Real Madrid transforma rotina de vitórias em títulos

Real Madrid players celebrate with the trophy

Os rasgados elogios dos seis rivais antes do início da Copa do Mundo de Clubes da FIFA representavam mais do que um sinal de respeito ao Real Madrid; eram, sobretudo, uma espécie de prenúncio do que estava para acontecer no Marrocos. Em campo, o grande favorito cumpriu as expectativas e conquistou o título mundial – o quarto no ano mais prolífico de sua história – sem dar chances àqueles que passaram por seu caminho. Exatamente da forma com a qual acostumou o mundo nos últimos meses.

Se já reinava absoluto na Europa após faturar a décima Liga dos Campeões em maio, a atual série de 22 vitórias consecutivas – a última delas na final contra o San Lorenzo (2 a 0) –, colocou a equipe de Carlo Ancelotti em outro patamar. O Real, que havia perdido em 2000 a oportunidade de levar esta mesma taça para o Santiago Bernabéu, agora poderá exibi-la com orgulho em sua galeria.

“Encerramos o ano bem, e 2014 será inesquecível. Estou orgulhoso do que realizamos e contente com as nossas atuações. Para mim, o Real é a melhor equipe do mundo”, exaltou Ancelotti, agora bicampeão mundial (venceu em 2007 com o Milan), mas sem deixar de pensar no futuro. “Trabalho com um grupo muito eficiente, sério e concentrado e isso me enche de orgulho. Estarei contente se repetirmos este ano.”

E quem duvida que isso seja possível? Com um elenco brilhante e versátil, o clube provou sua força até mesmo quando seu maior astro não balançou as redes. Principal artilheiro merengue na temporada, Cristiano Ronaldo passou em branco nas partidas contra Cruz Azul (4 a 0) e Ciclón, mas não deixou de dar seu show. E como prova da versatilidade, um dos que assumiram a responsabilidade de marcar foi exatamente um zagueiro.

Méritos e marcas
Tanto na semi como na decisão, Sergio Ramos abriu o caminho das vitórias graças à impressionante impulsão e colocação na área adversária – exatamente como havia feito ao empatar de forma dramática a final da Liga dos Campeões contra o Atlético de Madri. E a Bola de Ouro adidas recebida ao final veio como prêmio acumulado pelos excelentes serviços prestado do defensor-artilheiro.

“O ano foi memorável e fico feliz por ter contribuído com gols em partidas importantes. Foi meu melhor momento em nível pessoal e profissional”, garantiu Ramos. “Não posso pedir muito mais na vida, mas amanhã pensarei em seguir vencendo. Temos consciência que esta equipe pode seguir fazendo coisas importantes.”

Em termos de marcas, além do Real – que se igualou ao Milan como maior vencedor de Mundiais e da Copa Intercontinental, com quatro taças –, membros do elenco também tinham motivos para comemorar em dobro: Iker Casillas, único remanescente da campanha frustrada de 2000, se redimiu; Toni Kroos, leão do meio de campo e autor dos passes decisivos para Ramos, subiu ao topo do mundo pela terceira vez em um ano; Cristiano Ronaldo, herói do Manchester United na conquista no Japão 2008, tornou-se um dos raros bicampeões por times diferentes. E os feitos incríveis deste elenco não devem parar por aí.

Sem surpresas?
A grande fase do Real culminou com a conquista no Marrocos. E esta taça confirmou a recente hegemonia dos europeus. Foi o sétimo título em 11 edições dos representantes da UEFA, que pela terceira vez derrotaram um time argentino na final. O San Lorenzo dos milagres da Libertadores, da superação na semifinal contra o modesto Auckland City (vitória por 2 a 1 na prorrogação), não se esquivou da lógica na decisão, apesar de mostrar valentia diante de um rival que ele próprio qualificara antes como “o melhor do mundo”. “Sabíamos que era um jogo muito difícil, mas não ficamos longe. Foram duas bobeadas nossas e, contra esse tipo de times e de jogadores, não se pode descuidar”, lamentou Leandro Romagnoli.

