Embaixada de Cuba é reaberta em Washington, nos EUA

EUA e Cuba retomaram relações diplomáticas nesta segunda-feira (20).
John Kerry deve viajar a Havana para cerimônia em embaixada dos EUA.

20/07/2015 11h35 – Atualizado em 20/07/2015 16h50

A embaixada de Cuba foi reaberta oficialmente nesta segunda-feira (20) em cerimônia em Washington, nos Estados Unidos, após 54 anos do rompimento das relações entre os dois países. O prédio, que desde o início do século XX representa os interesses cubanos, está localizado na avenida que dá acesso à Casa Branca.

Na cerimônia, realizada às 11h30 (horário de Brasília), a bandeira cubana foi hasteada em frente ao prédio da embaixada por militares da guarda de honra de Cuba, sob os acordes do hino cubano.

O ato foi acompanhado por aplausos de espectadores na rua em frente à sede diplomática, que também gritavam “Viva Cuba” e “Fidel, Fidel”, em meio a um frenesi de cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas de vários países. Gritos pelo fim do embargo econômico à ilha (‘Cuba sim, embargo não’) foram ouvidos durante a cerimônia.

Barack Obama e Raúl Castro anunciaram o descongelamento das relações diplomáticas entre os dois países em dezembro. O embargo econômico, no entanto, continua em vigor. As relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba foram retomadas formalmente mais cedo nesta segunda, com o hasteamento da bandeira cubana no departamento de Estado americano.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, iça a bandeira do país na embaixada em Washington, nos EUA, nesta segunda-feira (20) (Foto: Andrew Harnik/AP)
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, iça a bandeira do país na embaixada em Washington, nos EUA, nesta segunda-feira (20) (Foto: Andrew Harnik/AP)
Espectadores acompanham abertura da embaixada cubana em Washington (Foto: AFP PHOTO /PAUL J. RICHARDS)
Espectadores acompanham abertura da embaixada cubana em Washington
(Foto: AFP PHOTO /PAUL J. RICHARDS)

Depois do hasteamento da bandeira, um membro da guarda de honra de Cuba mostrou uma placa com o novo estatuto da representação.

Então, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, discursou para cerca de 500 pessoas no antigo edifício.

Membro da guarde de honra de Cuba mostra placa da embaixada de Cuba em Washington nesta segunda-feira (20) (Foto: AP Photo/Andrew Harnik, Pool)
Membro da guarde de honra de Cuba mostra placa da
embaixada de Cuba em Washington nesta segunda-
feira (20)
(Foto: AP Photo/Andrew Harnik, Pool)

“Chegamos aqui graças a Fidel Castro”, afirmou o ministro, que disse que a histórica restauração de relações só fará sentido se os EUA acabarem com o embargo contra Cuba e devolverem a área da prisão de Guantánamo.

Ele também afirmou que Cuba está disposta a avançar na normalização das relações, mas sem abrir mão se sua independência e soberania.

Rodríguez viajou a Washington acompanhado por uma comitiva de pelo menos 30 pessoas e que incluiu a vice-presidente da Assembleia Nacional, Ana María Mari. Uma delegação de autoridades norte-americanas, que não se pronunciaram, liderada pela subsecretária de Estado para a América Latina, Roberta Jacobson.

Em seguida, Rodriguez, o primeiro chanceler cubano em Washington desde 1959, se reuniu com o seu colega americano, John Kerry, na sede do Departamento de Estado.

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, discursa durante abertura da embaixada de Cuba em Washington nesta segunda-feira (20) (Foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)
O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, discursa durante abertura da embaixada de Cuba em Washington nesta segunda-feira (20)
(Foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)

A seção de interesses dos Estados Unidos em Havana também assumiu oficialmente a condição de embaixada nesta segunda, apesar da cerimônia formal estar programada para as próximas semanas, quando o secretário de Estado americano John Kerry visitar o lugar e hastear a bandeira.

“Chegamos nesta manhã bem emocionados de ser uma embaixada de novo. Teremos um bom dia de trabalho aqui em Havana!”, postou o perfil da embaixada no Twitter. O prédio, construído em 1953 na famosa orla Malecon, foi fechado entre 1961 e 1977, quando reabriu como Seção de interesses.

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, é recebeido pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, nesta segunda-feira (20) em seu gabinete em Washington (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)
O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, é recebeido pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, nesta segunda-feira (20) em seu gabinete em Washington
(Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Segundo a subsecretária de Estado para a América Latina, Roberta Jacobson, a embaixada dos EUA em Havana funcionará em um ambiente restritivo, mas a situação é um progresso em relação ao status quo.

A monitorização rigorosa da polícia na frente do enorme edifício, será reduzida, enquanto a revista dos visitantes passará para as mãos dos americanos. Além disso, passará a valer a inviolabilidade da mala diplomática, segundo Jacobson.

Carro com bandeira dos Estados Unidos passa em frente ao prédio da embaixada do país em Havana nesta segunda-feira (20) (Foto: AFP PHOTO/YAMIL LAGE)
Carro com bandeira dos Estados Unidos passa em frente ao prédio da embaixada do país em Havana nesta segunda-feira (20)
(Foto: AFP PHOTO/YAMIL LAGE)

Algo impensável há 10 meses, diplomatas americanos, assim como os seus homólogos cubanos em Washington, terão liberdade para circular em toda a ilha e se reunir com diversos setores da sociedade, sem a necessidade de autorização do governo.

‘Normalização’
O presidente cubano, Raúl Castro, definiu esta semana como a conclusão da “primeira fase” do processo de “normalização”, cujo principal objetivo é acabar com o embargo econômico contra Cuba, em vigor desde 1962.

Em 20 de julho “começará uma nova etapa, longa e complexa, no caminho para a normalização das relações, e que necessitará de vontade para encontrar soluções para os problemas que se acumularam ao longo de cinco décadas e que afetaram os laços entre nossos países e povos”, acrescentou.

A agenda bilateral é ampla: aviação civil, meio ambiente, luta contra o tráfico de droga, bem como o interesse dos educadores e empresários para aumentar o intercâmbio.

A aproximação representa o abandono da política de sanções praticada há décadas por Washington, e o reconhecimento de Havana das realidades econômicas do século XXI.

Repercussão
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, celebrou nesta segunda a retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba depois e disse que espera que este passo sirva “para superar o intervencionismo” dos Estados Unidos na América Latina.

“Felicitações, Raúl, felicidades aos Povos de Cuba e Estados Unidos (…) Viva Cuba!”, escreveu no Twitter Maduro, um aliado próximo do governo de Raúl Castro.

“Agora lutar para levantar o bloqueio criminoso contra Cuba e a superação do intervencionismo em nossa região, que ama sua Independência”, acrescentou o presidente, que em outra mensagem disse que “o mundo espera que este passo permita avançar em novas relações de respeito em termos de igualdade com Cuba e Nossa América”.

As relações entre Estados Unidos e Venezuela, que carecem de embaixadores desde 2010, estão tensas desde março, quando o presidente Barack Obama assinou sanções contra sete funcionários do governo venezuelano em um decreto que classificava a situação do país caribenho de ameaça aos Estados Unidos.

Bandeira cubana de 1961, a última a ser retirada da embaixada do país em Washington, em janeiro de 1961, é exibida dentro da nova embaixada do país nos EUA nesta segunda-feira (20) (Foto: Andrew Harnik/AP)
Bandeira cubana de 1961, a última a ser retirada da embaixada do país em Washington, em janeiro de 1961, é exibida dentro da nova embaixada do país nos EUA nesta segunda-feira (20)
(Foto: Andrew Harnik/AP)
Homem agita a bandeira cubana em frente à nova embaixada do país em Washington, nos EUA, nesta segunda-feira (20) (Foto: Paul J. Richards/AFP)
Homem agita a bandeira cubana em frente à nova embaixada do país em Washington, nos EUA, nesta segunda-feira (20) (Foto: Paul J. Richards/AFP)
G1.COM.BR

EUA e Cuba podem ter embaixadores depois de 29 de maio, diz Raúl Castro

Havana deve sair da lista dos EUA de patrocinadores de terrorismo.
Quando isso ocorrer, embaixadores podem ser designados, segundo cubano.

O presidente dos EUA  Barack Obama cumprimenta o presidente de Cuba Raul Castro durante encontro na Cúpula das Américas na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)
O presidente dos EUA ,Barack Obama cumprimenta o presidente de Cuba Raul Castro durante encontro na Cúpula das Américas na Cidade do Panamá (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente cubano, Raúl Castro, afirmou nesta terça-feira (12) que o diálogo com os Estados Unidos vai bem, razão pela qual os dois países poderão designar embaixadores entre si depois que Washington retirar Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo, em 29 de maio.

“Em 45 dias, completados no dia 29 de maio, será levantada (…) esta acusação e poderemos ter, nomear os embaixadores”, destacou Castro, em alusão ao prazo legal que deve ser cumprido nos Estados Unidos para eliminar Cuba desta lista, como informa a agência AFP.

“Vai bem a coisa (com os EUA), claro que ao nosso ritmo, que muitos questionam e criticam que estamos muito lentos. E para que temos que correr, para cometer erros?”, disse Castro a jornalistas, ao ser perguntado sobre o andamento das conversas bilaterais para o restabelecimento de vínculos diplomáticos, segundo nota da agência espanhola EFE.

“Estendemos relações, mas normalizar relações já é outra coisa”, acrescentou o líder cubano, insistindo que, para chegar à fase de normalização, “é preciso eliminar o bloqueio completo, e a base de Guantánamo deve ser devolvida”.

Lista do terrorismo
O presidente Barack Obama decidiu iniciar formalmente o processo para tirar Cuba da lista de países patrocinadores de terrorismo no mês passado. Ele enviou ao Congresso norte-americano um informe em que ressaltou sua “intenção de remover” Cuba dessa relação.

Em uma breve carta de apenas quatro parágrafos, Obama disse ao Congresso que poderia provar que “o governo de Cuba não proporcionou apoio ao terrorismo internacional nos últimos seis meses”.

Além disso, o presidente indicou na carta que “o governo de Cuba deu garantias de que não vai apoiar atos de terrorismo internacional no futuro.”

O Congresso norte-americano tem um período de 45 dias (contando a partir de 14 de abril) para decidir se vai bloquear a medida. Para impedir a retirada de Cuba da lista, senadores e representantes teriam de criar uma lei à prova de veto declarando que Cuba continua uma nação patrocinadora de terrorismo. Segundo a rede ABC News, é improvável que haja votos para que isso ocorra.

Treinamento de dissidentes
As declarações de Castro à imprensa foram dadas no aeroporto internacional de Havana, onde ele se despediu do presidente da França, François Hollande, que nesta segunda (11) fez uma histórica visita oficial à ilha.

Sobre a abertura de embaixadas em Washington e Havana, o chefe de Estado cubano lembrou que há detalhes pendentes e que foi o governo de Ronald Reagan que impôs limites ao deslocamento dos funcionários do governo cubano à capital americana e a Nova York.

Castro disse que se preocupa com o treinamento “ilegal” para dissidentes na missão diplomática dos Estados Unidos em Havana, uma questão abordada com Obama, nas conversas sobre a restauração dos laços diplomáticos. “O que eu disse a eles (EUA), concretamente ao presidente, o que mais me preocupa é que eles continuam fazendo coisas ilegais… por exemplo, graduando jornalistas independentes”, afirmou, segundo nota da agência Reuters.

“Eles dão não sei quantas aulas para eles, por telas, em teleconferência dos Estados Unidos. Não sei se eles entregam um diploma e, é claro, eles fazem o pagamento mensal correspondente”, acrescentou Raúl.

As embaixadas existentes atualmente em Havana e Washington foram rebaixadas para seções de interesse e serão novamente certificadas como embaixadas, quando os laços diplomáticos forem restabelecidos.

 

G1.com

Cuba quer mudar a política de migração dos Estados Unidos

Representantes cubanos expressaram nesta quarta-feira (21) preocupação com a Lei de Ajustamento Cubano

No primeiro dia de conversas entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos sobre o processo de normalização das relações diplomáticas entre os dois países, em Havana, os representantes cubanos expressaram nesta quarta-feira (21) preocupação com a Lei de Ajustamento Cubano e a chamada política de “pés secos, pés molhados”, que consideram “o principal incentivo à imigração ilegal para os Estados Unidos”.

Em vigor desde 1966, a lei oferece facilidades à instalação dos imigrantes cubanos, dando-lhes o status de residentes, por um ano, benefício que não é dado a cidadãos de outras nacionalidades. A política de de “pés secos, pés molhados” agiliza o acesso à residência permanente dos cubanos que conseguem chegar ao solo norte-americano. Os abordados no mar são repatriados para Cuba, ilha que está a 140 quilômetros do extremo sul da Flórida.

“Expressamos preocupação porque a lei vai contra o espírito e a letra dos acordos migratórios que estamos revendo nesta sessão de trabalho”, disse o subdiretor para as questões dos Estados Unidos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Gustavo Machín.

Desta quarta-feira a sábado (24), a primeira missão oficial americana, liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson, vai permanecer no país discutindo a normalização das relações diplomáticas, rompidas desde 1961. Entre as primeiras medidas, está a reabertura das embaixadas.

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, fizeram o anúncio de reaproximação entre os dois países no dia 17 de dezembro de 2014.

 

Diário do Nordeste – Internacional – 21/01/2014

Cuando 15 son 12 en Cuba y la tarea de romper mentiras

Toca además romper mitos y restituir nuestra historia sin evadir responsabilidades.

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Juan Juan Almeida

Tras una cascada imparable de encadenadas tonterías que lograron transgredir las fronteras de la grosería, el 24 de diciembre el viceministro de Defensa ruso Anatoli I. Antonovdeclaró en conferencia de prensa que Cuba, Venezuela y Nicaragua serán sus principales socios en materia de cooperación militar en el continente americano.

Cualquiera lo puede creer; pero con los problemas del rublo, el actual precio del petróleo, la tradicional inmovilidad que genera el crudo invierno ruso, y el giro de las relaciones entreEstados Unidos y Cuba; es más factible pensar que Anatoli enloqueció, que confundió el Día de los Inocentes con “La noche del Дед Мороз(versión rusa del Papá Noel)”, o que una sobredosis de vodka le provocóun coágulo sentimental en su cerebro militar.

En idéntico proceso cayó el general Raúl Castro cuando, para culminar su discurso en la clausura del IV Periodo Ordinario de Sesiones de la Asamblea Nacional del Poder Popular, echó mano a una historia falseada y escogió como frase de colofón “Ahora sí ganamos la guerra“.

Puede parecer normal, los políticos militares tienen propensión al tremendismo. El poder es la sociedad más lucrativa que existe y, dadas las circunstancias de hoy, donde las ideologías se traducen en dinero, este par de generales no defienden a un país sino a una gran corporación con mercadotecnia adjunta.

Presumen. Los acontecimientos del pasado 17 de diciembre (para mí lo más importante de este año que concluye) dejaron en manos cubanas el boquete que necesitábamos para luchar por la mejor alternativa, la que el país necesita. Pero eso sí, tenemos que trabajar en reestructurar la fractura nacional, redireccionar las acciones, educar, inculcar valores verdaderamente democráticos en toda nuestra sociedad, incluyendo a esa parte que se encierra en un ghetto y se autodistancia llamándose “independiente”.

Es hora de salir de viejas escenografías, estáticas e improductivas que, en lugar de derechos civiles, parecen haber sido inspiradas en canciones de Pimpinela. Demasiado tiempo dedicado a pensar sin eficacia, se trata de todo un país, de su política y no de terapia de parejas.

Toca, además, romper mitos y restituir nuestra historia sin evadir responsabilidades. Comencemos con la fecha que dio origen a la frase citada por el general Raúl Castro para finalizar el discurso de la mencionada cita asamblearia: Es cierto, el 18 de diciembre de 1956, 13 días después del revés sufrido por el ejército rebelde en Alegría de Pío, se encontraron Fidel y Raúl en un paradisíaco paraje serrano, en la zona de Media Luna, rodeado de guásimas a orillas de un cañaveral donde aún hoy se pueden apreciar cinco hermosas palmas reales.

