Reforma da previdência já está sendo conduzida e passa por diálogo, diz Caetano

Notícia Publicada em 25/07/2016 12:35

Segundo o secretário, enquanto as mudanças não são efetivamente conduzidas, é possível trabalhar com medidas que permitem alguns avanços

"Uma reforma voltada para a geração futura a gente só vai ter um impacto um pouco mais sentido lá na década de 2040, um pouco antes", disse ele (Senado Federal/Flickr)
“Uma reforma voltada para a geração futura a gente só vai ter um impacto um pouco mais sentido lá na década de 2040, um pouco antes”, disse ele (Senado Federal/Flickr)

RIO DE JANEIRO – O secretário da Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirmou que a reforma da previdência passa por um processo de diálogo com a sociedade, que já estaria sendo conduzido pelo atual governo do presidente interino Michel Temer.

“É uma reforma que tem uma economia política por trás, uma ciência política, e, em função disso, é importante que antes que se venha apresentar a reforma, ela passe por um processo de diálogo com a sociedade. Isso tem sido feito com representantes da Casa Civil, de trabalhadores, da sociedade como um todo”, declarou Caetano, em seminário promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo o secretário, enquanto as mudanças não são efetivamente conduzidas, é possível trabalhar com medidas que não resolvem o problema, mas que permitem alguns avanços.

“A gente observa problemas de auxílio-doença de longa duração, que não passam por revisão judicial. Então algumas mudanças de eficiência de gestão podem ser implementadas. Claro que não vai resolver a questão, mas pode obter avanços. Então estamos enfrentando essa questão”, afirmou.

O secretário citou ainda a previdência complementar para estados e municípios que tenham desejo de aderir. “Vários estados e municípios têm desejo de implementar a previdência complementar, mas enfrentam problemas de escala”, defendeu.

Em relação à reforma da Previdência, Caetano lembrou que haverá distintas regras para contribuintes em condições de se aposentar, contribuintes considerados em faixa de transição, e trabalhadores mais jovens. Segundo ele, se a reforma for feita para as gerações futuras, os impactos mais intensos serão sentidos daqui a cerca de 30 a 35 anos.

“Uma reforma voltada para a geração futura a gente só vai ter um impacto um pouco mais sentido lá na década de 2040, um pouco antes”, disse ele.

(Por Daniela Amorim, Mariana Durão e Vinicius Neder)

O Financista

Vale foi empresa aberta que mais perdeu valor de mercado em 2015

Levantamento foi feito pela Economatica.
Bradesco, Itaú Unibanco e Petrobras também ficaram entre maiores perdas.

A Vale foi a empresa com ações negociadas na Bovespa que mais perdeu valor de mercado em 2015, segundo levantamento realizado pela Economatica. A empresa perdeu R$ 45,9 bilhões em valor de mercado, passando de R$ 107 bilhões no final de 2014 para R$ 61,6 bilhões no final do último pregão de 2015 – uma queda de cerca de 42%.

As ações preferencias (que dão ao acionista preferência na distribuição de dividendos) da Vale caíram 43% em 2015, terminando o ano cotadas a R$ 10,25. Já as ações ordinárias (que dão direito a voto em assembleias da empresa) recuaram 37%, a R$ 13,03.

A Petrobras foi a empresa que teve a terceira maior queda, perdendo R$ 26,1 bilhões em valor de mercado – de R$ 127,5 bilhões em 2014 para R$ 101,3 bilhões, segundo a Economatica. Os valores representam perda aproximada de 20%. As ações preferenciais da Petrobras caíram 33%, a R$ 6,70, e as ordinárias, 10,64%, a R$ 8,57%.

Entre as empresas que mais perderam valor de mercado no ano também se destacaram bancos. Ainda segundo os números da Economatica, o Bradesco perdeu R$ 45,1 bilhões, passando de R$ 145,5 bilhões para R$ 100,4 bilhões, uma queda de aproximadamente 30%. Já o Itaú Unibanco perdeu R$ 31,7 bilhões, passando de R$ 183 bilhões para R$ 151 bilhões – desvalorização de aproximadamente 17%. O Banco do Brasil foi a quarta maior perda em valor de mercado, recuando R$ 25,3 bilhões – de R$ 66,4 bilhões para R$ 41,1 bilhões, perda de cerca de 38%.