Se o Real cumpriu com tranquilidade o favoritismo, o Mundial marroquino ao menos reservou surpresas e ótimas histórias. A melhor delas, claro, veio com os neozelandeses do Auckland City, que, após inúmeras participações frustradas no Mundial, enfim marcou seu nome na história. Com incrível evolução em relação a anos anteriores, a equipe semiprofissional liderada pelo catalão Ramon Tribulietx superou Moghreb Tétouan e ES Sétif com maestria, mostrou organização e ótimo toque de bola contra o San Lorenzo e fechou a campanha com uma improvável terceira colocação após superar o Cruz Azul nos pênaltis.

Melhor ainda, provou que nada havia sido obra do acaso. “Estou orgulhosíssimo do que conseguimos. Não perdemos nenhuma partida e merecemos este terceiro lugar porque fomos fantásticos do começo ao fim. Estes jogadores são os verdadeiros campeões morais”, destacou Tribulietx. O impacto desta revolução tática em um país acostumado a um jogo mais vertical foram visíveis: o Auckland virou sensação no mundo e promete ter uma recepção sem precedentes na volta para casa. E que, a partir de agora, ninguém mais possa os chamar de zebra em possíveis futuras participações no torneio…

Momentos para a história
Para o Cruz Azul, porém, a sensação era de “vergonha” pelo quarto lugar, como Christian Giménez definiu. A equipe mexicana até havia começado bem o torneio, mas não evitou outra campanha frustrante de representantes mexicanos. Por outro lado, foi protagonista de uma das cenas marcantes exatamente durante sua única vitória, sobre o Western Sydney Wanderers. Debaixo de chuva torrencial, Hugo Pavone, autor do gol da virada na prorrogação, não titubeou ao dar um empolgado mergulho de peito em uma das poças do encharcado campo em Rabat. “Foi como quando era criança. Quando chovia, a comemoração mais bonita era fazendo assim, se atirando nas poças.”

A alegria do atacante foi inversamente proporcional à decepção do Wanderers. Depois de viver um conto de fadas em 2014 com o título da Liga dos Campeões da Ásia, a jovem equipe australiana deixou o Mundial com duas derrotas, apesar dos dois lindos gols na decisão do quinto lugar: um de Romeo Castelen e outro de Vitor Saba, em cobrança de falta que lembrou a de Ronaldinho na edição de 2013. Não por acaso: o brasileiro, ex-jogador do Flamengo, passou bons seis meses vendo o ex-camisa 10 treinando esse tipo de lance no Rio de Janeiro. “Deu para aprender um pouco”, brincou.

Neste mesmo jogo, o ES Sétif deu uma das poucas alegrias aos torcedores africanos ao ficar com a quinta colocação. Abdelmalik Ziaya ainda balançou as redes em bonito sem-pulo, enquanto o goleiro Sofiane Khediairia saiu como herói na decisão por pênaltis. Ao contrário de 2013, quando o Raja Casablanca causou furor na campanha do vice-campeonato, em 2014 os representantes do continente não tiveram com o que comemorar. Ou melhor, tiveram, sim.

Se o Moghreb Tétouan não chegou a empolgar, as arquibancadas em Marrakech se pintaram de branco e adotaram o Real Madrid como novo time local. “O apoio que recebemos foi uma agradável surpresa para mim. Nós nos sentimos em casa.” Carlo Ancelotti e seus jogadores só tiveram, então, uma preocupação: retribuir o carinho com título e espetáculo. Algo que virou rotina para esta máquina de vencer merengue.

Números do torneio
Equipes:
7
Quando:
de 10 a 20 de dezembro de 2014
Final: Real Madrid 2 x 0 San Lorenzo
Partidas: 8
Gols: 20 (média de 2,5 por jogo)
Público total: 228.021 (média de 28.503)

 

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Real Madrid campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Marrocos 2014

Sergio Ramos of Real Madrid celebrates

O Real Madrid confirmou seu favoritismo neste sábado, derrotou o San Lorenzo por 2 a 0 e tornou-se campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Marrocos 2014. Um título que jamais esteve em dúvida ou ameaçado. Após dominar e golear o Cruz Azul por 4 a 0 nas semifinais, o clube merengue voltou a ser absoluto na decisão. Com mais de 60% de posse de bola durante os noventa minutos, o Real Madrid saiu na frente com um gol de Sergio Ramos no primeiro tempo e viu Gareth Bale aumentar a vantagem no início da segunda etapa.