Conozco el lugar, las palmas figuran una mano salvadora que parece salir de la nada y, para mayor simbolismo, la finca (de la que luego despojaron de sus derechos a la familia de Mongo Pérez) se llamaba El Salvador.

No existe en esa cercanía mejor lugar para mitificar el histórico reencuentro; pero debo aclarar que ni fue a las 9 de la noche, ni 12 los que se encontraron. En Cinco Palmas se reunieron Fidel Castro, Universo Sánchez, Faustino Pérez, Raúl Castro, Ciro Redondo, René Rodríguez, Efigenio Ameijeiras, Armando Rodríguez, Juan Almeida, Ernesto Guevara, Camilo Cienfuegos, Ramiro Valdés, Francisco González, Reynaldo Benítez y Rafael Chao. ¿Por qué, entonces, repetir por más de 50 años la aparente nimiedad de confundir 15 con 12?

Los cubanos crecimos entre mentiras y manipulaciones; para comenzar a andar, se impone ubicar nuestra verdad. Volver no es retroceder.

 

Martí  Notícias.com

Las pocas opciones que tenía Raúl Castro

Raúl se quedaba sin opciones; no tiene de otra, subirse al tren y abrirse a las inversiones, al comercio y al turismo estadounidense.

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Juan Juan Almeida / especial para martinoticias.com

Los mandatarios Barack Obama y Raúl Castro acortan las 90 millas más largas de toda la historia, y comienza a derretirse el hielo en el Cubalibre. Histórica conversación que intenta poner fin a años de confrontación y acercar, o alejar, según el enfoque, el día en que los cubanos podamos al fin decidir nuestro destino.

La noticia fue acogida con satisfacción por varias personalidades. El viento de la cordialidad sopló tan fuerte en Suramérica que en menos de 24 horas, el grupo guerrillero FARC anunció cese al fuego unilaretal por un tiempo indefinido a partir del pasado 20 de diciembre.

De un lado de la balanza política, está el deseo que tenemos todos los cubanos de poder disfrutar un país libre de tiranos. Sueño que, en cierta medida, no hemos podido lograr por nuestra desunión, por la falta de estrategias y exceso de protagonismo. Del otro; es que al mejorar el clima bilateral entre ambas naciones enfrentadas, aislaba a una Rusia con problemas financieros, y cambiaba la relación de África y América Latina, especialmente de ciertos grupos extremistas y los países del ALBA para con los Estados Unidos.

No es secreto que el mapa energético mundial cambió, que el precio actual del petróleo dinamita la capacidad política de Venezuela, y con el mega proyecto del Mariel temblando por falta de inversionistas, Raúl se quedaba sin opciones; no tiene otra, subirse al tren y abrirse a las inversiones, al comercio y al turismo estadounidense.

En lógica reacción, el péndulo se inclinó hacia el acercamiento. Nos puede gustar o no, entiendo que las circunstancias y lo vivido por cada uno de nosotros definen la forma en que abordamos ciertas cosas; pero la realpolitik, la que se ocupa de los intereses prácticos y las acciones concretas, lamentablemente no pasa por Derechos Humanos ni partidismos ni libertades civiles.

Las imágenes han sido harto elocuentes; la condición física de los espías dista mucho a la de Allan Gross, incluyendo la atención estomatológica, que a todas luces en el sistema penitenciario cubano no existe.

¿Qué sigue?

El incremento del turismo y el comercio entre Estados Unidos y Cuba creará nuevas fuentes de ingreso que sin dudas beneficiarán a los cubanos de a pie, sobre todo aquellos que no tienen familiares en el exterior. Un nuevo brote de albañiles, jardineros, restauranteros, cantineros, arrendatarios, taxistas, etc. Pero en las circunstancias actuales, con los permisos de importación en manos de las empresas estatales; ningún cubano podrá mercadear productos para su negocio privado; ningún empresario del sector agropecuario podrá importar aperos de labranza, ni semillas de calidad para incrementar su producción, ni animales para pie de cría; ningún cuentapropista en el sector de la construcción o la minería, podrá importar ninguna maquinaria. Y eso no va a cambiar; al menos por ahora.

