Rede Bandeirantes vai transmitir Vasco x Rio Branco(AC)

Oliveira Andrade comanda a Rede Bandeirantes, nesta quarta, 10 da noite, com a transmissão de Vasco da Gama e Rio Branco, direto de São Januário, pela Copa do Brasil.

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Renato Maurício Prado conta uma história engraçada

Lista de Paulo Bento conta com 21 nomes definidos e três dúvidas (Reprodução/Record)

Lista de Paulo Bento conta com 21 nomes definidos e três dúvidas (Reprodução/Record)

 

Essa notícia de que os jornalistas portugueses encontraram, num restaurante, um guardanapo esquecido pelo técnico de Portugal, com a provável convocação do selecionado luso, me lembrou outra história, ocorrida há décadas, em São Januário.

Não vou citar nomes, porque alguns dos envolvidos já passaram desta para melhor. Mas o fato é que, entre os repórteres setoristas do Gigante da Colina, havia um especialista em roubar notícias. Espichava o ouvido para ouvir entrevistas exclusivas, fuçava anotações dos outros e, na cara de pau, anunciava como furos seus notícias apuradas por concorrentes. Por isso, resolveram dar-lhe uma lição.

Num dia em que se falava muito na possível contratação de um mexicano, pelo Vasco (o presidente do América do México, Guilherme Cañedo, estava em São Januário), um dos repórteres escreveu num papelzinho: “Ponta Temprano”. E, vez por outra, o mostrava, discretamente, aos demais — menos ao espertalhão, que começou a ficar nervoso, certo de que somente ele não estava sabendo do negócio.

Na hora em que toda a imprensa deixou a sede do clube, o tal papelucho foi estrategicamente “esquecido” no bar. E a turma toda se reuniu no estacionamento para, às gargalhadas, ouvir o colega “polivalente” anunciar na sua rádio a grande bomba:

— Vasco está contratando o mexicano Temprano!

Que nunca existiu… Será que o tal guardanapo não era também uma pegadinha do técnico português?

 

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 04.04.2014

Renato Maurício Prado comenta Vasco 1 x 1 Ponte Preta

 

Juninho Pernambucano perdeu pênati, mas ainda assim o Vasco ia derrotando a Ponte Preta, em São Januário, graças a um gol de André, que parece estar recuperando a boa forma do início de carreira no Santos. Só que aí surgiu outro ex-atacante da Vila Belmiro, William, para empatar, igualando-se a Maxi Biancucchi na liderança da artilharia. Com a reconhecida carência de bons atacantes, por que nenhum clube grande se interessou por ele?

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 09/08/2013

Renato Maurício Prado comenta que o Vasco precisa contratar jogadores de linha

 

 

O Vasco, como se pode comprovar (uma vez mais) na derrota para o Flamengo, tem um time fraquíssimo. Dorival Júnior e Juninho Pernambucano precisarão fazer milagres se a diretoria de Roberto Dinamite não contratar bons jogadores.

Fala-se em Helton, que pode estar voltando, mas apenas um goleiro não será a solução. Os cruz-maltinos precisam de, no mínimo, mais três bons jogadores de linha. Caso contrário, terão enorme dificuldade para sair da zona do rebaixamento, onde já estão. Em tempo: boa fonte me conta que o argentino Guiñazu (ex-Inter) é um dos reforços que podem pintar em São Januário. Reforço???

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 16/07/2013

Fluminense 0 x 0 Olímpia

Tricolor domina o rival, mas não consegue abrir vantagem na disputa por vaga na semifinal da Taça Libertadores. Jogo da volta é na próxima quarta

Ao longo da semana, o técnico Abel Braga chegou a dizer que preferia um empate sem gols a uma vitória simples com gol marcado pelo Olimpia, mas diante do domínio territorial durante toda a partida, o empate em 0 a 0 contra time paraguaio, nesta quarta-feira, acabou em sabor amargo para o Fluminense em São Januário. A forte retranca montada pelo treinador Ever Almeida surtiu efeito e deixou o Tricolor sem respostas, mesmo depois da expulsão de Aranda, aos 35 minutos do segundo tempo da partida de ida das quartas de final da Taça Libertadores. Uma frustração para o público de 14.215 pagantes (16.907 presentes), com renda de R$ 544.110,00.

A missão do Fluminense agora é conseguir no Paraguai os gols que não marcou no Rio. A partida de volta acontece no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, na próxima quarta-feira, às 22h (horário de Brasília). Quem vencer fica com a vaga nas semifinais. Empate em 0 a 0 leva a partida para os pênaltis e qualquer outra igualdade classifica a equipe de Abel. Antes disso, porém, o Tricolor tem outro compromisso importante, sua estreia no Campeonato Brasileiro, neste domingo, contra o Atlético-PR, em Macaé.

– Não foi o que a gente esperava, mas agora ao menos a vantagem do empate com gols é nossa. Mas a gente podia ter feito um gol para sair com a vitória – avaliou o artilheiro Fred.

Leandro Euzébio jogo Fluminense Olimpia (Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.)
Leandro Euzébio desperdiça grande chance no início da partida (Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.)

Forte retranca paraguaia

Durante os últimos dias, o tom do discurso do Olimpia era claro. Um empate, ou até uma derrota, desde que com gols marcados, seriam considerados bons resultados. Por isso, era previsível a postura extremamente defensiva que o time paraguaio levou a campo. Um ferrolho do técnico Ever Almeida. No esquema tático, o 3-5-2 poderia até dar a impressão de um time traiçoeiro, mas a verdade é que seus jogadores mal passavam do meio-campo com perigo.

Prevendo isso, Abel Braga lançou os velozes Rhayner e Weillington Nem ao lado de Fred no ataque. Os dois, em jogadas combinadas com Carlinhos e Bruno, tentavam abrir espaços na defesa. Para combater, os paraguaios jogavam duro. Foram 11 faltas só no primeiro tempo. Tanto que Bruno e Rhayner, em dois lances, pediram pênalti – inexistentes – em contatos dentro da área.  Fred também reclamou quando a bola bateu na mão do zagueiro paraguaio dentro da área, mas o árbitro Roberto Silvera ignorou.

A vida tricolor poderia ter ficado bem mais fácil logo aos cinco minutos. Em jogada treinada por Abel durante a semana, Wellignton Nem cruzou, Leandro Euzébio entrou por trás dos zagueiros e apareceu sozinho, mas demorou a chutar e o goleiro Martín Silva salvou. O Tricolor cercou constantemente a área adversária, encurralou o Olimpia. Só que chances claras, efetivamente, criou poucas na primeira etapa.

Wellington Nem jogo Fluminense Olimpia (Foto: Reuters)
Atacante Wellington Nem recebe forte marcação de dois jogadores do Olimpia (Foto: Reuters)

Flu mais objetivo

No intervalo, o atacante Fred pediu um time mais objetivo. Abel inverteu seus pontas, com Wellington Nem pela esquerda e Rhayner pela direita. E logo nos primeiros minutos da segunda etapa a torcida acordou com lances de perigo dos dois. O Olimpia não tinha nenhuma vergonha em se limitar aos chutões para frente e o espaço era artigo raro para o Fluminense. Aos 19, no entanto, o camisa 9 deixou Rhayner em boas condições dentro da área. Ele chegou a driblar o goleiro, mas perdeu ângulo e chutou mal.

A chuva que começou a cair ainda na primeira etapa dificultava a missão tricolor, que insistia nas jogadas pelas laterais e bolas alçadas na área. Abel, então, lançou Rafael Sobis no lugar do lateral Bruno, para aumentar ainda mais o poder ofensivo. Dois minutos depois, Wagner apareceu na cara do gol em lançamento de Jean, mas o meia chegou atrasado. Sobis voltou a protagonizar lance de perigo em cobrança de falta, mas Martín Silva espalmou. A pressão seguiu intensa, principalmente após a expulsão de Aranda, aos 35, mas o Flu não conseguiu seu gol.

Renato Maurício Prado analisa Fluminense 0 x 0 Olímpia e seus desdobramentos futuros

BRAPAR

O técnico Abel elogiou tanto o 0 a 0 (chegou a dizer que era melhor que 2 a 1), que acabou conseguindo. Seu Fluminense não sofreu gols, mas também não fez.

O 0 a 0 com o Olímpia, em São Januário, frustrou a torcida e até os jogadores tricolores e a decisão da vaga ficou para o jogo no Defensores del Chaco.

É verdade que o Fluminense tem jogado melhor como visitante do que como mandante. Mas, em casa, o Olímpia tem feito o seu dever de casa.

Vai ser uma pedreira para o time de guerreiros, mas nada está perdido.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 23 de maio de 2013