São Paulo 1 x 2 Atlético Mineiro

O JOGO

CANTOU DE GALO

O Atlético-MG levou a melhor sobre o São Paulo na tarde deste domingo, no Morumbi, em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols de Cazares e Rafael Moura, o Galo fez 2 a 1 nos donos da casa e deixou a zona de rebaixamento. O Tricolor reagiu depois de sair perder e teve a chance de virar a partida, mas voltou a vacilar na defesa e perdeu pela primeira vez no Morumbi nesta edição.

DESTAQUE

COMO FICA?

O Atlético-MG foi a 9 pontos e deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão. O São Paulo estacionou nos 10 pontos e caiu para região intermediária da tabela.

DESTAQUE

LUCÃO DE SAÍDA?

Mais uma vez criticado pela torcida tricolor, o zagueiro desabafou: “Enquanto eu estiver aqui, eles vão sempre pegar no meu pé. Preciso saber lidar com isso e ser profissional. Mas para a alegria de muitos aí, já, já eu estou indo embora”. Ceni reprovou o comentário.

DESTAQUE

90 MINUTOS

O Atlético-MG abriu o placar logo no começo. Aos 8, depois de Lucão afastar mal, Robinho acionou Cazares, que bateu de fora da área para fazer 1 a 0. O Galo teve uma outra boa chance com Robinho, também de fora da área. Sem sucesso. Aos poucos, o São Paulo se encontrou na partida e levou perigo. Sempre com Lucas Pratto. Os mineiros, porém, estavam atentos ao contra-ataque e deram trabalho.

 

A etapa final começou agitada, assim como o primeiro tempo. Mas o gol de empate do São Paulo saiu antes mesmo de o cronômetro marcar um minuto. Junior Tavares avançou pela esquerda e deu bela assistência para Marcinho marcar. O Tricolor teve algumas chances de virar o jogo. Mas foi o Galo, persistente, que saiu vencedor. Aos 35, após falha de Lucão, Rafael Moura completou para o gol: 2 a 1.

DESTAQUE

PÚBLICO E RENDA

22.704 torcedores / R$ 576.735,00

DESTAQUE

PROTESTO TRICOLOR

Antes de a bola rolar no Morumbi, alguns torcedores do São Paulo fizeram uma manifestação contra a diretoria do Tricolor. Além de reclamarem da venda precoce dos talentos revelados na base, eles cobraram a renovação do zagueiro Lugano.

DESTAQUE

AGENDA

São Paulo e Atlético-MG voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro na próxima quarta-feira, às 21h45. O Tricolor visita o Atlético-PR, em Curitiba, enquanto o Galo recebe o Sport, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

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Atlético Mineiro 2 x 2 Ponte Preta

O JOGO

LÁ E CÁ!

O Atlético-MG segue sem vencer no Campeonato Brasileiro. Depois de sair ganhando da Ponte Preta, no Independência, com gol de Robinho, o Galo foi surpreendido pelo time de Campinas, que conseguiu a virada com dois gols de Lucca. Na base da pressão, os mineiros ainda buscaram o empate com Rafael Moura, mas não passou disso. Em três rodadas, o Atlético soma dois pontos na competição, empates com Flamengo e Ponte. O clube ainda foi derrotado pelo Fluminense, na rodada passada, no Horto. Já a Macaca chega aos quatro pontos, em um bom resultado por se tratar de um jogo fora de casa contra um dos favoritos.

DESTAQUE

E AGORA?

Agora, o Atlético-MG volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Paraná, em Belo Horizonte, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O Alvinegro precisa vencer para passar de fase. Já a Ponte Preta só joga no próximo domingo, contra o São Paulo, em Campinas, pela quarta rodada da Série A.

DESTAQUE

SEGUNDO TEMPO

A Ponte Preta voltou com outra postura e foi agraciada no início do segundo tempo. Foram dois gols de Lucca em dois minutos. O sistema defensivo do Galo sofreu bastante para tentar marcar os paulistas. Com dois centroavantes em campo, os mineiros passaram a apostar na jogada aérea. E deu certo. O Atlético conseguiu o empata na base do abafa, com Rafael Moura, de cabeça.

DESTAQUE

PRIMEIRO TEMPO

Atlético-MG e Ponte Preta entraram com estratégias bem claras e distintas no Independência. O Galo buscava ter a posse de bola e arrumar espaços na defesa adversária. Já a Macaca estava de olho nos contra-ataques. O curioso é que o primeiro gol do Atlético-MG foi justamente por meio da principal arma dos paulistas: o contra-ataque. Em saída rápida após escanteio da Ponte, Cazares acionou Marcos Rocha, que tocou para Robinho finalizar de primeira. .

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Palmeiras 1 x 1 Internacional

Palmeiras pressiona, abre o placar, mas cede empate ao Inter em casa

Em arena lotada, time de Oswaldo de Oliveira fica no 1 a 1 com o Colorado depois de criar chances e marcar com Vitor Hugo. Rafael Moura, com estrela, deixa sua marca

O volume de jogo e a eficiência terminaram empatados na noite desta quinta-feira. Mesmo com mais chances de gol, o Palmeiras cedeu o empate ao Internacional e ficou no 1 a 1 em sua arena, gols de Vitor Hugo e Rafael Moura. O Verdão continua sem vencer em seu novo estádio no Campeonato Brasileiro: são cinco jogos de jejum, desde o ano passado.

O Inter, por sua vez, mantém série invicta diante do rival – os gaúchos não perdem para o Palmeiras desde 2010. Nos seis jogos anteriores, eram seis vitórias do Colorado. O empate, porém, deixa as equipes na parte de baixo da tabela, ambas com seis pontos somados: Verdão em 12º, Inter em 13º.

Os dois times voltam a campo no próximo domingo. O Inter recebe o Coritiba no Beira-Rio, às 11h (horário de Brasília), enquanto o Palmeiras viaja a Florianópolis para enfrentar o Figueirense, às 19h30.

Alex e Gabriel Palmeiras x Internacional (Foto: Marcos Ribolli)
Alex e Gabriel disputam bola: jogo foi agradável de se ver na arena do Palmeiras
(Foto: Marcos Ribolli)

O jogo

O Palmeiras queria jogo antes mesmo de ele começar, quando Paulão, do Inter, teve de trocar uma proteção em sua meia e retardou o início da partida. Alex não deu a saída de bola, esperando o colega, e acabou levando cartão amarelo do árbitro Rodolpho Toski Marques.

Assim que o meia do Colorado tocou na bola, o Palmeiras adiantou sua marcação e pressionou a saída de bola do rival. Foi a tônica do primeiro tempo, com o time da casa propondo jogo, fazendo seus atacantes se movimentarem. A melhor chance, porém, foi do volante Gabriel. Após erro de Paulão, ele encobriu Alisson, e Juan salvou em cima da linha.

O Palmeiras venceu por 7 a 1 em finalizações e teve 60% de posse de bola. Faltou o passe decisivo, na área, para abrir o placar. O Inter, pautado nos contra-ataques, dependeu demais de Valdívia. Ele apareceu menos do que poderia na etapa inicial.

Mais cadenciados, Verdão e Colorado se equilibraram no início do segundo tempo. O Palmeiras ainda tinha certo controle do jogo, mas precisou da bola parada para confirmar sua superioridade. Aos 19, Zé Roberto cobrou escanteio na cabeça de Vitor Hugo, zagueiro e artilheiro. Ele abriu o placar com seu quinto gol em 24 jogos pelo clube.

Diego Aguirre reagiu. Colocou Rafael Moura e Vitinho nos lugares de Nilton e Artur. No primeiro lance com os dois em campo, um gol “achado”, com colaboração de Fernando Prass, garantiu o empate. Rafael Moura demorou a acreditar que tinha feito seu gol. Suficiente para dar números finais a um ótimo jogo na arena do Palmeiras.

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Após Rafael Moura atuar como segurança, Flu entra com recurso e toma vaga do Inter

He-Man mostrando que é um verdadeiro herói! (FOTO: Dolph Lundgren)

He-Man mostrando que é um verdadeiro herói!
(FOTO: Dolph Lundgren)

Não é de hoje que o Fluminense tem a fama de virar a mesa. Deve a Série B, não nega, mas todos sabemos que não vai pagar. Desta forma, atento a tudo que ocorre, o clube carioca encontrou uma possibilidade de disputar a Libertadores em 2015.

Internacional e Figueirense fizeram um jogo emocionante, que acabou vencido por  2 a 1 pela equipe colorada. Depois da partida, enquanto os catarinenses tentavam agredir o árbitro, Rafael Moura agiu como segurança da vítima, protegendo-o como se fosse o próprio pai do juiz. Contudo, para o Flu, esta atitude foi ilegal e merece uma punição. 

“Ele exerceu uma função irregular. Você pode chamar o Rafael Moura de centroavante, atacante, goleiro, He-Man, mas nunca de segurança. Isso é proibido. Ele está ali para jogar futebol, não para atuar como segurança particular. Daqui a pouco vão liberá-lo para entrar armado em campo. Por isso, entramos com recurso e conseguimos ficar com a vaga do Inter”, disse o advogado, Kevin Lomax.

O Inter perdeu 12 pontos, que foram repassados ao Fluminense, conforme pedido da equipe pó de arroz.

Dica: Weverton Ricard

 

Figueirense 1 x 2 Internacional

1 x 2

38ª RODADA
INTER VENCE FIGUEIRA COM GOL NO FIM E VAI À FASE DE GRUPOS DA LIBERTADORES
Vitória por 2 a 1 com gol aos 50 minutos do segundo tempo deixa o Colorado na terceira colocação do Brasileiro, à frente do Corinthians.
O discurso do Inter era de que a Libertadores começaria neste sábado, diante do Figueirense, pela última rodada do Brasileirão, uma vez que o Colorado precisava vencer para escapar da fase preliminar do torneio continental. Pelo jeito, começou bem. O time catarinense estava confirmando o rótulo de pedra no sapato dos gaúchos até os 50 minutos, quando Wellington Silva marcou o gol salvador, que tirou a importância da vitória do Corinthians sobre o Criciúma. O dramático 2 a 1 foi iniciado com gol de Pablo, para o Figueira. Depois, Rafael Moura empatou, já aos 41 do segundo tempo.

A vitória suada salvou o Inter sob vários aspectos. Com o terceiro lugar e 69 pontos, o Colorado foge da primeira fase da Libertadores, marcada para a primeira semana de fevereiro, o que implicaria mudança de planejamento na pré-temporada. Além disso, se passasse pelo mata-mata, ingressaria no grupo da morte, com São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Agora, o time de Abel irá ao Grupo 4, ao lado de Emelec, do Equador, do Universidade de Chile e do vencedor do Jogo 4, entre Monarcas, do México, e The Strongest, da Bolívia. A derrota deixa o Figueirense em 12º com 57 pontos e em nenhum momento estraga a importante campanha de recuperação de Argel Fucks.

Ao final da partida, o árbitro Marielson Alves da Silva ainda sofreu com as reclamações dos jogadores do Figueirense. A ira dos catarinenses rendeu um lance incomum, em que Rafael Moura precisou correr atrás de Marielson e escoltá-lo dos rivais furiosos.

Paulão zagueiro Inter (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)
Figueirense e Inter fazem jogo emocionante em Santa Catarina (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)

Bastante desfalcado, sem o capitão D’Alessandro nem o xodó Nilmar, o Inter entrou em campo com surpresas. Abel Braga retomou o esquema com três zagueiros, usado com relativo sucesso no empate com o São Paulo, no Morumbi. A ideia parecia acertada. Os primeiros minutos foram de pressão vermelha. Substituto de Fabrício, Alan Ruschel atuou como ala-esquerdo e quase abriu o placar logo aos quatro minutos. Aos 15, Rafael Moura, livre, cabeceou para fora. Um ímpeto que aos poucos arrefeceu.

Mesmo sem aspirações concretas na tabela, o Figueirense conseguiu conter o rival e assustar nos contragolpes. O crescimento se deu a partir dos 30 minutos, com duas finalizações de Felipe e uma tentativa frustrada de bicicleta de Marcão. A situação piorou para o Inter, já sem articulação nem inspiração, quando o Corinthians abriu o placar contra o Criciúma. O gol de Elias colocava o Colorado no quarto lugar. O Inter deixou o primeiro tempo reclamando da arbitragem, embora Marielson Alves da Silva pudesse até ter expulsado o colorado Alan Ruschel, por lance levar o braço ao rosto de Yago.

Toda a emoção no final

O Figueirense resolveu jogar futebol na volta do intervalo. A um minuto, Pablo obrigou Alisson a fazer milagre. Aos quatro, não houve santo possível. O atacante completou o cruzamento e anotou o 1 a 0, obrigando o Inter a virar a partida para voltar ao terceiro lugar. A ponto de Abel inverter a tática inicial, indo de três zagueiros a três atacantes, com Taiberson e Wellington Paulista, ao lado de He-Man.

Mesmo assim, Alisson seguiu fazendo milagres. O Criciúma chegou a empatar a partida contra o Corinthians, e França, do Figueira, foi expulso – depois, ainda seriam excluídos Nirley, Alan Ruschel e Wellignton Paulista. Para piorar, o Timão marcou seu segundo gol logo depois. Mas havia tempo. E esperança. Rafael Moura empatou aos 41 minutos, de cabeça. Nove minutos depois, Wellington Silva mudaria a história do Inter, do campeonato. E, quem sabe, da Libertadores 2015.

Figueirense x Internacional, Valdivia (Foto: Eduardo Valente / Agência Estado)
Valdívia não consegue passar pela marcação (Foto: Eduardo Valente / Agência Estado)
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Internacional 2 x 1 Atlético Mineiro

2 x 1

36ª RODADA
INTER MARCA NOS ACRÉSCIMOS, VENCE O GALO NO BEIRA-RIO E VOLTA AO G-4
Fabrício marca aos 49 minutos do segundo tempo e põe 2 a 1 no placar. Atleticanos reclamam de pênalti não marcado por Péricles Bassols.

Do inferno à glória. O lateral-esquerdo Fabrício era o principal candidato a vilão do Inter no Beira-Rio, após cometer pênalti que resultou no gol de empate do Atlético-MG ainda na primeira etapa. No entanto, mudou seu status nos últimos segundos do tempo regulamentar ao fazer 2 a 1 num chute cruzado, na noite deste sábado, em partida válida pela 36ª rodada do Brasileirão. Antes dele, Rafael Moura abriu o marcador, e Dodô deixou sua marca cobrando a penalidade máxima.

O resultado coloca o Inter novamente dentro do G-4, em terceiro lugar, com 63 pontos. O Galo, que atuou com reservas, é o quinto colocado, com 61. Na próxima rodada, no fim de semana, o Colorado recebe o Palmeiras. O Atlético-MG joga em casa contra o Coritiba. Antes disso, faz a segunda partida da decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira (na primeira, bateu o Cruzeiro por 2 a 0)

Os atleticanos reclamaram muito de um pênalti não marcado pelo árbitro Péricles Bassols. Gilberto ergueu os braços na frente de Eduardo e impediu uma finalização, no fim do primeiro tempo.

O início do jogo foi equilibrado, com mais disputa de meio-campo e poucas investidas ao ataque. Foi o Inter que começou a encontrar mais espaços e, de pé em pé, saiu na frente com a finalização de Rafael Moura, substituto de Nilmar, aos 20 minutos. Mas os meninos do Galo não se encolheram. Dodô, que já vinha incomodando, empatou três minutos depois, em pênalti cometido por Fabrício – agarrou Eduardo na área.

O jogo seguiu intenso, com grande participação da torcida na arquibancada (foram 33.440 pagantes e 38.006 presentes). Com Aránguiz e D’Alessandro em noite pouco inspirada, o Inter tentava se reencontrar em campo e se tranquilizar. Apenas nos 45 minutos iniciais, recebeu quatro cartões amarelos. Enquanto isso, os reservas do Galo assustaram novamente. Botelho lançou Marion, que chutou e a bola rolou em frente ao gol.

O Galo se mostrou com mais vigor após o intervalo, apostando na marcação forte sobre os colorados e nas saídas rápidas. Com dificuldades, os colorados sentiam, também, maior pressão dos torcedores. Ela poderia ter sido amenizada não fosse uma grande defesa de Victor em cabeçada de Rafael Moura. Abel Braga aproveitou o momento positivo e lançou dois garotos com mais fôlego, Valdívia e Taiberson, nas vagas de Gilberto e Jorge Henrique. A partir daí só deu Inter. A pressão deu resultado aos 49 minutos, quando Fabrício acertou um forte chute cruzado dentro da área para dar a vitória aos colorados.

