Bahia 3 x 2 Bragantino

Bahia vence o Bragantino, faz as pazes com o torcedor e se aproxima do líder

Douglas Pires defende pênalti, Tricolor mantém melhor campanha como mandante da Série B e fica a um ponto do líder Botafogo, que joga neste sábado

Os laços entre o Bahia e a torcida foram refeitos. Nesta sexta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador, o Tricolor venceu o Bragantino de virada por 3 a 2, em partida válida pela 25ª rodada da Série B. Gilberto e Lincom balançaram as redes pelo Massa Bruta. Kieza, Maxi Biancucchi e Souza marcaram para o time baiano, que voltou a conviver em paz com as arquibancadas após semanas de pressão, protestos e vaias.

Douglas Pires se destacou na partida. Primeiro, errou na saída de bola e cometeu pênalti. Se redimiu ao defender a cobrança de Lincom e ao impedir que o Bragantino marcasse outros gols.

Com o triunfo, o Bahia se manteve como melhor mandante da Série B. Além da invencibilidade nos jogos em casa, o Tricolor chegou aos 44 pontos e mantém a vaga no G-4 independentemente dos resultados do complemento da rodada. O Bragantino se mantém com 37, no meio da tabela de classificação.

Bahia e Bragantino terão pouco tempo para descansar e se preparar para a próxima rodada. Na terça-feira, às 19h (horário de Brasília), o Tricolor enfrenta o Ceará no Castelão. No mesmo dia e horário, o Alvinegro recebe o Macaé no Nabi Abi Chedid.

Bahia x Bragantino - frame (Foto: Reprodução)

Tricolor baiano vence de virada e se mantém entre os quatro primeiros colocados da Série B
(Foto: Reprodução)

O jogo

Ter maior posse de bola não significa criar chances de gol. E o Bahia demonstrou isso na prática. Diante de um Bragantino bem postado na defesa, a equipe tricolor foi obrigada a realizar muitos passes, a maioria com pouca objetividade. Em mais de 20 minutos, foram apensa duas chances criadas pelos mandantes. A falta de ousadia no ataque baiano, contudo, não se refletiu no goleiro Douglas Pires. Em bola recuada, ele tentou driblar no campo de defesa, entregou a bola nos pés de Lincom e cometeu pênalti. Na cobrança, Lincom bateu no meio do gol, Douglas Pires fez a defesa e conseguiu se redimir do erro.

O pênalti desperdiçado encorajou o Bragantino, que passou a atacar com mais frequência. Aos 35 minutos, após cobrança de escanteio, Gilberto abriu o placar na Arena Fonte Nova. Maxi Biancucchi desperdiçou grande chance de empatar logo em seguida, ao receber a bola na pequena área e chutar por cima do gol. O comportamento do torcedor já era de preocupação quando Kieza foi agarrado por Luan na grande área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o atacante tricolor mandou no canto, sem chances de defesa para Douglas Friedrich.

No segundo tempo, a partida ficou mais aberta. Dispostos a arriscar mais, Bahia e Bragantino partiram para o ataque. E o Tricolor foi mais eficaz. Kieza aproveitou cobrança de lateral na grande área e cruzou rasteiro para Maxi completar para o fundo das redes. Gilberto, mais uma vez de cabeça, quase empatou o jogo na sequência, mas foi impedido por uma grande defesa de Douglas Pires. Ainda houve tempo para Rômulo acertar o travessão em cobrança de falta e Rodolfo exigir novamente uma grande defesa de Douglas Pires. No fim da partida, Kieza fez jogada individual pela direita e foi derrubado na área. Novo pênalti, dessa vez convertido pelo volante Souza. Perto do fim, Luan ainda se aproveitou da frágil marcação tricolor pelo alto, marcar de cabeça e dar números finais ao confronto.

