Globo 50 anos: O crescimento da emissora nos anos 90, 2000 e 2010

A Rede Globo, maior emissora de televisão do Brasil, da América Latina e uma das cinco maiores do mundo, comemora no próximo dia 26 seu aniversário de 50 anos.

Líder de audiência incontestável, em todos os horários, faixas, praças e nos principais indicadores de interesse do mercado comercial, a emissora foi fundada por Roberto Marinho – falecido em 2003 -, e faz parte do cotidiano de mais de 150 milhões de brasileiros todos dos dias através de suas novelas, jornalísticos, atrações esportivas ou de entretenimento.

Para comemorar esta marca, o NaTelinha prepara uma série de reportagens que irão retomar os principais momentos da Globo ao longo destes 50 anos. No decorrer do mês de abril, cada semana terá uma abordagem: crescimento como um todo, novelas, jornais, esportes e entretenimento.

Ontem, você viu como surgiu a emissora e seu crescimento até a década de 80. Agora, você verá como foram os anos 90, 2000 e 2010. Confira:

Anos 90

Os anos 90 começaram de forma bastante tumultuada para a Globo. Além de ainda estar presente a lembrança do debate eleitoral de 1989, afinal Collor – o acusado de favorecimento – havia vencido o pleito, o avanço da concorrência em faixas consideradas prioritárias tornou o início da década amargo. Manchete e SBT foram as responsáveis por tais baques.

A Manchete começou a exibir nos anos 90 a novela “Pantanal”, de autoria de Benedito Ruy Barbosa, seu ex-contratado, com direção de Jayme Monjardim, que também havia mudado de emissora. Repleta de ex-globais no elenco, como Claudio Marzo, Angela Leal, Marcos Palmeira, José de Abreu, entre outros, o folhetim tinha uma proposta diferente da qual a Globo vinha apostando.

“Pantanal” rapidamente se tornou um sucesso, chegando a alcançar a liderança em diversos momentos. A Globo recorreu a estratégias como o esticamento da novela das oito como forma de atenuar a derrota. A liderança de “Pantanal” teve efeitos ainda mais brutais não só por conta de sua produção ter sido tocada por nomes que eram contratados da Globo anos atrás, mas sim pelo fato de a sinopse ter sido apresentada e rejeitada pelo canal. Benedito e Jayme, na mudança de emissora, levaram a ideia para a Manchete.

Apesar do susto, a Manchete jamais veio a produzir outra novela como “Pantanal”. Houve produções de sucesso, como “Xica da Silva” ou até mesmo “Mandacaru”, mas nenhuma com o mesmo porte e superlativos. Ainda na primeira metade dos anos 90 a Globo conseguiu trazer de volta Benedito e Jayme – mais do que nunca com status de estrelas.

Em 1991, “Pantanal” já havia chegado ao fim, mas logo no mês de maio o SBT começou a incomodar a Globo no horário nobre. Em vez de novelas milionárias, com externas e belas paisagens – como a trama da Manchete -, ou gravações na Europa, como a própria Globo fazia com seus folhetins, a emissora de Silvio Santos passou a exibir “Carrossel”, um enlatado produzido pela mexicana Televisa, cujos padrões de qualidade sempre foram questionados, dublado, com elenco desconhecido e gravações quase que concentradas em estúdio.

“Carrossel” começou a tirar pontos de “O Dono do Mundo”, novela das oito da Globo e que contava com os melhores integrantes de seu time de dramaturgia. O folhetim era assinado por Gilberto Braga, com direção de Dennis Carvalho, e atores renomados como Malu Mader, Antonio Fagundes, Glória Pires e Fernanda Montenegro em seu casting. Curiosamente, Gilberto, Dennis, Glória e Fernanda Montenegro mais uma vez disputam com “Carrossel”: “Babilônia”, atual novela das nove da Globo, vai ao ar no mesmo horário que a reprise do remake feito pelo SBT em 2012. No entanto, os parâmetros são outros e apesar do problema de audiência ter se repetido, não há comparação com o contexto dos anos 90.

Em 1995, a Globo teve um grande marco em sua história. Neste ano foi inaugurado o Projac – o Projeto Jacarepaguá, ou a Central Globo de Produção – CGP. O complexo de estúdios é um dos maiores e mais modernos do mundo e foi erguido na Zona Oeste do Rio de Janeiro. São mais de 1,5 milhão de metros quadrados de área, a qual inclui também mata preservada, e mais de 400 mil metros quadrados de área construída. São dez estúdios operantes, os quais são gravadas as novelas, séries e minisséries, além de um espaço à parte onde o “Mais Você” é produzido.

O Projac foi inaugurado para suprir a necessidade da Globo de espaço. Os estúdios do Jardim Botânico não conseguiam mais atender à crescente demanda de produção. Durante alguns anos, a emissora recorreu ao aluguel de estúdios.

Ao longo dos anos 90, a Globo continuou se especializando em coberturas esportivas, como Copa e Olimpíadas. O entretenimento ganhava ainda mais força com a chegada de Fausto Silva, que em 1989 trocou a Band pela Globo. A segunda metade da década foi marcada por uma situação mais confortável: a Manchete, perdida em dívidas, deixava de se posicionar como uma ameaça. O canal foi extinto em 1999 mas desde muito antes deixou de incomodar. A Record e o SBT incomodaram o horário nobre com “Ratinho” e “Márcia” – a chamada era dos telebarracos. De fato não era agradável para a Globo ter a liderança da faixa entre 20h e 22h vulnerável, porém ambos produtos tinham baixa aderência comercial e eram vistos como passageiros – como de fato foram. A repetição de um sucesso como “Pantanal” criado pela dramaturgia da Record ou do SBT teria sido muito mais perigosa para a Globo.

Na mesma década, o canal carioca fez uma das maiores movimentações de toda sua história ao levar Ana Maria Braga, então na Record, Serginho Groisman, Angélica e Jô Soares, do SBT, e Luciano Huck, da Band, em um intervalo inferior a de quatro anos. Os cinco desfalques foram bastante amargos para as respectivas emissoras e mostraram que a Globo, mesmo de uma liderança inabalável, estava de olho em seus concorrentes e no seu próprio projeto de TV para os anos seguintes.

Curiosamente, a maior parte destes contratos foi feita em bases salariais inferiores aos que tais artistas recebiam em suas respectivas casas. A possibilidade de estar na Globo, da vitrine que o canal contava e da possibilidade de fama – e dos frutos financeiros que ela poderia causar – motivou a mudança de emissora ainda que por menos dinheiro.

Também no fim dos anos 90, mais precisamente em 1999, a Globo criou a Globo Internacional, levando seu conteúdo para o mundo. Ainda que suas novelas e séries fossem exportadas, a Globo Internacional tinha como objetivo levar produção totalmente nacional aos brasileiros que viviam fora do país. Tal comunidade já não era pequena naquela época. A lacuna foi percebida pelo canal, que tem milhares de assinantes por todo o mundo.

Anos 2000

A chegada de Ana Maria, Serginho, Angélica, Jô e Huck repaginou a Globo. Eles se uniram a artistas como Xuxa e Faustão, há anos na casa e conhecidos nacionalmente. No entanto, salvo Serginho, que passou a comandar o “Altas Horas” nas madrugadas de sábado, e Jô, no “Programa do Jô” nos fins de noite, o começo dos anos 2000 não foi fácil.

Ana Maria Braga estreou na Globo em outubro de 1999 com o “Mais Você”, uma versão mais refinada, curta e com o suporte da Globo do “Note e Anote”, que comandou durante alguns anos na Record. Ana Maria demorou para se encontrar e para deslanchar. Após o efeito estreia, as derrotas para “Chaves”, no SBT, foram frequentes. Ela então mudou para o fim das manhãs, onde também passou a perder para o “Bom Dia & Cia” e “Eliana”, à época na Record. Ana Maria só veio a se estabilizar quando passou por mais uma mudança e veio a ocupar a faixa das 8h. Ainda assim, a apresentadora foi ameaçada diversas vezes pelo “Fala Brasil”, da Record.

Angélica, desde 96 na Globo, também teve problemas de audiência. O “Angel Mix”, mesmo com seus investimentos, perdia com frequência para os desenhos do SBT. Em 2000, a Globo deu a cartada final para Angélica com “Bambuluá”: um infantil com cidade cenográfica, história similar a de uma novela e protagonizada por crianças. A produção ficou no ar por pouco mais de um ano e não resolveu o problema de liderança do canal.

Luciano Huck, à frente do “Caldeirão do Huck” desde o começo de 2000, foi outro que demorou para emplacar. Sua estreia ocorreu na mesma época em que Raul Gil estava em seu auge na Record. O “Programa Raul Gil” tinha uma liderança inquestionável. No entanto, com o passar do tempo, a Globo retomou a liderança aos sábados e Raul, de um primeiro lugar absoluto, passou a se contentar com a vice-liderança até deixar a Record, em 2005.

Xuxa e Faustão, mesmo já estando na Globo, também não estavam em suas melhores performances. O “Xuxa Park”, voltado para as crianças, saiu do ar em 2001 após um incêndio no Projac. O “Planeta Xuxa”, para os adultos, começou a perder fôlego na virada do ano 2000 diante do crescimento de Gugu Liberato com o “Domingo Legal”. O auditório do SBT também incomodou durante várias semanas o “Domingão do Faustão”, tirando-o da liderança e assumindo o primeiro lugar. A situação era tão crítica que em uma ação inédita a Globo chegou a juntar os logotipos de Xuxa e Faustão em uma edição ao vivo em que ambos estavam no ar.

A Globo tirou o “Planeta Xuxa” do ar em 2002. Faustão continuou no embate e gradativamente voltou à liderança após mudanças profundas. Houve um tempo, inclusive, que o jornalismo da Globo teve forte influência na atração de Fausto Silva. Tal situação, no entanto, não se manteve por muito tempo. O apresentador passou a apostar no que a Globo tinha de melhor: sua infra-estrutura e o elenco de suas novelas, líderes de audiência e que faziam parte do cotidiano do brasileiro.

Como se não bastasse a demora para emplacar os novos contratados e a vice-liderança nas tardes de domingo por diversas ocasiões, a Globo se viu com um problema ainda maior: a “Casa dos Artistas”. Silvio Santos juntou celebridades em uma mansão, ao lado da sua, no luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo, em um formato muito similar ao do “Big Brother Brasil” – adquirido pela Globo. Além de desbancar o “Fantástico”, o confinamento por tabela também incomodou a novela das nove “O Clone”.

A Globo moveu um processo contra o SBT, que chegou a tirar o reality do ar durante alguns dias – ainda que sua produção tivesse sido mantida. A primeira das quatro edições da “Casa dos Artistas” foi vencida por Bárbara Paz, hoje atriz da Globo. O reality foi um grande fenômeno tanto de audiência quanto comercial e de repercussão. Empolgado, o SBT lançou a segunda temporada menos de dois meses após o término da primeira – e a terceira veio num período ainda menor. Os índices de audiência caíram e mesmo com o formato tendo descansado por um período maior – entre a terceira e a quarta temporada – a “Casa” deixou de incomodar.

