James Akel comenta que Globo se desespera e vai pra guerra com Bolsonaro

A Rede Globo perdeu a linha! A água bateu no umbigo e a emissora está tendo que agir para não perder a força. Criada com total apoio dos militares, a emissora, depois de muitos anos, fez uma mea-culpa sem vergonha em um editorial do Jornal Nacional e, desde então, finge que não fez parte de nada daquele período. O que a família Marinho não esperava é que sua maior ameaça é justamente um militar, o presidente.

Os donos da empresa sempre bateram nos governos para conseguir alguma coisa. Mas, com Bolsonaro é diferente. Ele rebate e com força, estratégia antes jamais usada, pelo menos não de forma oficial. Jair promete acabar com as regalias globais, como 80% da verba de propaganda do governo destinada a eles, quando possuem apenas 40% da audiência. Ninguém explica tal matemática.

Fernanda Lima e alguns atores e atrizes tiveram postura muito forte de apoio ao PT, contra Bolsonaro, durante a eleição, isso tudo sem falar na maioria dos jornalistas do Globo News. Não deu certo. A internet venceu a toda poderosa e o desespero chegou. Após a posse, artistas como Luciano Huck, Angélica e os apresentadores do Jornal da Globo ironizaram a fala da ministra Damares e trocaram as cores de suas vestimentas no ar. Fora isso, há tom crítico diário no canal a cabo dos Marinho. Jair não vai deixar em vão, com razão. Que comece a guerra!

James Akel no dia 09/01/2018 para o website http://bastidoresdainformacao.com.br

James Akel comenta o relacionamento entre a Rede Globo e o regime militar

A TV GLOBO E O REGIME MILITAR DOS ANOS SESSENTA

A Rede Globo não apoiou o Regime Militar de 64 porque a Rede Globo foi em realidade criada para dar respaldo ao Regime Militar.

Mesmo ela depois até tendo sido atingida pela censura quer em telenovelas ou jornalismo.
Aliás muitos dos que deram apoio ao Regime Militar no começo depois foram atingidos por ele como foi o caso de Adhemar de Barros, Carlos Lacerda e Flávio Cavalcanti.

No caso da Rede Globo a situação se deu quando ela ainda nem existia e só existia o jornal O Globo, que nem era o maior do Rio, superado pelo Correio, Jornal do Brasil e Tribuna de Imprensa.

Roberto Marinho, já sexagenário percebeu a movimentação militar contra João Goulart.

Diga-se de passagem que a ação militar era pra ter acontecido em 62 e não em 64.

A revelação de 62 foi feita recentemente quando os EUA liberaram papéis do Governo Kennedy revelando isto.

Mas então Roberto Marinho se postou ao lado dos generais e colocou à disposição seu jornal e a carta de concessão de TV que ele tinha recebido de JK muito tempo antes.

Foi arquitetado o projeto de comunicação que teria a futura Rede Globo como cabeça para dar respaldo ao Regime Militar.

Tempos depois a TV Tupi, que era um grupo presidido por um senador do partido político do Regime Militar colocaria a TV Tupi à disposição do Regime.

Mas toda base de comunicação foi criada em cima da estrutura do jornal O Globo e da TV Globo do Rio.

Logo depois que Castelo assumiu Roberto Marinho viu que apenas a TV Globo Rio era insignificante ao projeto.
Então comprou a TV Paulista canal 5, num negócio que até hoje está na Justiça e depois com ajuda de militares foi fazendo com que retransmissoras da TV Record e TV Excelsior passassem a ser repetidoras da TV Globo.

A mais importante conquista foram as 3 emissoras de Mato Grosso que deixaram de ser repetidoras da TV Record e passaram a fazer parte da Rede Globo.

Depois de Mato Grosso foi mais fácil convencerem outras repetidoras a ficarem ao lado de Roberto Marinho.

Tudo sempre com ajuda de militares que iam conversar com os donos das emissoras regionais e convencer estes donos a fazerem parte da Rede Globo e apoiarem o Regime Militar.

E através da Rede Globo os militares no poder passaram a veicular o que queriam no jornalismo.



Escrito por James Ackel às 11h30 no dia 10/03/2018

Rede Globo reuniu elenco do entretenimento para fazer anúncio

 

Reunião

Carlos Henrique Schroder e Mônica Albuquerque receberam no Rio, neste começo de semana, todos os apresentadores do entretenimento e diretores dos vários programas para, entre outras coisas, ratificar que, em vez da TV Globo de muitos anos, agora o que vale é Estúdios Globo. A televisão, como exibidora, é só uma entre as várias plataformas.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Com valiosa contribuição das concorrentes, Globo bate recordes de audiência

Reprodução/TV Globo

Neste 2017, números fechados do primeiro semestre, a audiência da Globo observou crescimento em todas as faixas de horário, a ponto de atingir cerca de 100 milhões de pessoas/dia.

Méritos e capacidade de trabalho – incontestáveis – à parte, é impossível não incluir nesta conta a sempre presente e inestimável colaboração das emissoras concorrentes.

Não fosse apenas a quantidade e qualidade na sua linha de produção, é impossível não considerar a debilidade e imprudência das outras TVs.

As mesmas TVs, que antes do GfK tentaram justificar seus fracassos nos resultados das pesquisas e que mais recentemente fizeram da denominação “Simba”, no entrave com as operadoras, a sua mais desastrada e inconsequente aventura.

Com inimigos como SBT e Record, definitivamente, conclui-se, a Globo não precisa de amigos.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery