Brinquedo caro, televisão não é lugar para aventureiros

Os apresentadores Faustão, Ana e Silvio

Até por se tratar de um brinquedo caro, a televisão está muito longe de se tornar um quintal para aventureiros. Não há e nem pode haver espaço para eles.

Se o profissional não tiver bagagem, respeito do público e do mercado, não vai chegar a lugar nenhum, mesmo dispondo de uma certa estrutura. Pode até “enrolar” algum tempo, mas o desfecho é sempre o mesmo, já conhecido.

Isto vale para justificar a longa permanência na televisão de nomes como Silvio Santos, Raul Gil, Fausto Silva, Carlos Alberto de Nóbrega e Ana Maria Braga, além de outros.

Pessoas que estão aí na estrada, não em função de caras e bocas ou rebolados, mas porque conseguiram pavimentar uma carreira e atingiram um nível de excelência ainda perseguido por vários apresentadores.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

A televisão do futuro já está no ar

 

Um dado dos mais interessantes, levantado por pesquisas da Kantar IBOPE Media, é que boa parcela do público adulto já está buscando assistir conteúdo de TV gravado.

Entre as pessoas ouvidas, 69% delas têm idade entre 18 e 49 anos, com uma divisão parecida entre os públicos masculino e feminino. Na mesma averiguação constatou-se que crianças, de 12 a 17 anos e os acima de 50 são mais representativos no conteúdo ao vivo.

Aos poucos, também se percebe, e já com alguma clareza, que está havendo uma descoberta muito maior por parte do público em assistir televisão por outros meios e diferentes maneiras. Algo que só irá se acentuar com o tempo.

A TV que se proclamava para o futuro, como se observa, já foi colocada à nossa disposição. Basta se servir.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Televisão é hábito

Tudo muito natural

Televisão, como no futebol, muitos dão palpite. É bom que isso aconteça. Esse jogo diário do contra ou a favor faz parte e todos têm direito a externar suas opiniões, mesmo algumas sendo as mais absurdas.

Aqueles que dirigem essas emissoras, no entanto, têm o dever de enxergar esse panorama com outros olhos. É preciso, a cada momento, levantar os prós e contras.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Projeto propõe fim da propaganda eleitoral no rádio e na televisão

O fim da propaganda eleitoral no rádio e na televisão é o que propõe o projeto apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) na última segunda (23).

Segundo a Agência Senado, a criação do dispositivo surge da ideia do senador de que a grave crise política vivida atualmente requer a adoção de medidas que representem mudanças concretas nas instituições políticas e a extinção da propaganda eleitoral no rádio e na televisão significaria a redução expressiva dos custos de campanha e maior igualdade entre os partidos e candidatos concorrentes, durante as eleições.

Para o senador, o marketing utilizado na propaganda eleitoral veiculada no rádio e na televisão estimula os candidatos a apresentarem cenários que, muitas vezes, não correspondem à realidade socioeconômica vivida pela sociedade e são passíveis de contribuir para distorções e manipulações do processo eleitoral, conforme apontam diversos analistas.

Além disso, a campanha das ruas perdeu seu espaço. “É preciso estimular os partidos e candidatos a voltarem às ruas para um contato maior com a população, o que está deixando de ocorrer em face do excesso de ‘marketagem’ promovido pela propaganda no rádio e na televisão”, afirmou Cristovam. Já os debates televisivos, segundo o projeto, não devem acabar.

Por outro lado, na opinião do senador, não haverá grande perda de espaço para a discussão política, pois, além do contato nos comícios e nas ruas, a internet continuará com o seu papel fundamental de informar. “Hoje boa parte do debate político é travado por intermédio das redes sociais”, conclui.

Ainda conforme o projeto, os partidos permanecerão com direito ao acesso gratuito ao rádio e à televisão em período não-eleitoral, para apresentar seus programas partidários, conforme determina a Constituição Federal.

Na Tellinha

Televisão no fim de semana trouxe boas novidades

O jornalista e apresentador Roberto Cabrini

A Rede TV! teve um domingo diferente, com a estreia do “Chega Mais” no começo da noite. Está longe de ser mais uma maravilha do mundo, mas é um programa interessante, bem terminado e dentro dos objetivos que pretende atingir. Só o Matheus Mazzafera parecia um estranho no ninho. Passou a impressão que está ali meio que por acaso, destoando dos outros dois apresentadores, Renata Kuerten e Adriano Doria. Chegou como uma opção de bom gosto.

Por sua vez, no SBT e se valendo da sua estreia aos domingos, Roberto Cabrini foi absolutamente preciso na apresentação da reportagem “A Um Passo da Eternidade”, gravada na ala de doentes terminais de um grande hospital de São Paulo.

Poucas vezes a televisão no Brasil, sem cair na pieguice, mostrou um programa tão humano, ouvindo pessoas que mesmo à beira da morte, ainda têm muitas lições a oferecer.

Do lado jornalístico, o “Conexão Repórter” valeu pelo fim de semana.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Forte calor está afastando público da televisão

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A televisão, como todos, também está “sentindo na pele” as consequências desse calorão.

Enquanto as temperaturas deste verão batem recorde, o exatamente inverso acontece com o número de ligados. Na tarde e começo da noite do último domingo, o Ibope registrava pouco mais de 40%.

