A nova moda do nome e sobrenome no futebol

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Terça-Feira Gorda de Carnaval – e são tantas e diferentes as explicações da sua gordura, que é melhor ficar numa só: Mardi Gras, Terça-Feira Gorda em francês, é o último dia permitido para comer tudo que tem vontade, antes do jejum quaresmal.

Dia que, por ser feriado, permite divagar por outros assuntos, igualmente intrigantes, mas que também devem ter explicações das mais lógicas para todos eles.

Antes, era comum no nosso futebol, se ouvir no rádio as jogadas de Didi, Garrincha, Belini, Mazola, Tostão, Vavá, Pepe, Gilmar, Gerson, Clodoaldo, Dino, Jairzinho, Zito, Tatá, Zico, Zózimo, Dudu, Zagalo, Felix, Rivellino, entre tantos tão simples assim, até chegar ao maior de todos, Pelé, ante outros, mas poucos, chamados Domingos da Guia ou seu filho Ademir da Guia, Nilton Santos, De Sordi, Carlos Alberto.

Hoje, verifica-se, nos gramados, que uma boa maioria resolveu fazer uso do nome e sobrenome, como Felipe Rodrigues, André Castro, Pedro Carmona, Gabriel Leite, Martin Silva, Gustavo Scarpa, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Rafael Sóbis, Felipe Melo, Michel Bastos, Marcos Rocha e Everton Souza, além de outros. Até no já aposentado Ronaldo inventaram um questionável “fenômeno”.

Nada que diminua ou aumente o tamanho da bola, mas que só fez crescer o trabalho dos narradores.

O número de palavras usadas em cada jogo, no mínimo, dobrou.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Com dois gols de Rafael Costa, Ceará vence o CRB fora: 3 x 1

O jogo foi movimentado, mas o Vozão mostrou total controle da partida

Site do Ceará Sporting Club

Clube de Regatas Brasil 1 x 3 Ceará Sporting Club

No embalo de Rafael Costa, Ceará vence CRB e respira na Segundona

Vozão desbanca o Galo no Rei Pelé e chega a 21 pontos no Brasileiro da Série B

Rafael Costa, atacante do Ceará (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Rafael Costa fez dois gols no jogo contra o CRB (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

O Ceará quebrou a invencibilidade de sete partidas do CRB no Estádio Rei Pelé. Incisivo, o Vozão foi melhor nos dois tempos e venceu nesta sexta-feira por 3 a 1em Maceió. Destaque para o atacante Rafael Costa, autor de dois dos três gols alvinegros. Mazola fez o terceiro, e Maxwell descontou para o time alagoano. Na etapa final, Ricardinho, do Galo, recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo, facilitando a missão dos visitantes.

Agora, com 21 pontos, o Ceará aumenta as chances de sair da zona do rebaixamento e assume o 18º posto. O Galo ficou nos 28 e deve perder posições na sequência da 23ª rodada da Série B. Por enquanto, é o 13º colocado. Segunda-feira, o CRB encara o Oeste, às 16h, em Osasco-SP, e o Ceará recebe o Náutico em Fortaleza, às 19h.

Vozão se impõe no primeiro tempo

O jogo começou muito movimentado. No primeiro minuto, Daniel Cruz roubou uma bola no ataque e acionou Cañete. O meia argentino recebeu livre na área, mas chutou em cima do goleiro do Ceará, que fez ótima defesa. Depois, o Vozão se assanhou. Aos oito minutos, Victor Luís bateu escanteio pela esquerda e Rafael Costa subiu soberano para testar para baixo, no canto do goleiro Júlio Cesar, que apenas olhou ela entrar.

O CRB sentiu o gol e quase sofreu o segundo em chutes venenosos de Julio Cesar e Mazola. O primeiro passou perto e o segundo parou em bela intervenção do goleiro regatiano. Aos 41 minutos, Gabriel cabeceou no travessão do Ceará após escanteio batido por Cañete. Melhor distribuído em campo, o Vozão continuou em cima, explorando muito o lado esquerdo de seu ataque e poderia ter encerrado o primeiro tempo com uma vantagem maior. Ficou no 1 a 0.

CRB x Ceará, Rafael Costa gol (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Rafael Costa cabeceia para baixo e abre o placar no Rei Pelé (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Expulsão de Ricardinho complica o Galo

Técnico do CRB, Mazola Júnior abriu mais o time no segundo tempo, sacando o volante Somália e apostando no meia Clebinho. Avançou as linhas. No primeiro minuto, Clebinho cabeceou e a defesa alvinegra afastou na pequena área. Aos oito, Ricardinho, do Galo, parou Victor Luis com uma falta por trás, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Aos 26 minutos, o Ceará ampliou a vantagem. Sandro lançou para Mazola, que se livrou facilmente de Josa, passou pelos marcadores e serviu a Rafael Costa, que bateu cruzado de canhota, marcando o segundo gol do Vozão. O CRB esboçou reação aos 32 minutos. Daniel Cruz fez ótima jogada de linha de fundo e cruzou na cabeça de Maxwell, que tirou do goleiro Luís Carlos e diminuiu a diferença. Na sequência, Wescley bateu de fora da área e quase fez o terceiro. Não demorou para o jogo ser definido. Audálio perdeu a bola aos 35 para Alex Amado, que avançou e chutou na trave. Mazola pegou a sobra e fechou o placar em 3 a 1.

 

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Figueirense 4 x 0 Coritiba

4 x 0

29ª RODADA
FIGUEIRA LIDA MELHOR COM NERVOS, GOLEIA E AFUNDA O COXA NA LANTERNA
Catarinenses quebram sequência de três jogos sem vencer e se afasta do G4 com 4 a 0. Coritiba reclama de gol mal anulado quando jogo estava 0 a 0
Os nervos, a tensão e a impaciência estiveram presentes em campo neste domingo, no Orlando Scarpelli. E o futebol típico da parte inferior de tabela também. Figueirense e Coritiba exageraram nos erros e deixaram claro por que brigam contra o Z-4. Dentro deste contexto, o Figueira soube lidar melhor com os seus problemas e tratou de afundar ainda mais o Coxa, que reclamou muito de um gol mal anulado quando o placar estava 0 a 0. Depois disso, os catarinenses construíram um 4 a 0 um tanto inesperado. Alvinegros respiram, e alviverdes ficam ainda mais sufocados na lanterna do Brasileirão.

A distância na tabela, que era de três pontos, agora é de seis. Se o Figueira precisava de gols, conseguiu com Marco Antônio, Mazola e duas vezes com Marcão. Para o Coxa, em mais uma tarde de infelicidades, a lição que parece ficar é saber encontrar nos nove jogos restantes deste Brasileirão uma maneira de controlar os nervos e aproveitar melhor as chances. O tempo está passando.

Na próxima rodada, Figueirense e Coritiba voltam a jogar no mesmo dia e horário. O time catarinense deixa Florianópolis e vai até Porto Alegre. Encara o Grêmio, na Arena gaúcha, na quarta-feira, às 21h. Para o Coritiba, não há outro resultado a não ser a vitória diante do Botafogo, no Couto Pereira, em novo confronto direto contra o Z-4.

Figueirense x Coritiba - comemoração gol Figueirense (Foto: Agência Estado)
Jogadores do Figueirense comemoram um dos gols na importante vitória (Foto: Agência Estado)

Muitos erros, mas emoção

Por conta da situação incômoda na tabela, Figueirense e Coritiba iniciaram a partida errando demais. A pressão pela necessidade de uma vitória resultava em passes errados e falta de paciência com a bola nos pés – foram 27 erros de passes na primeira etapa. Um jogo morno e de poucas chances. A partida era concentrada no meio de campo. Assim, os lados foram as melhores alternativas de ataque. Apesar desses fatores, a primeira etapa teve sua dose de emoção.

Zé Love utilizava as costas do volante improvisado Jefferson e se dava bem. Obrigou Tiago Volpi a fazer boa defesa aos 23 minutos. Antes, aos 18,  o árbitro Péricles Bassol anulou um gol do Coxa ao assinalar impedimento inexistente em bela trama de Alex e Robinho. Jogada muito contestada pelos paranaenses. E o gol mal anulado custou caro. Em seguida, em uma rápida escapada, o jovem Clayton, que se movimentava pela direita e pela esquerda, aproveitou pixotada de Wellington para ficar na frente de Vanderlei e ser derrubado. Penalidade convertida por Marco Antônio, aos 31 minutos. O Coxa, que crescia na partida, se perdeu em campo. Felipe, aos 38, e Nirley, aos 41, quase ampliaram para o Figueira.

Figueira se solta e goleia

Com a vantagem no placar, o Figueira passou a utilizar o fator casa e os erros do Coritiba a seu favor. Com um pouco mais de tranquilidade, o time catarinense se mostrou mais organizado e assustou em duas chegadas pelo lado direito, uma com Clayton e outra com o meia Marco Antônio, que acertou a trave de Vanderlei. Desorganizado, o Coritiba não conseguia trocar passes. Alex, bem marcado, pouco conseguiu produzir.

O segundo gol parecia uma questão de tempo para os donos da casa. Mesmo com problemas, o Figueira conseguia impor seu jogo. O Coxa sentia. Sentiu tanto que o tempo necessário passou, e o segundo gol alvinegro veio, em nova bobeira da defesa alviverde. Marcão aproveitou para decretar o 2 a 0, aos 28 minutos. Abatido, o Coxa sofreu como tem sofrido ao longo deste Brasileirão. Totalmente entregue. Mazola, que entrara na segunda etapa, e Marcão, mais uma vez, decretaram uma inesperada goleada: 4 a 0.

 

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Figueirense 1 x 2 Flamengo

1 x 2

27ª RODADA
COM GOL NO ÚLTIMO MINUTO, FLA VENCE O FIGUEIRENSE E SE AFASTA DA CONFUSÃO
Em jogo de chances desperdiçadas, Nixon salva o clube carioca e garante triunfo por 2 a 1, no Estádio Orlando Scarpelli, pelo Campeonato Brasileiro
O rebaixamento é um fantasma que atormenta quem se aproxima da confusão e não costuma ser piedoso com quem perde a oportunidade de exorcizá-lo. Pautados na fuga da queda, Figueirense e Flamengo fizeram um jogo intenso nesta quarta-feira, no Orlando Scarpelli, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um jogo de correria, chances desperdiçados e dramas. No fim, literalmente – o gol saiu no último minuto –, Nixon garantiu a vitória rubro-negra por 2 a 1, aliviando a vida do clube carioca e deixando o adversário mais próximo do Z-4.
Na próximo domingo, o Figueirense, com 32 pontos, vai a Curitiba enfrentar o Atlético-PR na Arena da Baixada, às 18h30. No mesmo dia, mas às 16h, o Flamengo, com 34, recebe o líder Cruzeiro, no Maracanã. O primeiro time da zona de rebaixamento é a Chapecoense, com 28, que ainda joga nesta quinta-feira contra o Internacional, em Chapecó.
Flamengo comemora gol contra o Figueirense (Foto: Thiago Pedro / Agência estado)
Flamengo comemora gol contra o Figueirense (Foto: Thiago Pedro / Agência estado)
Jogadores comemoram com Eduardo da Silva, que abriu o placar (Foto: Thiago Pedro / Agência estado)
Blitz visitante surte efeito
O Flamengo começou com uma blitz ofensiva. Com os jogadores do meio-campo adiantados, pressionou o Figueirense. Logo aos três minutos, França cortou um cruzamento de Léo Moura com a mão, mas o árbitro Fábio Rodrigues Guerra, de São Paulo, não entendeu como pênalti. No minuto seguinte, o Rubro-Negro abriu o placar depois de um cruzamento de João Paulo na cabeça de Eduardo da Silva, aproveitando o erro de marcação do zagueiro Thiago Heleno.
O Figueirense também teve suas chances. Marcão, duas vezes, levou perigo em cabeçadas praticamente dentro da pequena área. O Flamengo demorou a conseguir conter as bolas cruzadas em cobranças de faltas e escanteios. Preocupado com o que via em campo, o técnico Argel ainda fez uma substituição nos minutos finais do primeiro tempo, colocando Mazola no lugar de França, que já havia levado cartão amarelo.
Alívio na bacia das almas
O segundo tempo começou com o Flamengo tendo as melhores chances. Marcelo fez grande jogada, entrou livre, mas parou em Tiago Volpi. Aos 10 minutos, Eduardo da Silva recebeu lançamento de Canteros, mas tentou fazer o gol de calcanhar, e o goleiro do Figueirense defendeu. O castigo à displicência aconteceu no minuto seguinte. Marcão deu bom passe para Mazola empatar o jogo.
O Figueirense poderia ter virado o jogo aos 17, quando Marcão recebeu lançamento em profundidade e tentou encobrir Paulo Victor, que salvou o Flamengo com ótima defesa. Canteros também teve duas grandes oportunidades de marcar, acertando a trave numa delas. A dificuldade era dos dois times em encontrar o caminho do gol. Mas num lance confuso, aos 47, Nixon aproveitou a sobra e, de cabeça, fez o gol da vitória rubro-negra.
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