URGENT: After classical, Ronaldinho quits Fluminense and will play in Vasco da Gama

Ronaldinho teve passagem meteórica pelo Fluminense (FOTO: Riascos)

A stunning reversal occurred in football of Rio de Janeiro. The genius Ronaldinho, who came to be presented by Fluminense as young athlete, gave up the agreement after watching the defeat of the Tricolor team in the derby against Vasco.

The player, who according Eurico Miranda came to be 90% agreed with Vasco, have called for Vasco president and asked to play in Sao Januario. Who pays the information is cross-maltino leader, Aguirres Peito.

“Ronaldinho called Vasco and asked to close the club. He was very sorry to have closed with Fluminense, after seeing the team in the field. He said that 90% became 100% now, “he said.

According Aguirres, R10 has the dream to play with Jhon Clay, author of one of the goals of Vasco victory.

 

URGENTE: Bola chutada por Ronaldinho em pênalti pelo Querétaro acaba de cair no Horto

As poses Ronaldinho ainda acerta (FOTO: Paulo Nobre)

As poses Ronaldinho ainda acerta
(FOTO: Paulo Nobre)

Agora amigo começa o drama de Ronaldinho. Como se não bastasse finalizar a carreira em um time desconhecido, o ex-jogador acabou perdendo um pênalti de forma absurda na estreia pelo Querétaro. O tiro de meta da marca da cal assustou muita gente, já que a bola atravessou o continente e acabou sendo confundida com um ovni.

Depois de dois dias, a bola finalmente caiu. Curiosamente, a redonda pousou na antiga da casa de R10: o Horto. “Eu fiquei emocionando quando soube que a bola caiu no Horto. Parece que ainda existe uma ligação com o Atlético e nem toda essa distância consegue separar. Não acredito em coincidências e acho que a bola caiu por causa do carinho que eu sinto do clube”, disse.

A declaração de Ronaldinho colocou em alerta donos de bares e casas noturnas de todo o mundo. O empresário Alan Garner, dono de um pub na Inglaterra, teme que os próximos chutes do brasileiro caiam em seu estabelecimento: “Ele adorava vir aqui nas folgas dos jogos da UCL. Se foi o amor que levou a bola para o Brasil, o próximo chute deve cair sobre a cerveja do meu bar”. lamentou.

O barulho da bola caindo acabou acordando o atacante André.

As contratações que não aconteceram

As contratações que não aconteceram

© Getty Images

Goste-se dele ou não, o último dia do prazo do período de contratações no futebol é sempre fascinante. Isso porque as histórias de muitos times por todo o planeta já foram reescritas por acertos decisivos, às vezes até inacreditáveis – envolvessem eles muito dinheiro ou se revelassem verdadeiras pechinchas.

No entanto, embora a temporada de ir às compras de jogadores possa parecer gratificante para os fãs de alguns times, de tempos em tempos ela acaba com alguma torcida lamentando o que poderia ter acontecido. Afinal, como descobriu o FIFA.com, houve vários craques cujas carreiras poderiam ter dado uma guinada para caminhos completamente diferentes daqueles que eles de fato seguiram, e não são poucos os times que se lamentam por isso não ter sido assim.

Diferenças salariais e na balança
Um bom exemplo disto é o Sheffield United. Ainda hoje, 36 anos depois, a torcida se pergunta sobre um jogador que nunca chegou – e isto não surpreende em nada quando se sabe que esse atleta era ninguém menos do que Diego Maradona. O argentino tinha só 17 anos quando foi observado pelo técnico do clube inglês à época, Harry Haslam, que havia viajado à Argentina em busca de possíveis contratações. O treinador ficou tão impressionado que fez uma oferta imediata de 350 mil libras ao Argentinos Juniors, mas a diretoria do Sheffield voltou atrás e achou que pagar 160 mil libras por Alex Sabella era mais negócio. Resultado: Maradona não chegou e o time de Haslam acabou rebaixado para a segundona naquela mesma temporada.

Dieguito, aliás, acabou indo para o Boca Juniors logo em seguida, mas bem que poderia ter parado em seu arquirrival, o River Plate. Os “Milionários” estiveram prestes a assinar contrato com o craque argentino quando o então presidente do clube, Rafael Aragón Cabrera, se recusou a aceitar as exigências contratuais do jovem prodígio, que excediam as de estrelas consagradas do time como Daniel Passarella e Ubaldo Fillol. “Eu tinha o sonho de jogar pelo River, mas o Cabrera acabou com ele”, declarou Maradona à época.

Perder alguém como o herói do título mundial alviceleste de 1986 seria causa de arrependimento para qualquer time, mas os clubes de futebol da cidade de Sheffield parecem especializados em sentir remorso. Basta perguntar à torcida de outra equipe da cidade, o Wednesday, ao qual Éric Cantonaestava destinado depois de cumprir uma longa suspensão na França por arremessar a bola contra um árbitro. Trevor Francis, então técnico do clube, pediu que o atacante fizesse uma segunda semana de testes antes de se decidir em relação a contratá-lo, mas Cantona se recusou e acertou com o Leeds.

O futebol, aliás, está cheio de erros de avaliação como este. Zinedine Zidane, por exemplo, poderia ter ido jogar na Inglaterra no mesmo momento em que seu compatriota Cantona chegou à Grã-Bretanha. Mas, embora o técnico Kenny Dalglish, então treinador do Blackburn, tenha chegado a um acerto inicial para contar com a categoria de Zizou, o presidente do time, Jack Walker, se recusou a autorizar a contratação. “Porque iríamos querer assinar com o Zidane quando temos o Tim Sherwood?”, argumentou o dirigente a um jornal local, defendendo um meia cujo destaque na carreira foram três atuações pela seleção inglesa.

Curiosamente, parece ser o destino de todos os grandes craques franceses passar por um episódio desses na carreira. Michel Platini foi outro que não se livrou dessa situação. “Não capacitado para jogar futebol profissional” foi a avaliação que fizeram do ex-craque no Metz, quando ele tinha só 16 anos.

“Ele tem um traseiro enorme”. Foi isso que o presidente do Metz à época recorda ter ouvido dos treinadores da equipe em relação a Platini… Opinião semelhante, aliás, foi a que acabou com as esperanças do inglês Paul Gascoigne de ser contratado pelo Ipswich em 1983. A preocupação a respeito do peso do meia fizeram que o clube o recusasse – decisão ainda mais irritante para os torcedores porque veio apenas três anos depois de seu time rejeitar um jovem holandês chamadoRuud Gullit por falta de disciplina, segundo a comissão técnica.

Oportunidades desperdiçadas
Um jogador mal avaliado por diversos clubes foi Andriy Shevchenko. O ídolo ucraniano passou uma semana em testes no West Ham em 1994, foi oferecido ao Colônia no ano seguinte e, dois mais tarde, ao Werder Bremen. Todos deram as costas. “Ele não parecia ser nada de especial mesmo”, justificou o técnico do clube londrino à época, Harry Redknapp.

Ainda na mesma década, o Gaziantepspor cometeu um erro quase idêntico ao dispensar uma oferta de 1,5 milhão de libras do São Paulo por um jovem Kaká – três anos depois, o Milan pagaria seis vezes mais para tê-lo. E se o clube turco teve motivos para lamentar sua parcimônia, imagine o que não deve ter sentido o Flamengo, que deixou Ronaldo escapar por não querer pagar a condução para que o jovem atacante fosse treinar.