Fabrício gol comemoração Inter Internacional X Atlético-MG Beira-Rio (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
Jogadores comemoram com Fabrício o gol da vitória no Beira-Rio (Foto: Diego Guichard)
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Abel Braga comenta derrota de 4 a 1 no Grenal: “Foi horrível, parecia a Chapecoense”

Abel pede socorro durante a partida (FOTO: NIlmar)

Abel pede socorro durante a partida
(FOTO: Nilmar)

Foi para lavar a alma do torcedor gremista. O Grêmio venceu o Grenal por 4 a 1, fato que não ocorria desde 2012, e fez o time colorado se lembrar de uma tragédia. Muito abatido, o técnico Abel Braga comentou a derrota de goleada recordando da Chapecoense, que arrebentou com os colorados por 5 a no Brasileirão.

“Mazembe foi ruim? Foi. Mas nada se compara à derrota para a Chapecoense por 5 a 0. Hoje, me senti de novo lá em Chapecó. Perdemos de goleada para o maior rival, tomamos um baile e o D’Álessandro ainda chorou mais que moleque dono na bola em futebol de rua. Foi realmente muito feio. Só posso pedir desculpas para o torcedor”, disse.

Como não poderia deixar de ser, depois do resultado, Abel Braga atualizou seu currículo no Catho Online.

 

Grêmio 4 x 1 Internacional

4 x 1

33ª RODADA
GRÊMIO DEVOLVE MASSACRE DE 4 A 1, ENCERRA JEJUM E ROUBA G-4 DO INTER
Tricolor domina Gre-Nal 403 na Arena e aplica goleada após mais de dois anos sem vencer rival; no aniversário de Felipão, Tricolor assume o 3º lugar
É possível o time com três volantes e nenhum meia cerebral criar mais do que um adversário repleto de peças habilidosas? É possível um jogador que errara quase todos os lances ser iluminado com um gol e uma assistência? É possível tudo isso se transformar na quebra de jejum histórico, que se arrastava há mais de dois anos, além do fato de nunca ter vencido na Arena? Num Gre-Nal, tudo é possível. Foi possível no 403. Contrariando tendências, soterrando teses, o Grêmio goleou o Inter, de D’Ale e cia, por 4 a 1, com gols de Luan, Ramiro e dois de Alan Ruiz – Rafael Moura descontou -, pela 33ª rodada do Brasileirão.

Um placar histórico, sim, um troco do 4 a 1 colorado na final do Gauchão, ainda neste ano. Mas consegue ir muito além dos nove clássicos anteriores sem vitórias e de todos esse período de provações. Tem implicação nos presente e futuro da Dupla. Faz o Grêmio ultrapassar o rival na tabela, o que não se via desde a sétima rodada e pisar no G-4 – é o terceiro lugar, com 57 pontos, enquanto o Inter ocupa a quinta posição, com 56. Que presente de aniversário para Felipão, 66 anos de idade festejados – e como – neste domingo de calor em Porto Alegre, diante de 46.437 pessoas.

Embalado, o Grêmio tem agora o desafio de se manter no G-4. No sábado, vai a Santa Catarina duelar com o Criciúma, alojado no Z-4. A recuperação do Inter pode surgir ainda na quarta-feira, em jogo antecipado da 35ª rodada diante do São Paulo, no Morumbi.

Barcos e Luan gol Grêmio x Internacional (Foto: Marcos Cunha / Ag. Estado)
Barcos e Luan vibram com gol do Grêmio (Foto: Marcos Cunha / Ag. Estado)

 

Superioridade tricolor desde o início

O Grêmio começou a ganhar o Gre-Nal no mistério, que havia perpassado toda a semana prévia ao clássico. Felipão foi o que conseguiu surpreender mais, ao sacar Riveros e manter o esquema de três volantes com Walace. A mudança de Abel Braga foi forçada – Cláudio Winck acusou lesão muscular e deu lugar a Wellington Silva. Wellington, aliás, sofreu um bocado com as investidas de Dudu, a peça mais perigosa de um primeiro tempo que refletiu o predomínio que o Grêmio já tinha nas arquibancadas – mais de 44 mil contra 1,3 mil almas vermelhas. Que sofreram ao ver Alisson salvar chute de Dudu logo a um minuto. Aos cinco, Ramiro arriscou. Aos 19, nova tentativa, de Barcos.

