Novela é o que não falta na TV atual

Em cena de "Babilônia", Regina (Camila Pitanga) dá um tapa em Inês (Adriana Esteves) quando a advogada tenta comprar seu depoimento em "Babilônia"

Em cena de “Babilônia”, Regina (Camila Pitanga) dá um tapa em Inês (Adriana Esteves) quando a advogada tenta comprar seu depoimento em “Babilônia”

Mais uma vez na história da televisão brasileira, quatro grandes redes estão com horários reservados em suas grades para exibição de novelas. É um momento curioso.

A Bandeirantes tem a turca “Mil e uma noites”, o SBT uma inédita e cinco reprises, a Record uma inédita e a Globo quatro inéditas e uma reprise.

Só no horário das 8 e meia da noite, três delas, a partir desta segunda-feira, passaram a concorrer diretamente. Isto no que diz respeito à aberta.

Se considerarmos que o Viva é o grande sucesso da TV paga, a Fox tem em exibição “A Escrava Isaura” e “Carrossel” já está no catálogo do Netflix, podemos entender que hoje existe de tudo para todos os gostos.

Mais do que nunca, além da força incontestável do produto e da atenção que se tem destinado a ele, se revela a relação de absoluta dependência do telespectador brasileiro com as telenovelas.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Paloma ataca Félix ao saber que ele foi o mandante do sequestro de Paulinha

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Pilar (Susana Vieira) perdoou Félix (Mateus Solano) após ver que o filho estava se tranformando em um homem melhor. Ela aceitou tê-lo de volta na mansão, mas impôs uma única condição: que ele assuma seus erros diante de todos a quem fez mal. E um nome muito importante nessa lista é o de Paloma (Paolla Oliveira).

Convencido pela mãe a ir falar com a irmã, Félix abre o jogo e surpreende a médica, que nem imaginava que muitos outros sofrimentos que teve na vida, como o sequestro de Paulinha (Klara Castanho), foram provocados por ele. É óbvio que ela não se segura e, assim como fez quando soube que a filha foi jogada no lixo pelo irmão, parte para cima dele mais uma vez.

Depois da confusão, Félix continua abrindo o coração e diz que mudou muito desde que foi desmascarado e expulso da mansão. “Um gesto de generosidade transforma uma vida”, diz o irmão de Paloma, que a deixa chocada logo em seguida com a história de Cristiano.

Félix põe para fora também todo o rancor que sente por César (Antonio Fagundes) por ter sido culpado pela morte do irmão mais velho e, assim que termina tudo, revela o presente deixado por Mariah (Lúcia Veríssimo) e que estava em sua posse. Nele, a mãe biológica da médica conta quem é Aline (Vanessa Giácomo) e mostra que Bruno (Malvino Salvador) nunca a traiu.

A cena vai ao ar no capítulo desta quinta-feira (2) em “Amor à Vida”.

 

NaTelinha

Novela Amor à Vida está sendo repudiada por várias classes de trabalhadores

 

Daqui a pouco, autor de novela nenhum irá conseguir desenvolver o seu trabalho, se as entidades de classe continuarem se sentindo atingidas por este ou aquele personagem. Profissão é uma coisa, caráter é outra. Não existe, por mais que tentem forçar a natureza, qualquer relação de consequência ou dependência. “Amor à Vida”, da Globo, está sendo muito vítima disso.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

“Amor à Vida” terá passagem de tempo para resolver drama de Marina Ruy Barbosa

Marco Antônio de Biaggi publica foto de Marina Ruy Barbosa

Virou novela o caso da Marina Ruy Barbosa, por causa da doença da sua personagem, Nicole, em “Amor à vida”,do Walcyr Carrasco.

Algo que até obrigou o autor a se manifestar, via Twitter, após a exibição do capítulo de quarta-feira. Por fim, tranquilizem-se todos. Aconteça o que acontecer, os cabelos da artista serão preservados.

A verdade é que a Globo e os mais diretamente envolvidos com o assunto têm procurado se cercar de todos os cuidados pela delicadeza que o tema merece.

O que se sabe é que a novela irá observar, muito em breve, uma passagem de tempo, algo em torno de nove meses, período que será possível pular ou dar um tratamento diferente ao problema que envolve a doença.

