Renato Maurício Prado comenta que os nossos craques sumiram

A defesa alvinegra foi muito exigida, mas mostrou força, apesar dos gols sofridos

(Foto: Aldo Carneiro / PE Press)

Os gols da vitória por 2 x 1 foram anotados pelo zagueiro Diego Ivo e pelo meio-campista Nikão

(Foto: Christian Alekson/CearaSC.com)

A respeitada revista inglesa “FourFourTwo” divulgou ontem, como sempre faz em sua edição de dezembro, a lista dos 100 melhores jogadores do mundo. Apenas cinco brasileiros estão nela e Neymar, naturalmente, é o mais bem colocado, na décima quinta colocação. Os outros são Thiago Silva (29º), Oscar (58º), Marcelo (71º), Dante (77º) e Daniel Alves (95º).

Alguma surpresa? Alguma injustiça? Sinceramente, não vejo nada de anormal na relação pois, infelizmente, os craques desapareceram do nosso futebol. Num critério um pouco mais rigoroso, dá pra dizer que fora de série, mesmo, na acepção do termo, podemos classificar apenas Neymar. O resto é bom jogador (alguns poucos, ótimos, vá lá) e ponto final.

Peguemos, por exemplo, o eficiente time do Cruzeiro, com todos os méritos bicampeão brasileiro. Quem é craque no elenco de Marcelo Oliveira? Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart são bons jogadores, em excelente fase, nada além disso. E no São Paulo, vice-campeão, o que se vê são atletas que, atualmente, tem muito mais nome que futebol: Rogério Ceni, Luís Fabiano, Kaká (que acaba de sair) etc. Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato são bem dotados tecnicamente, mas o que vêm jogado justifica o termo craque? Pra mim, não. Ganso, talvez, ainda possa vir a ser um meio-campo excepcional. Por enquanto não passa de promessa, com altos e baixos. E tem a idade de Neymar — 22 anos.

A verdade é que, nas cidades grandes, sumiram os campinhos de pelada e os garotos bom de bola, invariavelmente, acabam procurando as escolinhas dos clubes para desenvolver o talento. E ali o que encontram? Os “professores” a gritar “pega, pega”, “marca, marca” e tome de bronca quando alguém tenta um lance individual e não tem sucesso.

Não é à toa que, exceção feita a Neymar e Oscar, quem são os outros brasileiros da lista? Laterais e zagueiros. Porque a filosofia reinante no nosso futebol agora é “proteger a casinha” e não levar gol. E tal máxima já começa nos fraldinhas, onde o lado lúdico e a diversão deveriam campear, mas o que há são campeonatos e mais campeonatos e cobrança por títulos. E ai do técnico que não os conquiste.

E, para garantir o emprego, tome de garoto fortão e alto. Características que, nessa idade, fazem diferença. Formar craques para o futuro? Ah, deixa pra lá. Isso é coisa de românticos e de poetas que vivem presos ao passado lembrando Pelé, Tostão, Garrincha, Gérson, Zico, Falcão, Rivelino, PC Caju etc.

Não foi outro o motivo dos 7 a 1. Os alemães, quem diria, trocaram a cintura dura pelo talento e acabaram uma vez mais campeões do mundo, goleando impiedosamente, em seu próprio país, a seleção que já foi um dia sinônimo de futebol arte.

Produto em extinção no Brasil, que vive agora das bolas paradas, dos incontáveis centros altos a esmo na área adversária e das “faltas táticas”, que enfeiam e interrompem seguidamente nossos jogos.

Cá entre nós, a “FourFourTwo” está coberta de razão. Acho até que foi generosa, pois incluir o Dante entre os 100, vamos convir…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 03/12/2014

O clã que une Brasil e Portugal

O clã que une Brasil e Portugal

© AFP

Portugal e Brasil são países irmãos. O lugar comum explica-se facilmente pela ligação histórica das duas nações, mas para poucos fará tanto sentido – e será tão sentido – como para Washington Alves. Nascido no pequeno município de Barão de Cocais, perto de Belo Horizonte, em 1947, o antigo defesa do Flamengo também fez carreira em Portugal e, agora, vai torcer pelo filho Bruno Alves na Copa do Mundo da FIFA.

Lincoln, Washington, Júlio César, Geraldo e Wilson. Dos nove filhos que dona Niza Alves teve em Minas Gerais, cinco tiveram direito a nomes presidenciais e se tornaram jogadores profissionais de futebol, numa história que, com uma tragédia pela meio, conheceu as cenas dos próximos capítulos em Portugal.

