação ao hotel na Lapa. No fim dessa sequência, o Vasco era o último lugar e estava a oito pontos do vice-lanterna Joinville e a 13 do Coritiba, o primeiro fora da zona e que tinha o dobro de pontos dos vascaínos. Jorginho mostra abatimento, mas mantém a fé.

– Em princípio dá um desânimo, uma tristeza muito grande. Dói muito. A gente não sai de casa, não tem uma vida social, não se sente nem bem. Só o abraço da família revigora. Tenho fé, busco na Bíblia a palavra de Deus. Homens que superaram limites, ressuscitaram. Jamais vou desistir – disse o treinador após a derrota para o Galo.

Início da reação

Além de Nenê e Jorge Henrique, o Vasco agora tem Leandrão no ataque. No segundo jogo pelo Vasco, o atacante grandalhão coloca bonito no canto e faz o gol da vitória sobre a Ponte Preta, no dia 9 de setembro. O ultimo resultado positivo na competição havia sido contra o Fluminense, dois meses antes. Depois de desencantar, o Vasco sai da lanterna com um empate e quatro vitórias em cinco jogos – entre elas, uma virada sobre o Flamengo. Com 26 pontos, na 19ª posição, o time fica a seis de sair da zona.

 

 

 

 

Empates, apito e novo desânimo

O freio na arrancada vem em sequência de empates e muitos jogos polêmicos. Em Florianópolis, o Vasco é superior ao Avaí, sai na frente, e o árbitro não marca pênalti em Jorge Henrique. No fim, vem a igualdade. Contra a Chapecoense, nova arbitragem polêmica, e o presidente do Vasco, Eurico Miranda, denuncia favorecimento aos times catarinenses. Mais duas igualdades contra São Paulo e Grêmio até a derrota no clássico para o Fluminense no Engenhão e o Vasco, de novo na lanterna, parecia morto novamente.

 

Para entender Nenê

Contra o Palmeiras, o Vasco ressurge de novo. Cabeçada de Rafael Silva e gol de categoria de Nenê o colocam de novo na briga. O time somava na arrancada o dobro de pontos dos concorrentes da zona de rebaixamento. Mas o próximo adversário era o virtual campeão brasileiro, o Corinthians, em São Januário. Com um a menos, Julio César abre o placar no segundo tempo, mas o Vasco cede o empate. No sprint final, o time, que podia cair com três rodadas de antecedência, vence e rebaixa o Joinville em Santa Catarina, e passa, no sufoco, pelo Santos. Nesta tarde, no Couto Pereira, joga a sorte contra o Coritiba, de olho nos jogos do Avaí e do Figueirense.

 

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Joinville 1 x 2 Vasco

Da tranquilidade ao sufoco, Vasco vence, e Joinville cai para a Série B

Equipe cruz-maltina marca dois gols nos primeiros nove minutos, mas sofre pressão no segundo tempo e vê vitória em Santa Catarina quase escapar

Joinville x Vasco (Foto: www.jec.com.br)

PC Gusmão lamentou o revés em casa e o rebaixamento do JEC (Foto: http://www.jec.com.br)

O destino do Vasco deve ser selado apenas na última rodada. Então, por ora, a torcida tem pelo menos mais uma semana para continuar a acreditar. Tudo caminhava com tranquilidade, mas foi com sufoco nos minutos finais que a equipe cruz-maltina venceu por por 2 a 1 o Joinville, neste domingo, diante de 7.026 torcedores. Já o futuro da equipe catarinense é certo: vai disputar a Série B em 2016.

O resultado representa uma esperança para o Vasco, que passou a somar 37 pontos e subiu para 18ª posição. O time está a três pontos de sair da zona de rebaixamento, depois de ser beneficiado pela vitória do Fluminense sobre o Avaí, mas prejudicado pela vitória do Coritiba sobre o Santos. O próximo jogo será contra o próprio Peixe, inicialmente em São Januário. Já o Joinville, lanterna do Brasileiro, vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro.

O Vasco pareceu que espantaria de cara o fantasma da Arena Joinville, local de sua queda para a Série B, em 2013, e abriu o placar aos cinco minutos. Após bola mal rebatida pela zaga, Nenê ficou com o rebote e chutou bonito para fazer 1 a 0. O time cruz-maltino manteve o ritmo e ampliou aos nove minutos. O goleiro Martín Silva chutou, Jorge Henrique desviou de cabeça e deixou Riascos na cara do gol. Ele tocou na saída do goleiro para marcar o segundo.

Depois do intervalo, entretanto, o Joinville melhorou com a entrada de Marcelinho Paraíba, que comandou a tentativa de reação do time da casa. Aos 34 minutos, Rafael Donato marcou em falha de Martín Silva e pressionou até o final. Mas o Vasco conseguiu segurar o resultado que mantém sua esperança de permanecer sua elite, enquanto o Joinville passou a conhecer sua nova realidade: a Segunda Divisão.

 

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Arbitral da Ferj reduz cota de TV para quem disputar Carioca sem time principal

Eurico Miranda

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, confirmou ao deixar o arbitral de clubes realizado nesta quinta-feira, na sede da Federação de Futebol do Rio (Ferj), que haverá uma redução dos valores da cota de transmissão de jogos para os clubes que decidirem disputar a competição sem a equipe principal. De acordo com o dirigente, a cota da equipe que escalar uma equipe de reservas ou juniores será igual à menor cota destinada a clubes na competição. A diferença entre o valor que inicialmente seria recebido e o valor após o corte será repartida entre os demais clubes.

– A coisa é da seguinte forma. As equipes que não disputarem o campeonato, não recebem cota de televisão. E as equipes que disputarem com equipes diferentes da equipe principal, recebem uma cota igual à menor cota que tem na competição – disse Eurico.

Questionado sobre quem determina qual é a equipe principal, o dirigente respondeu:

– É fácil de ver qual o time principal. Time de júnior, time de Sub-23, não é time principal.

A medida é uma resposta às ações de Flamengo e Fluminense, que estão em racha com a Ferj e fazem parte da Liga Sul-Minas-Rio, que será votada em assembleia na CBF no próximo dia 27. Rubens Lopes, presidente da Ferj, é radicalmente contra a liga e tenta impedir a realização da competição em 2016. Flamengo e Fluminense já sinalizaram que disputarão o Carioca com uma equipe alternativa. Nenhum dos dois enviou representantes ao arbitral. Dos quatro grandes, além de Eurico, somente o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, esteve presente.

* Com Raphael Zarko

 

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Renato Maurício Prado comenta a vitória do Vasco sobre o Atlético Paranaense

Vasco comemoração (Foto: Marcelo Sadio / vasco.com.br)

Começou o milagre?
E o Vasco voltou a vencer! Não uma vez, mas duas. Seguidas! Será o início da milagrosa recuperação? Ainda é cedo para dizer que sim. Mas a vitória sobre o Atlético Paranaense foi convincente. O jogo contra o Cruzeiro, que também busca espantar o fantasma do rebaixamento, é uma ótima oportunidade para avaliar o tamanho dessa reação. Se vencer, no Mineirão, até eu começo a acreditar!

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 15/09/2015

Os vascaínos viram o uniforme da Ponte Preta e pensaram: “Do Vasco dá para ganhar”

Nenê atuando contra o Vasco (FOTO: Cajá)

Uma vitória do Vasco é algo tão improvável que a CBF usará o tira-teima par ter certeza de que o clube carioca venceu uma partida. Por isso, Jorginho foi muito questionado sobre o motivo do triunfo. Empolgado e aliviado, o treinador explicou a estratégia utilizada e como o clube trabalhou o psicológico dos jogadores.

“Os atletas viram o uniforme da Ponte Preta e pensaram: do Vasco dá para ganhar. Conseguimos colocar isso na cabeça deles antes da partida. No vestiário, os jogadores estavam saindo e eu os chamei e gritei: entrem lá e acabem com o Vasco! Do Vasco vocês conseguem ganhar! Eles saíram de lá confiantes e conquistamos a vitória”, disse.

Depois da derrota, a CBF decidiu rebaixar a Ponte Preta automaticamente para a Série B.