Renato Maurício Prado analisa o que foi decisivo para o Corinthians derrotar o Chelsea por 1 a 0

A espetacular atuação do goleiro Cássio e o pouco trabalho que teve Peter Cech, do outro lado, leva muita gente a atribuir a conquista do Corinthians à sorte. Injustiça. Pode-se atribuir ao destino uma bola que caprichosamente bate na trave, após vencer o arqueiro. Quando esse faz a defesa, o mérito é dele, ou o demérito do atacante. Dois exemplos: no chute de Moses, de curva, Cássio foi um monstro ao desviar com a ponta dos dedos. Já na bola que sobrou para Fernando Torres, cara a cara, embora o goleiro tenha se atirado aos seus pés, houve mais incompetência do atacante que brilho do defensor. Em suma, as defesas de Cássio foram méritos corintianos. Sorte, se quisermos ver assim, o Corinthians teve quando o Barcelona foi eliminado da Liga dos Campeões. Mas isso já é outra história. Palmas para o merecido campeão mundial. Uma equipe sem estrelas (apenas Cássio e Paulinho devem jogar na seleção brasileira) mas com uma aplicação tática e um espírito de luta impressionantes!

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 18 de dezembro de 2012