Artur tem 42%, Marcelo Ramos, 20%, e Serafim 10% em Manaus, diz Ibope

Serafim Corrêa aparece com 10%, e José Ricardo, com 6%.
Instituto ouviu 805 eleitores entre os dias 10 e 15 de setembro.

Resultado de imagem para Artur Neto 45

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Prefeitura de Manaus:

– Artur Neto (PSDB) – 42%
– Marcelo Ramos (PR) – 20%
– Serafim Corrêa (PSB) – 10%
– José Ricardo (PT) – 6%
– Hissa Abrahão (PDT) – 5%
– Silas Câmara (PRB) – 5%
– Henrique Oliveira (SD) – 3%
– Luiz Castro (REDE) – 1%
– Queiroz (PSOL) – 1%
– Branco / nulo – 4%
– Não sabe / não respondeu – 3%

A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica.

No levantamento anterior, realizado pelo instituto, entre os dias 20 e 23 de agosto, Artur Neto tinha 32%, seguido por Marcelo Ramos, com 16%, Serafim Corrêa, com 10% cada, Henrique Oliveira, Hissa Abrahão e Silas Câmara, José Ricardo, com 5%, Luiz Castro e Queiroz, com 1% cada. Brancos e nulos eram 8%, e indecisos somavam 3%.

O Ibope  ouviu 805 eleitores entre os dias 10 e 15 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas sob o protocolo Nº AM-07879/2016.

Rejeição
O Ibope também apontou a rejeição dos candidatos. A maior rejeição é a Serafim Corrêa (26%). Na sequência, aparecem Queiroz (23%), Silas Câmara (22%), Artur Neto (19%), Henrique Oliveira (19%), Hissa Abrahão (15%), José Ricardo (15%), Luiz Castro (14%), Marcelo Ramos(8%).

Avaliação da administração Artur Neto
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Artur Neto (PSDB). Veja os números:
– Ótima / boa – 41%
– Regular – 35%
– Ruim / péssima – 23%
– Não sabe – 2%

Segundo o Ibope, 54% aprovam a forma como Artur vem administrando o município; 38% declaram que a reprovam. Aqueles que não sabem ou preferem não responder somam 8%.

G1.COM.BR

Artur Neto lidera disputa para prefeito de Manaus com 32%, diz Ibope

Marcelo Ramos tem 16%, Serafim, 10%, Henrique, Hissa, e Silas, 8%.
Instituto ouviu 805 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto.

Resultado de imagem para Artur Neto senado

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Prefeitura de Manaus:
– Artur Neto (PSDB) – 32%
– Marcelo Ramos (PR) – 16%
– Serafim Corrêa (PSB) – 10%
– Henrique Oliveira (SD) – 8%
– Hissa Abrahão (PDT) – 8%
– Silas Câmara (PRB) – 8%
– José Ricardo (PT) – 5%
– Luiz Castro (REDE) – 1%
– Queiroz (PSOL) – 1%
– Branco / nulo – 8%
– Não sabe / não respondeu – 3%

A pesquisa foi encomendada pela Rede Amazônica.

O Ibope ouviu 805 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sob o protocolo Nº AM-00754/2016.

Rejeição
O Ibope também apontou a rejeição dos candidatos. A maior rejeição é a Serafim Corrêa (37%). Na sequência, aparecem Artur Neto (29%), Silas Câmara  (24%), Henrique Oliveira (17%), Queiroz (13%), Hissa Abrahão (11%), José Ricardo (11%), Luiz Castro (10%), Marcelo Ramos(10%).

Avaliação da administração Artur Neto
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Artur Neto (PSDB). Veja os números:
– Ótima / boa – 36%
– Regular – 39%
– Ruim / péssima – 24%
– Não sabe – 2%

Segundo o Ibope, 49% aprovam a forma como Artur vem administrando o município; 44% declaram que a reprovam. Aqueles que não sabem ou preferem não responder somam 6%.

Principais problemas de Manaus
O Ibope também perguntou aos eleitores quais são, na opinião deles, os principais problemas enfrentados hoje na capital amazonense. A saúde foi escolhida por 46% dos eleitores, o transporte coletivo (12%), a segurança (9%), a educação (6%), o abastecimento de água (5%), a geração de empregos e calçamento de ruas e avenidas (4%), o trânsito (3%), a corrupção (2%), iluminação pública, limpeza pública, administração pública, impostos e taxas, e rede de esgoto (1%).

Nível de interesse
Os eleitores também foram perguntados pelo Ibope sobre o nível de interesse nas eleições deste ano. Os que revelaram ter muito interesse são 20% dos eleitores, interesse médio (27%), pouco interesse (29%) e nenhum interesse (22%).

 

G1.COM.BR

Com relator do DEM, liderança da CPI da Merenda é da base do governo

Deputado Estevam Galvão foi nomeado relator nesta terça-feira (28).
Presidente e vice-presidente também são da base do governo de SP.

Bandeira do estado de São Paulo

O deputado Estevam Galvão, do DEM, foi nomeado relator da CPI da Merenda, nesta terça-feira (28), em reunião na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ao lado de Marcos Zerbini, do PSDB, presidente da CPI, e Adilson Rossi, do PSB, vice-presidente, a liderança da CPI é toda formada apenas pela base do governo do estado.

“Nós não temos nenhum de nossos representantes nem na relatoria nem na presidência. O governo quer ter controle total da CPI”, disse o deputado José Zico, líder da bancada do PT, presente na reunião. Zico disse que o PT entrará com um ofício na Justiça para pleitear uma segunda cadeira na CPI.

O relator será responsável por apresentar um plano de trabalho da CPI. “Pretendemos fazer um trabalho com total isenção e transparência”, disse Galvão. A CPI tem 120 dias para ser feita, contada a partir do último dia 22.

Dos nove integrantes da CPI, oito são da base governista. São eles: Barros Munhoz (PSDB), Marcos Zerbini (PSDB), Estevam Galvão (DEM), Adilson Rossi (PSB), Jorge Caruso (PMDB), Gilmaci Santos (PRB), Coronel Camilo (PSD) e Delegado Olim (PP).  Somente um deputado é da oposição: Alencar Santana Braga (PT).

Na reunião desta terça, que começou por volta de 10h e terminou às 11h30, foram aprovados sete requerimentos de pedidos de documentos e contratos de órgãos, como Secretaria Estadual de Educação e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O presidente da CPI, Marcos Zerbini, disse que primeiro o grupo irá receber e analisar os documentos, o que levará ao menos três semanas, para depois convocar os depoimentos. O processo foi criticado pelos deputados da oposição. “Esperar chegar os documentos é simplesmente jogar para frente”, disse o deputado Ênio Tatto (PT). Já o presidente disse que prefere ter cautela e esperar os documentos.

Tumulto
O deputado Alencar Braga disse que o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, estaria à disposição da CPI. São Bernardo do Campo fechou alguns contratos com a Coaf. Em seguida, o deputado disse que também iria pedir a convocação do governador Geraldo Alckmin para a CPI.

O deputado foi aplaudido pelos estudantes, que se levantaram e começaram cantar gritos de ordem como “não tem arrego, você rouba minha merenda e eu tiro seu sossego”.

Estudantes protestaram na Alesp durante nomeação de relator da CPI da Merenda (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)
Estudantes protestaram na Alesp durante nomeação de relator da CPI da Merenda
(Foto: Paula Paiva Paulo/G1)
Estudantes protestaram na Alesp durante nomeação de relator da CPI da Merenda (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)
Estudantes protestaram na Alesp durante nomeação de relator da CPI da Merenda
(Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Histórico
A CPI da Merenda foi criada em 30 de maio para investigar a suspeita de fraude do fornecimento de alimentos para escolas estaduais. O pedido de instauração de CPI para investigar contratos relacionados ao fornecimento de merenda escolar foi feito pelo PSDB no dia 10 de maio, logo após os estudantes ocuparem o plenário da Casa. Em menos de 24 horas, cerca de 70 deputados assinaram – mais que o dobro do exigido (32).

Dos nove participantes, apenas um não integra a base de apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB): o deputado estadual Alencar Santana (PT). Os demais integrantes são Marcos Zerbini (PSDB), Barros Munhoz (PSDB), Estevam Galvão (DEM), Adilson Rossi (PSB), Jorge Caruso (PMDB), Gilmaci Santos (PRB), Coronel Camilo (PSD) e Delegado Olim (PP).

De acordo com o partido, o texto da oposição era limitado à Secretaria de Educação. Na proposta dos tucanos, serão investigados também os contratos com as prefeituras, o envolvimento de agentes públicos e agora, as empresas.

A oposição, que tentava emplacar requerimento sobre o tema desde fevereiro, disse que se viu obrigada a assinar a CPI governista para poder intervir na investigação, embora tema que a comissão seja “chapa branca” – foque nas prefeituras para blindar o governo de Alckmin.

O que é a fraude da merenda
Segundo o Ministério Público, uma cooperativa de agricultores, a Coaf, assinou ao menos R$ 7 milhões em contratos com 21 prefeituras, além do governo estadual, somente entre 2014 e 2015, para o fornecimento de alimentos e suco para a merenda.

Ainda de acordo com a Promotoria, parte desse valor era usada no pagamento de intermediários e agentes públicos que atuavam para facilitar ou fraudar as licitações para beneficiar a cooperativa. O caso veio à tona em janeiro deste ano.

Estudantes protestam na Assembleia Legislativa, em São Paulo (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)
Estudantes protestam na Assembleia Legislativa, em São Paulo (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

O presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), também investigado, nega as acusações e afirma que tomará providências judiciais e administrativas. Capez disse também que a investigação sobre a máfia da merenda foi pedida por ele.

A assessoria de Capez afirma que a investigação não faz qualquer citação do envolvimento do deputado com qualquer prefeitura. Tampouco fala na entrega de propina ao deputado, limitando-se a mencionar ex-assessores.

Também ressalta que desde o início já se sabia que a verba era federal e não houve nenhum fato superveniente que autorizasse o novo entendimento.

Ressaltou ainda que a apuração realizada pela Controladoria-Geral da Administração demonstrou que o deputado não teve qualquer participação ou influência na celebração dos contratos. Para a assessoria de Capez, há exploração política clara.

O deputado diz que a quebra do sigilo do deputado não foi imposta, mas proposta por ele mesmo e que deseja que tudo seja rapidamente esclarecido, porque não tem nada a temer.

 

G1.COM.BR

PF diz que prefeito de Foz do Iguaçu tentou neutralizar Operação Pecúlio

Gravações mostram Reni Pereira negociando cargos para evitar denúncias.
Segundo polícia, ele e ex-secretários encabeçavam esquema de corrupção.

Bandeira do estado do Paraná

Gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça mostram o prefeito de Foz de Iguaçu, Reni Pereira (PSB), tentando neutralizar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Finanças, realizada em 2015, na Câmara dos Vereadores.

As conversas foram gravadas durante a Operação Pecúlio, que investiga desvio de dinheiro na prefeitura.

Segundo a Polícia Federal (PF), cargos de empresas com contratos municipais eram usados como moeda de troca para impedir investigações de desvios em licitações em obras na área da saúde.

A PF diz que o prefeito “envidou esforços pessoais no sentido de acalmar os ânimos da Câmara Municipal, a de evitar o avanço da CPI. Várias pessoas ligadas a vereadores ou indicadas por eles foram nomeadas por Reni Pereira, para agradá-los, afirma a polícia.

Em um dos grampos, o prefeito fala com Melquizedeque Souza, ex-secretário de Tecnologia e considerado o operador do esquem de corrupção, sobre as indicações.

Pereira diz: “Consegui resolver metade das nomeações dos vereadores”. O ex-secretário questiona: “Conseguiu?”. O prefeito continua: “É, mas vamo ter que arrumar função para eles. Ficou tudo como assessor especial (sic)”.