Na dramaturgia, os anos 2000 foram marcados por grandes sucessos, como “Celebridade”, “Senhora do Destino”, “Mulheres Apaixonadas” e “Belíssima”. Correndo por fora da faixa das 21h, outros fenômenos se fizeram, como “Alma Gêmea” na faixa das 18h e “Da Cor do Pecado” às 19h.

Em 2005, a Globo se viu com mais um problema: o crescimento da Record. Após o sucesso do remake de “A Escrava Isaura”, lançado em 2004, a emissora de Edir Macedo inaugurou um núcleo de novelas no Rio de Janeiro. Vários profissionais foram tirados da emissora carioca a peso de ouro. Liderando o time, veio o diretor Alexandre Avancini – filho do renomado e já falecido Walter Avancini. A Record, de fato, não havia conseguido tirar nenhum nome de primeiro time da Globo, mas apostou nos que tinham sede de crescer.

Tiago Santiago, então colaborador de novelas por praticamente duas décadas, trocou de canal e teve a possibilidade de ser autor titular. Marcílio Moraes e Lauro César Muniz, ex-Globo, também mudaram de canal, embora já não tivessem mais o mesmo prestígio dos anos 80 e 90. Atores como Marcelo Serrado, Lavínia Vlasak, Paloma Duarte e Gabriel Braga Nunes foram as estrelas desta nova era.

A Globo foi obrigada a rever suas estratégias. Uma novela inovadora como “Bang Bang”, com ares de faroeste americano, perdia pontos para a urbana, carioca e clichê “Prova de Amor”. “Vidas Opostas”, pioneira em promover a favela de coadjuvante para protagonista, incomodou a faixa de shows e até mesmo a inovadora “Os Mutantes” chegou a atrapalhar “A Favorita”, fato que acendeu o sinal amarelo, afinal o incômodo às 19h ou às 22h – quando não havia novela na Globo – era menos perigoso que um incômodo às 21h, diante de seu principal produto.

Ainda nos anos 2000, a Globo perdeu vários jornalistas para a Record – além de Ana Paula Padrão para o SBT -. Campeonatos esportivos também passaram a ser inflacionados ou até mesmo perdidos para a concorrente. A Globo, por exemplo, não pôde exibir as Olimpíadas de 2012, afinal os direitos haviam sido adquiridos com exclusividade pela Record.

Em meio a esta rivalidade, o ano de 2007 foi marcado pelo lançamento da TV digital no Brasil. O país passou a contar com um padrão próprio e a Globo começou a apostar em novelas em alta definição, dando maior qualidade de imagem ao telespectador e apostando na nova tecnologia para alavancar suas vendas no exterior. “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva, foi a primeira novela do canal exibida neste padrão e a segunda da história do Brasil – a primeira foi “Dance Dance Dance”, da Band, por uma diferença de aproximadamente 40 minutos.

Apesar do avanço da concorrente, a Globo se manteve na liderança isolada. Nenhum dos problemas que enfrentava com a Record era inédito. A Manchete já havia desafiado a Globo na dramaturgia, nos esportes e no jornalismo. O fim dos anos 2000 mostraram uma Record enfraquecida: as novelas já não tinham o mesmo apelo.

Vale lembrar que no fim dos anos 2000 a Globo conquistou o Emmy de melhor novela com “Caminho das Índias”, de Glória Perez. A trama, junto com “Da Cor do Pecado”, foi um dos maiores sucessos de exportação na história da emissora.

Anos 2010

A segunda década dos anos 2000 vem sendo uma das mais desafiadoras da história da Globo. Ainda que continue tendo concorrentes, as quais em diversos momentos desafiam sua liderança, a emissora passa a lidar com um rival desconhecido: as novas mídias.

Com o aumento da renda e das concorrentes, a TV por assinatura deixou de ser um artigo de luxo e passou a se tornar acessível às classes mais baixas. A internet vem se consolidando cada vez mais e graças a plataformas como o YouTube horários sagrados como o da novela ou do jornal deixam de ser – afinal tudo pode ser visto on-demand: a hora que o telespectador quiser e na plataforma que quiser.

A Globo passou a investir cada vez mais no conceito de segunda tela. A interação com os telespectadores começou a ter uma agilidade jamais antes vista. A programação agora pode ser comentada por todo o país através das redes sociais. Ao mesmo tempo que a grade perdesse sentido, era necessário investir para que o consumidor, ao migrar da TV para a internet, continuasse consumindo da produtos da própria Globo e não de plataformas como o Google, detentor do YouTube, por exemplo.

A mudança do Brasil, como um todo, também passou a ser alvo de estudos internos e produtos foram criados pensando no novo telespectador. Dois dos maiores sucessos desta década são frutos dessa nova perspectiva. “Cheias de Charme” inovou ao abordar o universo das empregadas domésticas, que antes se limitavam a papéis de figuração, e também permitiu que o telespectador transitasse tanto pela TV quanto pela internet, através da exibição de clipes ou de outras novidades.

Já “Avenida Brasil” inverteu a ordem das novelas: o subúrbio passou a ser o principal cenário enquanto a Zona Sul do Rio de Janeiro foi reduzida a um dos núcleos. O resultado foi uma novela de altíssimos índices de audiência e repercussão,  com faturamento de mais de US$ 1 bilhão e ostentando o título de trama mais exportada da história da Globo.

Ainda na dramaturgia, os últimos cinco anos foram marcados por várias mudanças. Autores consagrados passaram a dividir – ou até mesmo a ceder espaço – para os mais novos. Antonio Calmon, Carlos Lombardi e Manoel Carlos, por exemplo, já não detêm do mesmo poder de antes. Calmon não emplaca uma novela há seis anos – a última foi “Três Irmãs”. Carlos Lombardi deixou a Globo em 2012 após ter “Pé na Jaca”, de 2007, como sua última novela – e migrou para a Record. Já Manoel Carlos, com idade avançada, não empolgou com “Em Família”.

Nesta mesma proporção, autores novatos como Elizabeth Jhin, Licia Manzo, Filipe Miguez, Izabel de Oliveira, João Ximens Braga, Daniel Ortiz, Claudia Lage, Rosana Svartman, Paulo Halm e Maurício Gyboski ganham espaço e produções solo.

Um dos maiores marcos da Globo desta primeira metade da década foi a Copa do Mundo de 2014. Embora todas as Copas sejam extremamente importantes para o canal, o fato desta ter ocorrido no Brasil exigiu uma operação ainda maior e mais investimentos, principalmente fora do eixo Rio-São Paulo. O evento esportivo se une ao amadurecimento da TV em alta definição, hoje presente nas maiores cidades do Brasil, e do avanço das plataformas digitais como principais acontecimentos dos últimos cinco anos.

NaTelinha

Globo 50 anos: O crescimento da emissora ao longo das décadas

A Rede Globo, maior emissora de televisão do Brasil, da América Latina e uma das cinco maiores do mundo, comemora no próximo dia 26 seu aniversário de 50 anos.

Líder de audiência incontestável, em todos os horários, faixas, praças e nos principais indicadores de interesse do mercado comercial, a emissora foi fundada por Roberto Marinho – falecido em 2003 -, e faz parte do cotidiano de mais de 150 milhões de brasileiros todos dos dias através de suas novelas, jornalísticos, atrações esportivas ou de entretenimento.

Para comemorar esta marca, o NaTelinha prepara uma série de reportagens que irão retomar os principais momentos da Globo ao longo destes 50 anos. No decorrer do mês de abril, cada semana terá uma abordagem: crescimento como um todo, novelas, jornais, esportes e entretenimento.

Anos 60

Ainda que fundada em 1965, a Globo tem uma pré-história de pelo menos mais 15 anos. Foi no início dos anos 50 em que a Rádio Globo, também fundada por Roberto Marinho e com suas transmissões iniciadas em 1944, ingressou com um pedido de concessão para TV. Tal liberação só veio a ocorrer no fim dos anos 50, para inauguração em 1965.

A Globo não foi pioneira na TV no Brasil. Em 1965, por exemplo, a TV Excelsior já estava em operação, ainda que em tempos não muito confortáveis. A TV Tupi, existente desde 1950; a TV Cultura, de 1960; e a TV Record, de 1953, já estavam no mercado. Shows, jornais, humorísticos e novelas, por exemplo, não eram novidades, ainda que a forma pela qual a Globo trabalhasse tais pilares tenha sido um diferencial para levá-la à liderança de audiência.

Sediada no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro do Jardim Botânico, a Globo abriu sua grade com o infantil “Uni Duni Tê”. Logo no mesmo dia em que foi inaugurada, a emissora também estreou sua primeira novela – “Ilusões Perdidas”. O texto foi assinado por Enia Petri. Estavam no elenco nomes que até hoje são contratados do canal, como Reginaldo Faria e Osmar Prado. Leila Diniz, Norma Blum e Emiliano Queiroz eram outros dos atores de destaque. O jornalismo, por sua vez, era representado pelo “Tele Globo”, que anos mais tarde cederia espaço ao “Jornal Nacional”.

Um dos primeiros marcos da Globo como emissora de TV se deu em janeiro de 1966, quando uma chuva castigou o Rio de Janeiro, deixando mais de 100 mortos e cerca de 20 mil desabrigados. O canal realizou uma cobertura ao vivo, mobilizando repórteres e colaboradores, além de ter trabalhado para arrecadar donativos.

Os últimos anos da década de 60 foram marcados pela chegada a São Paulo, por meio da compra da TV Paulista, e Belo Horizonte, além do “Jornal Nacional” – o primeiro informativo exibido em rede nacional. Na época, a veiculação ocorria às 19h45 – 45 minutos antes dos dias atuais. Cid Moreira, até hoje contratado da Globo, e Hilton Gomes foram os primeiros âncoras.

Outro fato marcante nos anos 60 da Globo foi a suposta participação da empresa norte-americana Time Life nas ações da emissora, o que é considerado ilegal pela Constituição Brasileira. Na nossa legislação, é vedada a participação de capital estrangeiro na gestão ou na propriedade de empresas de comunicação daqui.

Dois meses após a inauguração da Globo, Carlos Lacerda denunciou o canal pelas supostas ligações com o grupo estrangeiro. Houve inclusive campanhas, as quais partiram também de grupos de comunicação concorrentes. Um processo foi instaurado no mesmo ano para que o caso fosse investigado. Uma CPI chegou a ser solicitada e Roberto Marinho, na condição de presidente das Organizações Globo, teve que depor.

Na época, Marinho relatou que sempre respeitou a legislação e explicou que a Globo possuía dois tipos de contratos com a Time-Life: um de assistência técnica e uma conta de participação.

Foi explicado que, devido à falta de know-how e inexperiência que a Globo tinha em seus primórdios, a NBC e a Time-Life procuraram o canal para uma espécie de consultoria. A Time-Life foi a empresa escolhida e os dois contratos foram firmados: o de assistência técnica e o segundo de participação, o qual foi justificado como um contrato de join-venture – uma associação de empresas não definitiva, mas sem conceder direitos de direção ou propriedade. O contrato de participação, no entanto, nunca chegou a entrar em vigor segundo Marinho. O único acordo que, de fato, se praticou foi o de assistência técnica.

Em 1967, por fim, ficou esclarecido que não havia sociedade alguma entre a Globo e a Time-Life. A emissora carioca finalmente foi legalizada. Ainda assim, Roberto Marinho decidiu por extinguir o contrato de assistência técnica e ressarciu a Time-Life pelos valores desembolsados. Tal rompimento exigiu de Marinho uma série de empréstimos em bancos nacionais e a penhora de todos os seus bens pessoais.

Anos 70

No ano de 1974, o “Jornal Nacional” começou a ser transmitido em cores. Ainda no mesmo ano, Roberto Carlos ganhou seu primeiro especial de fim de ano – tradição a qual se mantém até os dias atuais. Os anos 70, como um todo, foram marcados por avanços tecnológicos que permitiram que a Globo pudesse exibir sua programação simultaneamente para todo o país. Novos jornalísticos, como o “Hoje”, “Fantástico” e “Globo Repórter”, foram criados. Os três seguem no ar até hoje, atravessando gerações e com uma sólida identificação com o telespectador brasileiro.

Também foi nos anos 70 em que a Globo começou a desenhar seu padrão de qualidade e sua grade de programação como um modelo único e que se manteria no ar por décadas e décadas. O famoso “sanduíche” marcado por novela seguida de jornal, outra novela, mais um jornal e por fim outra novela – sendo esta última a das “oito” -, foi implantado naquela época e se mantém atualmente. Por mais que as novelas e que os próprios jornais tenham mudado e que seus horários também tenham sofrido alterações, as quais foram alinhadas com as mudanças de comportamento do telespectador brasileiro, o tal desenho de programação jamais foi alterado.

A profissionalização da Globo foi ainda mais marcante nas novelas. No fim dos anos 60, por exemplo, Janete Clair (foto/acima) estreou “Sangue e Areia”, com direção de Daniel Filho – que também até hoje é ligado ao canal, ainda que tenha optado por ter sua própria produtora e não seja mais tão atuante como foi nesta época. Janete despontou como uma das principais autoras de novelas do Brasil.

Os anos 70 foram responsáveis por revelar ou projetar a carreira de vários outros nomes, como os autores Walther Negrão, Lauro César Muniz, Benedito Ruy Barbosa e Gilberto Braga – hoje autor de “Babilônia” -, diretores como Herval Rossano, Walter Avancini, Dennis Carvalho, Reynaldo Boury, Gonzaga Blota, e atores como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Juca de Oliveira, Nívea Maria, Ary Fontoura, Francisco Cuoco, Elizabeth Savalla, Tony Ramos, Lima Duarte e Milton Gonçalves  – todos ainda na Globo.

O famoso logotipo da emissora, com uma esfera menor dentro de um retângulo, que por sua vez está inserido em outra esfera, também é um legado dos anos 70. Tal identidade foi criada em 1975 e foi modificada dezenas de vezes de lá para cá, mas nunca deixando de representar tal conceito.

Por fim, um fator pouco lembrado mas que faz parte da memória da Globo – e em específico entre os anos 60 e 70 -, foi a presença de Silvio Santos na grade. Silvio trabalhava para a TV Paulista, porém com a aquisição feita pela Globo, migrou para o canal que viria a ser seu concorrente anos depois. O sistema de pagamentos era como uma locação de horário, algo que é comum até hoje.

Silvio sorteava prêmios, móveis, eletrodomésticos e fazia sucesso com uma atração dominical. No entanto, com a implantação do famoso padrão de qualidade, o animador perdeu força e sua presença na grade deixou de ser bem vista. Ele inclusive chegou a trabalhar diretamente para Roberto Marinho, mas anos mais tarde deixou a emissora e fundou o SBT.

Anos 80

Os anos 80 foram marcados pela consolidação da Globo como líder de audiência. A maioria de suas concorrentes dos anos 60 haviam desaparecido ou perdido força, como a Excelsior, Tupi e a própria Record. A chegada do SBT e o fortalecimento da Manchete, por outro lado, não permitiram que o canal se acomodasse por completo.

O SBT, inaugurado em 1981, não se apresentava como um concorrente direto, afinal Silvio Santos não tinha o desejo de ingressar no mercado em que a Globo havia se fortalecido – como novelas, esportes e jornalismo. Silvio, por outro lado, atuou forte na importação de formatos e conteúdos do exterior – prática a qual se mantém até hoje. O SBT, por diversas vezes, desbancou a Globo com produtos os quais ela jamais exibiria por conta de seu padrão de qualidade.

A flexibilidade da programação do SBT permitia que Silvio ousasse e surpreendesse, ainda que seu foco fosse em programas de auditório e nos famosos enlatados.

A Manchete, por outro lado, foi inaugurada em 1983 e, ainda que nunca tivesse se posicionado como uma ameaça real à Globo, foi a que mais incomodou. Foram nos anos 80 que diretores como Jayme Monjardim, Herval Rossano, e autores como Manoel Carlos, Glória Perez e Benedito Ruy Barbosa trocaram de canal e ingressaram na concorrente, que planejava implantar um núcleo de dramaturgia à altura da emissora da família Marinho.

Apesar das ameaças, a Globo tinha a seu favor uma rede de filiadas e afiliadas sólida e crescente. Seu time artístico também estava fortalecido. Apesar das baixas, o canal ainda tinha na dramaturgia autores como Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Janete Clair, Dias Gomes e diretores como Walter Avancini, Dennis Carvalho e Roberto Talma. Em paralelo a isso, uma nova safra de nomes na dramaturgia começava a surgir, como o diretor Ricardo Waddington, que com apenas 25 anos começou a dirigir novelas e hoje é um dos mais influentes e importante diretores da dramaturgia.

A Globo também passou a se profissionalizar na cobertura de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 1982 e de 1986, e nas Olimpíadas de 80, 84 e 88.

Também foi nos anos 80 que a Globo, devido ao seu porte, começou a sofrer por conta do que havia se tornado. A associação feita pela sociedade ao canal ser ligado à Ditadura, por exemplo, ficou extremamente evidente nas Diretas Já.

Manifestações ocorriam por todo o Brasil pedindo pelo voto direto, porém a cobertura da Globo não estava à altura da proporção que a causa exigia. Havia cobertura nos jornais locais, mas Roberto Marinho vetou que jornais de rede abordassem a ida do povo às ruas.

A Globo se defendeu alegando que na época era muito forte a pressão de ministros e generais. O governo militar exigia que a emissora ignorasse as manifestações sob pena de cancelamento da concessão.

Outro fato que, de certa forma, também abalou a credibilidade da Globo foi o debate entre Collor e Lula na primeira eleição presidencial de voto direto após 29 anos. A emissora foi acusada de favorecer Collor e uma ação chegou a ser movida no TSE, o Tribunal Superior Eleitoral. A revolta havia sido tamanha que atores da Globo chegaram a se unir a demais manifestantes em um protesto realizado na frente da sede da TV. Desde lá, a Globo mudou a forma de produção e exibição de debates eleitorais, eliminando qualquer possibilidade de edição no reaproveitamento do conteúdo nos noticiários.

A história da emissora nos anos 90, 2000 e 2010 você confere nesta quarta-feira (08) aqui no NaTelinha. Fique ligado!

 

 NaTelinha

Karine Alves e Lívia Nepomuceno falam de carreira e programa no Fox Sports

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Duas mulheres que são representantes claras da nova geração do jornalismo esportivo e que provam que futebol também é lugar para elas. É assim que dá pra definir as jornalistas Karine Alves e Lívia Nepomuceno, apresentadoras de “O Melhor do Fox Sports”, que vai ao ar no Fox Sports 2 e é um dos grandes sucessos da emissora atualmente. A atração é exibida de segunda a sexta, das 15h30 às 17h e tem elevado os números do canal esportivo.

Karine e Lívia ainda estão começando. A primeira já havia trabalhado no Rio Grande do Sul, na RBS/Globo, e está na Fox desde seu início, em 2012. Já Lívia é a caçula do canal, e chegou no início do ano, onde se destacou na cobertura da Copa do Mundo de 2014.

Nesta entrevista exclusiva para o NaTelinha, feita na sede do Fox Sports em São Paulo, Karine e Lívia falam dos desafios de comandar um programa à tarde, sobre o momento atual da emissora e também sobre a participação delas na produção de “O Melhor do Fox Sports”.

Confira os melhores momentos da entrevista:

NaTelinha – Meninas, qual é o principal desafio de apresentar um programa esportivo à tarde, num horário que vocês não têm tanta concorrência, se comparado ao horário do meio-dia? Como vocês encaram isso?

Karine Alves (foto/esquerda) É um horário mais tranquilo, mas ao mesmo tempo, como é no horário da tarde, a gente não quer só trazer o jogo, a gente não quer só levar isso pro programa. A gente quer levar isso e outras informações. A gente quer levar Instagram do jogador, redes sociais, quer conversar com as pessoas pelo Facebook, a gente quer trazer o público pra gente, mas também levar o lado B da informação. Por exemplo: o Palmeiras quase foi rebaixado. Hoje, vamos trazer um convidado para falar melhor disso.

Lívia Nepomuceno – Engraçado que você falou que a concorrência não é tão forte como no horário do “Fox Sports Rádio”, mas acho que a nossa concorrência é até diferente. Porque a tarde é o público que vai da mulher até o adolescente, e tem filme, tem novela, tem programa de interatividade, o leque é entretenimento e o leque abre demais. Então, a gente tem que captar o que a molecada gosta hoje em dia, que é essa coisa de rápido, de ser dinâmico. A redes sociais bombando e a gente traz as rede sociais. A molecada está no Twitter, no Facebook e a gente usa justamente pra deixar o programa mais dinâmico, porque o horário da tarde tem filme em um canal, novela no outro, programa feminino no outro, então a gente tem que trazer essa leveza da tarde, de um jeito dinâmico, para entreter o nosso público.

NaTelinha – Até porque, o público da tarde é meio que uma incógnita, você não sabe exatamente o que ele é…

Karine Alves – Quem tá em casa, e a gente sabe, tá lá no seu sofá, relaxando depois do almoço, e a gente tenta levar essa coisa descontraída. Muita gente diz pra nós assim: “nossa, parece que vocês estão na sala da minha casa”. É isso que a gente quer. Não é aquela coisa de ler o teleprompter, a gente descontrai, a gente improvisa, muitas vezes falamos algo que não está no roteiro. São coisas nossas pra levar aquela coisa mais humana para o programa.

NaTelinha – Vocês são mulheres, e há algum tempo havia esse estigma de que o jornalismo esportivo era um meio muito masculino, principalmente nos anos 70 e 80. Como vocês veem este antigo estigma quebrado?

Karine Alves – Acho que não é o fato de ser mulher, hoje, na nossa realidade, é o fato de ter competência. Nós duas, por exemplo, nos envolvemos totalmente na produção do programa, não chegamos lá e só apresentamos. Por exemplo: Campeonato Inglês. A gente vê os gols, quem fez os gols e damos ideias para os editores. É um grupo, seja homem ou mulher, só muda a idade. Mas a questão de conhecimento, de intelecto, a gente acompanha tudo da mesma forma. A gente traz sugestões, mas também aceita sugestões. Essa questão de mulher que acompanha futebol ou esportes que muitas pessoas ainda alimentam, pelo menos aqui na Fox, a gente não sente.

Lívia Nepomuceno (foto/acima)Até porque, a mulher gosta de esportes. A mulher pratica esporte. A mulher assiste esporte. Se você ver algum campeonato no fim de semana, vai ter várias mulheres na arquibancada. Então, isso acabou se tornando normal. Virou uma coisa normal. A gente sabe do que faz, a gente sabe do que está falando. Então, por que a gente não pode estar fazendo também? Então, assim, muitas pessoas questionam, já foi pior, hoje em dia está mais fácil, está aumentando a cada dia e a gente acha isso ótimo.

Karine Alves – Ainda sobre isso, acho que não é a questão de ser mulher, acho que o toque feminino é que faz diferença. Na hora do programa, a gente brinca: “Ah, tô fazendo um tricô aqui com a Lívia”, pra dizer que estamos conversando e tal. É uma brincadeira, lógico, mas é uma linguagem que o homem entende, que a mulher entende, que a molecada entende e que nenhum homem vai trazer, ou vai trazer de uma outra forma.

NaTelinha – Em quem vocês se inspiraram para serem jornalistas?

Lívia Nepomuceno – Ah, foi uma coisa muito engraçada, no meu caso…

NaTelinha – Você foi miss, não é, Lívia?

Lívia Nepomuceno – Sim, eu fui miss. (risos) Eu fui miss, mas sempre fui uma pessoa muito do esporte. Eu treinava volêi, eu treinava jiu jitsu, eu gostava de assistir futebol, de assistir corrida com o meu pai no domingo. Minha grande paixão, meu motivo para vir trabalhar com esporte, foi a minha paixão por esporte. Quando eu estudava de manhã e o pessoal queria dar um “rolê” depois, dava 11h30, 12h, eu falava que tinha que ir embora, que tinha marcado algo com minha mãe, mas eu ia para casa ver a prévia e o pós da rodada do fim de semana, as matérias que eles bolavam, a forma que os jornalistas contavam as histórias do fim de semana, o enredo, a narração do final do Campeonato Carioca, de um Flamengo e Vasco, essas coisas me cativavam. É estar na rua, é procurar notícias para estar sempre lendo, é se juntar para ver a corrida, isso tudo me influenciou a escolher minha profissão, o simples fato de gostar do esporte. Isso que me trouxe a paixão pelo esporte.

Karine Alves – O caminho dela, ouvindo aqui, é meio parecido com o que eu fiz. (risos) Claro, queria ser jornalista, me tornei jornalista, mas eu não comecei pelo futebol, comecei com esportes olímpicos. Então, fui experimentando muito, fazendo muita matéria participativa, quando eu ainda trabalhava no Rio Grande do Sul. Eu fui gostando disso, eu sempre fui muito curiosa. Eu fui gostando do formato, da linguagem, do diferente. Eu prestava atenção em todos os repórteres, para aprender. E aqui na Fox, no dia a dia, a gente acaba aprendendo com nossos colegas, com o Osvaldo Paschoal, com o Mauro Beting, que é monstro, com o futebol na carreira, né, claro, mas eu sempre gostei de prestar a atenção na linguagem, eu sempre gostei de ver para aprender a misturar essa coisa de entretenimento com informação. Sempre busquei isso na minha carreira, por isso a gente fica tão feliz em vir trabalhar com o que a gente gosta.

Lívia Nepomuceno – A Karine citou o Osvaldo e o Mauro. Imagina como é pra gente, que via essa turma no sofá de casa e agora trabalha com eles, numa emissora do peso da Fox? Desculpa, mas o Mauro Beting é meu parceiro de trabalho! O Paschoal, que é uma pessoa super querida, super competente no que faz, é meu parceiro! É um prazer enorme, trabalhar na emissora que a gente trabalha, com o peso da Fox, com a estrutura que tem e trabalhar com essas caras que a gente vê desde o berço.

Karine Alves – E é legal que a gente conversa com eles. Vamos supor: estamos conversando sobre o rebaixamento do Palmeiras. A gente pede a visão do Mauro, ouve o que ele tem a dizer como jornalista e como torcedor também, porque ele é palmeirense, a visão dele de um cara brincalhão e a gente vai aprendendo, observando. O Paschoal na Copa, por exemplo, a gente fez alguns programas com ele algumas vezes e nós aprendemos tanto, porque ele já cobriu Copa tantas vezes. Copa do Mundo era a minha primeira e ele me ajudou muito.

Lívia Nepomuceno – Na Copa, eu dividi bancada muito com o Flávio Gomes, que é um cara super culto, que entende muito. Tem o gênio dele, mas o que ele falou é ponta firme, eu assino embaixo. Mesmo com a experiência que eles tem, eles abrem o leque para os mais novos e aprendem também, falam: “olha, não tinha pensado nessa visão”. Então, é uma experiência muito boa.

Karine Alves – Aqui é uma coisa meio familiar, né? De verdade. Se entrar o Mauro Beting aqui, já senta, já brinca, já descontrai. Não tem esse negócio de você aqui, eu ali. Se quiser ligar, pode ligar, eles dão muita abertura, eles se dão muita abertura. Na época de lançamento do canal, era todo mundo no camarim se arrumando, um ajudando o outro e tal.


Foto: NaTelinha

NaTelinha – A Karine tá desde o início, não é? A Lívia é mais caçula….

Karine Alves – Sim, eu entrei aqui seis meses depois do início, em 2012. Sou da segunda leva.

Lívia Nepomuceno – E eu sou a caçula. Eu cheguei aos 45 do segundo tempo. Eu fechei com a Fox no final do ano passado, comecei a trabalhar em janeiro e tem sido um ano mágico. Como eu falei: trabalhar na Fox, numa empresa respeitada, que se vende onde ela passa, trabalhar com pessoas como Mauro Beting, Osvaldo Paschoal, Benjamin Back, Renata Cordeiro, pessoas que estão no meio há muito tempo, peguei o ano em que o Brasil recebeu a Copa no quintal de casa, que não terminou muito bem, mas faz parte, né? No meu primeiro ano, trabalhando, eu fiz uma Copa do Mundo no Brasil, trabalhando, de segunda a segunda, passei meu aniversário dentro da Fox. Eu lembro que no dia do meu aniversário, falaram que eu podia folgar, e eu falei “não!”. Eu queria trabalhar, eu queria mostrar a Copa no meu país. Uma final de Copa no Maracanã? Quantos anos esperamos por isso de novo? Reviver uma história como essa foi incrível. E o programa é um programa que me identifico, eu me identifico com a Karine. Então, você ter uma parceria, ter um programa ao vivo diário, trabalhar na Copa… Eu só tenho a agradecer. Eu amo o que faço, eu não tenho do que reclamar.

NaTelinha – Você estava no Rio e veio para São Paulo, não é, Karine?

Karine Alves – Isso. Eu sou de Porto Alegre e fui chamada pro Rio. Fiquei lá quase dois anos, comecei como repórter, após fui apresentar jornal, depois como eu era meio louquinha, meio cara de pau, eu fui fazer o “Parada Fox” e com a exposição, surgiu esse projeto para vir para São Paulo fazer o programa, que era uma coisa mais descontraída. A Lívia, o Ricardo Martins e eu. O Ricardo acabou indo para outro projeto, mas já tinha essa coisa, essa identidade de ser mais descontraída, de misturar essa coisa de jornalismo e entretenimento. Fica mais descontraído, mais agradável, né? Eu me sinto mais Karine. A gente se sente muito Karine e Lívia no ar. As mesas que ficam trocando WhatsApp durante o jogo rolando. Isso eu acho que a gente preza muito, essa coisa da personalidade. A gente veio de caminhos diferentes, como você viu. Ela foi miss e eu vim de um outro berço lá no Sul, passei por outra empresa, até chegar na apresentação do que eu queria. A gente se complementou.

NaTelinha – Tem aquele estigma de que TV fechada não se preocupa com audiência. Se preocupa ou não?

Lívia Nepomuceno – Isso é lenda. Qual é o objetivo de se preocupar com a audiência? É você saber que o programa está dando certo, se está no foco, se está no rumo certo, se é isso mesmo. Se não for, vamos rever os conceitos, então eu tenho isso como lenda. Você tem que se preocupar com o seu produto, com o que o seu público quer. Você tem que olhar os números e ver qual é o rumo, ver qual dia foi bem, falar que esse dia foi bem ou não.

Karine Alves – Até porque, a gente trabalha para o público. Então, a gente quer agradar, informar mais, satisfazer o desejo daquele telespectador. Por exemplo: vamos seguir por esse caminho de trazer coisa mais alternativa, de história de fora do gramado? As pessoas estão gostando? Nosso programa é uma revista eletrônica, não é um telejornal. E na revista, a gente circula por tudo. Quantos eventos tem a Fox? WWE, Campeonato Inglês, Campeonato Italiano… Então tem um leque gigantesco e a gente precisa trazer aquilo. E para saber se o pessoal está gostando, a gente precisa estar ligado nos números.

NaTelinha – Mas não é uma paranoia, como algumas vezes é na TV aberta, não é?

Karine Alves – Claro, é diferente. E qual seria a outra razão? A gente se preocupa para trazer o melhor para aquelas pessoas. Como a Lívia falou, a gente tem uma gama gigante de público: o idoso, a criança, o adolescente… Quando eu fazia o “Parada Fox”, eu ia entrevistar o idoso e ele virava criança. (risos) É bem isso. Eu perguntava e todos respondiam com a mesma alegria. Então por que a gente não pode atingir todos com a mesma linguagem?

Lívia Nepomuceno – Existe o cuidado com a audiência, mas deixa a neura para as outras. (risos)

Karine Alves – Olha a quantidade de eventos da Fox. WWE que bomba pra caramba, por exemplo, campeonatos de futebol exclusivos… Então, para que se preocupar? (risos)

 

NaTelinha

Apresentador do “Domingo Show”, Geraldo Luís diz: “não queria o domingo”

Geraldo falou sobre sucesso do programa, esclareceu boato sobre proposta de R$ 1 milhão do SBT e disse que não lê as críticas que recebe

Apresentador do

Fotos: Divulgação/TV Record

No ar desde o dia 23 de março na Record, o “Domingo Show” de Geraldo Luís vem alcançando o segundo lugar isolado de audiência na Grande SP, com 869 minutos acumulados na liderança.

Em entrevista exclusiva concedida ao NaTelinha por telefone, na tarde desta segunda-feira (21), o apresentador falou sobre o sucesso que vem alcançando.

Geraldo relembrou seus tempos de “Balanço Geral” e comentou que inicialmente não queria comandar um programa aos domingos: “Não queria ir para o domingo, por causa da minha estabilidade do jornalismo no Balanço Geral”.

Mas agora que está em um dia desejado por tanta gente, pretende trabalhar para se manter. “Está muito gostoso aos domingos”, diz.

Ainda na entrevista, o apresentador falou sobre as críticas que recebe: “Não leio absolutamente nada”.

E comentou sobre a notícia de que teria recebido uma proposta de R$ 1 milhão para se transferir para o SBT: “Tem gente que fabrica e gosta de colocar o tempero da maldade”.

Na conversa, Geraldo Luís também fala sobre suas formas de trabalhar, preferências, exemplos como profissional e muito mais.

Confira na íntegra:

NaTelinha – Você comandava o “Balanço Geral” para SP, quando recebeu o convite para assumir um programa dominical. Como foi?

Geraldo Luís – Não esperava porque eu estava super feliz no “Balanço”. Com uma audiência consolidada, no horário do almoço. Eu me sentia muito bem desde o começo. Fui contratado para fazer o “Balanço Geral”, na época deu muito certo, uma grande audiência em 2007. Fui para o horário do almoço, voltei para de manhã e fui para fazer o horário de almoço. Eu estava muito contente, não esperava esse convite para o domingo.

Quando começou aquele rodízio de apresentadores, que estava a Galisteu, todo mundo… Achei que ia cumprir, me falaram para fazer um (“Domingo da Gente”). E foi gravado, ficou bom. Depois a Record pediu para que fizesse ao vivo, porque o gravado não valeu, aí falei que tudo bem.

Fiz o ao vivo, deu audiência, voltei a fazer o “Balanço” normal e veio o convite. Fiquei surpreso. Não queria ir para o domingo, porque a estabilidade minha do jornalismo no “Balanço”… Eu estava tranquilo. Você sai do semanal para ir para uma responsabilidade gigante, sai do local para ir para o nacional, o domingo que é um dia diferente de fazer televisão. Um dia de grandes apresentadores. E sempre falo que o domingo tem dono. O dono do domingo é o Silvio Santos. O SBT tem tradição de programas aos domingos. A Record até então… A Record está lutando por essa tradição. Estou tranquilo porque entramos em acordo para que o núcleo de jornalismo me coordenasse, me dirigisse e me deu uma tranquilidade.

NaTelinha – No ar desde março, o “Domingo Show” é sempre vice-líder e acumula mais de 800 minutos de liderança. Como você vê isso?

Geraldo Luís – Algumas pessoas quando falam que ganham da Globo, falam dando risada, eu não. Para mim ganhar da Globo é uma responsabilidade, é uma honra. Eu respeito todos os meus concorrentes. Portioli está há 20 anos no SBT, a Eliana tem um público muito grande… Eu pego o “Esporte Espetacular”, Regina Casé, filmes e o “Domingo Show” que é um programa tão recente tem uma resposta tão rápida.

Eu estreio a cada domingo. Todo domingo pra mim é uma estreia. Televisão é habito. Você tem que criar o hábito das pessoas em ligarem a TV, para as pessoas se acostumarem. Essa resposta rápida da audiência só me dá mais responsabilidade. Mas isso não me ilude. Tenho total pé no chão. Estou preparado pra um dia ver que o “Domingo Show” perdeu. Tem domingo que fazemos uma grande reportagem e é o público que define… Estou tendo sorte e consequência de trabalho. Estou viajando semana sim, semana não.

Esses 800 e poucos minutos de liderança à frente da principal emissora no país demonstra que estamos no caminho certo. Claro, a gente sempre tenta fazer um domingo diferente do outro. São quatro horas de programa ao vivo. Jamais faria um programa gravado, nem na Globo, Record, SBT… Jamais faria gravado. Apresentador que faz gravado, no ao vivo apanha depois. Tem apresentador que só faz gravado e se fizer ao vivo, fica perdido.

Estou muito feliz com essa resposta tão rápida do Brasil e do público. O programa está engatinhando. Tem só quatro meses, é novo demais. É a consequência de um trabalho. A maioria do meu pessoal é de gente que faz programa popular, ex-diretor de “Balanço Geral”, editor… Pra fazer plano sequência é difícil. Para pegar um editor, que edita uma matéria, sonoriza uma reportagem dando sequência, onde tem história, tem emoção…

O grande segredo do “Domingo Show” é que não temos vergonha de falar com o povo. São histórias simples, como essa do pianista ex-morador de rua. Não existe truque, viagens internacionais, nada. É uma produção barata que funciona. Porque é simples. O povo é simples. Se inventar demais… É um bolo de fubá no máximo com uma cerejinha em cima. Não inventa de botar glacê em cima que fica chato e falam que o Geraldo está ficando fresco.

NaTelinha – Você segue o Ibope em realtime enquanto apresenta o programa?

Geraldo Luís – Tempo real. Minuto a minuto. Não tem como, porque hoje, infelizmente, todos nós… Fausto Silva, Rodrigo Faro, Silvio Santos… Somos números. E essa instantaneidade televisiva que o domingo exige. E estamos ao vivo. Começamos às 11 horas, tem que colocar a turbina e o boing no ar. Essa questão da audiência… Às vezes estamos com bom material, mas está dando 5 ou 6 pontos. 6 ou 7 pontos no domingo é ponto pra dedéu. Esse domingo deu pico de 11,4. Essa resposta, esse número, ele me acelera e nos impulsiona a ver que o sucesso só é consequência do trabalho em equipe. Estamos no caminho certo. Não podemos achar que estamos acima de Globo ou SBT. O apresentador que pensa assim, um dia cai.

O realtime me orienta. Eu pego esses números como orientação para saber se aquilo está agradando. Se tal matéria é boa para o horário. Podemos errar, mas no “Domingo Show” não vai ter rotina. Estamos preparando novos quadros para começar um novo formato de abertura, para não ficar aquela coisa previsível. A questão da internet mudou. O telespectador se tornou internauta. Meu maior concorrente é o internauta. Na palma da mão, você me desliga.

A televisão perde para a internet e quem não acompanhar isso aí, vai ficar para trás. Se não tornar a coisa mais simples e ágil… A própria Globo está revendo seus conceitos. A questão da Fátima Bernardes, ninguém imaginou ela dançando Lepo-lepo e Beijinho no Ombro. Botou ela lá, tornou ela popular. É uma mudança necessária. E a Record tem sido o calcanhar de aquiles nisso. Como temos uma suavidade de mudar as coisas no ar… Se a gente errar, na próxima a gente não erra, a gente acerta.
NaTelinha – Você acompanha as críticas que a atração sofre desde a estreia, como por exemplo quando a chamam de “sensacionalista”?

Geraldo Luís – Não, nada. Não leio. Respeito vocês, o que escrevem. Hoje eu entendo. No começo, quando fui contratado pela Record, vi uma reportagem no jornal principal do país falando bem de mim. Achei o máximo. Um mês depois saiu uma notinha em 2007 em outro jornal, uma notinha de três linhas, quase morri. Vomitei, passei mal… Eu faço televisão, e vocês escrevem sobre televisão. E você tem o direito de achar meu programa ruim. Não leio absolutamente nada. É óbvio que chega alguma coisa, dizendo que alguém criticou ou falou coisa boa. Aceito as críticas, porque televisão é muito difícil de fazer.

Uma coisa que eu faço é ouvir as pessoas na rua. Os frentistas pra mim são meus melhores pauteiros. “Ah, aquela matéria lá ficou boa”, “Aquela não ficou”… Criei esse vínculo com o povo. É para ele que eu trabalho. Se eu me importasse com críticas, estaria em Limeira (interior de SP) lavando defunto. Hoje eu entendo (o trabalho do crítico), mas não gosto quando inventam, eu atendo todo mundo. Eu só brigo pelo respeito profissional. Posso até errar, mas sou um profissional tentando acertar.

NaTelinha – Tem algum formato que você mais gosta de fazer no “Domingo Show”?

Geraldo Luís – Eu gosto de rua. Minha redação é a rua. Tem apresentador que é de estúdio, eu respeito. Eu, se pudesse, sonho, tenho tesão, que a Record um dia me dê um caminhão palco. Que deem mais dinheiro pro “Domingo Show”, que venda o “Domingo Show”, que venha patrocinador… O que eu queria? Nunca falei isso, estou falando pela primeira vez, eu queria um caminhão palco. Sempre tem uma desculpa, mas eu tenho esse desejo de fazer isso na Record.

O ‘tchan’ do “Balanço Geral” era o Geraldo nas ruas. No “Domingo Show”, as reportagens especiais. Toda semana eu vou buscando matérias especiais. É a alma do “Domingo Show”, são as matérias de ruas que eu faço.
NaTelinha – Você tem um desejo de entrevistar alguém no quadro “Roleta da Morte”?

Geraldo Luís – Gostaria. Tentei várias pessoas. Gostaria de ter Pelé, o ex-presidente Lula. Tem tanta gente interessante… Gostaria de ter a Xuxa, pedi ao vivo, sei que é da Globo. O Pelé seria interessante. Tem gente muito bacana que tem história. Já falaram um monte de artista pra mim e eu vetei. Tem que ter história. Qual é a história dele? Tem que ter identificação com o povo. O Pelé é um sonho.

NaTelinha – Qual a sua participação nas pautas do “Domingo Show”, na decisão do que vai pro ar?

Geraldo Luís – 102%. Acompanho tudo. Exatamente tudo. Sei o que está acontecendo, com os repórteres… Já teve diretor na Record que não falava com editor, só com o apresentador. O Virgílio Abranches (diretor) conversa com todo mundo, ele deixa falar.

Eu acho que nem a Record percebeu, mas existe uma pessoa que está se tornando gênio em televisão. Primeiro é um homem inteligente, não preciso ser puxa-saco de diretor não, já mandei à $%#@ várias vezes, já me pediu desculpa… A gente se dá muito bem, que é o Virgílio Abranches. Ele é um gênio, rápido… Ele vai da criação de “Pânico” à “Porta da Esperança”, “Domingo Show” e “Balanço Geral”. Estamos muito bem. Os repórteres falam, todo mundo fala com todo mundo, não tem divisão. Não tem essa.

NaTelinha – Você nos disse que não queria comandar um programa aos domingos. Mas agora que está neste dia, vai lutar pra continuar?

Geraldo Luís – Sim, está muito gostoso aos domingos. Tinha gente que estava louco para ir aos domingos, e eu não estava. Eu estava tranquilo no “Balanço Geral”. Eu fiquei muito deprê nas primeiras duas ou três semanas. Aquele cordão umbilical que eu tinha com o “Balanço” era muito forte. A Record está me dando essa oportunidade de fazer aos domingos de ser o Geraldo que eu sou. Meio rádio, aquela coisa meio conversada.

Não tenho medo nenhum, estou preparado para se um dia perder para o SBT ou Band. Televisão é igual bunda de neném: se você fizer carinho, você não sabe se ele vai chorar ou ficar quietinho. Quando você olha um número maior e a Globo em segundo, eu falo: “poxa, que bacana, estou no caminho certo”! Eu me dedico. Acompanho tudo, acompanho edição. A minha externa eu que dirijo. Eu tenho todo esse cuidado de colocar o material no ar. Ninguém vai colocar baixaria, é um programa gostoso. Domingo realmente é dia de alegria.

