TRE determina perda de mandato do vereador de Curitiba Paulo Rink

Ex-jogador do Atlético-PR trocou de partido e perdeu direito à vaga.
Ele afirma que tinha autorização da direção do PPS para deixar a legenda.

Bandeira do estado do Paraná

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decretou a perda do mandato do vereador Paulo Rink (PR) na Câmara Municipal de Curitiba. O tribunal decidiu que ele deveria perder o cargo por ter deixado o PPS para ingressar na atual legenda em meio ao mandato, contrariando a regra de fidelidade partidária. Cabe recurso e, até que a decisão final seja tomada, Rink permanece na função, segundo a Câmara.

A decisão da Corte do TRE foi tomada nesta segunda-feira (23) por unanimidade. De acordo com o relator do caso, o desembargador Paulo Afonso da Motta Ribeiro, foi violada a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prevê que as vagas no Legislativo pertencem aos partidos, e não aos políticos. Assim, ao deixar o cargo em meio ao mandato sem justa causa, o vereador perde o direito à vaga na Casa.

“A alegação do requerido [Paulo Rink] no sentido de que a eventual fusão entre o PPS e o PSB configuraria justa causa (…) não se sustenta, já que, conforme orientação do próprio TSE, a concretização da justa causa na hipótese de fusão entre os partidos ocorre somente após o registro do partido novo junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o que não ocorreu no caso dos autos, pois as intenções de fusão sequer chegaram a se concretizar”, justificou o relator.

O desembargador assinalou ainda que também não existem outros motivadores de justa causa para troca de partido, como, por exemplo, demonstração de perseguição pessoal e política, ou ainda tratamento desigual e injusto. “Não há qualquer evidência de que os fatos, como narrados, tenham tornado insustentável a permanência do réu no partido. Não se tem qualquer prova que o Partido desejasse a saída do réu”, afirmou o desembargador.

Rink defendia que a perseguição pessoal ocorria diante da mudança do programa partidário que decorreria da eventual fusão do PPS com o PSB, além de divergências com a direção partidária por conta da falta de apoio para a candidatura de Paulo Rink ao cargo de deputado federal em 2014.

Ao G1, Paulo Rink afirmou que irá recorrer da decisão porque tinha autorização por escrito do PPS para trocar de legenda. “Há um documento com a concordância do partido na época. Essa é minha tese de defesa”, afirmou Paulo Rink.

Quem deve assumir o cargo caso a decisão seja mantida é o suplente Diogo Busse (PPS), que foi o autor da ação que motivou a perda do mandato. Ele afirmou à reportagem que, apesar do curto período que terá no cargo, uma vez que o mandato termina no fim de 2016, pretende trabalhar com bandeiras como a política de drogas da cidade e a transparência dos gastos da Câmara. Busse foi diretor do Departamento de Políticas sobre Drogas de Curitiba no início da gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT).

A Câmara de Curitiba informou que irá convocar o suplente quando houver decisão definitiva da Justiça.

 

G1.COM.BR

Maior parte da bancada capixaba quer o afastamento de Dilma

Parlamentares do estado foram a protestos e defenderam impedimento.
Alguns deles decidiram surfar na onda anti-PT e foram às manifestações.

Deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) discursa como candidata à presidência da Casa (Foto: Laycer Tomaz/ Agência Câmara)

Senadora Rose de Freitas (PMDB-ES)
(Foto: Laycer Tomaz/ Agência Câmara)

A adesão aos protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) deve impulsionar o posicionamento favorável de parlamentares pró-impedimento e pressionar os demais. Ao menos essa é a avaliação da maioria dos deputados federais e senadores capixabas ouvidos, neste domingo (13), por A Gazeta.

Alguns deles, inclusive, decidiram surfar na onda anti-PT e compareceram às manifestações, como o senador Magno Malta(PR), que atravessou a Terceira Ponte, entreVila Velha e Vitória. Nenhum político, no entanto, discursou.

O deputado federal Carlos Manato (SDD) também engrossou a multidão na Praça do Papa. Para ele, os atos darão “combustível” ao processo de impeachment. “Eu estava desanimado, vendo os partidos se rendendo em troca de cargos. Mas agora isso dá combustível para a gente”, diz.

Os deputados federais Evair de Melo (PV), Jorge Silva (PHS) e Paulo Foletto (PSB) ressaltam os estragos políticos para o governo e para Dilma. Os protestos rebaterão na agenda do Congresso, selando o isolamento do PT. A debandada do PMDB, principal aliado da petista, também virou uma ameaça real após a convenção do último sábado.

“Se o PMDB desembarcar de vez, o governo fica sem sustentação na Câmara e, no Senado, o apoio vai embora. Dilma dá sinais de que não tem saída há muito tempo”, avalia Foletto.

Para Silva, o fato de congressistas também serem alvo da Operação Lava Jato reforça a pressão das ruas por soluções para a crise: “O movimento vai repercutir no trâmite do impeachment”.

Evair, que esteve nos atos da Praça do Papa, exige agilidade do Judiciário e da Câmara para definir o rito do impeachment: “O Brasil quebrou, não tem mais emprego nem investimento. Dilma não tem a menor condição de liderar o Brasil”.

Porta de helicóptero onde estava vice-governador do ES cai em voo (Foto: Divulgação/Secom)
Givaldo Vieira (PT-ES)
(Foto: Divulgação/Secom)

PT
Os deputados do PT Helder Salomão e Givaldo Vieira são os únicos da bancada capixaba no Congresso a defender o governo. Procurado, Helder silenciou. Givaldo repete o discurso de golpe: “As manifestações são legítimas, e, quando pacíficas e com propósito, valorizam a democracia. No entanto, o vazamento ilegal e seletivo da delação do Delcídio, a condução coercitiva ilegal de Lula e o pedido de prisão sem qualquer embasamento legal do Lula, aliados à forte cobertura midiática são provas de um movimento golpista”, aponta.

Análise
“O cenário está tensionado”

Tudo depende do parecer do ministro Roberto Barroso (STF) sobre os ritos do impeachment. Se ele mantiver a posição, a tendência é o processo não seguir e o caso passar a ser problema do TSE (que julga a cassação de chapa). Se Barroso relativizar, pode ser que force o Congresso e o processo ande. O cenário está tensionado pelos eventos da semana passada, e o posicionamento dúbio do PMDB na convenção me cheira a chantagem. Mas hoje a base social dos protestos, não obstante a participação da Justiça ser questionada, não aumentou: continua sendo o mesmo sentimento da classe média sem novas adesões. Vejo três possiveis cenários: a tendência mais sensata é de recomposição da base, que demanda articulação de partidos aliados. O segundo é Dilma dar uma espécie de guinada à esquerda para o eleitor do PT entrar nesse jogo. Outra possibilidade é que a coalização mais à direita mostre cisão, como nas vaias a Aécio e Alckmin.
Robson Sávio Reis cientista político (PUC-MG)

Faixa pede o impeachment da presidente Dilma, em protesto, na Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha, neste domingo (13) (Foto: Secundo Rezende/ G1)
Faixa pede o impeachment da presidente Dilma, em protesto, na Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha, neste domingo (13) (Foto: Secundo Rezende/ G1)

O que eles disseram?
“Os protestos vão influenciar o Congresso, mas pouco. Muitos se fazem de surdos”
Rose de freitas (PMDB) – Senadora

“Os políticos temem o povo. Vai haver repercussão no Congresso, com certeza. Isso vai influenciar na formação da comissão do impeachment”
Max Filho (PSDB) – Deputado Federal

“Sou favorável à mudança do governo. Não dá para continuar como está. Se eu fosse a presidente Dilma, depois dos protestos, faria uma reflexão”
Juninho (PPS) – Prefeito de Cariacica

“A Câmara é uma caixa de repercussão da população, que o parlamento não pode ignorar. Vou votar pela admissibilidade do impeachment”
Sérgio vidigal (PDT) – Deputado Federal

 

G1.COM.BR

STF proíbe procurador de seguir como ministro da Justiça se não deixar MP

STF decidiu que membro do MP não pode ocupar outra função pública.
Wellington César terá 20 dias para deixar MP se quiser ficar na Justiça.

01/03/2016 - Wellington César Lima e Silva acena após sessão no Conselho Nacional de Justiça, em Brasília (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva acena após sessão no Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, no último dia 1 (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O Supremo Tribunal Federal(STF) decidiu proibir que membros do Ministério Público, como promotores e procuradores de Justiça, exerçam cargos fora da instituição.

A decisão impede que o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, procurador de Justiça da Bahia, permaneça no governo federal.

Caso queira se manter no cargo, Silva terá 20 dias, a partir da publicação da ata do julgamento, prevista para próxima segunda-feira (14), para pedir exoneração definitiva e abrir mão da carreira no Ministério Público.

A assessoria do Palácio do Planalto informou que a Presidência da República não vai se pronunciar sobre a decisão do Supremo. À noite, o ministro Wellington Lima e Silva se reuniu com assessores no Ministério da Justiça e não tinha se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Os ministros entenderam que um membro do Ministério Público só pode trabalhar fora da instituição como professor.

O entendimento valerá também para promotores e outros procuradores de Justiça que ocupam cargos executivos nos estados.

Os ministros acertaram que, em até 20 dias após a publicação da ata do julgamento — prevista para a próxima segunda (14) –, eles devem deixar os cargos no Executivo ou abrir mão em definitivo da carreira no Ministério Público, caso queiram ocupar cargos fora da instituição.

Wellington Cesar Lima e Silva tomou posse no Ministério da Justiça na semana passada. Ele substituiu José Eduardo Cardozo. A troca foi alvo de críticas por associações de policiais federais, que temiam interferência em investigações da Polícia Federal, subordinada à pasta.

O julgamento foi resultado de uma ação impetrada pelo PPS. Dos 11 ministros da Corte, dez votaram a favor do pedido do partido. Marco Aurélio Mello não se manifestou por entender que a ação usada pelo PPS não era adequada para o pedido.

Primeiro a votar no julgamento, Gilmar Mendes considerou que a Constituição proíbe membros do MP no Executivo, ainda que afastados provisoriamente do cargo. Para ele, um promotor ou procurador de Justiça só pode exercer cargos dentro do próprio Ministério Público.

“Ao exercer cargo no Poder Executivo, o membro do Ministério Público passa a atuar como subordinado ao chefe da administração. Isso fragiliza a instituição Ministério Público, que pode ser potencial alvo de captação por interesses políticos e de submissão dos interesses institucionais a projetos pessoais de seus próprios membros”, afirmou Gilmar Mendes.

Em seu voto, ele também recomendou a “imediata exoneração” de todos os membros do MP que estejam exercendo cargo em outros Poderes. Segundo ministro, atualmente existem 22 promotores ou procuradores nomeados em órgãos do Executivo federal, estadual ou municipal.

Antes de Gilmar Mendes, o advogado do PPS, autor da ação, argumentou que o exercício de cargo no Executivo por membro do MP leva a uma situação de “subordinação”.

“É flagrante e desabridamente inconstitucional a acumulação, o exercício de função estranha à carreira”, disse Renato Campos Galupo.

A ação do PPS pedia a anulação imediata da nomeação de Wellington Cesar. Ao longo do julgamento, a maioria dos ministros aderiu ao voto do relator, Gilmar Mendes, em favor do pedido.

Ao final, no entanto, por sugestão de Dias Toffoli, foi concedido o prazo de 20 dias para que ele e os demais membros do MP em cargos no Executivo optassem por uma das funções.

O entendimento é que, para assumir cargo fora da instituição, um promotor deve abrir mão em definitivo da carreira no Ministério Público.

Ao acompanhar essa tese, o ministro Luís Roberto Barroso chamou a atenção para a natureza distinta dos órgãos.

“Quem exerce função de Estado, como é o caso do membro do Ministério Público, não deve poder exercer função de governo. Função de Estado exige distanciamento crítico e imparcialidade. Função de governo exige lealdade e engajamento”, afirmou.

Marco Aurélio Mello se recusou a analisar a questão por entender que a ação do PPS tinha “endereço certo”, para “fulminar um ato” da presidente Dilma Rousseff.

“Estamos no pico de uma crise sem precedentes. Cabe observar princípios e valores. Cabe atuar com serenidade e temperança. Não tenho a menor dúvida que essa decisão do Supremo acaba agravando a crise institucional vivenciada”, disse.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público, opinou de forma contrária.

“Não parece razoável concluir que o exercício de funções por membro do Ministério Público no Executivo leve a este a submeter-se a este ou a recear adotar medidas contra autoridade desse poder quando for o cargo, quando for o caso. Essa visão embute a premissa de que o exercício dessas funções seria essencial e inevitavelmente nocivo e contaminaria o Ministério Público”, disse.

Na mesma linha, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, disse que as funções dos dois órgãos são compatíveis. “A harmonização é total com o Ministério Público. Não há nada que desborde do significado de alguém ser ministro da Justiça e membro do Ministério Público, não há incompatibilidade”, disse.

 

G1.COM.BR

Desembargador derruba decisão que suspendeu nomeação de ministro

Para magistrado do TRF-1, suspensão trazia ‘grave lesão à ordem pública’.
STF também deverá analisar impedimento de Wellington César nesta quarta.

O desembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), derrubou nesta segunda-feira (7) decisão liminar da última sexta (4) que suspendeu a nomeação, pela presidente Dilma Rousseff , do novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Com isso, o novo ministro pode permanecer no cargo.

A decisão atende a recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) contra decisão liminar (provisória), da juíza federal Solange Salgado, que havia suspendido a nomeação a partir de uma ação do deputado Mendonça Filho (DEM-PE).

A oposição sustenta que a Constituição Federal proíbe membros do Ministério Público de exercerem outra função pública, salvo a de professor.

A questão será submetida ainda a julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento marcado para a próxima quarta (9).

Em sua decisão, Cândido Ribeiro entendeu que a suspensão do ministro em decisão provisória, pode “acarretar grave lesão à ordem pública” e “envolve interferência em ato de Governo, com subjacente impacto nas condições de governabilidade da Chefe do Poder Executivo”.

Wellington César Lima e Silva, novo Ministro da Justiça, durante cerimônia de nomeação no Palácio do Planalto, em Brasília (Foto: Andressa Anholete/AFP)
Wellington César Lima e Silva, novo Ministro da Justiça, durante cerimônia de nomeação no Palácio do Planalto, em Brasília na última semana (Foto: Andressa Anholete/AFP)

Ação e recurso
Na ação, o deputado do DEM argumentou que a nomeação de Wellington César “contraria frontalmente os comandos da Lei Maior, além de caracterizar um grave ato contra a moralidade administrativa”, considerando que um promotor afastado, em razão de sua “independência funcional” para investigar, só pode trabalhar fora do MP para ser professor.

No recurso, a AGU alegou que muitas das atribuições do Ministério da Justiça, como a promoção da Justiça, dos direitos humanos, da cidadania e da segurança pública são perfeitamente compatíveis com as previstas para membros do Ministério Público.

A AGU também alegou que o próprio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão de controle da instituição, já permitiu que promotores assumissem secretarias estaduais e já editou resolução, em 2011, permitindo o afastamento de membro do Ministério Público para exercício de outro cargo público.

“A decisão deixa sem comando, do dia para a noite, um ministério que tem como responsabilidade direta a segurança pública, as garantias constitucionais e a administração penitenciária, entre outros assuntos de extrema relevância”, diz o recurso

Em sua decisão, Solange Salgado diz que Wellington César Lima e Silva poderá ser novamente nomeado no cargo “desde que haja o necessário desligamento (por exoneração ou, se for o caso, aposentadoria) do cargo que ocupa, desde 1991, no Ministério Público do Estado da Bahia”. Ex-procurador de Justiça da Bahia, ele está atualmente afastado do cargo.

Constituição
Apesar de o artigo 128 da Constituição vedar que membros do Ministério Público exerçam outras funções além de magistério, o artigo 129, abre brecha para permitir que procuradores ocupem outros cargos desde que “compatíveis” com as funções institucionais do MP.

“São funções institucionais do Ministério Público: IX – exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas”, diz o trecho do artigo 129.

Conselho do Ministério Público
Em 2006, quando Antonio Fernando de Souza era procurador-geral da República, uma resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) proibiu que integrantes do MP assumissem outra função pública. A decisão se baseou em uma interpretação dos artigos 128 e 129 da Constituição.

Em 2011, na gestão de Roberto Gurgel como procurador-geral, o CNMP revogou a resolução por entender que a interpretação do conselho de vedar procuradores de assumir outras funções públicas era equivocada, uma vez que a Constituição suscita mais de uma interpretação.

Atualmente não há vedação, portanto, por parte do CNMP, mas a Justiça pode vir a ter interpretação diferente sobre o caso. Uma decisão definitiva só poderá ser tomada quando o caso for submetido ao Supremo Tribunal Federal.

 

G1.COM.BR

PPS vai apoiar Aécio Neves no segundo turno

Partido compõe coligação derrotada que lançou Marina Silva à Presidência.
Presidente da sigla acredita que Marina vai ter a mesma posição.

Roberto Freire (dir.) participa de reunião com a executiva nacional do PPS (Foto: Henrique Arcoverde / G1)

Roberto Freire (dir.) participa de reunião com a executiva nacional do PPS (Foto: Henrique Arcoverde / G1)

O PPS, partido da coligação Unidos Pelo Brasil, que lançou Marina Silva (PSB) como candidata à Presidência da República, anunciou oficialmente na tarde desta terça-feira (7) o apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição. De acordo com o presidente do PPS, deputado Roberto Freire, a decisão foi unânime e não será alterada caso outros partidos da coligação tomem outro rumo, como uma possível neutralidade.

Nesta terça-feira (9), Marina Silva (PSB) se reúne com a Rede Sustentabilidade, grupo político ao qual ela pertence que se abrigou no PSB para poder concorrer às eleições, para começar a definir um posicionamento sobre o segundo turno. Na quarta-feira (8), a executiva do PSB se reúne para tratar do tema. Só na quinta-feira devera ser divulgado o posicionamento da coligação, que, além de PSB e PPS, inclui PHS, PPL, PRP e PSL.

Segundo Roberto Freire, o fato de o PPS ter anunciado o apoio a Aécio antes da coligação é normal e estava dento do planejado. “O PPS tem autonomia para decidir o que deve fazer da sua vida”, disse Freire.

“O que foi acertado quando discutimos esse encaminhamento é que os partidos tinham que se reunir para que tomassem posições internas. E nós estamos cumprindo com isso. Até porque nós dissemos: nós vamos ter um consenso, mas tem um pressuposto, nós temos que estar junto com a candidatura de Aécio, até porque o PPS não admite de forma alguma discutir nem neutralidade, muito menos apoio a Dilma”, declarou.

Para o presidente da sigla, Marina Silva e os outros partidos da coligação devem seguir o mesmo caminho do PPS. “Eu tenho impressão que os partidos tão caminhando para isso. E ela [Marina], no seu discurso logo antes das eleições, ela deu a entender claramente que, dentro de um acordo programático, isso seria possível muito mais com Aécio do que com qualquer outra alternativa”, informou Freire.

Em relação aos compromissos que Aécio teria que assumir para receber apoio da coligação, como apoio ao fim da reeleição e a promessa da escola em tempo integral, Freire afirmou que são compromissos facilmente concretizados.

