Rival do Uber, Cabify começa a funcionar em São Paulo

Notícia Publicada em 06/06/2016 18:29

Apesar da polêmica com os táxis, empresa espanhola quer chegar a mais seis cidades

Mais um na foto: táxis comuns e Uber ganharam concorrente (Flickr/Senado Federal)
Mais um na foto: táxis comuns e Uber ganharam concorrente (Flickr/Senado Federal)

SÃO PAULO – Rival do Uber, o app de caronas pagas Cabify começou a operar no Brasil nesta segunda-feira, 6, começando pela cidade de São Paulo. O serviço, de origem espanhola, possui um modelo de funcionamento parecido com o concorrente norte-americano: o usuário entra no aplicativo, solicita a viagem e, em poucos minutos, um motorista particular deverá estar no local apontado. Entretanto, o Cabify aposta em uma cobrança baseada na quilometragem percorrida pelo motorista – e não o tempo – para se diferenciar do mercado de caronas pagas.

“O Cabify começou, em 2011, focado para intermediar carros de luxo com um público diferenciado”, explica o chefe de operações do app no Brasil, Daniel Velazco Bedoya, em entrevista concedida ao jornal “O Estado de S. Paulo” em maio deste ano. “Com o tempo, porém, começamos a achar novos mercados e começamos a adaptar nossa demanda.”

Atualmente, o Cabify conta com inúmeras categorias de corrida, como carros de luxo e outra voltada unicamente para os chamados “táxis pretos”. Aqui no Brasil, no entanto, a única modalidade disponível é o Cabify Light: parecido com o Uber X, a categoria admite carros mais simples, desde que tenham um conforto mínimo, como ar-condicionado, e sejam de um modelo 2011 ou mais recente.

Assim, para se diferenciar no mercado de caronas pagas, o Cabify aposta em duas frentes: a ausência de tarifa dinâmica (taxa que multiplica o valor da corrida de acordo com a demanda por carros naquela hora) e a cobrança por quilometragem. Sobre o primeiro quesito, o app espanhol atinge um ponto muito criticado do Uber: quando o serviço possui menos carros e mais solicitações de corridas, o preço sobe. No Cabify, isso não irá acontecer. Além disso, o aplicativo recém-lançado também irá cobrar as corridas de um jeito diferenciado: ao invés de fazer um cálculo entre tempo gasto e distância percorrida, o serviço cobra apenas pela extensão do trajeto.

“O usuário irá entrar no serviço já sabendo qual será o valor a ser pago”, explica Bedoya. “Não haverá surpresas nem uma variação no valor. A não ser que o usuário peça para alterar o trajeto.”

Além disso, o app conta com alguns recursos e facilidades dentro do app, como a possibilidade de fazer reservas antecipadas de corrida e a existência de múltiplas contas dentro do app, podendo alternar no momento que quiser. “A pessoa poderá agendar um carro para te buscar em determinado lugar no dia anterior, para não ter a preocupação no dia seguinte”, conta Bedoya.

Briga

Apesar de dizer que não enxerga os táxis como concorrentes, Bedoya diz que poderá acontecer alguns problemas entre o app e os taxistas. “Nós sabemos que alguns conflitos poderão acontecer”, afirma o chefe de operações do Cabify no Brasil. “É um mercado de táxis muito fechado, muito restrito. Quando alguém mexe nele, podem surgir atritos. Mas não queremos nos afastar dos taxistas. Nós fazemos o que eles fazem.”

Futuro

As expectativas do aplicativo espanhol no Brasil são altas. A empresa quer, em breve, começar a trabalhar com a categoria de “táxis pretos” e expandir para mais cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Goiânia e Rio de Janeiro.

“Esperamos que usuários e possíveis parceiros da plataforma nos vejam de maneira positiva no mercado brasileiro”, afirma Bedoya. “O Cabify quer ajudar a alterar a lógica da mobilidade no País.”

 

O FINANCISTA

Em ato contra agressões de taxistas, carros do Uber formam ‘paz’ no DF

Governo lamentou brigas desta terça entre representantes dos serviços.
Sindicato diz discordar de violência; confundida, família foi espancada.