Segundo as investigações, quem centralizava as indicações era o ex-secretário de governo, Sérgio Beltrame, conhecido como Serginho.

Várias ligações apontam Beltrame negociando cargos com vereadores e atribuindo ao prefeito a responsabilidade de autorizar ou não a contratação de servidores.

A vereadora que presidiu a CPI, Anice Gazzaoui (PTN), disse que a investigação foi concluída e enviada ao Ministério Público (MP). A abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito, no entanto, não foi possível porque a oposição era minoria na Câmara.

“Lembrando que para constituir uma Processante para investigação de um prefeito nós precisaríamos de dez votos. E somos quatro vereadores na oposição. Então, com certeza, nunca teríamos esses votos necessários”, afirma.

Outro lado
A reportagem tentou contato com o prefeito Reni Pereira, mas o advogado dele afirmou que ele só se pronunciaria ao vivo.

A defesa de Melquizedeque Souza diz que aguarda o desfecho das investigações e que não vai se manifestar sobre as ligações telefônicas interceptadas.

O advogado de Sergio Beltrame afirma que ele prestou depoimento à Polícia Federal e que, na ocasião, deu os esclarecimentos necessários para a investigação.

 

G1.COM.BR

Oposição articula CPI na Educação de Macapá; base na Câmara tenta barrar

Vereadores colhem assinaturas para apurar contratos em secretaria.
Base aliada diz que não tem motivos para investigar denúncias na Câmara.

Uniformes macapá prefeitura de macapá secretaria de educação (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Uniformes causaram polêmica e podem provocar
CPI em Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Vereadores de oposição ao prefeito de Macapá,Clécio Luís (Rede), colhem assinaturas de parlamentares para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue a gestão da Secretaria Municipal de Educação (Semed), a partir de 2013.

A instalação da CPI ganhou força a partir dedenúncias feitas pela secretária afastada da pasta, Dalva Figueiredo, que apontou supostas irregularidades em contratos na Semed, segundo ela, antes de sua gestão, em setembro de 2015. Dalva diz que as práticas eram de conhecimento do prefeito.

A Semed virou alvo de polêmica após vereadores descobrirem pagamentos a empresas sem a entrega total da confecção de uniformes escolares para crianças da rede pública. Foram desembolsados pelo menos R$ 689 mil pela compra de 37 mil peças de roupas. O dinheiro é de emenda do senador Randolfe Rodrigues (Rede), aliado de Clécio Luís. Ele também pediu apuração no caso.

Câmara Municipal de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Câmara Municipal de Macapá pode aprovar
instalação de CPI (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Liderada pelo PSB, a maior bancada na Câmara Municipal de Macapá (CMM), com quatro vereadores, a oposição diz que precisa de mais duas assinaturas para criação da comissão.

É necessária a adesão de oito dos 23 parlamentares para requerer que o presidente da Mesa Diretora, Acácio Favacho (PROS), coloque a criação da CPI em votação.

“Inicialmente, o objeto era apenas o uniforme, mas agora será mais aprofundada na Secretaria de Educação. (…) Mas não adianta apenas colhermos a assinatura. A sociedade tem que querer. A gente investiga ou empurra tudo para debaixo do tapete. Se eu fosse o prefeito Clécio deixaria a CPI ser instalada porque quem não deve não teme”, falou o vereador Washington Picanço (PSB), que encabeça o movimento.

Apesar de terem seis das oito assinaturas necessárias, a oposição pode ter dificuldade para instalar a CPI por causa da base do prefeito.

Além de ter o presidente da Câmara como aliado, Clécio tem pelo menos 12 vereadores ao lado, mesmo número necessário para barrar em plenário a instalação da comissão.

Para o vereador André Lima (PPL), apesar das denúncias, ainda não existe motivo para a criação de uma CPI devido a intervenção feita pela própria prefeitura na Semed e a apuração paralela no MPF. A proposta, no entanto, é criar uma frente parlamentar com as lideranças na Casa para acompanhar o andamento das investigações.

“A questão não é nem o fato de ter maioria ou não. Para se instalar uma CPI, devemos ter acusações concretas. Houve a denúncia na Semed e a prefeitura está apurando com a disposição de uma pessoa para conduzir esse trabalho, além de o prefeito Clécio Luís e o senador Randolfe Rodrigues também terem pedido a apuração ao MPF, por isso acredito que ainda não tem necessidade de uma CPI na Educação”, avaliou André Lima, membro da base da prefeitura na Câmara de Macapá.

G1.COM.BR

Maior parte da bancada capixaba quer o afastamento de Dilma

Parlamentares do estado foram a protestos e defenderam impedimento.
Alguns deles decidiram surfar na onda anti-PT e foram às manifestações.

Deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) discursa como candidata à presidência da Casa (Foto: Laycer Tomaz/ Agência Câmara)

Senadora Rose de Freitas (PMDB-ES)
(Foto: Laycer Tomaz/ Agência Câmara)

A adesão aos protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) deve impulsionar o posicionamento favorável de parlamentares pró-impedimento e pressionar os demais. Ao menos essa é a avaliação da maioria dos deputados federais e senadores capixabas ouvidos, neste domingo (13), por A Gazeta.

Alguns deles, inclusive, decidiram surfar na onda anti-PT e compareceram às manifestações, como o senador Magno Malta(PR), que atravessou a Terceira Ponte, entreVila Velha e Vitória. Nenhum político, no entanto, discursou.

O deputado federal Carlos Manato (SDD) também engrossou a multidão na Praça do Papa. Para ele, os atos darão “combustível” ao processo de impeachment. “Eu estava desanimado, vendo os partidos se rendendo em troca de cargos. Mas agora isso dá combustível para a gente”, diz.

Os deputados federais Evair de Melo (PV), Jorge Silva (PHS) e Paulo Foletto (PSB) ressaltam os estragos políticos para o governo e para Dilma. Os protestos rebaterão na agenda do Congresso, selando o isolamento do PT. A debandada do PMDB, principal aliado da petista, também virou uma ameaça real após a convenção do último sábado.

“Se o PMDB desembarcar de vez, o governo fica sem sustentação na Câmara e, no Senado, o apoio vai embora. Dilma dá sinais de que não tem saída há muito tempo”, avalia Foletto.

Para Silva, o fato de congressistas também serem alvo da Operação Lava Jato reforça a pressão das ruas por soluções para a crise: “O movimento vai repercutir no trâmite do impeachment”.

Evair, que esteve nos atos da Praça do Papa, exige agilidade do Judiciário e da Câmara para definir o rito do impeachment: “O Brasil quebrou, não tem mais emprego nem investimento. Dilma não tem a menor condição de liderar o Brasil”.

Porta de helicóptero onde estava vice-governador do ES cai em voo (Foto: Divulgação/Secom)
Givaldo Vieira (PT-ES)
(Foto: Divulgação/Secom)

PT
Os deputados do PT Helder Salomão e Givaldo Vieira são os únicos da bancada capixaba no Congresso a defender o governo. Procurado, Helder silenciou. Givaldo repete o discurso de golpe: “As manifestações são legítimas, e, quando pacíficas e com propósito, valorizam a democracia. No entanto, o vazamento ilegal e seletivo da delação do Delcídio, a condução coercitiva ilegal de Lula e o pedido de prisão sem qualquer embasamento legal do Lula, aliados à forte cobertura midiática são provas de um movimento golpista”, aponta.

Análise
“O cenário está tensionado”

Tudo depende do parecer do ministro Roberto Barroso (STF) sobre os ritos do impeachment. Se ele mantiver a posição, a tendência é o processo não seguir e o caso passar a ser problema do TSE (que julga a cassação de chapa). Se Barroso relativizar, pode ser que force o Congresso e o processo ande. O cenário está tensionado pelos eventos da semana passada, e o posicionamento dúbio do PMDB na convenção me cheira a chantagem. Mas hoje a base social dos protestos, não obstante a participação da Justiça ser questionada, não aumentou: continua sendo o mesmo sentimento da classe média sem novas adesões. Vejo três possiveis cenários: a tendência mais sensata é de recomposição da base, que demanda articulação de partidos aliados. O segundo é Dilma dar uma espécie de guinada à esquerda para o eleitor do PT entrar nesse jogo. Outra possibilidade é que a coalização mais à direita mostre cisão, como nas vaias a Aécio e Alckmin.
Robson Sávio Reis cientista político (PUC-MG)

Faixa pede o impeachment da presidente Dilma, em protesto, na Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha, neste domingo (13) (Foto: Secundo Rezende/ G1)
Faixa pede o impeachment da presidente Dilma, em protesto, na Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha, neste domingo (13) (Foto: Secundo Rezende/ G1)

O que eles disseram?
“Os protestos vão influenciar o Congresso, mas pouco. Muitos se fazem de surdos”
Rose de freitas (PMDB) – Senadora

“Os políticos temem o povo. Vai haver repercussão no Congresso, com certeza. Isso vai influenciar na formação da comissão do impeachment”
Max Filho (PSDB) – Deputado Federal

“Sou favorável à mudança do governo. Não dá para continuar como está. Se eu fosse a presidente Dilma, depois dos protestos, faria uma reflexão”
Juninho (PPS) – Prefeito de Cariacica

“A Câmara é uma caixa de repercussão da população, que o parlamento não pode ignorar. Vou votar pela admissibilidade do impeachment”
Sérgio vidigal (PDT) – Deputado Federal

 

G1.COM.BR

Líder da oposição fala sobre metas e polêmicas na Assembleia Legislativa de Sergipe

‘Troca de favores’ entre gabinetes foi o tema que mais repercutiu.
Deputados evitaram falar sobre caso ‘subvenções’.

Bandeira do estado de Sergipe

Plenário ficou vazio durante toda a manhã  (Foto: Tássio Andrade/G1)

Plenário ficou vazio durante toda a manhã (Foto: Tássio Andrade/G1)

O plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) ficou pouco movimentado na manhã desta terça-feira (10). Os deputados não falaram sobre temas polêmicos e evitaram a imprensa quando o assunto era verba de subvenção.

Deputados evitaram a imprensa  (Foto: Tássio Andrade/G1)
Deputados evitaram a imprensa
(Foto: Tássio Andrade/G1)

O deputado Valmir Monteiro (PSC), novo líder da oposição, que assumiu o lugar do deputado Capitão Samuel (PSC), conversou sobre como deve ser a nova postura da bancada.  “Não vou fazer oposição radical. Estou aqui para cumprir com minhas obrigações e com o meu trabalho. Nós traremos vários requerimentos solicitando as informações necessárias para resolver várias questões, a exemplo do salário dos funcionários que está sendo parcelado. Vamos cobrar a dar ciência das respostas ao povo”.

O assunto que mais repercutiu no período da manhã foi uma possível “troca de favores” com a denúncia de nepotismo envolvendo cargos comissionados nos gabinetes dos deputados Padre Inaldo (PCdoB) e Luciano Pimentel (PSB).

  Quando questionado sobre o assunto,Padre Inaldo disse que não riria conversar com a imprensa sobre a denúncia. “Não vou conversar sobre isso, sobre isso não”, retrucou o parlamentar. A nossa equipe de reportagem não teve acesso ao deputado Luciano Pimentel (PSB) para questionar a denúncia.

O novo líder da oposição informou que não sabia da denúncia.  “Não sei do que se trata essas informações. Não estou sabendo  de nada sobre o assunto”, conta .

Sobre a polêmica das subvenções, Valmir Monteiro destacou que a justiça vai fazer o levantamento dela e os deputados que não concordem vão se defender. “O povo sabe quais associações recebem essas verbas e realizam o seu trabalho”, concluiu.

 

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