A maioria prefere sair de casa e se refrigerar em outros lugares. Nos shoppings, por exemplo.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Estadunidenses passam mais tempo usando telefone celular do que assistindo a programas televisivos

Pesquisa divulgada nesta terça (18) pelo instituto Flurry Analytics mostra que os norte-americanos já passam mais tempo usando o telefone celular do que vendo televisão. É a primeira vez que isso acontece. No terceiro trimestre deste ano, os norte-americanos gastaram 2 horas e 57 minutos por dia com o celular, falando ou navegando na web ou em redes sociais. O tempo diário gasto com televisão foi de 2 horas e 48 minutos.

 

Público vespertino é uma incógnita na televisão?

Não é segredo pra ninguém que todas as emissoras atravessam uma grave crise de audiência durante à tarde.

A Bandeirantes conseguiu dar uma oxigenada com a estreia do “Tá na Tela” na semana passada e, fazendo dobradinha com o “Brasil Urgente”, tem ido bem nos números do Ibope. Mas o restante das estações de televisão estão mal, muito mal. E já faz algum tempo.

Na Globo, a decadência começou com a estreia do novo “Vídeo Show” em novembro do ano passado. Apostando num formato com ares de talk-show, o programa nunca decolou e teve seu formato consagrado resgatado, com enfoque nos bastidores. Acontece que depois da inversão do “Vale a Pena Ver de Novo” com a “Sessão da Tarde” no último verão, as coisas desandaram de vez.

O “Vídeo Show”, que também servia como sala de espera para a novela começar, tinha seus números turbinados nos últimos minutos. Com a “Sessão da Tarde” sucedendo, nem isso aconteceu mais. E os índices, por consequência, que já eram ruins, conseguiram piorar. Por outro lado se mantém líder, até porque Luiz Bacci deixou o “Balanço Geral” na Record, que era quem mais lhe incomodava.

A “Sessão da Tarde” teve ligeira queda com a troca de horário e marcar um dígito já se tornou comum. A reprise das novelas é que se deram bem, terminando quase às 18h, onde o share já está maior. Mas “Cobras & Lagartos” ainda não engatou e também já registrou um dígito. Muito pouco.

Na Record, depois que o canal perdeu Luiz Bacci para a Band, as coisas não tem sido mais as mesmas. O “Balanço Geral” ameaçava e até ultrapassava a Globo constantemente em São Paulo. O “Programa da Tarde”, apesar de estável, sempre brigou com o SBT ali nos 4 pontos. O teto de audiência é baixo e por mais que os investimentos feitos sejam generosos, é difícil mudar esse cenário. O público não está ligando a televisão à tarde.

Entretanto, no final da faixa as coisas já começam a melhorar com o “Cidade Alerta”, maior audiência da Record há mais de dois anos.

O SBT teve seus espasmos com algumas novelas como “Rubi” e “Cuidado com o Anjo” no ano passado. Mas depois disso, não acertou a mão em mais nenhuma. Com todas as tramas marcando entre 3 e 5 pontos, a emissora se apega na esperança de acertar em alguma produção e ver os índices deslancharem, como no folhetim com Maite Perroni. Esta, aliás, que está em cartaz com “Meu Pecado”, mas não surtiu o mesmo efeito que “Cuidado com o Anjo”.

A briga vespertina está embolada e tende a ficar mais se “Cobras & Lagartos” não resolver disparar. A Band é quem está tentando movimentar a faixa e tem tido resultados positivos.

Agora, historicamente, o que tem dado certo nos últimos anos são as novelas. O difícil é lançar (no caso do SBT, as inéditas mexicanas) ou reapresentar (tanto SBT e Globo) alguma que seja certeira e faça com que o público do horário volte a ligar a televisão.
Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br / Twitter: @Forato_

Tom Barros comenta que o “casamento” entre televisão e futebol precisa dar certo

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Casamento a perigo

No mundo todo, a parceria futebol/televisão há rendido lucros extraordinários para os clubes e para as redes de comunicação. Não há mais como dissociar uma coisa da outra. Assim, a notável visibilidade dos certames europeus, com estádios cheios e audiência em alta. No Brasil, como consequência da perda de qualidade do futebol, a audiência tem caído muito. Daí o fato gerador de preocupações com relação ao futuro dessa parceria em rede aberta. Mas ainda creio na possibilidade de recuperação. A ressaca pela derrota na Copa do Mundo trouxe frustração. Isso, claro, elevou o desinteresse dos menos apaixonados. Há ainda a inevitável comparação entre qualidade do que foi mostrado na Copa e o padrão doméstico ora observado. Só o tempo definirá os novos rumos.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 07.08.2014

Audiência das emissoras no mês dezembro de 2013

Normalmente, o mês de dezembro não é bom para as emissoras de televisão. E isso ficou comprovado no fim de 2013.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, da revista “Veja”, todos os canais perderam Ibope em dezembro em relação ao mês de novembro.

A Globo caiu de 14,0 para 13,3 pontos, a Record foi de 6,2 para 5,4, o SBT declinou de 5,2 para 4,6, a Band decaiu de 2,4 pontos para 2,2 e a RedeTV! foi de 0,8 para 0,7. Os números da TV Cultura não foram divulgados.

Quem caiu também foi a participação de televisões ligadas na faixa entre 7h e 0h. O número foi de 37%, contra 40% de novembro. Isso equivale a apenas pouco mais de um terço dos televisores que existem. Os fatores para a perda de Ibope são sempre as mesmas: horário de verão, festas de fim de ano, além do calor que faz em São Paulo nos últimos dias.

Os números são consolidados e refletem a preferência de um seleto grupo de telespectadores da Grande São Paulo.

NaTelinha