Os maiores ganhos
Na outra ponta, a empresa que mais ganhou em valor de mercado em 2015, ainda considerando o levantamento da Economatica de empresas com ações negociadas na Bovespa, foi a Ambev. No ano, o valor da empresa subiu de R$ 254,8 bilhões para R$ 279,9 bilhões, um aumento de R$ 25 bilhões, ou cerca de 9,8%.

O Banco Santander, ao contrário do Bradesco, Itaú Unibanco e Branco do Brasil, foi destaque de alta. A empresa foi o segundo maior ganho em valor de mercado, subindo de R$ 46,9 bilhões para R$ 60,5 bilhões, um avanço de R$ 13,6 bilhões ou cerca de 28%.

As ações que mais subiram e as que mais caíram
A Economatica também divulgou as maiores variações das ações negociadas na Bovespa. O papel que mais subiu foi o da Fibria, com alta de 71,44%. Em seguida estão as ações da Suzano (68,77%), Braskem (66,18%), Klabin (64,05%) e Sul America (51,7%).

Já a maior queda foi a da ação da construtora PDG Realty, que perdeu 95,82%, passando de R$ 39 em 2014 para R$ 1,63 no fechamento do último pregão de 2015. A segunda maior perda, de 85%, foi da ação da Gerdau, que iniciou o ano cotada a R$ 11,11 e terminou a R$ 1,66. A Viavarejo caiu 83,8%, a Gol, 83,4% e a Oi, 77,3%.

Bovespa fecha o ano no vermelho

bovespa VALE (Foto: G1)

A bolsa fechou no vermelho no último pregão do ano, sessão com liquidez reduzida, seguindo o mau humor nos mercados internacionais conforme os preços do petróleo voltavam a cair, aproximando-se de mínimas em 11 anos. No ano, a Bovespa caiu 13,31%.

O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caiu 0,7% nesta quarta-feira (30), aos 43.349 pontos.

“O último pregão do ano é sempre bastante atípico, pois embute ajustes de carteiras e quase nenhuma operação de melhor origem. Também vai escasseando o noticiário econômico e a queda na liquidez dos mercados propicia o surgimento de distorções pontuais”, escreveu o economista-chefe da Modalmais, Álvaro Bandeira, em nota, segundo a Reuters.

No cenário interno, mantinha-se o pessimismo com a situação das contas públicas do país, disse à Reuters o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos.

Bovespa no ano
A queda do principal indicador da bolsa em 2015 foi de 13,31%, considerando a pontuação de fechamento do dia 30 de dezembro de 2014, que foi de 50.007 pontos. Foi a terceira desvalorização anual seguida. A perda anual de 2015 é bem maior que a anterior – em 2014, a Bovespa teve desvalorização de 2,91%. Já em 2013, a queda anual da bolsa foi de 15,5%, na ocasião a maior desde 2011.

A queda mensal de dezembro de 2015 foi de 3,93%.

A bolsa atingiu sua maior pontuação de fechamento de 2015 no dia 27 de março, quando encerrou o dia aos 58.051 pontos após subir 1,22% naquele pregão. Na ocasião, foi a primeira vez que o Ibovespa passou a marca dos 58 mil pontos no fechamento em quase 7 meses. A alta foi puxada pela forte valorização diária das ações da Vale e da Petrobras naquele pregão.

Já o menor patamar de fechamento do ano foi atingido no dia 21 de dezembro, quando o Ibovespa caiu 1,62% e terminou o pregão aos 43.199 pontos. Foi a menor pontuação desde 2009. O pregão daquele dia foi marcado pela repercussão entre os investidores após a troca de comando no Ministério da Fazenda, com Nelson Barbosa assumindo o posto de Joaquim Levy.

 

G1.COM.BR

Vamos relembrar frases marcantes de Joaquim Levy como Ministro da Fazenda

Ministro deixa o cargo com menos de um ano na pasta. No período, país entrou em recessão e Brasil perdeu grau de investimento.

Karina Trevizan

Do G1, em São Paulo

“Estou ligeiramente ofuscado”

Em dezembro, após a redução da meta fiscal de 2016

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“Nós temos que partir em defesa do Brasil”

Em dezembro, após o Brasil perder o grau de investimento pela Fitch

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“A gente tem que ter bastante cuidado com relação ao ano que vem para não ter um outro ano de déficit primário. A gente realmente está gastando muito mais do que a gente tem, e é complicado”

Em dezembro, em evento em Alagoas

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“A questão da meta [de superávit primário para 2016], se vai ser 0,7% [do PIB], é o que eu digo, não são os ’20 centavos’, é todo o resto que importa”

Em dezembro de 2015, durante evento em São Paulo

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“Eu acho um inconveniente e um equívoco achar que essa mistura, que a meta é por causa do Bolsa Família. Obviamente não fica de pé”

Em dezembro de 2015, horas antes do anúncio de redução para 0,5%, durante evento em Brasília
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“Se vencermos os desafios que estão noCongresso para alcançarmos um orçamento em 2016 com os elementos que trarão tranquilidade para o país eu tenho certeza de que a demanda voltará, os indicadores serão muito mais favoráveis e aí a gente tem que olhar mais pra frente, que é trabalhar o que os economistas chamam do lado da oferta”

Em dezembro, em evento em São Paulo

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“A questão do rebaixamento é reflexo da realidade. É que nem campeonato de futebol, se você não se reorganiza, você não consegue ter união e o resultado é sério”

Sobre o então possível rebaixamento do Brasil por uma segunda agência de risco
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“Se havia aquele ímpeto de se instaurar um processo de impeachment, que se faça e se permita que o processo até ande rápido”

Em dezembro, em coletiva nos Estados Unidos

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“Acho que o impeachment, ao contrário, não atrapalha em nada. É um motivador para trazer mais transparência e reafirmar os compromissos da atividade econômica”

Em dezembro, em evento em São Paulo

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“A gente não vai ter crescimento no Brasil só com Band-Aid. Você tem de realmente enfrentar as coisas estruturais. Isso é trabalho”

Em novembro, em evento em Brasília
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A Petrobras está se reinventando, acho que ela tem que se reinventar ainda mais. É uma empresa que já mostrou que é capaz de se reinventar, e acho que se dermos espaço para ela respirar, tenho confiança que ela vai conseguir superar a fase atual e continuar fazendo coisas essenciais para o Brasil”

Em novembro, em evento no Rio

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“Eu acho que é importante ter a clareza fiscal. A presidente tem um compromisso com a meta de 0,7%. Temos de encontrar os meios. Obviamente toda base de apoio ao governo, incluindo evidentemente o Partido dos Trabalhadores, tem de se mobilizar. Mobilizar pelo Brasil, não apenas pela presidente. Para a gente ter o fiscal e o orçamento que o Brasil precisa, com as receitas que o Brasil precisa”

Em novembro de 2015, durante evento em Brasilia

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“Alcançar essa meta será fundamental para o aumento da confiança na economia brasileira”

Em novembro de 2014, ao anunciar meta de 2% em 2016

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“O Brasil está bom, o Brasil está interessante, o Brasil ta com ‘upside’… Então é isso. Isso que é importante”

Em novembro, em entrevista nos Estados Unidos
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“Instrumentos mais fáceis foram esgotados”

Em novembro, em evento em Brasília

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“Na medida que resolver o Orçamento de 2016 de uma maneira séria, segura, eu tenho convicção que a economia vai voltar a crescer, e vai voltar a crescer rápido”

Em outubro, defendendo a aprovação do Orçamento do próximo ano

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“Muitas das medidas exigirão apoio do Congresso para se tornarem efetivas, e a confiança dos brasileiros. Foi sugerido que se procurasse dialogar mais com a sociedade para que tivesse pleno entendimento sobre a necessidade desse esforço adicional. Nestas últimas semanas, ficou absolutamente evidente para todos a necessidade desse ajuste”

Em setembro, ao anunciar cortes de gastos e a volta da CPMF

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“A permanência no cargo não está em discussão, tenho muita tranquilidade”

Em agosto, coletiva de imprensa em Washington, nos EUA

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“Temos de fazer medidas que reforcem o lado estrutural e a capacidade de produção da economia. Nem todas [as medidas] são sexy e divertidas”.

Em agosto, referindo-se a medidas do ajuste fiscal, durante evento sobre cooperativismo no Banco Central.

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“A maior parte dos países vive do suor dos seus rostos, acho que dá pra viver muito bem assim”

Em agosto, referindo-se ao esforço de adaptação às mudanças da economia, durante o 7º Congresso de Mercados Financeiros da BM&FBovespa

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“Acho que é muito importante a ficha cair para todo mundo que está envolvido nessa transformação da economia. Revisitar os gastos, analisar profundamente se aquilo faz sentido, se está ajudando as pessoas ou não, para poder realmente fazer a seleção e ficar com o melhor dentro de um orçamento que a sociedade suporta, ou seja, dentro do que a gente consegue levantar de impostos”

Em agosto, sobre os gastos do governo, em entrevista à GloboNews

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“O FGTS é muito concentrado. (…) Mais ou menos 1% das contas do Fundo representam 30% do estoque. Das 137 milhões que existem, concentram quase um terço do total”

Em agosto, falando sobre o possível aumento da remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em coletiva à imprensa em São Paulo.

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“É evidente que a casa não está em ordem”

Em setembro, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados

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“Há um desafio, há um desafio para todo mundo, há um desafio para a sociedade, um desafio para o governo e um desafio também para o Congresso de a gente conseguir botar a casa em ordem”

Em setembro, em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal

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“A gente tem que ter muito cuidado quando mexe com algo tão importante quanto o FGTS. […] Todo mundo quer ter maior retorno de seus investimentos, mas você tem que ter cuidado com o que acontece do outro lado”

Em agosto, em evento com empresários em São Paulo

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“A declaração da Moody’s (…) é bastante detalhada, transparente e que eu acho que dá a indicação das prioridades que a gente tem que ter com relação a manter a qualidade da nossa dívida pública”

Em agosto, após o corte da nota do Brasil pela agência de risco

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“A gente parou de piorar”

Em julho, em entrevista à GloboNews

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“A economia mundial está bem difícil e tudo chega no Brasil, é uma economia onde a China também tem oscilações importantes.”

Em julho, durante a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, no Rio de Janeiro
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“O mundo mudou. (…) Nós até agora evitamos uma crise, mas o mundo tem desafios”

Em julho, em entrevista após solenidade em comemoração aos 40 anos da Escola de Administração Fazendária (Esaf), em Brasília.

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“A beleza da economia brasileira é a sua capacidade de reagir rapidamente”

Em julho, após ser questionado sobre a possibilidade de o país livrar-se do rebaixamento de sua nota de crédito, durante teleconferência com investidores do banco J.P. Morgan

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“Nós não jogamos a toalha”

Em julho, falando sobre a redução da meta do superávit primário, em entrevista à Globonews

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“A boa notícia é que a ressaca passa. A gente tem que se preparar. Não pode deixar o barco nas pedras, mas a gente tem que conduzir durante esse período”

Em junho, durante o lançamento do livro “Avaliação da Qualidade do Gasto Público e Mensuração da Eficiência”

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“O ajuste fiscal é absolutamente necessário. O Brasil precisa se reequilibrar, ter uma pauta estrutural para a gente encontrar o caminho do crescimento”

Em junho, na Câmara

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“Eu não estou cogitando”

Em junho, sobre a volta da CPMF, após encontro com empresários, em São Paulo

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“Tomar medidas que não são lá muito sexy, que são complicadas, envolve você ir no Congresso, envolve lidar com inúmeros interesses e setores. Mas são importantes para aumentar a eficiência da economia. Esse é o tipo de estratégia que nós temos que ter. Não adianta sonhar que vamos voltar a um lindo passado”

Em junho, durante encontro com empresários em São Paulo.

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“Não descumpro ordem de ninguém. Sou muito obediente”

Em junho, após ser perguntado se havia descumprido ordem médica para viajar, nos Estados Unidos

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“Delongas não favorecem a retomada do crescimento”

Em maio, antes da avaliação no Congresso de medidas do ajuste fiscal

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“A Europa é completamente diferente do Brasil. (…) Ela não tem inflação. Já mostra a diferença. Aqui a gente vinha tendo excesso de demanda recentemente, e não escassez. Tanto é assim que havia inflação. Lá na Europa, a razão por que não tem crescido é que tem de fazer mudanças importantes estruturantes que vão além do fiscal. Também temos de fazer mudanças econômicas que vão além do fiscal aqui. Para não ficar aquém do fiscal, temos de passar as medidas do ajuste”

Em maio, ao ser questionado se impacto do ajuste nas contas públicas.