A vitória deste sábado foi o 22º consecutivo do clube espanhol, que encerra um dos anos mais bem sucedidos de sua história. Com quatro títulos (UEFA Champions League, Supercopa da Europa, Copa do Rei e Mundial de Clubes), superou os feitos de 1989 e 2002 e se igualou ao Milan como o maior vencedor de Mundiais e Copas Intercontinentais, com 4.

O técnico Carlo Ancelotti faturou novamente o torneio após sete anos, e Toni Kroos conquistou seu terceiro título mundial em um ano (venceu o Mundial de 2013 com o Bayern de Munique e a Copa do Mundo da FIFA com a seleção da Alemanha).

O primeiro tempo foi de poucas emoções. Com a marcação forte do San Lorenzo, que congestionou sua intermediária, e o Real Madrid não disposto a correr riscos. houve poucas chances de gol. O clube espanhol chegou com Cristiano Ronaldo, cobrando falta aos cinco minutos, e com Benzema, chutando de fora da área aos 28. Em ambos lances, o goleiro Sebastian Torrico fez defesas sem grande dificuldade. O Real também levou perigo aos 36, quando Karim Benzema partiu em velocidade no contra-ataque. O francês tocou para Gareth Bale na esquerda, e o galês cruzou, mas viu a bola desviar na zaga. O lance foi recompensado no minuto seguinte, quando Toni Kroos cobrou escanteio. Sergio Ramos subiu no meio da zaga e cabeceou sem defesa para Torrico: 1 a 0. Após o gol o San Lorenzo soltou-se mais, ainda que sem levar perigo à meta de Iker Casillas.

A volta dos vestiários foi dura para os sul-americanos. Logo aos seis minutos, com Cristiano Ronaldo bem marcado na área, Kroos tocou para Isco, que achou Bale livre. O camisa 11 chutou na direção de Torrico, e a bola passou por baixo do goleiro, que não conseguiu segurar. Mesmo vencendo por 2 a 0, o Real não se acomodou e seguiu dominando as ações e criando um par de chances de gol. A única oprtunidade do San Lorenzo só surgiu aos, quando Enzo Kalinski teve liberdade para chutar da entrada da área. O meia finalizou com força, mas Casillas se esticou e espalmou.

 

FIFA.COM

CRUZ AZUL FUTBOL CLUB 0 x 4 REAL MADRID

Sergio Ramos of Real Madrid celebrates after scoring

A torcida marroquina preparou uma enorme festa em Marrakech para receber o Real Madrid, e os merengues retribuíram da melhor maneira possível: com vitória e show. Com mais outra atuação de gala, a equipe não tomou conhecimento do Cruz Azul, goleou por 4 a 0 e, além de aumentar sua espetacular série de vitórias consecutivas para 21, alcançou de quebra a inédita final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. No sábado, buscará um dos poucos títulos que ainda não tem – e que lhe escapou em 2000, na primeira edição do Mundial – contra o vencedor de San Lorenzo e Auckland City.

E, pelo que mostrou logo na primeira aparição no Marrocos, será difícil alguém parar a máquina de Carlo Ancelotti. Até mesmo em um dia em que Cristiano Ronaldo não marcou, tudo funcionou à perfeição. Jogando com extrema tranquilidade – e seriedade –, o atual campeão europeu decidiu a classificação ainda na primeira etapa. Justamente o período em que o Cruz Azul até se arriscou mais no ataque.

Com controle total e mais de 60% da posse de bola, Ronaldo quase marcou no primeiro lance, mas José Corona fez milagre na defesa. E, se os mexicanos até assustaram em dois cruzamentos perigosos da direita, foram mesmo os espanhóis que chegaram ao gol: primeiro com Sergio Ramos subindo mais que a zaga em cobrança de falta perfeita de Toni Kroos e, no final da etapa, com Karim Benzema completando bela jogada de Carvajal.

Outro golpe duro para o valente Cruz Azul veio no pênalti sofrido por Pavone, que Gerardo Torrado – que havia marcado duas vezes contra o Western Sydney Wanderers – cobrou para grande defesa de Iker Casillas. Na volta do intervalo, a vitória se transformou em goleada em um lance até simples, mas que resume este Real avassalador: após rápida tabela com Benzema, Ronaldo só precisou levantar a cabeça pela esquerda e cruzar na medida para Gareth Bale marcar o terceiro.

Estava tudo definido, e Ronaldo resolveu dar seu show: tentou de bicicleta, de chaleira, em cobrança de falta, mas foi decisivo passando para seus companheiros. Isco agradeceu marcando o quarto, um golaço. E ficou por isso mesmo. Este Real que vem fazendo história agora só precisa de mais uma vitória – a mais importante desta série que pode chegar a 22 – para garantir seu lugar no topo do mundo.

 

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Spain announce World Cup squad

Jesus Navas and Alvaro Negredo were the big omissions from Spain's 23-man World Cup squad.

Jesus Navas and Alvaro Negredo were the big omissions from Spain’s 23-man World Cup squad.

 

Australia’s World Cup opponents Spain have announced their 23-man World Cup squad with Diego Costa making the cut while Fernando Llorente, Jesus Navas and Alvaro Negredo have all been omitted.

Costa converted from a Brazil international to la Roja earlier this season and had a stunning season with Atletico Madrid, starring as they won La Liga. However, the 25-year-old has been a major fitness worry throughout the last few weeks, with a recurring hamstring problem limiting his participation in the final league match and the Champions League final.

While Costa has been picked to help Spain defend their crown in South America this summer, Juventus forward Fernando Llorente and Manchester City striker Alvaro Negredo miss out.

Fernando Torres might not have had the best campaign at Chelsea but his performance against Bolivia on Friday may have helped sway Del Bosque as he will be part of the 23-man squad.

Atletico Madrid midfielder Koke, linked with Barcelona, is one of the relatively new faces in the Spain ranks, supported by veterans like Xavi, Andres Iniesta, David Villa and Gerard Pique.

Manchester City’s Jesus Navas will be disappointed to have been considered disposable, though the likes of Juanfran Torres and Cesar Azpilicueta will be delighted to be chosen.

Spain face Netherlands, Chile and Australia as they bid to defend the World Cup title they won four years ago in South Africa.

Goalkeepers : Iker Casillas, Pepe Reina, David de Gea

Defenders : Sergio Ramos, Gerard Pique, Raul Albiol, Javi Martinez, Jordi Alba, Cesar Azpilicueta, Juanfran Torres

Midfielders : Koke, Xavi, Xabi Alonso, Andres Iniesta, Sergio Busquets, Cesc Fabregas, Santi Cazorla, Pedro Rodriguez, Juan Mata, David Silva

Strikers : Fernando Torres, David Villa, Diego Costa

 

Source : Football Federation Australia

Tom Barros comenta Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madrid

Champion Ligue

O Atlético de Madrid recuou demais e aceitou a pressão do Real, até sofrer o gol de empate já nos acréscimos. Mas não vi motivo para o árbitro ter dado os cinco minutos a mais. Não houve paralisações para justificar tal exagero. Minha conclusão: os times maiores sempre contam com simpatias e favores da arbitragem. É no mundo todo…

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 27.05.2014

Bayern München 0 x 4 Real Madrid

Craque marca duas vezes, chega a 16 gols em 10 jogos e se torna maior artilheiro
em uma só edição do torneio. Merengues goleiam bávaros por 4 a 0 em Munique .

