Renato Maurício Prado pede demissão do Fox Sports

Renato Maurício Prado pediu demissão do Fox Sports

O jornalista Renato Maurício Prado não pertence mais aos quadros do canal Fox Sports. Ele pediu demissão na manhã desta segunda-feira e seu contrato iria até novembro.

Renato comandava o programa “A Última Palavra” aos domingos, que seguirá na grade do canal mas sofrerá uma reformulação.

Ele chegou ao Fox Sports em 2012, após passagem pelo Sportv, onde se desentendeu com Galvão Bueno numa transmissão de Olimpíada e acabou deixando o canal campeão.

O canal Fox Sports confirmou a saída de Renato Maurício Prado e as partes irão se manifestar ainda hoje por meio de uma nota conjunta.

Segundo se informa, ele ficou contrariado por não ter sido credenciado para a cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Porém, como motivo particular para o desligamento, a informação que está morando fora do Rio, em Itaipava, inclusive reformando um imóvel, e que o deslocamento para a Barra estava sendo muito cansativo.

Mesmo desligado do canal Prado vai receber normalmente até o encerramento de seu contrato.

Em uma rede social, Renato confirmou rescisão de contrato com o Fox Sports:

“Fim do mistério. Encerrada a Olimpíada, fecho também um ciclo de vida (de 4 anos e seis meses!!!). Pedi hoje a rescisão do meu contrato com a Fox, para dedicar-me de corpo e alma à minha Ponderosa e sua matilha. No Fox Sports, vivi quatro anos inesquecíveis onde tive a oportunidade de realizar sonhos (como o de ter o meu próprio programa, a AUP) e fazer grandes amigos, como José Ilan, responsável direto pela minha ida para o canal e companheiro permanente na bancada do Central, telejornal que ele edita com rara competência. Na impossibilidade de citar todos os outros nomes, garanto que só fiz amizades por lá e delas me lembrarei com carinho o resto da vida. Aos telespectadores que, porventura, vierem a sentir a minha falta (assim como os leitores, da época do Globo), peço antecipadas desculpas. Mas Rin Tin Tin, Caziza, Jade, Bentão e Thorzão exigem a minha presença mais constante e me aguardam ansiosamente. Continuaremos a nos ver por aqui e, no futuro, quem sabe, através de eventuais vídeos e textos, na internet.”

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Renato Maurício Prado comenta River Plate 0 x 3 Barcelona

 

De férias, em Itaipava, assisti à final do Mundial de Clubes e, como esperado, o Barcelona ignorou o River Plate e, mesmo forçando o jogo apenas no segundo tempo, venceu facilmente por 3 a 0, gols de Messi e Suarez (2). Neymar não marcou, mas deu passes preciosos para dois dos três gols.

Acompanhando a mais esse show do time catalão, me peguei pensando em quais teriam sido as três melhores equipes de futebol que vi jogar. E cheguei, sem grande dificuldade, a um trio que não somente foi extremamente vencedor como encantou o mundo com uma arte extremamente refinada de jogar bola. São elas:

1 – A seleção brasileira de 1970

2 – O Flamengo de Zico, tricampeão brasileiro, campeão da Libertadores e do Mundial.

3 – O Barcelona de Messi, Neymar e Suarez.

A classificação é apenas cronológica. O que eu gostaria de ver, mesmo, era um triangular entre esses três esquadrões espetaculares. Já imaginou?

Em tempo: há três outros timaços que vi jogar muito pouco, por isso, não me sinto no direito de julga-los corretamente:

A – O Botafogo de Mané Garrincha

B- O Santos de Pelé

C – O Cruzeiro de Tostão

Estes três, me parecem, estão no nível dos que relacionei acima. Mas como os vi jogar muito pouco, insisto, não entram na minha relação.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 20/12/2015

Coluna Renato Maurício Prado 28/07/2015

De quantos jogos Cristóvão precisará para aprender que o meio-campo que insiste em escalar com três volantes (contra o Goiás foram Cáceres, Márcio Araújo e Canteros) não vai levá-lo a lugar algum que não seja o olho da rua? Ele é useiro e vezeiro na prática e tem sido salvo ora pela providência divina (vide a contusão de Jonas), ora por Guerrero. Ainda não deu pra perceber que o esquema é ruim?

Questionado por um repórter, antes do início do último jogo, o técnico mostrou irritação e se a sua resposta não foi desaforada deveu-se apenas a sua conhecida educação. Segundo disse, o importante não é o número de volantes em campo, mas sim se a equipe estará equilibrada. Mas como poderá se equilibrar com um bando de marcadores e nenhum armador?

Borges acha que Canteros, adiantado, pode fazer o papel de um meia. Não pode e isso está mais do que comprovado nas atuações bisonhas que teve na função. Ele é um bom segundo volante e ponto final. Avançado, se perde: não arma e marca mal.

Ainda assim, é infinitamente superior a Márcio Araújo (queridinho dos treinadores, vai se saber lá o motivo), que permaneceu em campo, quando Cristóvão, enfim, se deu conta da besteira que estava fazendo — o Fla foi amplamente dominado pelo Goiás, no primeiro tempo.

A entrada de Alan Patrick (como poderia ter sido também a de Arthur Maia) aí, sim, equilibrou o time e num lance dele com Guerrero (que passe!) saiu o gol da vitória feito por Marcelo Cirino.

Vê se aprende, Cristóvão! Caso contrário até o presidente Eduardo Bandeira de Mello, outro que insiste na sua manutenção apesar das evidências contrárias, acabará, enfim, chegando à conclusão de que o Flamengo, além de reforços, precisa de um técnico de verdade e à altura do novo elenco.

Sem choro

Acho até que o Fluminense merecia a vitória, pois jogou bem mais do que a Chapecoense. Mas que o gol de Marcos Júnior foi bem anulado, foi. A bola bateu no seu braço antes de entrar. Exatamente como aconteceu com Neymar, num gol, igualmente invalidado, na final da Liga dos Campeões.

Pior do que a derrota, que tirou o Flu do G-4, mas não o deixou tão longe assim dos líderes, foi a contusão muscular de Fred. Se o artilheiro ficar fora de combate muito tempo, a coisa se complica. A menos que Ronaldinho Gaúcho reapareça em grande forma. Aliás, será que ele estreia mesmo contra o Grêmio, como estava originalmente previsto?

Borrasca à vista

O time do Vasco é horroroso. Ganhou o Estadual e bateu os rivais cariocas no turno desse Brasileiro mas, de uma maneira geral, suas atuações são medonhas. Falta talento do goleiro ao ponta-esquerda. Até o uruguaio Martin Silva voltou falhando como um iniciante. A grande missão de Celso Roth é evitar o terceiro rebaixamento dos vascaínos em menos de dez anos! Qualquer coisa a mais lhe valerá o título de santo milagreiro. Quando o ex-deputado diz que o grande reforço é ele próprio, fica mais do que evidente a situação é calamitosa. E o próximo jogo é contra o Corinthians, no Itaquerão. Borrasca à vista para a caravela do almirante.

Um mico atrás do outro

Sete a um pra Alemanha, eliminação precoce na Copa América, ex-presidente preso na Suiça e o atual se escondendo por aqui e agora um caso de doping de um brasileiro no torneio no Chile. O que falta para a vergonha ser completa? Só o Brasil não se classificar para a próxima Copa. E olha…

O lado bom da Petrobras

O “Time Petrobras” (atletas patrocinados pela estatal) garantiu nove ouros, seis pratas e 19 bronzes ao Brasil, no Pan — se fosse um país teria ficado no oitavo lugar, no quadro de medalhas. Dono de dois ouros e uma prata, o canoísta Isaquías Queiroz curte a fama em Ubaitaba, na Bahia.

As feras do Tio Sam

As seleções de vôlei de quadra dos EUA estão voando no feminino e no masculino, enquanto as nossas capengam. Será duro subir ao lugar mais alto do pódio na Rio-2016. Bernardinho e Zé Roberto terão muito trabalho a fazer até as Olimpíadas. E não sei se terão material humano suficiente para vencer.

Volta complicada

Boa sorte, Ricardo Gomes! Você vai precisar…

Renato Maurício Prsdo – O GLOBO – 30 de julho de 2015

Renato Maurício Prado comenta como devemos mudar o nosso futebol

Se quisermos mesmo mudar o nosso futebol, para tirá-lo do fundo do poço em que se encontra, o primeiro passo tem que ser uma mudança radical no sistema eleitoral das Federações e da própria CBF. Do jeito que está, as múmias que se alojaram no poder há décadas permanecerão intocáveis e, por mais que se façam de “modernas e abertas ao diálogo” quase nada vai se modificar.

Os grandes clubes precisam decidir os seus próprios destinos e devem fazê-lo em discussões entre eles e não em órgãos que só fazem sugar o dinheiro alheio, mantidos pelos votos de ligas municipais e amadoras, entidades que não geram um centavo sequer e não têm importância alguma no cenário esportivo do país.

Um exemplo tragicômico é o da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Cada um dos clubes da série A tem direito a seis votos (e aí já começa o absurdo, pois os quatro grandes são equiparados aos nanicos do campeonato). Mas isso é pouco.

São 30 os clubes amadores da capital. E todos têm direito a um voto. Ou seja, bastaria o apoio deles para derrotar qualquer proposta de Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco. E quais são esses clubes? Fiquemos apenas nos mais folclóricos: Colônia Juliano Moreira, Futuro da Lagartixa, Piscinão de Ramos, Cometa Rio e por aí vai.

Já se indignou bastante? Guarde a sua ira e a sua perplexidade. Tem mais. Bem mais. Igualmente, têm direito a um voto cada uma das 85 (isso mesmo, oitenta e cinco!) ligas municipais: Liga do Macuco, Carapebuense, Buziana, Aperibeense, Fidelense, Ubaense, Lajense etc, etc.

Resumo da ópera: se os grandes clubes não se rebelarem para mudar esse quadro eleitoral ou formar uma liga paralela (no estilo da Premier League, inglesa, por exemplo), não haverá saída. Os caixas d’águas, rubinhos, marco polos e quejandos continuarão mandando e desmandando no futebol brasileiro ao seu bel prazer.

E nesse caso, nem o FBI salva, porque sairá um Marin e, talvez até um Del Nero, e entrarão outros, do mesmo naipe. Os grandes clubes brasileiros só serão viáveis se conseguirem se unir em prol de modificações profundas na forma de conduzir o velho e violento esporte bretão por aqui.

Sem essa conscientização (e imediata ação) não há Lei de Responsabilidade Civil, Profut, Refis, o que for, capaz de salvá-los. Por isso, dou risada quando se fala que a CBF buscará caminhos e soluções no tal Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro. Me engana que eu gosto.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 5.7.2015

Renato Maurício Prado comenta Brasil 2 x 1 Venezuela

Horror

Que coisa horrorosa e de dar sono, o jogo entre Brasil e Venezuela! Terminar a partida com quatro zagueiros de área, com medo da bola alta dos venezuelanos foi quase tão humilhante quanto tomar de 7 da Alemanha. Que fase, a nossa!

 

Renato Maurício Prado

Renato Maurício Prado comenta porque sua coluna não foi publicada no dia 07/06/2015

 

Ausência forçada

A coluna de domingo passado não foi publicada porque eu estava em Conservatória para uma exposição de cães pastores alemães (minha nova e grande paixão). De lá, não houve jeito de conseguir uma conexão firme o bastante que me possibilitasse redigir e enviar o texto, por isso, peço desculpas aos leitores. Como contrapartida, prometo, em breve, numa das folgas do nosso futebol, contar um pouco da história de Rin Tin Tin (meu campeão!) e desse mundo fantástico dos pastoreiros. Se houvesse, no mundo da bola, a amizade e o companheirismo que une os criadores desses cães, nossas competições seriam, com certeza, bem melhores.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 09/06/2015

Renato Maurício Prado ironiza o ministro da justiça

Ministro Cardozo o mesmo que que ganhou notoriedade lutando contra a corrupção do prefeito Pitta , agora defende esse governo vexatório

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