Record privilegia Geraldo Luís e gera rixa e até boicote entre programas

Vade Retro Satana

Por DANIEL CASTRO, em 06/05/2014 · Atualizado às 06h30

tratamento especial que a Record vem dando ao Domingo Show e ao Domingo Espetacular criou um clima de rivalidade entre as produções da emissora, com profissionais de atrações da área de entretenimento acusando colegas do jornalismo até de boicote.

Sob o pretexto de fortalecer o Domingo Show, lançado há pouco mais de um mês, a Record vem proibindo programas diários de explorarem determinadas atrações.

Há duas semanas, estava tudo certo para o Hoje Em Dia receber o ex-Polegar Ricardo Costa, que virou notícia ao pedir dinheiro na internet para pagar aluguel. Na última hora, a direção do Hoje Em Dia foi proibida de entrevistar Costa. Ele estava reservado para o Domingo Show. O programa de Geraldo Luís, no entanto, cedeu o material para o Domingo Espetacular, porque avaliou que não rendeu o esperado, não seguraria uma hora no ar.

Também em abril, o Programa da Tarde foi impedido de entrevistar a mulher de Marcos Oliver, ex-Teste de Fidelidade e ex-A Fazenda, preso por não pagar pensão. Na ocasião, a desculpa foi a de que o Domingo Espetacular já estava cuidando do assunto. O vespertino da Record teve que assistir à personagem dando entrevistas nos programas das emissoras concorrentes.

Profissionais de produções de entretenimento (como o Hoje Em Dia e Programa da Tarde) e jornalismo (Domingo Show, Domingo Espetacular) reconhecem que há um clima de hostilidade. “As ordens vêm de cima e há uma rixa entre as produções”, confirma um produtor.

A rivalidade é tanta que funcionários da área de jornalismo estariam “desaparecendo” com materiais produzidos por afiliadas. Entradas ao vivo em programas da linha de shows viraram uma raridade. São privilégio quase exclusivo dos programas jornalísticos. Há sempre uma dificuldade impedindo um link ao vivo no Hoje Em Dia, por exemplo.

Guerra não declarada de vices

A hostilidade entre jornalismo e entretenimento é resultado é uma guerra não declarada entre vice-presidentes da Record. De um lado está Douglas Tavolaro, comandante do jornalismo, biógrafo de Edir Macedo. Do outro, os bispos Marcelo Silva, vice-presidente artístico e de programação, e Marcus Vinicius Vieira, vice-presidente executivo, “dono” da chave do cofre.

Tavolaro e Silva têm uma relação muito cordial, de respeito mútuo. Mas travam uma disputa por poder. Até o ano passado, Tavolaro era submisso ao vice-presidente artístico, Honorilton Gonçalves. Com a saída de Gonçalves, ele ganhou espaço na Record. O Domingo Show foi uma conquista de sua área. É um programa de entretenimento feito pelo jornalismo.

Hábil, Tavolaro tem convencido executivos da Record da necessidade de se priorizar programas “estratégicos”, como o Domingo Show e o Domingo Espetacular. O privilégio a esses dois programas, no entanto, está sendo visto nos bastidores como um boicote aos demais. A guerra não declarada na cúpula tem sido levada a sério demais por alguns súditos.

Diretor da Record cria um ganso dentro da emissora

 

Se no RecNov, do Rio, a Record tem vários gatos (bichos) espalhados pelos estúdios, na sua fábrica de cenários em São Paulo, o bispo Delmar Andrade, diretor da área e responsável pelas vendas internacionais, trata de um ganso.

Ele, o ganso, é vizinho quase de parede do galo, “artista” do “Balanço Geral”. Para quem ainda não ligou o nome a figura, o bispo Delmar é o mesmo que apresenta o programa “Bacalhau Times” na Internet.

 

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

TV Record de São Paulo vai deixar de registrar repórteres cinematográficos como operadores de câmeras

 

Após muitos anos de espera, os repórteres cinematográficos da Record, em São Paulo, parece que finalmente serão realmente registrados como tal. Mesmo realizando matérias jornalísticas e assinando por elas, ainda são operadores de câmera. Nas outras emissoras da rede isso já acontece há muitos anos. Só falta a matriz.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Globo se afasta da Record e reafirma liderança na faixa das manhãs

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Rodrigo Bocardi comanda o “Bom Dia São Paulo”: jornal lidera com 8 pontos e tem mais que o dobro do “Balanço Geral”, da Record – Divulgação/Globo

Embora enfrente problemas para se afirmar no primeiro lugar com certa frequência, a Globo vem passando por uma boa fase na faixa da manhã.
O enfraquecimento da Record no horário, somado ao seu próprio crescimento, têm posicionado a emissora carioca na liderança isolada durante todo o período, que é o mais frágil de toda a grade.
Nesta quinta-feira (17), por exemplo, o “Bom Dia São Paulo” liderou a audiência com 8 pontos de média. O “Bom Dia Brasil” fechou com 9 e o “Mais Você” com 8.  Já o “Bem Estar” e o “Encontro com Fátima Bernardes” tiveram 7 pontos cada.
Na Record, o produto mais forte foi o “Fala Brasil”, com 6 pontos de média. O “São Paulo no Ar” teve 5 e foi o segundo melhor desempenho da emissora paulista no horário. O “Balanço Geral”, que abre a programação, teve 3,5, e o “Hoje em Dia”, o mais longo, fechou com 4.
Esses índices são consolidados e são baseados na preferência de um grupo de telespectadores da Grande São Paulo.
NaTelinha

Honorilton Gonçalves espionava funcionário da Rede Record

 

 

Só agora, na Record, com as coisas mais assentadas e após a chegada dos seus novos diretores, são comentadas algumas passagens – contadas como verdadeiras – da administração anterior.

Dizem, entre tantas, que os executivos da casa, em mais de uma ocasião, foram convocados e obrigados a entregar os seus celulares, para que se apurasse a existência de alguma amizade ou contato recente com este ou aquele jornalista. Os aparelhos, dizem, passavam por minuciosos exames.

Fala-se também do caso de outro diretor, que se viu forçado a fazer uma ligação, no viva voz e na frente dos demais executivos, para se apurar o seu grau de intimidade com um certo colunista.

Essas, entre outras passagens, que lembram alguns dos piores procedimentos ditatoriais. Hoje, com alívio informa-se, tudo passou a funcionar de uma maneira mais profissional e sem se instalar o mesmo estado de terror.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Fãs da TV Record ironizam SBT

 

Aqui, a partir de observações de bastidores, se falou que a Record, com tanta “Fazenda” no ar, passou a ser chamada de TV Matagal.

Os seus simpatizantes, desconfiando da origem e devolvendo, também já chamam o SBT –que ainda nem estreou “Chiquititas”– de TV Orfanato. E, assim, vamos indo.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Gominho saiu da Band para participar de programa satânico A Fazenda na TV Record

 

 

Gominho tinha compromisso com a Band até dezembro, mas graças a um entendimento com a direção da casa, rescindiu amigavelmente o seu contrato. Saiu pela porta que entrou.
A partir de hoje, ele vai aparecer entre os participantes da “Fazenda”, na Record.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery