A nova moda do nome e sobrenome no futebol

b6153-3

Terça-Feira Gorda de Carnaval – e são tantas e diferentes as explicações da sua gordura, que é melhor ficar numa só: Mardi Gras, Terça-Feira Gorda em francês, é o último dia permitido para comer tudo que tem vontade, antes do jejum quaresmal.

Dia que, por ser feriado, permite divagar por outros assuntos, igualmente intrigantes, mas que também devem ter explicações das mais lógicas para todos eles.

Antes, era comum no nosso futebol, se ouvir no rádio as jogadas de Didi, Garrincha, Belini, Mazola, Tostão, Vavá, Pepe, Gilmar, Gerson, Clodoaldo, Dino, Jairzinho, Zito, Tatá, Zico, Zózimo, Dudu, Zagalo, Felix, Rivellino, entre tantos tão simples assim, até chegar ao maior de todos, Pelé, ante outros, mas poucos, chamados Domingos da Guia ou seu filho Ademir da Guia, Nilton Santos, De Sordi, Carlos Alberto.

Hoje, verifica-se, nos gramados, que uma boa maioria resolveu fazer uso do nome e sobrenome, como Felipe Rodrigues, André Castro, Pedro Carmona, Gabriel Leite, Martin Silva, Gustavo Scarpa, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Rafael Sóbis, Felipe Melo, Michel Bastos, Marcos Rocha e Everton Souza, além de outros. Até no já aposentado Ronaldo inventaram um questionável “fenômeno”.

Nada que diminua ou aumente o tamanho da bola, mas que só fez crescer o trabalho dos narradores.

O número de palavras usadas em cada jogo, no mínimo, dobrou.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Paulo César Norões comenta a morte de Nilton Santos

 

Luto Foi-se Nilton Santos, a “Enciclopédia”. Em um ano só, perdemos os dois laterais da seleção bicampeã do mundo em 1958 e 1962. Dos campeões de 58, restam vivos Bellini, Pelé, Zagallo, Mazolla, Pepe, Moacir, Dino Sani e Zito.

 

Paulo César Norões-Diário do Nordeste-28/11/2013

A classificação de Portugal em números

A classificação de Portugal em números

© AFP

Foi difícil, foi preciso sofrer quase até ao fim, mas Portugal garantiu a presença na Copa do Mundo da FIFA. A equipa das quinas venceu a Suécia no Playoff europeu, muito graças à inspiração de Cristiano Ronaldo, que marcou os quatro golos lusos nos dois jogos contra a seleção nórdica e alcançou mais uma grande marca pessoal.

Mas o feito português vai muito para além do que aquilo que o avançado conseguiu nestes dois últimos jogos da caminhada para o Brasil 2014. Confirma a clara ascensão da seleção lusa no panorama internacional durante as últimas décadas e à qual falta “apenas” um grande título internacional.

Na ressaca da grande festa pela presença na Copa do Mundo, o FIFA.com resume a classificação portuguesa em números.

6

Presenças de Portugal em Copas do Mundo da FIFA. A estreia aconteceu na Inglaterra 1966, com um brilhante terceiro lugar da equipa de Eusébio e companhia, que é, até hoje, o melhor registo português na maior competição futebolística do planeta. Seguiu-se a presença no México 1986 e, depois, uma longa ausência. O regresso aconteceu na Coreia do Sul/Japão de 2002 e, desde então, Portugal não falhou mais nenhum Mundial. Ao quarto lugar no Alemanha 2006 seguiu-se a eliminação frente à futura campeã Espanha nos oitavos de final da África do Sul 2010. Agora, é tempo de pensar no Brasil 2014.

2

Playoffs utrapassados. Tal como na caminhada para a África do Sul 2010, Portugal voltou a precisar de disputar a repescagem europeia para chegar ao Brasil 2014. Se para o primeiro mundial de sempre disputado em solo africano a seleção das quinas eliminou a Bósnia e Herzegovina, agora foi a Suécia a sentir o poderio do conjunto português.

8

Golos de Cristiano Ronaldo no apuramento. A maior estrela portuguesa até nem teve a melhor das fases de qualificação, mas surgiu quando a equipa mais precisava dele e terminou a fase como melhor marcador da seleção, à frente de Hélder Postiga (seis golos) e Bruno Alves (quatro). E até deu para conseguir algo que nunca tinha conseguido na seleção: fez não um mas dois hat-tricks, frente à Irlanda do Norte e à Suécia.

47

Golos pela seleção. Com o hat-trick desta terça-feira frente à Suécia, Cristiano Ronaldoconseguiu igualar Pedro Pauleta como melhor marcador de sempre de Portugal e parece óbvio que não vai demorar muito a cilindrar todos os recordes. CR7, aos 28 anos, tem 109 jogos disputados pela equipa portuguesa, sendo o terceiro mais internacional de todos os tempos, atrás de Luís Figo (127) e Fernando Couto (110).

1080

Minutos disputados. Ao longo da fase de qualificação, apenas dois jogadores portugueses foram utilizados em todos os minutos de todos os jogos. O guarda-redes Rui Patrício e o médio João Moutinho foram aposta de Paulo Bento nos 10 jogos do Grupo F e nas duas partidas do Playoff.

29

Jogadores utilizados ao longo da fase de qualificação pelo selecionador português. E se Rui Patrício e João Moutinho foram os que mais minutos jogaram, William Carvalho foi quem menos atuou, sendo utilizado apenas nos últimos 17 minutos da segunda partida com a Suécia. No entanto, há que destacar que o médio do Sporting tem apenas 21 anos e que saltou imediatamente da equipa Sub-20 para a principal, pelo grande início de temporada que tem realizado. É um valor seguro para o futuro da seleção portuguesa.

21

Cartões na qualificação é o cadastro da seleção portuguesa em 12 jogos realizados. Foram 20 amarelos e apenas um vermelho (direto), visto por Hélder Postiga na partida da Irlanda do Norte.

 

FIFA.com

Portugal vence a Suécia por 3 a 2 e está na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Super Ronaldo leva Portugal ao Brasil

© AFP

Ronaldo vezes três, Portugal vezes seis! A equipa das quinas está na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, após vencer na Suécia, por 3 a 2, na segunda mão do Playoff europeu. O capitão Cristiano Ronaldo foi, mais uma vez, o grande herói, ao marcar os três golos e a igualar Pedro Pauleta como o maior artilheiro de sempre da seleção portuguesa.

Coreia do Sul/Japão 2002, Alemanha 2006, África do Sul 2010 e, agora, Brasil 2014. Portugal garantiu a quarta presença consecutiva num Mundial – a sexta da história do país, depois do Inglaterra 1966 e México 1986 – e fê-lo com tanta categoria como sofrimento no jogo de Solna.

É que, depois da vitória (1 a 0) no jogo da passada sexta-feira, no Estádio da Luz, tudo parecia decidido quando Cristiano Ronaldo fez o primeiro golo no Friends Arena, a abrir a segunda parte, mas um bis de Zlatan Ibrahimovic, no espaço de quatro minutos, deu a volta ao jogo e deixou os suecos a apenas mais um golo do apuramento.

Fado e samba de Ronaldo
Foram cinco minutos de intenso desespero dos portugueses. O Brasil, que já tinha estado tão perto, parecia capaz de tornar-se numa mera miragem, mas o fado lusitano não demorou assim tanto a transforma-se num samba de alegria com uma dança a dois pés de um super Cristiano Ronaldo.

A começar pelo primeiro golo. Passe fantástico de João Moutinho a rasgar a defesa sueca e um tiro de pé esquerdo da estrela do Real Madrid. A canhota estava bem afinada e, depois dos dois golos de Ibrahimovic, voltou a funcionar na perfeição, desta vez a concluir um belíssimo passe de Hugo Almeida.

E se os dois primeiros gritos de festa dos portugueses nasceram do pé esquerdo de CR7, o último tiro, o derradeiro carimbo no passaporte para o Brasil, foi feito com o pé direito.

Mais um passe magistral de Moutinho – que jogo soberbo do médio do AS Mónaco, só mesmo ofuscado pelo capitão – a isolar Cristiano Ronaldo e o avançado a tirar o guarda-redes sueco do caminho e a tirar também todas as dúvidas.

Portugal está na Copa do Mundo da FIFA e o Brasil 2014 pode contar com uma das maiores estrelas de sempre do futebol português e do mundo. Aos 28 anos, Cristiano Ronaldo já igualou o melhor marcador de sempre de Portugal, Pedro Pauleta, com 47 golos na seleção e promete não ficar por aí.

A Copa do Mundo merece um jogador assim, como merece uma seleção portuguesa no seu melhor nível. Um Rui Patrício a negar um golo aos suecos, com uma defesa impossível quando o jogo estava empatado a zero, uma defesa capaz de se bater com os melhores avançados do mundo e um meio-campo trabalhador e cheio de classe. E, claro, uma estrela do tamanho da equipa!

 

FIFA.com

Virada histórica sem o Rei dá bi ao Santos

Virada histórica sem o Rei dá bi ao Santos

“Foi como dois pilotos numa corrida. Um bobeou na largada mas agora voava e vinha cabeça a cabeça com o líder, que ganhou embalo e viu o oponente ficar para trás, mas de repente deixou que ele terminasse a prova numa Ferrari.” Com essas palavras, Alberto Spencer lamentava por um Pelé que fora mero espectador quando o Peñarol venceu o Santos por 3 a 2 na Vila Belmiro para forçar um jogo-desempate na decisão da Copa Libertadores de 1962, a ser disputado em campo neutro.

O artilheiro equatoriano havia marcado dois na mencionada vitória em São Paulo, e muita gente apostava que o tradicional clube uruguaio derrotaria novamente o time santista para conquistar o título continental pelo terceiro ano seguido. Contudo, o feitiço virou contra o feiticeiro e o Rei voltou para destronar o Peñarol com uma atuação majestosa e duas bolas na rede no play-off em Buenos Aires, transformando o Santos na primeira equipe brasileira a se sagrar campeã sul-americana.

