Cruzeiro 3 x 3 Grêmio

O JOGO

JOGÃO!

Cruzeiro e Grêmio fizeram uma partida que talvez se torne inesquecível daqui há algum tempo. Em um jogo de muita ofensividade e cheio de reviravoltas, o Tricolor gaúcho não conseguiu a vitória que tanto buscava para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro, nem a Raposa conseguiu o resultado que a colocaria no G-6. O 3 a 3, entretanto, encheu os olhos de quem acompanhou a partida, mas ficou com um gostinho melhor para o time mineiro, que chegou a estar perdendo por 2 a 0. Os gols do Grêmio saíram com Everton, Michel e Ramiro. O Tricolor continua na segunda colocação, agora com 19 pontos, um a menos que o líder Corinthians. Thiago Neves, Rafael Sobis e Robinho buscaram o empate para a Raposa, agora com 11 pontos, na oitava colocação.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

O Cruzeiro começou em cima na partida, tentando fazer valer o mando de campo, mas com pouca precisão. O Grêmio buscava os contra-ataques com Luan e Pedro Rocha. Alisson, aos quatro, foi quem chegou com mais perigo, acertando a trave de Marcelo Grohe. Aos 15, porém, o Grêmio mostrou o porquê de estar bem na tabela. Em cobrança de escanteio, Kannemann desviou, a bola bateu na trave, e Everton aproveitou o rebote para marcar o primeiro gol. O Cruzeiro sentiu pouco o gol sofrido e foi para cima. Thiago Neves e Rafael Sobis levaram perigo com chutes de fora. Aos 41, outro baque: após reclamação, Mano Menezes foi expulso do jogo. No lance seguinte, o segundo gremista. Luan cruzou na área, Everton recebeu e chutou cruzado para Michel completar para o gol. Não deu tempo do Tricolor comemorar. Aos 45, Kannemann afastou mal a bola, e Thiago Neves aproveitou para diminuir. Jogo ainda vivo e muita reclamação dos cruzeirenses na saída de campo.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

O segundo tempo voltou como o primeiro: agitado. O Cruzeiro agitou as arquibancadas logo aos dois minutos. Rafael Sobis recebeu na área passe de Thiago Neves e chutou cruzado, empatando a partida. O Cruzeiro foi para cima em busca de uma virada que entraria para a história. Mas descuidou na retaguarda e sofreu o terceiro. Pedro Rocha partiu com velocidade, invadiu a área e chutou. Fábio espalmou, e Ramiro empurrou para o gol. Mas o Cruzeiro não desistia. Foi para cima e, três minutos depois, empatou de novo o jogo. Robinho triangulou com Sobis e Thiago Neves e chutou, balançando as redes de Marcelo Grohe: 3 a 3. As duas equipes mantiveram a postura ofensiva na partida e procurando o gol. Fábio ainda fez uma boa defesa em cabeceio de Everton na grande área. O Tricolor gaúcho mostrou-se melhor até o fim da partida, em busca do quatro gol que lhe garantiria a liderança, mas foi impedido pela bravura cruzeirense no Mineirão. A Raposa deu último toque especial à partida, levantando o torcedor com uma bola no travessão de Elber, já nos acréscimos.

DESTAQUE

AGORA SIM, DUPLA!

Thiago Neves e Rafael Sobis foram duas das principais contratações recentes do Cruzeiro. Até pelo que os dois jogadores já fizeram no futebol, a torcida celeste deposita muita confiança neles. Tiveram momentos de altos e baixos, bons jogos, outros nem tanto, mas hoje foram, juntos, a dupla que os cruzeirenses querem ver. Thiago Neves guardou o dele e deu assistência para o gol de Sobis, que também foi muito bem no jogo. Com eles, certamente, a Raposa é mais forte.

DESTAQUE

VISITANTE INDIGESTO

O Grêmio de Renato Portaluppi tem se mostrado um visitante dificílimo de ser batido. Também por isso é vice-líder do Brasileirão, com 19 pontos, um a menos que o líder Corinthians. O Tricolor já disputou cinco jogos longe de Porto Alegre. Perdeu apenas um, para o Sport, em outro jogão: 4 a 3. Ganhou da Chapecoense, do Fluminense e do Atlético-PR e empatou com o Cruzeiro.

DESTAQUE

AGENDA

Na próxima quinta-feira, as duas equipes voltam a campo pela nona rodada do Brasileiro. O Cruzeiro enfrenta a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, às 19h30 (de Brasília). Já o Grêmio, após dois jogos fora, encara o Coritiba, às 21h, na Arena do Grêmio.

 

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Grêmio 2 x 0 Botafogo

DESTAQUE

CONVINCENTE

O Grêmio dominou o Botafogo em sua arena neste domingo e iniciou a Série A do Brasileiro com vitória por 2 a 0, com dois de Ramiro. Houve reclamação no segundo gol: os alvinegros pediram que fosse marcado o desvio no braço de Luan, que enganou Gatito Fernandez. A arbitragem não embarcou e confirmou o gol – o replay, posteriormente, mostrou que a bola de fato tocou no braço do gremista. Polêmicas à parte, o time da casa foi melhor em quase toda a partida, com Luan e Pedro Rocha infernizando a zaga alvinegra – foram muitas as chances perdidas. A equipe de Jair Ventura não conseguiu se impor e pouco ameaçou os rivais. Os cariocas agoram voltam suas atenções para a Libertadores, enquanto o Grêmio inicia o confronto das oitavas de final da Copa do Brasil.

DESTAQUE

PANORAMA

O Botafogo volta ao gramado em casa pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, contra a Ponte Preta. Antes, porém, o clube tem compromisso importante pela Libertadores: receberá o Atlético Nacional na quinta-feira no Estádio Nilton Santos. O Grêmio, por sua vez, enfrenta na sua arena o Fluminense na quarta-feira, em jogo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. No próximo domingo, o time de Renato Gaúcho encara o Atlético-PR, pelo Brasileiro.

DESTAQUE

PÚBLICO E RENDA

18.552 pagantes
20.289 presentes
R$ 679.923,00

DESTAQUE

1º TEMPO

O jogo começou bastante truncado, com vários erros de passe no meio de campo e marcação forte. O Grêmio encaixou contra-ataques mais rápido e, aos cinco, teve boa chance no cruzamento de Luan que a zaga cortou. Depois, no escanteio, Geromel ainda fez Gatito Fernandez trabalhar. Mas a grande chance foi no minuto seguinte. João Paulo cochilou e perdeu a bola para Michel. Ele rapidamente tocou para Luan que, cara a cara com o goleiro alvinegro, desperdiçou.

Gatito novamente apareceu bem em tentativa de Pedro Rocha, aos 19.O time gaúcho insistiu com bela jogada de Barrios, com passe para Luan limpar a marcação e perder mais uma boa chance. Já no fim, o Botafogo teve uma chance com Pimpão, que mandou para fora, e em seguida o Grêmio abriu o placar. Luan tentou, Gatito pegou, o Grêmio insistiu, Marcelo tirou em cima da linha mas, na sobra, Ramiro não perdoou: 1 a 0.

DESTAQUE

2º TEMPO

O Botafogo iniciou a etapa final buscando o ataque, mas a finalização ruim de Pimpão deu origem a um bom contragolpe do Grêmio. Pedro Rocha deu belo passe para Luan limpar e bater colocado, com muito perigo. Aos quatro, Roger fez bela jogada na área do Grêmio, mas se embolou. Mas, cinco minutos depois, Ramiro arriscou o chute forte, a bola desviou no braço de Luan e enganou Gatito: 2 a 0. Os alvinegros reclamaram de pênalti no lance, mas a arbitragem confirmou o gol.

Aos 28, Leo Moura cruzou na cabeça de Luan, que livre, de frente para o gol, mandou para fora. Nove minutos depois, Ramiro teve tudo para fazer o terceiro, mas perdeu. O Botafogo chegou a assustar em um contra-ataque aos 40, quando Gilson disparou na trave de Marcelo Grohe. Foi a deixa para o Grêmio cadenciar o ritmo e administrar o resultado nos minutos finais.

DESTAQUE

HABILIDADE E GOLS PERDIDOS

O sistema ofensivo do Grêmio funcionou bem, com destaque para a velocidade de Luan e Pedro Rocha. Ambos perderam chances – especialmente Luan -, mas deram muito trabalho aos alvinegros. No segundo tempo, logo no primeiro minuto, a dupla aprontou de novo e por pouco Luan não ampliou o placar. Ele ainda teria outra grande oportunidade, após ótimo cruzamento de Leo Moura, mas também não aproveitou.

DESTAQUE

SOLITÁRIO

O destaque solitário do Botafogo foi o goleiro Gatito Fernandez. O goleiro fez pelo menos duas ótimas defesas, uma delas cara a cara com Luan. No primeiro gol do Grêmio, já no fim do primeiro tempo, Gatito ainda conseguiu salvar no primeiro lance em mais uma ótima defesa, mas na sequência Ramiro conseguiu colocar na rede. Ele não teve culpa no segundo gol, no qual a bola desviou no braço de Luan antes de ir para a rede.

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Vitória 03/12/2014

Isabel Vilela_Juliana Silveira

O policial diz para Artur que não aceitará o suborno para liberar Vitória e que vai informar Ramiro sobre o caso. O delegado afirma que não prenderá Artur por tentar subornar policial, mas que Vitória continuará sendo de Iago.  Katia conta para Ramiro que é arriscado mentir para Iago, mas ele diz que tudo faz parte de um plano para prendê-lo de vez.

Jorge coloca Iago contra Priscila, avisando que ela está maltratando negras e nordestinas candidatas à empregada.  Priscila nega tudo, mas Iago a obriga a contratar uma empregada negra ou nordestina, deixando-a furiosa. Artur tranquiliza Diana no hospital e diz que Vitória está bem. Bernardo desabafa com Mossoró e diz que não irá se afastar dele, nem de Diana. Mossoró não perdoa Bernardo pela traição e conta ele não deveria ter feito isso com Gregório.

Javier fala para Artur que eles terão de entregar Vitória para Iago, deixando-o desolado. Diana chora e diz que gostaria de se despedir de Vitória. Bruno conta que o valor pedido por Priscila e Paulão pela casa é alto demais. Rosa, Virgulino, Anastácia e Dante dão força e dizem que eles vão conseguir o dinheiro para comprá-la. Jorge afirma para Laíza que indicará Ciça para o cargo de empregada e ela fica agradecida. Iago vai até o Haras Ferreira buscar Vitória. Artur tenta impedi-lo, mas Diana cede e acaba entregando Vitória, deixando todos comovidos.

Criciúma 0 x 3 Grêmio

0 x 3

34ª RODADA
TABELA REFLETIDA: GRÊMIO FAZ 3 A 0 E BATE O CRICIÚMA COM FACILIDADE EM SC
Com tranquilidade, gremistas vencem com gols de Dudu, Barcos e Ramiro; pior ataque do Brasileirão, Tigre passa em branco diante da melhor defesa
O abismo entre os times se refletiu no campo. Com facilidade, o Grêmio marcou dois no primeiro tempo e um no segundo para bater o Criciúma no Heriberto Hülse neste sábado. Lanterna, o Tigre praticamente não ameaçou a equipe que se assegura no G-4. O triunfo por 3 a 0 consolida os gremistas na zona de classificação à Libertadores ao final da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A classificação na tabela também se refletiu em campo. Nas cabeças do Brasileirão, o Grêmio não perdeu a sua e se aproveitou do destempero do último colocado. Em uma falha do zagueiro e numa jogada de escanteio, Dudu e Barcos encaminharam a vitória. O Tigre não passou do esboço da reação no segundo tempo. Apenas solucionou em parte suas deficiências até Ramiro fazer o terceiro aos gaúchos. O jogo também foi marcado por um objetivo atirado no gramado, identificado pelo quarto árbitro como uma haste de óculos.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a 35ª, os gremistas tentam dar um passo importante para se firmar no G-4. Na volta à Arena, recebem o líder Cruzeiro, às 21h50 de quinta-feira. Na lanterna e com chances cada vez menores de evitar a degola, o Criciúma recebe o Bahia em condição similar, às 21h de quarta-feira.

Comemoração do Grêmio contra o Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)
Comemoração do Grêmio contra o Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)

O jogo

Despretensão travestida de precisão. O Grêmio tomou o campo e deu a bola pro Criciúma tocar em sua intermediária ou na defesa. Tanto que foi na frente da grande área do adversário que os gremistas chegaram ao primeiro gol. O zagueiro Joílson podia ter isolado, só não poderia deixar que Dudu a tomasse para abrir o placar aos 12 minutos de jogo. A pressão sobre o lanterna ficou absurda, com a torcida tão desesperada quanto o time em campo. Tranquilo, não apenas pela vantagem assegurada, os visitantes chegaram ao segundo. Barcos completou a batida de escanteio para dentro.