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Bahia 4 x 1 Boa Esporte

Em tons de aço, Bahia vence o Boa na Fonte e dorme na ponta da Série B

Partida realizada na Arena Fonte Nova marca a estreia do terceiro uniforme tricolor, inspirado no apelido “Esquadrão de Aço”. Time mineiro segue no Z-4 da 2ª Divisão

Aço. Material composto basicamente de ferro e carbono. Pela resistência, tornou-se apelido do Super-Homem, mascote do Bahia, que também herdou a referência e virou Esquadrão de Aço. Nesta sexta-feira, o time baiano estreou o terceiro uniforme na cor da liga metálica, e mostrou que o cinza realmente lhe cai bem. Com um primeiro tempo fulminante, o Tricolor venceu o Boa Esporte por 4 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 17ª rodada da Série B.

A partida teve atuação destacada do meia Eduardo, com duas assistências e um gol. Jailton, Kieza e Souza completaram o placar pelo Bahia, que desponta como um dos mandantes de melhor aproveitamento da Série B – sete triunfos e um empate em oito jogos. Tadeu descontou para o Boa Esporte.

O resultado coloca a equipe baiana na liderança provisória da Série B, com 31 pontos. O Bahia pode cair para a terceira posição no complemento da rodada. Para tanto, basta que Botafogo e Vitória vençam seus jogos, que serão realizados neste sábado. O Boa, por sua vez, permanece na 18ª posição, com 16 pontos, e pode ser ultrapassado pelo Mogi Mirim.

Na próxima rodada da Série B, o Bahia enfrenta o Náutico na Arena Fonte Nova, na terça-feira, às 19h (horário de Brasília). No mesmo dia, às 21h30, o Boa Esporte recebe o Macaé, em Varginha.

Kieza; Bahia; comemoração; Jailton; Fonte Nova (Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia)
Com uniforme novo, Bahia vence Boa Esporte com facilidade na Fonte Nova
(Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia)

Placar em tons de aço

O Bahia não precisou de muito tempo para mostrar ao Boa o motivo pelo qual é um dos melhores mandantes da Série B. A equipe mineira ainda se ajustava em campo quando, com três minutos, Eduardo cobrou escanteio da esquerda e Jailton apareceu no meio da área para abrir o placar na Arena Fonte Nova. O gol no início da partida deu a impressão de que o time baiano passearia em campo. O Boa, contudo, conseguiu equilibrar o jogo e criar boas chances. Desperdiçou todas e mostrou também a razão pela qual é um dos piores ataques da Segundona.

Enquanto o Boa perdia chances, o Bahia mostrava eficiência. Eduardo, mais uma vez, acertou linda assistência para Kieza, que passou entre os zagueiros do time mineiro e tocou na saída de Andrey.  No terceiro ataque, mais um gol. Yuri achou Vitor na grande área. O lateral cruzou rasteiro, Tiago Real deixou a bola passar e Eduardo tocou no canto da meta mineira. A partida se desenhava bastante tranquila para os baianos, até que, em lance de descuido da defesa, Tadeu completou de primeira e venceu Douglas Pires.

Pelo placar, era de se esperar um Bahia acomodado no segundo tempo. Mas o time de Sérgio Soares contrariou as expectativas e se manteve no ataque. Nem a saída de Eduardo, substituído por Rômulo, diminuiu o ímpeto tricolor, que ampliou o placar. Yuri costurou a zaga do Boa, teve o short rasgado por um adversário, e passou para Souza, na grande área, marcar o quarto gol. Com a goleada construída, o Bahia passou a cadenciar mais a partida. O Boa quase não conseguia chegar ao ataque com a bola trabalhada. Parecia não ter potência para superar uma equipe composta de aço.

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ABC 0 x 3 Bahia

Sem fazer esforço, Bahia goleia ABC em Natal e reaparece no G-4

Tricolor volta a vencer após três rodadas e ocupa momentaneamente a segunda posição da Série B. Alvinegro chega a nove jogos sem vitória no Frasqueirão

O Bahia não precisou fazer uma partida brilhante para reencontrar a vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. O Tricolor esteve diante de uma presa fácil no Estádio Frasqueirão, em Natal, e bateu o ABC por 3 a 0 na noite desta sexta-feira. Alexandro, Souza e Rômulo fizeram os gols da equipe do técnico Sérgio Soares, que, com o resultado, assumiu provisoriamente a segunda posição na tabela, com 28 pontos.

ABC x Bahia Comemoração Bahia (Foto: Diego Simonetti/Blog do Major)
Jogadores do Bahia comemoram gol em vitória tranquila sobre o ABC, em Natal
(Foto: Diego Simonetti/Blog do Major)

 

Do lado alvinegro, muitos protestos. Durante o jogo, faixas com “Salvem o Mais Querido”, “Fora diretoria” e “Viemos pela camisa” foram estendidas no alambrado. Além de um isqueiro arremessado no gramado, recolhido pelo árbitro Roger Goulart, uma bomba explodiu próximo ao árbitro assistente. Em nove jogos como mandante, o ABC ainda não venceu nesta Série B e fica em situação complicada, com 16 pontos, na 16ª colocação. No total, são 11 partidas oficiais sem vitória em casa.

Na próxima rodada, o Bahia recebe o Boa Esporte na Fonte Nova, na sexta-feira. O ABC joga no dia seguinte, fora de casa, contra o Mogi Mirim.

Sem fazer esforço

Apesar da pressão para conseguir a primeira vitória em casa, o ABC não demonstrou nada diferente em relação aos últimos jogos. O melhor lance, para se ter ideia, ocorreu em bobeira do zagueiro Robson, do Bahia, que quase marcou contra. O Tricolor, por sua vez, não fez muito esforço para construir o placar. O primeiro gol saiu aos 28 minutos. Eduardo cobrou falta pela direita e Alexandro subiu bem para fazer de cabeça. Depois, Souza fez boa jogada individual e chutou rasteiro, sem chances para Saulo.

Com a vantagem consolidada e melhor organizado em campo, o Bahia voltou para a segunda etapa para segurar o resultado. O ABC esboçou reação em arremate de Bismark, logo aos quatro minutos, mas Douglas Pires estava atento. Os baianos foram mais eficientes e ampliaram aos 13. Tony cruzou da direita, Alexandro desviou e Rômulo, livre, completou de cabeça. Kieza ainda perdeu a oportunidade de marcar o quarto. O time potiguar, mesmo cabisbaixo, esteve perto de diminuir com Bismark, que acertou o travessão em cobrança de falta, e Marcílio. Um rojão ainda foi atirado do lado de fora do estádio e caiu próximo ao assistente Renan Aguiar da Costa, e o árbitro Roger Goulart pediu para que o incidente fosse registrado na súmula.

ABC x Bahia (Foto: Frankie Marcone/Divulgação/ABC)
ABC foi presa fácil para o Bahia, que não precisou fazer muito esforço para golear
(Foto: Frankie Marcone/Divulgação/ABC)
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São Paulo 1 x 1 Avaí

São Paulo vacila no fim, cede empate ao Avaí e perde liderança do Brasileiro

Melhor em campo, Tricolor faz apenas um gol enquanto era superior e depois permite a reação do time catarinense. Alexandre Pato teve gol mal anulado pela arbitragem

A bola pune, diria Muricy Ramalho. Pune quem perde muitas oportunidades e permite a reação adversária, mas premia quem não desiste. Muito superior ao Avaí na partida deste domingo, no Morumbi, pela oitava rodada do Brasileirão, o São Paulo fez apenas um gol, marcado por Souza, e deu espaço para o time catarinense empatar nos minutos finais, com André Lima. O placar de 1 a 1 impede o Tricolor de voltar à liderança e acaba com sequência de 12 triunfos em casa.

Agora com 17 pontos, o São Paulo vê o Sport na liderança, um ponto à frente. O Avaí, por sua vez, com essa igualdade vai a 12 e segue em posição intermediária na tabela.

Na próxima rodada do Brasileirão, o São Paulo tem um clássico pela frente. Visita o Palmeiras, na arena do rival. O jogo está marcado para domingo, às 16h. O Avaí, por sua vez, jogo um dia antes, no sábado, às 16h, contra o Grêmio, na Ressacada, em Florianópolis.

souza são paulo gol (Foto: Marcos Ribolli)
Souza comemora o gol do São Paulo no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

O jogo

À exceção de um gol perdido pelo zagueiro Emerson, do Avaí, na cara do gol, só deu São Paulo no primeiro tempo do duelo no Morumbi. Souza teve boa chance e viu a bola passar muito perto da trave de Vagner. Ganso também teve ótima oportunidade, sem goleiro, e não marcou. E Pato teve gol mal anulado pela arbitragem – ele não estava impedido.

São Paulo x Avaí (Foto: Marcos Ribolli)
Marquinhos e Ganso disputam a bola no meio
(Foto: Marcos Ribolli)

Fora essas chances mais agudas, o Tricolor esteve o tempo todo com a maioria dos seus atletas no campo de ataque. O Avaí, por sua vez, não conseguiu espaço para explorar o contra-ataque. O 0 a 0 ao final do primeiro tempo não refletiu o que foi a partida. Por isso, o São Paulo lamentou tanto o gol de Alexandre Pato que foi anulado.

Na etapa final, o São Paulo manteve a postura ofensiva. Teve duas, três chances logo de cara e, enfim, abriu o placar aos nove minutos. Hudson fez belo cruzamento para Souza. O volante, bem posicionado, dominou no peito e tocou na saída do goleiro Vagner, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol dos donos da casa.

A vantagem acomodou o Tricolor. Melhor para o Avaí, que pressionou em busca do empate. Só que o time catarinense parou em Renan Ribeiro. O substituto de Rogério Ceni, vetado por conta de problema muscular, fez três importantes defesas em menos de cinco minutos. Só não conseguiu impedir André Lima aos 44 minutos do segundo tempo. Rafael Toloi falhou, e o atacante empatou.

Gol do Avaí comemoração (Foto: Marcos Ribolli)
Jogadores do Avaí comemoram o gol de empate na partida contra o São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
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Chapecoense 0 x 1 São Paulo

Com golaço de Souza, Tricolor vence em Chapecó e assume a liderança

Volante solta bomba de longe para garantir 1 a 0 sobre a Chapecoense e colocar o São Paulo na ponta do Brasileirão. Equipe da casa perde 100% na Arena Condá

O técnico Juan Carlos Osorio chegou ao São Paulo com a fama de entusiasta do futebol bonito. Porém, o segundo jogo dele no comando do time, neste sábado, teve pouca coisa bonita. Mas só uma delas já foi o suficiente: o golaço do volante Souza, de fora da área, que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, na Arena Condá. Mais do que isso, colocou a equipe na liderança do Brasileirão, com 16 pontos.

Foi com a bomba no ângulo do camisa 5 que o Tricolor chegou aos cinco jogos de invencibilidade no Brasileirão, sendo três vitórias seguidas. Agora, torcerá contra o Atlético-PR, que pega o Grêmio, neste domingo, para seguir no primeiro lugar. Já a Chape, que tinha 100% de aproveitamento em casa, fica com nove pontos, na nona posição.

Na próxima rodada, o Chapecoense encara o Cruzeiro, domingo, às 11h, no Mineirão. O São Paulo recebe o Avaí, também no domingo, às 16h, no Morumbi.

Souza Michel Bastos São Paulo (Foto: Márcio Cunha/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
Souza comemora com Michel Bastos o gol do São Paulo
(Foto: Márcio Cunha/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

O jogo

Se Osorio ainda não conhece totalmente o elenco do São Paulo, bastaram cinco minutos em Chapecó para o volante Souza fazer sua melhor apresentação possível até agora para o comandante: ele recebeu um pouco à frente do meio de campo, carregou e soltou a bomba. A bola entrou no ângulo, sem chances para Danilo. Com certeza o chefe aprovou.

O problema foi que, a partir daí, o Tricolor parou. E viu a Chapecoense se lançar ao ataque, em busca do empate, sobretudo com avanços pelas laterais. Porém, mesmo mais incisivo, o time da casa esbarrou na falta de qualidade técnica e pouco criou. A etapa inicial foi muito ruim. O caderninho de Osorio deve ter recebidos muitas anotações.

