A nova moda do nome e sobrenome no futebol

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Terça-Feira Gorda de Carnaval – e são tantas e diferentes as explicações da sua gordura, que é melhor ficar numa só: Mardi Gras, Terça-Feira Gorda em francês, é o último dia permitido para comer tudo que tem vontade, antes do jejum quaresmal.

Dia que, por ser feriado, permite divagar por outros assuntos, igualmente intrigantes, mas que também devem ter explicações das mais lógicas para todos eles.

Antes, era comum no nosso futebol, se ouvir no rádio as jogadas de Didi, Garrincha, Belini, Mazola, Tostão, Vavá, Pepe, Gilmar, Gerson, Clodoaldo, Dino, Jairzinho, Zito, Tatá, Zico, Zózimo, Dudu, Zagalo, Felix, Rivellino, entre tantos tão simples assim, até chegar ao maior de todos, Pelé, ante outros, mas poucos, chamados Domingos da Guia ou seu filho Ademir da Guia, Nilton Santos, De Sordi, Carlos Alberto.

Hoje, verifica-se, nos gramados, que uma boa maioria resolveu fazer uso do nome e sobrenome, como Felipe Rodrigues, André Castro, Pedro Carmona, Gabriel Leite, Martin Silva, Gustavo Scarpa, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Rafael Sóbis, Felipe Melo, Michel Bastos, Marcos Rocha e Everton Souza, além de outros. Até no já aposentado Ronaldo inventaram um questionável “fenômeno”.

Nada que diminua ou aumente o tamanho da bola, mas que só fez crescer o trabalho dos narradores.

O número de palavras usadas em cada jogo, no mínimo, dobrou.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Willian Corrêa entrevista personalidades enquanto dirige seu próprio carro

Jair Magri/Divulgação

Willian Corrêa entrevista personalidades enquanto dirige seu próprio carro

Carona
Willian Corrêa, além do “Jornal da Cultura”, lançou um programa na internet, “Giro”, entrevistando personalidades enquanto dirige seu próprio carro a caminho de algum lugar.

Marco Antônio Villa, Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé e Mario Sergio Cortella, Rivellino e Flávio Galvão já passearam com ele. A ideia é bem bacana.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Rivellino é convidado para o “Tapas & Beijos”

Roberto Rivellino, comentarista do "Cartão Verde"

 

Roberto Rivellino, atualmente no “Cartão Verde” da TV Cultura, gravou participação especial na série “Tapas & Beijos”, da Globo.

Aparece como alguém que foi conselheiro do Djalma, Otávio Muller, quando ele era jogador de futebol… de botão.

O episódio ainda não tem data para exibição.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Comentário de futebol pela TV é pura enganação

Jair Magri/TV Cultura/Divulgação

Roberto Rivellino é o novo integrante do time de comentaristas do Cartão Verde

Roberto Rivellino é o novo integrante do time de comentaristas do Cartão Verde

 

Um assunto que sempre esteve em pauta no ano que passou foram as transmissões esportivas, especialmente o futebol, que apesar do avanço observado no aspecto técnico, deixaram em muitos momentos a desejar especialmente pela “distância regulamentar” que os seus profissionais passaram a observar do campo de jogo.

Dia desses, num jantar, conversando com dois treinadores da ativa, Muricy Ramalho e Cabralzinho, e ainda com um campeão mundial, Rivellino – que já foi comentarista e hoje participa do “Cartão Verde” da Cultura, procurei saber a opinião deles sobre isso. Todos condenam. Entendem que não é possível a ninguém, analisar um jogo, em todos os seus detalhes, limitado a uma tela de televisão.

Um campo de futebol, cujas medidas variam um pouco, mas ficam geralmente entre 75 metros de largura e 110 de comprimento, é ocupado por 22 jogadores, cada um com funções definidas. Para um técnico à beira do gramado, ou um narrador e comentarista em cabines muitos metros acima, é necessário ter essa visão de tudo. Qualquer coisa diferente disso é enganar o ouvinte ou telespectador.

Enfim, falar apenas sobre o movimento da bola acaba em algo que a imagem, no entender de todos, mostra melhor que qualquer palavra.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery