Cruzeiro 3 x 3 Grêmio

O JOGO

JOGÃO!

Cruzeiro e Grêmio fizeram uma partida que talvez se torne inesquecível daqui há algum tempo. Em um jogo de muita ofensividade e cheio de reviravoltas, o Tricolor gaúcho não conseguiu a vitória que tanto buscava para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro, nem a Raposa conseguiu o resultado que a colocaria no G-6. O 3 a 3, entretanto, encheu os olhos de quem acompanhou a partida, mas ficou com um gostinho melhor para o time mineiro, que chegou a estar perdendo por 2 a 0. Os gols do Grêmio saíram com Everton, Michel e Ramiro. O Tricolor continua na segunda colocação, agora com 19 pontos, um a menos que o líder Corinthians. Thiago Neves, Rafael Sobis e Robinho buscaram o empate para a Raposa, agora com 11 pontos, na oitava colocação.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

O Cruzeiro começou em cima na partida, tentando fazer valer o mando de campo, mas com pouca precisão. O Grêmio buscava os contra-ataques com Luan e Pedro Rocha. Alisson, aos quatro, foi quem chegou com mais perigo, acertando a trave de Marcelo Grohe. Aos 15, porém, o Grêmio mostrou o porquê de estar bem na tabela. Em cobrança de escanteio, Kannemann desviou, a bola bateu na trave, e Everton aproveitou o rebote para marcar o primeiro gol. O Cruzeiro sentiu pouco o gol sofrido e foi para cima. Thiago Neves e Rafael Sobis levaram perigo com chutes de fora. Aos 41, outro baque: após reclamação, Mano Menezes foi expulso do jogo. No lance seguinte, o segundo gremista. Luan cruzou na área, Everton recebeu e chutou cruzado para Michel completar para o gol. Não deu tempo do Tricolor comemorar. Aos 45, Kannemann afastou mal a bola, e Thiago Neves aproveitou para diminuir. Jogo ainda vivo e muita reclamação dos cruzeirenses na saída de campo.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

O segundo tempo voltou como o primeiro: agitado. O Cruzeiro agitou as arquibancadas logo aos dois minutos. Rafael Sobis recebeu na área passe de Thiago Neves e chutou cruzado, empatando a partida. O Cruzeiro foi para cima em busca de uma virada que entraria para a história. Mas descuidou na retaguarda e sofreu o terceiro. Pedro Rocha partiu com velocidade, invadiu a área e chutou. Fábio espalmou, e Ramiro empurrou para o gol. Mas o Cruzeiro não desistia. Foi para cima e, três minutos depois, empatou de novo o jogo. Robinho triangulou com Sobis e Thiago Neves e chutou, balançando as redes de Marcelo Grohe: 3 a 3. As duas equipes mantiveram a postura ofensiva na partida e procurando o gol. Fábio ainda fez uma boa defesa em cabeceio de Everton na grande área. O Tricolor gaúcho mostrou-se melhor até o fim da partida, em busca do quatro gol que lhe garantiria a liderança, mas foi impedido pela bravura cruzeirense no Mineirão. A Raposa deu último toque especial à partida, levantando o torcedor com uma bola no travessão de Elber, já nos acréscimos.

DESTAQUE

AGORA SIM, DUPLA!

Thiago Neves e Rafael Sobis foram duas das principais contratações recentes do Cruzeiro. Até pelo que os dois jogadores já fizeram no futebol, a torcida celeste deposita muita confiança neles. Tiveram momentos de altos e baixos, bons jogos, outros nem tanto, mas hoje foram, juntos, a dupla que os cruzeirenses querem ver. Thiago Neves guardou o dele e deu assistência para o gol de Sobis, que também foi muito bem no jogo. Com eles, certamente, a Raposa é mais forte.

DESTAQUE

VISITANTE INDIGESTO

O Grêmio de Renato Portaluppi tem se mostrado um visitante dificílimo de ser batido. Também por isso é vice-líder do Brasileirão, com 19 pontos, um a menos que o líder Corinthians. O Tricolor já disputou cinco jogos longe de Porto Alegre. Perdeu apenas um, para o Sport, em outro jogão: 4 a 3. Ganhou da Chapecoense, do Fluminense e do Atlético-PR e empatou com o Cruzeiro.

DESTAQUE

AGENDA

Na próxima quinta-feira, as duas equipes voltam a campo pela nona rodada do Brasileiro. O Cruzeiro enfrenta a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, às 19h30 (de Brasília). Já o Grêmio, após dois jogos fora, encara o Coritiba, às 21h, na Arena do Grêmio.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Unimed vai notificar jogadores e não pagará mais direitos de imagem

Ao deixar o Flu, empresa quer rescindir com atletas que recebem de 50% a 80% do salário. Presidente Celso Barros, porém, garante que honrará compromissos.

Anunciado na manhã desta quarta-feira, o fim da parceria entre Fluminense e Unimed surpreendeu muitos tricolores, mas vinha sendo costurado pelas partes há pelo menos 40 dias. Durante todo esse tempo, o presidente do clube, Peter Siemsen, e o presidente da cooperativa de médicos, Celso Barros, mantinham conversas para colocar um ponto final na relação e decidiam como fazer, o que ocorreu nesta terça-feira. Há um ponto que promete agitar o ambiente das Laranjeiras: o plano de saúde não pagará mais os direitos de imagens dos atletas que têm contrato em vigor com o clube. A empresa, porém, garante que honrará os contratos.

Fred, Treino do Fluminense nas Laranjeiras (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Fred é quem mais recebe da Unimed, mas empresa não deve mais pagar atletas (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

A nota da Unimed informa que a decisão é fruto de uma revisão da estratégia de marketing da empresa. No entanto, ela é baseada na grave crise financeira que a patrocinadora atravessa. Apesar de dar o vínculo como encerrado, Celso Barros ainda tem contratos a cumprir com vários jogadores: Fred, Conca, Henrique, Rafael Sobis, Walter, Jean, Wagner. Todos eles recebem direitos de imagem da Unimed. São valores que representam de 50% a 80% de seus vencimentos. Cícero passaria a receber a partir de janeiro de 2015.

Conca treino Fluminense (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)
Conca voltou ao Flu em 2014 com ajuda da empresa (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

Segundo o GloboEsporte.com apurou, a Unimed quer rescindir os contratos unilateralmente e vai notificar os atletas. Ela alega que não tem como cumprir os acordos. Este foi um ponto que embasou o plano de reestruturação da empresa enviado à Agência Nacional de Saúde. Neste caso, os jogadores teriam de ir à Justiça. Celso espera que eles busquem outras equipes, o que o livraria da obrigação de cumprir com os pagamentos. O Fluminense, por sua vez, pretende adotar a postura de honrar a sua parte nos contatos com os atletas que quiserem ficar.

Duas figuras centrais representam a maior preocupação: Fred e Conca. O atacante e o meia são os maiores salários do elenco e juntos custam para a patrocinadora cerca de R$ 1,3 milhão por mês. Valor que chega a cerca de R$ 5 milhões se ampliado aos demais atletas.

Existem variações nos contratos. A rescisão de Darío Conca, por exemplo, é de R$ 12 milhões. Fred recebe R$ 650 mil de direitos de imagem da Unimed – o Fluminense paga mais R$ 300 mil (R$ 100 mil de CLT e R$ 200 mil de imagem). O documento prevê que ele receba o valor até o fim do contrato, em dezembro de 2015, mesmo em caso de ruptura entre clube e patrocinadora. Nos contratos mais recentes, não há esta cláusula.

FUTEBOL - FLUMINENSE - Peter Siemsen e Celso Barros (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Celso Barros (E) garante que Unimed honrará compromissos com os jogadores (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

Em contato com o GloboEsporte.com, Celso Barros apresentou a sua versão sobre o caso. O presidente da Unimed garantiu que honrará os contratos apesar da crise financeira pela qual passa a empresa:

– Eu garanto: a Unimed vai cumprir todos os seus contratos com os jogadores do Fluminense. Os contratos serão honrados. Mesmo que a parceria tenha sido encerrada, mesmo que a marca da Unimed não esteja estampada no uniforme do clube.

Celso também explicou o motivo de encerrar o contrato com o clube do coração.

– Evidentemente que estamos nos reestruturando. Ano que vem será difícil à economia brasileira e, portanto, decidimos investir menos em marketing. A empresa se reestrutura a cada ano. É uma decisão que não é fácil, mas no mundo dos negócios é algo normal. A empresa não vai deixar de investir em esporte, mas o fará em escala menor. Bem menor. Acho que o saldo da parceria é positivo. Com exceção do ano passado, o saldo é ótimo. Começamos em 1999 na Série C. E crescemos. Tanto a empresa quanto o clube. Tivemos muitas conquistas. É extremamente positivo.

Peter Siemsen ainda não se pronunciou sobre o caso. O mandatário concederá entrevista coletiva nesta quinta-feira.

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Renato Maurício Prado comenta Fluminense 5 x 2 São Paulo

Em meio a tantas peladas intragáveis, numa rodada sim e na outra também, o Campeonato Brasileiro teve, finalmente, uma partida eletrizante, envolvendo um time carioca. O duelo entre Fluminense e São Paulo, na despedida do Maracanã até à Copa, foi de encher os olhos. Teve sete gols, períodos distintos de domínio de um e de outro e um desfecho sensacional. 

O roliço Walter deixou o gramado festejado, com merecimento, como grande destaque da noite. Até bicicleta deu e marcou dois gols, um deles digno de aplausos de pé, como na ópera (ave, Nélson Rodrigues!). Até então, o jogo estava empatado em 2 a 2 e foi graças à obra prima do atacante tricolor que, pela primeira vez, o Flu passou a comandar o placar (o São Paulo estivera à frente em 1 a 0 e 2 a 1). 

O lance começou com um cruzamento de Wagner, da ponta-esquerda. De lá, a bola foi parar nos pés de Walter, no bico da pequena área, pelo lado direito. À sua frente estavam um lateral adversário (Reinaldo) e o goleiro Rogério. Com a baliza praticamente encoberta e sem ângulo para a conclusão, o esperado era que cruzasse para a marca do pênalti, onde Conca, livre, pedia o passe. 

Pois sim. Com a precisão de um craque de bilhar, o centroavante tricolor bateu rasteiro, com efeito e de curva, buscando o canto contrário ao de Ceni, que nem se mexeu. Um golaço que incendiou de vez o time e a torcida — e a partir daí, como na entusiasmada comemoração do artilheiro, o Flu deitou e rolou, tomando definitivamente conta do jogo e partindo para a goleada de 5 a 2.

Camisa nove absoluto da seleção brasileira, Fred, naturalmente, faz falta a qualquer equipe. Mas se existe um time que, no momento, parece poder prescindir dele é exatamente o tricolor carioca, onde Walter vem se mostrando até em melhor forma do que o titular.

Quem diria que um dos quatro últimos colocados do torneio do ano passado ressurgiria tão forte esse ano? STJD à parte, méritos para Conca (que voltou e reassumiu a batuta de maestro do meio-campo), Cristóvão (que soube organizar taticamente a equipe, algo que Renato não vinha conseguindo) e, por que não dizer, Walter, o novo xodó das Laranjeiras.

De rebaixado (em campo), em 2013, o Flu renasce como fortíssimo candidato ao título de 2014. Que pode vir a ser o terceiro, em apenas cinco temporadas! Um cartel e tanto.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 24.05.2014

Cristóvão confirma uso de Wagner e Rafael Sobis e encerra negociações

Cobiçados, meia e atacante, ao enfrentarem Bahia, neste sábado, completam sete jogos e ficam impedidos de defender outro time no Campeonato Brasileiro .

Rafael Sobis (Foto: Divulgação/Fluminense)

Não faltam interessados em contratar Wagner e Rafael Sobis do Fluminense. São Paulo, Santos, Corinthians e Grêmio demonstraram vontade em negociar com o meia ou atacante. Porém, qualquer eventual negociação teria de ocorrer antes deste sábado, dia em que, ao enfrentar o Bahia, a dupla completará sete jogos, o limite estabelecido pelo regulamento para defender outra equipe no Brasileirão. Indiferente a sondagens, Cristóvão Borges confirmou a escalação dos jogadores. Mais: disse não ter recebido qualquer orientação da direção a respeito do assunto.

Wagner e Sobis têm seis jogos. Como são titulares, estarão em campo na Arena Barueri.

– Ninguém me falou nada. E tem o seguinte: está treinado comigo. Não ia ter como seguir orientação. O jogador está aí, vai para o jogo. Estou contando para o jogo, vou escalar o que tenho de melhor e vou para tentar ganhar. Não me preocupo com o limite de sete jogos – afirmou.

O tom sério foi deixado de lado ao responder sobre a ideia do Santos trocar o meia Cícero por Sobis. Aos risos, revelou sua vontade:

– Deixaria o Sobis e traria o Cícero.

Wagner também desperta interesse do Peixe. Sobis, no começo do ano, quase foi envolvido emtroca com Osvaldo, do São Paulo. O atacante ainda interessou Corinthians e Grêmio. Mas, pelo jeito, irão continuar as Laranjeiras.

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Fluminense 5 x 2 São Paulo

 5 x 2 

6ª RODADA
WALTER BRILHA, FLUMINENSE GOLEIA O SÃO PAULO E ENTRA NO G-4 DO BRASILEIRO
Substituto de Fred, atacante marca dois gols e é destaque na vitória por 5 a 2 sobre o time de Muricy Ramalho, que perdeu a invencibilidade no torneio .
Dia 21 de maio. Quando Fluminense e São Paulo se reencontram nesta data, os cariocas festejam, e os paulistas lamentam. Em 2008, Washington foi o algoz são-paulino na histórica vitória nas quartas de final da Taça Libertadores. Exatos seis anos depois, foi Walter quem fez a festa da galera no mesmo Maracanã. Com dois gols, ele comandou a equipe que, com um belíssimo segundo tempo, goleou por 5 a 2 nesta quarta-feira, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Rafael Sobis, Wagner e Lucão (contra) também anotaram para a equipe comandada por Cristóvão Borges. Alexandre Pato e Rogério Ceni marcaram para o time paulista, que esteve duas vezes à frente no placar, mas sofreu um apagão no segundo tempo e acabou goleado. Foi sua primeira derrota neste nacional.

Para os cariocas, foi uma noite de festa. Além do excelente placar, o time subiu para a terceira colocação, com 12 pontos. Já os paulistas voltam a encarar sua irregularidade. O mesmo time que venceu o Flamengo com facilidade, domingo passado, no mesmo local, foi presa fácil para o rival desta quarta, principalmente no segundo tempo. Com nove pontos, o São Paulo segue na sétima colocação.

Os dois times voltam a campo no fim de semana. No sábado, os comandados de Muricy buscarão a reabilitação diante do vice-líder Grêmio, no Morumbi. No mesmo dia, o Flu enfrentará o Bahia na Arena Barueri.

São Paulo melhor no primeiro tempo, Flu arrasador no segundo

O primeiro tempo teve duas partes. Na primeira, que durou até os 23 minutos, o jogo foi um marasmo. Até que Antônio Carlos, aos 24, foi derrubado por Wellington Silva na área: pênalti bem batido por Rogério Ceni. O gol são-paulino fez o Fluminense sair e deixar espaços para o contra-ataque. A partir daí, o futebol apareceu. Não faltaram lances de emoção. Os maestros Ganso e Conca tinham a bola e viam seus companheiros bem posicionados. O Fluminense, após assustar em três ocasiões, chegou ao empate com Walter, após falha de Ceni, que rebateu chute de Conca. O time da casa mal teve tempo para comemorar, já que, no último lance da etapa, Pato usou a cabeça e recolocou o São Paulo na frente, após cruzamento de Osvaldo.

No intervalo, Cristóvão Borges pediu para o Fluminense adiantar sua marcação. Foi o que aconteceu. Quando Walter quase fez de bicicleta, ficava claro que o time iria com tudo. Em apenas 20 minutos, o Flu já estava à frente, com um gol contra e outro do gordinho, que fez a festa rolando no gramado. Perdido, o São Paulo não esboçava reação e ainda levou outros dois golpes com os tentos de Wagner e Sobis, o quinto quando Muricy já havia mexido na equipe, com a saída de um volante (Maicon) para a entrada de um atacante (Pabon). No fim, o jeito foi tentar consertar colocando o marcador Hudson para diminuir o ímpeto do adversário, que só não fez mais gols porque acabou o gás.

Walter comemora gol do Fluminense contra o São Paulo (Foto: André Durão)
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Palmeiras 0 x 1 Fluminense

 0 x 1 

2ª RODADA
NO DUELO DA CRIAÇÃO, CONCA BATE VALDIVIA, E FLU VENCE VERDÃO POR 1 A 0
Argentino aparece com jogadas decisivas, como a que inicia lance do gol de Sobis, e Tricolor segue líder. Bem marcado, chileno cansa no segundo tempo .
duelo com sotaque no Pacaembu entre dois dos melhores meias de criação em atividade no futebol brasileiro teve vitória tricolor. Conca apareceu mais decisivo do que Valdivia. O argentino liderou o bom toque de bola tricolor, que, aliado à boa marcação, ao bom planejamento tático e à garra, fez do Fluminense uma equipe bem superior à do Palmeiras em pleno Pacaembu na noite deste sábado. O placar de 1 a 0 acabou modesto pela superioridade.

Os seis pontos ganhos na tabela do Brasileirão após o começo da segunda rodada apontam o Tricolor carioca na liderança virtual, com 100% de aproveitamento.  E o time treinado por Cristóvão Borges mostra evolução a cada partida. Bem no Brasileiro e na Copa do Brasil, dominou um Palmeiras perdido coma ausência de Alan Kardec – de malas prontas para o São Paulo – como referência no ataque. O Verdão sucumbiu à boa marcação de Jean sobre Valdivia. Solitário para criar, o meia chileno cansou no segundo tempo, e faltaram pernas para o Alviverde chegar ao empate.

Desde o primeiro tempo o Tricolor foi melhor. Não no início, ainda que os primeiros 45 minutos tiveram a marca da lentidão das equipes para sair da defesa para o ataque. Com menos posse de bola que o Flu, o Palmeiras até aparecia com mais perigo, mas esbarrava nas poucas opções de auxiílio ao seu único homem de criação.

Mesmo marcado implacavelmente por Jean, Valdivia dava uma dorzinha de cabeça. Mas, fora o tiro perigoso de Marquinhos Gabriel, rente à trave, o goleiro Diego Cavalieri nem levou susto. Mas o Fluminense só melhorou quando Conca encontrou seu espaço em campo. E aí, só deu o Tricolor. O meia começou a destilar seu bom repertório de jogadas, com chute de fora da área e boas assistências, como a que iniciou a jogada do gol, marcado por Sobis. Fred, que deu o passe para o gol aos 44,  também cresceu de produção na partida, bem como Rafael Sobis, que poderia ter marcado outro, não fosse a bela atuação do goleiro Fernando Prass.

No segundo tempo, o Palmeiras bem que tentou. Com Serginho no lugar de Josimar no meio de campo, tentou diminuir a quantidade de passes errados no meio de campo. Mas com três volantes e sem um jogador fixo na área, estava difícil. Diogo e Miguel até melhoraram um pouco o ataque, fraco com Marquinhos Gabriel e Leandro, mas nada que decidisse. Do lado tricolor, Wagner ainda cresceu nas tabelas com Fred e Conca. Sobis cansou e saiu. No fim, o Palmeiras ainda deu um susto e quase empatou. Mas seria injusto. Pelo que apresentou mais uma vez, o Flu de Cristovão Borges, com defesa mais bem posicionada, com mais consciência tática e jogadores de qualidade do meio para a frente, tem tudo para seguir como um dos favoritos ao titulo.

Fluminense comemora contra o Palmeiras (Foto: Photocamera)
Jogadores do Fluminense comemoram o gol contra o Palmeiras (Foto: Photocamera)
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Fluminense 3 x 0 Figueirense

 3 x 0 

1ª RODADA
FLUMINENSE PASSEIA NO MARACANÃ, BATE FIGUEIRENSE E ESTREIA COM VITÓRIA
Com quarteto de ataque inspirado, Tricolor põe campeão catarinense na roda diante de 31 mil pagantes. Gols são de Sobis, Fred e Nirley (contra) .
A crise no Fluminense dos últimos dias de comando de Renato Gaúcho foi apagada rapidamente nos dois jogos dirigidos por Cristóvão Borges. Na noite deste sábado no Maracanã, pela estreia do Campeonato Brasileiro, o Tricolor mostrou mais uma vez organização tática e venceu o Figueirense, campeão catarinense, com autoridade, por 3 a 0: Rafael Sobis, Fred e Nirley (contra) fizeram os gols. Mesmo contra um adversário recuado, na maioria do tempo o Tricolor soube atacar sem ser atacado, tabelar e colocar os catarinenses na roda. Fórmula que, embalada pela torcida, deu resultado diante de um público pagante de 31.173 (35.020 presentes). A renda da partida foi de R$ 385.535.