“Defender fim da reeleição, tanto Marina quanto Aécio defendem. Isso está muito fácil. E provavelmente ele não vai ser contra escola em tempo integral. Do ponto de vista da economia, você tem uma identidade muito grande das duas equipes. Pode ter alguma divergência ou detalhe, que facilmente pode ser removido.”

Primeiro turno
Freire disse, ainda, que o PPS conseguiu atingir o objetivo no primeiro turno de apoiar uma candidatura que possibilitasse o segundo turno das eleições.

“É muito simples essa decisão, esse apoio a Aécio porque desde do começo quando o PPS decidiu apoiar Eduardo e Marina, tinha entre um dos objetivos a viabilização do segundo turno. Fomos vitoriosos nisso […]. E a próxima vitória é no segundo [turno] com o Aécio derrotar Dilma”, declarou.

G1

Partidos de oposição dizem não ter sido convidados por Dilma

Presidente chamou senador do PSOL para audiência nesta segunda.
Representantes de PSDB, DEM e PPS afirmam que não foram chamados.

Líderes de partidos de oposição (PSDBDEM, PPS) consultados pelo G1 disseram nesta segunda-feira (1) não terem sido convidados para encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmaram que Dilma iria chamar representantes da oposição para debater a reforma política.

A agenda oficial da presidente prevê para a tarde desta segunda uma audiência com o senador Randolfe Rodrigues (AP), do PSOL, um dos partidos de oposição ao governo no Congresso. Depois do encontro, a presidente promoverá uma reunião ministerial.

G1 perguntou à assessoria da Presidência se os demais partidos de oposição foram convidados, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

O presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), divulgou nota informando que o partido não participaria do encontro com a presidente, mas a assessoria de Randolfeinformou que ele participará na condição de senador e não como representante da legenda.

Valente afirmou que recusou o convite porque não houve tempo para reunir a comissão executiva do PSOL a fim de deliberar sobre o assunto. De acordo com o deputado, o objetivo do PSOL “é apresentar uma plataforma de prioridades à Presidência da República”.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), disse que não recebeu convite para encontro com a presidente. “É tanto boato, é tanta informação truncada sobre esse propalado encontro que parece que o governo não quer realizá-lo”, disse.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), afirmou que, se convidado, vai discutir o assunto com a executiva do partido. Ele negou que o partido tenha recebido convite.

“Eu não sei quem espalha essas coisas [de que existe um convite]. Não recebi convite nenhum. Isso é conversa. Isso é um assunto que não é meu. […] Se porventura ela convidar, vamos discutir com a executiva [do partido] para decidir o que vamos fazer, se vamos nos reunir ou se não vamos”, declarou o senador tucano.

O deputado Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, também afirmou não ter sido convidado. “O governo está pensando que a oposição é o quê? Com um tratamento desses, evidentemente a oposição não pode ir. Não podemos ir conversar com quem trata as instituições republicanas com desrespeito”, declarou.

Reforma política
Na última quinta-feira (27), nota assinada por PSDB, DEM e PPS classificou de “manobra diversionista” a proposta feita pelo governo de realizar o plebiscito. Os presidentes dos partidos, Aécio Neves (PSDB), José Agripino (DEM), e Roberto Freire (PPS), informaram, por meio da nota, que são favoráveis a uma consulta popular sobre a reforma, mas defenderam que seja feita um referendo.

Pelo plebiscito, o eleitor é consultado sobre os vários pontos da reforma política, vota em relação a cada um e depois, de posse do resultado, o Congresso elabora a legislação. Pelo referendo, o Congresso debate previamente a reforma política, elabora a lei, e o eleitor vota, dizendo se é a favor ou contra o novo conjunto de normas.

“Legislação complexa, como a da reforma política, exige maior discernimento, o que só um referendo pode propiciar”, diz o texto da nota. Para os presidentes, a iniciativa do plebiscito “é destinada a encobrir a incapacidade do governo de responder às cobranças dos brasileiros, criando subterfúgio para deslocar a discussão dos problemas reais do país”.

 

G1