Se abrirán otras libertades, sí; pero veo poco probable que el general Raúl Castro permita aperturas políticas. Pronunció el discurso vestido de General desde su antigua oficina ubicada en el 4to piso del MINFAR. Imponente simbolismo.

El Gobierno luchará por mantener el control, aumentará la represión, los medios y recursos de sus fuerzas represivas.

No, no es el final del castrismo sino el comienzo de una etapa en la que todos los cubanos tendremos que aprender a volar usando nuestras propias alas.

 

Martí Notícias.com

James Akel comenta que o Congresso estadunidense manterá o embargo contra Cuba

Obama fez todo jogo de bonzinho porque está em sua pior administração americana.

Considerado o pior presidente da história e com todo Congresso contra ele, resolveu sacar esta de renovar relações diplomáticas com Cuba sabendo que o bloqueio econômico foi uma lei que o Congresso votou e o desbloqueio também o Congresso tem que votar.

E num Congresso Republicano esta leia não será aprovada.

Então Obama quer ter a imagem de menino bom, socialista, que quer paz com todo mundo deixando ao Congresso a maldade de dizer que não vai fazer acordo econômico com comunistas cubanos que até o dia de ontem agrediam os americanos.

Existem maneiras e maneiras deste bloqueio ser apenas uma figura de retórica e na prática nem existir.

Uma das maneiras é os EUA aceitarem usar o porto de Mariel, que foi construído pelo Brasil com dinheiro do povo brasileiro.

Aliás esta construção com o dinheiro do brasileiro foi uma estratégia pra tentar o desbloqueio americano onde o americano mais é atraído que é o bolso.

Pensaram, e pensaram bem que os americanos se sentiriam atraídos por Cuba com porto.

E isto na prática pode acontecer mesmo que o Congresso Republicano mantenha o bloqueio.

Os americanos sabem usar palavras pra dizer coisas que não são bem aquilo e pra justificar um dinheiro ganho.

Assim como o PT diz que todo mensalão não existiu, os americanos podem dizer que o bloqueio continua contra Cuba e o uso de seu porto não é desbloqueio mas sim um desenvolvimento de economia.

É igual se dizer que os EUA está fazendo mal a Cuba ao usar seu porto.

Pelo lado brasileiro, Lula já tinha feito um acordo com Fidel que financiar toda reforma da rede hoteleira e de turismo de Cuba com o dinheiro brasileiro.

Talvez ao menos com isto em futuro Obama e Lula possam viver em Cuba e deixar os EUA e o Brasil livre deles.


Escrito por jamesakel@uol.com.br às 08h41 no dia 21/12/2014

Fim do embargo dos EUA deve ter ‘luta longa e difícil’, diz Raúl Castro

Presidente cubano se pronunciou três dias após anúncio da reaproximação.
Ele agradeceu ‘decisão justa’ de Obama; ‘obstáculo’ foi eliminado, disse.

Três dias após o anúncio de que os Estados Unidos e Cuba chegaram a acordos para a reaproximação dos dois países, o presidente cubano, Raúl Castro, afirmou que o embargo dos Estados Unidos imposto à ilha continua em vigor e que sua remoção deve ser uma “luta longa e difícil”, segundo agências internacionais de notícias.

Castro participou neste sábado (20) da sessão semestral do Parlamento Cubano e fez o discurso de encerramento do evento. Na ocasião, o líder cubano também afirmou que o país está disposto a dialogar sobre qualquer tema, mas pediu que os EUA respeitem a soberania de Cuba. “Cuba é um Estado soberano, cujo povo (…) decidiu pela via socialista e por um sistema político econômico e social. Da mesma forma que nunca propusemos que os Estados Unidos mudem seu sistema político, exigiremos respeito pelo nosso”.

EUA e Cuba não se relacionavam desde 1962 e há décadas só mantêm contatos de interesse de nível menor. Por meio de leis, Washington proíbe que empresas nacionais e estrangeiras mantenham relações financeiras com a ilha, por exemplo.

