Renato Maurício Prado comenta como o Flamengo melhorou depois da chegada de Oswaldo de Oliveira

Que diferença!

Já é impressionante a diferença do Flamengo de Oswaldo de Oliveira para aquele que há poucas partidas era dirigido por Cristóvão. Muito mais compacto, mais consciente e preocupado em manter a posse de bola até que surjam boas oportunidades para marcar. Acabou-se (alvíssaras!) o tempo do inútil cruzamento alto, a esmo, na área adversária. A apresentação contra o Sport, na Arena Pernambuco, não chegou a ser nada de entusiasmar mas a consistência da equipe foi elogiável. Se continuar evoluindo assim (como está se firmando o Allan Patrick!), quando Guerrero e Emerson voltarem o time pode deslanchar. E aí a diretoria vai ver como jogou tempo fora bancando o antigo técnico.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 03/09/2015

Renato Maurício Prado comenta chegada de Oswaldo de Oliveira ao Flamengo

 

Velho sonho

Oswaldo de Oliveira já poderia ter sido contratado bem antes, se a diretoria rubro-negra não tivesse se precipitado. Quando da demissão de Vanderlei, ele já balançava no Palmeiras, assim como Marcelo Oliveira, no Cruzeiro. Se era um sonho antigo, como se diz agora, bastava ter esperado um pouco, deixando Jaime de Almeida interinamente alguns jogos. O problema é que os “azuis” são, realmente, muito fracos quando o assunto é futebol. E Rodrigo Caetano, que não é neófito, foi um dos que defenderam a escolha desastrosa. Caetano, aliás, sai bastante chamuscado de toda essa triste novela.

Não custa registrar: Oswaldo será o oitavo treinador da gestão Bandeira de Mello — Dorival Jr., Jorginho, Mano Menezes, Jayme de Almeida, Ney Franco, Vanderlei, Cristóvão e agora Oswaldo. Está mais do que provado que a turma não é do ramo. Até porque a lista de executivos e vices de futebol também é extensa. Está na hora de deixar a arrogância de lado, ouvir os experientes e aprender.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 22/08/2015

Renato Maurício Prado comenta a dança das cadeiras no futebol brasileiro

 

Ciranda

A alucinada ciranda dos treinadores mostra com clareza como nossos cartolas continuam os mesmos. Vanderlei, demitido no Fla, ocupou o cargo de Marcelo Oliveira que, por sua vez, está indo para o lugar de Oswaldo de Oliveira que, como contei na nota acima, é sonho de consumo do Fla…

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 12/06/2015

 

Com contrato por produtividade, Oswaldo de Oliveira vai de ônibus ao Palmeiras; veja a imagem

Oswaldo desceu no busão gritando: "Não é pelos 20 centavos!" (FOTO: Lobão)

Oswaldo desceu do busão gritando: “Não é pelos 20 centavos!”
(FOTO: Lobão)

Começou interessante a história de Oswaldo de Oliveira no Palmeiras. O treinador, que se adequou ao sistema de contrato por produtividade estabelecido por Paulo  Nobre, foi de ônibus à sua apresentação no Verdão. O treinador não escondeu o fato e disse que não se envergonha de utilizar o transporte público.

“Gente, meus dois últimos trabalhos foram no Santos e no Botafogo, clubes que não têm dinheiro nem para pagar o lanche da delegação. Não recebi nada lá. Como estou entrando no Palmeiras com contrato por produtividade e ainda não produzi, estou recebendo um salário baixo e não tenho nem o dinheiro para gasolina. Aliás, alguém consegue adiantar o dinheiro da passagem aí?”, disse.

O salário de Oswaldo é de 800 reais mensais + vale refeição, com bônus por vitória.

 

Oswaldo de Oliveira é demitido pelo Santos

Comitê de Gestão não estava satisfeito com desempenho da equipe no Brasileiro, principalmente fora de casa; ex-gremista está na mira do clube

Oswaldo de Oliveira, Chegada santos Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

Oswaldo de Oliveira foi demitido pelo Santos nesta terça-feira. Enderson Moreira está cotado para assumir (Foto: Marcos Ribolli)

O TREINADOR Oswaldo de Oliveira não resistiu às últimas derrotas do Santos no Campeonato Brasileiro e foi demitido nesta terça-feira. Seu contrato iria até o fim do Brasileirão. O clube já tem o nome do possível substituto: Enderson Moreira. Com passagens por Fluminense, Goiás e Grêmio, ele estava quase certo com o Vasco, mas não houve acordo com relação a tempo de contrato.

Em nota divulgada pelo site oficial do clube, o presidente santista, Odílio Rodrigues agradeceu ao treinador.

– Agradecemos ao treinador pelo seu empenho, seriedade e profissionalismo durante os oito meses em que esteve à frente da equipe e desejamos a ele muito êxito na sua carreira – afirmou Rodrigues.

O treino desta terça-feira é comandado pelos auxiliares Marcelo Fernandes e Edinho.

O tropeço por 1 a 0 diante do Botafogo, no último domingo, e as más atuações da equipe jogando fora de casa foram o estopim para a demissão de Oswaldo. O Comitê de Gestão até pensou em manter Oswaldo de Oliveira até o fim da temporada, mas achou melhor realizar a mudança agora, já que ainda acredita na classificação para a Libertadores.

Em 18 rodadas disputadas no Campeonato Brasileiro, os santistas conquistaram 23 pontos e estão na 11ª posição na tabela de classificação, com 42,6% de aproveitamento. Em nove jogos fora de casa, porém, o time venceu Figueirense e Bahia, empatou com Coritiba e Goiás e perdeu para Fluminense, Internacional, Cruzeiro, São Paulo e Botafogo.

A terceira passagem de Oswaldo de Oliveira pela Vila Belmiro (antes, ele foi auxiliar em 1997 e técnico em 2005) fica marcada, também, por declarações polêmicas e troca de farpas. Em entrevistas coletivas, o treinador nunca escondeu a insatisfação com o elenco santista e com o calendário do futebol brasileiro.

Em maio, o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Carlos Henrique da Fonseca Filho, subiu ao palanque em uma reunião do órgão para criticar Oswaldo. No dia seguinte, o técnico rebateu as declarações do conselheiro em entrevista coletiva no CT Rei Pelé. Em outras oportunidades, ele também criticou uma suposta falta de força do Peixe nos bastidores do futebol brasileiro.

Oswaldo de Oliveira deixa o comando do Santos com 44 jogos disputados em 2014 – 25 vitórias, nove empates e 10 derrotas. Em maio, ele quase levou a equipe ao título do Campeonato Paulista, mas perdeu a decisão para o Ituano. Na Copa do Brasil, os santistas estão nas oitavas de final e ganharam a partida de ida por 2 a 0 do Grêmio.

GLOBO ESPORTE.COM

Oswaldo admite má atuação, mas diz: ‘Não jogaremos duas vezes assim’

Técnico reconhece que Peixe esteve desorganizado em campo e enaltece jornada do Ituano, mas aposta em semana cheia para virar a decisão e conquistar o título .

O técnico Oswaldo de Oliveira admitiu que o Santos jogou mal na derrota por 1 a 0 para o Ituano, no Pacaembu, neste domingo, primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Ele reconheceu que o Alvinegro não esteve organizado e enalteceu a apresentação do rival, que passa a ter a vantagem do empate na partida de volta, no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu. O treinador, porém, não acredita que o Peixe repetirá a fraca exibição na volta.

– Acho que não jogaremos mal duas vezes seguidas. Reconheço os méritos do Ituano. Já os tinha visto jogar, não foi novidade. Sabíamos que seria difícil. É uma equipe bem organizada e muito bem treinada. Agora temos de trabalhar, primeiro para corrigir o que deixamos a desejar hoje (domingo) e, principalmente, nos organizar para furar o bloqueio deles, que certamente será maior na volta – disse.

Oswaldo minimizou o impacto do pênalti perdido pelo meia Cícero no primeiro tempo (o placar já marcava 1 a 0). Para o técnico, a constante perda da posse de bola no meio de campo e a atuação pouco inspirada da equipe explicam a má jornada dos santistas no Pacaembu.

– Já aconteceu em outras partidas de termos essa oscilação, com a equipe desequilibrada, sem conseguir se organizar em campo e permitindo que o adversário se antecipasse sempre na segunda bola. E acho que as bolas perdidas foram mais determinantes, mais até que o pênalti. Considero um dos pontos fortes do Santos as bolas que ganhamos no meio, e hoje não tivemos sucesso – declarou.

Por fim, apesar dos elogios à postura do Ituano, que justificou ter a melhor defesa do Paulistão (apenas 10 gols sofridos) ao anular as ações do ataque do Santos, o treinador alvinegro não esconde o otimismo para o jogo de volta da decisão.

– O Ituano é uma dificuldade. Faz bem sua parte em campo. O Santos deixou a desejar, mas, com os treinos da semana, vamos nos reabilitar e vencer a próxima partida – concluiu.

Para ser campeão, o Santos precisa de uma vitória por, no mínimo, dois gols. Se a vitória santista for por um gol, o confronto será decidido nos pênaltis.

* Com supervisão de Alexandre Lopes

Oswaldo de Oliveira Ituano x Santos (Foto: Marcos Ribolli)
Oswaldo reconhece time desorganizado contra o Ituano (Foto: Marcos Ribolli)
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Renato Maurício Prado comenta que o Botafogo não pode deixar de derrotar a Portuguesa amanhça

 

Meu amigo e companheiro Victorino Chermont apurou, com boa fonte, que Oswaldo de Oliveira e Seedorf se desentenderam no vestiário e por pouco não se engalfinharam — a turma do “deixa disso” prontamente interveio, temendo que o técnico tivesse um problema de pressão alta ou de coração.

O clima no Botafogo está pesadíssimo, após a derrota para o Inter, no Sul, e a recepção com vaias e ovos, na chegada ao Rio. Por isso, o jogo com a Portuguesa, amanhã, no Maracanã, ganha contornos dramáticos. Vencer é obrigatório para continuar no G-4 sem depender de outros resultados. Se o gol demorar a sair a torcida pode ficar impaciente, apupar e aumentar o nervosismo em campo.

 

Renato Maurício Prado – O GLOBO – 12/11/2013

Há quase um mês sem jogo, Oswaldo tenta controlar ansiedade

Técnico do Botafogo espera que o tempo sem entrar em campo não faça mal aos jogadores, que enfrentam o Figueirense nesta quarta-feira

 

oswaldo de oliveira botafogo treino Moça bonita (Foto: Satiro Sodré / SSPress)

Oswaldo teve de pedir para elenco pegar leve em
treinamento (Foto: Satiro Sodré / SSPress)

A última vez que o time do Botafogo entrou em campo para um jogo oficial foi no dia 8 de junho, na vitória sobre a Ponte Preta, em Campinas. Quase um mês depois, os jogadores vão matar a saudade da torcida nesta quarta-feira, em Volta Redonda, no duelo com o Figueirense pela Copa do Brasil. A ansiedade bateu até no técnico Oswaldo de Oliveira.

Com uma sala de entrevistas lotada novamente, o comandante alvinegro comentou sobre a expectativa para este jogo. Ele espera que o tempo parado não faça mal ao time.

– Estou feliz de voltar a esta rotina, confesso que estou até um pouco ansioso. A motivação do elenco está muito grande, tivemos até que chamar a atenção no treino de segunda-feira, estavam com uma intensidade de jogo. Fiquei feliz. Será nosso terceiro reinício no ano e o time tem reagido bem, vamos ver se conseguimos dar continuidade.

Dois dos jogadores do Bota permaneceram em clima de competição, o goleiro Jefferson, campeão da Copa das Confederações, e o meia uruguaio Lodeiro, que participou do torneio. Oswaldo acredita que os dois retornaram com uma motivação extra.

A motivação do elenco está muito grande, tivemos até que chamar a atenção no treino de segunda-feira, estavam com uma intensidade de jogo”
Oswaldo de Oliveira

– Os dois chegaram muito bem. Não poderia esperar destes dois alguma coisa diferente. Conversei com eles separadamente e depois em grupo. Parabenizamos os dois. O semblante mostra que estão felizes de voltar e vão trazer este astral vitorioso para nós.

A preocupação do treinador é saber como o Botafogo vai se portar neste confronto com o Figueirense. Será a primeira vez nesta edição na Copa do Brasil que o time decidirá a vaga fora de casa.

– Fica sempre a dúvida se é melhor decidir em casa ou não. Temos que levar em consideração os dois lados e aproveitar da melhor maneira. Para este jogo, estamos pensando bastante nisso. A equipe está orientada. Espero que reaja bem para estarmos em boas condições na partida decisiva.

Blogueiro do Botafogo comemora título do Campeonato Carioca

Está enganado quem pensa que o Botafogo foi campeão carioca de 2013 ontem em Volta Redonda. Essa conquista já estava acontecendo, já estava escrita, já estava anunciada.

Começou no já saudoso Engenhão, passou por Bangu e terminou, aí sim, em Volta Redonda.

Começou com a escalação de Marcelo Mattos e Gabriel no meio, passou pela entrada do seguro Júlio César na lateral esquerda e terminou com a melhor defesa da competição.