Não foi fácil, mas o Real Madrid fez parecer ser. Com um baile tático e físico, o time espanhol, de Cristiano Ronaldo e companhia, mostrou frieza diante do “inferno” prometido pelo adversário e fez o Bayern de Munique comer poeira. Os comandados de Guardiola foram inferiores durante toda a partida, e não conseguiram frear os merengues, que aplicaram uma histórica goleada por 4 a 0, na Allianz Arena, e vão à final da Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez após 12 anos, em busca do sonhado décimo título da competição .

O clima de inferno, prometido pela torcida e diretoria do Bayern, estava lá, desde o começo. Foram 67.500 vozes gritando a plenos pulmões para apoiar o time alemão. Mas foram necessários apenas 19 minutos para três homens aparecerem com um gigantesco balde de água fria, apagarem o fogo e calarem o estádio. 

Os três algozes do Bayern foram Sergio Ramos, que marcou de cabeça os dois primeiros gols da partida e se vingou do goleiro Neuer, após ter sido zombado pelo alemão, quando perdeu um pênalti na eliminação de dois anos trás; o técnico Carlo Ancelotti, destruidor no duelo tático com Guardiola; e, claro, Cristiano Ronaldo.

O português fechou a goleada: no primeiro tempo, marcou em rápido contra-ataque e celebrou mais um recorde em sua carreira com a alegria de uma criança que acabava de ganhar um presente que buscava há muito tempo. Dançando com as mãos espalmadas e movendo uma delas, para somar 15, Ronaldo gritou ao mundo que é o maior artilheiro da história em uma só edição da Liga dos Campeões, superando o rival argentino Messi, do Barcelona, e o brasileiro Mazzola, autores de 14. Aos 44 minutos da etapa final, brilhou de novo e aumentou a marca: em uma cobrança de falta genial, bateu por baixo da barreira, à la Ronaldinho Gaúcho e definiu a goleada. São 16 gols em 10 jogos nesta temporada da Champions.

Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)
Alegria de criança: Cristiano Ronaldo comemora seu recorde (Foto: AFP)

A atuação do Bayern de Munique foi constrangedora. O atual campeão da Liga foi um time inofensivo e apagado durante quase todo o jogo. Guardiola não conseguiu fazer os ajustes necessários para tornar seu time mais agressivo que na partida de ida.

Do outro lado, Ancelotti melhorou sua equipe, que desta vez não foi submissa. Taticamente, continuou explorando somente os contra-ataques, mas melhorou a marcação. Mérito do italiano, que soube usar a principal característica de Guardiola contra o espanhol. O Real Madrid marcou só no ataque e na defesa e deu todo espaço do mundo ao meio do Bayern. Dali, não saiu nada, porque o time pouco chuta de fora da área, e assim ficou mais fácil ao Madrid reduzir os espaços mais perto do gol.

Nesta quarta-feira, o Real conhece seu adversário do dia 24 de maio, quando será disputada a final da Liga dos Campeões, em Lisboa. Chelsea e Atlético de Madrid se enfrentam no estádio Stamford Bridge, na Inglaterra, a partir de 15h45 (de Brasília), para definir quem será o segundo finalista – o GloboEsporte.com transmite em Tempo Real. A primeira partida entre os dois times terminou empatada em 0 a 0.

Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)
Bayern desolado: time alemão não conseguiu reagir contra o Real Madrid (Foto: Reuters)

REAL MADRID DECIDE EM 19 MINUTOS

Real Madrid mostrou desde o começou que seria necessário muito mais do que somente barulho para fazer o time espanhol se intimidar. O Bayern, que precisava ser mais agressivo e objetivo, não conseguiu nada disso e não ameaçou o gol de Casillas nos primeiros minutos. Pelo contrário, levou sufoco. Bale quase fez um golaço de longe após saída infantil de Neuer da área, que tentou afastar a bola e tirou mal de cabeça, jogando nos pés do galês na intermediária.

O clima da semifinal esquentou ainda mais quando Ribéry dividiu bola no ataque com Carvajal, pediu falta, não ganhou, e peitou o português Pepe. O bate-boca foi rápido, mas o suficiente para incendiar as arquibancadas, que gritavam o nome do francês. A raiva de Ribéry, pedida por Guardiola na véspera do jogo, estava ali, mas foi canalizada do jeito errado. Sobrou para Carvajal, vítima de um tapa do melhor jogador da Europa na temporada passada, eleito pela Uefa. Enquanto isso, o Real Madrid continuava mandando no jogo. Com muito espaço, o ataque merengue conseguiu se sobressair. Di Maria quase abriu o placar aos 12, mas chutou por cima do gol.

Sérgio Ramos Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)
“Estou aqui”: Sergio Ramos comemora um de seus gols e prova
que não só de Cristiano Ronaldo vive o Real Madrid (Foto: AFP)

Foi em um contra-ataque de pura imaturidade da zaga do Bayern que o Real Madrid conseguiu abrir o placar. Ronaldo deu de calcanhar para Di Maria, que inverteu o jogo para Benzema, e deixou a defesa adversária perdida. O francês conseguiu dominar e dar mais um toque na bola antes de Dante aparecer para cortar para escanteio. Na cobrança de Modric, Sergio Ramos saltou alto para cabecear sozinho e com força, para o fundo das redes.

O mesmo Sergio Ramos fez o segundo gol e, com apenas 19 minutos de jogo, despejou um balde de água fria gigante em todo o estádio, capaz de apagar o fogo no ‘inferno’. O zagueiro decretou o silêncio quando cabeceou mais uma para o fundo das redes, após cobrança de falta de Di Maria pela direita.

E o Bayern? Depois de um começo ruim, os dois gols enfraqueceram ainda mais o time. Seriam necessários, no mínimo, quatro gols para avançar à final. Mas a raiva e a vontade não foram transformadas em futebol. Os bávaros não criaram uma chance relevante de gol na primeira etapa. Absolutamente nada capaz de assustar o adversário. Impressionante para um time dono da força que tem, e jogando em casa. Mais uma vez, foram só passes de lado, cruzamentos mal feitos e tentativas de dribles frustradas.

O terceiro gol do Real Madrid foi uma aula de contra-ataque, que Guardiola assistiu sentado no banco de reservas. O semblante do técnico era de quem parecia não acreditar quando, aos 33 minutos, mais uma vez, os atacantes do Real Madrid fizeram os defensores do Bayern comerem  poeira, e Bale só rolou para Cristiano Ronaldo, na cara de Neuer, marcar seu 15º gol nesta Liga dos Campeões, tornando-se o maior artilheiro da história em uma só edição da competição.

Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)
Cristiano Ronaldo bate rasteiro na saída de Neuer para quebrar mais um recorde na carreira (Foto: AFP)

BAYERN NÃO REAGE, E CR7 FECHA O CAIXÃO

O Bayern melhorou no segundo tempo. Muito também porque o próprio Real, que já tinha 4 a 0 no placar agregado, naturalmente, relaxou um pouco. Mesmo assim, não foi o suficiente para fazer um gol de honra sequer. Os alemães não souberam aproveitar as poucas chances que criaram.

Guardiola Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)
Sem reação: de cabeça baixa, Guardiola pensa em alternativas contra o Real Madrid (Foto: AFP)

A troca do centroavante Mandzukic pelo volante Javi Martinez deixou a equipe mais solta. Logo aos sete minutos, Alaba teve uma boa oportunidade, quando chutou de dentro da área do Real, mas a bola foi desviada pela zaga para escanteio. Era necessário para o Bayern balançar a rede logo, afinal, se já não é fácil fazer cinco gols em 45 minutos em uma semifinal de Champions, diante de um time aplicado como o Real, a missão era quase impossível.

Robben teve sua chance de abrir o placar, aos 12 minutos. O chute do holandês, plasticamente perfeito, com curva impecável, até pareceu que iria morrer dentro do gol, mas a bola foi para fora, para lamento dos torcedores que voltavam a gritar na Allianz Arena. Ribéry, outro de quem se esperava muito, não foi feliz na noite desta terça-feira. O francês só apareceu bem na partida uma vez, quando driblou dois na entrada da área, avançou e chutou fraco.

Götze substituiu Ribéry e quase fez o gol de honra aos 20 minutos, na primeira infiltração dentro da área com sucesso em troca de passes. Mas chutou por cima. Os torcedores começaram a desistir do Bayern e deixar o estádio aos 35 minutos. Estes devem ter ficados agradecidos por não precisarem assistir a mais um momento de gênio de Cristiano Ronaldo, quando o português cobrou falta por baixo da barreira, no canto de Neuer, marcou seu 16º gol e fechou o placar em 4 a 0.

Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)
Cristiano Ronaldo bate rasteiro, engana barreira e decreta goleada do Real Madrid (Foto: Reuters)
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Espanha derrota Itália nas grandes penalidades

Na final, mas por outro caminho

© Getty Images

O costumeiro futebol envolvente e com muitos toques de bola não foi tão eficiente nesta quinta-feira, e a Espanha precisou de mais para superar uma perigosa Itália. A Fúria, então, tentou jogadas aéreas. Não deu certo. Pela primeira vez na história da Copa das Confederações da FIFA, um 0 a 0 levou à decisão por pênaltis. E o brilho habitual, que faltou nos 120 minutos, apareceu nos penais. Uma por uma, a Fúria converteu sete cobranças. Quando o italiano Leonardo Bonucci chutou por cima do gol de Iker Casillas, bastava um gol para conquistar a vaga na final. Jesús Navas não vacilou, estabeleceu o placar final em 7 a 6, e fez o check-in da Espanha rumo ao Rio de Janeiro.

 

A final contra a Seleção Brasileira está marcada para as 19h locais, no Maracanã. Um pouco mais cedo, às 13h, a Itália encara o Uruguai na disputa pelo terceiro lugar, na Fonte Nova, em Salvador.

 

A tônica do primeiro tempo ficou clara no comecinho. No segundo minuto, a Espanha fez ótima triangulação no ataque até que Pedro chutou com perigo. A Itália, por sua vez, apostava em contra-ataques e boas jogadas pelas laterais. A Azzurra assustou a meta de Casillas um punhado de vezes na etapa, com boas chegadas de Christian MaggioDaniele de Rossi e Claudio Marchisio. A Espanha, como de costume, passava mais tempo com a bola nos pés, mas não chegava tão perto do gol. O 0 a 0 se manteve graças a boas defesas do arqueiro espanhol.

A segunda etapa mostrou papéis quase invertidos. A Fúria jogava mais preocupada com os avanços italianos e adotando uma postura mais cautelosa. A Azzurra já não conseguia mais levar tanto perigo a Casillas, mas compensava controlando a posse de bola. Os melhores lances, que não foram muitos, vieram dos pés de Andres IniestaJesus Navas e Gerad Pique, mas Gianluigi Buffon foi perfeito quando exigido. Do outro lado, a defesa espanhola também prevaleceu, e o placar não foi alterado ao fim do tempo regulamentar.

Na prorrogação, a Espanha investiu em jogadas aéreas com avanços de Piqué e a entrada de Javi Martinez, e a Itália seguia investindo nas laterais. O gol quase saiu com um chute de Xavi, de fora da área, que Buffon espalmou meio desajeitado, fazendo o suficiente para que a bola tocasse na trave esquerda antes de sair. Mais perigosa no fim, a Fúria insistiu e insistiu, mas não furou a defesa da Azurra. A decisão só viria mesmo nos pênaltis.

Nas primeira cinco cobranças, as duas equipes foram perfeitas. Antonio Candreva abriu a série enganando Casillas e usando uma cavadinha. Em seguida, XaviAlberto AquilaniIniesta, De Rossi, Piqué, Sebastian GiovincoSergio Ramos, Pirlo e Mata fizeram os seus pênaltis. Na série alterada,Riccardo Montolivo e Sergio Busquets também marcaram. Foi aí que Bonucci chutou alto, por cima do travessão. Navas cobrou e deu início à festa espanhola.

 

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