Retrospectiva 2015 – Com golaço no fim da prorrogação, México vence EUA e vai à Copa das Confederações

Publicado em 11/10/2015, 01:10 /Atualizado em 11/10/2015, 01:35 ESPN.com.br

Jogadores do México comemoram gol na vitória sobre os Estados Unidos
Jogadores do México comemoram gol na vitória sobre os Estados Unidos

Em uma quente noite na cidade de Pasadena, na Califórnia, o que mais se ouviu foi “olé”. Com um imenso apoio de seus torcedores, o México venceu os Estados Unidos no Rose Bowl por 3 a 2 e garantiu vaga na Copa das Confederações de 2017, na Rússia.

No tempo regulamentar, Javier Hernández havia aberto o placar para os visitantes, enquanto Geoff Cameron tinha empatado. Na prorrogação, Oribe Peralta deixou os mexicanos em vantagem, mas Bobby Wood deixou tudo igual. A dois minutos do fim, Aguilar fez um golaço para determinar a vitória.

O jogo, chamado de Copa Concacaf e que foi realizado pela primeira vez, só foi realizado para determinar o representante das Américas do Norte e Central na próxima edição da Copa das Confederações. A Concacaf sempre manda o campeão da Copa Ouro como seu representante.

No entanto, como os EUA venceram a edição de 2013 e o México a de 2015, um jogo desempate foi necessário para determinar o representante da entidade.

15 MINUTOS, DOIS GOLS

O México praticamente não foi incomodado nos primeiros dez minutos de partida. Com posse de bola, a equipe trocava passes até com certa paciência. E conseguiu abrir o placar. Após boa tabela, Oribe Peralta passou para Chicharito Hernández, no meio da área, desviar para fazer 1 a 0. A vantagem mexicana, no entanto, durou pouco.

Apenas cinco minutos depois, quando o relógio marcava 15min, Michael Bradley cobrou falta lateral para a área e Geoff Cameron saiu da marcação para cabecear firme e empatar a partida.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, os mexicanos ficaram com mais posse de bola desde o começo. Jimenez, três vezes, e Hernández tiveram boas chances de marcarem o segundo dos visitantes, mas falharam – o primeiro viu o goleiro Brad Guzan fazer uma ótima defesa na sua primeira tentativa.

Se os mexicanos criaram chances, os americanos nem isso. Sem efetividade, o jogo foi para a prorrogação.

PRORROGAÇÃO

O começo da prorrogação seguiu a tendência da maior parte do jogo: o México com a bola e os EUA mais recuado. E os mexicanos conseguiram o segundo gol. Aguilar disparou pela direita, recebeu a bola e cruzou. Chicharito Hernández fechou pelo meio e puxou a marcação, deixando Peralta livre. O atacante não desperdiçou e chutou firme para fazer o segundo.

Quando parecia ter o jogo controlado, o México sofreu o segundo gol. Aos três minutos da segunda etapa do tem po extra, Yedlin deu ótimo passe entre os defensores mexicanos e Wood finalizou firme para deixar tudo igual.

A dois minutos do fim, o gol vencedor. Após a zaga americana afastar, Jimenez desviou e a bola voltou para a parte direita da grande área. Aguilar entrou como um raio e pegou na veia, cruzado e de primeira, para determinar a classificação com um golaço.

COPA DAS CONFEDERAÇÕES

A seleção mexicana se juntará agora ao grupo de times já garantidos na Copa das Confederações de 2017. São elas: Rússia (país-sede), Alemanha (atual campeã mundial), Chile (campeão da Copa América) e Austrália (campeã da Copa da Ásia).

As outras três vagas serão preenchidas pelo time campeão da Euro de 2016 (ou vice, caso os alemães conquistem o torneio), o campeão da Copa das Nações da Oceania e o vencedor da Copa Africana de Nações de 2017.

Será a sétima participação do México na competição. O melhor desempenho do país no torneio foi em 1999, quando se sagrou campeão.

 

 

México 1 x 0 Camarões

Regido por milhares de torcedores que invadiram a Arena das Dunas, em Natal, o México teve de superar dois gols anulados – ambos em jogadas polêmicas – e muita chuva para vencer Camarões por 1 a 0 na estreia das duas equipes na Copa do Mundo. Com boas atuações de Giovanni dos Santos no ataque e Rafa Márquez na defesa, os mexicanos ficaram com assumiram a segunda colocação do grupo A do Mundial, com três pontos ganhos, ficando atrás do Brasil no saldo de gols. Já Camarões terminou a primeira rodada em terceiro lugar, sem pontos ganhos, mas à frente da Croácia pelos mesmos critérios.

peralta mexico x camarões arena dunas chuva (Foto: Reuters)
Debaixo de chuva, Peralta comemora gol mexicano no confronto contra Camarões (Foto: Reuters)

Torcida mexicana transforma Arena das Dunas em caldeirão

O começo de jogo teve a torcida mexicana dando o tom do favoritismo atribuído à sua equipe. Os gritos de “olé” logo no início inflamaram os jogadores, que marcavam praticamente o campo todo, não dando espaços para Camarões sair para o jogo. A pressão dos torcedores até mesmo sobre as cobranças de tiro de meta enervava os africanos, que se mostravam perdidos em campo.Principal jogador de Camarões, Eto’o recebia marcação especial de dois ou até três adversários, e não conseguia receber a bola com espaço para trabalhar. O domínio era completo, e aos 12 minutos os mexicanos tiveram um gol anulado, de Giovanni dos Santos, que estava em impedimento.

A primeira jogada de perigo dos camaroneses aconteceu aos 16 minutos, quando o atacante Choupo Moting, impedido após passe de Eto’o, também teve um gol anulado, após cobrança de escanteio de Assou Ekotto pela direita. O lance animou os africanos, e Eto’o, dois minutos depois, recebeu passe dentro da área e, em velocidade, quase marcou, sendo travado por Rafa Márquez no momento do chute. Os mexicanos responderam no lance seguinte, com Herrera tentando cruzar da direita e assustando Itandje, que olhou a bola passar rente ao seu travessão.

Giovani Dos Santos mexico x camarões arena dunas   (Foto: Getty Images)
Aos 12 minutos, Giovani Dos Santos teve gol anulado por impedimento (Foto: Getty Images)

Camarões melhora em campo e México tem novo gol anulado

Melhor arrumado taticamente, o México fazia a bola correr mais, mostrando repertório dejogadaspelos dois lados do campo. Já Camarões apostava nos avanços do lateral Assou Ekotto pela direita. Em uma dessas jogadas, a bola chegou para Eto’o na grande área, mas o atacante, aos 21 minutos, perdeu a melhor oportunidade de Camarões no primeiro tempo, chutando para fora, por cima do gol de Ochoa. Os africanos passavam a se sentir mais à vontade em campo, e apareciam mais com a bola no campo mexicano, equilibrando o jogo e criando mais oportunidades de gol. Mas o México pressionava e respondia aos ataques. Aos 27 minutos, após falta de Choupo Moting em Vazquez na lateral da grande área, Guardado bateu e Peralta, de cabeça, quase abriu o placar. No lance seguinte, aos 30 minutos, o árbitro anulou mais um gol mexicano, desta vez de Giovanni dos Santos após cobrança de escanteio pela direita. A marcação, polêmica, irritou os mexicanos, que reclamaram muito junto ao auxiliar.

chuva aumentou a partir dos 38 minutos, mas o gramado se manteve impecável, permitindo aos dois times jogarem sem problemas. O México se manteve no comando do jogo durante todo o restante da primeira etapa, criando mais uma boa chance aos 45 minutos, com Rafa Márquez e Peralta, mas sem conseguir abrir o placar.

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Torcedores enfrentam chuva para acompanhar partida na Arena das Dunas (Foto: Getty Images)

Camarões se solta no início do segundo tempo

O segundo tempo começou com Camarões mais solto em campo, buscando conduzir a bola e tocá-la com mais velocidade, evitando os lançamentos longos. Mas foi o México que teve a primeira chance de gol aos três minutos, com Peralta, que recebeu a bola livre na área e chutouem cima do goleiro Itandje, que fechou bem o ângulo e fez boa defesa. Os mexicanos aos poucos voltavam a comandar a partida, mas mostravam ter pouco poder de conclusão em gol. A torcida pedia a entrada de Chicharito Hernández, mas o técnico Miguel Herrera o mantinha no banco.

Aos 12 minutos, em um contra-ataque rápido de Camarões, Mbia foi derrubado na entrada da área por Moreno. Na cobrança de Assou Ekotto, a bola desviou na barreira, tirando o goleiro Ochoa do lance, mas foi para fora. Os mexicanos responderam com uma bela jogada em velocidade. A bola veio sendo tocada pela direita até chegar a Giovanni dos Santos, que de frente para Itandje, chutou para bela defesa do goleiro camaronês. No rebote, Peralta só tocou para as redes, abrindo o placar: México 1 a 0. Em vantagem no placar, os mexicanos se soltaram mais em campo e, inflamados pela torcida, que voltava a gritar “olé” a cada passe trocado, buscavam atacar Camarões sem parar. Os africanos, por sua vez, não contavam com uma grande atuação de Eto’o e tinham dificuldade de criar jogadas e sair da forte marcação mexicana.

herrera eto'o mexico x camarões arena dunas chuva (Foto: AFP)
Herrera e Eto’o em lance do confronto disputado na Arena das Dunas (Foto: AFP)

Técnico atende torcida e põe Chicharito em campo

Com domínio da partida e atendendo aos apelos dos torcedores, o técnico Miguel Herrera colocou o astro Chicharito Hernández no lugar de Peralta. O jogador do Manchester United, da Inglaterra, se mostrava ansioso para entrar na partida, e reclamava com o quarto árbitro pela demora em ser autorizada a alteração. Muito aplaudido pelos torcedores, pedia a bola a todo momento, e se posicionava bem no ataque, mas era pouco acionado.

Camarões tentava mudar o seu panorama, e com Webo no lugar de Song, procurava dar mais poder de ataque ao time, já que Eto’o estava isolado em campo. A alteração melhorou a presença africana no ataque, mas a defesa mexicana, comandada por Rafa Márquez, anulava as tentativas de arremate a gol. Aos 39 minutos do segundo tempo, Eto’o conseguiu achar Moukandjo livre na direita. O meia fez o cruzamento, mas a zaga mexicana afastou o perigo dentro da pequena área. Desesperados pelo empate, os camaroneses se lançaram ao ataque e passaram a pressionar o México, que se defendia como podia. Aos 44 minutos, Moukandjo acertou uma bela cabeçada após cruzamento de Assou Ekotto e obrigou Ochoa a fazer uma linda defesa. No lance seguinte, Chicharito desperdiçou uma grande chance, recebendo sozinho um cruzamento na pequena área e chutando por cima. A partir daí, o México apenas tocou a bola, garantindo o resultado positivo.

 

GLOBO ESPORTE .COM

Seleção mexicana divulga convocação para a Copa; Chicharito comanda equipe

mexico

Seleção mexicana enfrentará o Brasil no dia 17 de junho Foto: Agência Reuters

O técnico Miguel Herrera divulgou, nesta sexta-feira (9), a lista dos atletas convocados da seleção mexicana para a Copa do Mundo. Sem grandes novidades, a base da equipe é formada por jogadores que atuam em times locais. Os destaques ficam por conta de Chicarito Hernández, atacante do Manchester United, e o carrasco do Brasil nas Olimpíadas de 2010, Oribe Peralta.

O México também anunciou a programação para a Copa. A equipe faz quatro amistosos (Israel, no dia 28 de maio, Equador, 31 de maio, Bósnia, 3 de junho, e Portugal, 6 de junho), antes de desembarcar no Brasil no dia 7 de junho, para a preparação em Santos/SP. A equipe comandada por Herrera estreia no Mundial dia 13, contra o Camarões, na Arena das Dunas, em Natal.

Em Fortaleza, a seleção mexicana enfrenta o Brasil no dia 17 de junho, em partida válida pela 2ª rodada do Grupo A. O encerramento na primeira fase acontecerá em Pernambuco, quando os mexicanos enfrentam a Croácia, em 23 de junho.

A ausência mais sentida foi a do atacante Carlos Vela, da Real Sociedad/ESP. Já o nome convocado menos cogitado foi o do experiente defensor Carlos Salcido, de 34 anos. Rafa Márquez e Giovani dos Santos, ambos ex-Barcelona, estarão no Mundial.

Confira a lista completa:

Goleiros: Jesús Corona (Cruz Azul), Guillermo Ochoa (Ajaccio) e Alfredo Talavera (Toluca);

Defensores: Rafael Márquez (León), Diego Reyes (Porto), Héctor Moreno (Espanyol), Paul Aguilar (América), Miguel Layún (América), Carlos Salcido (Tigres), Francisco Maza Rodríguez (América), Miguel Layún (América) e Andrés Guardado (Bayer Leverkusen);

Meias: José Juan Vázquez (León), Juan Carlos Medina (América), Héctor Herrera (Porto), Carlos Peña (León), Luis Montes (León), Marco Fabián (Cruz Azul) e Isaac Brizuela (Toluca);

Atacantes: Oribe Peralta (Santos Laguna), Chicharit Hernández (Manchester United), Raúl Jiménez (América), Alan Pulido (Tigres) e Giovani dos Santos (Villarreal);

 

Blog Diário Na Copa – Diário Na Copa – 09/05/2014

Caminhos opostos para dois favoritos

Caminhos opostos para dois favoritos

© Getty Images

Os Estados Unidos superaram um começo oscilante e acabaram no topo da classificação do hexagonal final da CONCACAF das eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA 2014. A Costa Rica, com uma robusta defesa e ótima campanha em casa, ficou logo atrás, e Honduras mostrou um futebol de força e velocidade, terminando na terceira colocação. O México, por sua vez, chegou à Copa da maneira mais complicada: após quase ser eliminado diretamente, assegurou a vaga com duas goleadas sobre a Nova Zelândia na repescagem. Confira agora no FIFA.com uma retrospectiva das eliminatórias na América do Norte, América Central e Caribe.

As seleções classificadas
1. 
Estados Unidos
2. Costa Rica
3. Honduras
4. México (via play-off intercontinental contra a Nova Zelândia)

Momentos marcantes
Honduras surpreende no Azteca
A vitória de Honduras na Cidade do México no dia 6 de setembro de 2013 entrou para sempre na história da CONCACAF. Após terminar o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, o técnico Luis Fernando Suárez colocou mais um atacante na equipe na volta do intervalo. A substituição deu resultados extraordinários a Honduras, que virou para cima dos favoritos mexicanos. Bengtson, o atacante que entrou, igualou o placar aos 18 minutos, e o experiente Carlo Costly virou o jogo dois minutos depois. O resultado acabou com as esperanças mexicanas de obter uma vaga direta à Copa do Mundo e custou o emprego do técnico José Manuel de la Torre. Para Honduras, o Aztecazo permanecerá para sempre como um dos maiores momentos da história do futebol do país.

EUA sobrevivem a começo ruim
A seleção americana parecia cansada no calor do meio-dia de San Pedro Sula. Eram 20 minutos do jogo inaugural do hexagonal, e as camisetas já estavam encharcadas de suor. Os motivados hondurenhos impuseram-se por 2 a 1 e deixaram os EUA provisoriamente na lanterna. A imprensa crucificou a equipe, e um grande jornal chegou a dizer que os jogadores não estavam contentes com as ideias e métodos do novo técnico Jürgen Klinsmann. Se é que houve mesmo um motim no vestiário, o clima logo se acalmaria com a invencibilidade nos cinco jogos seguintes.

A sólida defesa da Costa Rica
A Costa Rica, historicamente, gosta de atacar. A solidez defensiva nunca foi uma marca da seleção. Mas isso mudou, e já teve grande efeito. O técnico colombiano Jorge Luis Pinto trouxe à equipe um alto nível de segurança defensiva, algo incomum em anos anteriores. A forte linha defensiva formada por Michael Umana, Cristian Gamboa, Bryan Oviedo e Giancarlo González permaneceu sólida à frente do goleiro Keylor Navas, um dos melhores do continente na atualidade. Os números falam por si: nos oito jogos de que precisou para garantir a classificação, a Costa Rica só sofreu cinco gols.

Rivais salvam o México
A classificação do México para disputar a repescagem contra a Nova Zelândia só foi possível graças a dois gols nos acréscimos na Cidade do Panamá, onde os Estados Unidos (maiores rivais mexicanos) bateram a ambiciosa seleção panamenha, deixando os astecas vivos. Ao fim do jogo, o narrador da TV Azteca Christian Martinoli, emocionado com os gols dos Estados Unidos, bradou nos microfones. “Amamos vocês! Amamos vocês para sempre! Que Deus abençoe os EUA!”, disse o jornalista mexicano, antes de criticar duramente o mau desempenho dos jogadores do seu país na derrota para a Costa Rica. Pelo Twitter, a Federação Americana de Futebol ironizou a classificação rival, dando aoMéxico as boas vindas à fase decisiva.

Enfim, o alívio
O México normalmente obtém a classificação à Copa do Mundo de forma direta, mas no hexagonal final de 2013 a equipe enfrentou inúmeras dificuldades. Foram nada menos que quatro técnicos e apenas 11 pontos obtidos em dez jogos. Em cinco partidas no Azteca, só ganhou uma, com mais três empates e uma inesperada derrota. Porém, na repescagem decisiva contra a Nova Zelândia, tudo deu certo. O técnico Miguel Herrera, do América, deixou de fora os astros do futebol europeu, como Javier Hernández, Andrés Guardado e o goleiro Ochoa, optando por jogadores que atuavam no futebol nacional — dez deles do próprio América.  E funcionou. Os mexicanos venceram o jogo de ida por 5 a 1 no Azteca e aplicaram 4 a 2 em Wellington.

