Minas tem mais de 75 UPAs e postos médicos prontos, mas fechados ao público

Principais portas para o Sistema Único de Saúde (SUS), 67 unidades básicas (UBS) voltadas para consultas e procedimentos de baixa complexidade e nove pronto-atendimentos (UPA) que deveriam prestar socorro imediato ao usuário estão com as obras concluídas, mas não têm previsão de inauguração em diferentes cidades mineiras. O levantamento é do Ministério da Saúde.

O problema ocorre em todas as regiões. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), há UPAs prontas e fechadas em Iturama, Muriaé, João Pinheiro, São Lourenço, Itabira, Abaeté, Diamantina, Barbacena, Leopoldina e Três Corações – uma unidade a mais do que o informado pelo ministério.

Em alguns locais, a espera pela aquisição de equipamentos e mobiliário é o maior entrave para o início dos atendimentos. Em outros, o espaço está sendo usado para finalidades diferentes, como centro de atendimento psicossocial ou policlínica.

No dia a dia, UPAs recebem, na maior parte dos casos, recursos das três esferas governamentais: municipal, estadual e federal. No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, “é responsabilidade da gestão local realizar as obras e, posteriormente, colocar a unidade em funcionamento”.

Crédito: Lucas Prates – Hoje em Dia

Crédito: Lucas Prates - Hoje em Dia

CONTRATO INTERROMPIDO – Após empresa responsável por obras da UPA Norte, em BH, pedir o distrato, a prefeitura irá realizar nova licitação no segundo semestre para concluir a unidade

Morosidade

O atraso na conclusão de algumas obras também é motivo para aumentar a espera da população. Em Belo Horizonte, a UPA Norte I, construída na avenida Risoleta Neves, no bairro Aarão Reis, tinha previsão de entrega para o primeiro semestre de 2016.

Orçada em R$ 7,9 milhões, segundo informações da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a unidade não foi colocada em funcionamento até o momento.

Segundo o órgão, os serviços de execução da UPA Norte I estão temporariamente paralisados porque a empresa responsável pelas obras solicitou desfazer o contrato. “Será realizado novo processo licitatório para concluir os serviços. A previsão é que nova licitação ocorra no segundo semestre de 2017”, informou a Sudecap, em nota.

Em Betim, na Grande BH, a situação se repete. Por lá, a UPA Norte chegou a ser inaugurada em 2012, mas nunca prestou atendimento à população pelo fato de o projeto estar “incompleto, inadequado e não compatível com as demandas de atendimento da unidade”, segundo informações da Secretaria de Saúde do município.

Crédito: Lucas Prates – Hoje em Dia

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Em Betim, a UPA Norte, no bairro Bom Retiro, foi inaugurada há cinco anos, mas nunca prestou atendimento à população; de acordo com a prefeitura, projeto está incompleto, inadequado e incompatível com a demanda

Site Minas de Verdade

Equipamento ajudará no tratamento contra câncer

 

 

O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi beneficiado com um acelerador linear, utilizado no serviço de radioterapia no tratamento de pacientes com câncer. O equipamento começa a funcionar a partir do próximo ano e atenderá a todas as faixas etárias.

Acelerador funcionará a partir do próximo ano no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) da UFC

O benefício chega através do Plano de Expansão da Radioterapia, do Ministério da Saúde, que em 2012, prometeu investir R$ 505 milhões para compra de 80 aceleradores lineares e em obras de ampliação e criação de serviços em unidades que não dispõem desses equipamentos.

O instrumento custa cerca de R$ 1,3 milhão, mas o hospital deve receber, ainda, investimentos para instalação e infraestrutura. Com o acelerador, o HUWC, será o primeiro Centro de Alta Complexidade Oncológica (Cacon) 100% público no Ceará, com novos serviços voltados para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Estado conta com dois Cacons, o do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), na Capital, e o Hospital da Santa Casa de Misericórdia, no Interior, em Sobral. No entanto, estes dois centros também atendem a pacientes da rede privada.

Para o superintendente do HUWC, Florentino Cardoso, o instrumento ainda não supre a demanda de pacientes no Ceará, mas vai auxiliar bastante a diminuir a fila de espera.

 

Diário do Nordeste-Cidade-02/07/2013