Santos 0 x 0 Flamengo

Ruim para ambos: goleiros vão bem e garantem 0 a 0 entre Santos e Fla

Resultado tira Peixe do G-4 e praticamente detona fio de esperança do rival pela Libertadores. R. Oliveira tem má atuação, e Guerrero começa no banco pela 1ª vez

Santos e Flamengo fizeram um jogo disputado na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas o 0 a 0 decepcionou e foi ruim para os dois lados. Os times até conseguiram criar algumas jogadas, só que pararam em Vanderlei e Paulo Victor, que fizeram importantes defesas. O empate tirou o Peixe do G-4 e praticamente detonou o fiozinho de esperança rubro-negro pela vaga na Libertadores do próximo ano.

O Santos perdeu a quarta posição do Brasileirão para o São Paulo e agora aparece em quinto, com 55 pontos, fora da zona de classificação para o torneio sul-americano. A equipe de Dorival Júnior volta a campo no domingo, às 19h30, contra o Coritiba, no Couto Pereira. O Flamengo chegou a 48 pontos e permanece na 11ª posição da tabela. O clube da Gávea enfrenta a Ponte Preta também no domingo, às 18h, no Mané Garrincha – vendeu o mando para Brasília.

Santos x Flamengo, Vila Belmiro Campeonato Brasileiro 2015 (Foto: FLAVIO HOPP/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Ricardo Oliveira entre os zagueiros do Fla
(Foto: FLAVIO HOPP/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

O Santos teve mais posse de bola no primeiro tempo, mas quem teve as melhores oportunidades foi o Flamengo. O time carioca foi perigoso, com destaque para as jogadas criadas por Gabriel, mas parou em algumas boas defesas do goleiro Vanderlei. O Peixe melhorou na volta para a segunda etapa e passou a atacar mais o rival, tanto que forçou Paulo Victor a trabalhar bem. O Rubro-Negro ainda teve chances no fim com Guerrero e Canteros, mas novamente foi parado pelo camisa 1 santista. O time de Oswaldo de Oliveira perdeu Jorge por expulsão e atuou com 10 jogadores nos minutos finais.

No duelo de atacantes de peso, Ricardo Oliveira não teve boa atuação em sua volta da seleção brasileira. O artilheiro do Campeonato Brasileiro com 20 gols esteve sumido em campo, participou muito pouco da partida e ainda errou vários passes, não conseguindo dar sequência às jogadas de ataque do Santos.

Guerrero, por sua vez, começou no banco pela primeira vez em 17 jogos pelo Fla. A decisão foi tomada após conversa com a comissão técnica. Dois dias antes, ele havia atuado 90 minutos pelo Peru contra o Brasil. Na Vila, o camisa 9 entrou aos 19 minutos do segundo tempo no lugar de Kayke. Teve uma chance no fim, mas viu Vanderlei sair rápido do gol para afastar o perigo.

 

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Santos 2 x 1 Palmeiras

Em prévia de decisão, Santos derrota Palmeiras e derruba São Paulo do G-4

Na Vila Belmiro, palco da primeira final da Copa do Brasil, o time treinado por Dorival Júnior venceu por 2 a 1, e retomou a quarta colocação do Campeonato Brasileiro

Durou 24 horas a ausência do Santos no G-4. Na tarde deste domingo, a equipe derrotou o Palmeiras por 2 a 1 – poderia ter sido mais –, na Vila Belmiro, e retomou a quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Thiago Maia e Ricardo Oliveira anotaram os gols alvinegros no duelo entre os times que, neste mesmo local, farão no fim do mês a primeira final da Copa do Brasil. Dudu foi quem descontou, depois de muitas chances perdidas pelos donos da casa.

O triunfo deixa o Peixe com os mesmos 53 pontos do São Paulo (que entrou momentaneamente na faixa de classificação para a Taça Libertadores no sábado), mas em vantagem no saldo de gols. O Verdão permanece com 48, agora em nono, e se vê mais distante de uma vaga no torneio por meio da competição de pontos corridos. Ambos voltam a campo daqui a uma semana. O Santos visita o Joinville, no mesmo dia em que o Palmeiras recebe o Vasco.

Neste domingo, as equipes iniciaram o confronto de modo duro e faltoso, até por conta do gramado molhado. Debaixo de muita chuva, alguns escorregões e excessos se tornaram inevitáveis. Como na primeira finalização da partida, de Lucas Barrios, que caiu e mandou a bola pela linha de fundo. Na sequência, o Santos respondeu com um cabeceio para fora.

Santos x Palmeiras Thiago Maia (Foto: Marcos Ribolli)
Santos teve muito mais oportunidades, mas viu o jogo ficar difícil no segundo tempo do clássico (Foto: Marcos Ribolli)

Nos raros momentos em que as marcações levavam a pior, os ataques não finalizavam bem as jogadas. Por isso, chamou mais atenção um princípio de confusão causado por um carrinho de Zé Roberto, que recebeu cartão amarelo aos 23 minutos após acertar o tornozelo de Gabriel.

Três minutos depois, o placar foi aberto. Bem acompanhado até então, Lucas Lima atraiu a marcação dupla do volante Matheus Sales e do lateral-direito Lucas (substituído mais tarde por indisposição) e abriu a possibilidade de Zeca avançar com liberdade pela esquerda. Com espaço de sobra, o ambidestro santista cruzou de esquerda para Thiago Maia, livre, estufar a rede.

Palmeiras se salvou de goleada, mas descontou com Dudu e, por pouco, não empatou o jogo na Vila Belmiro

O Palmeiras se lançou mais ao ataque em busca do empate, mas, nas duas oportunidades mais claras, Robinho errou a pontaria. O castigo quase veio aos 47 minutos. Gabriel chegou a deixar Fernando Prass no chão, porém Vitor Hugo evitou o gol com a perna direita. No rebote, o atacante santista falhou de novo ao chutar a bola na rede, por fora.

O gol perdido, a princípio, não faria falta. Passados três minutos do intervalo, Gabriel deu sua contribuição com assistência perfeita para Ricardo Oliveira, na segunda trave. Ele recebeu passe na ponta direita, carregou a bola e cruzou na cabeça do artilheiro, que enganou a marcação do zagueiro Jackson, vazou o goleiro Fernando Prass e ampliou a vantagem.

Perdendo por dois de diferença, o Palmeiras foi para cima, a qualquer custo, atrás de resultado menos pior. O custo foi quase ter sofrido uma goleada, o que não ocorreu porque o Santos desperdiçou incontáveis contra-ataques, por impedimento, preciosismo ou defesas de Fernando Prass. Até que, aos 29 minutos, Dudu diminuiu com ajuda de um desvio nas costas de Daniel Guedes. Ele próprio poderia ter empatado, mas escorregou cara a cara com Vanderlei, aos 38 minutos, e viu a reação parar por aí. Até porque Cristaldo foi expulso no fim.

 

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Copa do Brasil 2015 – Santos 3 x 1 São Paulo

Santos passeia, vence o São Paulo de novo, e enfrentará o Palmeiras na final

Com massacre no início, três gols em 23 minutos e um adversário completamente perdido, Peixe mantém sequência na Vila e chega à mais uma decisão na temporada

Como se enfrentasse um time de crianças, o Santos passeou na Vila Belmiro. Venceu o São Paulo com a maior facilidade por 3 a 1 e confirmou o que já se sabia desde a quarta-feira passada, quando fez o mesmo placar no Morumbi: está na final da Copa do Brasil. O adversário será o Palmeiras, que eliminou o Fluminense nos pênaltis. O confronto dos dias 25 de novembro e 2 de dezembro repetirá a decisão do último Paulistão, que teve o Peixe campeão.