O Grêmio tinha mais volantes, sim, mas conseguia ser mais criativo. Uma contradição? Felipão prefere chamá-la de tática. Que chegou ao seu ápice aos 27 minutos num lance que simboliza a concepção de Scolari. Se não tem armadores capazes, que os jogadores mais habilidosos se aproximem e costurem o gramado da Arena. Assim fizeram Barcos e Dudu. Este última engatou arrancada que só terminaria no fundo do campo, em drible estiloso sobre Aránguiz e passe generoso para Luan, então figura esmaecida, marcar 1 a 0.

A superioridade gremista era tão categórica que o primeiro ataque vultoso do Inter surgiu por uma falha individual do time de Felipão. De vilão a herói, Luan quase fora vilão novamente ao errar na saída de bola e entregá-la para Nilmar, derrubado por Geromel. A falta não resultou em nada. Logo depois, no entanto, Nilmar quase marcou golaço em bicicleta que raspou o travessão. A ousadia do camisa 7, antigo carrasco azul, animou os vermelhos. Os minutos finais foram de pressão colorada. Mas havia Rhodolfo, em tarde inspirada, para desarmar e inclusive disfarçar vacilos de Marcelo Grohe.

He-Man tenta, mas reservas decidem

Quem não vacilou foi Ramiro. Aos três minutos do segundo tempo, recebeu belo passe de Luan e aumentou: 2 a 0, e justiça diante de um Gre-Nal com um time declaradamente superior. O gol não apenas mexeu no placar, contagiou Luan, que de irregular passou a ser vital. Um herói improvável também começou a se desenhar no Inter. Criticado e reserva, Rafael Moura entrou aos 12 minutos. Aos 15, acertou um chutaço de longe, diminuindo o placar e esquentando ainda mais um ótimo clássico.

Foi um reserva tricolor, no entanto, que ampliou a capacidade de o Gre-Nal inverter padrões, derrubar lógicas e fazer o impossível… possível. Giuliano, aplacado por dores crônicas no púbis, quase em chances de jogar no ano, acabou relacionado. Para entrar na etapa final e retomar as rédeas do embate para o lado azul. Outro reserva, Alan Ruiz, cavou falta que se tornaria o terceiro gol, marcado por ele próprio, de cabeça, após cruzamento de Zé Roberto.

Eram 30 minutos, impossível para uma reação vermelha. Mas o suficiente para mais um gol: 4 a 1, a primeira vitória tricolor por mais de dois gols de diferença no Brasileirão. O tento foi de Alan Ruiz, que provocou a ira de D’Alessandro. O camisa 10 não gostou da aproximação do rival e tentou agredi-lo. O desfecho perfeito para uma tarde ainda mais perfeita para o Grêmio. É possível o Gre-Nal mudar a sua própria história? Se é.

 

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Rafael Moura desabafa: “Além de não fazer gol, agora eu levo também”

Como goleiro, Rafael finalmente participou de um lance de gol. (FOTO: Diones)

Como goleiro, Rafael finalmente participou de um lance de gol.
(FOTO: Diones)

O Internacional manchou sua história após uma fatídica derrota de 5, eu disse 5, isso mesmo, 5 a 0 para a poderosa Chapecoense.

O resultado, que só não é mais vergonhoso que a histórica derrota do Colorado no Mundial de Clubes para os Amigos do Kidiaba, acabou sendo pior para um jogador em especial: o pseudo atacante Rafael Moura.

A situação de Rafael realmente não é das melhores. Sem marcar há 174 jogos e com apenas 6 gols na última década, o jogador não vivia uma situação tão triste desde que deixou Etérnia, sua cidade natal.