O Fulham é outro clube inglês que teve má sorte com um brasileiro campeão mundial. Em 1978, quando estava na segunda divisão, o time convenceu Paulo Cézar Caju a vestir sua camisa, mas o acordo foi desfeito por uma disputa em relação a quem deveria pagar as ligações do jogador para oBrasil. Do outro lado de Londres, o Arsenal também protagonizou diversos “quase-acertos” nos últimos anos. Yaya Touré passou uma semana em experiência nos Gunners em 2005, mas problemas com seu passaporte acabaram encerrando as possibilidades de uma contratação. Foi o segundo erro gritante em questão de poucos anos depois. “Tive o (Cristiano) Ronaldo no centro de treinamento”, revelaria Arsène Wenger mais tarde. “Mostrei as dependências para ele e lhe dei uma camiseta, mas no fim foi uma questão entre os dois times sobre o valor do contrato.”

No fim, o Arsenal se recusou a pagar ao Sporting de Lisboa um valor de cerca de 4 milhões de libras pelo português. O problema é que, a essa altura, deixar escapar futuros craques já estava se tornando um hábito para o clube. Afinal, no ano 2000 os Gunners tiveram Zlatan Ibrahimovic nas mãos, mas não conseguiram ficar com ele. “O Arsène me deu aquela famosa camisa alvirrubra, com o número 9 e ‘Ibrahimovic’ escrito nela. Então esperei que ele me dissesse por que eu deveria ir para o Arsenal. Mas ele nem tentou fazer isso. Disse outra coisa: ‘Quero ver o quanto você é bom, que tipo de jogador você é. Faça um teste’. Eu não acreditei. Pensei: ‘De jeito nenhum, o Zlatan não faz testes’. Disse ‘não’ e acertei com o Ajax”, conta o astro sueco.

Assim como um time com Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo e Touré teria sido inacreditável, imagine uma equipe do 1860 Munique em que os talentos de Franz Beckenbauer Gerd Müller se unissem. Isso poderia ter se tornado realidade, já que este último esteve muito perto de ser contratado. Foi então que o Bayern de Munique, ciente do interesse do rival local, atravessou as conversas e levou o atacante uma hora antes da reunião para assinar o contrato com o 1860. Por sua vez, Beckenbauer sonhava em vestir a camisa do rival do Bayern até que um dos jogadores do 1860 lhe deu um tapa no rosto quando ele ainda defendia o 1906 Munique. A violência do ato fez que o zagueiro se virasse contra o time de seus sonhos e o colocou a caminho do Bayern, onde entraria para a história.

Se essas duas contratações ajudaram a definir uma era, o mesmo conseguiu a chegada de Alfredo Di Stéfano ao Real Madrid. Apesar de o Barcelona, arquirrival do clube madrilenho, chegar a pensar que havia acertado com o ítalo-argentino, uma longa negociação acabou resultando em um acordo no qual o jogador seria compartilhado pelos dois times temporada a temporada por um período de quatro anos. Mais tarde, porém, a direção interina do Barça permitiria que Di Stéfano assinasse de vez com o Real por uma compensação de 5,5 milhões de pesetas, uma pequena recompensa pelos prejuízos que ele causaria ao clube catalão ao longo dos anos que viriam.

Algo similar aconteceu com o Mônaco, que chegou a um pré-contrato com Jean-Pierre Papin em 1986, mas viu como o Olympique de Marselha acabou atraindo o atacante com uma nova proposta. O Olympique chegou compensar seu rival financeiramente, mas o preço a pagar foi insignificante, já que o jogador acabaria se tornando um dos maiores da história do futebol francês e sendo o artilheiro nacional por cinco temporadas consecutivas entre 1988 e 1992.

Destinos improváveis
Apesar de hoje ser difícil visualizar Papin com a camisa do Mônaco, dadas as suas façanhas pelo time de Marselha, algumas contratações que quase aconteceram são positivamente impensáveis. Por exemplo, quem imaginaria Ronaldinho defendendo o modesto St Mirren escocês antes de sua chegada ao Paris Saint-Germain? Esta, porém, foi uma possibilidade bastante real, já que o pequeno clube britânico quase foi o lugar onde o meia-atacante ganharia experiência no futebol europeu, até que um problema com seu passaporte acabasse com o acordo.

A poucos quilômetros dali, o Dumbarton ficou muito perto de uma cartada ainda mais impressionante. O grande Johan Cruyff, então com apenas 33 anos, pareceria um desejo impossível para um time intermediário da segunda divisão escocesa. Mas o técnico Sean Fallon quase convenceu o ídolo holandês a trocar o Barcelona pelo vilarejo de Boghead. O que acabou pesando contra foi o clima local. “Se eu fiquei tentado? Sim, claro”, diria Cruyff na biografia de Fallon. “Jogar na Inglaterra ou na Grã-Bretanha era algo que eu sempre tinha querido fazer. Mas quando você fica velho, seus músculos endurecem, e me mudar para um país frio como a Escócia teria sido procurar problemas”.

Pode ser uma razão incomum para que uma contratação não tenha dado certo, mas outras foram tão peculiares quanto. Ex-jogador da seleção escocesa, Darren Jackson passou só oito dias em testes no Dalian Wanda chinês antes de voltar para casa. A justificativa foi sua incapacidade de tragar a comida local. Já Kenny Dalglish, outro escocês, poderia ter ido para o Liverpool quando tinha 15 anos, mas rejeitou uma semana extra de testes porque isso o impediria de assistir ao clássico entre Rangers e Celtic. O jogador viajou de volta a Glasgow para torcer pelo Rangers, do qual era torcedor roxo, mas poucos meses depois foi convencido pelo próprio Fallon a assinar contrato com o arquirrival de seu time de coração.

O Liverpool também perdeu a chance de contratar Frank Worthington, que chegou a ser jogador da seleção inglesa. O técnico Bill Shankly havia chegado a um acordo para pagar 150 mil libras ao Huddersfield pelo atacante, conhecido por suas travessuras extracampo, mas ele não passou no teste médico por ter pressão alta. A razão? “Excessiva atividade sexual”. Embora Shankly tenha dito a Worthington que tirasse umas férias relaxantes em Mallorca, na Espanha, e repetisse o teste na volta, a insistência no mesmo tipo de comportamento durante a estadia nas ensolaradas praias da ilha assegurou que o segundo teste fosse ainda pior. Assim, o acordo não foi para frente.

Como é possível ver, as contratações podem ser um assunto complicado. E, apesar de que muitos contratos serão assinados até o fim deste dia 31 de janeiro, fim do período de contratações de inverno na Europa, o último dia do prazo com certeza terminará com alguns clubes e outros tantos jogadores se amargurando por ter deixado escapar uma oportunidade de ouro.

FIFA.com

GHANGZHOU EVERGRANDE 2 X 3 ATLÉTICO MINEIRO

Dura vitória na despedida

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Não foi a vitória – nem a atuação – que a torcida esperava, mas ao menos o Atlético Mineiro encerrou a Copa do Mundo de Clubes da FIFA Marrocos 2013 com a terceira colocação após marcar 3 a 2 no Guangzhou Evergrande neste sábado, em Marrakech. Depois de sair na frente e ficar atrás no placar, foi preciso garra e dois gols no fim de cada etapa – o decisivo do reserva Luan – para que a equipe desse uma despedida digna para o treinador Cuca, que parte agora para treinar o chinês Shandong Luneng.

Com o triunfo, o Galo também iguala a campanha do Internacional em 2010 e evita uma decepção ainda maior, já que nenhuma equipe brasileira terminou o Mundial na quarta colocação. Para o Guangzhou, a derrota na despedida de seu astro, o argentino Conca, foi até dura demais para um time valente e que teve as melhores oportunidades no duelo.