O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro. Os donos da casa tentaram a todo custo pressionar em busca do empate, mas pouco conseguiram criar. A grande chance foi aos 20 minutos, em toque de Edmilson, que Bruno salvou em cima da linha. De resto, muitos erros de passes e cruzamentos.

Por outro lado, o Tricolor foi pragmático. Soube se segurar e não correr grandes riscos. Se o ataque pouco criou, o setor defensivo segurou muito bem os avanços do adversário. A atuação não foi das melhores, mas o suficiente para garantir a vitória e a liderança do Brasileirão, ao menos até este domingo.

 

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Criciúma 1 x 2 São Paulo

1 x 2

32ª RODADA
ALAN KARDEC DECIDE NO FIM, E SÃO PAULO VENCE O CRICIÚMA FORA DE CASA
Atacante marca de cabeça e mantém o Tricolor na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Tigre segue na lanterna e fica mais perto da queda
O elenco do São Paulo é recheado de jogadores renomados, que estão entre os melhores do Brasil. E, neste domingo, contra o Criciúma, no Heriberto Hulse, isso fez a diferença mais uma vez. Com um gol de Alan Kardec na reta final do segundo tempo, o Tricolor venceu por 2 a 1, apesar de uma atuação sem brilho. A qualidade individual garantiu os três pontos e manteve a equipe na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Edson Silva marcou o primeiro com passe de Michel Bastos, enquanto Souza fez o dos catarinenses.

Não é exagero dizer que o Tigre foi melhor em boa parte do confronto, empurrado pela torcida e pressionado para sair da lanterna. Não adiantou. O time segue com 30 pontos, na última posição. Por outro lado, o São Paulo, eficiente em campo, continua na vice-liderança, com 59, cinco atrás do Cruzeiro, que venceu o Botafogo em casa por 2 a 0.

Na próxima rodada, o Criciúma viaja para enfrentar o Cruzeiro, no domingo, às 19h30, no Mineirão. O Tricolor também joga fora, no mesmo dia, contra o Vitória, às 17h, no Barradão.

maicon paulo baier Criciúma x São Paulo  (Foto: Getty Images)
Maicon e Paulo Baier disputam a bola durante a partida deste domingo (Foto: Getty Images)

O jogo

O Criciúma entrou em campo desesperado para escapar da lanterna. E isso ficou provado pela correria e pela pressão exercida no início do confronto, mas também pelos erros causados por esse desespero. O Tigre ficou mais com a bola, mas tropeçou na pressa e nas próprias deficiências. Aberto pela esquerda, o veloz Lucca foi o mais lúcido e levou perigo em dois chutes, defendidos por Rogério Ceni. Faltou qualidade para a equipe.

O São Paulo foi exatamente o contrário. Sofreu pressão, mas em nenhum momento se desesperou. Jogou com cautela e tranquilidade. Quando Michel Bastos trocou de lado com Ganso e jogou aberto na direita, as chances começaram a aparecer. A qualidade que faltou ao Criciúma sobrou ao Tricolor. Bastou um cruzamento perfeito de Michel, na cabeça de Edson Silva, para a equipe visitante abrir o placar, aos 36 minutos, e garantir a vantagem no intervalo. Foi a quarta assistência dele em dois jogos.

A etapa final foi parecida com a primeira, mas com uma diferença: a vontade que sobrou ao Criciúma para empatar o jogo faltou para o São Paulo definir a partida. O segundo tempo do time paulista foi extremamente apático – talvez por conta do cansaço -, enquanto o Tigre foi com tudo ao ataque. Assim, os donos da casa chegaram o empate, aos 25 minutos, quando três jogadores apareceram livres na frente de Rogério. Lucca tocou para trás, Paulo Baier dividiu com o goleiro, e Souza tocou para a rede.

No fim das contas, o que ocorreu foi uma repetição do primeiro tempo. Se não brilhou, o Tricolor contou com a qualidade individual para garantir a vitória. E ela veio com Alan Kardec, de cabeça, aos 37 minutos, aproveitando cruzamento de Ademilson. O gol que mantém a equipe viva na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. E ajuda a afundar ainda mais o lanterna Criciúma.

 

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Criciúma 3 x 1 Atlético Mineiro

3 x 1

26ª RODADA
PEGADOR, CRICIÚMA VENCE, GANHA ÂNIMO, E ATLÉTICO-MG SEGUE NO G-4
Tigre encarna o espírito de Libertadores, e torcida transforma estádio em “Bombonera” contra o Galo, que luta para voltar à competição continental
Levir Culpi comandou o Criciúma numa campanha memorável da equipe catarinense na Libertadores de 1992. Neste sábado, da área técnica do Atlético-MG, ele viu o Tigre com uma pegada similar à do time que foi quinto lugar naquela competição. Pegadores, os mandantes fizeram 3 a 1 no Galo, com direito a duas bolas na trave, e ajudaram a maior parte dos 8.468 nas arquibancadas a transformarem o Heriberto Hülse em Bombonera. Era “jogo de competição sul-americana”, como previu o técnico atleticano.

O Atlético-MG aceitou a marcação adiantada do Criciúma e foi punido com dois gols – um do do estreante Rafael Pereira e outro do centroavante Souza, ainda que tenha balançado as redes entre os dois tentos sofridos, com Carlos. Na etapa final, ainda que mais agressivo, o Galo sucumbiu à pegada tricolor. Não marcou, sofreu o terceiro, também de Souza, e ainda levou duas bolas na trave.

Com o triunfo em casa, o Criciúma ganhou ânimo e foi aos 27 pontos, mas não saiu da zona de rebaixamento, em 17º lugar. Tentará na próxima rodada, quando encontra o Coritiba, no Couto Pereira, na quarta-feira. No dia seguinte, o Atlético-MG, quarto colocado com 43 pontos, estará no Maracanã para enfrentar o Fluminense. O time mineiro tenta voltar a vencer e se consolidar no G-4.

Souza, do Criciúma, comemora gol sobre o Atlético-MG (Foto: Agência Estado)
Souza desencantou pelo Criciúma e fez dois em cima do Galo (Foto: Agência Estado)

O jogo

O Criciúma começou com agressividade, fruto da marcação no campo de ataque. Por isso, finalizou mais no primeiro tempo (9 a 5). Dois dos arremates balançaram as redes do goleiro Victor, o primeiro aos quatro, de Rafael Pereira após escanteio, e o segundo de Souza, aos 18, quando estava um pouco à frente dos marcadores, mas o impedimento não foi marcado. Gols que tiveram a participação decisiva do meia Cleber Santana. Mas o Galo até soube fazer uso da maior posse de bola, porque chegou a empatar, aos 13, com Carlos.

Estudar e especular, somente na segunda metade da etapa inicial, com o time mineiro numa aparente tranquilidade apesar de estar atrás no placar. Frieza que refletiu em displicência de Dátolo, que perdeu uma chance clara de empate no finalzinho, com a baliza protegida apenas por defensores do rival. O Atlético-MG voltou ao segundo tempo sem mudanças, mas reclamou da arbitragem. No lance do primeiro gol sofrido, os atleticanos apontaram que não houve escanteio. O Tigre não alterou nem a escalação, nem a proposta.

O Galo jogou mais em cima e deu oportunidade aos mandantes de tentar ampliar. Tanto que, antes do 10º minuto da etapa final, o Tigre colocou uma bola na trave. Souza não marcou, mas fez a torcida cantar junto, e o Heriberto Hülse parecia a Bombonera. A equipe encarnou o espírito de Libertadores e, na luta, chegou ao terceiro gol, o segundo de Souza. Expostos, os atleticanos tomaram outro balão no poste de Victor, aos 23. Não entrou, mas esfriou o Atlético-MG, que perseguiu sem tanta gana uma reação que não ocorreu e parou nas mãos do goleiro Bruno.

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Chapecoense 1 x 1 Criciúma

1 x 1

25ª RODADA
EM REENCONTRO DE DAL POZZO, CHAPE E CRICIÚMA EMPATAM EM JOGO TRUNCADO
Duelo entre catarinenses termina empatado em 1 a 1. Técnico do Tigre, responsável por levar o Verdão do Oeste à elite, é recebido com aplausos

A troca de gentilezas marcou o reencontro de Gilmar Dal Pozzo com a Chapecoense na Arena Condá, em partida contra o Criciúma. O técnico responsável pela ascensão do time à elite do futebol nacional foi recebido com aplausos da torcida. Ele retirbuiu, com gestos de agradecimento. Antes de a bola rolar, alguns jogadores do Verdão foram à casamata contrária abraçar o comandante, que deixou a equipe de Chapecó em maio. O duelo, na maior parte, foi truncado. Teve muitas faltas, forte marcação e terminou 1 a 1 na noite deste sábado.

Na partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, os mandantes começaram melhor, e Leandro abriu o placar no primeiro tempo. Só que o Tigre se recuperou na etapa final. Graças ao gol de cabeça de Souza, o placar ficou igual. Em confronto direto pela permanência na Série A, o empate não foi o resultado esperado por nenhum dos clubes.

Com o placar, a Chapecoense chegou a 28 pontos e, no momento, ocupa a 14ª posição da tabela. O Criciúma alcançou os 24 pontos e é o penúltimo colocado na competição. O Verdão do Oeste tem mais um confronto direto contra o rebaixamento. O time volta a campo nesta quinta-feira para enfrentar o Palmeiras no Pacaembu. Jogo está marcado para as 19h30. Já o Criciúma recebe o Atlético-MG no próximo sábado, às 21h, no Heriberto Hülse.

serginho fabinho alves criciuma x chapecoense (Foto: Getty Images)
Jogo na Arena Condá foi muito disputado e travado (Foto: Getty Images)

Chape abre no 1º tempo, e Tigre iguala no 2º

Como era esperado, o jogo iniciou truncado, com o meio-campo povoado pelos dois times. Apesar da forte marcação, a Chapecoense tomou a iniciativa da partida e contou com Camilo inspirado para articular as jogadas ofensivas. Já o Criciúma teve maior posse de bola, mas encontrou dificuldade para chegar ao ataque. A maioria das tentativas foi pelo alto, sem perigo à defesa do time da casa.

Aos 23, os mandantes abriram o placar após uma bela articulação do ataque. Bruno Silva encontrou Rodrigo Biro livre na esquerda, que levantou a bola na área. Daí o atacante Leandro marcou um golaço. Ele matou no peito e chutou com categoria, sem chance para o goleiro Bruno. O verdão do Oeste passou a jogar com mais tranquilidade e teve boas chances de ampliar no primeiro tempo, enquanto o adversário teve apenas uma oportunidade em falta cobrada por Lucca. No final, Bruno Silva e Zé Carlos trocaram agressões e foram expulsos da partida.

O oponente voltou diferente para o segundo tempo. Souza entrou no lugar de Rafael Costa, e Eduardo ganhou a vaga de Luis Felipe. As mexidas de Dal Pozzo deram certo. O Tricolor pressionou desde o primeiro minuto da etapa final, enquanto a Chape perdeu o domínio no meio. Com a nova configuração da partida, não demorou para o visitante igualar o escore. Na marca de oito minutos, Rodrigo Souza alçou do fundo do campo, e Souza conseguiu colocar a cabeça na bola, que bateu no chão e traiu Danilo.

O Verdão se arrumou em campo com a entrada do volante Wanderson. O técnico Jorginho fechou o meio e estancou o principal problema do time. O confronto voltou a ficar parelho, com a Chape pressionando no final. Mas foi graças à trave que o time do oeste catarinense não saiu derrotado de casa. No último lance, Souza recebeu lançamento, tirou o goleiro Danilo e acertou o poste. Grolli chegou em seguida e deu um chutão para longe. Após o apito final do árbitro, uma tímida vaia foi ensaiada pela torcida chapecoense da arquibancada.

 

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