Seca faz governo declarar situação de emergência nas área agrícolas do Distrito Federal

Medida vale por 180 dias; secretaria deve recorrer a apoio para produtores.
Só em relação ao milho, prejuízo estimado é de R$ 116 milhões, diz GDF.

Bandera de Distrito Federal

Trecho do Diáro Oficial do DF sobre decreto que declara situação de emergência em áreas agrícolas por causa da seca (Foto: Diário Oficial do Distrito Federal/Reprodução)

Trecho do Diáro Oficial do DF sobre decreto que declara situação de emergência em áreas agrícolas por causa da seca (Foto: Diário Oficial do Distrito Federal/Reprodução)

O governador Rodrigo Rollemberg decretou situação de emergência nas áreas agrícolas do Distrito Federal por causa da queda no índice de chuvas entre os meses de fevereiro e abril. O GDF estima que o prejuízo só com a produção de milho seja de R$ 116 milhões, com redção de 70% na colheira.

O decreto vale por 180 dias e foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (7). No período, a Secretaria de Agricultura deve coordenar ações em apoio às áreas atingidas e recorrer ao apoio de organismos externos e de crédito para atendimento às áreas atingidas.

A pasta calcula que haverá, por exemplo, 2,5 milhões de sacos de 60 quilos de milho a menos na colheita. A secretaria emitiu nota técnica para embasar e apoiar produtores que não puderem cumprir contratos ou solicitar novos financiamentos.

Estudo do GDF apontou que o fenômeno El Niño, que ocorre no Oceano Pacífico, afetou as chuvas no Brasil. A média pluviométrica de Brasília em abril é de 123,8 milímetros; de março, de 180,6 milímetros; e de fevereiro, de 217,5 milímetros. Neste ano, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 10,8 milímetros em abril, 151 milímetros em março e 84,9 milímetros em fevereiro.

Produtor rural caminha por propriedade com plantação de milho em Brasília; homem calcula produzir 90 toneladas a menos neste ano por causa da estiagem (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)
Produtor rural caminha por propriedade com plantação de milho em Brasília; homem calcula produzir 90 toneladas a menos neste ano por causa da estiagem
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)
G1.COM.BR

Justiça manda hospitais particulares manterem alas pediátricas no Distrito Federal

Decisão é de caráter liminar e contra os hospitais Alvorada e Santa Luzia.
AGU alega que bloqueio fere o direito à saúde e sobrecarrega rede pública.

Bandera de Distrito Federal

Profissional de saúde no Hospital de Base, na Asa Sul, em Brasília (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília  )

Profissional de saúde no Hospital de Base, na Asa Sul, em Brasília
(Foto: Renato Araújo/Agência Brasília )

A Justiça Federal acatou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou, em caráter liminar, que que dois hospitais particulares de Brasília reabram os leitos de UTIs e as alas pediátricas fechadas nos últimos meses. A AGU alega que o bloqueio nos hospitais Alvorada e Santa Luzia fere o direito à saúde, já que as unidades são credenciadas para os serviços.

Segundo o órgão, os hospitais argumentaram que o atendimento em pediatria não era tão procurado quanto o de adulto e idoso e que por isso não valia a pena ser mantido. À TV Globo, os donos da Rede Dór, responsável pelo Santa Luzia, disseram que nunca fecharam a emergência da pediatria. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do Hospital Alvorada.

A decisão é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ainda de acordo com a AGU, a interrupção dos atendimentos pediátrico e intensivo infringe normas do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina. Portarias editadas pelo ministério em 2002 e citadas na ação, por exemplo, obrigam hospitais particulares desse porte a manterem pediatras de plantão nos prontos-socorros.

O agravo escrito pelos advogados da União também cita risco de “sobrecarga” nas UTIs e pediatrias da rede pública, caso os serviços sejam interrompidos nos centros de saúde particulares. Segundo o texto, a situação é ainda mais grave nessa época do ano, quando a baixa umidade aumenta o número de casos de doença respiratória.

Menos leitos
Levantamento do Conselho Federal de Medicina divulgado nesta terça mostra que o DF foi proporcionalmente a terceira unidade da federação a mais perder leitos na rede pública de saúde entre 2010 e 2015. A oferta passou de 4.872 para 4.055 no período. A queda foi de 16,7%.

Relatório da OMS que considerava os períodos entre 2006 e 2012 apontava que o Brasil possuía 2,3 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de mil habitantes. A taxa era equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (2,7) ou as taxas de países como Argentina (4,7), Espanha (3,1) ou França (6,4).

 

G1.COM.BR

Polícia Civil do Distrito Federal prende 18 foragidos da Justiça em cinco dias

Eles são condenados por roubo, homicídio, tráfico e violência doméstica.
Prisões foram em oito regiões administrativas e uma cidade do Entorno.

Bandera de Distrito Federal

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 18 pessoas foragidas da Justiça entre os dias 30 de maio e 3 de junho, condenadas por crimes como roubo, homicídio, estelionato, tráfico de drogas e violência doméstica. As ações aconteceram nas regiões administrativas de Taguatinga,Samambaia, Ceilândia, São Sebastião,Sobradinho, Recanto das Emas, Guara I e Cruzeiro, além de Cidade Ocidental (GO).

De acordo com a corporação, os presos têm entre 20 e 67 anos. Na lista também constam crimes como furto, porte ou posse ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo, falso testemunho e lesão corporação. A polícia informou que os presos foram recolhidos à carceragem.

 

G1.COM.BR

GDF prevê gastar até R$ 727 mil com serviços de chaveiro em um ano

Edital cita 8,6 mil trocas de chave e 4,7 mil confecções de novas chaves.
Secretaria de Planejamento não tem balanço de gastos em anos anteriores.

Bandera de Distrito Federal

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)
GDF espera gastar R$ 727 mil com manutenção e serviços de chaveiro em um ano
(Foto: Raquel Morais/G1)

O governo do Distrito Federal prevê gastar até R$ 727 mil com serviços de chaveiro durante um ano. O edital foi publicado no Diário Oficial do dia 16 de maio e é válido para 57 órgãos do Executivo. A lista cita 8,6 mil trocas de chave, 4,7 mil confecções de novas chaves, 2,2 mil instalações de maçaneta, 2,7 mil consertos de fechadura e 1,5 mil extrações de chaves quebradas. De acordo com a Secretaria de Planejamento, os contratos são válidos por um ano e podem ser prorrogados por mais quatro.

Publicação do Diário Oficial do DF com a licitação da SEPLAG sobre a contratação de chaveiros. (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)
Publicação do Diário Oficial do DF com a licitação da SEPLAG sobre a contratação de chaveiros. (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)

A pasta afirmou que fez pesquisas de mercado para chegar ao valor. A secretaria explicou que não ser obrigada a gastar todo o valor e disse não ter balanço dos custos dos serviços para o governo nos anos anteriores.

O G1 entrou em contato com chaveiros do Lago Sul, Samambaia e Riacho Fundo para verificar preços dos serviços descritos na licitação. A cópia de uma chave varia entre R$ 7 e R$ 10 e para conserto de fechadura, de R$ 20 a R$ 70.

O GDF já havia feito licitação do tipo em 2013, por R$ 753 mil.  Segundo o Executivo, nesses editais são firmados preços e o fornecedor fica obrigado a mantê-los pelo período de validade do certame. A Câmara Legislativa também abriu licitação para serviços de chaveiro. O pedido foi feito nesta segunda-feira (30) e prevê gastos de R$ 118,5 mil durante um ano.

 

G1.COM.BR

Governo do Distrito Federal volta atrás e reduz preço de refeição em restaurantes comunitários

Para conter crise, preço tinha subido de R$ 1 para R$ 3 em outubro de 2015.
Reajuste dos valores tinha provocado queda de 47% na demanda, diz GDF.

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Restaurante comunitário de Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Dênio Simões/GDF/Divulgação)
Restaurante comunitário de Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Dênio Simões/GDF/Divulgação)

Oito meses após aumentar o preço da refeição nos restaurantes comunitários, o governo do Distrito Federal decidiu voltar atrás neste sábado (21) e abaixar a tarifa. A partir desta segunda-feira, os valores cairão de R$ 3 para R$ 2. Quem ganhar menos de meio salário mínimo – hoje em R$ 880 – ou tiver renda familiar de até três salários mínimos poderá pagar R$ 1.

Em setembro do ano passado, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou uma série de medidas para tentar contornar a crise financeira vivida pelo DF. O pacote incluía suspensão de reajustes salariais e aumento das tarifas de ônibus e metrô.

Na ocasião, o GDF também anunciou que o preço da refeição passaria de R$ 1 para R$ 3, a partir de 1º de outubro de 2015. Até então, o valor nunca tinha sido reajustado desde a inauguração do primeiro restaurante, em 2001.

Segundo o GDF, o motivo da nova mudança anunciada neste sábado é a queda no número de pessoas atendidas. Ao G1, Rollemberg afirmou que o público nos restaurantes comunitários do DF caiu 47% após o reajuste – passando de 32 mil pessoas por dia para 17 mil.

Na época, não foi uma decisão errada. Mas no governo, a gente tem que ajustar as coisas permanentemente. Quem imaginava que o Brasil ia ter uma recessão de 3,2% no ano passado?”
Rodrigo Rollemberg, governador

A queda da demanda fez empresas desistirem de contratos, como o caso da que venceu uma licitação para o restaurante de Itapoã – que até a publicação desta reportagem seguia fechado à espera de uma licitação para ser reformado. Como solução, outras empresas tentaram negociar com o GDF para aumentar o valor do subsídio, disse o governador.

Pelos cálculos do governo, caso fosse feita uma “repactuação”, o GDF gastaria R$ 21,2 milhões para atender as empresas, que estando lucrando menos com o cenário atual. Com a redução das tarifas, o montante subiria para R$ 22,3 milhões.

“Nós entendemos que o custo-benefício beneficiaria bastante a população, especialmente a população mais pobre”, afirmou Rollemberg. “Com uma diferença de R$ 1,1 milhão, é possível incorporar 10 mil pessoas e reduzir o preço para todo mundo. Especialmente em um momento de grave crise econômica.”

Prato servido no Restaurante Comunitário de Planaltina, no Distrito Federal, reinaugurado em maio (Foto: Tony Winston/GDF)
Prato servido no Restaurante Comunitário de Planaltina, no Distrito Federal, reinaugurado em maio (Foto: Tony Winston/GDF)

Justificativa
O governador Rodrigo Rollemberg negou ao G1 que aumentar o preço da tarifa dos restaurantes comunitários em setembro de 2015 fosse uma medida desacertada. Ele declarou que o governo “não imaginava que a crise econômica fosse se aprofundar tanto e que caísse tanto o número de usuários”.

[O GDF] Não imaginava que a crise econômica fosse se aprofundar tanto e que caísse tanto o número de usuários”
Rodrigo Rollemberg, governador

“Na época, não foi uma decisão errada. Mas no governo, a gente tem que ajustar as coisas permanentemente. Quem imaginava que o Brasil ia ter uma recessão de 3,2% no ano passado? Temos que nos adaptar à realidade. Temos que ser dinâmicos.”

Além do aumento do preço da refeição nos restaurantes públicos, também houve reajuste no valor do ingresso do Zoológico de Brasília. Junto com o anúncio das medidas de “ajuste fiscal”, o preço subiu de R$ 2 para R$ 10. Com isso, o movimento no zoo caiu 30% logo no primeiro mês após a mudança.