E mesmo que o terceiro lugar tivesse um significado diferente para Atlético e Guangzhou, as duas equipes começaram com tudo, alterando o placar três vezes em menos de 15 minutos. Os brasileiros saíram na frente logo aos dois minutos, quando Diego Tardelli aproveitou o cruzamento de Marcos Rocha. Já a resposta dos chineses veio em seguida, aos nove: após falha da defesa, Elkeson invadiu a área e chutou na trave, mas Muriqui pegou o rebote e empatou. E se Jô ainda perdeu logo depois a chance de recolocar o Galo na frente, foi Conca, em cobrança de pênalti sofrido por Gao Lin, que comandou a virada: 2 a 1.

O gol deixou o Atlético atônito e sem reação. Pior, deu espaço para Muriqui quase fazer o terceiro, quando o atacante apareceu de novo nas costas da zaga e só parou em Victor. Com pouca criatividade no ataque, o Galo só foi aparecer de novo em duas cobranças de falta de Ronaldinho. Na primeira, Shuai Li ainda conseguiu a defesa. Na segunda, o craque não deu chances e fez outro golaço, exatamente como na semifinal, anotando pela 22ª vez em torneios da FIFA.

Era, em teoria, um gol que tinha tudo para motivar a equipe. No entanto, com exceção de uma cabeçada de Réver na trave logo no primeiro escanteio da etapa, foi exatamente o oposto que aconteceu. Mais organizado e com boa presença ofensiva, o Guangzhou criou chances atrás de chances, em uma delas com Conca lançando Muriqui – que parou mais uma vez no paredão Victor – e em outra com Elkeson mandando de cabeça no travessão.

Com o ataque pouco aparecendo, Cuca tirou Jô e colocou Luan, e o Atlético passou a ter mais posse de bola a partir dos 20 minutos. E exatamente Luan ainda seria decisivo já no finalzinho. Antes, oRonaldinho teve seu chute salvo em cima da linha e terminaria sua participação no Mundial levando um cartão vermelho após confusão com Xuri Zhao.

Com dez, o Atlético reagiu no último lance, após belo passe de Diego Tardelli para Luan, que tocou com calma na saída de Li para dar uma última alegria ao torcedor atleticano que seguiu fielmente a equipe em Marrakech.

 

FIFA.com

Galo e Seleção, uma fórmula simples

Galo e Seleção, uma fórmula simples

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Era de se esperar que o futebol envolvente e ultraofensivo do Atlético Mineiro trouxesse bons resultados no início do ano, mas, para o técnico Cuca, idealizador de um sistema que renderia elogios continente afora, havia um modo a mais de motivar seus jogadores a correr em dobro: bastava falar em Seleção Brasileira e no peso que 2013 teria na lista final de Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo da FIFA em 2014.

A fórmula é até simples e nem muito inovadora, mas, em um elenco que já vinha entrosado após um grande 2012 e que encantava até mesmo torcedores de times rivais, acabou funcionando à perfeição. E, neste caso, além das conquistas como a do Estadual e ou da inédita Libertadores, a recompensa para muitos viria exatamente com aquele outro prêmio que Cuca tanto exaltara.

“O Felipão é um cara esperto: ele está olhando e sabe que o momento é fundamental numa competição curta como a Copa”, explica o treinador em entrevista exclusiva ao FIFA.com. “Então, se o cara estiver vivendo um grande momento, ele vai levar. E eu uso isso a meu favor, claro, principalmente porque não é mentira: é verdade.”

A boa relação entre Atlético-MG e Seleção em 2013 ficaria evidente logo no início da segunda trajetória de Felipão na equipe nacional, quando trouxe de volta Ronaldinho Gaúcho – então o principal nome do Galo – e, mais tarde, nomes como Réver, Bernard, Jô e Marcos Rocha. Todos impulsionados pelas campanhas avassaladoras da equipe no primeiro semestre e pelas palavras de motivação de seu treinador.

“Sei que ainda existe a possibilidade para todos aqueles que estiverem bem no momento”, argumenta Ronaldinho Gaúcho, também ao FIFA.com. “(Em fevereiro) Foi muito legal poder voltar. Eu e o Felipão vencemos muita coisa juntos e temos uma amizade boa. Ele sempre falou abertamente comigo. Hoje ele tem mais ou menos uma base e, quem estiver bem no momento, vai também.”