Em 23 minutos, o placar agregado apontava 6 a 1 para o Santos. Uma vantagem que talvez ainda seja pequena para retratar a diferença de intensidade, concentração, disposição e capacidade de decisão entre os dois times, sem falar na escalação suicida do São Paulo, com Michel Bastos, Ganso, Alexandre Pato, Alan Kardec, Luis Fabiano e nenhuma organização.

Em vez de optar pela acomodação da primeira vitória, a equipe treinada por Dorival Júnior pressionou desde o início no campo de ataque. Em 40 segundos, criou uma chance. Os gols, dois de Ricardo Oliveira e um de Marquinhos Gabriel, saíram sempre em saídas rápidas para o campo de ataque e finalizações precisas. Registre-se: houve falta de Lucas Lima em Ganso no início do lance que terminou num golaço de Marquinhos Gabriel.

Com seu erro escancarado, Doriva tirou Luis Fabiano, com cartão amarelo, e preencheu espaço no meio com Wesley. A única coisa a ganhar, àquela altura, era o mínimo de dignidade.

O São Paulo voltou para o segundo tempo com Denis no lugar de Rogério Ceni, que, logo no início, em dividida com Lucas Lima, chutou o chão e sentiu o tornozelo direito. O Santos voltou com a ordem de Dorival Júnior para não relaxar.

A ordem não foi cumprida. Tanto que Michel Bastos diminuiu em chute de pé esquerdo, de longe, pouco depois de acertar a trave em lance idêntico. O jogo se encaminhou até a 14ª vitória consecutiva do Santos na Vila Belmiro: 100% de aproveitamento com Dorival.

 

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Copa do Brasil 2015 – São Paulo 1 x 3 Santos

Com falta de luz e dilúvio, Santos bate São Paulo por 3 a 1 e fica perto da final

Em semifinal marcada por escuridão e gramado alagado, Peixe aproveita todas as chances contra Tricolor especialista em perder gols: vaga na decisão muito próxima

Com 40 segundos, acabou a luz. 22 minutos depois o jogo recomeçou. A garoa virou chuva, tempestade, dilúvio… Gabriel abriu o placar com o campo ainda seco. Pato empatou já com bastante água. O intervalo durou o tempo necessário para o gramado alagado voltar a ficar habitável. No início do segundo tempo, num piscar de olhos do São Paulo, o Santos fez dois gols, decidiu a partida e, praticamente, o confronto da semifinal com a vitória por 3 a 1 no Morumbi.

Na semana que vem, o Tricolor terá de vencer por três gols de vantagem na Vila Belmiro, onde o Peixe tem 100% de aproveitamento em 13 jogos sob o comando de Dorival Júnior.

 

Dentro de todas as variáveis do jogo, pode-se resumir o resultado em: o São Paulo perdeu gols, o Santos não. Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel botaram a bola pra dentro em todas as oportunidades que tiveram. Do outro lado, Ganso, Luis Fabiano e Alan Kardec desperdiçaram chances e mais chances. A crueldade do placar reflete o ano tricolor, cheio de trapalhadas dentro e fora de campo, e a enorme competência alvinegra em fazer gols. Vitória é gol.

Gabriel aproveitou vacilo defensivo, se projetou e recebeu belo passe de Daniel Guedes antes de tocar na saída de Rogério Ceni. O gol de empate foi belíssimo pelo domínio e finalização de Pato, nas costas de Daniel. A melhor chance do primeiro tempo caiu nos pés de Ganso, que dominou e, sem noção de espaço, chutou muito mal, cara a cara com Vanderlei.

No primeiro minuto da etapa final, Ricardo Oliveira fez mais um gol, o 34º na temporada, ao girar e bater rasteiro. A bola passou pela infinidade de pernas que estavam na área e morreu no gol. Logo depois, Lucas Lima cruzou e Marquinhos Gabriel cabeceou no cantinho de Rogério Ceni.