Sobretudo, o Criciúma precisava ao menos dar uma resposta positiva ao seu torcedor, maioria dos 9.050 espectadores no Heriberto Hülse. Por conta disso, o técnico Toninho Cecílio refez o Tigre com o atacante Maurinho e o meia Paulo Baier, nas vagas de Martinez e o lateral Luís Felipe, que fez um primeiro tempo muito fraco. Bastaram apenas para acabar com a facilidade que o Grêmio encontrou. Não o suficiente para propiciar uma reação.

Tranquilo, os gremistas suportaram as poucas investidas do adversário e acharam o caminho para mais. Aos 20 minutos, Ramiro fez o terceiro. E o Grêmio só não fez mais porque o goleiro Bruno evitou o pior. O técnico Felipão botou Allan Ruiz, Lucas Coelho e Everton no jogo, nas vagas de Luan, Barcos e Dudu, e seu time controlou o placar e fez jus à outra situação que a tabela aponta: a melhor defesa triunfou sobre o pior ataque.

 

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Criciúma 0 x 3 Grêmio

 0 X 3 

34ª RODADA
TABELA REFLETIDA: GRÊMIO FAZ 3 A 0 E BATE O CRICIÚMA COM FACILIDADE EM SC
Com tranquilidade, gremistas vencem com gols de Dudu, Barcos e Ramiro; pior ataque do Brasileirão, Tigre passa em branco diante da melhor defesa
O abismo entre os times se refletiu no campo. Com facilidade, o Grêmio marcou dois no primeiro tempo e um no segundo para bater o Criciúma no Heriberto Hülse neste sábado. Lanterna, o Tigre praticamente não ameaçou a equipe que se assegura no G-4. O triunfo por 3 a 0 consolida os gremistas na zona de classificação à Libertadores ao final da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A classificação na tabela também se refletiu em campo. Nas cabeças do Brasileirão, o Grêmio não perdeu a sua e se aproveitou do destempero do último colocado. Em uma falha do zagueiro e numa jogada de escanteio, Dudu e Barcos encaminharam a vitória. O Tigre não passou do esboço da reação no segundo tempo. Apenas solucionou em parte suas deficiências até Ramiro fazer o terceiro aos gaúchos. O jogo também foi marcado por um objetivo atirado no gramado, identificado pelo quarto árbitro como uma haste de óculos.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a 35ª, os gremistas tentam dar um passo importante para se firmar no G-4. Na volta à Arena, recebem o líder Cruzeiro, às 21h50 de quinta-feira. Na lanterna e com chances cada vez menores de evitar a degola, o Criciúma recebe o Bahia em condição similar, às 21h de quarta-feira.

Comemoração do Grêmio contra o Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)
Comemoração do Grêmio contra o Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)

O jogo

Despretensão travestida de precisão. O Grêmio tomou o campo e deu a bola pro Criciúma tocar em sua intermediária ou na defesa. Tanto que foi na frente da grande área do adversário que os gremistas chegaram ao primeiro gol. O zagueiro Joílson podia ter isolado, só não poderia deixar que Dudu a tomasse para abrir o placar aos 12 minutos de jogo. A pressão sobre o lanterna ficou absurda, com a torcida tão desesperada quanto o time em campo. Tranquilo, não apenas pela vantagem assegurada, os visitantes chegaram ao segundo. Barcos completou a batida de escanteio para dentro.

Sobretudo, o Criciúma precisava ao menos dar uma resposta positiva ao seu torcedor, maioria dos 9.050 espectadores no Heriberto Hülse. Por conta disso, o técnico Toninho Cecílio refez o Tigre com o atacante Maurinho e o meia Paulo Baier, nas vagas de Martinez e o lateral Luís Felipe, que fez um primeiro tempo muito fraco. Bastaram apenas para acabar com a facilidade que o Grêmio encontrou. Não o suficiente para propiciar uma reação.

Tranquilo, os gremistas suportaram as poucas investidas do adversário e acharam o caminho para mais. Aos 20 minutos, Ramiro fez o terceiro. E o Grêmio só não fez mais porque o goleiro Bruno evitou o pior. O técnico Felipão botou Allan Ruiz, Lucas Coelho e Everton no jogo, nas vagas de Luan, Barcos e Dudu, e seu time controlou o placar e fez jus à outra situação que a tabela aponta: a melhor defesa triunfou sobre o pior ataque.

 

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Abel Braga comenta derrota de 4 a 1 no Grenal: “Foi horrível, parecia a Chapecoense”

Abel pede socorro durante a partida (FOTO: NIlmar)

Abel pede socorro durante a partida
(FOTO: Nilmar)

Foi para lavar a alma do torcedor gremista. O Grêmio venceu o Grenal por 4 a 1, fato que não ocorria desde 2012, e fez o time colorado se lembrar de uma tragédia. Muito abatido, o técnico Abel Braga comentou a derrota de goleada recordando da Chapecoense, que arrebentou com os colorados por 5 a no Brasileirão.

“Mazembe foi ruim? Foi. Mas nada se compara à derrota para a Chapecoense por 5 a 0. Hoje, me senti de novo lá em Chapecó. Perdemos de goleada para o maior rival, tomamos um baile e o D’Álessandro ainda chorou mais que moleque dono na bola em futebol de rua. Foi realmente muito feio. Só posso pedir desculpas para o torcedor”, disse.

Como não poderia deixar de ser, depois do resultado, Abel Braga atualizou seu currículo no Catho Online.

 

Grêmio 4 x 1 Internacional

4 x 1

33ª RODADA
GRÊMIO DEVOLVE MASSACRE DE 4 A 1, ENCERRA JEJUM E ROUBA G-4 DO INTER
Tricolor domina Gre-Nal 403 na Arena e aplica goleada após mais de dois anos sem vencer rival; no aniversário de Felipão, Tricolor assume o 3º lugar
É possível o time com três volantes e nenhum meia cerebral criar mais do que um adversário repleto de peças habilidosas? É possível um jogador que errara quase todos os lances ser iluminado com um gol e uma assistência? É possível tudo isso se transformar na quebra de jejum histórico, que se arrastava há mais de dois anos, além do fato de nunca ter vencido na Arena? Num Gre-Nal, tudo é possível. Foi possível no 403. Contrariando tendências, soterrando teses, o Grêmio goleou o Inter, de D’Ale e cia, por 4 a 1, com gols de Luan, Ramiro e dois de Alan Ruiz – Rafael Moura descontou -, pela 33ª rodada do Brasileirão.

Um placar histórico, sim, um troco do 4 a 1 colorado na final do Gauchão, ainda neste ano. Mas consegue ir muito além dos nove clássicos anteriores sem vitórias e de todos esse período de provações. Tem implicação nos presente e futuro da Dupla. Faz o Grêmio ultrapassar o rival na tabela, o que não se via desde a sétima rodada e pisar no G-4 – é o terceiro lugar, com 57 pontos, enquanto o Inter ocupa a quinta posição, com 56. Que presente de aniversário para Felipão, 66 anos de idade festejados – e como – neste domingo de calor em Porto Alegre, diante de 46.437 pessoas.

Embalado, o Grêmio tem agora o desafio de se manter no G-4. No sábado, vai a Santa Catarina duelar com o Criciúma, alojado no Z-4. A recuperação do Inter pode surgir ainda na quarta-feira, em jogo antecipado da 35ª rodada diante do São Paulo, no Morumbi.

Barcos e Luan gol Grêmio x Internacional (Foto: Marcos Cunha / Ag. Estado)
Barcos e Luan vibram com gol do Grêmio (Foto: Marcos Cunha / Ag. Estado)

 

Superioridade tricolor desde o início

O Grêmio começou a ganhar o Gre-Nal no mistério, que havia perpassado toda a semana prévia ao clássico. Felipão foi o que conseguiu surpreender mais, ao sacar Riveros e manter o esquema de três volantes com Walace. A mudança de Abel Braga foi forçada – Cláudio Winck acusou lesão muscular e deu lugar a Wellington Silva. Wellington, aliás, sofreu um bocado com as investidas de Dudu, a peça mais perigosa de um primeiro tempo que refletiu o predomínio que o Grêmio já tinha nas arquibancadas – mais de 44 mil contra 1,3 mil almas vermelhas. Que sofreram ao ver Alisson salvar chute de Dudu logo a um minuto. Aos cinco, Ramiro arriscou. Aos 19, nova tentativa, de Barcos.