Depois de ver o Colorado levar quatro gols e o goleiro Dida ser expulso, o He-Man assumiu as luvas e encarou o temido Camilo em uma cobrança de penalidade. O resultado não poderia ser outro: gol da Chapecoense.

Rafael, que além de não marcar gols, agora leva, desabafou no final da partida: “Eu tentei amenizar a dor da torcida, tentei fazer a vergonha ser menor, mas infelizmente não deu. Da tristeza eu tiro o lado positivo, que foi participar diretamente de um gol, mesmo que não tenha sido a favor”, comemorou parcialmente.

A verdade é que o Internacional no Brasileirão sempre é favorito, porém nunca vence. Enquanto você lia, gol da Chapecoense!

 

Atlético Paranaense 0 x 1 Internacional

 0 x 1 

23ª RODADA
RAFAEL MOURA QUEBRA JEJUM, E INTER VENCE O ATLÉTICO-PR NA BAIXADA
Atacante entra na etapa final, volta a marcar após nove jogos e garante a vitória. Colorado diminui a distância para o Cruzeiro, e Furacão fica em 11°

Rafael Moura mostrou que, apesar das reformas para a Copa do Mundo, ainda conhece os caminhos do gramado da Arena da Baixada. O atacante, que passou pelo Atlético-PR entre 2008 e 2009, entrou no segundo tempo para fazer o gol da vitória por 1 a 0 do Internacional na noite deste sábado, em jogo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de garantir os três pontos, ele quebrou um jejum de nove jogos sem balançar as redes.

Com o resultado, o Inter segue em terceiro lugar, mas agora com 41 pontos – oito atrás do líder Cruzeiro, que joga no domingo contra o Atlético-MG. O Atlético-PR fica no 11° lugar, com 28. Mas a distância para a zona de rebaixamento, de seis pontos, pode cair para apenas três no complemento da rodada.

A vitória deste sábado, com o campo molhado pela chuva que caiu em Curitiba, teve participação decisiva do técnico Abel Braga. Após um primeiro tempo equilibrado, ele trocou Eduardo Sasha e Wellington Paulista por Valdivia e Rafael Moura. O gol da vitória saiu justamente após jogada do meia para o atacante, aos 36 do segundo tempo. O Furacão ainda tentou no fim, e até o goleiro Weverton foi para a área em cobrança de escanteio, mas não teve sucesso.

O Atlético-PR vai buscar a reação diante da Chapecoense, às 21h (horário de Brasília) de quarta-feira, na Arena Condá. O Internacional recebe o Criciúma, às 19h30 de quarta-feira, no Beira-Rio.

Rafael Moura sai do banco para garantir a vitória

O Atlético-PR, no 4-4-2, criava principalmente nas jogadas pela direita, com Mário Sérgio, Bady e Marcelo, que procuravam por Douglas Coutinho. Por ali saíram as duas melhores chances do time na etapa inicial. Primeiro, Mário Sérgio cruzou, e Coutinho deu um leve toque, mas parou no goleiro Dida. Depois, em mais uma jogada de Mário Sérgio, a bola sobrou para Bady, que chutou em cima da marcação. O Inter, com três meias (D’Alessandro, Alex e Eduardo Sasha) e Wellington Paulista na referência, apostava na bola aérea, sem sucesso. Na oportunidade mais perigosa, Sasha arriscou de fora da área e ficou no quase. Com a forte chuva que caiu em Curitiba e várias poças d’água, o jogo ficou mais brigado do que jogado.

Depois do intervalo, com o fim da chuva, a partida teve uma ligeira melhora. Hernani viu Dida salvar no canto após cobrança de falta, e D’Alessandro respondeu em uma tentativa de gol olímpico – Weverton salvou com um tapa. Depois, com o apoio da torcida, o Furacão cresceu. Willian Rocha chutou de fora, após dar uma caneta no camisa 10 colorado, mas parou mais uma vez no goleiro adversário. Na sequência, Mário Sérgio cruzou, e Douglas Coutinho mandou para o fundo das redes, mas de mão – levou o cartão amarelo. Abel Braga, então, mexeu no time. Colocou Valdivia e Rafael Moura. E deu resultado. O primeiro cruzou, a bola desviou na zada, e o atacante completou para as redes, marcando o gol da vitória colorada.

 

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