O restabelecimento das relações entre Cuba e EUA anunciado na quarta-feira (17) tem cinco medidas para flexibilizar esse bloqueio: o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países; facilitar viagens de americanos a Cuba; a autorização de vendas e exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba; a autorização para norte-americanos importarem bens de até US$ 400 de Cuba; e o início de novos esforços para melhorar o acesso de Cuba a telecomunicação e internet.

Elogio a Obama
Em seu discurso neste sábado, Castro afirmou que a decisão de restabelecer as relações com os Estados Unidos foi um “passo importante”, mas “ainda resta resolver o essencial”, que é o fim do bloqueio. O presidente cubano disse ainda que, para isso, será necessário que a comunidade internacional e a sociedade americana exijam o término do embargo.

“O povo cubano agradece esta justa decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Com isso se eliminou um obstáculo nas relações entre nossos países”, disse ele. “Reiteramos nossa disposição ao diálogo respeitoso e recíproco sobre as discrepâncias. Temos firmes convicções e muitas preocupações sobre o que ocorre nos Estados Unidos em matéria de democracia e direitos humanos.”

A Assembleia definiu também a data do próximo Congresso do Partido Comunista de Cuba, que será realizado em abril de 2016.

De acordo com a agência EFE, Castro afirmou que, antes do congresso, um “amplo e democrático” debate será realizado com a militância do partido e o povo cubano, que serão consultados sobre o plano de atualização econômica do país.

Negociações em janeiro
Nesta semana, os governos americano e cubano anunciaram negociações formais para normalizar as relações entre os dois países, em rodadas que devem ter início em Havana até o final de janeiro de 2015. As duas delegações decidiram elevar substancialmente o nível de diálogo de uma reunião que já estava prevista para janeiro e que se concentraria em temas migratórios, informou a subsecretária de Estado para América Latina, Roberta Jacobson, à agência de notícias France Presse.

Segundo Roberta, porém, as negociações requerem “que os dois países alcancem um acordo sobre o processo” e que “se ponha um ponto final a um acordo de 53 anos com o governo da Suíça como poder protetor” dos Escritórios de Representação de Interesses de ambos os envolvidos, em Washington e em Havana.

A subsecretária lembrou que, “de todas as medidas anunciadas pelo presidente, nenhuma entra em vigor imediatamente”. Mas o processo de implementação delas levará “semanas, não meses”, até que, segundo ela, as mudanças sejam publicadas no “Federal Register” (o Diário Oficial americano).

 

G1

Amnistía Internacional y Freedom House sobre relaciones Cuba/Estados Unidos

Ahora, agregó Amnistía Internacional, cualquier esfuerzo para impulsar cambios políticos y diplomáticos debe estar acompañado por cambios históricos en Cuba en materia de derechos humanos.

Martinoticias.com

Amnistía Internacional considera que el canje de presos entre Estados Unidos y Cuba representa una gran oportunidad para definir una agenda pro Derechos Humanos en medio de los esfuerzos por normalizar las relaciones entre ambos países.

El canje del ex contratista Alan Gross por tres espías cubanos representa un cambio notable en las difíciles relaciones bilaterales, dijo la organización en un comunicado.

Ahora, agregó Amnistía Internacional, cualquier esfuerzo para impulsar cambios políticos y diplomáticos debe estar acompañado por cambios históricos en Cuba en materia de Derechos Humanos.

La organización también destaca que si el embargo es levantado, el Gobierno comunista cubano no podrá referirse a dichas sanciones cuando viola normas internacionales de Derechos Humanos.

Por su parte Freedom House emitió un comunicado donde cuestiona el restablecimiento de las relaciones diplomáticas de Estados Unidos y Cuba después de más de 50 años.

“La reanudación de las relaciones diplomáticas plenas sólo puede tener un efecto positivo si Estados Unidos presiona a Cuba para que emprenda las reformas políticas necesarias desde hace tiempo, incluyendo la protección de los derechos humanos básicos y el trabajo de la sociedad civil”, escribió en una nota de prensa Daniel Calingaert, vicepresidente ejecutivo.

“Estados Unidos debería intensificar sus esfuerzos para promover una mayor libertad y mejoras tangibles de un gobierno que ha sido uno de los más represivos del mundo”

 

Marti Notícias.com