Renato Maurício Prado comenta que os nossos treinadores de ponta estão ultrapassados

É impressionante como alguns dos técnicos até bem pouco tempo chamados “de ponta”, no Brasil, parecem ter perdido a mão. Os maiores exemplos são Vanderlei Luxemburgo (atualmente desempregado) e Paulo Autuori, que fracassou sucessivamente no Vasco, no São Paulo e, agora, no Atlético Mineiro. Desaprenderam ou estão ultrapassados?

 

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste -25.04.2014

Paulo Autuori não é mais treinador do Clube Atlético Mineiro

Treinador não suporta pressão por bons resultados e melhores atuações e não é mais técnico do Galo. Nome do novo técnico ainda não está definido pela diretoria .

Paulo Autuori jogo Atlético-MG contra Nacional-PAR (Foto: Reuters)

Paulo Autuori não suportou a pressão de atuações ruins e deixou o comando do Galo (Foto: Reuters)

O técnico Paulo Autuori não suportou a pressão da torcida e do mau desempenho da equipe nas últimas partidas e deixou o comando do Atlético-MG, nesta quinta-feira, após derrota por 1 a 0 para o Nacional-COL, em Medelím, pelas oitavas de final da Libertadores. O diretor de futebol do clube alvinegro, Eduardo Maluf, foi quem fez o comunicado da saída do treinador.

A gota d’água para a saída de Paulo Autuori foi a fraca atuação do time contra o Nacional-COL, quando o time alvinegro teve uma postura defensiva e chutou apenas duas vezes ao gol do time colombiano. O Galo levou o castigo no final da partida, quando Cárdenas conseguiu vazar o gol de Victor.

O resultado fez com que o Galo chegasse ao terceiro jogo sem vitória e também o terceiro sem balançar as redes na temporada. Além disso, interrompeu uma sequência de 18 jogos de invencibilidade. Paulo Autuori começou a treinar o time no começo deste ano, no lugar de Cuca, que foi para o futebol chinês. Entretanto, o treinador não conseguiu levar o time às mesmas atuações que o antecessor conseguiu e a pressão da torcida por boas atuações chegou ao ápice nesta quinta-feira, quando a sede de Lourdes amanheceu pichada.

Ronaldinho Gaúcho briga com a marcação do Nacional-COL (Foto: EFE)
Fracas atuações de jogadores do setor ofensivo, como R10, também aumentaram a pressão (Foto: EFE)

O Atlético-MG está na Colômbia e vai direto para Porto Alegre, onde enfrenta o Grêmio, neste domingo, às 18h30m (de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro. A diretoria ainda não falou em nomes de quem poderia assumar o comando e também quem ficará no cargo na próxima partida. Segundo a assessoria de comunicação do clube, a diretoria não irá se pronunciar sobre o assunto.

Paulo Autuori foi anunciado no dia 20 de dezembro pelo presidente Alexandre Kalil, logo após a queda do Atlético-MG no Mundial de Clubes. No comando do Galo, Autuori esteve em 23 jogos, com 11 vitórias, nove empates e três derrotas. A estreia foi no empate por 0 a 0 com o Minas Futebol, pela primeira rodada do Campeonato Mineiro. O título estadual foi perdido para o Cruzeiro, após dois empates sem gols.

GLOBO ESPORTE.COM

Renato Maurício Prado comenta o fracasso de grandes treinadores

Em 2013, trabalharam nos quatro grandes clubes do Rio alguns dos treinadores mais badalados do futebol brasileiro: Paulo Autuori, no Vasco; Mano Menezes, no Flamengo; Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, no Fluminense, e Oswaldo de Oliveira, no Botafogo. Exceção feita ao último, que conquistou o Estadual e uma vaga na Libertadores, todos os demais fracassaram rotundamente. Foi uma temporada que deixou evidente quanto é, no mínimo, duvidoso o caríssimo investimento nos chamados técnicos de ponta.

E o fenômeno não se restringiu aos cariocas. Tite e Muricy Ramalho também não corresponderam às expectativas no ano que passou. O primeiro acabou deixando o Corinthians (onde conquistara tudo nas duas temporadas anteriores) e o segundo, após ser demitido no Santos (onde fora campeão da Libertadores, em 2011), até se recuperou um pouco no São Paulo (seu eterno lar), mas ainda assim ficou devendo, ao deixar escapar a Sul-Americana, numa eliminação dolorosa diante da fraca Ponte Preta.

Os grandes vitoriosos foram mesmo Marcelo Oliveira, com o Cruzeiro, e Cuca, com o Atlético Mineiro. Dois ótimos profissionais, mas que nem de longe eram considerados do “primeiro time” — aquele que cobra entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão de salários por mês e ainda carrega uma numerosa comissão técnica a tiracolo. Diante disso é extremamente saudável ver o Campeonato Carioca começar com o quarteto dos grandes sendo dirigido por gente de carne e osso, não pelos catedráticos que se julgam acima do bem e do mal e se consideram as maiores estrelas do espetáculo.

Jayme de Almeida, no Flamengo; Eduardo Húngaro, no Botafogo; Adílson Batista, no Vasco, e até mesmo Renato Gaúcho (que já é mais rodado), no Fluminense, são profissionais menos badalados e, por isso, mais afeitos a ideias novas — algo que o futebol brasileiro está precisando muito.

Hora da verdade

Dos “supertécnicos” supracitados, dois precisam urgentemente de bons resultados pra não perder o resto do prestígio que ainda têm: Autuori, que apesar das passagens desastrosas por Vasco e São Paulo, foi contratado para substituir Cuca, no Atlético Mineiro, e Mano Menezes, que após ser demitido da seleção brasileira, protagonizou um fiasco de proporções tsunâmicas no Flamengo e acabou retornando ao Corinthians. Detalhe: depois que ele saiu do scratch e do rubro-negro, ambos decolaram, o que depõe muito contra seu trabalho…

Limbo

Quem parece relegado ao ostracismo é Vanderlei Luxemburgo, que em 2013 conseguiu ser demitido duas vezes: no Grêmio e no Fluminense. Tal como Tite, que ao contrário dele, saiu em alta, está mais do que na hora de dar um tempo e se reciclar. Porque daquele treinador vitorioso, que conquistou cinco Brasileiros, pouco parece ter sobrado…

Albari Rosa / Gazeta do Povo / Felipão quer que os torcedores valorizem Neymar durante a Copa das Confederações

Imune

Quem conseguiu uma recuperação espetacular foi Scolari, o último dos dinossauros de pé. Após rebaixar o Palmeiras, Felipão parecia condenado. A volta por cima na seleção recuperou todo o seu prestígio, reforçando a impressão de que seu forte é mesmo competição de tiro curto e mata-mata. A Copa desse ano, entretanto, será seu teste final. Se vencê-la, entrará definitivamente no panteão dos maiores, por alcançar um bicampeonato mundial inédito entre os treinadores de seleção, na era do profissionalismo (antes dele, apenas o italiano Vittorio Pozzo conseguiu o bi, ganhando os Mundiais de 34 e 38, com a Itália). Mas se Scolari perder em casa…

 

Renato Maurício Prado

Renato Maurício Prado comenta que treinadores caros só dão prejuízo

 

A temporada de 2013 no Brasil abalou profundamente o mito dos “supertécnicos”, aqueles “professores” que exigem autênticas fortunas para treinar qualquer clube, sob a justificativa de que são infinitamente superiores à média e, portanto, sabem tudo e podem tudo no futebol. Nenhum deles valeu o altíssimo investimento — muito pelo contrário…

Vanderlei Luxemburgo, que ainda há quem considere o melhor técnico do Brasil, apesar dos seguidos fracassos nos últimos oito anos, deu-se ao luxo de ser demitido duas vezes: do Grêmio (eliminado precocemente na Libertadores) e do Flu (que deixou à beira do rebaixamento).

 

Mano Menezes saiu de apenas um clube (o Flamengo), mas o destino o brindou com requintes de crueldade: ato contínuo ao seu inesperado pedido de demissão, em pleno vestiário, após sofrer uma goleada e sem falar com um dirigente sequer, o time rubro-negro se uniu em torno de seu substituto (o humilde auxiliar técnico Jayme de Almeida) e o resultado foi o que se viu: reação imediata no Brasileiro e título da Copa do Brasil. Que contraste!
Paulo Autuori foi outro que amargou dois fracassos num mesmo ano. No Vasco, onde chegou anunciando que estava ganhando bem menos do que normalmente cobrava e saiu, por vontade própria, após uma série de maus resultados, e no São Paulo, onde, com certeza, teve um de seus piores momentos da carreira. Um desastre completo.

 

Já Abel Braga, após o título brasileiro do ano passado, perdeu a mão no Flu e acabou eliminado cedo da Libertadores, derrotado, sem direito de ir às finais, no Estadual, e demitido no Brasileirão, depois de cinco derrotas consecutivas.

 

Nem o campeão do mundo, Tite, escapou à sanha do insucesso galopante dos chamados treinadores de ponta no Brasil, em 2013. Após três temporadas espetaculares, não foi capaz de manter o rendimento de seu time, apesar do elenco milionário e estelar que passou a ter em mãos — perdeu Paulinho, é fato, mas ganhou Pato e Renato Augusto e nenhum dos dois vingou sob o seu comando.

 

Na verdade, nem Muricy Ramalho escapa dessa lista de fracassos. Depois de ser demitido do Santos, conseguiu uma sequência de bons resultados que livraram o São Paulo do rebaixamento, mas na hora de coroar sua volta ao Morumbi com o caneco da Sul-Americana, que levaria o tricolor à Libertadores e salvaria o ano, acabou eliminado pela Ponte Preta, que está caindo para a segunda divisão…

 

Entre os medalhões, a rigor, salvou-se apenas Luiz Felipe Scolari, com a seleção brasileira. Mas, não custa lembrar que, no ano passado, ele foi um dos responsáveis pelo rebaixamento do Palmeiras.

 

O resumo da ópera é o seguinte: no Brasil é razoável pagar salários entre R$ 400 mil e R$ 1milhão a qualquer treinador? Decididamente, não. Compreende-se até que aqueles que conquistem grandes títulos ou metas ousadas sejam recompensados adequadamente. Mas daí a garantir fortunas mensais, independentemente dos resultados, como acontece hoje, vai uma distância colossal.

 

Obrou bem o Palmeiras ao acertar um contrato de produtividade com Gilson Kleina. O mesmo fará o Flamengo, se seguir tal receita com Jayme de Almeida. E que todos os outros clubes brasileiros reflitam bem sobre o assunto.

 

Tem cabimento gastar rios de dinheiro com quem não entra em campo, não faz, nem impede gols e, ganhando ou perdendo, embolsa uma belíssima grana? Isso sem falar nas estratosféricas multas rescisórias que normalmente exigem, quando são demitidos por não realizarem as “mágicas” esperadas quando de suas contratações…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO-02/12/2013

São Paulo demite Autuori e assina com Muricy

 

Um dia depois da derrota para o Coritiba, Paulo Autuori foi demitido pela diretoria do São Paulo na tarde desta segunda-feira. O Tricolor Paulista, que ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, na 18ª posição após 19 rodadas, já anunciou a volta de Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pelo clube de 2006 a 2008.

“O São Paulo Futebol Clube agradece pelo excelente trabalho realizado por Paulo Autuori e pelos profissionais de sua equipe, que nessa segunda passagem pelo Morumbi somente ratificaram o caráter e a qualificação profissional que os levaram a marcar uma página especial na história do clube ao conquistar a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes da FIFA no ano de 2005. Para o lugar de Paulo Autuori, o São Paulo Futebol Clube contratou outro nome de peso em sua história, o tricampeão Brasileiro Muricy Ramalho, que retorna ao clube após 5 anos”, diz o comunicado publicado no site do clube.

Muricy Ramalho começa a trabalhar já nesta terça-feira. Sua primeira partida no comando da equipe será na quinta-feira, dia 12, contra a Ponte Preta, no Morumbi.

 

FIFA.com

Renato Maurício Prado comenta que desempenho de Paulo Autuori é o pior dos treinadores da Serie A

 

Quem diria: Dorival Jr. (muito ajudado por Juninho Pernambucano) vai tirando o Vasco do sufoco, enquanto Paulo Autuori naufraga com o São Paulo. Computados seus resultados nos dois times, Autuori é o técnico com pior retrospecto no Brasileiro.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 14/08/2013

Renato Maurício Prado comenta a saída de Paulo Autuori do Vasco e sua ida para o São Paulo

 

 

Não há o que criticar na postura de Paulo Autuori, que se dispôs a trabalhar no Vasco por um salário abaixo do que poderia ganhar no mercado e fez uma única exigência: que o clube mantivesse os pagamentos dos jogadores em dia. O prazo final dado pelo treinador venceu no último dia 5 e, cansado de promessas não cumpridas, ele decidiu sair. É uma covardia dizer, agora, que Autuori deixou São Januário porque recebeu convite do São Paulo.

Independente financeiramente, após anos a fio dirigindo clubes no exterior, Paulo Autuori trabalha agora por prazer. E se o ambiente da Colina, com um elenco fraquíssimo e os salários em atraso, não o agradava ele tinha todo o direito de trocar de ares.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 12/07/2013

Autuori diz estar desconfortável no Vasco e abre caminho para São Paulo

Técnico afirma que não acredita mais nas promessas da diretoria e que, quando situação for resolvida, estará disponível para negociar

 

Paulo Autuori desembarque Vasco (Foto: Raphael Zarko)

Paulo Autuori concede entrevista improvisada no
saguão de aeroporto (Foto: Raphael Zarko)

Nos quase dez minutos de entrevista improvisada no saguão do aeroporto internacional Tom Jobim, o técnico Paulo Autuori foi questionado se ainda havia chance de permanecer em São Januário. Calmamente, o ainda treinador do Vasco disse que se sentia triste e impotente com a situação atual do clube e que a sua decisão não seria revista, apesar dos apelos da direção e do amigo e diretor de futebol Ricardo Gomes – que manteve a esperança ao afirmar que haveria um anúncio apenas à noite. O destino deve mesmo ser o São Paulo.

Autuori disse que tomou sua decisão às 12h da última sexta-feira, prazo final para o cumprimento da promessa de pagamento dos salários atrasados a funcionários e jogadores. E que a comunicou por e-mail, às 18h, ao diretor geral Cristiano Koehler.

– As pessoas estão sempre à espera que o Paulo possa empurrar um pouco as coisas com a barriga. Mas neste momento, se eu dissesse que estou acreditando, como acreditei em outros momentos, estaria mentindo – disse Paulo Autuori.

Nos últimos anos o São Paulo me procurou algumas vezes, e hoje eu estaria feliz da vida se pudesse dizer ‘não’ de novo, porque estaria confortável no clube em que estou. Mas não estou confortável”
Paulo Autuori

Sem dizer claramente durante a entrevista que estava fora do Vasco, apesar dos insistentes questionamentos, Autuori mostrou que a tendência é que se mude de São Januário para o Morumbi.

– Nos últimos anos o São Paulo me procurou algumas vezes, e hoje eu estaria feliz da vida se pudesse dizer “não” de novo, porque estaria confortável no clube em que estou. Mas não estou confortável. Uma vez resolvida a situação com o Vasco, estou aberto a qualquer possibilidade – afirmou o treinador.

Cristiano Koehler, Ricardo Gomes e o presidente Roberto Dinamite ainda vão se reunir com Paulo Autuori na noite desta segunda-feira, apesar de todas as sinalizações de que o treinador sairá. A virada do semestre sem o cumprimento da promessa de pagamento no dia 5 de julho foi determinante na decisão.

– Na sexta-feira, foi uma frustração enorme para todo mundo. Foi o prazo dado para a regularização… Havia uma expectativa enorme dos jogadores, como havia também a expectativa dos jogadores em relação à posição que eu iria tomar, porque eu tinha compromisso com eles. Eles sabem, as pessoas que estão envolvidas no grupo sabem. Sempre tomei posições em relação à minha responsabilidade como técnico. Não seria diferente em qualquer outra situação, como não foi nessa – disse o treinador.

Esse clube é muito grande, tem uma história linda, uma torcida fantástica, mas que tem que ser confrontado com a realidade”
Paulo Autuori

Autuori mostrou preocupação com o futuro do Vasco, clube para o qual torcia na infância e na adolescência e que hoje está imobilizado, segundo suas palavras.

– A minha maior tristeza é me sentir completamente impotente. Esperava poder ter, junto com outras pessoas, muito mais capacidade de ação. Mas tem momentos na vida que transcendem a realidade. O Vasco transcende o futebol. As pessoas, a situação, a oposição… o Vasco hoje precisa de todos para tirar o clube dessa imobilização. Esse clube é muito grande, tem uma história linda, uma torcida fantástica, mas que tem que ser confrontado com a realidade – afirmou o treinador, que fez apenas 13 jogos pelo time.

O diretor geral Cristiano Koehler, em entrevista antes do desembarque do Vasco no Rio, afirmou que não via motivos para Autuori pedir demissão e que usaria como trunfo, para dissuadi-lo da decisão, possíveis novidades na semana – como o anúncio de novos patrocinadores e um acordo com a Fazenda Nacional para a obtenção de certidões que possibilitem o clube ficar livre de penhoras.

Paulo Autuori desembarque Vasco (Foto: Raphael Zarko)
Paulo Autuori desembarca ao lado do diretor de futebol Ricardo Gomes (Foto: Raphael Zarko)

Renato Maurício Prado comenta Vasco 1 x 1 Bahia

1 x 1 

O Vasco empatou com o Bahia graças a Carlos Alberto, que cavou um pênalti inexistente e converteu a cobrança. André, que estreou no segundo tempo, cabeceou uma bola na trave. Bem ou mal, o time de Paulo Autuori vai somando seus pontinhos, mas ainda precisa — e muito — de reforços.

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 10 de junho de 2013

Com lista do Cruzeiro em mãos, Vasco avalia possíveis reforços

René Simões passa a Ricardo Gomes e Paulo Autuori ‘seis ou sete nomes’ que podem ser emprestados. Wellington Paulista está descartado

Renê Simões coletiva Vasco (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)

René Simões: análise de nomes do Cruzeiro
(Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)

René Simões esteve em Belo Horizonte na última sexta-feira. Retornou ao Rio de Janeiro tendo em mãos uma lista com jogadores do Cruzeiro à disposição do Vasco para empréstimo. O acordo fez parte da transferência do zagueiro Dedé de São Januário para a Toca da Raposa. No entanto, segundo o diretor executivo cruz-maltino, os jogadores serão avaliados pelo diretor técnico Ricardo Gomes e o treinador Paulo Autuori.

– Não existe obrigatoriedade de vir jogador algum se o Ricardo e o Paulo não quiserem. A lista foi colocada, e eles verão de acordo com o que pretendem para a montagem do elenco. São seis ou sete nomes no total – explicou René.

O dirigente confirmou que Wellington Paulista era um dos nomes disponibilizados pelo Cruzeiro. No entanto, lembrou que André era o nome preferido pela comissão técnica para a posição. Dessa forma, o atacante atualmente emprestado ao West Ham, da Inglaterra, foi descartado.

René Simões preferiu não comentar o possível acerto com o meia colombiano Santiago Montoya, do All Boys, da Argentina. Além disso, demonstrou que as negociações com o zagueiro Rafael Vaz, do Ceará, esfriaram.

– Isso está demorado. Estamos conversando com o procurador dele, mas também já estamos olhando outras opções. De qualquer maneira, precisamos de zagueiros, isso é determinante. O número que temos atualmente não é o suficiente – disse o diretor vascaíno.