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“A taxa de crescimento do Brasil não está entre as maiores, mesmo quando se consideram países que tem passado por um ajuste muito forte. Neste ano, teremos retração (…) Temos de concluir rapidamente o ajuste para o PIB voltar a crescer”

Em abril, durante audiência pública na Câmara dos Deputados

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“Foi uma boa surpresa, o PIB [veio] um pouco maior do que nós pensávamos”

Em março, falando sobre o crescimento de 0,1% da economia brasileira em 2014, em almoço-debate com empresários em São Paulo

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“O melhor ainda está por vir”

]Em abril, questionado se o pior momento da economia já passou, em entrevista em Nova York

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“Tenho confiança de que o destino do Brasil é ter ratings cada vez mais altos”

Em abril, sobre a nota de risco do Brasil por agências internacionais, após participar de encontro na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo

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“Uma coisa boa sobre o Brasil é que há muita transparência. Você sabe o que está acontecendo com o governo, os números, há muito debate na imprensa. Esse é o cerne da democracia”

Em abril, falando sobre gastos com a Previdência

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“Não é verdade. Discrepo, discrepo, tá certo. Discrepo” (sinônimo de discordar, divergir)

Em março, em encontro com empresários em São Paulo, interrompendo o presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), João Doria Jr, que mediava o encontro, quando este comentou que “é duro ser ministro de um governo como o da dona Dilma”.

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“Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes não da maneira mais fácil, mas… Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno”

Em março, em palestra a ex-alunos da escola de negócios da Universidade de Chicago (EUA), que teve gravação com a fala do ministro divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”

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“Se a gente tiver coragem, não vai ser difícil. Se a gente fizer rápido, vamos ter resultado rápido. Se ficarmos com medo, a gente paralisa. Agora a hora é de ter confiança.”

Em março, falando sobre o ajuste fiscal, em encontro nesta segunda-feira (16), na Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

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“Essa brincadeira [desoneração da folha] nos custa R$ 25 bilhões por ano, e vários estudos nos mostram que isso não tem protegido o emprego. Tem que saber ajustar quando não está dando resultado. Não deu os resultados que se imaginava e se mostrou extremamente caro.”

Em fevereiro, defendendo a Medida Provisória que, na prática, reduziu a desoneração da folha de pagamentos das empresas

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“Fui coloquial demais”

Em fevereiro, se referindo à fala em que chamou de “brincadeira” a desoneração da folha. Antes, Dilma havia dito que a fala do ministro fora “infeliz”.

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“A autonomia está dada. O objetivo é claro. Os meios a gente conhece. Acho que há o suficiente grau de entendimento dentro da própria equipe e maturidade. Então, acho que essa questão vai se responder de uma maneira muito tranquila. Dizer uma coisa ou outra não tem muito sentido agora. A gente vai ver no dia a dia como as coisas ocorrem. Quando uma equipe é escolhida, há confiança”.

Em novembro de 2014, antes de assumir a pasta, falando a autonomia dada a ele para implementar medidas de ajuste.

 

G1.COM.BR

Dólar fecha em queda nesta sexta, mas termina semana no azul

Moeda caiu 0,43% frente ao real, a R$ 3,8906 na venda.
Mercado seguiu atento a desdobramentos da crise política e econômica.

O dólar fechou no vermelho nesta sexta-feira (23), em queda pelo segundo dia seguido, após altas e baixas guiadas ora pelo corte da taxa de juros na China, ora pela preocupação dos investidores com a situação fiscal e política do Brasil.

A moeda norte-americana caiu 0,43%, a R$ 3,8906 para venda, após cair mais de 1% na mínima da sessão, a R$ 3,8664. Na máxima, foi a R$ 3,9319. Veja a cotação do dólar hoje.

Moeda Compra (R$) Venda (R$) Variação (%)
Dólar Comercial 3,8889 3,8901 -0,45%

Na semana, o dólar acumulou alta de 0,44%. No mês de outubro, a moeda caiu 1,88%. Em 2015, avançou 46%.

Veja a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, subia 0,24%, a R$ 3,917.
Às 9h39, caía 0,71%, a R$ 3,8795.
Às 10h09, caía 0,5%, a R$ 3,8878.
Às 10h49, caía 0,17%, a R$ 3,9008.
Às 11h29, subia 0,51%, a R$ 3,9276.
Às 12h09, subia 0,21%, a R$ 3,9159
Às 12h39, caía 0,62%, a R$ 3,8832.
Às 13h43, caía 0,20%, a R$ 3,8995.

Às 14h09, caía 0,11%, a R$ 3,9031.
Às 14h29, caía 0,33%, a R$ 3,8944.
Às 15h05, caía 0,13% a R$ 3,902.

Às 15h29, caía 0,03%, a R$ 3,9064.
Às 15h59, caía 0,19%, a R4 3,90.
Às 16h29, caía 0,57%, a R$ 3,8854

“O mercado aproveitou preços mais baixos logo cedo e saiu comprando. A cautela com anúncio do déficit fiscal fez o mercado se defender”, disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Investidores temem que a deterioração das contas públicas possam levar o Brasil a perder seu selo de bom pagador com outras agências além da Standard & Poor’s, o que afastaria ainda mais capitais do país em um momento de intensa incerteza política.

Pela manhã, a moeda norte-americana registrou quedas firmes após o banco central da China afrouxar a política monetária para enfrentar a fraqueza na economia. O Banco do Povo da China reduziu suas principais taxas de juros e cortou a taxa de compulsório para todos os bancos, em um momento em que a fraqueza na segunda maior economia do mundo vem reduzindo a demanda por ativos de mercados emergentes.

Segundo o economista da 4Cast Pedro Tuesta, além de favorecer mercados emergentes por si só, os cortes são evidência de fraqueza na China e podem levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a manter os juros perto de zero por mais tempo. “O mercado vai acreditar que o Fed vai continuar ‘dovish'”.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 8,193 bilhões, ou cerca de 80% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,9%, a R$ 3,9075 na venda, após acumular alta de 3,75% em quatro sessões em meio a pressões internas e externas.

 

G1.COM

Ministério da Fazenda desmente boato sobre confisco da poupança

De acordo com o comunicado, “não procedem as informações que estariam circulando pela mídia social de que haveria risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras”.

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O Ministério da Fazenda, através de sua assessoria de imprensa, liberou hoje, 13, comunicado em que desmente boatos acerca de uma suposta ação confiscatória por parte do governo federal.

De acordo com o comunicado, “não procedem as informações que estariam circulando pela mídia social de que haveria risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras”.

Além disso, acrescenta a nota “tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a  valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”.

A preocupação da população brasileira com o tema confisco remete ao governo de Fernando Collor de Melo, em março de 1990, quando houve a retenção de parte dos recursos dos poupadores.

 

Diário do Nordeste – Negócios – 13/02/2015

Novo ministro da Fazenda fala em corte de despesas, mas sem pacotes

Fixou meta fiscal de 1,2% do PIB para 2015 e de ao menos 2% em 2016.
Joaquim Levy disse ter autonomia para implementar medidas necessárias.

O ministro da Fazenda nomeado, Joaquim Levy, informou nesta quinta-feira (27) que a meta de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda, será de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público consolidado (governo, estados e municípios) em 2015. Este ano, a meta fixada inicialmente era de 1,9% do PIB, mas o governo já informou que este objetivo foi abandonado.

Joaquim Levy foi confirmado como próximo ministro da Fazenda nesta quinta pelo Palácio do Planalto, em substituição a Guido Mantega. Também foram confirmados os nomes de Nelson Barbosa como próximo ministro do Planejamento, e a permanência de Alexandre Tombini no comando do Banco Central.

Em 2016 e 2017, segundo Levy, o esforço fiscal não será inferior a 2% do PIB – próximo do patamar registrado em 2013. “Alcançar essa meta será fundamental para o aumento da confiança na economia brasileira”, declarou Levy a jornalistas no Palácio do Planalto. Para atingir essas metas, ele informou que algumas medidas que vêm sendo discutidas são de diminuição de despesas. Entretanto, acrescentou que as medidas serão, “não digo graduais, mas sem pacotes, sem nenhuma surpresa”.

Questionado por jornalistas, o próximo ministro declarou ter ter autonomia para implementar as medidas. “A autonomia está dada. O objetivo é claro. Os meios a gente conhece. Acho que há o suficiente grau de entendimento dentro da própria equipe e maturidade. Então, acho que essa questão vai se responder de uma maneira muito tranquila. Dizer uma coisa ou outra não tem muito sentido agora. A gente vai ver no dia a dia como as coisas ocorrem. Quando uma equipe é escolhida, há confiança”, afirmou.

Levy concedeu entrevista durante anúncio da nova equipe econômica (Foto: Reuters)
Levy concedeu entrevista durante anúncio da nova
equipe econômica (Foto: Reuters)

Contas públicas neste ano
Nos nove primeiros meses deste ano, as contas do setor público registraram um déficit primário – receitas ficaram abaixo das despesas, mesmo sem contar juros da dívida – de R$ 15,28 bilhões, ainda segundo números divulgados pelo BC. Foi a primeira vez desde o início da série histórica do BC, em 2002 para anos fechados, que as contas do setor público registraram um déficit nos nove primeiros meses de um ano.

Considerado ortodoxo, com uma atuação mais tradicional na economia, Levy, de 53 anos, executou um ajuste fiscal na primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que levou o superávit primário a um patamar médio de 3,5% do PIB (série histórica revisada do BC, sem as estatais) – patamar considerado elevado. Ele ficou conhecido como “mãos de tesoura” na ocasião por conta do controle de gastos implementado nas contas públicas. Levy travalhava, até então, na diretoria da administradora de investimentos Bradesco Asset Management.

Redução da dívida pública
“Primeiramente, cabe notar que vir a suceder o mais longevo ministro da Fazenda em período democrático [Guido Mantega] é mais do que uma honra, um privilégio. O objetivo imediato do governo e do Ministério da Fazenda é estabelecer uma meta de superávit primário para os três proximos anos que contemple a estabilização e declínio da dívida pública”, declarou o ministro da Fazenda nomeado.

Joaquim Levy também avaliou que é fundamental para o aumento da confiança da economia brasileira, a consolidação dos avanços sociais e ecomicos e reafirmou o compromisso com transparência e com a divulgação de dados abrangentes.

“As medidas necessárias para o equilíbrio das contas públicas serão tomadas. Como a gente falou, serão tomadas com análise e segurança. Eu acho que o Brasil tem mecanismos capazes disso. É um trabalho que envolve não só o governo federal, mas acho que toda a federação, não só o Poder Executivo, mas todos os poderes. É um trabalho importante pois é o que garante condições de crescimento”, declarou Levy.

Tesouro Nacional?
Levy, ao ser interpelado por jornalistas sobre quem será o novo secretário do Tesouro Nacional, não disse que não falaria sobre isso neste momento. “Vamos manter os ritos. A gente têm desafios, coisas importantes a fazer. A gente não está em nenhuma agonia. Vamos ficar tranquilos. Essa é a maneira boa de lidar com os desafios de um novo governo que começa em primeiro de janeiro”, afirmou.

Rumores dão conta de que o próximo secretário do Tesouro Nacional pode ser Carlos Hamilton Araújo, atualmente na diretoria de Política Econômica do Banco Central.

 

G1.COM

James Akel comenta recusa de Luiz Carlos Trabuco aceitar o ministério da Fazenda

O jornal Valor confirma hoje que Luiz Trabuco, presidente executivo do Bradesco, não teria aceitado ser ministro da Fazenda e criou uma situação difícil pra Dilma.

Esta coluna já tinha contado o que Dilma teria que fazer pra convidar Trabuco.

Mas ao invés de ela ir até a sala do Seu Brandão, presidente do Conselho, e com toda humildade pedir ajuda a ele que emprestasse Trabuco, ela mandou um emissário.

Seu Brandão teria tido uma conversa objetiva com Trabuco sobre a possibilidade dele ser ministro.

E Trabuco teria declarado ao Seu Brandão que não seria possível realizar um bom trabalho por questão ideológica e empresarial.

As posições de Dilma e de Trabuco são opostas.

Na verdade Trabuco acabaria governando o Brasil e isto causaria confronto com Dilma e isto não interessa pra ninguém.

Seu Brandão então teria avisado o emissário, por telefone mesmo, aliás emissário conhecido de longa data, que Trabuco não poderia deixar o Bradesco.

O ministério da Fazenda deixaria de ser um caso de Trabuco pra ser um caso de trabuco.


Escrito por jamesakel@uol.com.br às 13h24 no dia 03/11/2014