O festival de chances perdidas pelo Tricolor terminou com Kardec, completamente sozinho na área, cabeceando para fora, e teve o Santos como coadjuvante, tranquilo com a enorme vantagem, à espera do apito final. O Peixe poderá perder por dois gols de diferença na próxima quarta-feira, e ainda assim estará na decisão contra Palmeiras ou Fluminense, que jogarão na capital paulista com os cariocas em vantagem por terem vencido por 2 a 1 no Rio.

São Paulo x Santos apagão (Foto: Marcos Ribolli)
Rogério Ceni e Thiago Mendes tentam se manter aquecidos durante apagão: celulares acesos na torcida (Foto: Marcos Ribolli)
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Santos 3 x 1 Goiás

Santos espanta preguiça, põe blitz em prática e faz 3 a 1 no Goiás na Vila

Ricardo Oliveira, duas vezes, e Werley fazem os gols do Peixe na tarde deste domingo, na partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro

Os cerca de 18ºC, a chuva fina e o fim de tarde de domingo eram ingredientes perfeitos para um filme debaixo do edredom, mas na Vila Belmiro teve mais: pressão, golaço e bom futebol. Em apenas 14 minutos, o Santos fez dois dos três gols da vitória por 3 a 1 sobre o Goiás e praticamente definiu o resultado final do confronto, dominando completamente o adversário até o intervalo.

A superioridade do Peixe ficou nítida principalmente no primeiro tempo da partida, válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando Vanderlei não precisou trabalhar. No ataque, Lucas Lima ditou o ritmo, e Ricardo Oliveira, duas vezes, e Werley fizeram os gols do Alvinegro. O Goiás reagiu no segundo tempo, com David, e até criou outras oportunidades em contra-ataques, mas não teve força suficiente para buscar o empate.

Com o resultado positivo, o Santos segue em quarto lugar, no G-4 do Brasileirão, com 49 pontos ganhos, um a mais do que o Palmeiras, quinto colocado. O Goiás, em contrapartida, fica na zona de rebaixamento, com 31 pontos, em 18º lugar.

Após passar pelo Goiás, o Santos muda o foco para a Copa do Brasil. Na quarta-feira, enfrenta o São Paulo, no Morumbi, às 22h (de Brasília), pelo jogo de ida da semifinal da competição. Já o Goiás terá a semana livre para treinar para a partida contra o Cruzeiro, no próximo domingo, às 18h (de Brasília), no Serra Dourada, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Lucas Lima e Ricardo Oliveira Santos x Goiás (Foto: Estadão Conteúdo)
Lucas Lima e Ricardo Oliveira comemoram um dos gols do Santos (Foto: Estadão Conteúdo)

O jogo

Apesar do baixo público (6.198 pagantes), o Santos mostrou mais uma vez que na Vila Belmiro é ele quem manda, principalmente com Dorival Júnior – já são 13 vitórias em 13 jogos. Contra o Goiás, precisou de apenas 14 minutos para fazer 2 a 0 e praticamente matar o jogo. Com Lucas Lima, Renato e Ricardo Oliveira (autor de um golaço, após jogada com Marquinhos Gabriel) inspirados, o Peixe não deu chances ao adversário no primeiro tempo. O goleiro Vanderlei, inclusive, pôde assistir à etapa inicial sem fazer uma defesa sequer – só trabalhou com os pés quando foi exigido pelos companheiros.

Depois do intervalo, o Goiás voltou melhor, tanto que David diminuiu o placar nos primeiros minutos. O Santos, apesar de estar à frente, não diminuiu o ritmo e seguiu indo ao ataque com os dois laterais e os volantes, deixando espaço para o adversário contra-atacar. O Alviverde até utilizou bem os espaços, mas não conseguiu converter as jogadas em gols e viu o Peixe administrar a vantagem até o apito final.