NaTelinha – Tem algum exemplo como profissional?

Geraldo Luís – Sou das antigas, comecei aos 22 anos no rádio. Tem o Gil Gomes, assistia o “Comando da Madrugada” com o Goulart de Andrade, Silvio Santos… até pelo que o Silvio fez na minha vida.

O que ele provocou na minha vida depois que ele me chamou e ela melhorou. A questão do respeito… Falei recentemente para o Silvio, há umas três semanas: “Se eu trabalhasse um dia no SBT, ia fazer uma coisa que ninguém nunca fez. Eu ia ficar uns quatro ou cinco programas no último banco do auditório sem ninguém me ver, e ficar te assistindo”. Assim a gente aprende. Silvio Santos é só um, o estilo dele é outro. Não tem nenhum louco ou idiota que diz que será como Silvio Santos.
E tenho grande respeito pelo Gugu. Se tem um cara rápido pra fazer televisão, é o Gugu. E pode escrever aí, eu acho que um dia Gugu volta aos domingos. Ele volta. Ele tem que voltar, é muito bom.

NaTelinha – Surgiu na imprensa que Silvio Santos teria te oferecido uma proposta de 1 milhão de reais para se transferir para o SBT. Procede?

Geraldo Luís – Isso não foi recentemente. Eu expliquei, mas tem gente que gosta de deturpar… Tem gente que fabrica e gosta de colocar o tempero da maldade. Esse convite do milhão foi em luvas em 2008, na época do “Balanço Gersal”. Melhorou minha vida na Record e tudo… Foi isso.
 

NaTelinha

“Império”: Um amor proibido deixado para trás na busca pelo poder

A persistência de um homem obstinado pelo poder que transformará sua vida no palco de um grande império.

A partir desta segunda-feira (21), a novela “Império”, de Aguinaldo Silva, apresentará ao público a trajetória de José Alfredo (Chay Suede/Alexandre Nero), um homem de origem humilde, que através de seu esforço tornou-se proprietário da rede de joalherias Império.

O personagem é casado com a aristocrata Maria Marta Mendonça e Albuquerque (Adriana Birolli/Lília Cabral), com quem possui três filhos. É em torno dessa família que a novela se desenvolve, levando o público a vários questionamentos, como: Até onde as pessoas são capazes de ir pelo dinheiro? Como um acaso pode revirar uma vida? Como viver sabendo que seus maiores inimigos vivem dentro de sua própria casa?


Ficha técnica

Escrita por Aguinaldo Silva
Direção de Núcleo de Rogério Gomes
Direção Geral de Pedro Vasconcelos e André Felipe Binder
Estreia: 21/07
Horário: 21h10
Antecessora: “Em Família”, de Manoel Carlos

Elenco

Alexandre Nero – José Alfredo de Medeiros
Lília Cabral – Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque

Adriana Birolli – Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque (jovem)
Adriano Alves – Victor
Ailton Graça – Xana Summer
Alejandro Claveaux – Josué (jovem)
Ana Carolina Dias – Carmen Godinho
Andreia Horta – Maria Clara
Caio Blat – José Pedro
Chay Suede – José Alfredo de Medeiros (jovem)
Cris Viana – Juliane Matos
Dani Barros – Lorraine
Daniel Rocha de Azevedo – João Lucas
Drica Moraes – Cora
Ed Oliveira – Bigode
Elizângela – Jurema
Erom Cordeiro – Fernando
Flávio Galvão – Reginaldo
Jackson Antunes – Manoel
Joaquim Lopes – Enrico Bolgari
Jonas Torres – Ismael
José Mayer – Cláudio Bolgari
Josie Pessoa – Eduarda (Du)
Julia Gaby – Stephany
Júlia Fajardo – Helena Abrantes
Juliana Boller – Bianca Bolgari
Júlio Machado – Jairo
Karen Junqueira – Fernanda
Kiria Malheiros – Bruna
Klebber Toledo – Leonardo de Sousa
Leandra Leal – Cristina
Letícia Birkheuer – Érika
Lidi Lisboa – Kelly Marina
Lucci Ferreira – Antônio
Malu Galli – Eliane
Maria Ribeiro – Danielle
Marina Ruy Barbosa – Maria Ísis
Marjorie Estiano – Cora (jovem)
Nanda Costa – Tuane
Nicollas Paixão – Júnior
Othon Bastos – Silviano
Paulo Betti – Téo Pereira
Paulo Rocha – Orville Neto
Paulo Vilhena – Domingos Salvador
Rafael Cardoso – Vicente Ferreira da Silva
Rafael Losso – Elivaldo
Ravel Andrade – Otoniel
Regina Duarte – Maria Joaquina
Reginaldo Faria – Sebastião Feliciano
Roberto Birindelli – Josué
Roberto Bomfim – Seu Antoninho
Roberto Pirillo – Dr. Merival Porto
Rômulo Neto – Roberto
Suzy Rego – Beatriz Bolgari
Tato Gabus Mendes – Severo
Thiago Martins – Evaldo
Vanessa Giácomo – Eliane (jovem)
Viviane Araújo – Naná
Zezé Polessa – Magnólia

Amor proibido

Em pleno Monte Roraima, José Alfredo abre o jogo para sua filha predileta, Maria Clara (Andreia Horta), dizendo que aquele local transformou sua vida. Há muitos anos atrás, após passar por uma decepção amorosa, José Alfredo resolveu mudar o foco de sua vida, deixando o passado de lado e mirando apenas o futuro. A trama começa quando ele, ainda jovem, resolve deixar Pernambuco para morar no Rio. Desempregado, chega à capital fluminense e se hospeda na casa do irmão Evaldo (Thiago Martins).

Lá, ele viveria um amor proibido, já que se apaixonou pela esposa de seu único irmão, Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli). Diante da situação, eles resolvem armar um plano e fugir. Com remorso, os dois escrevem um bilhete para Evaldo, pedindo perdão e contando a verdade sobre o desaparecimento deles. No dia da fuga, Eliane passa mal e Cora (Marjorie Estiano/Drica Moraes) resolve ajudá-la.

O que Eliane não imagina é que a irmã já sabia que ela estava grávida. Mais experiente, Cora consegue convencê-la a não fugir, dizendo que, o mais provável pelo tempo, é que o filho dela seja de Evaldo e não de José Alfredo.

Cada um pro seu lado    

Desesperada, Eliane pede para que a irmã procure José Alfredo, explique tudo o que aconteceu e impeça que ele entregue o bilhete revelador ao irmão. Cora promete para a irmã que irá procurá-lo, mas não cumpre com a palavra. Primeiro, ela se certifica de que a carta foi entregue, para só depois se encontrar com José Alfredo.

No encontro, Cora diz que Eliane desistiu de fugir com ele e distorce toda a história, deixando o rapaz inconformado. Quando José Alfredo fala que tentará convencê-la a fugir, Cora conta que Eliane espera um filho de Evaldo. Arrasado, José Alfredo resolve sumir do mapa, sem deixar rastros, para não atrapalhar a vida da amada com seu irmão.

Novos rumos

Sem saber o que fazer, José Alfredo vai para a rodoviária do Rio de Janeiro em meio a lágrimas. Lá, ele se depara com Sebastião Feliciano (Reginaldo Faria). Sem conhecê-lo, conta toda sua desilusão amorosa e diz que não tem para onde ir. Comovido, Sebastião faz uma proposta ao rapaz, convidando-o a viajar com ele a serviço.

Sebastião trabalha para uma empresa portuguesa, mora na Suíça e negocia pedras preciosas brasileiras. Sua função no Brasil é buscar pedras nos garimpos e depois transportá-las ilegalmente para a Europa. Sem grandes esperanças na vida, José Alfredo topa a proposta de trabalho e viaja com Sebastião para o Monte Roraima.

Lá, os dois se deparam com um enorme garimpo. Sebastião pede para que o rapaz fique atento a todos que os cercam, inclusive durante a noite, já que em garimpos há muito inimigos. Em certa ocasião, José Alfredo acaba pegando no sono e a dupla é surpreendida durante a madrugada, quando um homem mata Sebastião e pretende assassiná-lo. Apavorado, José pega a arma dada pelo amigo e dá dois tiros no agressor, que morre a sua frente.

Mais uma vez sozinho, José Alfredo tem como meta ir para Genebra, na Suíça. Antes de morrer, Sebastião passou para ele todas as informações sobre como transportar as pedras preciosas e levá-las para a tal empresária portuguesa.

Amor por interesse

Na Suíça, diante da empresária compradora de joias, Maria Joaquina Braga (Regina Duarte), José Alfredo conta tudo o que passou no Brasil. No país europeu, sua vida se cruza com a de Maria Marta (Adriana Birolli/Lilia Cabral), uma aristocrata falida e com vários ex-maridos.

O primeiro encontro entre os dois ocorre em um banco suíço, quando José Alfredo foi depositar seu primeiro pagamento pela entrega dos diamantes. A aristocrata chega à agência toda pomposa, sem dar a mínima importância às pessoas a sua volta. Porém, ao descobrir que foi passada para trás por um de seus ex-maridos e que está sem dinheiro, ela se desespera e passa a ver em José Alfredo uma possibilidade de reverter a situação.

Os dois iniciam um relacionamento e poucos meses depois Maria Marta descobre que está grávida. O brasileiro a pede em casamento, já que a união seria interessante para ambas as partes. Enquanto a aristocrata empresta o importante sobrenome para o rapaz, ele a promete uma família com muitos herdeiros. Promessa que se cumpre em pouco tempo, pois logo nos primeiros anos de casamento, Maria Marta dá a luz aos seus três filhos: José Pedro (Caio Blat), Maria Clara (Andreia Horta) e João Lucas (Daniel Rocha), irmãos que, com o tempo, farão de tudo para ficar com toda a herança da família.

Sede de poder

Passados os anos, José Alfredo resolve voltar ao Monte Roraima ao lado da filha Maria Clara, a herdeira predileta. Para não desagradar aos demais membros de sua família, ele mantém a viagem com a filha sob sigilo.

O preferido de Maria Marta para assumir o império da família é José Pedro, um ex-mauricinho que agora vive submisso à esposa Danielle (Maria Ribeiro), uma mulher fútil e consumista. O casal tem uma filha adotiva chamada Bruna (Kiria Malheiros). A filha do meio e queridinha de José Alfredo, Maria Clara, é uma renomada designer de joias. Já o caçula João Lucas é um garoto rebelde, cujo único objetivo é conquistar o trono do pai.

Bem-sucedido no ramo das joias, José Alfredo mantém um relacionamento extraconjugal com Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa), uma jovem bela e frágil. Menina pobre, ela se apaixona verdadeiramente pelo empresário. Quando seus pais, Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus Mendes), descobrem o romance da filha, tentam se aproveitar da situação e passam a viver da mesada que Maria Ísis recebe de seu amante.

