A verdade sobre o machismo @Nikki74640620

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Algum tempo atrás eu tive um desentendimento com um conservador sobre uma questão masculina: O significado original da palavra machismo. Resolvi então fazer uma pesquisa e os resultados foram surpreendentes.

Há tempos alguns dizem que o verdadeiro significado da palavra machismo é “comportamento masculino, exibição de masculinidade”Segundo dizem, o movimento feminista teria mudado o significado da palavra. “O que elas chamam de ‘machismo’ é o homem, é a masculinidade”, dizem eles. Isso parece muito conspiracionista, parece hoax (boato infundado).

Eu gosto dessa tendência de pesquisar mais a sério sobre questões envolvendo a população masculina. Quero ajudar no que eu puder a 1) desfazer hoaxes e a não propagar novos, 2) a denunciar a misandria, especialmente a que aprendemos a não ver e 3) contribuir para que as pessoas tenham não só informação correta, mas discernimento e capacidade de questioná-las. Inclusive questionar o que eu vou dizer aqui. Ninguém é incriticável e toda a crítica, investigação, depuração e oposição só irá nos fortalecer.

Sobre hoax, temos um no nosso meio, o da pílula anticoncepcional masculina do Dr. Elsimar Coutinho. Em outro texto eu pretendo esclarecer melhor isso.

HIPÓTESES INICIAIS

Machismo é uma palavra formada por macho + ismo. Macho significa masculino e em vista dos diferentes usos do sufixo ismo [1], minha hipótese era que “machismo” tivesse tido diferentes significados ao longo da História, ligados desde à valorização, a ser-se a favor da masculinidade, autonomia masculina, até supremacia ou superioridade masculina. Isso de formas diferentes ao longo de séculos.

E você? Quais as suas hipóteses, antes de eu contar o que eu descobri? Se tiver disposição, pare um momento e imagine o que vem a seguir neste texto – eu acho que vale a pena ter bem claro na memória o “antes” e o “depois”.

Sobre as minhas hipóteses, resta dizer que eu estava muito enganado.

COMEÇANDO POR HOJE

Atualmente, machismo nos dicionários físicos e online [2] tem três definições básicas.

ma.chis.mo. S. m. (macho+ismo1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. Bras. Pop. Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.

ma.chis.mo. S. m. (Macho+ismo) Empiriocriticismo.

Essa terceira definição diz respeito a uma das correntes do positivismo filosófico, o empiriocriticismo (ou empirocriticismo). Foi criada por Richard Avenarius e continuada por Ernst Mach. Machismo por causa de Ernst Mach, certo? Então, sem mais.

É de se deduzir que a primeira é uma definição feminista. Não poderia existir, sem feminismo, uma definição referindo-se a machismo justamente em relação ao próprio feminismo. Mas foi o feminismo que inventou a noção de “machismo” como coisa negativa ou se baseou num dos sentidos já existentes, que implicasse uma visão de supremacia masculina?

A segunda definição é classificada como “Bras. Pop.” (brasileirismo popular) e aí está o tal “verdadeiro significado” sobre o qual fala o tal boato. Aumentou minha curiosidade: quais definições houve antes, então, nos dicionários? Nenhuma? O tal “brasileirismo” surgiu da definição feminista, por associação intuitiva do povo, por intuição etimológica-sintática (macho, masculino, machismo, masculinismo, masculinidade)? Qual definição derivou de qual, ou ambas de alguma(s) anterior(es)? Uma definição “culta”, outra popular, classificada de “brasileirismo”. Muitas perguntas.  Fui fazer minha pequena pesquisa e desenterrar a história da palavra nos dicionários antigos.

A VERDADE SOBRE A HISTÓRIA DAS DIFERENTES DEFINIÇÕES DE “MACHISMO”

A título de curiosidade, encontrei em Bueno [19] um registro de que masculinismo é masculinidade. Não é de se surpreender, já que masculinismo e machismo têm o mesmo radical (relacionado a masculinidade) e o mesmo sufixo (relacionado a ação, atos, atitudes, expressão ou mesmo militância).

Desde o dicionário mais antigo da língua portuguesa e latina, escrito pelo Padre Raphael Bluteau, passando pelo Brasil imperial, república, ditadura getulista, volta da república e até o regime militar, não há registro da palavra “machismo” em nenhum dos dicionários que eu consultei. Em alguns dias eu deverei ter acesso a muitos outros dicionários e pretendo continuar até preencher a linha do tempo o máximo possível.

Surpreendentemente, machismo é uma palavra muito nova [3-23]. Surge entre o final da década de 1960 e início da de 1970. Ela está registrada na primeira edição do Aurélio, em 1974. Este é o machismo original que eu encontrei:

Machismo. S.m. Bras. Pop. Qualidade, ou ação ou modos de macho (3 e 4); macheza.

Na segunda edição do Aurélio, uma outra definição surge:

ma.chis.mo. S. m. (macho+ismo1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. Bras. Pop.Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.

É, dessa vez teoria de conspiração se confirmou.

O que a primeira e a segunda edições do Aurélio indicam é uma corrupção científica e acadêmica de função e interesse públicos. Alguns intelectuais entusiasmados com o feminismo ideológico fanático que todos conhecemos e amamos impuseram uma definição oficial “culta” que trai a soberania popular brasileira. E relegaram, oficialmente, a definição legítima a ser perpetuamente apenas um “brasileirismo popular”. Ora, é o uso popular que legitima seu registro oficial com a devida definição, não o contrário.

Toda palavra nasce do uso popular. Uma palavra recém-nascida é sempre um regionalismo [24], um brasileirismo [25], um estrangeirismo [26], etc. Um idioma se transforma num fluxo linguístico constante. Os Dicionários são registros oficiais dessa língua viva. A função de um dicionário é retratar um momento no uso das palavras pelo povo e seu significado, para aquele povo naquele momento.

Para que fim essa interferência “no tapetão”? Para redefinir o comportamento masculino normal como “opressão”, impondo essa aberração oficialmente no Brasil? A definição oficial atual de machismo é um exemplo prático de ingerência política e ideológica sobre a soberania popular, através da força da autoridade acadêmica, um exemplo de novilíngua na vida real. Mesmo que fosse usado nesse sentido por outro povo, o que eu duvido, o período colonial já acabou. Nós, o povo brasileiro, somos os donos da língua portuguesa do Brasil.

AINDA VAMOS MAIS FUNDO QUE ISSO

Nas bibliotecas de salvador, começando pela Biblioteca Pública do Estado da Bahia, fiquei triste em saber que uma grande parte do acervo tinha sido destruída por estar muito deteriorada. Não consegui consultar todas as edições dos dicionários disponíveis. Nem as do mais popular, o Aurélio (atualmente na 5ª edição), o nem as do mais longevo que encontrei, o Caldas Aulete, nem outros. Claro que eu não vou desistir e breve vou ter acesso a tudo isso. Eu e/ou outros. Ainda vamos ter atualizações sobre este assunto.

Antes de ir às bibliotecas, contatei a Academia Brasileira de Letras formalmente. Queria saber qual o processo de oficialização da definição de um verbete, quando o verbete machismo surgiu, que definições ele teve e quando, e quando e como foram incluídas as definições atuais. Pedi ou uma entrevista, ou que nos permitissem consultar arquivos. Uma advogada do nosso movimento se disponibilizou a ir presencialmente e até realizar a pesquisa no local ela mesma, se fosse o caso. Fizemos alguns contatos telefônicos e enviamos dois e-mails desde 25 de março. Trataram-nos muito gentilmente, mas não tivemos resposta dos e-mails até agora.

A VERDADE SOBRE O MACHISMO: Uma conclusão parcial

A verdade sobre o machismo não está nos dicionários, nem neste artigo. Existe uma razão para o termo “machismo” ter sido escolhido em vez de, por exemplo, bissexismo”. Desde quando eu era “feministo”, eu era crítico da forma como a palavra é usada no âmbito dos “feminismos” contemporâneos. Eu apenas, como a maioria das pessoas, não me importava o suficiente para fazer o que eu agora faço. A maioria das pessoas não se importa.

Saber do que aconteceu com a definição oficial é só mais um exemplo, entre tantos, de até onde ideólogos e políticos são capazes de chegar. O quanto podem corromper para fazer valer sua visão e ter seus lucros. Qualquer bandeira, seja liberdade, democracia, igualdade, justiça, fraternidade, família, honra, etc., pode ser corrompida. E são e foram corrompidas ao longo da História. Às vezes as bandeiras são corrompidas já antes mesmo de ser hasteadas.

Tudo de ruim que hoje se rotula machismo são problemas humanos e sociais. Mas a forma como é amplamente usado pela quase totalidade dos(as) feministas e seus simpatizantes no Brasil e nos países de língua latina se insere numa estratégia de marketing político e ideológico. Marketing que quer, e consegue com grande sucesso, associar tudo de pior do ser humano e da sociedade humana aos homens e à masculinidade – só aos homens, os masculinos, machos, másculos, “mascus”, claro. Fazem isso com a conivência de todos nós, Sociedade. Fazem simplesmente porque é exatamente o que “elXs” creem – que esses lados obscuros das pessoas e da sociedade são criados pelos homens. E que sociedade é dos homens, pelos homens e para os homens. Uma mentira descarada, repetida até chegar a ser a “verdade” atual sobre gênero.

Machismo, originalmente é a forma como a masculinidade se expressa, no bom e no ruim. Falar que problemas sociais históricos, inclusive os dos homens, são causados pelo machismo é como atribuí-los a um negrismo ou japonezismo.

Este tema merece ainda muita discussão. Vou tentar contribuir para isso nos próximos artigos, que já estão praticamente escritos, sobre masculinidade em contexto etimológico, social e histórico, Patriarcado, etc. As refutações são já esperadas e serão muito bem-vindas, porque eu nunca pretendi posar de dono da verdade. Quem quer ter o mínimo de cientificidade (nem se trata de humildade) precisa encarar o fato de que toda conclusão está sujeita a ser precária, parcial e temporária.

Por enquanto, basta dizer o óbvio. A obviedade que a maioria de nós não quer admitir. Quando você vir alguém falando da “importância da luta contra o machismo”, entenda direito: Trata-se da luta contra os homens. Todos os homens, incluindo nós, nossos filhos, pais, avós, irmãos, maridos, onde for o caso. Se não contra eles (nós), direta, honesta e pessoalmente, é contra eles de forma indireta, hipócrita e geral: contra uma alegada influência opressiva e patológica da masculinidade na Sociedade e na História. Conhecer certas verdades, como essas, sobre machismo, é conhecer melhor as teorias e ações do feminismo contemporâneo. O movimento feminista cria todos os dias várias subteorias que têm dominado há mais de meio século as discussões sobre gênero e orientam as políticas públicas sobre gênero, relações entre os gêneros e família. Para mim, que fui entusiasta do movimento por quase toda a vida, não foi fácil reconhecer o que eu tenho para dizer sobre feminismo. Mas já passou da hora de dizer isso claramente:

O feminismo é um movimento de ódio.

Na prática, contemporânea e predominantemente, isso é o que o feminismo se tornou. Movimento de ódio é aquele que se baseia em premissas falsas, preconceituosas, contra um grupo humano e que, se tidas como verdadeiras, produzirão injustiças, sejam elas racistas, sexistas ou outro tipo. As respeitadíssimas teorias acadêmicas feministas se baseiam em premissas básicas sobre homens e meninos nas interações sociais. Premissas falsas. Premissas de ódio. O feminismo é um movimento baseado em ódio e vale repetir, porque é necessário e merecido:

O feminismo é um movimento de ódio.

Abraço forte,

Aldir.

Referências:

[1] http://en.wiktionary.org/wiki/-ism#Suffix

[2] Consultei os principais e mais abrangentes, o Aurélio e o Houaiss, e a Enciclopédia Barsa, o Dicionário da Academia Brasileira de Letras e o Michaelis

[3] BLUTEAU, Raphael. Vocabulario portuguez & latino. Coimbra, 1728.

[4] SILVA, Antonio Moraes. Diccionario da lingua portugueza – recompilado dos vocabularios impressos ate agora, e nesta segunda edição novamente emendado e muito acrescentado. 1813

[5] SILVA, Antonio de Moraes: Diccionario da lingua portugueza recopilado. Typographia Lacerdina, Lisboa, 1813.

[6] PINTO, Luiz Maria da Silva. Diccionario da Lingua Brasileira por Luiz Maria da Silva Pinto, natural da Provincia de Goyaz. 1832.

[7] FERREIRA, Aurelio Buarque de Hollanda e Pereira, Manuel da Cunha: Nôvo vocabulário ortográfico da língua portuguêsa.  ????.

[8] MORAES, (???) Diccionario da língua portuguesa. 4ª ed. Danificado, sem ano de publicação. Do período imperial do Brasil). ????.

[9] AGASSIZ et. al. Diccionario universal portuguez. Tipographia do dicionário universal portuguez. 1882.

[10] LELLO, josé e Lello, Edgar. Lello universal – Dicionário enciclopédico luso-brasileiro em 4. Lello & irmão Editores. Porto, ????.

[11] FREIRE, Laudelino. Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa. Ed. A Noite. Rio de Janeiro, ????.

[12] Academia Brasileira de Letras: Pequeno vocabulário ortográfico da língua portuguesa. Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, 1945.

[13] FIGUEIREDO, Cândido. Dicionário da língua portuguesa. 12ª Ed. Livraria Bertrand, Lisboa – W.M. Jckson Inc. Rio de Janeiro, 1947.

[14] CARVALHO, José Mesquita de: Dicionário prático da língua nacional II.o 4ª Edição. Ed Globo, Rio de Janeiro – Porto Alegre – São Paulo, 1955.

[15] SÉGUIER, Jaime de: Dicionário prático ilustrado – Novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro. Ed. Lello e Irmão. Porto, 1956.

[16] MACHADO, José Pedro: Dicionário etimológico da língua portuguesa. 1ª. Ed. Ed Edições lexicográficas da Editorial Confluência Ltda. Lisboa, 1959.

[17] GARCIA, Hamílcar de. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa 2ª Ed. Bras. Editora Delta, Rio de Janeiro, 1964.

[18] SILVA, Adalberto Prado e, et al. Grande dicionário brasileiro melhoramentos. 8ª Edição, revista e ampliada. Cia Melhoramentos de São Paulo, Indústrias de papel. São Paulo, 1973

[19] BUENO, Francisco da Silveira. Grande dicionário etimológico-prosódico da língua portuguesa. Ed Brasília Ltda. Santos, 1974.

[20] Garcia, Hamilcar de. Dicionário Contemporâneo da língua portuguesa Caldas Aulete. 3ª Ed. Brás. Ed Delta. Rio de Janeiro, 1980.

[21] FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda: Dicionário Aurélio Básico da língua portuguesa. 1ª edição. Ed. Nova Fronteira S.A. Rio de Janeiro, 1988.

[22] Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio: 2ª Ed. Nova fronteira S.A. Rio de Janeiro, 1997.

[23] Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 2a edição (revista e ampliada). Nova Fronteira. São Paulo, 1986.

[24] https://pt.wikipedia.org/wiki/Regionalismo

[25] https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasileirismo

[26]: https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrangeirismo

[27] http://www.dicionarioinformal.com.br/machismo/

[28] http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4910692/dicionario-machista-tres-mil-anos-de-frases-cretinas-contra-as-mulheres

[29] http://literatortura.com/2013/09/dicionario-machista-agrega-frases-sexistas-expoe-patriarcalismo/

[30] http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/machismo;jsessionid=ckrCSugRlNMoHqms6MiuCg

[32] http://abordagempolicial.com/2011/03/o-problema-da-violencia-e-um-problema-de-machismo/

[33] http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/machista/5076/

[34] Para um exemplo entre inúmeros, ver os termos machismo, misoginia, misandria em:http://www.ligahumanista.org.br/p/dicionario-de-preconceitos.html

[35] https://www.google.com.br/search?q=legalidade+e+legitimidade&oq=Legalidade+&aqs=chrome.2.69i57j0l5.8804j0j4&sourceid=chrome&es_sm=0&ie=UTF-8

 

Fonte : http://br.avoiceformen.com/

A negociação Xuxa – Record não ata nem desata

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Cumulus nimbus

A negociação Xuxa – Record ainda continua sujeita a chuvas e trovoadas.

Há a garantia das duas partes que até agora não tem nada assinado. Está tudo na palavra e no próprio desejo da apresentadora de encarar novos desafios. Mas existem os empecilhos de praxe. Alguns de ordem jurídica e outros de apelo sentimental.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Rede Record é acusada de usar material da Rede Bandeirantes sem prévia autorização

 

Não deveria acontecer, mas vez por outra surgem denúncias do tipo. A Record agora é acusada de ter se apropriado de um material da Bandeirantes.

No “Cidade Alerta”, da noite desta segunda-feira, foi ao ar um áudio exibido com exclusividade pelo “Jornal da Band” na quinta da semana anterior, com a voz do menino Marcelo Pesseghini dizendo que amava a mãe. Ainda sobre a tragédia da família Pesseghini.

Isto, segundo se apurou, ficou evidente porque a gravação, trilhada e mixada pela Band, foi ao ar editada exatamente da mesma forma no programa do Marcelo Rezende. Outra evidência apresentada é que este áudio não consta no inquérito – foi obtido pela equipe da TV Bandeirantes com uma fonte da família, que afirma não ter fornecido o material para mais nenhuma emissora.

Clamada a se manifestar, a Record informa que também teve acesso ao mesmo material, através de um policial do DHPP – Departamento de Homicídios e deProteção à Pessoa, cujo nome – por razões óbvias – não pode ser revelado.

 

Flávio icco com colaboração de José Carlos Nery

Concorrência interna compromete resultados de emissoras de televisão

 

Também em televisão, o trabalho em conjunto, com plena harmonia dos diversos setores envolvidos, é indispensável para se atingir os planos traçados.

A Globo, como bom exemplo, a partir das primeiras medidas tomadas pela sua nova direção, chamou todo mundo para o mesmo quadrado.
Verifica-se, nos dias atuais e nas suas diferentes áreas, uma maior participação em busca de um objetivo comum. É bem por aí.
O que se verifica, de maneira geral, é que isso nem sempre acontece. A concorrência interna acaba por comprometer os resultados, que poderiam ser muito melhores. Não é nenhum exagero afirmar que, em certos casos, são várias “emissoras” numa só TV, concorrendo umas com as outras, se utilizando apenas da mesma antena.
Isso é o fim da picada. Mas é o que lamentavelmente acontece, por falha e responsabilidade absoluta de quem dirige.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Lista reúne oito provocações que saíram pela culatra no esporte

Anderson Silva não foi o primeiro – e nem será o último – atleta a provocar
um rival para, em seguida, ser derrotado. Relembre outros casos famosos

 

Anderson Silva não provocou um adversário no octógno pela primeira vez no último sábado, quando perdeu o cobiçado cinturão do UFC. Nem foi a primeira vez que um atleta provocou o oponente para, em seguida, sofrer derrota humilhante. Relembre oito casos em que o ato de desrepeito no campo ou no ringue só serviu para energizar um adversário que parecia morto ou incapaz de sair vitorioso.

1. PORCO RI POR ÚLTIMO

Há 20 anos, o sempre polêmico Viola comemorou um gol em cima do Palmeiras imitando um porco. Na partida seguinte, o Palmeiras reagiu com sonoro 4 a 0 e interrompeu jejum de 16 anos.

– Não era mais só questão de ser campeão, de quebrar um tabu. Depois da comemoração do Viola, era uma questão de honra também – lembrou Evair, herói palmeirense.

viola corinthians x palmeiras 1993 comemoração porco (Foto: Agência Estado)
Viola imita um porco ao comemorar gol. Palmeiras respondeu com 4 a 0 no jogo seguinte (Foto: Agência Estado)

2. REBOLADA ANIMAL

Um dos maiores dribladores da história, Edmundo resolveu rebolar na frente de Gonçalves, zagueiro e capitão do Botafogo, na primeira partida das finais do Carioca de 1997. O Glorioso venceu a partida seguinte sobre o Vasco, garantiu o título, e Gonçalves e toda a torcida botafoguense comemoraram rebolando no campo, nas arquibancadas e até nas ruas.