Começou com uma torcida desconfiada, passou por um vídeo que mostrou os brios e a vontade do elenco e terminou com a torcida comprando o barulho do time, comparecendo e fazendo a festa no Raulino de Oliveira.

Começou com um clube que temia as horas decisivas, passou por duas obrigatórias vitórias em clássicos e terminou com a certeza de um título antecipado.

Começou com um corajoso e sincero choro em Macaé, passou por um ridículo e espetaculoso papelão em Bangu e acabou com um vencedor e sincero choro em Volta Redonda. É campeão!

Começou como chacota (quase um inimigo), passou por um Quissamã, terminou como herói. Gol do título. O futebol e a sua eterna mania transformar vilões em heróis (e vice-versa). Não é apaixonante demais esse esporte? Estava escrito em algum lugar, em alguma Estrela Solitária, que Rafael Marques faria o gol do título.

Com tantos motivos, tantos inícios, meios e fins, não há como contestar o título do Botafogo. Critique a fórmula de disputa, jogue pedras no regulamento que tem 16 clubes e 5 meses de campeonato, fale mal do nível dos pequenos, mas não tente desvalorizar a conquista do Botafogo. Preocupe-se, antes, em montar um time para o 2º semestre (que é logo ali) ou em justificar o brutal inve$timento em uma competição internacional de verdade.

O melhor time do Rio tem Jefferson no gol, Oswaldo no banco e vai ganhando confiança para o resto do ano.

Desculpem-me, rivais, mas não havia tática, não havia gol(s) anulado(s), não havia meios para impedir o título botafoguense ontem. Até porque, já estava acontecendo

Alguns pitacos sobre Botafogo 1 x 0 Fluminense:

1)      Espetacular partida de Fellype Gabriel. Mais uma. Bom no apoio, bom no combate, bom no ataque:comeu a bola.

2)      Seu “xará”, Gabriel, também foi bem demais. De novo. Volante dos bons.

3)      Não fez bom jogo, mas foi o nome do campeonato: Lodeiro pode nos levar a lugares realmente maiores ainda em 2013. O uruguaio recuperou o futebol e a forma que exibia pelo Nacional de Montevidéu. Aposta certeira do Botafogo.

4)      Seedorf também não foi tão bem no jogo, mas sua presença é fundamental. Está muito bem fisicamente e é uma senhora bola de segurança no time. Outro ex-Ajax que pode nos fazer sorrir muito ainda em 2013. Nosso craque.

5)      Interessante a tática do Fluminense no início do jogo, pressionando muito a nossa saída de bola no 1º tempo. Nosso time foi obrigado a dar chutão, até pelo mau estado do gramado, e facilitou para a alta zaga do Fluminense.

6)      E quando nós apertamos a saída de bola deles causamos dificuldades para o Tricolor. Euzébio e Digão são limitados com a bola no pé e, como disse o Roger, o Edinho precisa de um 38 para matar uma bola.

7)      Em compensação, joga muita bola o Jean. Foi muito bem achado e contratado: estava encostado no São Paulo.

8)      Muito nervoso o jogo, e acho até que o time deles estava mais. Bateu muito, e ainda não entendi como Rhayner saiu sem tomar amarelo.

9)      Jefferson é mais goleiro que o Cavalieri, que também é bom.

10)   Que atire a primeira pedra quem não temeu que o time sofreria maus momentos com a lesão de Júlio César no 2º tempo. Entrou Lima, que não comprometeu e fez boa e surpreendente partida. Boa, garoto!

11)   A torcida do Botafogo compareceu, fez bonito e fez festa. Mas que voltemos a jogar no Rio. A distância e os custos da viagem podem afastar boa parte dos torcedores em jogos do Brasileiro ou da Copa do Brasil. 12485 pagantes e 15516 presentes para uma final de Taça Rio? No criticado Engenhão teríamos, por baixo, 30 e poucos mil presentes. O Engenhão, aliás, está interditado desde 26/03 (mais de um mês), e ainda não se pensou em algo simples como colocar alguns refletores em Moça Bonita.

12)   Horrível o escoamento da torcida dentro do Raulino. Conseguiram causar transtorno na saída com o pequeno público.

13)   Também conseguiram montar o palco de premiação longe de toda a torcida do Botafogo. Parabéns aos envolvidos!

14)   Trégua com Oswaldo? O que você pensa dele hojeResponda nos comentários. Opinião minha: o grupo fechado, o desempenho do time e até o título o credenciam. Teve maus momentos no Botafogo, hoje está bem… Aliás, foi a primeira vez que o Botafogo de Oswaldo ganhou do Fluminense (de Abel).

15)   Trégua com Rafael Marques? O que você pensa dele hojeResponda nos comentários. Opiniãominha: acho que Rafael é útil para o elenco, principalmente para esse estilo de jogo. Com a chegada de um titular forte para a posição dele, talvez renda também no banco.

16)   Alguém mudou de opinião sobre a saída do Loco Abreu vendo o grupo de hoje e vendo os jogos do Nacional? Responda nos comentários. Opinião minha: continuo achando a mesma coisa. Loco fez história no Botafogo, mas já tinha passado seu momento por aqui.

17)   Apesar de ter feito razoável partida, fico feliz de ver Lucas participando (de alguma forma) do gol do título. Nosso lateral, repito, é bom para o nível do futebol praticado no país. Vem adquirindo confiança e vem subindo muito de produção.

18)   Bolívar também cresce,principalmente nas horas decisivas. Fez mau Brasileiro pelo Inter, falhou nos dois, três primeiros jogos pelo Botafogo, e está bem demais hoje. Não o critico mais, só tem merecido créditos. Fez um partidaço ontem.

19)   Cena curiosa: um torcedor do meu lado na arquibancada conseguiu pegar uma das chuteiras que Fellype Gabriel jogou para a galera. Emocionado, abraçou ebeijou a chuteira. Este senhor não se esquecerá desse dia.

Também não me esquecerei da festa na sede do Botafogo, algumas horas e vários quilômetros depois. Depoimentos legais de Oswaldo, Jefferson e Rafael Marques, que elogiaram o apoio e a festa da torcida e, é claro, tiveram seus nomes gritados. Mas o melhor veio com Seedorf.

Nosso craque holandês cantou em inglês, mas o mais legal ele falou em português claro. Seedorf ressaltou aenergia da torcida. E completou: “O Botafogo não tem que parar aqui. O Botafogo tem que crescer.”

“O Botafogo tem que crescer”.

Todo dia eu vou pensando nisso para o travesseiro.

É legal demais ver um jogador comprometido com a sua camisa, com o seu clube, com a sua causa. Os poucos leitores que me conhecem pessoalmente sabem do meu profundo desejo de ver esse clube tomando um caminho de crescimento, dando o “pulo do gato”. É bom saber que tem gente dentro das 4 linhas pensando o mesmo.

Pode ser só um Carioca, mas não é só um título. Reforça a união do grupo (que é fechadíssimo), dá moral ao elenco, à comissão técnica e anima a torcida. Sim, somos parte integrante disso.

Vamos fazer nossa parte. Essa é a hora de comprar mesmo o barulho. Apoiar da arquibancada, ter orgulho em se associar, ter voz e pulmão para empurrar, orgulho de vestir a camisa. Vamos juntos nessa? Vamos aproveitar esse time, vamos aproveitar o momento.

Acabou o Carioca, mas 2013 ainda está começando: vamos deixar a alma e o espírito botafoguense em cada jogo do time, dentro e fora do Rio. Esse clube pode, esse time vai, essa torcida merece.

Aos poucos, estamos vencendo. Está acontecendo…

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Renato Maurício Prado comenta Botafogo 5 x 0 Resende

 

Com a volta do uruguaio Lodeiro, o Botafogo passeou em Volta Redonda, aplicando uma goleada impiedosa de 5 a 0, no Resende, e se classificando para a final da Taça Rio, onde pode até empatar, garantindo o título do turno e, em consequência, o do campeonato estadual, por já ter ganho também a Taça Guanabara.

Dória, Lodeiro, Fellype Gabriel, Rafael Marques e Seedorf foram os autores dos gols, de uma vitória fácil, que deixou a torcida ainda mais confiante.

O time inteiro jogou bem, inclusive o goleiro Jefferson, que evitou um gol de pênalti e fez, pelo menos, mais duas grandes defesas.

Os maestros da equipe, porém, foram mesmo os estrangeiros: Seedorf e Lodeiro. Méritos também para Fellype Gabriel, incansável, no meio-campo e no ataque.

O Fluminense, que enfrenta o Volta Redonda, amanhã, também no Estádio da Cidadania, tem tudo para ser o outro finalista da Taça Rio pois, assim como o Glorioso, joga por um empate, contra uma equipe pequena.

Passando para a final, entretanto, entrará como azarão. Não somente porque a vantagem da igualdade será do adversário como também porque o futebol do tricolor de Abel Braga, esse ano, pelo menos até agora, não se compara com o do alvinegro dirigido por Oswaldo de Oliveira.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 27 de abril de 2013