Renato Maurício Prado comenta como o Fluminense piorou de 2012 para 2013

 

Pela primeira vez, em nove anos, o título brasileiro ficou fora do eixo Rio-São Paulo. E também pela primeira vez, em onze anos, nenhum clube grande paulista disputará a Libertadores. O campeonato de 2013 provou que (ainda bem!) o poderio financeiro não é o único fator determinante de sucesso no nosso futebol. Competência, criatividade e boa gestão ainda podem fazer diferença.

Dentro desse quadro, é curioso notar o peculiar estilo “montanha-russa” do Fluminense, campeão duas vezes nos últimos três anos (2010 e 2012) e, agora, a um passo do rebaixamento (como em 2008 e 2009). Como se vê, o bem e o mal caminham de braços dados nas Laranjeiras. Há quem diga até que convivem numa mesma pessoa: o presidente da Unimed, Celso Barros.

É ele quem paga boa parte da folha, bancando, entre outras coisas, os milionários salários de craques como Fred que, não fosse o patrocinador, jamais teria vestido a camisa tricolor. Mas é ele também que força contratações descabidas (como a de Felipe); demissões controvertidas (como a de Abel) e escolhas equivocadas (como a de Luxemburgo, contra a o opinião do próprio presidente do clube).

Sua última tacada foi a volta de Conca, com claro viés político, antes das eleições. Será que o meia argentina disputará a segundona, caso a tragédia se consume? E Fred, com quem o Cruzeiro sonha para a Libertadores do ano que vem, ficará? E os contratos de patrocínio, em que bases se manterão? No caso da Adidas há uma redução automática de 20% em caso de rebaixamento.

Sobram perguntas, faltam respostas nas Laranjeiras? Com a palavra o mandachuva do clube — e, obviamente, não estou falando de Peter Siemsen.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 03/12/2013

Renato Maurício Prado comenta que Peter Siemsen está perdido

 

Há duas semanas, após a derrota para o Vitória, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, quis demitir Luxemburgo e contratar Caio Júnior, mas foi impedido pelo patrocinador. Rabo entre as pernas, compareceu ao vestiário, depois de outro fracasso, este no Fla-Flu, e jurou que a decisão de manter Vanderlei fora tomada em consenso e que o técnico tinha o apoio da diretoria. Sobreveio mais uma lambada (para o Corinthians) e, finalmente, o treinador foi demitido. Pode ser até que o tricolor escape de novo rebaixamento (que seria o quarto em sua história!). Mas que está fazendo direitinho o dever de casa para a Segundona, está. Se cair, Peter Siemsen pode dar adeus à reeleição.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 12/11/2013

Renato Maurício Prado comenta que Luxemburgo poderá rebaixar o Fluminense

 

O Vasco venceu o Coritiba por 2 a 1, na estréia do técnico Adilson Batista, mas continua na zona do rebaixamento. O Botafogo perdeu do Goiás (1 a 0) e começou a ver sua vaga para a Libertadores, pela primeira vez, seriamente ameaçada. E o Fluminense, mesmo diante de um time misto do Flamengo, acabou derrotado por 1 a 0, resultado que o mantém na decima-sexta posição no campeonato, com o mesmo número de pontos dos vascaínos, superados apenas pelo saldo de gols.

Hernane, o Brocador, foi considerado o autor do gol da vitória rubro-negra (na verdade, foi Gum contra) já nos últimos minutos, quando o 0 a 0 parecia selado num jogo Fla-Flu, pobre de técnica e rico apenas pelo espírito de luta dos dois times.

A derrota pode selar o destino de Vanderlei Luxemburgo, que só não foi demitido pelo presidente Peter Siemsen, no meio da semana, porque Celso Barros, presidente da Unimed, não deixou.

O resultado aumenta o otimismo na Gávea para a partida de quarta-feira, diante do Goiás, pela Copa do Brasil, e incendeia de vez a crise nas Laranjeiras.

Os próximos capítulos prometem ser emocionantes…

No final das contas, restou a ironia bem-humorada de um torcedor do Fla que levou para o Maracanã um cartaz onde se podia ler em letras garrafais: FICA, LUXA!

Será que Celso Barros vai atendê-lo?  O técnico, sabidamente rubro-negro, caminha a passos largos, para rebaixar o tricolor…

 

Renato Maurício Prado-O GLOBO-04/11/2013

Renato Maurício Prado comenta a chegada de Vanderlei Luxemburgo ao Fluminense

 

A escolha de Vanderlei Luxemburgo para substituir Abel Braga, no Fluminense, escancara uma triste realidade vivida pelo tradicional clube das Laranjeiras. Quem manda por lá não é o presidente eleito, nem o vice de futebol, nem o profissional contratado para dirigir o departamento. Quem manda mesmo é  o patrocinador, que faz o que bem entende, até quando sua opinião é contrária a de todos.

Por mais que Peter Siemsen, Sandro Lima e Rodrigo Caetano queiram dizer o contrário –  e certamente dirão, até por vergonha – a verdade é que nenhum deles era favorável à contratação de Vanderlei.

E tinham motivos óbvios e justos: são pífios os resultados obtidos pelo técnico nos últimos anos e o seu custo/benefício é desastroso, face aos salários milionários que exige e às contratações desmedidas que impõe.

Isso se repetiu, com péssimos resultados, no Palmeiras, no Santos, no Atlético Mineiro, no Flamengo e no Grêmio – clubes por onde passou nos últimos sete anos, sendo sempre demitido e recebendo multas rescisórias milionárias.

Para fazer valer a sua opinião, Celso Barros usou um argumento simples e típico dos ditadores: ou contratavam quem ele queria ou a Unimed, empresa que preside e patrocina o Flu há décadas, reduziria drasticamente os investimentos no clube. Pior: nas próximas eleições apoiaria um candidato de oposição.

Diante de tal ameaça, Peter Siemsen e seus pares abaixaram as orelhas, enfiaram a viola no saco e engoliram o sapo.

Melhor seria, então, que o Fluminense transferisse logo o comando central para a Unimed, pois a partir de agora, Siemsen mandará menos que Vanderlei.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 31 de julho de 2013

Fred ficará de 15 a 20 dias parado

 

Fred foi examinado no domingo no Rio e, surpreendentemente, e descobriu-se que sua contusão não foi no joelho, mas muscular.

Ele teve diagnosticado um estiramento de grau 1, na perna, e a previsão inicial é de inatividade entre 15 e 20 dias, o que o afasta, automaticamente, dos dois jogos finais da primeira fase da Libertadores mas talvez lhe permita retornar ao time nas semifinais da Taça Rio.

A informação foi passada para o presidente do Flu, Peter Siemsen, que passava o final de semana na fazenda de sua mãe em Barra do Piraí.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 08 de abril de 2013

Renato Maurício Prado transcreve frase do presidente do Fluminense

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, admite que errou no preço dos ingressos do jogo contra o Grêmio e se penitencia por isso:
— Errei mesmo. A responsabilidade é toda minha. Deveria ter colocado a arquibancada a R$ 40 e não R$ 80. Mas aprendi. E não vou exagerar novamente.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 24 de fevereiro de 2013

Peter Siemsen que entender a regras para explorar o Maracanã

Peter Siemsen e Jânio Moraes no CT do Nova Iguaçu (Foto: Site oficial do Nova Iguaçu)
Siemsen se mostrou ansioso com as regras para licitação do Maracanã (Foto: Site oficial do Nova Iguaçu)Leia mais no LANCENET! © 1997-2012 Todos os direitos reservados a Areté Editorial S.A Diário LANCE!

O Maracanã só será liberado para partidas de clubes em meados de 2013 e, por isso, os termos da licitação do estádio deverão ser conhecidos em outubro. O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, revelou que aguarda ansiosamente a divulgação das regras para, enfim, realizar o planejamento do clube para a próxima temporada.

– O processo está um pouco complicado. Fiz até uma carta aberta sobre isso. Quando fala em pagar imposto, boa gestão, fala-se em planejamento. Hoje estamos jogando no Engenhão e está complicado com o gramado. Aí temos que ir para Volta Redonda e isso muda todo o planejamento, até financeiro. Para 2013, não sei se vamos jogar no Maracanã, Engenhão, Volta Redonda… A licitação queremos que saia logo. Temos de entender a regra do jogo – afirmou ao Sportv.

Siemsen revelou que já teve vários contatos com o presidente da IMX, joint venture que uniu o grupo EBX, de Eike Batista, à empresa de esportes e entretenimento IMG Worldwide, e que gere a carreira de diversos atletas, entre eles Neymar. A empresa é uma das favoritas a vencer a licitação, que pode ter a dupla Fla-Flu como administradora do estádio carioca.

– Para saber se temos de nos acertar com o Flamengo, ou com o concessionário. Temos de saber as regras do jogo. Tivemos a resposta informal de que vai sair em outubro. Estou ansioso por isso e faço contatos pessoais com o presidente da IMX, empresa que tem chances grandes de ser a concessionária. Ele está querendo entender também. Já há uma vontade grande de quem tem o potencial de ser o gestor. Apesar de estar animado e ansioso por voltar a jogar no Maracanã, precisamos conhecer primeiro as regras do jogo – finalizou.

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