Para ficar de olho
Jozy Altidore (EUA)
O atacante marcou gols em todos os três jogos dos americanos pelas eliminatórias no mês de junho (três vitórias) e encontrou uma consistência que andava perdida em anos anteriores. Ele e o companheiro de ataque Clint Dempsey foram responsáveis por sete gols da seleção no hexagonal.

Joel Campbell (Costa Rica)
Com uma velocidade sobrenatural e um faro aguçado para buscar o gol, não é de se admirar que o atacante tenha chamado a atenção de Arsène Wenger com apenas 19 anos de idade. Atualmente emprestado pelo Arsenal ao Olympiacos, Campbell pode causar problemas à defesa rival mesmo atuando como único atacante.

Roger Espinoza (Honduras)
Jogador mais incansável do continente, este meio-campista completo recusou a chance de jogar pelos Estados Unidos para poder representar a seleção do seu país natal. Orgulhoso campeão da Copa da Inglaterra pelo Wigan, dispõe de uma energia inesgotável e capacidade de atuar tanto pelo centro como pelos lados do campo.

O que eles disseram
“Muitas vezes a imprensa não sabe o que diabos está falando.” Clarence Goodson, zagueiro dos Estados Unidos, respondendo sem rodeios em uma coletiva após a derrota para Honduras se havia uma crise no vestiário da seleção

“Quatro treinadores em um mês já diz tudo. A equipe não tem um estilo nem uma ideia do que fazer no campo.” O frustrado Giovani dos Santos explica os problemas do México alguns dias antes de ser excluído da convocação para a disputa da repescagem contra a Nova Zelândia

O número
 As vezes em que o México perdeu partidas de eliminatórias no Estádio Azteca, em um total de 79 jogos. Com três empates, uma vitória e uma derrota em casa no hexagonal, o selecionado mexicano parece ter perdido o seu conhecido e temido fator local em um estádio com 100 mil lugares e 2,4 mil metros de altitude.

Os artilheiros
1. 
Deon McCauley (Belize) 11
2. Pete Byers (Antígua e Barbuda) 10
3. Blas Perez (Panamá) 10

 

FIFA.com

México garante vaga na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

México confirma vaga com nova goleada

© AFP

O México tinha uma enorme vantagem e precisava de pouco para garantir a vaga na Copa do Mundo da FIFA. Ainda assim, na partida de volta pelo play-off intercontinental contra a Nova Zelândia, a equipe de Miguel Herrera não quis saber de segurar o ritmo e, para espantar de vez a crise que rondou o país durante as eliminatórias, mostrou força novamente, goleando os neozelandeses mais uma vez, agora por 4 a 2, em partida disputada em Wellington.

Somado aos 5 a 1 da ida, o México fecha a série com autoridade e um placar agregado de 9 a 3, que o confirmaram como o 31º país classificado à Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e, mais ainda, resgataram o moral do grupo liderado por Miguel Herrera. O técnico, aliás, teve o mérito de montar uma equipe baseada em talentos locais, reencontrando o espírito e a garra que andaram em falta na péssima campanha no hexagonal final da CONCACAF.

Nas eliminatórias, o México foi superado por Estados Unidos, Costa Rica e Honduras e só ficou em quarto lugar graças aos americanos, que venceram o Panamá e salvaram o El Tri nos últimos minutos da última rodada. Abalados, os mexicanos promoveram uma série de mudanças para os play-offs e conseguiram se reerguer na hora certa. Já a Nova Zelândia, líder das eliminatórias da Oceania, não repete a África do Sul 2010, quando se classificou e fez história no torneio.

Na partida em Wellington, o México tratou de encerrar qualquer suspense logo no primeiro tempo, quando Oribe Peralta, atacante do Santos Laguna, marcou logo três gols, aos 14, 29 e 33 minutos. O pesadelo neozelandês só não foi maior porque os mexicanos, aí sim, resolveram se acalmar.

No segundo tempo, foi preciso esperar o fim da partida para ver a reação dos anfitriões, com gols deChris James, em cobrança de pênalti, e Rory Fallon. Mas qualquer esperança de empate se encerraram a quatro minutos do fim, quando Carlos Peãn fez o quarto e deixou completa a festa mexicana e salvou um ano complicado para o país.

Satisfeito pelo resultado imediato, Herrera sabe que ainda terá trabalho pela frente para recuperar de vez a estima do país, para, na 15ª participação do país em Mundiais, tentar superar as últimas cinco eliminações seguidas em oitavas de final.

 

FIFA.com

Relembre a trajetória do México a caminho da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Um drama mexicano

© EFE

É difícil relembrar muitos momentos positivos na complicada caminhada do México rumo à Copa do Mundo da FIFA 2014. A campanha no hexagonal final da CONCACAF será lembrada principalmente pelas rápidas trocas de técnico, pelo mau desempenho no histórico caldeirão do Estádio Azteca e por um aroma de crise geral que emanava tanto no gramado como nas arquibancadas. O FIFA.com traz o resumo de como o México conseguiu a classificação para a sua 15ª Copa do Mundo da FIFA, com destaque para os momentos mais dramáticos:

Tropeços em casa
Normalmente são os visitantes que sentem a pressão de enfrentar o México no temível Estádio Azteca. No entanto, jogar em casa foi uma verdadeira tortura para a seleção mexicana nas eliminatórias. Desde o começo havia algo errado: o empate sem gols contra a fraca Jamaica teria sido uma derrota, não fosse a exuberante atuação do goleiro Jesús Corona. Os torcedores, no entanto, esperavam que aquele tivesse sido um tropeço isolado, e que logo a equipe pudesse se impor na arena que foi sede de duas finais de Copa do Mundo da FIFA. No entanto, aquele era só o começo de uma série de maus resultados. Os mexicanos obtiveram apenas seis dos seus 11 pontos no hexagonal jogando em casa: três em uma vitória sobre o Panamá e os demais em três empates por 0 a 0.

O auge da desgraça ocorreu no dia 6 de setembro de 2013, uma data que entrou para a história do futebol mexicano pela porta dos fundos. A derrota por 2 a 1 para Honduras foi a segunda do Méxicoem 78 jogos de eliminatórias disputados no Azteca.

Americanos salvam a (outra) pátria
Por ironia do destino, a classificação do México para a repescagem intercontinental contra a Nova Zelândia foi assegurada graças a uma ajuda do maior rival: os Estados Unidos. Com dois gols nos descontos contra o Panamá na última rodada, os americanos eliminaram os panamenhos e mantiveram os mexicanos na disputa. O depoimento de Christian Martinolli, narrador da TV Azteca, após a partida, entrou para a história das eliminatórias da CONCACAF. “Amamos vocês! Amamos vocês para sempre! Que Deus abençoe os EUA!”, disse o jornalista, antes de criticar duramente o mau desempenho dos jogadores mexicanos na derrota para a Costa Rica.

A ironia não passou despercebida pela Federação Americana de Futebol, que utilizou o Twitter para ironizar a classificação do rival após o jogo. Manchetes sublinhando uma dívida de gratidão em relação aos Estados Unidos foram vistas no dia seguinte em grandes jornais mexicanos. Um deles chegou a exibir uma montagem com Chicharito Hernández (autor de apenas dois gols em dez jogos pelo Méxicono hexagonal) estendendo uma bandeira estadunidense.

Pouco brilho e uma ausência marcante
Em meio à mediocridade geral da campanha, alguns jogadores vestiram a camiseta verde do Méxicocom orgulho. Antes de ser afastado, como o resto dos jogadores que atuam no futebol europeu, para a repescagem, Giovani dos Santos mostrou não apenas a qualidade habitual com a bola nos pés, mas também uma grande vontade de lutar pela classificação. Jesús Corona, goleiro medalha de ouro na Olimpíada de Londres 2012, teve momentos de brilho, bem como Oribe Peralta, atacante do Santos Laguna que marcou três gols nos últimos jogos do hexagonal. O momento mais inspirador, porém, pertenceu a Raul Jiménez, nos instantes finais da única vitória em casa, diante do Panamá. O gol que ele fez de bicicleta deu ao México a única vitória no Azteca, e a vibração dos torcedores indicava que dias melhores estavam por vir. Sem aquele gol, o México não teria se classificado para o Brasil 2014.

Um jogador foi notável pela sua ausência: Carlos Vela. O atacante vive o melhor momento da carreira na Real Sociedad, mas um desentendimento com o técnico anterior o deixou de fora desta caminhada. É um problema que os mexicanos terão de resolver, de uma forma ou de outra.

Troca-troca no comando
Quando a pressão aumenta, a crise costuma estourar no treinador. A constante troca de comando doMéxico durante o hexagonal foi um importante indicador de que as coisas não andavam bem. José Manuel de la Torre recebeu o bilhete azul depois da histórica derrota em casa para Honduras. O assistente José Luis Tena assumiu e durou apenas um jogo, antes de ser substituído por Victor Manuel Vucetich. “O que me interessa mesmo é o México, o México, o México”, disse o treinador, conhecido como “Rei Midas” devido à carreira muito bem-sucedida por clubes mexicanos. No entanto, ele não conseguiu repetir na seleção o sucesso que obteve em clubes. Após dois jogos, veio a demissão. “Quatro técnicos em um mês já diz tudo”, afirmou o frustrado Giovani dos Santos. “A equipe não consegue definir um estilo, uma ideia do que deve fazer em campo.”

A receita caseira de Herrera e o que vem pela frente
O quarto técnico mexicano, Miguel Herrera, enfim deu um prumo à seleção. Deixando de fora Dos Santos e o resto dos astros que atuam na Europa, como Chicharito Hernández, ele formou uma seleção composta apenas por jogadores que atuam no futebol nacional. A base foi o América, equipe que ele treinava antes de assumir a seleção. E deu certo: os comandados de Herrera humilharam a Nova Zelândia na repescagem, marcando cinco gols em casa e quatro em Wellington, e garantindo com sobras um lugar no Brasil. Ao todo, nos dois jogos, o México fez apenas dois gols a menos que em todo o hexagonal. O retorno do capitão Rafa Márquez deu segurança defensiva à seleção. De cara nova, a equipe foi bem mais coesa e estável.

Algumas questões, porém, permanecem abertas na preparação do México para o Brasil 2014: Quem será o técnico (o contrato de Herrera foi para apenas estes dois jogos), como será o futebol da equipe, e até onde esta seleção será capaz de chegar, após a preocupante campanha nas eliminatórias?

FIFA.com

México logra el pase a la Repesca gracias al triunfo de EU

La Selección Mexicana perdió 2-1 frente a Costa Rica, pero los estadounidenses vencieron 3-2 en su visita a Panamá y beneficiaron al Tri

Los jugadores de México tras la derrota | ÓSCAR RAMÍREZ

LUIS SALAZAR | SAN JOSÉ

El peor enemigo de México apareció para ayudarlo: Estados Unidos logró el milagro y le dio su boleto al repechaje. Sin merecerlo y pese a la derrota por 2-1 ante Costa Rica, el Tri tiene su pase a la Repesca gracias a que los de las barras y las estrellas evitaron la victoria de Panamá que, de ganar, podía desplazar al Tri del cuarto lugar del Hexagonal Final de Concacaf .

Y es que en el Romel Fernández, los canaleros estuvieron en ventaja dos veces y hasta cumplidos los 90 minutos de tiempo regular tenían el boleto a la Repesca, mismo que se esfumó con dos goles de su rival en tiempo agregado.

Desde el primer minuto, Costa Rica atacó, apretó por todo el campo, siempre alentado por unos fanáticos que gritaron en todo momento. Los mexicanos fueron 11 jugadores tímidos que no pudieron con la presión.

Y en un centro al área apareció Bryan Ruiz, con un autopase de cabeza se quitó a Márquez y Layúnpara definir con disparo potente. Apareció Oribe Peralta con un gol lleno a agallas, empuje, determinación, hambre y le permitió al Tri soñar por un momento con el repechaje. El atacante mexicano se encontró un balón en el área, se perfiló de pierna zurda, tiró con fuerza, el balón pegó en el travesaño superior y entró a la portería.

En el segundo tiempo, Vucetich hizo ingresar a Raúl Jiménez en lugar de un Chicharito que se cansó de fallar en el primer lapso, pero todo se derrumbó: Campbell desbordó por la banda derecha, se llevó aTorres Nilo, puso un centro bombeado que remató Saborío para meter el segundo gol.

México no pudo reaccionar, sus jugadores fueron abrumados por la presión, estaban derrotados. Cuando acabó el juego se enteraron que tenían un salvador: su enemigo Estados Unidos.

 

México ferido tem um clássico pela frente

México ferido um clássico pela frente

© Getty Images

O México viajará rumo ao norte para enfrentar seus arquirrivais dos Estados Unidos com a confiança em baixa. O conjunto vem de sofrer a segunda derrota de sua história em 77 jogos de eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA disputados no Estádio Azteca. Agora, precisa de uma vitória contra os americanos fora de casa, de onde raramente consegue sair triunfante.

Já os EUA podem se classificar para o Mundial com duas rodadas de antecedência se vencerem e contarem com uma combinação de resultados favoráveis. Por sua vez, Honduras volta para casa com a esperança de dar sequência ao bom momento iniciado com a vitória na Cidade do México, enquanto a Costa Rica viaja até a Jamaica esperando acabar com as chances da adversária, lanterna da tabela, e se garantir no Brasil 2014. Confira a prévia que o FIFA.com preparou sobre a oitava rodada da última fase do Hexagonal final das eliminatórias da CONCACAF.

O jogo da rodada
EUA x México
O clássico norte-americano é sempre um dia marcado com antecedência nos calendários de toda a zona da CONCACAF. E este encontro entre os dois arquirrivais promete ser mais apimentado do que nunca. Os mexicanos estão atualmente em meio a uma verdadeira crise e necessitam uma vitória para deixar a quarta colocação, que não garante uma vaga direta na Copa do Mundo. Em seus sete jogos até o momento, ainda não ganharam em casa e não são nem sombra da equipe campeã da Copa Ouro em 2011.

A derrota para Honduras na sexta-feira passada foi demais para o alto escalão da Federação Mexicana, que demitiu o técnico Chepo de La Torre. Luis Fernando Tena, o homem que levou o sub-23 ao ouro olímpico em Londres 2012, assumirá as rédeas para a partida contra os americanos esperando tirar o melhor de craques como Andrés Guardado, Giovanni dos Santos e Chicharito Hernández, que vêm rendendo abaixo do que podem. No entanto, não contará com os serviços do volante Gerardo Torrado, suspenso.

Já os EUA chegam para o jogo em Columbus precisando se recompor, apesar de que em menor grau. A derrota por 3 a 1 para a Costa Rica, também na sexta-feira, foi a primeira em 12 jogos e, pior, custou a perda da liderança da classificação. O técnico Jürgen Klinsmann terá que se adaptar a algumas ausências importantes. O meia Michael Bradley não se recuperou da lesão que sofreu no tornozelo e o deixou de fora do encontro com os costa-riquenhos. Já o artilheiro Jozy Altidore e a dupla de defensores Matt Besler e Geoff Cameron também estão suspensos. Mas nem tudo são problemas para os EUA, pois uma vitória poderia lhes dar a vaga no Brasil 2014 desde que Hondurasnão perca para o Panamá.

Os outros jogos
O selecionado de Honduras, terceira colocado, volta ao conforto de casa após o heroico triunfo de virada sobre o México, o primeiro de sua história no Azteca. Agora recebe o Panamá, quinto colocado, que ficou no empate com a lanterna Jamaica no último jogo. Os hondurenhos, comandados por Luis Fernando Suárez, ainda não perderam em seu estádio neste Hexagonal, e seu futebol físico e veloz começa a parecer bom o suficiente para levá-los a sua segunda Copa do Mundo da FIFA seguida.

Por sua vez, a Jamaica está em uma situação, sem tirar nem pôr, complicada: estará eliminada a não ser que vença nesta terça. O adversário, porém, é a Costa Rica, que viajará a Kingston querendo se consolidar na liderança. Os jamaicanos ainda não ganharam no Hexagonal e só marcaram uma vez em seus sete compromissos. O novo técnico do conjunto, o alemão Winfried Schäfer, está desejoso de manter vivas as esperanças de sua seleção, mas sabe que será difícil. “Temos que ganhar todos os três jogos que nos restam agora, é simples”, resumiu.

O que eles disseram
“As eliminatórias são cheias de altos e baixos, e todas as vezes são difíceis. Por isso, temos que nos recuperar física e psicologicamente, e derrotar o México.”
Landon Donovan, herói do título dos EUA na Copa Ouro 2013 e de volta à seleção de Klinsmann após ficar de fora da maior parte do Hexagonal, faz parecer fácil o que está por vir no clássico contra o México

O número
63
 – É o total de vezes que americanos e mexicanos se enfrentaram. O México ainda leva uma grande vantagem sobre o rival – 33 vitórias contra 16 –, mas nos últimos tempos os EUA começaram a disputar a hegemonia na região da CONCACAF com os vizinhos ao sul. A última vez em que o Méxicoganhou uma partida de eliminatórias em território americano foi nos tempos dos shorts colados e as cabeleiras afro, em 10 de setembro de 1972, em Los Angeles.

Oitava rodada do Hexagonal Final da CONCACAF
10 de setembro
Jamaica x Costa Rica
Honduras x Panamá
EUA x México

Classificação
1. Costa Rica (14 pontos)
2. EUA (13)
3. Honduras (10)
4. México (8)
5. Panamá (7)
6. Jamaica (3)

A seguir
11 de outubro
México x Panamá
Honduras x Costa Rica
EUA x Jamaica

 

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