Band acaba com “Brasil Urgente” no Distrito Federal

Edição nacional do "Brasil Urgente" será apresentada em Brasília

 

A edição local do “Brasil Urgente” em Brasília chegou ao fim. O seu pessoal foi comunicado na manhã desta terça-feira (7) sobre o fim do programa e sete profissionais foram demitidos. A atração era comandado pelo jornalista Rimack Souto.

A extinção do informativo é consequência da grave crise enfrentada pela Bandeirantes, que vem fechando postos de trabalhos e tirando programas do ar em todas as suas praças.

A assessoria da emissora em São Paulo confirma o fim do “Brasil Urgente – Brasília” e informa que no seu lugar, a partir de hoje, será exibido a edição nacional, comandada por José Luiz Datena.

Crise na Band

A Band está em crise num país em crise. A situação dela é a mesma de muitas empresas, hoje obrigadas a se ajustar e a trabalhar em uma realidade diferente da que se praticava há um ou dois anos.

Dois aspectos, em especial na nossa área de atuação, chamam a atenção naquilo que diz diretamente a esta emissora. A rápida transformação de uma situação de segurança para outra de instabilidade absoluta é a primeira delas. Numa TV com um mínimo de planejamento não se pode anular quase que por completo o que 20 dias antes foi anunciado com pompa e circunstância  em uma festa. Isso é uma coisa.

A outra é que, por baixo, por baixo, a Band tem um lucro líquido assegurado de R$ 200 milhões/ano, só com o que é pago pelo R.R. Soares, mais o apurado pela cessão total de espaço do Canal 21 à Igreja Universal e o que as rádios sempre ofereceram.

Nenhuma outra televisão deve trabalhar, em cada exercício, com um número tão saudável como esse; então, como é que só ela, Band, tem adotado medidas tão radicais?

Recentemente, a emissora acabou com “Agora é Tarde”, comandado por Rafinha Bastos e rescindiu o contrato de Luiz Bacci, que voltou para Record.

Flávio Ricco com colaboração José Carlos Nery.