Atlético Goianiense 0 x 3 Flamengo

O JOGO

FÁCIL, FÁCIL

A comemoração dos três gols deu o tom do momento do Flamengo: união. Everton, Leandro Damião e Rodinei, os artilheiros do 3 a 0 sobre o Atlético-GO, na noite deste sábado, no Serra Dourado, correram até o banco de reservas e fizeram questão de compartilhar o momento com os colegas e membros da comissão técnica. O resultado e a postura desta segunda rodada do Brasileirão amenizaram a recente eliminação na Libertadores.

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PANORAMA

Com o resultado, o time carioca assumiu temporariamente a liderança do campeonato nacional. Tem quatro pontos. Pode perder o posto no domingo. O Dragão, com duas derrotas, ainda não pontuou. É o lanterna. Os dois times voltam a se enfrentar na quarta-feira, igualmente em Goiânia, pela Copa do Brasil – empataram sem gols no Rio no primeiro jogo das oitavas de final.

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PRIMEIRO TEMPO

Com Pará, Ederson e Leandro Damião nas respectivas vagas de Rodinei, Berrío e Guerrero, o Fla não mudou apenas a escalação na comparação com a derrota de quarta-feira. A postura foi outra – facilitada também pela diferença de nível entre Atlético-GO e San Lorenzo, claro. A equipe carioca, porém, fez a sua parte e buscou o gol. Não deu campo ao rival e teve mais volume: 62% a 38% de posse de bola. Construiu a maior parte das jogadas pela esquerda, com Trauco. Foi o lateral quem cruzou para Damião dividir com Felipe. Na sobra, Everton abriu o placar. O time da casa pouco ameaçou e viveu de chutes de fora da área de Walter.

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SEGUNDO TEMPO

O panorama continuou o mesmo na etapa final. O Fla conseguiu ser mais efetivo. Logo aos cinco minutos, após lindo lançamento de Trauco, Arão deu assistência para Damião ampliar. Rodinei fez o terceiro, aos 19, após pressão do ataque, com duas ótimas defesas de Felipe. Aos 35 minutos, Vinicius Junior entrou no lugar de Ederson- Zé atendeu ao pedido da torcida. Em três minutos, finalizou pela primeira vez para defesa do goleiro adversário. Fez outra jogada de efeito com chute interceptado pela defesa. O Atlético-GO continuou lento e sem força ofensiva, um rival totalmente dominado.

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JOGADAÇA DE VINICIUS JUNIOR

Vinicius Junior entrou aos 35 minutos do segundo tempo. Em pouco tempo, fez uma jogada de efeito. Avança no meio de três e deu o drible da vaca em Bruno Pacheco. O chite cruzado foi afastado pela defesa.

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EDERSON E RODRIGO SILVA

No segundo jogo após dez meses de recuperação de lesão no joelho esquerdo, Ederson deu susto. Ele dividiu lance com Rodrigo Silva e os dois bateram cabeça. Ambos sofreram cortes no supercílio e precisaram levar pontos no intervalo. Voltaram para o segundo tempo normalmente.

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GUERRERO

O Flamengo divulgou a escalação oficial com Guerrero entre os titulares. Eram 17h49 (de Brasília). Porém, 19 minutos depois, anunciou que o centroavante não ficaria nem no banco de reservas por conta de desgaste físico.
– Depois do jogo de quarta-feira, o Paolo apresentou dores musculares, mas se colocou pronto, trouxemos ele na expectativa de que se recuperasse. Mas no aquecimento apontou cansaço, então, a gente resolveu poupar – explicou Zé Ricardo.

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Ponte Preta 1 x 0 Joinville

A três pontos do G-4, Ponte arranca vitória e mantém Joinville em perigo

Jogada de Rodinei pelo lado direito termina com desvio de zagueiro Guti contra as próprias redes. Macaca sonha com Libertadores, JEC corre risco de virar lanterna

Passou longe de uma partida brilhante, ainda mais por parte de um time que proporcionou vários bons momentos no Campeonato Brasileiro. Quem esperava um placar elástico se assustou quando o Joinville deu trabalho a Marcelo Lomba e mostrou condições de vencer no Moisés Lucarelli. Mas o acaso acompanha os que brigam lá em cima, bem como deixa na mãos os relegados à briga contra a queda. Em cruzamento de Rodinei e desvio da zaga, contra, a Ponte Preta garantiu o 1 a 0, que a mantém na disputa pelo G-4 e impede a reabilitação do JEC.

O único gol da noite tinha que sair dos pés de Rodinei. O lateral foi o jogador mais lúcido com a bola nos pés – Lomba e seu costume de fazer milagre com as mãos não conta – e criou a jogada decisiva em sua terceira subida ao ataque. Um prêmio à Macaca, que deixa para trás a derrota para o Atlético-MG e segue três pontos abaixo do G-4: 50 a 53 do São Paulo, quarto colocado.

Do ponto de vista catarinense, o gol da Ponte foi um tremendo castigo a um time que se propôs a dividir todas as bolas com a mesma disposição e teve chances para sair com um placar melhor. Anselmo, Marcelinho Paraíba, Diego, Edigar Junio: todos tiveram chance de dar os três pontos ao JEC, mas falharam na hora H. A equipe segue ameaçadíssima do rebaixamento, com 30 pontos e risco de cair para a lanterna. Basta o Vasco pontuar contra o Fluminense neste domingo.

A tabela reserva partidas complicadas para os dois na sequência do Brasileirão. No sábado, às 17h, a Macaca vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional, um dos postulantes ao G-4. O Joinville volta para casa, mas com uma imensa pedreira pela frente: recebe o Santos, mais um que sonha com Libertadores, domingo, às 18h. 

Rodinei Ponte Preta Joinville (Foto: Luciano Claudino / Agência Estado)
Rodinei comemora o gol que garantiu vitória da Macaca sobre o Joinville
(Foto: Luciano Claudino / Agência Estado)

O jogo

Ter mais posse de bola não valeu nada para a Ponte Preta no primeiro tempo. O time da casa até ameaçou assumir o controle da partida no início, em escapadas de Rodinei pela direita e Juninho, improvisado, do outro lado, mas faltou precisão. Gilson fez falta à Macaca, que murchou, coincidência ou não, quando o jogo ficou parado para atendimento a Felipe Azevedo.

O Joinville foi mais eficiente. No pouco tempo com a bola nos pés, criou duas ótimas oportunidades. Marcelinho Paraíba e Diego só não estragaram a noite dos pontepretanos porque Marcelo Lomba está acostumado a frustrar os atacantes. Frustração também foi a postura de alguns titulares da Macaca. Elton, Cristian e Borges não se encontraram em campo na primeira etapa.

Pouca coisa mudou para o segundo tempo. A bola continuou nos pés da Ponte, sem saber o que fazer com ela. Por sorte, Rodinei achou um espaço pela direita, cruzou e viu Guti desviar contra o próprio gol (a arbitragem confirmou gol contra na súmula publicada após a partida). Foi o único lance de perigo efetivo do time da casa.

Dentro das suas limitações, o Joinville deu trabalho. As alterações deram gás ao time, que saiu pouco do campo de ataque. Criou até uma jogada polêmica, em que os jogadores reclamam de pênalti no atacante Fernando Viana, mas quase nada que valesse melhor sorte. De bom, leva para casa a postura aguerrida, mas vai precisar de muito mais para escapar da queda. Assim como a Ponte terá que melhorar muito se o sonho é mesmo a Libertadores.

 

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