O quarteto de frente do Flu foi para lá de eficiente. Conca criando tabelas, Wagner e Rafael Sobis se movimentando bastante e dando opções pelos lados do campo e também na área, além de Fred cumprindo bem o papel de pivô, como no primeiro gol do duelo, quando ajeitou de peito para Sobis emendar no ângulo. Tirando o pênalti convertido no fim do primeiro tempo (segundo gol tricolor), o centroavante pouco teve chances de finalizar: só três vezes. Mas soube usar a marcação para abrir espaços.

Foi assim que Wagner surgiu livre na área e sofreu a penalidade. Carlinhos foi outro a inferzinar os defensores com sua velocidade. Só que, se o jogo teve um protagonista, foi Sobis. Autor de um golaço e da jogada da terceira bola na rede – cruzou e Nirley fez contra, ao tentar cortar -, o camisa 23 foi sempre perigoso e saiu de campo ovacionado pela torcida depois de uma semana em que o Corinthians tentou contratá-lo. O placar só não foi maior por causa da grande atuação do goleiro Tiago Volpi, autor de cinco defesas difíceis.

Enquanto a fórmula de Cristóvão deu resultado, a tática de Vinícius Eutrópio não teve a mesma sorte. A proposta de jogar recuado e explorar a velocidade com os três atacantes só deu certo uma vez em toda a partida, quando Lúcio Maranhão quase marcou um golaço numa pancada rente ao ângulo. Mas o Figueirense foi envolvido, enquanto o comandante berrava à beira de campo. Mudar a estratégia, colocando mais um meio de campo no lugar de um dos homens de frente tampouco deu certo. Everton Santos era presa fácil da linha de impedimento rival, e o time só assustou nos minutos finais, quando o Fluminense já tinha parado de correr.

O Flu volta a campo já nesta quarta-feira para enfrentar o Tupi-MG, às 22h (de Brasília), em Juiz de Fora, pelo jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil. Pelo Brasileirão, joga no outro sábado, contra o Palmeiras no Pacaembu, às 21h. Já o Figueira terá a semana livre até enfrentar o Bahia, no domingo do dia 27, às 18h30, na Arena Barueri. Só retorna aos gramados pela Copa do Brasil no dia 7 de maio, fora de casa contra o Bragantino.

Fred Fluminense x Figueirense (Foto: Matheus Andrade/Photocamera)
Carlinhos, Fred e Rafael Sobis: trio infernizou o Figueirense (Foto: Matheus Andrade/Photocamera)
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Fluminense 2 x 3 Vitória

 2 x 3 

O Vitória conseguiu neste domingo, no Maracanã, um de seus triunfos mais expressivos no Brasileirão. E deu ao Fluminense uma de suas derrotas mais preocupantes. Com um jogador a menos desde os 14 minutos do primeiro tempo, o time baiano mostrou força e enorme organização ao virar o jogo e bater o adversário por 3 a 2. Marquinhos, ex-Flamengo, foi o destaque da partida: fez um gol e participou dos outros dois, de Juan e William Henrique. Biro Biro e Rafael Sobis marcaram para o Tricolor.

O resultado foi fruto de enorme eficiência do Vitória, que chega a quatro partidas sem derrota no campeonato. O Fluminense passou a partida inteira sendo mais ofensivo do que o adversário, mas quase sempre sem sucesso. Os três pontos alavancam o Rubro-Negro para o sexto posto, com 47, cinco atrás do último classificado para a Libertadores, o Atlético-PR. Na próxima rodada, recebe o Corinthians às 17h de domingo.

– Mesmo com um a menos, o time teve sabedoria. O Ney pediu para eu fechar o lado direito deles e ainda tive a felicidade de fazer um gol. Enfrentamos jogos difíceis. Todos estão sendo assim. Precisamos de tranquilidade agora – afirmou William Henrique, que entrou no lugar de Renato Cajá e fez o gol da virada.

Já a equipe de Vanderlei Luxemburgo, que não vence há sete partidas, fica ainda mais ameaçada de rebaixamento. É a 16ª, com 36 pontos, apenas três à frente de Ponte Preta e Vasco, os dois concorrentes que estão logo abaixo. O Flu entrará no Z-4 na próxima rodada se perder para o Flamengo (às 19h30m de domingo, no Maracanã), e a Ponte vencer o Criciúma fora de casa, quaisquer que sejam os placares. Em relação ao Vasco, há uma vantagem de cinco gols de saldo (além de uma vitória).

– Demos contra-ataques ganhando o jogo, e isso não existe. Nosso time estava brincando com fogo – criticou Rafael Sobis, autor do segundo gol.

Expulsão, gol contra e empate

Com nove segundos de jogo, o Fluminense já emendou um chute a gol, com Rafael Sobis. A precocidade da tentativa foi um aviso de como seria o primeiro tempo, com o time tricolor muito mais presente do que o adversário. Mas não com o controle do placar. O Vitória, mesmo com um jogador a menos, pulou na frente. Kadu foi para a rua depois de entrada dura em Diguinho. Ele acertou a canela do volante com as travas da chuteira. O jogador do Flu começou a sangrar logo após o contato e não suportou o período todo.

Apesar da desvantagem, o Vitória pulou na frente. Foi aos 23 minutos. Após balão da defesa, Dinei desviou de cabeça. Como os dois zagueiros do Fluminense, Gum e Leandro Euzébio, foram juntos na disputa aérea (e perderam), sobrou espaço para Marquinhos receber, avançar e mandar o chute. Mas o Tricolor logo reagiu. Biro Biro fez boa jogada pela direita e mandou na área. Ayrton, do Vitória, desviou contra (o árbitro assinalou o gol para o atacante). Era o empate. E um empate que não virou vitória nos minutos restantes do primeiro tempo, apesar do total controle do Flu, que teve 71% de posse de bola e finalizou 11 vezes, contra apenas duas do oponente.

Flu vira, Vitória revira

O Flu voltou ainda mais ofensivo no segundo tempo. Felipe, um meia, entrou no lugar de Gum, um zagueiro – no primeiro tempo, Marcos Junior já substituíra Diguinho. A postura agressiva encontrou resultado prático aos 12 minutos, quando Felipe acionou Biro Biro na esquerda. De lá, saiu o cruzamento para Rafael Sobis fazer o gol da virada. Na origem do lance, Marquinhos pediu falta.

Mas aí o Fluminense teve um apagão. E o Vitória (re)virou, sempre com a participação de Marquinhos. Primeiro, o meia mandou chute de fora da área, Diego Cavalieri espalmou, e Juan, no rebote, voltou a empatar a partida. Depois, Juan cruzou da esquerda, Marquinhos emendou para a área, e William Henrique completou. Era a virada baiana.

O Fluminense passou o resto do jogo em busca pelo menos de um empate. Leandro Euzébio e Edinho chegaram a virar atacantes. Em vão. Muito bem postado, o Vitória segurou o rival. E ainda perdeu um gol impressionante, novamente com Marquinhos, quase em cima da linha.

Renato Maurício Prado comenta Fluminense 1 x 1 Grêmio

Wagner jogo Fluminense e Grêmio (Foto: Alexandre Cassiano / Ag. O Globo)Grohe sai bem e salva chute de Wagner: foi uma das quatro defesas difíceis do goleiro apenas no primeiro tempo (Foto: Alexandre Cassiano / Ag. O Globo)

 

Quem escapou da derrota no finalzinho e num lance casual foi o Fluminense, no sábado. De qualquer forma, assim como o Fla, dá a impressão de que pode terminar o ano sem grandes sustos. Só não tem mais a possibilidade de conseguir algo na Copa do Brasil, onde foi precocemente eliminado.

O ano praticamente já terminou para o campeão brasileiro.

 

Renato Maurício Prado-O GLOBO – 14/10/2013

Fluminense 1 x 1 Grêmio

 1 x 1 

Jogada individual de Rafael Sobis aos 45 minutos do segundo tempo, quando o Fluminense tinha um jogador a menos em campo, deu ao time carioca um improvável empate com o Grêmio no início da noite deste sábado, no Maracanã. O gol saiu quando os gaúchos pareciam ter total controle da partida, alicerçados na vitória parcial por 1 a 0, com gol de Bressan, e na vantagem numérica, fruto da expulsão de Biro Biro. O 1 a 1 rendeu sentimento de alívio ao Flu, que fica um pouco menos colado na zona de rebaixamento. O Grêmio agora tem dez pontos de distância para o líder do campeonato, o Cruzeiro, que neste domingo tem clássico contra o Atlético-MG.

O Grêmio pulou na frente ainda no primeiro tempo e depois suportou forte pressão do Fluminense. Na etapa final, porém, os cariocas não conseguiram ameaçar o adversário. Foi o brilho individual de Rafael Sobis – agora com nove gols no nacional – que evitou a derrota.