O revés no litoral paulista não era um exemplo isolado de como Pelé era indipensável para o time treinado por Luís Alonso Pérez, o Lula. Além da Libertadores, o craque levou o Peixe ao bicampeonato nacional e à glória na Copa Intercontinental daquele ano, com três gols que arrasaram o Benfica em Lisboa. Em outubro de 1963, ele anotou dois quando o Alvinegro foi defender o título da Copa Intercontinental no norte da Itália. Infelizmente para a torcida santista, o Milan treinado pelo ídolo argentino Luis Carniglia e integrado por nomes como Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni, Gianni Rivera e os brasileiros Amarildo e Mazzola acabaria se impondo por 4 a 2.

O resultado deixou o Santos precisando de uma vitória por qualquer placar na partida de volta para forçar um terceiro jogo, do contrário o troféu seguiria para Milão. Contudo, as perspectivas do clube paulista ficaram prejudicadas pela perda de dois jogadores da Seleção Brasileira, Zito e Calvet, e pareciam ter sofrido um golpe definitivo com o desfalque também de Pelé por contusão.

“Ouvir que o melhor jogador do mundo estava fora foi uma enorme injeção de moral”, lembrou Mazzola, companheiro de Pelé na triunfante campanha do Brasil na Copa do Mundo da FIFA Suécia 1958. “O Santos tinha muitos jogadores fora de série, mas ele é quem fazia o time jogar.” O alvinegro Mauro também recordou o clima de pessimismo que cercava o confronto. “A imprensa disse que não ganharíamos duas grandes finais sem Pelé e, como ele havia jogado tão bem em Milão e ainda assim perdemos por 4 a 2, muita gente descartava as nossas chances de uma recuperação”, comentou o zagueiro.

E essas chances passaram de improváveis a impossíveis para o mais perseverante torcedor em apenas 17 minutos de bola rolando no Estádio do Maracanã. Mazzola e Bruno Mora abriram 2 a 0 para o Milan, e o marcador permaneceu inalterado até o intervalo. Os comandados de Lula tinham mais 45 minutos para fazer três gols sem sofrer nenhum, mas só precisaram de 23 para garantir quatro, com dois canhões do inconfundível Pepe e tentos de Almir Pernambuquinho e Lima selando a emocionante virada para 4 a 2.

“Fiquei sabendo que seria cortado, mas pouco antes do jogo, Lula me puxou de lado e disse que eu estava de volta ao time e que esperava de mim uma grande atuação”, explicou Pepe. “Eu estava bastante determinado a retribuir. Havia quase 150 mil pessoas no Maracanã e uma atmosfera incrível. Mesmo quando estávamos perdendo de 2 a 0 no intervalo, nunca deixamos de acreditar que podíamos vencer. A chuva começou a cair cada vez mais forte e cada vez mais fortes ficávamos na partida. Foi o dia mais feliz da minha vida. O meu pai estava assistindo em casa pela TV, era aniversário dele, e pude lhe dar o melhor presente de todos.”

Santos e Milan voltaram a se encontrar na mítica arena carioca dois dias depois, há exatos 50 anos neste sábado, para desempatarem o duelo. Embora os primeiros 180 minutos tenham sido marcados por jogadas de habilidade e gols sublimes, os últimos 90 se caracterizaram pelos esforços das defesas e duras divididas no meio-campo. Contudo, eles seriam coroados por um gol solitário.

Almir Pernambuquinho, que só jogava por conta da ausência de Pepe, driblou Maldini para ganhar um pênalti aos 31 minutos do primeiro tempo. Como Pelé, o batedor oficial, também não estava em campo, o experiente lateral esquerdo Dalmo se apresentou para a cobrança e chutou com segurança no canto inferior. O Santos venceu o Milan por 1 a 0 e foi bicampeão, provando que se enganavam os que diziam que o time da Vila não ergueria a taça sem o Rei do Futebol.

 

FIFA.com

Tom Barros comenta o caso de 3 jogadores brasileiros que enfrentaram o Brasil edições passadas da Copa do Mundo da FIFA

 

Brasileiro Diego Costa decidiu jogar pela Espanha a Copa. Houve três brasileiros que enfrentaram o Brasil em Copas do Mundo: Alexandre Guimarães pela Costa Rica em 1990, Alessandro Santos pelo Japão em 2006 e o zagueiro Pepe por Portugal em 2010. Mas esses três nem foram cotados para jogar pelo Brasil. (Dados de Airton Fontenele).

 

Tom Barros-Diário do Nordeste-Jogada-31/102/2013

James Akel comenta que Neymar não jogaria no Santos de Pelé

 

Numa conversa entre os antigos jogadores do Santos do tempo de Pelé, Coutinho comentava que naquele time Neymar não teria espaço pra jogar.
Gilmar, Lima, Dalmo e Mauro, Zito e Calvet, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Aquilo era time.
Quem viu aqueles jogadores tem vergonha alheia dos atuais do Santos e de Neymar que se acha tanto.
Bola de couro pra Neymar é o que menos importa.

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 01h01 no dia 28 de fevereiro de 2013