– Aquela provocação foi a melhor coisa que podia ter acontecido – ironiza o ídolo alvinegro.

 

 

 

 

 
3. ‘NINGUÉM BRINCA COM O FUTEBOL PENTACAMPEÃO’

Brasil e Argentina se enfrentavam na finalíssima da Copa América. Os hermanos venciam por 2 a 1 restando três minutos para o apito final. Carlitos Tévez carregou a bola até a lateral do campo e lá iniciou uma série de dribles “debochados”, a fim de gastar o tempo.

O time de Parreira recuperou a bola, e aos 48 minutos Adriano Imperador empatou a partida, levando a decisão para os penais. Resultado: a seleção brasileira levou o caneco, e Tévez saiu de campo aos prantos. Com a faixa de campeão no peito, Parreira disparou: “Ninguém brinca com o futebol pentacampeão”.

 

 

 
4. MUITO PRAZER, TÉVEZ

Mas Carlitos Tévez já esteve do lado vitorioso de uma zoação. Então presidente do Flamengo, Marcio Braga provocou o argentino antes do clássico contra o Corinthians, em 2005: “Dizem que é um grande jogador. Vamos ver o que ele mostra aqui hoje…”

E Tévez desequilibrou a partida: marcou dois gols na vitória do Timão fora de casa por 3 a 1. Na saída do campo, o atacante respondeu a Marcio Braga: “Agora ele me conhece.”

 
 

 

 

 

5. EMBAIXADINHAS MUDAM DE LADO

Em 2000, Pedrinho fez embaixadinhas durante a goleada sobre o Flamengo por 5 a 1, que deu ao Vasco o título da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. O lance revoltou os rubro-negros, e houve revide: na decisão do estadual, o Fla levou a melhor, e as embaixadinhas reapareceram, mas do lado contrário, com Beto.

 

 

 

 

 
6. BEIJO E LONA

Durante a tradicional encarada que precede as lutas, o americano Heath Herring recebeu uma “bitoca” na boca do rival, o japonês Yoshihiro Nakao. A reação de Herring foi fulminante: um direto no queixo do adversário, que foi à lona antes mesmo de a luta começar. Herring foi desclassificado da luta no K1, mas Nakao não teve o que comemorar.

Boxeador troca beijinho e nocaute (Foto: Reprodução Internet)
Boxeador responde a beijinho com nocaute (Foto: Reprodução Internet)

7. ESTRELA DA MORTE

Após 90 minutos de bola rolando e igualdade no placar, Stony Brook e Hartford se encaminham para decidir quem iria à final do America East Soccer (torneio de futebol no Estados Unidos). Batedores se alternam nas cobranças até que o goleiro do Hartford resolveu inovar debaixo das traves. A fim de desestabilizar o batedor, o arqueiro iniciou uma série de movimentos inéditos: “estrelas” sobre a linha do gol. O cobrador não se abalou, fez o gol e comemorou fazendo o quê? Estrelas!

Goleiro e goleador trocam cambalhotas (Foto: Reprodução Internet)Goleiro e goleador trocam cambalhotas na disputa de pênaltis (Foto: Reprodução Internet)

8. AQUI SE ZOA, AQUI SE PAGA

Sem vencer uma partida há oito rodadas, no Brasileirão de 1998, o Flamengo lotou o Maracanã para enfrentar a Portuguesa. Antes de a bola rolar, o mandatário rubro-negro à época, Kleber Leite, prometeu devolver a renda do jogo em caso de derrota.

Diante de 52 mil torcedores, recorde de público naquela altura do campeonato, o time carioca perdeu para a Lusa por 3 a 2. Promessa é dívida, e um constrangido presidente confirmou a devolução do dinheiro aos torcedores.