– Nós tentamos acertar as finalizações, mas o goleiro deles teve uma noite muito feliz. O placar foi de 1 a 1, mas o resultado não foi justo – avaliou Sobis.

Os gaúchos, com o lance, acabaram pagando o preço da falta de ambição demonstrada depois do primeiro gol. O atacante Kleber reclamou muito de um impedimento mal assinalado pelo árbitro Alicio Pena Júnior no lance imediatamente anterior ao gol de Sobis. O Gladiador partiu do campo de defesa e ficaria frente a frente com o goleiro rival.

– O Grêmio pagou pelo erro do juiz. Não foi impedimento. Já foi assim contra o Vitória e agora de novo – protestou o atacante, referindo-se a um gol mal anulado contra os baianos, pela 23ª rodada, quando o assistente também assinalou um impedimento seu.

O Grêmio foi a 49 pontos, nove à frente do primeiro time fora da zona da Libertadores – o Vitória. Foi o sexto jogo do time de Porto Alegre contra cariocas e o primeiro sem vitória. O Flu, com 35, é o 13º, três à frente da zona de rebaixamento.

As duas equipes voltam a campo na quarta-feira. Os gaúchos recebem o Corinthians na Arena, e os cariocas visitam o Cruzeiro no Mineirão.

Wagner jogo Fluminense e Grêmio (Foto: Alexandre Cassiano / Ag. O Globo)Grohe sai bem e salva chute de Wagner: foi uma das quatro defesas difíceis do goleiro apenas no primeiro tempo (Foto: Alexandre Cassiano / Ag. O Globo)

Pacto com a bola

A eficácia do esquema 3-5-2 do Grêmio convenceu o técnico Vanderlei Luxemburgo a usar a mesma tática. Ele também escalou o Flu com três zagueiros (Edinho foi recuado), com a diferença de que o sistema gaúcho é sustentado em três volantes no meio. Foi curioso: o time carioca foi a campo sem dar a certeza de qual seria a formação. Com a medida, Luxa pretendia controlar a verticalidade do adversário, sempre capaz de atacar rápido, com movimentação, sem dar tempo ao oponente. A missão, porém, fracassou no primeiro tempo. O zagueiro Bressan, de cabeça, fez 1 a 0 para o Grêmio aos 37 minutos.

O jogo começou chato, arrastado. Com o tempo, porém, se soltou. Foi o Grêmio que tomou a iniciativa. Souza acertou o travessão de Kléver com a canhota e depois, de perna direita, mandou chute perigoso, mas para fora. O goleiro do Fluminense ainda teve que salvar desvio de cabeça de Barcos. Quando Bressan fez o gol (Kléver saiu mal, e a bola ainda passou sob as pernas de Diguinho), já estava evidente que ele poderia nascer a qualquer momento.

Mas o mais curioso foi a mudança radical na partida depois do gol. A partir daí, o atual campeão brasileiro encaixotou o rival em seu campo de defesa e só não empatou porque os gaúchos parecem ter um pacto com a bola. Repetidas vezes, ela ficou solta dentro da área, quicando – e nada de entrar. Saimon salvou em chute de Jean. Marcelo Grohe, de enorme atuação, impediu o gol duas vezes no lance mais impressionante, aos 43, primeiro em dividida com Wagner, depois em chute de Jean.

Rafael Sobis comemoração gol Fluminense e Grêmio (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)Rafael Sobis comemora gol aos 45 do segundo tempo (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera)

Sobis busca o empate

Luxemburgo desmanchou o esquema com três zagueiros no intervalo. O Flu voltou para o segundo tempo com Felipe, um articulador, no lugar de Anderson. O Grêmio, em contrapartida, encontrou seu cenário ideal: vantagem no placar para, com sua distribuição matemática no campo de defesa, anestesiar o adversário. Até os 20 minutos, os cariocas trocaram passes sem parar – e sem qualquer efeito prático.

Aí o treinador do time da casa resolveu radicalizar: botou Marcos Junior no lugar de Wagner e mandou o menino Ailton a campo, sacando Bruno. O time ficou mais ofensivo. A expulsão de Biro Biro, ao tentar cavar um pênalti, complicou a vida do Fluminense. Com um a menos, parecia perdido. Era quase absoluto o controle do Grêmio. Quase. Rafael Sobis, aos 45, avançou a dribles, passou pelos marcadores, mandou o chute e conseguiu empatar a partida.