Análise: TVs insistem em ser a nova Globo

 

A televisão, como foco e determinação, deveria se preocupar em atingir todo tipo de público. O panorama que temos aí ainda está muito distante do que se deseja como ideal, porque existe uma Globo, com a sua grade de programação definida e bem-sucedida, enquanto todas as outras sonham em ser iguais a ela.

Não é por aí. Talvez nem a própria direção da Record tenha, com números exatos, o que se investiu em sua produção só nesses 5 ou 10 últimos anos. Com toda certeza, foi uma fortuna, mas para resultados absolutamente insignificantes. Quem gastou o que gastou, não poderia nesta altura, sustentar a duras penas uma vice-liderança contra outra emissora que reduziu drasticamente a sua capacidade de realização no mesmo período, caso do SBT.

Será que alguém da sua direção já se questionou se é este mesmo, um rascunho da Globo, o caminho a ser seguido? Por que não inovar? Por que não buscar uma fórmula diferente capaz de surpreender o telespectador? E até modificar os seus hábitos? Por que não investir mais no bom jornalismo?

O ano está começando. Este 2014, com tudo quem tem pela frente, promete ser dos mais complicados e só irá se dar bem, na TV e fora dela, quem investir na criatividade. A bola está em jogo.

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery