Flávio Ricco torce para que o CQC não faça proveito da tragédia em Santa Maria

Pergunta que não quer calar: o que foi fazer uma equipe do “CQC” em Santa Maria?
É importante lembrar que com certas coisas não se brinca.
Já bastam os que tentam tirar proveito de situações tão tristes como esta.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Flávio Ricco critica as pessoas que se aproveitaram da tragédia em Santa Maria para aparecer

Aliás, a tecnologia também está a serviço desse pessoal que não tem mais o que fazer. Tanto lá em Santa Maria, como em tantas outras oportunidades, o “papagaio de pirata”, em seu plantão, tem se utilizado do celular para avisar que está aparecendo na televisão. É uma falta de noção que, ao mesmo tempo, dá raiva e dó.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Flávio Ricco elogia os esforços das emissoras na cobertura da tragédia de Santa Maria

Louvável o esforço e a mobilização das emissoras na cobertura dos tristes acontecimentos de Santa Maria. Só uma coisinha em tudo incomodou a maioria: mesmo numa situação tão triste como aquela, alguns idiotas ainda acharam que era uma boa ocasião para servir de papagaio de pirata.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Corpo de bombeiros :4 casas de show são interditadas em Fortaleza

Dos 20 pontos de lazer visitados, cerca de 70% apresentaram algum problema estrutural e dez já foram notificados

A tragédia na boate Kiss com a morte de 235 jovens em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, acendeu sinal de alerta em Fortaleza e mais de 20 casas de show já foram vistoriadas, até ontem, pelo Corpo de Bombeiros do Ceará. Dessas, cerca de 70% estariam em desconformidade com os padrões de segurança. Por conta da operação, quatro estabelecimentos já foram interditados e outros dez notificados com prazo de 72h para adequações.


O Corpo de Bombeiros fez visita a boate no Centro para mostrar itens essenciais. Em algumas casas de show, não havia nem extintor Foto: Waleska Santiago

Conforme a Coordenadoria de Atividades Técnicas (CAT), o Kukukaya (Avenida Pontes Vieira), Terraço Bar (Avenida Eduardo Girão), L4 Up Club (Avenida Dom Luís) e Meet (Rua Coronel Jucá) não têm permissão de funcionar. “Se resolverem abrir, estão cometendo uma irregularidades por não apresentarem qualquer segurança aos usuários. Algumas nem extintor de incêndio funcionando tinham. Absurdo. Se descumprirem, vão responder judicialmente”, afirma o major Nivan Girão. Por dia, cerca de três boates são fiscalizadas.

Conforme o Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Ministério Público serão oficiados, ainda hoje, para que recomendem a aplicação de multas em caso de insistência. A medida atende à recomendação do Ministério Público do Ceará (MP-CE) e pretende avaliar segurança dos estabelecimentos de entretenimento.

O tenente coronel Eduardo Amorim relata que, para reabertura dos espaços, é necessário que proprietários atendam às recomendações pedidas – de reforço no controle do fogo, por exemplo – e apresentem, com urgência, Plano de Proteção de Incêndio e Pânico. “Não vamos liberar o funcionamento delas, só se fizerem ajustes necessários. Muitos nem tinham extintor ou saída de emergência. Os empresários devem ter consciência dos riscos”.

Vistorias

Ainda segundo o tenente coronel, não há uma data certa para a normalização desses estabelecimentos interditados. Após a aprovação do plano, o local deverá será vistoriado novamente para, então, ser liberado para receber clientes. Isso pode durar até mais de um mês, diz Amorim.

Atualmente, 11 equipes do Corpo de Bombeiros fazem o trabalho preventivo. Ontem à tarde, um grupamento esteve presente em uma boate, no Centro de Fortaleza, para apresentar alguns itens de segurança que devem estar presentes nesses espaços de lazer e entretenimento.

Conforme o major do Corpo de Bombeiros, Nivan Girão, é necessário atentar para alguns detalhes, tais como a presença de, no mínimo, dois extintores de incêndio no palco; existência de saídas de emergência; presença de hidrômetro e sinalizações indicando rotas de fuga e ajuda.
“Nessa boate que nós visitamos no Centro, percebemos muitos pontos positivos. Eles possuem geradores de energia e torres de reserva de 30 mil litros de água para qualquer emergência”, relata o major Nivan Girão.

Apoio

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE) também iniciou operações. Conforme o coordenador de Fiscalização, Modesto Cavalcante, a operação tem por objetivo fazer levantamento de todas as casas de show, boates, teatros e outros estabelecimentos que concentrem grande número de pessoas, como buffets e os cinemas.

“Assim, queremos detectar possíveis irregularidades. Nossa meta é visitar 23 estabelecimentos, somente em Fortaleza e outros no Interior do Ceará”, afirma.
Após este levantamento e fiscalização, explica Modesto Cavalcante, será elaborado um documento e enviado ao Ministério Público, Prefeitura e também para o Corpo de Bombeiros.

Antecipação

O Acervo Imaginário, casa noturna da Praia de Iracema, se antecipou, assumiu os erros e resolveu suspender as atividades a fim de realizar reformas. O estabelecimento não possuía saídas de emergência.
A boate afirma que a reforma tem como intuito adequar-se “às normas técnicas vigentes, que envolve questões como saídas de emergência, vazão de pessoas e sinalização”. A casa será reaberta após o carnaval.

Sobre a interdição do Kukukaya, um dos proprietários, Eduardo Monteiro, afirma que a vistoria foi realizada, mas todas as documentações foram entregues. “Não fomos comunicados de nenhuma interdição”.

A Meet informou, por meio de nota, que está empenhada em cumprir as exigências de segurança e já iniciou reforma para adequar a saída de emergência, disponibilizando mais um portão com acesso para a rua, além da saída lateral para a área externa, já existente. Segundo o texto, a casa trabalha para manter suas atividades normais neste fim de semana.

A reportagem procurou os responsáveis pelo Terraço Bar e L4, mas não obteve êxito. Tentamos contatos telefônicos com a Prefeitura e Ministério Público a fim de saber sobre as multas, mas também não houve retorno .

 

Diário Do Nordeste 31/01/2013

C´est fini-Flávio Ricco comenta a atuação dos telejornais na tragédia em Santa Maria-Flávio Ricco volta ás 12h00 de Fortaleza

Os telejornais, de maneira geral, continuam tratando com respeito e consideração a tragédia de Santa Maria. Lamentavelmente, o mesmo não se aplica a determinados programas, os velhos e conhecidos de sempre, que da pior maneira possível tentam tirar algum proveito da situação. Aliás, para melhor acompanhar a dimensão do fato, ontem, a CNN deslocou mais uma repórter a Santa Maria, Alejandra Gutiérrez Oraa, da CNN en Español.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

O Observador: Há jornalismo para todos os públicos e vice-versa

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Geraldo Luís simula incêndio em seu programa para falar da tragédia de Santa Maria – Foto: Reprodução
Com a lamentável tragédia que aconteceu na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde 235 jovens morreram por conta de um incêndio na boate Kiss, é inevitável que se discuta a respeito dos diferentes tipos de jornalismo que a televisão tem a nos oferecer e os diferentes consumidores que a mesma televisão possui.
É absolutamente importante fazer o máximo de esforço para decifrar o motivo de alguns jornalistas terem espaço na grade de programação de certas emissoras.
O colega Gabriel Vaquer, por exemplo, em sua crítica ao NaTelinha, mostrou-se contra o comportamento de Geraldo Luís, apresentador do “Balanço Geral” que resolveu, em estúdio, simular o incêndio na casa noturna de Santa Maria.
O que Geraldo Luís fez em seu programa pode ser considerado, para uns, leviano e inapropriado, se forem seguidas as regras do jornalismo “sério” que a emissora grita pretender seguir. Para outros, entretanto, a atitude do jornalista, em reproduzir de forma “tosca” – e nesse ponto deixa-se de ser opinião para virar fato – o ambiente em que se deu o incêndio, pode ser a única forma de se entender o que realmente aconteceu naquela tragédia.
Há diferentes tipos de público e diferentes tipos de jornalismo. E esses precisam estar em perfeita harmonia para que a informação se dissemine. E isso é tão somente resposta à tamanha desigualdade do nosso país.
Apesar disso, não se pode confundir “fazer jornalismo” com qualquer outra coisa. O que alguns apresentadores, por conta talvez do víeis político que sua empresa possua, ignorância ou até mesmo para ganhar a audiência na base do grito, tentaram fazer, nas diversas (e quase todas) coberturas da televisão aberta, foi desviar o foco do noticiário.
Temos que ter mais indignação não com os jornalistas que brincam de fazer jornalismo, mas com os que brincam de ser policiais, investigadores, salvadores do povo, que brincam de ser legisladores entre outros. Esses são perigosos. Pois transmitem um falso saber.
Breno Cunha escreve sobre mídia e televisão há quatro anos e sempre foi conhecido por grandes discussões provocadas por suas críticas. No NaTelinha não é diferente. Converse com ele: brenocunha@natelinha.com.br / Twitter @cunhabreno

Record é a emissora que mais falou sobre a tragédia de Santa Maria

Levantamento mostra as redes que mais abordaram o caso

As emissoras de televisão investiram forte na cobertura da tragédia de Santa Maria (RS), onde 231 pessoas morreram em um incêndio na boate Kiss, no último domingo (27).
Desde a manhã daquele dia, o caso dominou os assuntos dos programas. Até a noite de segunda-feira (28), a rede que mais abordou o caso foi a Record.
Segundo levantamento do Controle da Concorrência, empresa que monitora inserções publicitárias para o mercado, entre os dias 27 e 28 a emissora de Edir Macedo falou de Santa Maria durante cerca de 14 horas em suas programação.
A Globo foi a segunda que mais falou do tema, com 10 horas. A Band ficou em terceiro, com nove horas; seguida por SBT, com 7h30; e RedeTV!, com cinco horas.
Somadas, as principais redes dedicaram, em dois dias, cerca de 46 horas ao acidente.
natelinha