 

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Renato Maurício Prado comenta Brasil 3 x 1 Venezuela

Nada poderia ser mais favorável à seleção brasileira, que já começava a viver um clima de crise, após a derrota na primeira rodada das eliminatórias. Um rival fraquíssimo (tradicional freguês de caderno), jogo em casa e o placar aberto aos 36 segundos de bola rolando, num gol de Willian (o melhor em campo e autor, também do segundo gol, ainda no primeiro tempo). O lance contou também com a valiosa colaboração do goleiro venezuelano Baroja, que chegou a tocar na bola mas, com as mãos frouxas, mas a deixou passar para o fundo da rede.

A partir daí, com uma vantagem conseguida tão cedo, o Brasil teve tranquilidade suficiente para comandar a partida e, mesmo sem realizar nada de empolgante, chegou à vitória justa, por 3 a 1, com direito a um pequeno susto, no segundo tempo, quando a Venezuela diminuiu para 2 a 1 e chegou a dar a impressão de que poderia reagir.

Pouco depois, entretanto, Ricardo Oliveira (escalado desde o início, como titular) fez o terceiro gol brasileiro e esfriou a reação, garantindo os três pontos e a calma, pelo menos até a próxima rodada – quando a equipe de Dunga enfrentará a Argentina, na casa dos rivais. Detalhe: após duas rodadas, os argentinos têm apenas um ponto,  conquistado esta noite, num empate em 0 a 0, com os paraguaios, no Defensores del Chaco.

A se destacar na vitória brasileira, além de Willian (autor de dois gols), a boa entrada de Lucas Lima, que substituiu Oscar, uma vez mais apagado, e deu nova vida ao meio-campo, no segundo tempo; a atuação de Ricardo Oliveira (que, além do gol, movimentou-se bem como peão e teve uma outra ótima oportundiade), e a personalidade de Filipe Luís (escalado em lugar de Marcelo), que foi eficiente na defesa e muito ativo no apoio ao ataque, participando de vários bons lances, inclusive o que originou o segundo gol.

De resto, uma surpresa, na barração de Jefferson por Allison (o goleiro do Internacional não teve culpa no gol, mas se mostrou inseguro, principalmente nas saídas de gol, nas bolas altas) e uma constatação preocupante: a zaga do Brasil parece até a do Flamengo: não ganha uma pelo alto…

Agora, é esperar a terceira rodada, diante do teoricamente oponente mais forte (ainda que provavelmente sem Messi), mas com o reforço de Neymar.

Ainda não dá para fazer uma diagnóstico definitivo deste time de Dunga – que segue em formação e precisando de testes mais fortes.

 

Renato Maurício Prado – 0 GLOBO – 14 de outubro de 2015

Santos 4 x 0 Atlético Mineiro

Ataque brilha, e Santos goleia o vice-líder Atlético-MG na Vila Belmiro

Peixe mostra força ofensiva e volta a encostar no G-4 com bela atuação diante do Galo. Time mineiro mantém distância para o Corinthians, mas vê Grêmio chegar

A derrota para a Ponte Preta no último domingo quebrou uma série de 13 jogos de invencibilidade do Santos. Na mesma oportunidade, o Atlético-MG viu a distância para o Corinthians aumentar após empate com o Cruzeiro. No encontro de alvinegros nesta quarta-feira, o Peixe deu show: com gols de Gabriel (dois), Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, goleou o Galo por 4 a 0 e ficou novamente a um ponto do G-4 do Brasileirão.

O ataque santista protagonizou o duelo. Lucas Lima foi o garçom da noite, criando as jogadas para dois dos quatro gols do Peixe. Por outro lado, a defesa atleticana teve uma atuação a ser esquecida: deu liberdade para os donos da casa e teve influência direta no resultado.

O Peixe chegou aos 40 pontos e subiu para a sétima colocação do Brasileirão. Agora, torce contra  São Paulo e Flamengo, que jogam nesta quinta, para permitir que a distância para o G-4 continue em um ponto.

Já o Galo segue com 49 pontos: se por um lado o time mineiro pode comemorar a derrota do Corinthians para o Internacional no Beira-Rio, por outro viu o Grêmio chegar aos 48 e encostar na disputa pela vice-liderança do torneio.

Após vencer o segundo colocado, o Santos agora volta a campo contra o líder Corinthians, no próximo domingo, às 11h (horário de Brasília), na arena de Itaquera. Já o Atlético-MG encara o Flamengo, no mesmo dia, às 16h, no Independência.

O jogo

No duelo de dois dos ataques mais fortes do Brasileirão, ironicamente, os 10 primeiros minutos reservaram inacreditáveis gols perdidos de ambos os lados: Gabriel, pelo Santos, recebeu dentro da pequena área, sem goleiro, e mandou por cima do travessão; Carlos, pelo Atlético-MG, recebeu cruzamento e desviou, cara a cara com Vanderlei, para fora.

Depois de começar tentando pressionar o Galo, o Santos passou a esperar o adversário em seu campo de defesa. O objetivo do Peixe era apostar nos contra-ataques. E começou a dar certo. Enquanto o Atlético-MG tentava tocar a bola, o Alvinegro abriu o placar com Gabriel, que se redimiu após chances perdidas.

O domínio santista foi ampliado no segundo tempo. Sob a batuta de Lucas Lima, os donos da casa criaram, pressionaram e neutralizaram o jogo do Atlético-MG: foram 35 desarmes, contra 15 do Galo. Mesmo dominando a posse de bola, os visitantes esbarravam nos próprios erros.

Não demorou até que Gabriel ficasse novamente na cara do gol: em jogada iniciada no campo de defesa, Lucas Lima deixou o atacante às costas da zaga atleticana. Cara a cara com Victor, que ainda tentou sair do gol, ele apenas empurrou para a rede, com categoria.

Para coroar uma grande noite para o setor ofensivo do Peixe, faltava o do artilheiro do Brasileirão. Em mais um vacilo da defesa do Galo, que errou na saída de bola, Ricardo Oliveira tabelou com Lucas Lima e tocou para a trave vazia. O máximo que o Atlético atingiu foi o travessão, com Leonardo Silva.

E ainda deu tempo de mais um belo gol do Santos: Marquinhos Gabriel recebeu do estreante Vitor Bueno na entrada da área, limpou a marcação de dois jogadores e bateu na saída de Victor.

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Santos 3 x 0 São Paulo

Santos bate São Paulo com facilidade na Vila Belmiro e encosta no G-4

Com gols de David Braz, Rafael Longuine e Ricardo Oliveira, Peixe vence o clássico e fica a um ponto da zona da Libertadores. Tricolor segue em quarto, mas pode cair

A paquera com o G-4 está ficando séria. Tem tudo, aliás, para virar namoro. E chance até de casamento. Quem sabe? Após sofrer com a zona de rebaixamento no começo do Brasileirão, o Santos renasceu nas mãos de Dorival Júnior. A vitória fácil sobre o São Paulo, por 3 a 0, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, é a prova disso. Sob o comando do técnico, o Peixe pulou 17ª para a sexta colocação, com 37 pontos, um a menos que o Tricolor, o quarto colocado.

O São Paulo, por sua vez, esteve irreconhecível, se levada em consideração a boa atuação no sábado passado, na vitória por 2 a 0 sobre o Internacional. Esboçou rapidamente uma pressão sobre o Santos, mas não foi efetivo. Errou passes em demasia, deixou o Santos jogar e sofreu gols facilmente. David Braz, Rafael Longuine e Ricardo Oliveira marcaram. Com 38 pontos, o time de Osorio segue no G-4, mas pode sair após o complemento da rodada na quinta-feira.

Na próxima rodada do Brasileirão, Santos e São Paulo voltam a campo no domingo. O Peixe vai ate Campinas encarar a Ponte Preta, às 11h, no Moisés Lucarelli. E o Tricolor joga mais uma vez fora de casa. Encara o Grêmio, às 16h, em Porto Alegre.

santos x são paulo david braz (Foto: Levi Bianco/Brasil Photo Press/Estadão Conteúdo)

O jogo

Logo no primeiro minuto do clássico, o Santos bobeou na saída e deu a bola de presente para o São Paulo. Ganso, então, lançou Rogério. O atacante chutou forte de fora da área e assustou o goleiro Vanderlei. O lance animou o Tricolor. A equipe da capital partiu para cima, esboçou uma pressão forte nos primeiros 15 minutos, mas sucumbiu aos erros de passe.

Erros que foram fatais. Mesmo sem apresentar um futebol tão expressivo, o Santos fez dois gols. Primeiro com David Braz, aos 31 minutos, após cobrança de falta de Zeca. O zagueiro do Peixe subiu livre de marcação para desviar. Aos 43, Edson Silva errou ao afastar a bola, Reinaldo errou ao perder a bola, e Rafael Longuine chutou cruzado, sem chance para Renan Ribeiro.

Na tentativa de deixar o time mais solto, Juan Carlos Osorio mandou a campo Wesley e Michel Bastos nos lugares de Hudson e Wilder. Mas não deu nem tempo de ver se ia dar certo. Aos seis minutos do segundo tempo, Victor Ferraz cruzou, e Ricardo Oliveira completou da pequena área. O gol selou a vitória do Peixe e acabou com qualquer chance de reação do rival.

Mais do que isso: o Santos controlou o jogo com cadência, sem se esforçar muito. Esperou o tempo passar para comemorar a vitória. E o São Paulo? Nada fez. Uma atuação para esquecer.

santos x são paulo rogério (Foto: Levi Bianco/Brasil Photo Press/Estadão Conteúdo)

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Sport 0 x 0 Santos

Com gol impedido de Ricardo Oliveira, Sport e Santos só empatam na Ilha

Resultado deixa Rubro-negro e Peixe intactos na tabela de classificação. O Leão chegou aos 33 pontos e segue em 10º. Agora com 34, Alvinegro fica com o 8º.

Sport e Santos chegaram para o jogo da noite deste domingo, válido pela 23ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, em situações opostas. O Leão não vencia há oito jogos. Já o Peixe, não sabia o que era perder pelo mesmo período. E depois de 90 minutos muito disputados, mantiveram a o retrospecto no empate em 1 a 1 que contou com um gol impedido do atacante Ricardo Oliveira, ainda no primeiro tempo. André empatou para o Sport, que tentou a virada até o final, mas não conseguiu furar a retranca santista.

O resultado deixa Sport e Santos intactos na tabela de classificação da Série A. O Leão chegou aos 33 pontos e se manteve em 10º. Já o Santos, agora com 34 pontos, é o 8º. Na próxima rodada, o Rubro-negro deixa o Recife para mais uma tentativa de vencer a sua primeira partida fora de casa. Vai até Goiânia, onde enfrenta o Goiás, na quinta-feira. Já o Peixe, tem uma difícil missão. Recebe o São Paulo, na quarta-feira.

Sport e Santos (Foto: Aldo Carneiro (Pernambuco/Press))
Sport e Santos empatem em jogo equilibrado (Foto: Aldo Carneiro (Pernambuco/Press))

O Sport começou o jogo tentando pressionar o Santos, mas não conseguia finalizar. Enquanto isso, o Peixe tinha toda tranquilidade para marcar, esperar um erro e contra-atacar. E foi num contra-ataque desses que Ricardo Oliveira chutou forte e obrigou Danilo Fernandes a mandar para escanteio. Na cobrança, ele, em posição de impedimento, aproveitou o rebote do goleiro para abrir o placar, aos 20 minutos. Com o Sport sem tanta força ofensiva, Eduardo Baptista mandou o meia Régis para o jogo no lugar do volante Wendel. E bastaram dois minutos na nova formação para que André empatasse, aos 26. O Leão seguiu pressionando, mas não conseguiu marcar mais na primeira etapa.