Bandera de Distrito Federal

Motoristas do Uber reúnem 54 carros para escrever 'paz' em ato contra agressões de taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)Motoristas do Uber reúnem 54 carros para escrever ‘paz’ em ato contra agressões de taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

Em protesto contra agressões de taxistas, motoristas do aplicativo Uber usaram 54 carros para formar a palavra “paz” no Estádio Nacional de Brasília no início da tarde desta quarta-feira (1º). O ato ocorre um dia depois da confusão no Aeroporto Juscelino Kubitschek. Após serem confundidos com motoristas do Uber, quatro irmãos foram perseguidos e espancados por taxistas.

O governo do Distrito Federal lamentou o ocorrido e reforçou a necessidade de a Câmara Legislativa analisar o projeto de lei que regulamenta o transporte individual privado oferecido em smartphones.

De acordo com a Polícia Militar, somente nesta quarta houve três confusões do tipo: quatro carros do Uber foram apedrejados no aeroporto, houve ataque a profissionais em um hotel e um homem confundido com motorista do app foi cercado, em frente ao Brasília Shopping, quando deixava a mulher no serviço.

A presidente do Sindicato dos Taxistas, Maria do Bomfim, afirmou ao G1 que a entidade não compactua com a violência, mas que os profissionais estão “cansados das agressões dos motoristas do Uber e, por causa disso, estão partindo para cima”.

Agressões no aeroporto
Nesta terça, quatro irmãos foram perseguidos, encurralados e espancados por taxistas depois de serem confundidos com motoristas do Uber. Eles haviam acabado de desembarcar no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek e seguiam de carro para Ceilândia.

O conflito aconteceu pouco depois de representantes dos serviços de transporte trocarem agressões em um posto de combustível vizinho ao terminal.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Uma das vítimas por causa da confusão, o vendedor Clécio Alves conta que a família vinha do Recife. A mulher de um dos homens os esperava no saguão do aeroporto. O grupo entrou no carro, mas foi seguido por taxistas.

“Um taxista cortou farol para a gente, passou pela gente em alta velocidade, começou a xingar, chamar de bandido, de cambada de safado. Aí ele cortou a nossa frente e brecou com muita força. Meu irmão tentou frear, bateu. Ele foi para lateral, falou: ‘Gente, desculpa aí, desculpa aí, vamos resolver. Me segue, segue aí’. Meu irmão seguiu”, diz Alves.

Motoristas do Uber e taxistas trocam agressões em posto de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília (Foto: Reprodução)Motoristas do Uber e taxistas trocam agressões em posto de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília (Foto: Reprodução)

O vendedor afirma que a família caiu em uma armadilha. “Quando a gente encostou, mais de 50 taxistas já chegaram no carro, quebrando o carro, batendo na gente, e um gritando: ‘Mata que é Uber, mata que é Uber’. Eu falando: ‘gente, a gente é família, estamos chegando de viagem, não faz isso, não’.”

50 taxistas já chegaram no carro, quebrando o carro, batendo na gente, e um gritando: ‘Mata que é Uber'”
Clécio Alves, vendedor

“Um puxou um punhal para poder tentar matar meu irmão mais velho”, completa. “Eu peguei, avancei em cima dele. Quando eu avancei nele, eu levei uma paulada na cabeça, caí no chão. Na hora que eu caí no chão, começaram a bater muito em mim.” O homem foi ferido no rosto, e o carro da família ficou danificado.

Os irmãos registraram o caso na 10ª Delegacia de Polícia, onde reconheceram um dos agressores por foto.

Motoristas do Uber também estiveram no local para denunciar agressões. Vídeo obtido pela TV Globo mostra parte da confusão no posto de gasolina: taxistas arremessam cones e outros objetos contra os motoristas e carros do Uber.

“Éramos cinco motoristas do Uber quando chegaram 60 taxistas, todos com pau, pedra na mão, tacando tudo, fazendo um arrastão, quebrando tudo”, disse o motorista Reginaldo Araújo. “Fiquei muito assustado, muito assustado.”

Danos em carro de família perseguida e espancada por taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)
Danos em carro de família perseguida e espancada por taxistas em Brasília
(Foto: TV Globo/Reprodução)

O motorista Irving Nóvoa também criticou a situação. “Apesar de todas as agressões que os taxistas fazem, no dia seguinte estão rodando. Então eu acho que deveria cassar a licença, porque, enquanto não cassar a licença, os taxistas vão continuar fazendo o que vêm fazendo: agredindo Ubers, agredindo cidadão, agredindo família.”

A presidente do Sindicato dos Taxistas afirmou que não compete à entidade tirar a licença dos profissionais. “Compete ao órgão de fiscalização e à polícia, eles é que têm que verificar. Se o governo tomar as providências e convocá-los no órgão da unidade gestora, eles vão ter o direito de apresentar a defesa deles.”

Outros conflitos
Nesta segunda (30), um taxista teria tentado impedir a saída de um carro do Uber, interceptando o caminho com um carrinho de bagagens do aeroporto. O motorista do serviço executivo diz que foi ameaçado junto a uma passageira e precisou acionar a polícia para deixar o local. Outro condutor diz que teve o pneu rasgado na semana passada, também por suposta ação dos taxistas.

Inscrito no Uber, Eliandro José Ferreira diz que não tem segurança para trabalhar. “Nós que trabalhamos na noite temos família. A gente não sabe se volta pra casa. Todas as noites tem ataques contra motoristas do Uber. Nós temos autorização pra rodar. A gente só quer trabalhar”, disse.

Taxistas dizem que também estão sendo ameaçados no aeroporto, no trânsito e nos protestos. “Essa informação [das agressões contra o Uber] é incorreta. Ele [motorista] nos ameaçou, nós nos exaltamos e ele começou a filmar, mas não filmaram o momento em que fomos ameaçados de agressão”, diz Leonardo Rocha.

Em 25 de outubro do ano passado, um motorista do Uber levou oito pontos na cabeça depois de ser agredido com cassetete por taxistas no Setor Hoteleiro Norte. A confusão foi gravada com celular. Policiais militares levaram cinco suspeitos para 5ª Delegacia de Polícia, onde assinaram termo circunstanciado e foram liberados.

Em 3 de agosto de 2015, taxistas obrigaram um casal de passageiros a desembarcar de um carro do aplicativo Uber e a entrar em um táxi durante uma carreata entre o aeroporto e a área central da cidade. Após os passageiros saírem do veículo, os taxistas questionaram o motorista do Uber se ele tinha autorização para rodar. O homem ainda teve que colocar as malas dos dois no veículo de um taxista.

No dia 3 de julho do ano passado, confundido com um motorista do Uber, um funcionário de uma agência de turismo que buscava o cantor Sérgio Reis no aeroporto foi atacado por taxistas.

G1.COM.BR

Taxistas fazem petição para proibir serviços do Uber em Fortaleza

Taxistas consideram serviço do Uber ilegal e pedem liminar contra o app.
Empresa afirma que Justiça já negou petições similares em outros estados.

Bandeira do estado do Ceará

Audi^wencia Pública na OAB reuniu repersentantes de taxistas, do Uber e de órgãos de defesa do consimidor  (Foto: OAB-CE/Divulgação)Audiência Pública na OAB reuniu repersentantes de taxistas, do Uber e de órgãos de defesa do consimidor (Foto: OAB-CE/Divulgação)

O Sindicato dos Taxistas de Fortaleza protocolaram na noite desta quarta-feira (1º) uma petição para barrar, em caráter liminar, os serviços do Uber em Fortaleza, aplicativo de transporte de passageiro remunerado. Segundo o presidente interino do sindicato, Pedro Álvares, o serviço é ilegal e reduziu a demanda de serviços dos táxis regulamentados em Fortaleza. A petição foi resgitrada no Tribunal de Justiça do Ceará.

“A ação é para suspender os serviços do Uber por meio de um mandado de segurança. Os motoristas podem se credenciar como taxistas regulamentados, mas as atividades de condução de passageiros via Uber não é permitida na nossa legislação”, defende Alves.

A empresa afirma que atua no Brasil conforme a legislação, e a Justiça já negou petições similares em outros estados.

Chegada a Fortaleza
O Uber oferta serviços em Fortaleza desde 29 de abril, sob protestos dos taxistas. A Prefeitura de Fortaleza afirmou que o serviço é ilegal e já fez apreensões de veículos conduzidos por motoristas cadastrados no Uber.

O G1 confirmou que pelo menos dois parceiros do Uber tiveram os veículos apreendidos, sendo um deles na noite de terça-feira, na Avenida Beira Mar. O motorista foi impedido de trafegar por taxistas, que alegaram que o serviço era ilegal.

A Etufor ressaltou que o serviço do Uber é irregular e que os carros são passíveis de multa e apreensão, conforme a lei N° 7163 de 30/06/1992, que proíbe o transporte remunerado de passageiros em veículo não autorizado pela Prefeitura de Fortaleza.

 

G1.COM.BR

Confundida com Uber no DF, família é perseguida e espancada por taxistas

Representantes dos serviços haviam brigado pouco antes no aeroporto.
Irmãos chegaram de Recife e iam de carro para Ceilândia; polícia investiga.

Archivo:Bandeira do Distrito Federal (Brasil).svg

Quatro irmãos foram perseguidos, encurralados e espancados por taxistas depois de serem confundidos com motoristas do Uber na noite desta terça-feira (3) em Brasília. Eles haviam acabado de desembarcar no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek e seguiam de carro para Ceilândia. O conflito aconteceu pouco depois de representantes dos serviços de transporte trocarem agressões em um posto de combustível vizinho ao terminal.

Um puxou um punhal para poder tentar matar meu irmão mais velho. Eu peguei, avancei em cima dele. Quando eu avancei nele, eu levei uma paulada na cabeça, caí no chão. Na hora que eu caí no chão, começaram a bater muito em mim”
Clécio Alves,
vendedor

O caso é investigado pela Polícia Civil. A presidente do Sindicato dos Taxistas, Maria do Bomfim, afirmou ao G1 que a entidade não compactua com a violência, mas que os profissionais estão “cansados das agressões dos motoristas do Uber e, por causa disso, estão partindo para cima”.

Uma das vítimas por causa da confusão, o vendedor Clécio Alves conta que a família vinha de Recife (PE). A mulher de um dos homens os esperava no saguão do aeroporto. O grupo entrou então no carro, mas foi seguido por taxistas.

“Um taxista cortou farol para a gente, passou por a gente em alta velocidade, começou a xingar, chamar de bandido, de cambada de safado. Aí ele cortou a nossa frente e brecou com muita força. Meu irmão tentou frear, bateu. Ele foi para lateral, falou: ‘gente, desculpa aí, desculpa aí, vamos resolver. Me segue, segue aí’. Meu irmão seguiu”, diz Alves.

O vendedor afirma que a família caiu em uma armadilha. “Quando a gente encostou, mais de 50 taxistas já chegaram no carro, quebrando o carro, batendo na gente, e um gritando: ‘Mata que é Uber, mata que é Uber’. Eu falando: ‘gente, a gente é família, estamos chegando de viagem, não faz isso, não’.”

“Um puxou um punhal para poder tentar matar meu irmão mais velho”, completa. “Eu peguei, avancei em cima dele. Quando eu avancei nele, eu levei uma paulada na cabeça, caí no chão. Na hora que eu caí no chão, começaram a bater muito em mim.” O homem teve feridas no rosto. O carro da família ficou danificado.

Motoristas do Uber e taxistas trocam agressões em posto de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília (Foto: Reprodução)
Motoristas do Uber e taxistas trocam agressões em posto de combustível no Aeroporto Internacional de Brasília (Foto: Reprodução)

Os irmãos registraram o caso na 10ª Delegacia de Polícia, onde reconheceram um dos agressores por foto. Motoristas do Uber também estiveram no local para denunciar agressões. Vídeo obtido pela TV Globo mostra parte da confusão no posto de gasolina: taxistas arremessam cones e outros objetos contra os motoristas e carros do Uber.

“Éramos cinco motoristas do Uber quando chegaram 60 taxistas, todos com pau, pedra na mão, tacando tudo, fazendo um arrastão, quebrando tudo”, disse o motorista Reginaldo Araújo. “Fiquei muito assustado, muito assustado.”

Danos em carro de família perseguida e espancada por taxistas em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)
Danos em carro de família perseguida e espancada por taxistas em Brasília
(Foto: TV Globo/Reprodução)

O motorista Irving Nóvoa também criticou a situação. “Apesar de todas as agressões que os taxistas fazem, no dia seguinte estão rodando. Então eu acho que deveria cassar a licença, porque, enquanto não cassar a licença, os taxistas vão continuar fazendo o que vêm fazendo: agredindo Ubers, agredindo cidadão, agredindo família.”