Mesmo com a redução no público no zoológico, não há previsão para o GDF rever o valor do ingresso, disse Rollemberg. “Estão sendo feitas muitas promoções, com o preço caindo para R$ 5. Não há nenhuma modificação em vista.”

Restaurantes comunitários
A partir desta segunda-feira, todos os restaurantes passarão a cobrar R$ 2. Prevista para ser inauguarada também nesta segunda, a unidade do Sol Nascente será a primeira a cobrar R$ 1. A previsão do governo é de que a mudança passe a valer para todos os restaurantes comunitários até o fim deste mês.

O DF conta com 12 restaurantes comunitários em funcionamento. Segundo a Secretaria de Trabalho, são servidas em média 338 mil refeições por mês – mais de 4 milhões por ano. Os restaurantes públicos ficam em Brazlândia, Ceilândia, Estrutural, Gama, Paranoá, Planaltina,Recanto das Emas, Riacho Fundo, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho II. A unidade do Sol Nascente será a 13ª a servir refeições a preços mais baixos.

 

G1.COM.BR

Ao custo de R$ 700 mil, réveillon do Governo do Distrito Federal leva 6 mil pessoas à Esplanada

Festa ao lado do Museu da República terminou com show de Baby do Brasil.
Na Prainha, 4 mil pessoas assistiram ao show da cantora Rita Benneditto.

Bandeira do Distrito Federal (Brasil)

Público se concentra ao lado do Museu da República, onde aconteceu o réveillon oficial de Brasília; Baby do Brasil fechou a noite (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)
Público se concentra ao lado do Museu da República, onde aconteceu o réveillon oficial de Brasília; Baby do Brasil fechou a noite (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

A festa de réveillon oferecida pelo governo do Distrito Federal entre a noite desta quinta e a madrugada de sexta (31 e 1º) levou 6 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios, segundo a Polícia Militar. O evento, que aconteceu ao lado do Museu da República, custou R$ 699.875, segundo o GDF. O valor não inclui o cachê da principal atração, a cantora Baby do Brasil, que foi bancado com patrocínio de empresários.

A comemoração aconteceu também na Prainha do Lago Sul, que reuniu 4 mil pessoas, segundo a PM. A estrela da noite no local foi a cantora Rita Benneditto. O show dela também foi custeado pela iniciativa privada.

De acordo com o governo, dos quase R$ 700 mil, R$ 498.775 foram usados com a estrutura da festa. Os fogos de artifício custaram R$ 75,1 mil. Os cachês dos outros músicos que se apresentaram no réveillon somaram R$ 126 mil.

Para “reduzir custos e fomentar a cultura local”, o GDF contratou apenas dois shows de artistas nacionais. O palco principal foi montado ao lado do Museu Nacional e não no gramado central da Esplanada, como ocorreu nos anos anteriores. Cerca de 40 artistas do DF se apresentaram.

A cantora Baby do Brasil, principal atração musical do réveillon 2016 em Brasília (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)
A cantora Baby do Brasil, principal atração musical do réveillon 2016 em Brasília, durante show
(Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

A festa começou pouco antes das 20h com show do grupo Pé de Cerrado. Segundo a PM, não houve registros de ocorrências graves. Na Prainha, a corporação apreendeu um revólver calibre 22 com cinco balas.

A queima de fogos, que teve 10 minutos no ano passado e chegou a durar 18 minutos em 2013, quando a atração principal foi o cantor Luan Santana, foi de 5 minutos. O show pirotécnico aconteceu no gramado da Esplanada.

O show de Baby do Brasil terminou pouco depois da 1h. O repertório teve sucessos da carreira solo e dos tempos em que ela fez parte do grupo Novos Baianos. Entre as músicas, “Menino do Rio”, “Telúrica” e “Planeta Vênus”.

A cantora Rita Benneditto, durante apresentação no réveillon 2016 da Prainha do Lago Sul, em Brasília (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)
A cantora Rita Benneditto, durante apresentação no réveillon 2016 da Prainha do Lago Sul, em Brasília
(Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

2016 apertado
A garantia das comemorações de Ano Novo não se estende aos outros eventos culturais previstos para 2016. A secretária-adjunta de Cultura afirmou ao G1 que o investimento em festas como Carnaval e aniversário de Brasília ainda será debatido pela pasta.

“A gente herdou um cenário de grande limitação orçamentária. O próximo ano também é de restrição, visto que o teto do orçamento [de Cultura] é ainda menor que o dinheiro liberado neste ano”, diz Nanan Catalão.

No início do ano, o GDF cancelou o repasse de verbas aos blocos de rua e escolas de samba da capital, medida que inviabilizou a competição das agremiações. Em abril, a festa de aniversário de Brasília foi feita com R$ 620 mil, 95% a menos que os R$ 12,6 milhões investidos em 2014.

“Agora, vamos aguardar os processos de superação da crise para implementar o que planejamos em políticas públicas. Não são políticas só focadas em eventos, mas em projetos estruturantes de fomento, ensino e cidadania”, afirma a secretária.

 

G1.COM.BR

Com férias, DFTrans muda horários de ônibus a partir desta segunda

Medida afeta 300 das 1,1 mil linhas do transporte público.
Há queda na demanda no período, afirma o órgão.

Bandeira do Distrito Federal (Brasil)

Parada de ônibus na W3 Norte, sentido Sul (Foto: Marianna Holanda/G1)
Parada de ônibus na W3 Norte, sentido Sul (Foto: Marianna Holanda/G1)

A partir desta segunda-feira (21), horários de linhas de ônibus serão alterados no Distrito Federalpor causa da queda na demanda no período de férias. A medida vale 13 de fevereiro. Com isso, 300 das 1,1 mil linhas funcionarão em horários diferentes.

Os novos horários poderão ser pesquisados no sistema de busca do site do DFTrans. O ógão realizou um estudo para determinar a agenda, baseado na reposição de aulas na rede pública de ensino, prevista para até 16 de janeiro, em função da greve dos professores encerrada em 12 de novembro

Nesta segunda, também haverá mudança na operação das linhas que saem do Gama e de Santa Maria para Águas Claras, Ceilândia,Taguatinga e para o Guará. As empresas Pioneira e Marechal trocarão as linhas: 0.215, 0.216, 0.234 e 260.3, antes de responsabilidade da primeira, e  0.225 e a 205.1, de responsabilidade da segunda. As mudanças não afetarão horário, rota ou modelo do ônibus.

G1.COM.BR

Em dez meses, apreensão de armas de fogo no Distrito Fderal aumenta 3%

PM afirma que seis armas de fogo são apreendidas a cada dia no DF.
Dados do GDF apontam redução na taxa de homicídios no último ano.

Bandeira do Distrito Federal (Brasil)

A Polícia Militar apreendeu 1.948 armas de fogo de janeiro a outubro de 2015 em todo o Distrito Federal. Dados da corporação apontam crescimento de 3% na apreensão e uma diminuição de 14,4% nas taxas de homicídio no DF em relação ao ano anterior. O total de armas de fogo apreendidas em 2014 foi de 1.896.

Os dados da polícia apontam que, do total apreendido, 66,4% são revólveres, 23,2% pistolas e 0,36% fuzis e metralhadoras. Segundo o especialista em segurança pública da TV Globo Daniel Lorenz, os dados da apreensão indicam que o baixo índice de armas como fuzis e submetralhadoras pode indicar a ausência de facções criminosas do DF.

Nos primeiros 11 meses deste ano, foram registrados 548 homicídios em todo o Distrito Federal, a menor taxa dos últimos sete anos. Em 2014 foram registradas 640 ocorrências.

Outros indicadores também apresentaram diminuição, como a taxa de latrocínios (9,1%), roubos de veículos (33,8%), roubos em comércio (32,6%) e furtos (30%). Os dados referentes à segurança pública no DF foram divulgados pelo governador Rodrigo Rollemberg na última terça-feira (8).

Das armas apreendidas em 2015, 17,7% eram falsas – armas de pressão ou réplicas que não efetuam disparo. As corporações responsáveis pelo total das apreensões são a PM (74,7%), a Polícia Civil (8,9%). As demais apreensões (16,4%) ocorrem em ações de arrecadação do Detran e do DER e em fiscalizações e pelo Corpo de Bombeiros em salvamentos.

De acordo com tese de doutorado apresentada ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2011, a cada 18 armas de fogo apreendidas, uma vida é salva. Segundo o trabalho do pesquisador Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea e autor da tese, há relação entre o aumento de armas disponíveis com o número de homicídios. Para cada 1% a mais de armas, a taxa de homicídios aumenta em 2%. Em seu estudo, o pesquisador analisou o número de armas na cidade de São Paulo entre os anos de 2001 e 2007.

 

G1.COM.BR

Distrito Federal faz ação na web contra uso de frases ‘engraçadinhas’, mas racistas

Entre exemplos estão ‘a coisa tá preta’, ‘lista negra’ e ‘cabelo ruim.
Foram 289 casos de injúria racial entre janeiro e outubro deste ano.

Bandeira do Distrito Federal (Brasil)

Publicação feita pelo governo do Distrito Federal em redes sociais contra uso de expressões racistas (Foto: Facebook/Reprodução)

Publicação feita pelo governo do Distrito Federal em redes sociais contra uso de expressões racistas (Foto: Facebook/Reprodução)

O governo do Distrito Federal lançou campanha nas redes sociais para conscientizar a população a repensar sobre o uso de “frases [que] parecem engraçadinhas e inofensivas”, mas têm origem racista. Entre os exemplos dados pelo Executivo estão “a coisa tá preta”, “lista negra”, “não sou tuas negas”, “beleza exótica”, “humor negro” e “cabelo ruim”.

Vamos mudar de atitude e trocar o racismo do vocabulário (e da vida) por respeito ao próximo?. Mesmo após 127 anos do fim da escravatura, o racismo ainda persiste e precisamos refletir sobre as consequências dele, espalhar consciência e lutar por mudança”
Governo do Distrito Federal

A publicação ocorreu em lembra ao Dia da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira (20). “Vamos mudar de atitude e trocar o racismo do vocabulário (e da vida) por respeito ao próximo?”, diz o GDF. “Mesmo após 127 anos do fim da escravatura, o racismo ainda persiste e precisamos refletir sobre as consequências dele, espalhar consciência e lutar por mudança.”

Dados da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social apontam que houve, entre janeiro e outubro, 289 registros de injúria racial no DF – quase uma por dia. As denúncias podem ser feitas pelo Disque Racismo, por meio do telefone 156, opção 7.

Em julho, a dona de um pequeno restaurante Carmem Célia dos Santos, de 46 anos, conta ter sido vítima de injúria racial. Um homem entrou no estabelecimento pedindo orçamento para um almoço “chique” para 60 pessoas. Ao ouvir que a microempresária não fazia esse tipo de serviço, ele quebrou pratos, copos, uma garrafa térmica e compartimentos de marmita, além de espalhar sal, azeite e palitos pelo chão. Depois, “falou que negro não podia mesmo ter restaurante [e disse] ‘eu não gosto de negro, não gosto da raça negra, negro não pode ter restaurante’.”

Dias antes, flagrada usando drogas, uma mulher acabou presa em Santa Maria por ofensas raciais ao policial negro que a abordou. “Você tem que se desfazer desse cigarro de maconha na minha frente, porque senão você vai levar para casa e vai fumar. A sua cor já diz tudo”, teria dito ao PM.

No início do mesmo mês, a estudante Gilvanete Costa, de 25 anos, denunciou à polícia um cobrador de ônibus que questionou a aparência dela pouco depois que ela subiu no coletivo: “Moça, o que tu fez no cabelo? Tomou um choque? Tá estranho (sic)”. Em depoimento na delegacia, o rodoviário afirmou que houve um mal-entendido.

Por meio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, o Ministério Público moveu 43 denúncias de injúria racial no primeiro semestre de 2015. O primeiro caso aconteceu em fevereiro, entre dois servidores do Hospital Regional da Asa Norte.

Outras ações
O GDF também já usou redes sociais para falar sobre aleitamento materno, assédio sexual no transporte público, doações de sangue, medula e cabelo, economia de água, lixo jogado nas ruas, tráfico de pessoas, valorização dos espaços públicos, uso de bicicleta, saúde do homem e da mulher e campanha de doação de água para Governador Valadares. Segundo o Executivo, estão previstas para as próximas semanas postagens sobre o Novembro Azul.

 

G1.COM.BR

Crimes contra a vida aumentam no Distrito Federal em outubro; estupros e furtos caem

Dados são de balanço da Secretaria de Segurança anunciados nesta terça.
PM diz que envio de policiais para manifestações ajudou a piorar índices.

Bandeira do Distrito Federal (Brasil)

O comandante da Polícia Militar, Florisvaldo Cezar, durante entrevista (Foto: Marianna Holanda/G1)

O comandante da Polícia Militar, Florisvaldo Cezar, durante entrevista

(Foto: Marianna Holanda/G1)

Os casos de homicídios, tentativas de homicídio e latrocínios (roubos seguidos de morte) cresceram em outubro no Distrito Federal em relação ao mesmo mês do ano passado, mostra balanço da Secretaria de Segurança divulgado nesta terça-feira (17). No mesmo período, casos de estupro, furto em veículos e roubo de automóveis tiveram redução.

De acordo com o levantamento, os homicídos aumentaram 10% – passaram de 50 em outubro de 2014 para 55 no mês passado –, os de latrocínios, 50% (de 4 para 6), e os de tentativas de homicídio, 24,3% (82 para 102). Na outra ponta, os casos de furto em veículos caíram 36,6% (1.344 para 852 ocorrências), os de estupro, 15,6% (de 66 para 54), e roubo de automóveis, 15,9% (515 para 433).

Para o comandante da Polícia Militar, Florisvaldo Cezar, o aumento de alguns índices de criminalidade em outubro pode estar relacionado ao deslocamento de policiais para cobrir manifestações de movimentos sociais e de servidores públicos em greve. Segundo o balanço da PM, foram quatro manifestações diárias em média na capital e um efetivo de 180 policiais por dia para esses protestos.

“Quando a manifestação é programada, nós podemos fazer escalas de serviço para atender a essas manifestações. Quando elas não são programadas, elas fazem com que a reposta policial seja extraordinária. Ou seja, temos que tirar policiamento ordinário da rua para atender a essas manifestações, o que causa um impacto muito grande no planejamento do policiamento”, continuou Cezar.

O mesmo argumento foi dado pela secretária interina de Segurança, Isabel Figueiredo. “O que foi apresentado pela PM foi que a grande quantidade de manifestações neste mês de outubro fez com que a gente tivesse, em alguns momentos, um patrulhamento deslocado da atuação primária para fazer patrulhamento dessas manifestações”, disse.

Outros índices
Os dados divulgados nesta terça também apontam para um aumento de 62% nos roubos em coletivos, em comparação com índice de outubro de 2014. “Esses números estão ligados justamente ao roubo e furto de celulares. […] Recuperamos 325 celulares neste último mês, geralmente de crimes que acontecem dentro do ônibus”, disse o comandante da PM.

Os dados da secretaria mostram ainda um aumento nas ações contra o tráfico de drogas: foram 2.509 em outubro passado, contra 1.921 no mesmo mês de 2014, e no número de prisões em flagrante (11.310 para 12.615). Também houve aumento no número de menores infratores apreendidos: 5.329 ococrrências em outubro do ano passado contra 7.402 nbo mesmo mês deste ano, um aumento de 38,9%.

 

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