Nem mesmo a possibilidade de usar efeitos especiais está afastada. Isto, no passado, já aconteceu com a Flávia Alessandra, em “Morde & Assopra”, num trabalho do próprio Walcyr.
 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Globo registrou título para novela

Reprodução

“Em nome do filho” foi registrado pela Globo para a novela das nove

Em janeiro deste ano, esta santa coluna falou da intenção da Globo em usar “Em Nome do Filho” como título da nova novela do Walcyr Carrasco. No fim ficou “Amor à vida” – também dado de prima aqui. Olha a prova aí. “Em nome do filho” foi devidamente registrado, com arte e tudo mais, o que também não impede de futuramente ser usado em outra coisa.

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

O Observador: “Salve Jorge” será lembrada, só não se sabe como

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Nesta semana chega ao fim a novela mais bombardeada dos últimos tempos na televisão brasileira. “Salve Jorge” e sua autora, Gloria Perez, que desviou da blindagem oferecida pela TV Globo e deu a cara à tapa nas redes sociais, foram vítimas de um dos mais poderosos e destacados personagens desse folhetim: o público.

Em um artigo desta coluna, cheguei a dizer que “Salve Jorge” não fazia o perfil de uma novela que fica marcada na história ou consegue cravar-se na memória popular. Me enganei. O folhetim de Gloria Perez será sim lembrado, só não exatamente se tem a certeza de que será uma lembrança boa.

Mas o que o público vai lembrar quando se falar da novela daqui a alguns anos? É possível fazer uma projeção com base no que repercutiu, caindo na mídia e causando discussões.

“Salve Jorge” teve erros gritantes de continuidade, que não costumamos ver na Globo com tanta frequência. Durante meses internautas comentaram nas redes sociais sobre os erros e se divertiram com isso. A novela apresentou em seu roteiro situações complicadas, indigeríveis, que causaram ruídos até no telespectador menos atento.

A trama não conseguiu fazer dos vilões personagens marcantes, que chamam atenção do público com facilidade. Lívia (Claudia Raia) e Wanda (Totia Meirelles) foram as vilãs mais sem graça do horário nobre da Globo dos último folhetins. Menos representativas ainda se lembrarmos o trabalho feito por João Emanuel Carneiro, que ofereceu a possibilidade de Adriana Esteves consagrar Carminha.

Claudia e Totia não tiveram essa chance. Faltou emoção, faltou fazer o coração de cada espectador bater mais forte.

A mesma coisa se viu no papel principal, que teria muito mais notoriedade se, na pele de Morena, tivéssemos uma atriz mais conhecida. Nanda Costa apareceu fora do tom em várias oportunidades e o desenvolvimento de sua personagem, com exceção dessa fase final da novela, não contribuiu para que Nanda pudesse dar o melhor de si.

Morena também foi a mocinha mais sem sal dos últimos tempos. Prova disso foi o fato de Jéssica (Carolina Dieckmann) ter sido considerada a real protagonista da novela, quando ainda estava viva na trama.

Esse texto não se trata de avaliar o que foi bom ou ruim na novela de Gloria Perez. Não precisamos mais disso. Os fatos descritos acima servem apenas para mostrar o que realmente repercutiu em “Salve Jorge” no tempo em que o folhetim esteve no ar. Os erros apagaram boa parte da história e ofuscaram muita coisa boa do trabalho, que deveria ter ganhado mais destaque na imprensa. E, nesse caso, não culpem os jornalistas.

Sobre a novelista ter acusado os críticos de receberem dinheiro para falar mal da trama, termino esse texto com algo que todo mundo sabe muito bem: quando não se quer discutir uma crítica, desqualifica-se o crítico.

Comente o texto no final da página. E converse com o colunista: brenocunha@natelinha.com.br / Twitter @cunhabreno

Flávio Ricco faz considerações sobre Salve Jorge

 

“Salve Jorge” entra nos seus últimos dias e teve como grande mérito chamar mais a atenção para o tráfico de pessoas. Ponto para Glória Perez. Não se pode, no entanto, fechar os olhos para os seus equívocos. Antonio Calloni, um craque, só apareceu na reta final, e nomes consagrados como Nicette Bruno, Natália do Vale, Stênio Garcia, Eva Todor, André Gonçalves, Nívea Maria… foram colocados no “elenco de apoio”. Não dá! Em compensação, Paula Pereira, mulher do diretor Marcos Schechtman, não pode reclamar. Ficou o tempo todo no ar.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery