1×0 foi pouco para o Ceará. Vitória no Clássico-Rei poderia ter sido bem maior

Magno Alves deu o passe para o gol de William, após falha de Corrêa (Foto: Kléber A. Gonçalves)

Magno Alves deu o passe para o gol de William, após falha de Corrêa (Foto: Kléber A. Gonçalves)

Alguns torcedores do Ceará afirmam categoricamente que o Fortaleza, quando tem a oportunidade de massacrar o rival dentro de campo, não perdoa. Enquanto que o Vovô se contenta com um placar menor.

Só para constar, quem diz isso são alguns torcedores do Ceará.

No Clássico-Rei desse sábado, em que o Alvinegro venceu por 1×0, o placar não representou o que foi a partida. O Ceará foi bem melhor e ainda contou com um Fortaleza (digamos) desorientado, sem aquela volúpia (que palavra) do clássico anterior. A equipe do técnico Silas parecia estar disputando uma final, enquanto os comandados do técnico Nedo Xavier uma partida da fase de classificação.

Se não bastasse tudo isso, as boas atuações do volante Uilliam Correia, do zagueiro Gilvan e do meia Ricardinho foram a base para um primeiro tempo em que os alvinegros poderiam ter alcançado os 2×0. No segundo tempo, talvez, depois de um grande puxão de orelha de Nedo Xavier, os tricolores até conseguiram equilibrar a partida. Mas nada que fizesse ou mostrasse que o Fortaleza pudesse sair de campo com o triunfo.

E não esqueçamos que o técnico Silas tirou um meia (Marcos Aurélio) e colocou um atacante. A equipe passou a atuar com três homes de frente (Magno Alves, Robinho e William) e ainda liberou Ricardinho para armar as jogadas.

É óbvio que o volante Corrêa poderia não ter errado e com isso o gol de William não ter saído. Mas isso só prova também que é preciso ter um banco forte, ter jogadores capacitados e decisivos para no momento de uma bobeada do rival não vacilar. Todo mundo já está cansado de saber que clássico se vence nos detalhes.

O Ceará poderia nem ter precisado desse “detalhe” para ter vencido a partida, poderia ter decidido tudo já no primeiro tempo. Mas, diferentemente do que ocorreu no jogo passado, quando o Fortaleza poderia ter ganho com merecimento, desta vez, quem deveria ter ganho, ganhou e merecia mais.

 

Blog do Kempes – Diário do Nordeste – 01/03/2015

Nedo Xavier não é mais técnico do Fortaleza

Foi a segunda passagem do treinador pelo clube; Marcelo Chamusca é cotado para voltar ao Pici

Nedo Xavier

Anúncio da saída do treinador foi feito na página oficial do clube tricolor na noite deste domingo (1º)
FOTO: KLEBER A. GONÇALVES

O técnico Nedo Xavier não suportou a derrota do Fortaleza para o rival Ceará, no último sábado (28), e acabou demitido do comando técnico do time tricolor.

A diretoria do clube leonino confirmou a demissão do treinador por intermédio de nota lançada no site oficial do clube na noite deste domingo (1º). O nome do novo treinador deve ser anunciado e apresentado nesta segunda-feira (2).

Fontes ligadas ao clube afirmam que Marcelo Chamusca, antecessor de Nedo, exatamente por conhecer bem o elenco, é o nome mais forte para assumir o comando técnico do time a partir do jogo contra o Ríver/PI, nesta terça-feira (3), no Castelão.

Foi a segunda passagem de Nedo Xavier pelo Pici. Ele foi anunciado treinador do time no dia 2 de janeiro e comandou a equipe em 14 jogos (11 pelo Campeonato Cearense e 3 pela Copa do Nordeste). Foram 6 vitórias, 6 empates e 2 derrotas. A primeira passagem de Nedo pelo Leão aconteceu em 2012, quando o técnico chegou a conquistar o vice-campeonato cearense.

 

Jogada – Diário do Nordeste – 01/03/2015

Mário Kempes analisa o empate no Clássico Rei de anteontem pela Copa do Nordeste

Volante Corrêa foi o cérebro do time tricolor no empate de 1 a 1 com o alvinegro (foto:

Seria até um acinte se alguém afirmasse, antes do início da partida dessa quarta-feira, no Castelão, que o Fortaleza atuaria taticamente tão organizado e conseguisse anular o time do Ceará.

Se nas cinco partidas anteriores pelo Estadual, a equipe do técnico Nedo Xavier mostrava deficiência em vários setores, principalmente no de marcação, era difícil imaginar que Genilson, Corrêa, Pio, Vinícius Hess cia pudessem parar Magno Alves, Assisinho, Wescley, Tiago Cametá…

Não que o Alvinegro estivesse jogando igual à Seleção da Alemanha, nem o Fortaleza tivesse atuando como o Ibis, mas era notório e em certos momentos até preocupante as deficiências tricolores neste início de temporada.

É por isso que os mais antigos gostam de afirmar que em Clássico tudo muda. E talvez tenha sido essa motivação de enfrentar o maior rival, com uma superioridade latente, que fez todos no Fortaleza mostrarem o que até então não tinham mostrado nesta temporada.

O volante Corrêa lembrou os velhos tempos em que mandava no meio de campo do Palmeiras e do Atlético-MG. Seguro, paciente e principalmente organizador, foi a cabeça pensante da equipe leonina.

E obviamente, o técnico Nedo Xavier, que calou a boca dos críticos. Montou sua equipe com uma marcação muito forte, com maior transpiração, uma raça parecendo como se tivesse numa decisão de campeonato e ainda forçando o time do Ceará ao erro. Tudo isso encheu de esperanças o torcedor tricolor, que no final teve de trocar as vaias dos últimos jogos por muitos aplausos.

Já os Alvinegros parecem ter ficado assustados com a disposição tática do rival. Sem espaços, precisando os atacantes recuarem, às vezes, até o meio para receber a bola e errando muitos passes, o técnico Dado Cavalcanti precisou mudar o esquema tático.

Depois de um primeiro tempo em que as melhores e principais chances foram tricolores, o treinador do Vovô teve de tirar o meia Eloir para entrar o atacante Marinho para conseguir ficar de igual para igual.

Até que a mudança ajudou, assim como as outras duas, entre elas a entrada do centroavante William, autor da assistência para o gol de Magno Alves, mas o Fortaleza nem isso sentiu. Tanto que em menos de cinco minutos empatou e ainda teve chance para virar.

Apesar do placar magro, da pegada forte dos dois times, o jogo foi muito bom e, se os tricolores lamentam o fato de que se precisassem escolher um vencedor seriam eles, tão importante quanto esse detalhe, foi que há esperança de que comissão técnica, elenco e mais dois ou três reforços podem trazer bem mais alegrias ao Fortaleza.

Ao Ceará, já classificado para a 2ª fase do Estadual, resta o consolo de saber que saiu de campo pela 12ª vez seguida sem ser derrotado para o maior rival.

 

3Blog do Mário Kempes – Diário do Nordeste – 05/02/2015

Tom Barros faz um comentário sobre os momentos de Ceará e Fortaleza

Ceará Sporting ClubFortaleza Esporte Clube

Melhor

O Ceará vive momento mais favorável que o Fortaleza. O elenco alvinegro (boa parte veio do ano passado) há mostrado mais harmonia e com opções mais variadas. O Fortaleza ainda busca a sua melhor formação. Além disso, saiu de crise recente onde instável ficou a própria situação do técnico Nedo Xavier. Mas isso é apenas um aspecto da questão.

 

Tom Barros – Jogada – Diário do Nordeste – 04/02/2015

Após goleadas pelo Estadual, Ceará e Fortaleza duelam na abertura do Nordestão, em jogo que pode valer muito para os técnicos: a afirmação de Dado Cavalcanti no Vovô e de Nedo Xavier, no Fortaleza

O Ceará Sporting Club vai em defesa de um retrospecto positivo diante do seu rival

O Ceará Sporting Club vai em defesa de um retrospecto positivo diante do seu rival
(Foto: Divulgação/CearaSC.com)

O resultado de um clássico é capaz de modificar rumos de um trabalho, de uma temporada. É o chamado divisor de águas para os rivais: a vitória que impulsiona, o empate que neutraliza as tensões e a derrota que deixa sequelas, dúvidas. Tudo isso e muito mais está em jogo no primeiro Clássico-Rei do ano, na abertura da Copa do Nordeste para os dois grandes do Estado, Ceará e Fortaleza, às 21h20, no Castelão.

Na conjuntura atual da temporada, para o Vovô, superar o rival significa a afirmação de um trabalho do técnico Dado Cavalcanti, que vem dando resultados no Estadual com a liderança folgada do grupo A2 e a garantia de uma sequencia tranquila, afinal, trata-se do primeiro grande teste como o técnico do Ceará.

Além de afirmar o bom momento do Ceará – que venceu cinco e perdeu apenas uma no Estadual, o clube defende uma invencibilidade de 11 jogos sem perder para o Leão.

No lado tricolor, vencer o ferrenho rival significaria aliviar as tensões pelos resultados ruins de início de Estadual, que deixaram o técnico Nedo Xavier por um fio. A vitória contra o São Benedito no domingo por 5 a 1, deu um novo fôlego ao treinador, e quebrar o tabu contra o Ceará daria moral a ele e a todo o elenco leonino.

No mais, vencer seria começar bem a Copa do Nordeste, largando na frente e deixar o adversário correndo atrás do prejuízo na rodadas seguintes contra Botafogo/PB e Ríver/PI, até se encontrarem de novo da última rodada do grupo D, no dia 18 de março.

Por todos estes fatores descritos, alvinegros e tricolores ressaltam a grandeza do clássico e que não há favorito para hoje, mesmo com o Ceará vivendo um momento melhor em campo pelo resultados no Estadual e fora dele, pela tranquilidade maior para trabalhar. “Temos que entrar ligados para não sermos surpreendidos. Vivemos um grande momento, uma crescente e vencer o clássico mostraria isso. Mas não podemos achar que somos favoritos e deixar nos levar por esse aspecto. Temos que entrar ligados os 90 minutos pois enfrentaremos um adversário de qualidade. No campo tudo se iguala”, disse o latera do Ceará, Tiago Cametá.

O técnico do Leão, Nedo Xavier, fez questão de desvincular a euforia da goleada sobre o São Benedito, pelo Cearense, do Clássico-Rei, pela Copa do Nordeste. “É um outro jogo, outra competição. Um clássico já diz que é uma partida difícil. Temos que saber jogar com equilíbrio, sem se retrancar muito e nem se abrir demais. Vamos nos superar pelo empenho”.

Escalações

As formações de Ceará e Fortaleza para a partida estão levemente modificadas em relação ao times que atuaram na rodada do fim de semana do Estadual.

No Vovô, retorna a dupla de zaga titular, Charles e Sandro, este último recuperados de dores no tornozelo. Na lateral-esquerda, Tiago Costa ganha a vaga de Eusébio, que saiu contundido na vitória por 4 a 0 diante do Guarany de Sobral no PV.

No Leão, Nedo não terá o meia Everton, que cumprirá suspensão automática por expulsão na Série B de 2014. Seu substituto deverá ser Márcio Diogo, conforme treinado ontem à tarde no Castelão. O meia-atacante Maranhão acabou sacado da equipe no treinamento de ontem.

Atacantes são as novidades da partida

Dois atacantes, importantes para seus clubes, podem fazer suas respectivas estreias no Clássico-Rei de hoje: William no Ceará e Lúcio Maranhão no Fortaleza.

Ambos foram regularizados apenas nesta semana, o do Vovô na segunda-feira, e o do Leão, ontem à noite, e podem atuar, mesmo com o ritmo de jogo em débito em relação aos demais companheiros.

William deve ser opção de Dado Cavalcanti para o segundo tempo, já que o ataque Magno Alves e Assisinho está muito bem e balançando as redes. O ‘Magnata’ tem três gols no Estadual, enquanto Assisinho, o artilheiro do certame, tem seis.

“O Magno e o Assisinho estão muito bem, marcando gols. Assim como eles souberam esperar a chance, também saberei esperar a minha. Estou preparado para ajudar do Clássico, da minha forma, o tempo que necessário. Mas se puder deixar minha marca, farei. É só o início de trabalho em busca do espaço no time”, declarou William.

Já Lúcio Maranhão vai começar jogando. “Estou trabalhando forte para estrear, pois o time está precisando de um finalizador e eu me considero um deles. Se houver a oportunidade, quero deixar a minha marca. O adversário é uma equipe forte, mas vamos equilibrar com o nosso empenho. Vamos deixar as coisas acontecerem durante o jogo. O nosso técnico nos passou tranquilidade”, disse Lúcio.

Gol do torcedor

Para participar da ação, filme o gol do seu time e envie para o nosso WhatsApp (85) 8948-8712

Vladimir Marques /Ivan Bezerra
Repórteres

 

Diário do Nordeste – Jogada – 04/02/2015

A decisão que pode mudar os rumos do Fortaleza em 2015

Pouco tempo de trabalho, mudança de treinador, reforços ainda sem estrear, jogadores sem condicionamento físico e colocados às pressas em campo, problemas financeiros, brigas com ex-dirigentes, cinco partidas, uma vitória, nenhuma atuação convincente e um inacreditável receio de que pode não se classificar para a 2ª Fase do Estadual.

Esse é o Fortaleza em menos de um mês na atual temporada. Depois da tragédia da eliminação na Série C para o Macaé, em 2014, não se imaginava que o clube poderia ter um início de ano tão desesperador.

Sem ter tempo para o elenco treinar e se condicionar melhor, ou ainda contratar e colocar em campo jogadores de qualidade para acabar com a crise, já no domingo, a diretoria do Fortaleza precisa tomar uma decisão.

Independente da solução tomada para escapar dessa crise, o que a atual diretoria resolver será contestada pelos pessimistas e aliviada pelos otimistas. Só que o peso do que os dirigentes decidirem terá um reflexo enorme na quarta-feira, dia 04, no clássico contra o Ceará.

Sem esquecer obviamente do duelo contra o São Benedito, domingo, em Horizonte. Este será como o primeiro jogo de uma final de campeonato. Enquanto a segunda partida a “do título” será diante do maior rival, na próxima semana.

Um triunfo ou empate diante dos alvinegros fará o elenco respirar e mostrar que tem raça e com mais duas ou três peças e um pouco mais de trabalho pode recuperar a confiança dos torcedores e mostrar seu valor.

Por outro lado, um revés será o estopim para mudar treinador, dispensar jogadores e acabar as chances de paz entre clube e torcida. E aí, é que está o grande perigo.

Recomeçar do zero, faltando somente três partidas para o fim da primeira fase do Cearense e ainda em busca da classificação é algo impensável.

Apesar de muitos acreditarem que o estadual não deveria ser prioridade para o Fortaleza e que o foco deveria ser a Série C do Brasileiro, o Tricolor precisa ao menos chegar à decisão do Estadual.

Um lugar na final é garantia de Copa do Nordeste e Copa do Brasil na temporada seguinte. Estar fora dessas competições é uma perda incalculável de receita, prestigio e de visibilidade.

Aí, surgem as perguntas que não querem calar: O que fazer? Espera pelo Clássico-Rei? Espera terminar o jogo contra o São Benedito? Manter o treinador?

Com a palavra, o presidente Jorge Mota.

 

Blog do Mário Kempes – Diário do Nordeste – 29/01/2015

Tom Barros comenta a vida de treinador

 

Heriberto da Cunha está no Vila Nova/GO. PC Gusmão no Atlético/GO. Vica foi demitido pelo Treze/PB. Nedo Xavier está no Boa Esporte. Zé Teodoro foi demitido pelo Náutico. Vagner Mancini está no Atlético/PR. Hélio dos Anjos demitido pelo Fortaleza.

 

Coluna redigida pelo jornalista Tom Barros para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 16/08/2013