Herdeira desconhecida

O que José Alfredo não sabe é que ele possui outra herdeira. É Cristina (Leandra Leal), que o empresário acredita ser filha do irmão Evaldo com seu grande amor do passado, Eliane. Após a partida do rapaz para o Monte Roraima no passado, Eliane manteve-se casada com Evaldo e teve mais um filho, Elivaldo (Rafael Losso). Com a morte prematura do esposo, Eliane teve uma vida solitária e lutou para criar os dois filhos com poucos recursos. Para isso, construiu uma barraca de camelô no centro do Rio.

Vendo o esforço da mãe, Cristina adquiriu grande admiração por ela e fez de tudo para manter a família unida. Seu irmão Elivaldo possui um filho fruto de um relacionamento adolescente com Tuane (Nanda Costa), uma jovem irresponsável que entregou o bebê para o pai assim que ele nasceu e depois desapareceu. Muitos anos depois, Tuane reaparece casada com um homem rico e bem mais velho que ela, Reginaldo (Flávio Galvão). E, para desespero de Elivaldo, Cristina e Eliane, ela anuncia que quer seu filho de volta a qualquer custo.

Revelação para imprensa

A família de Eliane também é composta pela irmã Cora (Marjorie Estiano/Drica Moraes), que engana a todos fazendo a imagem de irmã cuidadosa. Durante anos, Cora pesquisou tudo sobre a vida de José Alfredo e montou um álbum com reportagens sobre a vida do empresário, sem que ninguém desconfiasse.

Será através do álbum que Cristina descobrirá o real passado de sua mãe e passará a desconfiar de que seu pai, na verdade, é José Alfredo. Será sua tia Cora que contará o caso proibido vivido por sua mãe com o empresário. Apesar de não demonstrar interesse em tornar-se herdeira da rede de joalherias Império, o destino fará com que Cristina mude de opinião. Em plena festa de lançamento de mais uma coleção da joalheria, Cristina contará para a imprensa que ela pode ser filha bastarda do proprietário da badalada rede.

Por trás de um casamento sólido

Os lançamentos da rede “Império” são de responsabilidade do cerimonialista Cláudio Bolgari (José Mayer), profissional de referência entre os ricos do Rio de Janeiro. Figura ilustre nas festas da alta sociedade carioca, Cláudio é casado com a ex-Miss Brasil Beatriz (Suzy Rêgo), com quem tem dois filhos: Enrico (Joaquim Lopes) e Bianca (Juliana Boller).

O que a sociedade carioca não desconfia é que por trás da aparência de uma família feliz, Cláudio esconde um grande segredo, o qual divide apenas com a esposa Beatriz. Nem seus filhos desconfiam da vida paralela que o cerimonialista mantém. E a situação de Cláudio ficará ainda mais complicada devido às maldades praticadas pelo colunista de celebridades Téo Pereira (Paulo Betti), que nunca perdoou o fato de o cerimonialista nunca ter assumido a homossexualidade. Como o colunista é homossexual e leva uma vida solitária e infeliz, ele fará de tudo pra expor Cláudio e sua família na mídia e destruí-lo.

Enrico é o filho mais velho do casal e dono de um famoso restaurante. Após estudar gastronomia na Suíça, resolveu abrir o estabelecimento. Desde então, o local é frequentado pela parcela mais rica da população carioca. É lá que ele conhece Maria Clara, a filha preferida de José Alfredo. Quem também se envolve com a família proprietária da rede Império é Bianca, uma menina estudiosa e aplicada. Por trás de seu rosto angelical, a garota esconde uma ardente paixão por João Lucas, o caçula de José Alfredo.

O autor

O pernambucano Aguinaldo Silva começou sua vida profissional no jornal O Globo. Nas décadas de 60 e 70, ele foi editor das seções de polícia e cidade do jornal carioca. Em 1979, recebeu convite para escrever o seriado “Plantão de Polícia”, que marcou a estreia do autor na telinha.

Em 1982, Silva escreveu sua primeira minissérie para a TV Globo: “Lampião e Maria Bonita”. Seria o primeiro de vários trabalhos como “Bandidos da Falange” (1983), “Padre Cícero” (1984) e “Riacho Doce” (1990).

A partir de 1984, Aguinaldo Silva passou a escrever folhetins para o principal horário de novelas da Globo. Entre suas principais tramas estão “Partido Alto” (1984), “Tieta” (1989), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Fera Ferida” (1993), “A Indomada” (1997), “Senhora do Destino” (2004) e “Fina Estampa” (2011).

Anote na agenda

“Império” estreia nesta segunda (21), às 21h10, na TV Globo.

 

NaTelinha

“O Rebu”: Um morto dentro da piscina e todos os convidados sob suspeita

Uma festança oferecida por uma grande empresária em sua mansão. No local, se encontram homens envolvidos em altos negócios e mulheres importantes da sociedade. Em meio à festa, um crime choca a todos: um corpo aparece boiando na piscina. Quem é a vítima? Foi acidente, assassinato ou suicídio? Algum participante da festa tem ligação com o suposto crime?

Essas perguntas são o ponto de partida da nova versão da novela “O Rebu”, obra exibida originalmente em 1974 e escrita pelo novelista Bráulio Pedroso. A releitura, que estreia nesta segunda (14), contará com texto de George Moura e Sergio Goldenberg e direção de José Luiz Villamarim.

Ficha técnica

Inspirada na obra original de Bráulio Pedrosa, transmitida em 1974 pela TV Globo
Escrita por George Moura e Sergio Goldenberg
Colaboração de Charles Peixoto, Flávio Araújo, Lucas Paraízo e Mariana Mesquita
Direção geral e de núcleo de José Luiz Villamarim
Estreia: 14/07
Faixa: 23h
Antecessora: “Saramandaia” de Ricardo Linhares

Elenco

Daniel de Oliveira – Bruno Ferraz
Patrícia Pillar – Ângela Mahler
Sophie Charlotte – Duda
Tony Ramos – Carlos Braga Vidal

Anna Cotrim – Lourdes
Antônio Fábio – Nilo
Bel Kowarick – Lídia
Bianca Müller – Mirna
Camila Morgado – Maria Angélica
Cassia Kis Magro – Gilda Rezende
César Ferrario – Adão
Claudio Jaborandy – Severino
Dira Paes – Rosa Nolasco
Elea Mercúrio – Ludmila
Eucir de Souza – Brandão
HossenMinussi – Alfredo Matos
Jean Pierre Noher – Chef PierraBonnet
Jesuíta Barbosa – Alain
José de Abreu – Bernardo Rezende
Júlio Andrade – Oswaldo
Laura Neiva – Betina
Luciana Brittes – Ana Paula
Marcelo Torreão – Antenor
Marcos Palmeira – Delegado Nuno Pedroso
Maria Flor – Camila
Mariana Lima – Roberta Camargo
Michel Noher – AntonioGonzales
Miguel Arraes – Michel Rezende
Nando Brandão – H.D.
Nicola Lama – Stefano Giorgio
Nikolas Antunes – Fininho
Olívia Torres – Valentina Rezende
Pablo Sanábio – Kika
Rodrigo Rangel – Canetti
Val Perré – Zé Maria
Vera Holtz – Vic Garcez
Vinícius de Oliveira – Edu

Tudo em 24 horas

“O Rebu” é uma trama contemporânea, ambientada no Rio de Janeiro, e que se passa em apenas 24 horas. A novela é narrada em três diferentes tempos, simultaneamente. Um deles é a festa, onde os romances e jogos de interesse acontecem ao redor do dinheiro e do poder. Já o ‘dia seguinte’ apresenta a investigação policial. O terceiro tempo é o momento de flashback, que apresenta os possíveis motivos que podem levar os personagens da novela a estarem envolvidos com o óbito durante a festa.

Centro das atenções

A bem-sucedida empreiteira Angela Mahler (Patrícia Pillar) decide promover em sua mansão uma grande festa com amigos e colegas de grandes negócios. No centro das atenções estão a empresária e seu colega de profissão, Carlos Braga (Tony Ramos). A festa transcorre tranquila até a chegada do ambicioso profissional de tecnologia da informação, Bruno Ferraz (Daniel Oliveira), namorado de Duda (Sophie Charlotte), garota criada desde criança pela empreiteira. O rapaz tem acesso a importantes dados das empresas de Angela e Braga e aproveita disso para influenciar a vida de ambos.

Poderosa mulher

Angela é sinônimo de poder e dinheiro. Proprietária da Mahler Engenharia, a executiva assumiu definitivamente os negócios da família após a morte de seu marido e dos filhos gêmeos em um acidente de helicóptero. Fragilizada, Angela comanda várias mudanças em seus negócios, sempre com apoio da advogada Gilda (Cássia Kis Magro) e da protegida Duda (Sophie Charlotte).

Duda é filha da governanta da casa, que também faleceu no acidente de helicóptero. A menina, que sempre foi bem tratada pela família Mahler, acabou tornando-se ainda mais próxima de Angela com a tragédia. A garota atua nos trabalhos sociais da Mahler Engenharia e acompanha a empresária nas reuniões. Devido ao desempenho de Duda, Angela vislumbra que a jovem torne-se sua sucessora. A relação das duas só fica estremecida quando o assunto é o namorado de Duda, Bruno, que nunca contou com aprovação da matriarca dos Mahler.

Inimigos próximos

O ex-marido de Angela, Bernardo Rezende (José de Abreu), torna-se um de seus maiores rivais. Ao perder o cargo de diretor jurídico na empresa para Gilda, Bernardo resolve se aliar a Carlos Braga, dono da Braga Engenharia, com quem Angela possui uma relação duvidosa. Apesar de serem sócios, os dois escondem graves divergências profissionais e pessoais.

A reputação de Braga e da esposa Lídia (Bel Kowarick) é considerada por todos como incontestável. O empresário era muito amigo do marido de Angela. Porém, sua conduta profissional nunca agradou a empresária. Desde que assumiu a empresa da família, Angela optou por se afastar dos métodos adotados por Braga e resolve elaborar um dossiê sobre as fraudes cometidas por ele. Quem a ajuda na preparação do conteúdo é Bruno Ferraz.

Informação em troca de dinheiro

Bruno é um homem ambicioso e sempre soube que informação é sinônimo de poder e de dinheiro. Quando ele recebe uma proposta milionária de Angela para elaborar um dossiê contra o chefe Carlos Braga, ele larga o emprego na Braga Engenharia. No entanto, além da atitude de Bruno, algumas notícias vazam na imprensa, levando Braga a ficar desconfiado. A partir disso, o empresário se organiza para confirmar suas suspeitas contra Angela e para manter intacta sua reputação.

A relação de Angela e Bruno corria bem até que o rapaz se envolveu com sua ‘filha do coração’ Duda. O romance dos dois não agrada Angela, que acredita que o profissional de TI não é a companhia ideal para sua protegida. A reprovação da empresária leva Bruno a enxergar Angela como um obstáculo em sua vida. Para tirar proveito e descobrir informações secretas da empreiteira, o rapaz se envolve com Gilda, braço-direito de Angela. O que ele não esperava é que a advogada dos Mahler iria se deixar envolver por este relacionamento. O affair de Bruno com Gilda torna-se uma importante arma para Angela tentar acabar com o namoro do rapaz com Duda.

O dia da festa

Mesmo com a relação estremecida, Angela e Carlos Braga possuem projetos conjuntos. O principal deles é o lançamento de uma nova plataforma de petróleo do pré-sal, que será erguida num consórcio entre a Mahler e a Braga Engenharia. O evento, na casa de Angela, é organizado pela famosa promoter Roberta Camargo (Mariana Lima). O piloto espanhol de Fórmula 1, Antonio Gonzalez (Michel Noher) foi o convidado de honra da festa, já que o esportista foi contratado para ser o garoto-propaganda do projeto. No entanto, a real intenção de Angela era aproximar Antonio de Duda e afastar de vez Bruno da garota. Tanto que ele não havia sido convidado para a festa. Porém, Bruno acabou sendo chamado de última hora, após afirmar para Angela que entregaria para ela o material revelador contra Braga durante o evento.

Confira galeria de fotos da festa de lançamento de “O Rebu”

 

Na festa, estão Braga, que espera destruir todas as provas que podem acabar com sua reputação, Bernardo, ex-marido de Angela, e sua amante Mirna (Bianca Muller), o penetra Alain (Jesuíta Barbosa), que entra na mansão com segundas intenções, a fogosa Maria Angélica (Camila Morgado), filha da viúva Vic Garcez (Vera Holtz), que passa a festa atrás do namorado Kiko (Pablo Sanábio), um mau-caráter que tenta convencer Vic a se tornar sócia dele na compra de uma concessionária de carros.

Fingindo pensar apenas no dinheiro da viúva, Kiko planeja aproveitar a festa para fugir com sua amante, Camila (Maria Flor), casada com o fracassado jornalista Oswaldo (Julio Andrade), que sofre de transtorno bipolar. Na festa, Oswaldo acaba se envolvendo em uma grave confusão com Bruno. Em meio a essas situações de traições e paixões, a festa termina com um assustador acontecimento: um corpo é encontrado na piscina, chocando a todos na festa. A partir de então, começa um rebuliço na vida de todos os ali presentes.

Investigação

O policial ético e comprometido Nuno Pedroso (Marcos Palmeira) é designado para comandar a investigação. Em pleno domingo, uma ligação interrompe seu final de semana com a família. Ele segue para a Serra do Sossego com a assistente Rosa Nolasco (Dira Paes). Além dos dois, integram a equipe os policiais Alfredo Matos (Hossen Minussi) e Canetti (Rodrigo Rangel).

 

A missão da equipe é descobrir o que realmente aconteceu durante a badalada festa. Antes de chegar ao local, Rosa, que é especialista em internet, faz pesquisa nas redes sociais para saber mais detalhes sobre quem é Angela Mahler. Na mansão, o primeiro pedido de Pedroso é que nenhum convidado se retire do local, para que a investigação não seja comprometida. A partir de então, a equipe de policiais começa a apuração dos fatos, contando com a ajuda de informações publicadas pelos próprios convidados nas redes sociais durante a festa, para desvendar quem morreu, como aconteceu, se foi um assassinato e qual a explicação para a morte.

Os autores

“O Rebu” será a primeira novela da dupla George Moura e Sergio Goldenberg. Moura tem em seu currículo seis indicações ao prêmio Emmy, por ter assinado roteiros do programa “Por Toda Minha Vida”.

O escritor é formado em jornalismo e possui mestrado em artes cênicas. Em 1996, foi assistente de direção na novela “O Rei do Gado”. Desde então, assinou o roteiro de diversas séries da TV Globo, como “Carga Pesada”, “Cidade dos Homens”, “Amores Roubados” e “O Canto da Sereia”. Também foi responsável pelo roteiro dos longas “Getúlio” e “Linha de Passe”.

Já Sergio Goldenberg é formado em cinema e iniciou sua carreira como colaborador do cineasta Eduardo Coutinho, falecido neste ano. Em parceria com Rosane Lima, dirigiu o longa “Bendito Fruto” em 2005.

Na TV Globo desde 1995, colaborou com textos de novelas e seriados. Seus trabalhos mais recentes foram como colaborador dos seriados “O Canto da Sereia”, “Amores Roubados” e “O Caçador”. A releitura de “O Rebu” será o primeiro trabalho de Goldenberg como autor.

Anote na agenda

O remake de “O Rebu” estreia nesta segunda (14), logo após “Em Família”, na Globo.

NaTelinha

Nova âncora do “Domingo Espetacular” diz: “foi uma grata surpresa pra mim”

Com Gabriel Vaquer

 

Thalita Oliveira faz a linha reservada, não gosta muito de se expor, tanto que até bem pouco tempo, nem rede social tinha.

Porém, hoje ela é um dos principais nomes do jornalismo da Rede Record. Chegou para comandar o bloco de esportes do “Fala Brasil” e agora é uma das apresentadoras do “Domingo Espetacular“, a maior audiência do canal, substituindo Fabiana Scaranzi. Mas Thalita já é vista na TV há algum tempo.

A moça de 29 anos participou de um concurso para a nova loira do “É o Tchan”, em 2003, e até chegou a ter uma curta carreira de dançarina. Mas foi no jornalismo que ela se realizou e encontrou sua vocação.

Formada pela Universidade Santa Cecília, de Santos, região praiana de São Paulo, ela acumula passagens por Globo Minas e pela TV TEM, afiliada da Globo em Sorocaba, onde foi apresentadora e editora de texto. Thalita ganhou destaque nos últimos anos pelas coberturas dos Jogos Panamericanos de Guadalajara, em 2011, e das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, uma das raras concedidas por ela, Thalita Oliveira fala sobre o seu passado, sobre o presente e sobre o futuro que ela sonha: “Sou uma pessoa muito sonhadora e realizadora. Gosto de desafios, sou movida a isso”.

 

Confira:

NaTelinha – Como você recebeu a notícia de que faria o “Domingo Espetacular”?

Thalita Oliveira – Foi uma grata surpresa para mim, eu não esperava. Mas eu fiquei muito feliz quando soube que eu tinha sido escolhida para ser a nova apresentadora do “Domingo Espetacular” e que eu já estrearia no próximo domingo. Fiquei muito motivada com o novo desafio!

NaTelinha – Como se sente apresentando agora o principal jornalístico da emissora?

Thalita Oliveira – Muito realizada e honrada por fazer parte do trio de apresentadores do programa. A responsabilidade cresceu já que o “Domingo Espetacular” é tão importante e tão assistido. Estou me dedicando integralmente à essa nova fase.

NaTelinha – Como foi o primeiro dia no comando do “Domingo Espetacular”? Ficou nervosa? Foi bem recebida por Paulo Henrique Amorim e Janine Borba?

Thalita Oliveira – Foi um dia muito feliz, um dos mais importantes da minha carreira. Aquele “friozinho” na barriga faz parte, mostra que temos paixão pelo que fazemos e que levamos a sério ao ponto da gente ficar nervosa. Mas na verdade, eu estava mais ansiosa do que nervosa, queria muito estrear no “Domingo Espetacular” e sentir aquele sonho realizado.

Fui muito bem recebida por toda aequipe do programa, camareira, figurinista, cabeleireiro, maquiador, diretores e os apresentadores. Me senti muito bem acolhida na nova casa. Os diretores foram no camarim me desejar boa sorte, a Janine já na sala de maquiagem, veio me dar as boas vindas, o Paulo Henrique me apresentou para toda equipe técnica que fica com a gente no estúdio. Os dois conversaram comigo antes do “Domingo Espetacular” começar. Foi ótima a recepção, não poderia ser melhor.

NaTelinha – Você estava no bloco de esportes do “Fala Brasil” por um bom tempo. Qual é a sua relação com o esporte?

Thalita Oliveira – Minha relação com o esporte surgiu desde criança. Meu pai foi jogador profissional. Meu marido também é jogador de futebol. Então o esporte está na minha vida, sou aquela mulher que gosta de assistir futebol.

NaTelinha – Como você começou sua carreira de jornalista?

Thalita Oliveira – Comecei, aos 19 anos, em uma TV Universitária de Santos, cidade que nasci. Apresentava boletins sobre cinema, tema que gosto muito. Depois passei a apresentar um programa diário sobre assuntos variados para público jovem. Quando me formei fui morar em Itapetininga, interior de São Paulo, eu tinha 22 anos e fui trabalhar na afiliada da Globo de lá. Eu era apresentadora do telejornal local e editora de texto.

Aos 23 anos, fui para a afiliada da Globo de Minas, também como apresentadora do jornal local e editora-executiva. Depois voltei para o interior de São Paulo, também afiliada Globo da cidade de Sorocaba. Lá eu fui apresentadora do jornal da noite, do “Globo Esporte” local e também editora de texto. Aos 24 anos, eu vim trabalhar na Record, fui contratada para o bloco de esportes do “Fala Brasil”. Na emissora já fiz “Esporte Fantástico”, “Jornal da Record News”, ao lado do Heródoto Barbeiro, “Tudo a Ver”, “Fala Brasil”, “Jogos Panamericanos” de Guadalajara, México e agora “Domingo Espetacular”.

NaTelinha – Você foi dançarina, fez parte de algumas bandas, até participou de um concurso para eleger uma loira para o “É o Tchan”, em 2003. Existiu algum preconceito por parte de alguns colegas seus por isso?

Thalita Oliveira – Quando participei eu nem pensava em ser jornalista, faz mais de 10 anos. Eu era uma adolescente. Nunca senti esse preconceito por parte dos meus colegas, inclusive, trabalhei ao lado de um dos melhores jornalistas do país, Heródoto Barbeiro, que sempre me tratou com muito respeito, carinho e amizade.

NaTelinha – Oficialmente, você não tem nenhum tipo de rede social. Por que dessa decisão?

Thalita Oliveira – Bem propícia essa pergunta. Acabei de fazer um Instagram que é @thalitaoliveirareal. E também um perfil no Facebook. Realmente eu nunca tive nenhum tipo de rede social. A minha última tinha sido o Orkut, há muitos anos.

Sou uma pessoa muito reservada apesar de trabalhar em TV. Sempre optei por ficar na minha, mas, agora acho importante ter rede social porque sei que muita gente gosta e torce por mim e acho bacana dividir um pouco com essas pessoas. Acredito que esse contato será importante para ter um feedback melhor e mais real do meu trabalho, recebendo elogios e críticas.

NaTelinha – O que você ainda pretende alcançar na sua carreira, Thalita?

Thalita Oliveira – Muita coisa, só tenho 29 anos. Sou uma pessoa muito sonhadora e realizadora. Gosto de desafios, sou movida a isso. Me sinto realizada em saber que dentro da Record eu já fiz todos os programas do Jornalismo, “Balanço Geral”, “Fala Brasil”, “Tudo a Ver”, “Esporte Fantástico”, “Jornal da Record News”, “Esporte Record News”, “Jornal da Record” e o “Domingo Espetacular”. Sou muita grata a emissora por isso. Agradeço muito ao vice-presidente de Jornalismo, Douglas Tavolaro, e toda a direção da Record por confiarem no meu trabalho. Agora meu sonho é crescer no “DE”, conquistar e consolidar meu espaço dentro do programa e contribuir com a equipe.

 

NaTelinha