Santos e Sport mostraram no começo segundo tempo o motivo de estarem com números tão parecidos na tabela de classificação da Série A. Com marcações ajustadas, coube aos dois times arriscar de fora da área. Gabriel e Longuine quase marcaram para o Peixe e Régis e André para o Leão. Numa das poucas jogadas trabalhadas do Sport, André acertou o travessão de Vanderlei depois de receber belo passe de Régis. O Santos respondeu dois minutos depois com Ricardo Oliveira, que saiu na cara de Danilo Fernandes e parou no goleiro rubro-negro. O Sport pressionou muito no fim do segundo tempo, mas não furou o bloqueio santista.

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Santos 3 x 1 Chapecoense

Santos faz 3 a 1 na Chapecoense e, com 3ª vitória seguida, cola no G-4

Com dois gols de Ricardo Oliveira, Peixe fica a três pontos do quarto colocado do Campeonato Brasileiro. Contando a Copa do Brasil, já são 11 jogos sem perder

“Ricardo Oliveira é meu pastor, nada me faltará”… É assim que a torcida do Santos aclama seu atacante, artilheiro do Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, faltou ele fazer um gol de pênalti, o que foi compensado com dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Chapecoense.

A terceira vitória seguida fez o Peixe colar no G-4 da competição, que classifica para a Libertadores: agora está a três pontos do Atlético-PR, quarto colocado. Contando a Copa do Brasil, já são 11 jogos sem perder. A Chape, com a terceira derrota acumulada no segundo turno, manteve-se na parte intermediária da tabela.

Santos x Chapecoense Ricardo Oliveira (Foto: Ricardo Saibun/Agif/Estadão Conteúdo)

Ricardo Oliveira festeja o primeiro de seus dois gols na Vila nesta quinta-feira

(Foto: Ricardo Saibun/Agif/Estadão Conteúdo)

A Vila recebeu 8.047 pagantes, com renda de R$ 180.920,00. No domingo, pela 23ª rodada da competição nacional, a Chapecoense recebe a Ponte Preta na Arena Condá, às 11h. Já o Santos visita o Sport na Ilha do Retiro, às 18h30.

O jogo

O primeiro tempo foi todo do Santos. Melhor: de Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira. A dupla começou a funcionar aos 4 minutos, quando o substituto de Lucas Lima, que está na seleção brasileira, cruzou para o artilheiro do campeonato desviar de cabeça para fora. E teve mais…

Aos 15, Marquinhos Gabriel lançou na área para Ricardo Oliveira fazer, em um chute de primeira de perna esquerda, seu 13º gol no Brasileirão: Peixe 1 a 0. Aos 19, o atacante cavou um pênalti, mas perdeu a cobrança, defendida por Danilo – foi o quarto erro dele em nove penalidades no ano. Aos 42, ele deu um passe para o meia completar de voleio – a bola raspou a trave adversária.

No intervalo, Vinícius Eutrópio, técnico da Chapecoense, colocou os meias Camilo e Cléber Santana para tentar equilibrar as ações no setor de criação. Na volta do jogo, até que deu certo, mas durou pouco. Aos 12, Dorival Júnior também congestionou o meio de campo, colocando Léo Cittadini. No minuto seguinte, Geuvânio, também de canhota, de fora da área, colocou a bola no ângulo esquerdo de Danilo: Peixe 2 a 0.

Aos 30 minutos, Ricardo Oliveira voltou a brilhar, completando de cabeça um cruzamento de Zeca: Peixe 3 a 0. Foi o 14º gol do artilheiro do Brasileiro. Aos 38, Neto diminuiu para a Chape.

 

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