O mais velho, Lincoln, tinha 2,03 metros de altura, começou como ponta-de-lança e acabou por jogar em todas as posições do terreno. Menos alto do que o irmão, mas também muito forte fisicamente, Washington sempre foi um “beque duro”, como o próprio contou ao FIFA.com.

“No Brasil, sempre fui considerado um jogador violento, que sabia pouco de bola”, diz Wahsington aos risos. “Em relação aos jogadores da minha família, que eram todos excelentes tecnicamente, eu era um jogador de vontade. Sempre me pautei pela dureza”, lembra ele, que depois de deixar o Flamengo rumou a Portugal para jogar no Espinho, Varzim, Rio Ave, Vitória de Guimarães e Lusitânia de Lourosa.

Os três herdeiros
Nunca mais deixou Portugal e vive até hoje na Póvoa de Varzim, onde teve três filhos que, sem surpresa, seguiram os passos da família. Geraldo, de 33 anos, é central dos romenos do Petrolul, Bruno, de 32, atua no Fenerbahçe e Júlio Alves, de 22, é médio do Varzim e esteve em ação porPortugal na Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Colômbia 2011.

O próximo a pisar, pela segunda vez, o grande palco mundial vai ser Bruno Alves. Depois de ter jogado na África do Sul 2010, o central vai ser, muito provavelmente, uma das opções de Paulo Bento para a seleção portuguesa que vai disputar a Copa no Brasil. Um momento único para qualquer pai de jogador, mas ainda mais especial para Washington.

“É, estou bem ansioso. O Brasil foi a escolha certa para sediar a Copa: é um país jovem, em mutação, e nem vale a pena falar da paixão pelo futebol que existe lá. O Bruno tem todas as condições para brilhar no Brasil. Sempre odiou perder e nunca virou a cara à luta. Também não podia, porque eu fui seu treinador nas camadas jovens”, destaca o antigo central, antes de responder a uma perguntabem difícil: por quem vai torcer no Mundial de 2014?

“Vou torcer pelo país em que joga o meu filho. Se o Bruno for convocado, eu vou torcer, primeiro, porPortugal. Obviamente que não deixo de ser brasileiro, mas se estiver Portugal e Brasil na final, vou estar bastante tranquilo… puxarei pelo meu filho, mas a festa está garantida”, destaca, entre gargalhadas.

Falar do jogo decisivo do dia 13 de julho, até pode ser bem precipitado, mas Washington Alves tem experiência suficiente para saber que a Seleção e a equipa das Quinas têm chances de chegar ao Maracanã. “É um sonho realizável. Acredito no grupo que o treinador português está montando: é uma corrente, sem elos mais fracos. E penso o mesmo do Brasil. Gosto muito da forma como o Scolari prepara o seu grupo de trabalho, coesão e amizade”.

A genética, o ambiente e a tragédia
Com uma família com tantos e tão bons futebolistas, a outra questão obrigatória para Washington era saber de onde vem toda essa queda para o futebol. “Já fui indagado se o jeito para o futebol é genético ou produto do meio. Não sei se estarei dizendo uma atrocidade, mas julgo que o futebol é produto do meio. Vivi sempre numa zona em que tudo o que fosse mais ou menos circular era motivo para jogar. Uma laranja, caroço de abacate, bola de meia, tudo servia. E todos viravam futebolistas”.

É fácil perceber que Washington gosta de falar do passado, sobretudo do tempo glorioso do Flamengo, quando tinha por missão travar craques como Pelé, Garrincha e muitos outros. “Ao Pelé e oGarrincha só na falta mesmo, né? Eram impossíveis de travar”. Mas também há uma memória que magoa e muito.

Foi pela mão de Washington que o irmão caçula Geraldo chegou ao Flamengo com o rótulo de grande promessa do futebol brasileiro. “Eu o levei comigo para o Flamengo, precisamente na altura em que também chegava alguém chamado Zico, um supercraque que o mundo todo veio a conhecer. O Geraldo foi considerado, pela crítica, como um dos maiores jogadores da altura, a par de Gerson,Rivelino, Cerezo. Ele mostrou quem era e até chegou a ser chamado à seleção. Mas, depois, aconteceu o que aconteceu…”

Washington interrompe a história e é fácil perceber o porquê. A família Alves foi atingida pela tragédia em 1976. Durante uma operação de rotina às amígdalas, Geraldo sofreu choque anafilático causado pela anestesia e acabou por falecer, quando tinha apenas 22 anos.

O antigo zagueiro olha com saudade para a foto que guarda do irmão com a camisola do Flamengo ao lado do pai de ambos. Lembra, provavelmente, dos tempos que jogava futebol na rua ou no Flamengo ao lado do irmão, um passado que só fortalece esta história de gerações e que faz a ligação ao presente e à Copa do Mundo. Agora, cabe a Bruno Alves honrar a tradição da família e unir, mais uma vez, Portugal ao Brasil.

 

FIFA.com

Ein bewegender Augenblick

Ein bewegender Augenblick

© Getty Images

Oben auf dem Corcovado schien die Sonne, und der Ort hatte fast schon Symbolcharakter. Dort, an einem der höchsten Punkte von Rio de Janeiro, mit dem legendären Maracanã-Stadion am Horizont, startete die dritte FIFA World Cup™ Trophy Tour von Coca-Cola. Gaby Amarantes, Monobloco und David Correy lieferten die musikalische Untermalung mit dem Song “Todo Mundo” (Die ganze Welt). Fünf Weltmeister nahmen an der Zeremonie teil, die den Auftakt zur 267-tägigen Reise der Goldtrophäe bildete, die bis zu ihrer Rückkehr nach Brasilien im Jahr 2014 in 89 Ländern Station machen wird.

Das war für alle Anwesenden ein bewegender Augenblick. Zagallo erklärte, er fühle sich von der mit weit ausgebreiteten Armen über ihm thronenden Christusstatue “Cristo Redentor” gesegnet. Bebetoerinnerte sich an 1994 zurück und wiegte die Trophäe in seinen Armen wie bei dem historischen Torjubel nach seinem Treffer gegen die Niederlande, und Marcos strahlte über das ganze Gesicht.

Lesen Sie nachfolgend, was die ehemaligen Weltmeister im Gespräch mit FIFA.com zu dieser neuerlichen Begegnung mit dem FIFA WM-Pokal zu sagen hatten. Auf der nun beginnenden Trophy Tour werden Fans aus allen Ecken und Enden der Welt ebenfalls die Chance haben, die Trophäe hautnah zu erleben.

Zagallo, Weltmeister von 1958, 1962, 1970 und 1994
“Das war ein ganz wichtiger Anlass. Wir waren dort stellvertretend für die fünf Titel des brasilianischen Fussballs. Es war uns eine große Freude, bis zum Cristo Redentor zu gehen, der dort mit offenen Armen stand. Er gibt uns seinen Segen, damit Brasilien 2014 wieder Weltmeister wird.”

Amarildo, Weltmeister von 1962
“Das ist das Größte, was sich ein Profisportler wünschen kann. Brasilien muss all dies zu seinem Vorteil nutzen. Das ist der wichtigste Wettbewerb, den es im Fussball gibt, im eigenen Land. UndBrasilien hat mit der eigenen Bevölkerung noch eine Rechnung offen – die der WM 1950. Das ist ein Makel, auf dessen Auslöschung wir bis heute warten. Es ist sehr bewegend, die Trophäe in den Händen zu halten, denn nicht jeder hat das Privileg, den Pokal in die Höhe zu recken. Es gibt keine bewegendere Geste als die des Sportlers, der den Meisterpokal in die Höhe reckt. Das ist die schönste Geste, die größte, die ein Spieler in seiner Profilaufbahn erleben kann.”

Rivelino, Weltmeister von 1970
“Es ist fantastisch. Wenn man bedenkt, wie viele Fussballer es auf der ganzen Welt gibt, und wie viele davon diesen Pokal berührt haben, dann ist das eine winzige Minderheit. Ich hatte dieses Glück. Das kann man mit keinem Geld der Welt aufwiegen. Und nun bietet Coca-Cola die Chance, diesem Pokal ganz nah zu kommen. Er gehört nicht mir, aber er ruft in mir die Erinnerungen an 1970 wieder wach, an diesen wunderbaren Titelgewinn. Der Pokal lässt mir einen Schauer über den Rücken laufen. Das ist ein Gefühl, das nur wenige kennen.”

Bebeto, Weltmeister von 1994
“Ich konnte es einfach nicht lassen, den Pokal in meinen Armen zu wiegen wie ein Baby. Für mich war das ein sehr bewegender Augenblick. In meinem Kopf ist ein Film abgelaufen, ich habe mich an die Geburt meines Sohnes bei der WM erinnert, an das Tor, das ich gegen Holland erzielte. Deshalb habe ich mir den Pokal in die Arme gelegt. Ich habe mich zurückgesehnt! Ich habe ihn 1994 in die Höhe gereckt, und das war ein Gefühl, das sich mit Worten nicht beschreiben lässt. Wir träumen so sehr von diesem Pokal. Als Kind habe ich schon davon geträumt. Davon, diesen Pokal hochheben und mit derSeleção Geschichte schreiben zu können. Den Pokal jetzt wiederzusehen, war ein tolles Gefühl – wie das Wiedersehen mit einem Kind. Ich habe ihn in meinen Armen gewiegt. Das ist ein unbezahlbares Gefühl.”

Marcos, Weltmeister von 2002
“Das war ein wichtiges Ereignis in meinem Leben. Es ist der Höhepunkt. Man verlässt sein Elternhaus, denkt daran, Fussballspieler zu werden, heuert bei einer Mannschaft an – und wenn man dann die Chance hat, einen Pokal wie diesen in die Höhe zu recken, läuft im Kopf das ganze Leben noch einmal ab. Es war für mich sehr bewegend, den Pokal noch einmal zu sehen. Wir haben diesen Pokal gewonnen, ihn in die Höhe gereckt, gefeiert. Aber ich dachte, dass ich ihn nie wieder aus der Nähe sehen würde. Ihn jetzt noch einmal hochheben zu können, ruft diesen Augenblick im Jahr 2002 wieder in Erinnerung…Nicht nur wegen meines großen Augenblicks, sondern wegen all der großen Weltmeister, die ihn schon in die Höhe gereckt haben. Er ist durch die Hände der ‘Crème de la Crème’ des Fussballs gegangen. Er hat eine große Geschichte.”

FIFA.com

 

Do Maracanazo em diante

Do Maracanazo em diante

© Getty Images

 

O primeiro jogo disputado entre Brasil e Uruguai foi realizado no dia 12 de julho de 1916, em Buenos Aires, com uma vitória dos charruas por 2 a 1. E claro que toda rivalidade nos gramados se constrói com partida depois de partida.

 

Agora, sem menosprezar as diversas batalhas que estes dois países viveram em campo nos próximos 30 e poucos anos a partir deste marco, é impossível começar a falar deste clássico sul-americano sem pensar em outra data: 16 de julho de 1950.

 

Com mais um embate entre essas potências sul-americanas programado para esta quarta-feira, pela semifinal da Copa das Confederações da FIFA 2013, este é um bom momento para revisitar alguns episódios históricos do confronto, a começar não necessariamente pelo pontapé inicial, mas, sim, pelaconjuntura especial de fatores que resultou no evento conhecido como “Maracanazo”:

 

– 1950: Brasil 1 x 2 Uruguai – Copa do Mundo da FIFA
Se for justa a teoria de que todo grande campeão precisa passar por uma dura provação, um doloroso revés para se formar como tal, não há maior exemplo do que essa partida para comprová-la. A Seleção abriu o placar, levando 200 mil pessoas (ou mais?) no Maracanã ao delírio. Mas a Celeste brigaria e surpreenderia para vencer, numa sequência de fatos que eternizaria essa partida e alguns de seus principais personagens, como os uruguaios Alcides Ghiggia e Obdulio Varela, o goleiro Barbosa e – por que não? – o próprio estádio, recém-inaugurado. “Jamais vi em minha vida um povo tão triste quanto o brasileiro após aquela derrota”, é uma das frases de Ghiggia que fazem parte do léxico do futebol brasileiro desde então. Assim como: “Apenas três pessoas, com um único gesto, calaram um Maracanã com 200 mil pessoas: Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e eu”. Para ler mais sobre o jogo, clique no texto relacionado na coluna da direita, “Ensurdecidos pelo silêncio”.

 

– 1970: Brasil 3 x 1 Uruguai – Copa do Mundo da FIFA
Demorou para vir o troco, e, de qualquer forma, dificilmente qualquer jogo poderá ter um desfecho tão dramático que compense aquilo por que os brasileiros passaram em casa. Mas, 20 anos depois, brasileiros e uruguaios voltaram a se enfrentar em um Mundial. Aqui, novamente a torcida estava massivamente ao lado da Seleção. Mas a ação em campo se desenvolveria de modo contrário. A Celeste abriu o placar com Luis Cubilla aos 19 minutos, mas seu adversário não perderia  a compostura. Colocaram a bola no chão, tocaram e gastaram sua técnica para marcar três gols com Clodoaldo, Jairzinho e Rivelino. Nenhum desses lances, contudo, exemplificou melhor a revanche do que aquele em que Pelé deixou Ladislao Mazurkiewicz estirado no chão, na entrada da grande área, com um drible inacreditável, sem que tivesse o controle da bola. Seu chute acabou não encontrando o alvo, mas não tinha problema algum: naquele dia, não haveria silêncio algum do lado brasileiro.

 

– 1976: Brasil 2 x 1 Uruguai – Amistoso
Quer dizer, “amistoso”. O duelo era válido pela chamada Taça do Atlântico, com a partida de ida em Montevidéu. A volta ficou para o Maracanã, claro. Neste jogo, o conceito de rivalidade acaba sendo levado ao extremo pelos selecionados, quando um jovem Zico partiu com a bola dominada pelo centro do campo, fazendo uma fila. Até que o lateral Sérgio Ramirez decidiu pará-lo, de qualquer maneira: foi uma falta pesada que desencadeou uma batalha campal. Certamente, não o melhor exemplo de esportividade, quando o nível de tensão extrapolou a ação com a bola rolando, que evidenciou o quão acirrados podem ser os jogos entre os países.

 

– 1993: Brasil 2 x 0 Uruguai – Eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA
Também informalmente conhecido como “o jogo de Romário”. O atacante brilhava na Europa pelo Barcelona, mas estava distante da Seleção, devido a desentendimentos com a comissão técnica. Para um jogo decisivo contra o Uruguai – novamente no Maracanã, agora com mais de 100 mil pessoas –, com a vaga na Copa do Mundo de 1994 ainda por ser garantida na rodada final das eliminatórias, ele acabou chamado de volta. E foi para decidir, com uma atuação inesquecível. “Sabia que ia fazer coisas diferentes naquele jogo. Logo nos primeiros minutos, percebi que ia matar a pau”, disse o Baixinho, que anotou os dois gols da vitória, com lances que aliaram genialidade e explosão física. “Avisei que ia ser o melhor do jogo e que levaria o Brasil para a Copa.”

 

– 1995: Uruguai 1 (5) x (3) 1 Brasil – Copa América
O último grande triunfo da Celeste sobre seu rival, valendo o título do torneio continental – e, melhor, em casa, no estádio Centenário de Montevidéu. A Seleção havia eliminado a Argentina nas quartas de final, na disputa por pênaltis, e, depois, os Estados Unidos – um convidado raro. Já a Celeste passou por Bolívia e Colômbia, duas seleções que viviam grande fase. Na decisão, a terceira entre os dois vizinhos, mais uma partida bastante dura – Enzo Francescoli, por exemplo, terminou com o ombro deslocado e foi até o fim no sacrifício. O centroavante Túlio marcando primeiro para os brasileiros, mas o meio-campista Pablo Bengoechea empatou 21 minutos depois. Nos pênaltis, o próprio Túlio desperdiçaria sua cobrança, enquanto os uruguaios converteriam todos os seus cinco disparos.

 

FIFA.com

Tom Barros comenta investimentos que Roberto Cláudio fará no estádio Presidente Vargas

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O prefeito Roberto Cláudio confirmou que o gramado do PV será substituído e a drenagem modernizada, de acordo com as exigências da FIFA. Exorbitante exigência. Ora, vi no PV os mais famosos jogadores do Brasil: Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Bellini, Vavá, Orlando, Zico, Dinamite, Rivelino… Todos jogaram no PV e nada reclamaram, sendo na época o gramado e drenagem semelhantes aos de hoje. Será preciso mesmo gastar tanto dinheiro apenas para alguns treinos da Canarinho e de poucas seleções de fora? Claro que não. Uma despesa elevada e desnecessária. Mas, quando a FIFA quer, não pode ser contrariada. Então vamos gastar entre R$ 500 a R$ 600 mil… Quem pode, pode .

 

Coluna redigida pelo jornalista Tom Barros para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 26 de fevereiro de 2013