CBF traça plano para colocar seu canal na TV paga

Quinn Rooney/Getty Images

Existe um projeto em desenvolvimento na CBF, a pedido do seu presidente, Marco Polo Del Nero, que visa, para muito breve, colocar a TV CBF num canal da TV fechada.

Uma emissora destinada a cobrir os eventos que se relacionem à entidade, entre boletins de suas atividades e transmissões de jogos das suas várias seleções, também em condições de resolver impasses, como os que recentemente existiram para a transmissão dos amistosos da seleção principal.

Mas, tudo ainda no confidencial. Nada se fala oficialmente sobre ele ou sobre o desenvolvimento das negociações com as operadoras visadas.

Em junho os amistosos da seleção contra Argentina e Austrália não foram transmitidos pela Globo, causando enorme surpresa, porque não houve acordo em relação aos valores pedidos pela CBF.

A entidade que comanda nosso futebol decidiu, então, embarcar em uma nova experiência de exibição das partidas do Brasil, fornecendo ela mesma o sinal.

Assim, os  dois jogos foram transmitidos em vias diferentes, por meio de acordos com as emissoras TV Brasil e TV Cultura, portal UOL, a rede social Facebook e a Vivo para dispositivos móveis. O trabalho foi realizado diretamente de sua sede, no Rio, movimentando Pelé e Denílson como comentaristas e narração entregue a Nivaldo Prieto.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

TV Record não vai transmitir Austrália x Brasil e Argentina x Brasil neste mês

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A Record, procurada para fazer os amistosos da seleção brasileira, depois de fazer as contas, não se interessou…

… E não se interessou, segundo a sua direção, “porque foi-se o tempo de fazer loucuras”.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

A hora chegou! Neymar e Weverton brilham, Brasil vence e leva o ouro

Seleção Brasileira abre o placar, leva gol de empate e, nos pênaltis, derrota alemães em final histórica no Maracanã. É o primeiro título olímpico do Brasil no futebol!

O Maracanã avisou que a hora chegaria, e ela veio. Não a da Alemanha, mas do próprio Brasil. A alegria é a melhor vingança. Dois anos depois de seu maior vexame, a Seleção conquistou o título que lhe faltava diante do algoz da Copa do Mundo de 2014. A Olimpíada é nossa, a medalha de ouro, também. Depois de empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, Weverton foi heroico nos pênaltis (5 a 4) e garantiu a vitória que não representa uma revanche, mas uma conquista histórica e o fim de uma espera de décadas.

A hora chegou também para Neymar. Depois da prata em Londres-2012 e da lesão que o tirou da semifinal do Mundial contra a Alemanha, o craque brilhou… como um raio. Com o ídolo e fã dele Usain Bolt na platéia, o camisa 10 da Seleção fez dele o que se espera: tudo! Armou, driblou, deu carrinho, cobrou companheiros, jogou com dores… E honrou o número 10 que usava às costas com um golaço de falta. E fechando a conta nos pênaltis. Aqui não cabe descrevê-lo. Você assistirá o lance incontáveis vezes até o fim da vida.

Já para Weverton, a hora chegou um pouco depois que para os demais, mas veio com uma recompensa que bem provavelmente nem ele esperasse. Convocado de última hora por conta da lesão de Fernando Prass, ele se tornou o herói da sexta medalha olímpica do futebol masculino do Brasil, recordista em pódios.

É impossível contar a história desta decisão sem lembrar dos 7 a 1, mas daquela goleada não é possível comparar nem o sofrimento. Em 2014, o Mineirão e o país inteiro se chocaram e ficaram incrédulos tamanho vexame. Desta vez, não, o sentimento era de angústia. Até o gol alemão, porém, a sensação era outra. Embora o Brasil tivesse recuado e sofresse sustos, a partida ainda parecia sob controle. Depois de três bolas no travessão, a torcida cantou “o Maraca é nosso”, acreditando que desta vez nada atrapalharia o enredo perfeito para a primeira medalha dourada.

Mas a defesa canarinho que era impecável até então na Rio-2016 falhou. Marquinhos errou na saída de bola, Walace não acompanhou, e Meyer marcou em jogada tão temida pelo técnico Rogério Micale. A partir de então, o Maracanã receberia uma das maiores cargas de tensão da sua história.

Nos 62 minutos que se seguiram, Brasil e Alemanha fizeram um bom jogo, mas mal conseguiram chutar. As bolas seria finalizadas apenas da marca da cal…

Ginter, Renato Augusto, Gnabry, Marquinhos, Brandt, Rafinha e Sule marcaram. Petersen, não. Weverton fez linda defesa e deixou para Neymar a bola da glória… Do ouro! A hora chegou!

Jornal O POVO – 20 de agosto de 2016

Seleção brasileira perdeu a confiança dos meios de comunicação

Fator de risco

A seleção brasileira de futebol, diante dos últimos resultados ou daquilo que há algum tempo vem deixando de conseguir, também está perdendo a confiança dos meios de comunicação.

A completa ausência do rádio na Copa América já é um pouco disso. O que no passado se trabalhava como retorno assegurado, agora se transformou em investimento de risco.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Seleção brasileira lembra derrota da Argentina e minimiza estreia ruim nas Eliminatórias

Vários jogadores usam o revés dos hermanos para analisar resultado do Brasil e dificuldade da competição sul-americana. Rivais se enfrentam na terceira rodada.

Oscar Vidal Brasil Chile (Foto: Mario Ruiz/EFE)

O Brasil nunca havia perdido na estreia das Eliminatórias até a última quinta-feira. Em Santiago, o time de Dunga foi derrotado pelo Chile por 2 a 0 no estádio Nacional. No mesmo dia e pelo mesmo placar, a Argentina caiu em casa diante do Equador . O resultado negativo dos hermanos, aliás, foi utilizado pelos jogadores da Seleção como forma de explicar a dificuldade da competição e até mesmo minimizar o tropeço na capital chilena.

–  Para vocês verem como não tem jogo fácil. A cada ano que passa, se torna mais difícil o futebol. É muita seleção boa. Infelizmente o resultado foi negativo. Tivemos oportunidade para sair com a vitória, mas não conseguimos concluir as chances criadas – explicou Hulk.

Após a derrota para o Chile, o zagueiro e capitão Miranda reforçou as palavras do companheiro e pediu reação imediata na partida da próxima terça-feira, contra a Venezuela, em Fortaleza.

– Sinal de que as Eliminatórias serão difíceis. Não vai ter jogo fácil. É preciso ter bastante concentração e procurar se reabilitar já na terça-feira – analisou.

Com os resultados da primeira rodada, Chile, Colômbia, Equador e Uruguai dividem a primeira posição com três pontos e dois gols de saldo. Brasil e Argentina ainda estão zerados. Os rivais vão se enfrentar na terceira rodada das Eliminatórias, dia 13 de novembro, provavelmente no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

– Acho que cada ano que passa fica mais difícil, as equipes se qualificam mais, são mais bem treinadas – frisou o atacante Willian.

O Brasil treina pela última vez em Santiago na manhã desta sexta-feira. A atividade será fechada. No início da tarde, a delegação embarca para Fortaleza. A partida contra a Venezuela está marcada para a próxima terça, às 22h (de Brasília), na Arena Castelão.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Dunga estará amanhã no Bem Amigos

Seleção brasileira

Reprodução/Sportv

Galvão Bueno volta a apresentar o “Bem, Amigos!”

Galvão Bueno voltará a apresentar o “Bem, Amigos!”, do SporTV, na próxima segunda-feira.

Por acaso, o convidado especial do programa será o técnico da seleção brasileira, Dunga.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Flávio Ricco critica a maneira como a seleção brasileira é gerida

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Ainda mais porque
A seleção brasileira, graças aos Teixeira, Marin e companhia bela, há muito tempo deixou de ser dos brasileiros.

Ela foi vendida para gente de fora, pessoas que mandam e desmandam na marcação de jogos e convocação de jogadores. Ou alguém não sabe disso? O Brasil, em todos os setores, tem que deixar de ser o país da enganação.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Seleção do Brasil tem que voltar a ser do Brasil

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Ainda que considerando a existência da CBF e de um monte de gente que não presta, é chegado o momento de se promover um amplo debate sobre a nossa seleção de futebol e a sua relação com o torcedor; por extensão, com o telespectador brasileiro.

Estamos às vésperas de uma nova eliminatórias e já de muito tempo a convocação daqueles que irão nos representar em campo, incluindo os próprios jogos, deixou de provocar alguma emoção no torcedor ou qualquer discussão no boteco da esquina. E deixou de provocar porque muitos dos selecionados são figuras absolutamente desconhecidas da maioria. Hoje, com a Seleção em campo, os estádios não enchem e a audiência da televisão não sobe. Tudo ao contrário do que antes acontecia.

Fomos três vezes campeões mundiais, 58 – 62 – 70, só com o pessoal que atuava por aqui. E para apresentar o que apresentamos em 2006, 2010 e 2014, para ficar nos mundiais mais recentes, poderíamos perfeitamente contar com jogadores dos nossos clubes. Não se discute o direito de quem quer jogar e ganhar seu dinheiro lá fora. Absolutamente não.

O que se coloca em discussão é o que poderia trazer de bom uma Seleção formada apenas com o pessoal daqui e mais identificada com o torcedor. Por que não experimentar?

Particularmente, entendo, isto só nos traria benefícios.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Renato Maurício Prado comenta serventia dos amistosos da seleção brasileira contra Costa Rica e Estados Unidos

 

Tudo como dantes
Os dois amistosos da seleção nos EUA nada fizeram além de comprovar algo que já se sabe faz tempo. O Brasil segue extremamente dependente de seu único craque: Neymar. Sem ele, o time é limitadíssimo e os dois gols salvadores de Hulk (que foi uma decepção no Mundial) reforçam o panorama desolador. De novidade boa somente Rafinha Alcântara, um dos filhos de Mazinho (o outro, Thiago, defende a Espanha), que demonstrou talento e personalidade. Se continuar assim, vira titular absoluto.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 13/09/2015