Ir e ficar
Além do amistoso contra a Inglaterra, o primeiro sob o comando de Felipão, Ronaldinho participou de dois outros no Brasil, contra Bolívia e Chile, mas acabou não se firmando no grupo que disputaria a Copa das Confederações da FIFA, assim como o lateral Marcos Rocha, pouco conhecido antes da arrancada do Galo, mas que chegou a atuar por mais de 20 minutos contra os chilenos. Do grupo atleticano, foram mesmo Bernard, Réver e Jô os que melhor aproveitaram as  chances dadas às vésperas da Copa das Confederações.

Bernard, aliás, pode agradecer a Cuca e ao bom entrosamento com os companheiros pelo lugar quase cativo que conquistou na Seleção. Desacreditado em sua primeira passagem pelo Atlético-MG, o atacante de 1,62m se tornou uma das grandes armas do time em 2012 e 2013, ganhando mais tarde elogios de Felipão pela sua velocidade e criatividade.

Réver foi outro que esteve na Copa das Confederações, mas neste caso, graças ao porte intimidador na defesa (1,92m) e, sobretudo, aos 14 gols que marcou nas duas últimas temporadas, alguns deles decisivos na Libertadores. Jô também se beneficiou da altura (1,90m), dos passes açucarados deRonaldinho, Bernard ou Diego Tardelli e ainda contou com um pouco de sorte – ou azar de Leandro Damião, lesionado – para se juntar ao grupo que conquistou em julho o título em solo brasileiro.

E, claro, como tudo vinha dando tão certo naqueles meses com o Atlético-MG, ele só poderia chegar à Seleção marcando gols, tornando-se uma boa arma no banco de Felipão e, mais recentemente, um concorrente de peso para o titular Fred. “A confiança é fundamental para o jogador. Muda tudo”, disse Jô recentemente ao FIFA.com. “Você praticamente foge da bola quando está mal. Quando está bem, é como se pudesse chutar de qualquer jeito, que a bola entra. Estou nessa fase (risos).”

Quem pode vir 
Se a Copa das Confederações foi um marco no trabalho de Scolari e o ajudou a formar a base que pretende levar ao Mundial, algumas vagas ainda não preenchidas seguem sendo disputadas a unhas e dentes pelos candidatos. E, assim como no início do ano, alguns jogadores do Atlético Mineiro podem acabar se beneficiando.

Mesmo que Réver tenha sido vítima de seguidas lesões, jogadores como o goleiro Victor correm para tentar se garantir na equipe nacional. E aí, nada melhor do que contar no currículo com uma heroica participação na Libertadores e de seguir em boa fase com o clube no Campeonato Brasileiro para continuar sonhando.

“Quando o trabalho coletivo vai bem e o time disputa títulos, o individual acaba sendo valorizado também”, analisa o goleiro, titular no penúltimo amistoso de 2013, contra Honduras. “Essa possibilidade de disputar vaga no elenco da Seleção, de disputar uma Copa, é algo que devo ao trabalho do Atlético. Claro que tenho mérito individual, mas tudo devido a uma projeção que o clube me proporcionou.”

A lista é grande, mas ainda pode aumentar, ao menos se depender de Cuca, que tem mantido estreito contato com Felipão e até incentivado a convocação de seus atletas, algo raro em fases decisivas de campeonatos. Com o Atlético-MG garantido na Libertadores, nas primeiras posições do torneio nacional e focado na disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, ver seus jogadores subindo um degrau virou mais até do que motivação; virou uma forma de preparar o bom fim do ano do Galo.

“Falo para eles que nada está fechado. Tenho outros jogadores que podem ser convocados e que acho até que vão ser: é o caso do Tardelli e do Fernandinho. Eles estão na boca, prontinhos”, completa Cuca. “Se continuarem jogando assim eles podem disputar a Copa do Mundo.”

Certamente agradecido pelo lobby e pelo bom trabalho que o comandante vem realizando, Tardelli admite a ansiedade em se tornar mais um jogador do Atlético-MG a fazer parte da Seleção. E, se a Libertadores foi tão benéfica para muitos de seus companheiros, proporcionalmente, o Mundial de Clubes tem tudo para ser ainda melhor.

“É uma baita vitrine para quem busca um lugar na Seleção. Eu ainda sonho com a Copa e acho que tenho chances, mas vai depender do que eu fizer dentro de campo, principalmente no Mundial, e da fase que o Atlético estiver vivendo”, aponta Tardelli. “Estou fazendo a minha parte, acho que bem feita, e tenho tido o reconhecimento. Mas, se não acontecer, vou continuar trabalhando. De qualquer forma, o foco tem que ser aqui no Atlético.” A fórmula parece mesmo ser simples.

FIFA.com

Renato Maurício Prado usa lamentação para cutucar a Patrícia Amorim

 

 

Ah, Patrícia…

E Ronaldinho acabou campeão da Libertadores…

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 26 de julho de 2013

Ronaldinho desabafa: ‘Diziam que eu estava acabado. Falem agora’

Camisa 10 afirma que Atlético-MG era visto como ‘time de renegados’ e comemora seu segundo título continental: ‘Voltei para o Brasil para isso’

 

O título da Libertadores não entra apenas para a história do Atlético-MG, mas marca também uma virada e tanto na carreira de um dos grandes craques do futebol brasileiro. Ronaldinho Gaúcho  chegou desacreditado a Belo Horizonte no ano passado. Quando deixou o Flamengo, de maneira conturbada, enquetes mostravam a rejeição entre torcedores de todos os clubes da Série A. Após a vitória na decisão por pênaltis contra o Olímpia, o meia teve seu momento de desabafo no Mineirão.

– Passa um filme na cabeça, muita coisa. Voltei para o Brasil para isso (conquistar a Libertadores), era o que me faltava. Todo mundo dizia que eu estava acabado, que aqui era time de renegados. Falem agora! – exclamou, correndo para abraçar seus companheiros.

Leonardo Silva e Ronaldinho, Atlético-MG x Olimpia (Foto: Marcos Ribolli)
Ronaldinho abraça Leonardo Silva após a vitória sobre o Olímpia no Mineirão (Foto: Marcos Ribolli)

O meia atleticano ainda exemplificou a superação do grupo falando do artilheiro da equipe na Libertadores, Jô. Com sete gols, um deles na partida final, o centroavante também pôde respirar aliviado com a conquista.

– O Jô voltou à Seleção e ganhou a Copa das Confederações, mostrando que nem sempre é o atleta que é o errado. Às vezes o extracampo faz com que um jogador possa não mostrar tudo em campo.

O camisa 10 ainda destacou a presença de Gilberto Silva no elenco. Os dois conquistaram juntos a Copa do Mundo de 2002 pela seleção brasileira.

– Eu e o Gilberto Silva, a gente colecionou algumas coisas na carreira. E, quando ele voltou para o Atlético-MG, falei “que bom”, porque, sempre que a gente se junta, levanta troféu. Deus abençoou a gente mais uma vez. É um dos companheiros mais inteligentes com quem joguei, sempre com palavras de sabedoria. É um prazer ter ele do meu lado – elogiou.

Ronaldinho agora faz parte do seleto grupo de jogadores que conquistaram torneios continentais tanto na Europa quanto na América do Sul. Ao lado de Dida, Cafu e Roque Júnior, ele se torna o quarto brasileiro a colecionar a Liga dos Campeões e a Taça Libertadores.

Jô e Ronaldinho Gaúcho Atlético-MG festa título Libertadores (Foto: Reuters)
Jô e Ronaldinho Gaúcho festejam juntos o título da Libertadores (Foto: Reuters)