Brasil de Pelotas 2 x 3 Ceará

DESTAQUE

MUITA EMOÇÃO!

Em um jogo cheio de reviravoltas nos 90 minutos, o Ceará confirmou uma vitória sobre o Brasil de Pelotas que parecia fácil em suas mãos. Depois de abrir 2 a 0, o Vozão cedeu o empate ao Xavante, mas buscou os três pontos nos minutos finais e garantiu o resultado com um 3 a 2. Rafael Pereira, Arthur e Rafael Carioca marcaram para os cearenses, enquanto Lincom, duas vezes, fez os dois gols xavantes. Arthur, inclusive, chorou e se emocionou após o gol por ser o substituto de Magno Alves, opção no banco. (Eduardo Moura)

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Os primeiros minutos de jogo foram enganosos. Deram a impressão de um jogo empolgante, com chances de gol e qualidade técnica. Porque logo aos cinco minutos Rafael Pereira ganhou da marcação e desviou cobrança de escanteio para o gol, após cruzamento de Felipe Menezes. A bola ainda passou sob os pés de Wender ao lado da área. A partir de então, o relógio parecia em câmera lenta. O jogo transcorreu com muitos erros de passe e sem grandes chances de perigo. O Ceará controlou a partida e sofreu pouco na defesa. Apenas em uma oportunidade, Rafinha desviou cruzamento de Bruno Lopes, para defesa tranquila de Éverson. A bola aérea, grande força xavante, não entrou. E o meia Wagner, responável por ser o centro técnico, não apareceu. O Ceará, por outro lado, não precisou se expor muito. Buscava um contra-ataque, mas não conseguiu o encaixe para levar perigo a Martini. Ainda viu o zagueiro Luiz Otávio precisar ser substituído por dores na virilha. (Eduardo Moura)

O JOGO

SEGUNDO TEMPO

O que faltou de emoção no primeiro tempo, sobrou no segundo. Arthur se emocionou ao marcar um belo gol, após erro na saída de bola do Brasil. O 2 a 0 parecia dar tranquilidade ao Vozão, mas acordou o Xavante. Os donos da casa partiram para uma pressão, obrigaram Éverson a fazer três defesas, a mais difícil em cabeçada de Lincom e enfim chegaram ao gol. O próprio Lincom venceu o duelo particular com o goleiro e anotou duas vezes. A partir do empate, novamente o jogo pareceu estar decidido. Mas Rafael Carioca não estava satisfeito com o resultado e, aos 44 minutos, em chute de fora da área, surpreendeu Martini e colou o Ceará no G-4. (Eduardo Moura)

DESTAQUE

PRÓXIMOS DESAFIOS

Na próxima rodada, o Ceará enfrenta o Santa Cruz, na Arena Castelão, âs 21h30 da terça-feira (13). O próximo desafio do Brasil de Pelotas será o Luverdense, na Arena Pantanal, no mesmo dia e horário. Com o resultado, o Alvinegro de Porangabuçu chega aos 10 pontos e se aproxima do G-4, na sexta posição. Já o Xavante é o 11º com oito pontos.

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Náutico 2 x 0 Paraná

Náutico bate apático Paraná e segue firme na busca pelo G-4 da Série B

Em confronto de um time só, na Arena Pernambuco, alvirrubros deram passo enorme para chegar ainda mais vivos na reta final da competição; paranaenses pouco fizeram

O Náutico sabia que tinha de vencer a todo custo, na Arena Pernambuco, pela Série B, este sábado. E entrou com tudo no confronto. Atropelou o Paraná, ainda no primeiro tempo, e garantiu três pontos que fizeram o Timbu saltar na classificação: da nona colocação foi para a quinta, com 55 pontos. Chega firme na briga pelo acesso, com gols de Rafael Pereira e Daniel Morais, diante dos paranaenses, que tiveram uma postura apenas defensiva. O Tricolor da Vila permanece em 12º, com 43.

Na próxima terça-feira, o Náutico sai do Recife para enfrentar o Macaé, no Rio de Janeiro – o jogo decisivo para os pernambucanos começa às 19h (de Brasília). Um pouco mais tarde, às 21h30 (de Brasília), o Paraná vai até o Rei Pelé, em Alagoas, medir forças contra o CRB.

Náutico x Paraná Série B (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Náutico foi superior ao Paraná, mas “tirou o pé” na etapa final de confronto
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Durante a semana, os jogadores do Náutico lembraram insistentemente do primeiro confronto com Paraná, derrota por 2 a 0, placar construído nos primeiros 18 minutos da partida, com direito a baile dos adversários. Talvez por isso, o Timbu entrou de maneira fulminante. Não deixou os paranaenses – com postura muito defensiva – respirarem. Logo aos 14 minutos, Rafael Pereira marcou, de cabeça, após um cruzamento de Guilherme Biteco. Aos 27, Daniel Morais também usou a cuca para escrever mais um no placar, praticamente colocando um ponto final no embate.

O Náutico diminuiu o ritmo, como era previsível. Com a vantagem no placar, o Timbu só se deu ao trabalho de administrar o confronto. O Paraná, que já não mostrava força ofensiva na etapa inicial, não agrediu nos últimos 45 minutos. De maneira tranquila, os alvirrubros conduziram o jogo, sem sofrer sustos. Assim, martelo batido e ponta virada: três pontos na conta.

 

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Paysandu 0 x 1 Náutico

Náutico põe fim a jejuns, bate o Paysandu e ainda sonha com G-4

O Timbu, que não vencia há cinco jogos, venceu o Papão por 1 a 0, dentro do Estádio Mangueirão. Mesmo com tropeço, paraenses se mantiveram na vice-liderança

O Náutico não vencia há cinco partidas. E só tinha conseguido somar três pontos fora de casa uma única vez na Série B. Mas venceu o Paysandu por 1 a 0, dentro do Estádio Mangueirão, e ainda sonha com o G-4 da Série B. O gol foi marcado pelo zagueiro Rafael Pereira. O Timbu, oitavo colocado com 40 pontos, vê o grupo do acesso seis pontos na sua frente. Já o Papão, que só havia perdido uma vez em seu estádio, se manteve na vice-liderança da competição apesar da derrota, com 47 pontos.

O Paysandu volta a entrar em campo às 16h30 do próximo sábado, quando enfrenta o Vitória, no Estádio Barradão. Enquanto isso, o Náutico joga no mesmo dia e horário na Arena Pernambuco, contra o ABC.

paysandu x náutico (Foto: Reprodução TV Globo)

Em campo, dois times com uma postura que esperada desde que as escalações saíram. O Paysandu, empurrado por um Estádio Mangueirão que recebeu um bom público, tomou as ações da partida e assustou muitas vezes. Porém, foi atrapalhado por Betinho, que perdeu duas boas chances. O Náutico tinha uma atitude mais retraída e, dessa maneira, conseguiu suportar bem a pressão do Papão em alguns momentos. No entanto, nas poucas oportunidades que teve, o Timbu mal conseguiu finalizar.

O Náutico voltou ao segundo tempo querendo mudar a história do jogo. Bem postado, o Timbu conseguiu equilibrar as ações e chegar ao gol. Aos 21, após cobrança de escanteio, Marino cabeceou na trave a bola sobrou para Rafael Pereira empurrá-la para o fundo das redes. Foi aí que o Paysandu foi para cima. Dado Cavalcanti deixou a equipe mais ofensiva colocando mais atacantes e os paraenses chutaram muito. Já no apagar das luzes, aos 49 da segunda etapa, o Papão conseguiu marcar com Gilson, mas a arbitragem marcou impedimento de Roni no lance. Melhor para os alvirrubros, que decretaram o fim do jejum.

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Náutico 1 x 0 Boa Esporte

Náutico pressiona até o fim, consegue gol da vitória e mantém Boa no Z-4

Atuando na Arena Pernambuco, Timbu superou defesa forte do time mineiro e conseguiu triunfar com tento de Rafael Pereira, aos 44 minutos do segundo tempo

Foi no sufoco. O grito de gol só saiu da garganta do torcedor do Náutico aos 44 minutos do segundo tempo.O Boa Esporte bem que tentou se segurar na Arena Pernambuco, abusando da marcação forte, mas o cabeceio fulminante de Rafael Pereira já no apagar das luzes fez o Timbu vencer por 1 a 0 e chegar aos 35 pontos, assumindo momentaneamente a sexta posição da Série B do Campeonato Brasileiro. O empate tirava os mineiros da zona de rebaixamento, mas tudo escapou por entre os dedos e o time continua na 17ª colocação, com 23 pontos.

O próximo compromisso do Náutico é fora de casa. Os alvirrubros se encontram com o Criciúma, no Estádio Heriberto Hülse, às 19h, na próxima terça-feira. O Boa Esporte recebe o Paraná no mesmo dia, às 20h30, no Estádio Municipal de Varginha,

Para um jogo no qual as duas equipes tinham objetivos bem definidos na rodada – o Náutico, entrar no G-4, e o Boa Esporte, deixar a zona de rebaixamento – o primeiro tempo foi de decepcionar. Os times erraram muitos passes e não fizeram o confronto fluir. A chance de gol mais clara foi dos mineiros, quando, aos 18 minutos iniciais, Felipe Alves chutou cruzado e Rafael Pereira salvou em cima da linha. Foi o momento da partida que mais pegou fogo. Quatro minutos depois, Daniel Morais tentou de cabeça e, logo na sequência, Rogerinho perdeu uma grande oportunidade. Com o passar do tempo, a volúpia dos clubes voltou a cessar e a sonolência, de novo, deu o tom.

Náutico x Boa Esporte Série B (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Náutico e Boa Esporte fizeram jogo truncado, com gol no final para o Timbu
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Na etapa final, o time alvirrubro martelou, teve chances, mas, a princípio, não as traduziu em gol. O Boa Esporte reforçou a marcação e ficou à espreita, apostando no momento certo para puxar o contra-ataque que poderia definir o confronto. Mas não ocorreu. Além disso, conseguiu se safar do que no futebol se chama de jogo “de ataque contra defesa”. Para se ter uma ideia, o goleiro Julio Cesar não fez nenhuma intervenção. Do outro lado, Andrey praticou pelo menos quatro defesas providenciais. O jogo se encaminhava para um empate insosso até que Rafael Pereira, no fim, fez o gol alvirrubro para fazer justiça ao melhor futebol praticado no segundo tempo.

 

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Náutico 2 x 1 Vitória

Náutico reage e consegue vencer o Vitória para voltar ao G-4 da Série B

Time baiano abriu o placar no início da partida, mas o Timbu, na base da raça, conseguiu fazer dois gols e garantir a festa na Arena PE; partida teve três expulsões

Na Arena Pernambuco, o Timbu continua inabalável. O alvirrubro chegou à sua sétima vitória em casa (também acumula um empate) na Série B e despachou o Vitória por 2 a 1. Os alvirrubros, que estavam fora do G-4, venceram de virada, subiram para a terceira colocação – com 27 pontos – e deixaram justamente o Leão para trás, em quarto, com 26. Os baianos marcaram com Rhayner. Os pernambucanos, com Douglas e o estreante Rafael Pereira.  Na próxima terça-feira, o Náutico volta a entrar em campo. No Estádio Durival de Britto, o Timbu encara o Paraná às 19h30. No mesmo horário, o Vitória recebe, no Barradão, o Macaé.

O início da partida foi de tirar o fôlego do torcedor das duas equipes. Tanto os alvirrubros quanto os rubro-negros se lançaram ao ataque. Mas foi a equipe baiana foi mais eficiente. Que o diga Rhayner. Quando o atacante passou pelo Timbu, em 2012, não fez um gol sequer. Mas no reencontro com seu ex-clube, só precisou de cinco minutos para abrir o placar.  Ao ser lançado, avançou e bateu cruzado, sem chances par Júlio César.

A marcação forte das duas equipes era visível por conta das inúmeras faltas e o clima ríspido entre os jogadores.  Numa das jogadas, o lateral do Náutico, Gaston Filgueira e o atacante do Vitória Elton se desentenderam, trocaram empurrões e acabaram sendo expulsos pelo árbitro.  O camisa 9 rubro-negro ainda empurrou o lateral-esquerdo depois que recebeu o cartão vermelho. O clima esquentou.  Rhayner, do banco de reservas, fez gestos obscenos para a torcida dona da casa (ao final da partida, o atacante revelou ter sido vítima de insultos racistas). Os pernambucanos – que  reclamaram de dois pênaltis não marcados – ainda perderam uma oportunidade incrível com João Ananias, que, cara a cara com o goleiro, chutou para fora. Gil Mineiro ainda chutou uma bola em cima do zagueiro antes do intervalo. Parecia mesmo que era o dia do Leão. Só parecia.