A presidente do Sindicato dos Taxistas afirmou que não compete à entidade tirar a licença dos profissionais. “Compete ao órgão de fiscalização e à polícia, eles é que têm que verificar. Se o governo tomar as providências e convocá-los no órgão da unidade gestora, eles vão ter o direito de apresentar a defesa deles.”

Outros conflitos
Nesta segunda (30), um taxista teria tentado impedir a saída de um carro do Uber, interceptando o caminho com um carrinho de bagagens do aeroporto. O motorista do serviço executivo diz que foi ameaçado junto a passageira e precisou acionar a polícia para deixar o local. Outro condutor diz que teve o pneu rasgado na semana passada, também por suposta ação dos taxistas.

Inscrito no Uber, Eliandro José Ferreira diz que não tem segurança para trabalhar. “Nós que trabalhamos na noite temos familia. A gente não sabe se volta pra casa. Todas as noites tem ataques contra motoristas do Uber. Nós temos autorização pra rodar. A gente só quer trabalhar”, disse.

Taxistas dizem que também estão sendo ameaçados no aeroporto, no trânsito e nos protestos. “Essa informação [das agressões contra o Uber] é incorreta. Ele [motorista] nos ameaçou, nós nos exaltamos e ele começou a filmar, mas não filmaram o momento em que fomos ameaçados de agressão”, diz Leonardo Rocha.

Em 25 de outubro do ano passado, um motorista do Uber levou oito pontos na cabeça depois de ser agredido com cassetete por taxistas no Setor Hoteleiro Norte. A confusão foi gravada com celular. Policiais militares levaram cinco suspeitos para 5ª Delegacia de Polícia, onde assinaram termo circunstanciado e foram liberados.

Em 3 de agosto de 2015, taxistas obrigaram um casal de passageiros a desembarcar de um carro do aplicativo Uber e a entrar em um táxi durante uma carreata entre o aeroporto e a área central da cidade. Após os passageiros saírem do veículo, os taxistas questionaram o motorista do Uber se ele tinha autorização para rodar. O homem ainda teve que colocar as malas dos dois no veículo de um taxista.

No dia 3 de julho do ano passado, confundido com um motorista do Uber, um funcionário de uma agência de turismo que buscava o cantor Sérgio Reis no aeroporto foi atacado por taxistas.

G1.COM.BR

Three key principles that drive Uber’s progress

Friday
May 20, 2016
 

ANALYSIS

Don’t listen to your mates, work out how to do yourself out of a job, and don’t waste time on a business plan – these are just some of the tips for successful disruption from David Rohrsheim, the Australian head of ridesharing pioneer Uber.

I became hooked on mobile apps in 2003 during a class at Adelaide University named “Mobile Networks & Applications”. SA had just deployed on North Terrace a pioneering 3G network demonstration. I knew I was witnessing the future, and I wanted to be part of making it happen.

Uber is a mobile app that makes a city easier to use – you press a button on your phone and a car shows up to give you a ride. Ridesharing makes better use of the transport infrastructure a city already owns by filling the empty seats in personal cars.

Uber recently celebrated our one-billionth ride globally. This sort of change is hard, but a few simple principles fuelled our progress:

Don’t plan, act: Don’t waste time writing a 40-page business plan. Stop talking to your mates. You’ll learn so much more from closing your first paying customer. Interviews and studies can be very misleading.

Henry T. Ford is rumored to have said: “If I’d asked people what they wanted, they would have said faster horses.” You have to be willing to run experiments – in a safe, controlled manner – to create the future. In the year that the SA Government spent conducting surveys and interviews on the future of personal transport, over 36,000 Australians in all other mainland states were already living in the future making money by driving with Uber.

Focus on the customer: Uber started with zero customers in Australia, so we had to offer both riders and drivers a better deal or none would have ever signed up. We learned that passengers wanted reliable, affordable rides, while drivers wanted flexible ways to make money. Sometimes regulations stand in the way of that vision, so we are obliged to start a conversation with the government about fixing them.

Disrupt yourself: I frequently ask my team “how can you put yourself out of a job?” to encourage them to embrace smart technology to streamline routine operations. Then they can move on to more valuable tasks. I wish the SA Government would lead the way on this thinking, but when we see application forms take 30 working days (or more) to process you know that it must be built on people and paper rather than technology.

The SA taxi industry could have invented Uber itself if it had re-invested more of its $200m annual revenue in better services for customers. Not every industry can depend on the Treasurer to arrange a $90 million bailout when new competition arrives. On our end, we are already making significant investments in autonomous vehicles (we’re hiring!) to ensure Uber has a role when that future arrives too.

Change is hard work, so be sure to choose something you care about passionately. When I was a student at Adelaide Uni, I vividly remember walking home through the parklands late at night because I couldn’t find an affordable ride when I needed it. Ridesharing can fix that – but only with sensible regulation.

InDaily presents Disrupters on Thursday, 23 June at the Published ArtHouse in Cannon Street, Adelaide – click the link below for more details and to book tickets.

 

 

Today’s top news and opinion

Fernando Haddad libera o Uber na cidade de São Paulo

Notícia Publicada em 10/05/2016 16:01

A regulamentação permitirá que outras operadoras participem da exploração do serviço

O decreto adota um sistema de créditos que as operadoras, denominadas no texto como OTTCs (Operadoras de Tecnologia e Transporte Credenciadas), serão obrigadas a comprar créditos para atuar na cidade (Flickr/Senado Federal)
O decreto adota um sistema de créditos que as operadoras, denominadas no texto como OTTCs (Operadoras de Tecnologia e Transporte Credenciadas), serão obrigadas a comprar créditos para atuar na cidade
(Flickr/Senado Federal)

SÃO PAULO – A prefeitura da capital paulista anunciou hoje (10) que publicará decreto regulamentando a utilização de aplicativos de transporte individual no município. A regulamentação, segundo a prefeitura, permitirá que outras operadoras, além do Uber – hoje a única do ramo que atua na cidade por meio de uma decisão da Justiça – participem da exploração do serviço.

O decreto adota um sistema de créditos que as operadoras, denominadas no texto como OTTCs (Operadoras de Tecnologia e Transporte Credenciadas), serão obrigadas a comprar créditos para atuar na cidade.

O modelo pretende evitar fluxos maiores de trânsito em horários de pico, com valores dos créditos maiores para o serviço em áreas centrais e em horários de maior movimentação. Para aumentar o serviço nas periferias e áreas afastadas da cidade, os créditos para os prestadores que atuarem nestes locais poderão serão mais baratos.

A tabela de conversão dos créditos atenderá fatores como o número de passageiros transportados, horário de circulação, taxa de poluição e acessibilidade. O valor dos créditos será estipulado pelo Comitê Municipal do Uso Viário (CMUV) e poderá mudar de acordo com a política de incentivo ou desincentivo das vias da cidade. O CMUV será composto pelos secretários municipais de Transportes, Finanças e Infraestrutura Urbana e pelo diretor-presidente da São Paulo Negócios.

Taxistas

As operadoras ficam obrigadas a enviar informações à prefeitura sobre origem e destino de cada viagem, mapa do trajeto, tempo de espera, preço cobrado, avaliação do serviço prestado e identificação do condutor. As OTTCs serão obrigadas ainda a pagar uma outorga como contrapartida do direito de uso intensivo do viário.

Segundo a prefeitura, a regulação das novas tecnologias de transporte individual não prejudicará os táxis. “Pesquisa da operadora de táxis 99 indicou que 30% das chamadas fora do centro expandido da capital não são atendidas. Esse índice cai para 10% na área do centro expandido. Há, portanto, falta no atendimento”, informou a prefeitura por meio de nota.

De acordo com a prefeitura, São Paulo é uma das capitais do mundo com menor oferta de táxis por habitante: 3,2 por habitante. Essa relação é inferior à existente no Rio de Janeiro (5,2), na Cidade do México (8,8), em Paris (8,9) e em Buenos Aires (13,2).

Contra a edição do decreto, os taxistas estão interrompendo o tráfego em frente à prefeitura,no Viaduto do Chá, no centro da cidade, e também na Rua Líbero Badaró, nas proximidades.

 

O FINANCISTA