Corinthians 2 x 1 Coritiba

Corinthians leva sufoco, mas vence o Coritiba e fica mais perto do título

Com recorde de público na Arena e gritos de “é campeão”, Timão poderá comemorar a conquista se o Atlético-MG não vencer o Figueirense em SC neste domingo

A Arena Corinthians teve recorde de público (43.688 pagantes, com renda de R$ 2.772.735,00), e muitos torcedores já vestiam a faixa de hexacampeão brasileiro. O jogo acabou não sendo a festa que muitos imaginavam, mas um gol salvador de Lucca, aos 42 minutos do segundo tempo, deu a vitória ao Timão sobre o Coritiba por 2 a 1, resultado que mantém a equipe alvinegra muito perto do título nacional. Para isso, basta que o Atlético-MG não vença o Figueirense neste domingo, em Florianópolis. A torcida corintiana, porém, já gritou “é campeão” ao fim do jogo.

Se o Galo vencer, o título corintiano poderá sair na próxima rodada, diante do Vasco, no Rio. O problema para a Fiel vai ser esperar mais dez dias, já que o Brasileirão será paralisado por conta da chamada “data Fifa”, com jogos das eliminatórias da Copa do Mundo – a partida contra os vascaínos está marcada só para o dia 19. Já o Coritiba faz um confronto direto na luta contra o rebaixamento diante do Goiás, dia 18, em Goiânia. O Coxa permanece em situação delicada, com 34 pontos, na 18ª colocação

Lucca comemora gol do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli)
Lucca comemora gol do Corinthians, aos 42 minutos do segundo tempo (Foto: Marcos Ribolli)

A vitória foi tão sofrida que Tite chegou a se emocionar no gol de Lucca, no finzinho do jogo. O volante Elias não conseguiu segurar as lágrimas e chorou muito em entrevista ao SporTV:

– Perdi o título aqui em 2010 e saí prometendo um dia voltar para conseguir isso. Falta pouco – disse Elias.

– Vou vestir uma camisa do Figueirense e torcer, mas se o Atlético vencer, vamos ter de esperar mais dez dias – emendou Renato Augusto.

O jogo

O Corinthians não estava numa de suas melhores noites. Errou 23 passes só no primeiro tempo, sendo que sua média no Brasileirão é de 32 por jogo. Mas o Coritiba também pouco conseguia produzir. A diferença no placar foi um pênalti marcado a favor do Timão (de Carlinhos em Edilson, bem convertido por Jadson) e um não dado para o Coxa, que reclamou muito de um toque de mão de Edilson.

No intervalo, Tite deu uma bronca em seus jogadores. Disse que o rendimento ficou muito abaixo do esperado. Mas o time voltou pior! Tomou o empate com Negueba logo no segundo minuto da etapa final e quase levou a virada, com o próprio Negueba, em cruzamento que bateu na trave.

O Corinthians teve duas chances claras, com Malcom e Elias. Mas foi dando espaço para o contra-ataque. Carlinhos e Thiago Lopes tiveram oportunidades claras para virar o jogo.

Tite mexeu no time: trocou Malcom por Lucca, e depois Vagner Love por Danilo. Mas o Coritiba continuou tendo espaço para contra-atacar. A última alteração corintiana foi a entrada de Rodriguinho no lugar de Renato Augusto. E o gol saiu no abafa, aos 42. Edilson cruzou da direita, Danilo escorou de cabeça para o meio da área e Lucca apareceu de surpresa para mandar a bola para a rede.

Torcedor do Corinthians comemora com faixa de hexacampeão (Foto: Marcos Ribolli)
Torcedor do Corinthians comemora com faixa de hexacampeão (Foto: Marcos Ribolli)
G1.COM.BR

Coritiba 2 x 0 Atlético Paranaense

Com maior público do ano, Coxa bate o Furacão, amplia tabu e afasta o Z-4

Henrique Almeida e Negueba dão a vitória ao Coritiba contra o Atlético-PR e time mantém a boa fase. No lado Rubro-Negro, time chega ao quinto jogo sem vitória

A noite que a torcida coxa-branca sonhou aconteceu. Com mais de 34 mil presentes, o Coritiba confirmou a boa fase da equipe, não deu chances ao rival e bateu o Atlético-PR por 2 a 0 , no Couto Pereira, com gols de Henrique Almeida e Negueba, ainda no primeiro tempo. De quebra, o time alviverde manteve a invencibilidade de oito anos em jogos no Alto da Glória contra o Rubro-Negro em campeonatos brasileiros. No lado do Furacão, a equipe do técnico Milton Mendes chegou ao quinto jogo sem vitória na competição e ainda viu a distância para o G-4 aumentar.

Com o resultado, o time do técnico Ney Franco chega aos 33 pontos, ganha uma posição na tabela e termina a rodada na 14ª colocação do Brasileirão. Já o Rubro-Negro permanece com 38 pontos e estacionado na nona posição da competição.

Na próxima rodada, o Coritiba encara o Cruzeiro, no domingo, no Mineirão, às 18h30 (horário de Brasília), em Belo Horizonte. No mesmo dia, o Atlético-PR recebe a Ponte Preta, às 11h, na Arena da Baixada. Antes disso, o Furacão encara o Brasília,a quarta-feira, também na Arena, em jogo válido pela Copa Sul-Americana.

henrique almeida coritiba x atlético-pr atletiba (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

Henrique Almeida abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo do clássico

(Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

Coxa faz dois; Atlético-PR perde Walter

O primeiro tempo do Atletiba começou a todo vapor. Logo aos 12 minutos, depois de um belo passe de Negueba, Henrique Almeida acertou chutaço de fora da área, no canto direito de Weverton, para abrir o placar no clássico. Atrás do marcador, o Atlético-PR tinha mais posse de bola que o Coxa, mas não conseguia assustar o goleiro Wilson. Enquanto isso, o time alviverde aproveitava os contra-ataques e era mais perigoso que o Rubro-Negro.

A única chance em todo primeiro tempo do Furacão aconteceu aos 40 minutos. Walter aproveitou a bobeira da zaga coxa-branca e saiu cara a cara com Wilson. Na finalização, o camisa 18 tirou do goleiro e a bola passou raspando a trave. No lance, o atacante atleticano acabou sentindo uma lesão e teve que ser substituído. Quatro minutos depois, o castigo rubro-negro. Negueba recebeu ótimo passe de Lucio Flavio dentro da área e chutou cruzado, no ângulo de Weverton, para ampliar o placar no Alto da Glória.

Atlético-PR assusta, mas Coritiba administra vantagem

Em desvantagem no placar, o técnico Milton Mendes resolveu mexer na equipe. O atacante Ewandro entrou no lugar de Deivid e por muito pouco não desconta para o Rubro-Negro. Logo aos três minutos, o atacante recebeu em profundidade, invadiu a área e chutou cruzado. A bola caprichosamente bateu na trave e voltou nas mãos do goleiro Wilson.

A modificação do treinador atleticano, aliado a saída do atacante Kleber Gladiador, com lesão na coxa, equilibrou o clássico na segunda etapa. Com mais posse de bola que o Coritiba, o Atlético-PR tentava apostar na velocidade de Ewandro. No entanto, bem postava em campo, a defesa coxa-branca levava a melhor em todas as jogadas. Sem criatividade, o Atlético-PR tentou abafar o Coritiba no campo de defesa, mas com a vantagem no marcador, o time da casa apenas administrou o resultado até o apito final do árbitro.

 

GLOBO ESPORTE.COM

Jogo dos Sete Erros: as falhas que colocaram o São Paulo em crise

Junção de problemas da diretoria, Ney Franco e elenco tiram Tricolor da briga por títulos e aumentam pressão para o Brasileirão

 

Em apenas quatro meses de temporada, o São Paulo trocou a empolgação do título da Copa Sul-Americana pela crise. A goleada por 4 a 1 para o Atlético-MG foi o resumo de um semestre perdido, dentro e fora de campo. Quem vai pagar pelas eliminações no Paulistão e na Libertadores? De quem é a culpa? Argumentos não faltam para dividi-la entre a diretoria, o técnico Ney Franco e o elenco.

info erros são paulo (Foto: arte esporte)

Os erros começaram pela montagem do grupo. O Tricolor perdeu nada menos do que seu principal jogador, Lucas, vendido ao Paris Saint-Germain. A reposição não aconteceu à altura. Montillo e Vargas não passaram de sonhos. Ney teve de acordar com Negueba, Aloísio e Wallyson. Nenhum deles se firmou, e a dependência de Osvaldo, em grande fase, e Luis Fabiano, em baixa, se multiplicou.

O Fabuloso também foi o pivô de outra falha administrativa da cúpula do futebol. Expulso após o apito final contra o Arsenal e suspenso por quatro partidas, o centroavante sequer recebeu uma multa pela indisciplina. Lúcio, Ganso e Fabrício, que mostraram publicamente a insatisfação com o treinador durante algumas partidas, também não receberam nenhuma advertência.

Ney Franco Adalberto Baptista São Paulo treino (Foto: Cleber Akamine)
Ney Franco conversa com o diretor de futebol
Adalberto Baptista em treino (Foto: Cleber Akamine)

Apesar da falta de reforços de peso, Ney Franco também cometeu erros que custaram caro. Sem Lucas, insistiu em demasia no esquema 4-2-3-1, que funcionou em poucos jogos. Quando decidiu mudar, escolheu o 3-5-2, e o Tricolor teve uma desastrosa atuação na derrota por 2 a 1 para os argentinos, pela fase de grupos da Libertadores.

Faltou coerência ao técnico em alguns momentos. Douglas, lateral de origem, foi usado no meio de campo, no ataque, pela direita, pela esquerda, e não rendeu bem em nenhuma função. Por outro lado, Ney demorou a dar a mesma chance a Ganso. O meio-campista só virou titular quando a pressão sobre o comandante já era enorme. Era tarde também para fazer o time encaixar e eliminar o Galo.

O controle sobre o elenco colaborou para a instabilidade no Morumbi. O excesso de mudanças no time aumentou a desconfiança do grupo. O atrito deixou de ser interno. Ganso, Lúcio e Fabrício tornaram pública a insatisfação com alterações durante os jogos. Ney tentou manter o pulso firme, disse que não toleraria atitudes semelhantes novamente, barrou o pentacampeão por alguns jogos, mas claramente perdeu força.

O fracasso são-paulino passa também pelas atuações ruins de boa parte dos jogadores, principalmente os mais badalados. Osvaldo e Jadson foram os únicos que conseguiram ser regulares desde o início do ano. Muito pouco para quem sonhou com o quarto título da Libertadores. Ceni errou, Lúcio e Ganso oscilaram e Luis Fabiano sumiu.

Poderia ser ainda pior. E foi. Quem esteve bem em 2012, começou 2013 em baixa. Rafael Toloi, Cortez, Wellington e Denilson despencaram de rendimento em comparação com a Sul-Americana e abriram espaço para jogadores sempre considerados reservas, como Maicon, Edson Silva e Carleto. Nenhum deles agradou.

Depois da queda no Paulistão e na Libertadores, a diretoria promete mudanças. Poucas, é bem verdade. Ney Franco, por enquanto, está garantido no cargo até o fim do ano. O presidente Juvenal Juvêncio quer trocar parte do elenco, sem espírito vencedor, na visão dele. O Campeonato Brasileiro, com início marcado para 26 de maio, é a chance de o São Paulo voltar para os trilhos.

Ney Franco conversa com jogadores do São Paulo em treino (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)Ney Franco conversa com jogadores do São Paulo em treino (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)

Renato Maurício Prado ironiza possível saída de Matheus do Flamengo

 

Bagá anda enfurecido com essa história de Matheus, filho de Bebeto, insistir em deixar o Flamengo para se transferir para a Juventus. Com um mau-humor do cão, ele dispara, ao me ver de longe:

— Chefia, Negueba saiu do Fla, teve uma lesão nos ligamentos. Bottinelli saiu do Fla, sofreu uma fratura no tornozelo. Wellington Silva saiu do Fla e fraturou o calcanhar. Sei não…

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 16/03/2013