No segundo tempo, a intensidade não mudou em nada. Já a história do jogo… Se o Náutico tinha reclamado de dois pênaltis não marcados no primeiro tempo, empatou – ironicamente – desta forma. Douglas sofreu e converteu para empatar o jogo. O poder de reação do Timbu fez a correria aumentar e, em uma dessas, Mansur acabou expulso e prejudicando ainda mais o Vitória. Foi quando o dedo de Lisca e a estrela de Rafael Pereira apareceram. Estreante, o zagueiro saiu do banco e, quatro minutos depois, aproveitou a falha da defesa do Vitória para estufar as redes. Depois do lance, o Náutico se fechou e garantiu os três pontos que garantiram a volta do Timbu ao G-4.

Náutico x Vitória (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Rafael Pereira saiu do banco de reservas para garantir vitória do Náutico
 (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
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Criciúma 3 x 1 Atlético Mineiro

3 x 1

26ª RODADA
PEGADOR, CRICIÚMA VENCE, GANHA ÂNIMO, E ATLÉTICO-MG SEGUE NO G-4
Tigre encarna o espírito de Libertadores, e torcida transforma estádio em “Bombonera” contra o Galo, que luta para voltar à competição continental
Levir Culpi comandou o Criciúma numa campanha memorável da equipe catarinense na Libertadores de 1992. Neste sábado, da área técnica do Atlético-MG, ele viu o Tigre com uma pegada similar à do time que foi quinto lugar naquela competição. Pegadores, os mandantes fizeram 3 a 1 no Galo, com direito a duas bolas na trave, e ajudaram a maior parte dos 8.468 nas arquibancadas a transformarem o Heriberto Hülse em Bombonera. Era “jogo de competição sul-americana”, como previu o técnico atleticano.

O Atlético-MG aceitou a marcação adiantada do Criciúma e foi punido com dois gols – um do do estreante Rafael Pereira e outro do centroavante Souza, ainda que tenha balançado as redes entre os dois tentos sofridos, com Carlos. Na etapa final, ainda que mais agressivo, o Galo sucumbiu à pegada tricolor. Não marcou, sofreu o terceiro, também de Souza, e ainda levou duas bolas na trave.

Com o triunfo em casa, o Criciúma ganhou ânimo e foi aos 27 pontos, mas não saiu da zona de rebaixamento, em 17º lugar. Tentará na próxima rodada, quando encontra o Coritiba, no Couto Pereira, na quarta-feira. No dia seguinte, o Atlético-MG, quarto colocado com 43 pontos, estará no Maracanã para enfrentar o Fluminense. O time mineiro tenta voltar a vencer e se consolidar no G-4.

Souza, do Criciúma, comemora gol sobre o Atlético-MG (Foto: Agência Estado)
Souza desencantou pelo Criciúma e fez dois em cima do Galo (Foto: Agência Estado)

O jogo

O Criciúma começou com agressividade, fruto da marcação no campo de ataque. Por isso, finalizou mais no primeiro tempo (9 a 5). Dois dos arremates balançaram as redes do goleiro Victor, o primeiro aos quatro, de Rafael Pereira após escanteio, e o segundo de Souza, aos 18, quando estava um pouco à frente dos marcadores, mas o impedimento não foi marcado. Gols que tiveram a participação decisiva do meia Cleber Santana. Mas o Galo até soube fazer uso da maior posse de bola, porque chegou a empatar, aos 13, com Carlos.

Estudar e especular, somente na segunda metade da etapa inicial, com o time mineiro numa aparente tranquilidade apesar de estar atrás no placar. Frieza que refletiu em displicência de Dátolo, que perdeu uma chance clara de empate no finalzinho, com a baliza protegida apenas por defensores do rival. O Atlético-MG voltou ao segundo tempo sem mudanças, mas reclamou da arbitragem. No lance do primeiro gol sofrido, os atleticanos apontaram que não houve escanteio. O Tigre não alterou nem a escalação, nem a proposta.

O Galo jogou mais em cima e deu oportunidade aos mandantes de tentar ampliar. Tanto que, antes do 10º minuto da etapa final, o Tigre colocou uma bola na trave. Souza não marcou, mas fez a torcida cantar junto, e o Heriberto Hülse parecia a Bombonera. A equipe encarnou o espírito de Libertadores e, na luta, chegou ao terceiro gol, o segundo de Souza. Expostos, os atleticanos tomaram outro balão no poste de Victor, aos 23. Não entrou, mas esfriou o Atlético-MG, que perseguiu sem tanta gana uma reação que não ocorreu e parou nas mãos do goleiro Bruno.

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