O Grêmio tinha mais volantes, sim, mas conseguia ser mais criativo. Uma contradição? Felipão prefere chamá-la de tática. Que chegou ao seu ápice aos 27 minutos num lance que simboliza a concepção de Scolari. Se não tem armadores capazes, que os jogadores mais habilidosos se aproximem e costurem o gramado da Arena. Assim fizeram Barcos e Dudu. Este última engatou arrancada que só terminaria no fundo do campo, em drible estiloso sobre Aránguiz e passe generoso para Luan, então figura esmaecida, marcar 1 a 0.

A superioridade gremista era tão categórica que o primeiro ataque vultoso do Inter surgiu por uma falha individual do time de Felipão. De vilão a herói, Luan quase fora vilão novamente ao errar na saída de bola e entregá-la para Nilmar, derrubado por Geromel. A falta não resultou em nada. Logo depois, no entanto, Nilmar quase marcou golaço em bicicleta que raspou o travessão. A ousadia do camisa 7, antigo carrasco azul, animou os vermelhos. Os minutos finais foram de pressão colorada. Mas havia Rhodolfo, em tarde inspirada, para desarmar e inclusive disfarçar vacilos de Marcelo Grohe.

He-Man tenta, mas reservas decidem

Quem não vacilou foi Ramiro. Aos três minutos do segundo tempo, recebeu belo passe de Luan e aumentou: 2 a 0, e justiça diante de um Gre-Nal com um time declaradamente superior. O gol não apenas mexeu no placar, contagiou Luan, que de irregular passou a ser vital. Um herói improvável também começou a se desenhar no Inter. Criticado e reserva, Rafael Moura entrou aos 12 minutos. Aos 15, acertou um chutaço de longe, diminuindo o placar e esquentando ainda mais um ótimo clássico.

Foi um reserva tricolor, no entanto, que ampliou a capacidade de o Gre-Nal inverter padrões, derrubar lógicas e fazer o impossível… possível. Giuliano, aplacado por dores crônicas no púbis, quase em chances de jogar no ano, acabou relacionado. Para entrar na etapa final e retomar as rédeas do embate para o lado azul. Outro reserva, Alan Ruiz, cavou falta que se tornaria o terceiro gol, marcado por ele próprio, de cabeça, após cruzamento de Zé Roberto.

Eram 30 minutos, impossível para uma reação vermelha. Mas o suficiente para mais um gol: 4 a 1, a primeira vitória tricolor por mais de dois gols de diferença no Brasileirão. O tento foi de Alan Ruiz, que provocou a ira de D’Alessandro. O camisa 10 não gostou da aproximação do rival e tentou agredi-lo. O desfecho perfeito para uma tarde ainda mais perfeita para o Grêmio. É possível o Gre-Nal mudar a sua própria história? Se é.

 

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Vasco 2 x 3 Grêmio

 2 x 3 

O Grêmio jogou com inteligência e muita eficiência, conseguindo assim uma importante vitória por 3 a 2 sobre o Vasco, em São Januário. Mantém-se no G-4, agora na terceira posição, com 25 pontos, três atrás do líder Cruzeiro. Barcos marcou duas vezes, e Ramiro fez o outro gol da equipe de Renato Gaúcho, enquanto Alex Telles, contra, e André anotaram para os cruz-maltinos, que caíram para a décima posição, com 19 pontos. Em resposta à campanha da diretoria nas redes sociais, 12.370 torcedores pagaram ingresso (15.781 presentes), com renda de R$ 305.720.

O Tricolor gaúcho consegue pela primeira vez no nacional uma sequência de três resultados positivos – dois deles fora de casa – e se mostra em ampla evolução.

– Estamos numa sequência  e precisamos continuar dessa maneira. Estamos crescendo, e o grupo é muito forte. O que o Renato fez com o grupo… ele se deu conta de que pode. E o resultado dentro de campo está aparecendo. Vamos passo a passo e sabemos que se jogarmos assim teremos sucesso – disse Barcos, agora autor de cinco gols no campeonato.

Em sua estreia pelo Vasco, Cris teve uma noite difícil contra o ex-clube. Jomar sofreu com uma indisposição na concentração e foi vetado. O experiente zagueiro foi escalado em cima da hora, mas falhou logo em sua primeira jogada, no gol de Barcos. No empate vascaíno, em lance iniciado em cobrança de falta de Juninho, o Reizinho se dirigiu ao zagueiro, dando força ao companheiro. Na etapa final, algumas vaias puderam ser ouvidas para o camisa 13, principalmente depois que ele não conseguiu desarmar Barcos no lance do terceiro gol.

– A derrota é a confirmação de que o time ainda não recuperou a confiança para jogar em casa, e essa é uma realidade que temos que aceitar. Mas uma vez fica o espírito de luta e a vontade de todo o grupo – avaliou Juninho, responsável por quatro das 11 finalizações do time.

O Vasco teve quebrada uma invencibilidade de três partidas. Juninho jogou com a camisa 115, em homenagem ao aniversário do clube, que será comemorado na quarta-feira. A escolha do jogador a usar o número foi feita pela internet, com votação dos torcedores. Um bandeirão com menção à data também foi estendido na arquibancada de São Januário.

Vasco e Grêmio têm compromissos no meio da semana pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O primeiro volta a campo na terça-feira para enfrentar o Nacional-AM, em Manaus, às 21h50m (de Brasília), enquanto os gaúchos visitam o Santos na quarta-feira, às 19h30m, na Vila Belmiro. Jogos pelo Brasileiro, só no fim de semana: no sábado, o Tricolor pega o Flamengo, no Mané Garrincha, e no domingo o Vasco recebe o Corinthians também na capital federal.

Barcos grêmio gol vasco  (Foto: Luciano Belford / Agência Estado)
Barcos marcou duas vezes na vitória do Grêmio em São Januário (Foto: Luciano Belford / Agência Estado)

Estreante, Cris falha no primeiro lance

Logo nos primeiros minutos de jogo, um forte temporal desabou em São Januário, aumentando ainda mais a sensação de frio no Rio. A torcida, no entanto, pouco se abalou e continuou cantando. Só parou quando Cris, o estreante da noite, furou ao tentar cortar um cruzamento, e a bola sobrou limpa para Barcos, que chutou no canto. O gol caiu como uma luva para o time de Renato Gaúcho, armado com três zagueiros e três volantes, que congestionavam o meio-campo e tentavam sair em velocidade para surpreender o rival. O Vasco, desorganizado, não conseguia articular uma jogada sequer, e o cenário não era nada animador.

Entrou em cena, então, Juninho. Ele ajeitou a bola para uma cobrança de falta da esquerda. A bola foi venenosa, Alex Telles escorou contra o patrimônio, e o Vasco estava novamente no jogo. O gol deu confiança, e o time se lançou com mais energia ao ataque. Mas outra ducha fria estava a caminho, a bordo do míssil de Ramiro, que entrou no ângulo de Diogo Silva. A equipe gaúcha voltou a se fechar bem e praticamente não foi mais ameaçada. Os 29 passes errados no primeiro tempo também não ajudaram nada os comandados de Dorival Júnior na criação de jogadas ofensivas.

Barcos amplia logo na volta do intervalo

Dorival Júnior voltou para o segundo tempo com Montoya e Tenorio nos lugares de Pedro Ken e Eder Luis para tentar ganhar mais poder ofensivo. Mas foi o Grêmio que apareceu com as melhores oportunidades e logo ampliou sua vantagem, explorando em contra-ataque os espaços criados na defesa do Vasco. Depois de Pará acertar a trave em contra-ataque, Barcos dominou na entrada da área, ganhou com facilidade de Cris e Abuda e fez 3 a 1 com belo chute colocado. A pressão aumentou sobre o time da casa, e parte da torcida, inconformada, começou a vaiar o goleiro Diogo Silva. Outros tentaram apoiar.

Sob gritos de “Ei, Vasco, vamos jogar!” e “Não é mole, não, obrigação é ganhar no Caldeirão”, os jogadores vascaínos saíram em busca da reação, mas esbarraram em uma atuação muito segura do Grêmio. Compacto, o time gaúcho dava poucos espaços e ainda conseguia se arriscar na frente, aproveitando-se da postura mais ofensiva do adversário. Nos minutos finais, o jogo ficou praticamente um exercício de ataque contra defesa. O Grêmio mal passava do meio-campo, e na base da vontade o Vasco conseguiu diminuir, com o atacante André, de cabeça. A torcida se animou, e o time da casa foi em busca do empate, mas não houve tempo para completar a reação.