Clube de Regatas Brasil 4 x 1 Atlético Goianiense

CRB atropela o Atlético-GO, se recupera e complica o rival na Série B

Após ser goleado pelo Paysandu, Galo mostra poder de reação e praticamente se
livra do rebaixamento, enquanto clube goiano ainda luta para se distanciar do Z-4

Palmas para o CRB. Neste sábado, o Galo se recuperou em grande estilo da goleada sofrida contra o Paysandu na última rodada da Série B e venceu o Atlético-GO por 4 a 1 no estádio Rei Pelé. O placar foi construído com extrema facilidade e retratou o que foi a partida em Maceió. Zé Carlos, Gerson Magrão, Danilo Bueno e Maxwell marcaram para a equipe alagoana, enquanto Júnior Viçosa descontou para o apático Dragão.

O resultado deixa o CRB bem longe da zona de rebaixamento, com 47 pontos e na 11ª colocação. O time voltará a campo novamente em casa, na próxima terça-feira, contra o Paraná. Já o Atlético-GO liga de vez o sinal de alerta. Sem vencer há três rodadas, o Rubro-Negro viu a vantagem de 11 pontos para o Z-4 cair para apenas cinco pontos. Também na terça, o Dragão visita o Sampaio Corrêa, que luta pelo acesso.

Disposto a apagar a má impressão deixada na rodada anterior, quando levou 5 a 1 do Paysandu, o CRB envolveu o Atlético-GO e dominou o jogo. O primeiro gol poderia ter saído logo aos seis minutos, quando Zé Carlos chutou, Marcus Winícius desviou a bola com o braço dentro da área, e o árbitro marcou apenas escanteio. Apesar do erro do juiz, o time alagoano continuou em cima e dava muito trabalho com Clebinho e Gerson Magrão. O goleiro Márcio segurava o placar para o Dragão.

A equipe goiana só conseguiu sair para o jogo a partir dos 25 minutos. Willie arriscou de longe e obrigou Juliano a se esticar todo para por a bola pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio, Samuel subiu alto e acertou o travessão. Mas a pressão rubro-negra parou por aí. Logo em seguida, Gerson Magrão cabeceou com perigo e tirou tinta da trave direita de Márcio. Mas aos 29 minutos, o Galo abriu o placar. Zé Carlos recebeu lançamento de Magrão, invadiu a área com liberdade e chutou no canto esquerdo de Márcio: 1 a 0 CRB.

Goleada justa no Rei Pelé

Gilberto Pereira trocou Washington por Giancarlo na volta para o segundo tempo, mas viu qualquer tentativa de reação do Atlético-GO ruir aos cinco minutos. Gerson Magrão arrancou com liberdade pela esquerda, fintou a marcação de Marcus Winícius e estufou as redes com uma bomba de esquerda: 2 a 0 CRB. Só dava Galo em campo. O time da casa parecia ter mais jogadores no estádio Rei Pelé e atuava à vontade. Júnior Viçosa chegou a driblar o goleiro Juliano, mas chutou para fora em lance que retratou a noite infeliz do Dragão.

Do outro lado, o CRB era mais perigoso e eficiente. Clebinho chutou da meia-lua e, por pouco, não marcou o terceiro. O gol saiu com Danilo Bueno, que acabara de entrar. Aos 25, ele arriscou da intermediária, a bola desviou em Pedro Bambu e tirou o goleiro Márcio da jogada: 3 a 0 CRB. O placar só não ficou em branco para o Atlético-GO porque o árbitro enxergou pênalti do goleiro Juliano em Giancarlo aos 36 minutos. Júnior Viçosa cobrou e deu números finais ao jogo: 3 a 1. Só que ainda tinha tempo para mais um do Galo. Zé Carlos lançou o garoto Maxwell, que tocou na saída de Márcio e fechou o placar: 4 a 1 CRB.

CRb x Atlético-GO - Série B 2015 (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
CRB vence o Atlético-GO e fica em situação confortável na Série B
(Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
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Clube de Regatas Brasil 2 x 1 Mogi Mirim

Zé Carlos retorna com gol, CRB vence Mogi e sobe na tabela da Série B

Atacante se isola na artilharia do Segundona e Alvirrubro chega a cinco jogos sem perder na competição. Equipe paulista perde mais uma e segue na lanterna

O CRB segue subindo na tabela de classificação da Série B. Neste sábado, o Galo derrotou o Mogi Mirim por 2 a 1 no Estádio Rei Pelé, ganhou duas posições na Segundona e ampliou a sequência invicta para cinco jogos. Zé Carlos, longe do time há seis rodadas, voltou com o faro de gol em dia, anotando o segundo do time alagoano e se isolou na artilharia da competição.

CRB x Mogi Mirim - Zé Carlos comemora com Mazola Júnior (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Zé Carlos comemora o segundo gol da equipe com o técnico Mazola Júnior
(Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Enfrentando dificuldades para entrar pelo meio da defesa adversária, o Alvirrubro apostou na força aérea para construir o resultado. Após primeiro tempo enroscado, dois cruzamentos precisos furaram o bloqueio. Bocão para Maxwell e Cañete para Zé Carlos foram as conexões que terminaram em duas cabeçadas precisas, sem chance para o goleiro Mauro. O Sapão tentou pressionar no final, chegou a diminuir com Val Barreto, mas os alagoanos seguraram o resultado.

Com mais três pontos na conta, o Alvirrubro chegou a 37 e ocupa a 11ª colocação. Daqui a uma semana, o time viaja até Varginha e encara o Boa Esporte pela 29ª rodada, às 16h30, no Estádio Municipal. O Mogi vê sua situação no campeonato se complicar ainda mais. Com apenas 22 pontos, os paulistas estão a nove da primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Sapão será também no sábado, às 21h, no Estádio Romildo Ferreira, contra o América-MG.

Primeiro tempo sem gols 

O Galo iniciou a partida tentando pressionar os visitantes, mas acabou esbarrando no bom bloqueio do Mogi. Recuada, a equipe paulista tentava especular nos contra-ataques. Aos 15, a primeira boa chance do CRB com Clebinho, que arriscou de fora da área, à direita do gol de Mauro. Luiz Fernando respondeu cinco minutos depois e cruzou na cabeça de Franco. O atacante apareceu livre na segunda trave, mas não conseguiu acertar a cabeçada.

CRB x Mogi Mirim - Jogadores de CRB e Mogi brigam pela bola (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Primeiro tempo foi truncado e sem muito espaço para o CRB (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Nos minutos finais, o Alvirrubro aumentou o ritmo. Josa, lesionado, saiu para a entrada de Maxwell e o atacante foi logo arrepiando. Já no primeiro lance, ele aproveitou bobeira do goleiro do Mogi e deu assistência para chute perigoso de Zé Carlos. Na sequência, aproveitou bola mal afastada após cobrança de escanteio e exigiu defesa arrojada do goleiro do Sapão. O Mogi guardou a investida mais perigosa para o final, com Heleno assustando o goleiro Júlio César.

CRB x Mogi Mirim - Maxwell sobe e abre o placar para o CRB (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Maxwell testa firme para o gol e marca o primeiro do CRB na partida

(Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Segundo tempo agitado

 

O CRB voltou para a etapa final querendo construir logo o resultado. Nos primeiros minutos, um ensaio para a jogada do gol. Maxwell escorou cruzamento para Zé Carlos, que girou e chutou travado na zaga. Pouco tempo depois, Bocão cruzou na cabeça de Maxwell, que finalizou sem chance no canto esquerdo de Mauro e abriu o placar. Mais uma vez por cima, Diego Jussani mandou para as redes, mas o lance foi anulado por impedimento do zagueiro.

Aos 21, Ruster chutou cruzado e Júlio César precisou se esticar para evitar o pior. Apenas um susto. Agora com a redonda parada, Cañete cobrou falta na cabeça de Zé Carlos e o artilheiro testou firme no canto esquerdo: 2 a 0. Minutos depois, o lance mais inacreditável do jogo. Val Barreto recebeu livre na grande área, driblou Júlio César e, com o gol todo à sua disposição, tropeçou sozinho e desperdiçou a chance de maneira bizarra. Ainda deu tempo para o atacante se redimir e anotar o seu aos 40, desviando a bola para o gol após cobrança de escanteio, mas foi só. Vitória regatiana e festa no Estádio Rei Pelé.

 

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Com dois gols de Rafael Costa, Ceará vence o CRB fora: 3 x 1

O jogo foi movimentado, mas o Vozão mostrou total controle da partida

Site do Ceará Sporting Club

Clube de Regatas Brasil 1 x 3 Ceará Sporting Club

No embalo de Rafael Costa, Ceará vence CRB e respira na Segundona

Vozão desbanca o Galo no Rei Pelé e chega a 21 pontos no Brasileiro da Série B

Rafael Costa, atacante do Ceará (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Rafael Costa fez dois gols no jogo contra o CRB (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

O Ceará quebrou a invencibilidade de sete partidas do CRB no Estádio Rei Pelé. Incisivo, o Vozão foi melhor nos dois tempos e venceu nesta sexta-feira por 3 a 1em Maceió. Destaque para o atacante Rafael Costa, autor de dois dos três gols alvinegros. Mazola fez o terceiro, e Maxwell descontou para o time alagoano. Na etapa final, Ricardinho, do Galo, recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo, facilitando a missão dos visitantes.

Agora, com 21 pontos, o Ceará aumenta as chances de sair da zona do rebaixamento e assume o 18º posto. O Galo ficou nos 28 e deve perder posições na sequência da 23ª rodada da Série B. Por enquanto, é o 13º colocado. Segunda-feira, o CRB encara o Oeste, às 16h, em Osasco-SP, e o Ceará recebe o Náutico em Fortaleza, às 19h.

Vozão se impõe no primeiro tempo

O jogo começou muito movimentado. No primeiro minuto, Daniel Cruz roubou uma bola no ataque e acionou Cañete. O meia argentino recebeu livre na área, mas chutou em cima do goleiro do Ceará, que fez ótima defesa. Depois, o Vozão se assanhou. Aos oito minutos, Victor Luís bateu escanteio pela esquerda e Rafael Costa subiu soberano para testar para baixo, no canto do goleiro Júlio Cesar, que apenas olhou ela entrar.

O CRB sentiu o gol e quase sofreu o segundo em chutes venenosos de Julio Cesar e Mazola. O primeiro passou perto e o segundo parou em bela intervenção do goleiro regatiano. Aos 41 minutos, Gabriel cabeceou no travessão do Ceará após escanteio batido por Cañete. Melhor distribuído em campo, o Vozão continuou em cima, explorando muito o lado esquerdo de seu ataque e poderia ter encerrado o primeiro tempo com uma vantagem maior. Ficou no 1 a 0.

CRB x Ceará, Rafael Costa gol (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Rafael Costa cabeceia para baixo e abre o placar no Rei Pelé (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Expulsão de Ricardinho complica o Galo

Técnico do CRB, Mazola Júnior abriu mais o time no segundo tempo, sacando o volante Somália e apostando no meia Clebinho. Avançou as linhas. No primeiro minuto, Clebinho cabeceou e a defesa alvinegra afastou na pequena área. Aos oito, Ricardinho, do Galo, parou Victor Luis com uma falta por trás, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Aos 26 minutos, o Ceará ampliou a vantagem. Sandro lançou para Mazola, que se livrou facilmente de Josa, passou pelos marcadores e serviu a Rafael Costa, que bateu cruzado de canhota, marcando o segundo gol do Vozão. O CRB esboçou reação aos 32 minutos. Daniel Cruz fez ótima jogada de linha de fundo e cruzou na cabeça de Maxwell, que tirou do goleiro Luís Carlos e diminuiu a diferença. Na sequência, Wescley bateu de fora da área e quase fez o terceiro. Não demorou para o jogo ser definido. Audálio perdeu a bola aos 35 para Alex Amado, que avançou e chutou na trave. Mazola pegou a sobra e fechou o placar em 3 a 1.

 

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CRB 3 x 1 Criciúma

De virada, CRB vence e acaba com invencibilidade de Pet no Criciúma

Depois de sair atrás no placar, mandantes viram com gols de Zé Carlos, empatado na artilharia da Série B, Clebinho e Maxwell. Tigre tem fim de 11 jogos sem perder

Foi eterno enquanto durou. O centroavante Zé Carlos marcou pela primeira vez desde a saída do Criciúma em que é tido como ídolo. Ele marcou seu 10º gol, se igualou a Anderson Aquino, do Santa Cruz, na artilharia da Série B do Campeonato e ainda abriu o caminho para a virada do CRB neste sábado. Porém os mandantes fizeram mais que o triunfo por 3 a 1 no Rei Pelé. O resultado acabou com a invencibilidade do Tigre comandado por Petkovic na competição, após 11 jogos sem perder. O placar manteve alvirrubros e carvoeiros no meio da classificação, na 11ª e na nona colocação, respectivamente.

CRB e Criciúma dividiram o primeiro tempo. Os visitantes dominaram a partida até a abertura do placar, em tento contra do zagueiro Audálio. Depois, o CRB passou a ser mais consistente a partir da entrada de William Cordeiro e contou com uma arma bem conhecida do rival. Zé Carlos deixou tudo igual em jogada típica de centroavante.  Embalou e a vantagem foi regatiana graças ao tento de Clebinho, no começo da etapa complementar, e de Maxwell, que entrou no segundo tempo para dar números finais.

Zé Carlos CRB Criciúma (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)
Ex-Criciúma, Zé Carlos marca para o CRB e abre o caminho para vitória do CRB
(Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Na próxima rodada, a 20ª da Série B do Campeonato Brasileiro, o Criciúma entre em campo na sexta-feira. Em casa e às 19h, recebe o Mogi Mirim. No dia seguinte, às 16h30, o CRB vai estar no Nabi Abi Chedid para encarar o Bragantino.

O jogo

Organizado, compacto e agressivo. O Criciúma começou mandando no jogo. A imposição fazia com que os visitantes aparecessem mais no campo de ataque e nas finalizações. No entanto, os tiros de fora da área não mais que assustavam, o goleiro Juliano mais olhava que defendia. Enquanto isso, o CRB tropeçava na articulação das jogadas. Ainda que tenha sido contra, o gol de abertura do placar, naturalmente, foi tricolor. Em lance pela linha de fundo, o cruzamento baixo de Lucca desviou em Audálio e entrou. Como na vitória na rodada passada, o Tigre balançou as redes em tento contra, e após toque rasteiro do atacante para o miolo da área.

A vantagem fez mal aos tricolores e o time da casa começou a crescer em cima do relaxamento e principalmente pela entrada de William Cordeiro na vaga de Olívio. O empate não ocorreu antes porque o goleiro Luiz, em grande fase, fez bela defesa no arremate de Clebinho. Porém, a igualdade foi restabelecida por uma combinação bem conhecida do Criciúma: Zé Carlos, a bola e a presença dentro da área. Ele protegeu, girou botou dentro e comemorou com discrição, em respeito ao ex-time.

Lá e cá, CRB e Criciúma tentaram tomar as rédeas da partida e, consequetemente, do placar desde o reinício de jogo. Porém, os mandantes, embalados pelo empate antes do intervalo, pularam na frente. Clebinho não perdoou a falha da defesa do Tigre e desempatou. Por mais que Petkovic tenha tentado mudar o resultado, com as entradas dos atacantes Maurinho e Jefferson, não teve gol no fim como em jogos recentes. Balançou as redes quem vestia vermelho e branco. Antes do fim, Maxwell decretou o triunfo do CRB.

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CRB 3 x 0 Oeste

CRB se impõe no Rei Pelé, passa fácil pelo Oeste e sobe na classificação

Maxwell, Gerson Magrão e Clebinho marcam na 2ª vitória do Galo nesta Série B;
time paulista chega ao quarto jogo sem vencer e termina rodada na zona de degola

Técnico do CRB, Alexandre Barroso, estava preocupado com a força ofensiva do time na Segundona. Ele disse antes do jogo desta terça contra o Oeste, no Estádio Rei Pelé, que ainda faltava poder de fogo à equipe. Decidiu mexer no esquema. Colocou o velocista Maxwell no lugar do volante Leandro Brasília, lesionado, e exigiu pressão no adversário. Foi atendido. O Galo atacou desde o primeiro minuto, acertou duas bolas na trave e venceu fácil em Maceió por 3 a 0 , gols de Maxwell, Gerson Magrão e Clebinho, fechando a quinta rodada longe da zona de degola. Pior para o time paulista, que não vence há quatro jogos, ainda busca a formação ideal e entrou no Z-4. A chance da Onça se redimir será no próximo sábado, quando a equipe visita o Boa Esporte, às 21h, em Varginha/MG. Com quatro pontos, o time ocupa a 17ª colocação na Série B. O Galo iniciou esta rodada em 16º e saiu em 11º, agora com sete pontos. Sábado, os alagoanos também jogam às 21h contra o ABC, no Estádio Rei Pelé.

O zagueiro Gabriel, que perdeu uma chance incrível no primeiro tempo, valorizou a segunda vitória regatiana nesta Série B. O resultado afasta de vez a crise que rondou o clube após apresentações ruins contra Botafogo e Bahia.

– O CRB foi bem e os jogadores que entraram deram também uma cara muito boa para a equipe. Foi muito importante para melhoramos a nossa condição na tabela”, comentou o defensor.

O jogo

CRB x Oeste, no Rei Pelé (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)
Deitado, Maxwell marca o primeiro gol do CRB contra o Oeste
(Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)

O CRB foi melhor durante toda a partida. Pressionou e aproveitou erros da defesa adversária para fazer a diferença sem forçar muito o jogo. O primeiro gol saiu aos 12 minutos. O zagueirão Ligger protegeu mal a bola, Fernando roubou e tocou para Maxwell bater na pequena área, com o goleiro no chão. O Galo ainda perdeu um gol incrível aos 29, com Gabriel. Ele recebeu um cruzamento de Maranhão, dominou na área, esperou o goleiro cair e concluiu de esquerda, acertando a trave.

Na etapa final, o Oeste melhorou e até rondou com perigo o gol de Julio César, mas sofreu nos  contra-ataques. O segundo gol do Galo surgiu aos 17. Daniel Cruz finalizou em cima do goleiro e ela sobrou limpa para Gersão Magrão chutar de canhota, da marca do pênalti. O Oeste criou até boas chances, com Mazinho e Wagninho, mas não acertou o gol regatiano. A pontaria estava mesmo descalibrada. Tranquilo, o Galo fechou o placar de pênalti, aos 37. Gleidson Souza cruzou da esquerda e a bola pegou na mão do zagueiro Hallison, que nem reclamou muito do árbitro sergipano Cláudio Francisco Lima e Silva. Clebinho bateu bem, tirando do goleiro Leandro, e marcou o terceiro do CRB.

 

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A Seleção virou o jogo em 2013

A Seleção virou o jogo em 2013

© Getty Images

Quando Luiz Felipe Scolari subiu ao palanque para dar sua primeira entrevista coletiva novamente como técnico da Seleção Brasileira, obviamente havia uma tensão diferente no ar. Novembro de 2012 ia chegando ao fim, e o técnico assumia um time envolto por desconfiança. Em seu discurso, uma única certeza: “Não somos os favoritos no momento”.

Essa frase que poderia parecer impensável para qualquer torcedor desavisado. Afinal, ele estava se referindo à única equipe pentacampeã no mundo, que, não obstante, estaria jogando em casa, com promissora geração liderada por um jovem craque em ascensão. Mas o fato é que o Brasilpassava por um período turbulento com a demissão de Mano Menezes, o homem que, dois anos antes, havia sido eleito como o capitão de um projeto em que apenas um desfecho só era tolerável: a taça. Algo que seu sucessor sabia – e sabe – muito bem.

“Temos, sim, obrigação de ganhar o título. Podemos não ser os favoritos, mas pretendemos nos tornar no decorrer e vamos trabalhar pra isso”, foi o que também disse Felipão naquela mesma coletiva. Muitos assumiram as declarações como mera bravata, para não dizer devaneio de um treinador que, para os mais críticos, era julgado ultrapassado. Suas palavras, contudo, ganhariam uma conotação completamente diferente no dia 30 de junho, no domingo em que o Maracanã entrou em êxtase depois de uma inesquecível exibição contra a multicampeã Espanha: 3 a 0 e a autoestima mais que resgatada.

Arrumação
Quando o treinador disse sim à CBF, praticamente a um ano e meio da Copa em casa, era muito mais fácil buscar referências positivas sobre sua Seleção de 2002. O presente não animava. Com boa parte de seus principais jogadores em campo, o time havia falhado mais uma vez em conquistar o ouro olímpico. Além disso, em sua sempre concorrida turnê de amistosos, vinha penando contra as forças mais tradicionais dos gramados.

A despeito da baixa confiança geral, o técnico não se esquivou de enfrentar grandes times nos primeiros jogos. Era necessário testar seus convocados. E as dificuldades persistiram. No fim, quando o time se reuniu para a Copa das Confederações, o retrospecto contra seus principais adversários preocupava: duas derrotas para a Argentina, um empate e uma derrota diante da Inglaterra, além de tropeços contra Alemanha e França.

Num plano geral, porém, a Seleção saiu ganhando. Após seis meses, Felipão pôde visualizar quais pontos requeriam atenção. Tudo de acordo com o plano. “Nosso objetivo é conquistar a Copa do Mundo. Entregamos à CBF um documento com o trabalho que imaginamos até o final do Mundial. Durante a preparação, sugerimos que tivéssemos adversários de bom nível, para que adquiríssemos uma boa base”, disse Scolari, em palestra neste mês, ao lado do coordenador Carlos Alberto Parreira e do auxiliar Flavio Murtosa.

A partir da definição de um núcleo, o próximo passo era dar identidade ao time. O talento de jovens como Neymar e Oscar estava disponível para a criação. Assim como, na defesa, figuras como Thiago Silva e Dani Alves eram rotineiramente incensadas. O desafio era juntá-los em um coletivo funcional.

Nesse sentido, o maior tempo de preparação foi fundamental. Antes de a Copa das Confederações começar, já se percebia que o astral era outro. “O Felipão deu um posicionamento da parte tática em uma palestra. Em certo momento, para sentir o grupo, perguntou se a marcação seria à frente ou na intermediária”, relembra Parreira. “Foi unânime: os jogadores falaram que marcariam em cima. Isso é confiança e trabalho. Acreditaram que teríamos um bom resultado, como tivemos.”

De fato, a Seleção sufocou seus rivais em junho primeiro pela dedicação em campo – para depois deixar sua habilidade natural terminar o serviço. O resultado? Com apresentações convincentes, ganhou não só o título como também o trunfo mais importante para qualquer anfitrião: o apoio da torcida, algo de valor imensurável.

Pode ser melhor
Vencer a Copa das Confederações obviamente não é garantia de sucesso em uma Copa do Mundo. Campeão em 2005, o próprio Parreira serve como testemunha para isso – assim como Dunga, vencedor em 2009. Considerando, no entanto, o cenário de um ano atrás, os avanços foram notáveis. O treinador conseguiu virar o jogo.

“O balanço principal é que nós conseguimos ter um sistema tático altamente definido. Conseguimos formar um bom grupo, formar uma equipe, independentemente de quando jogam A ou B. Conseguimos ter os resultados que eram interessantes a partir de um determinado momento, organizando na nossa equipe tudo aquilo que a gente planejou ano passado.”

Sobre a base, é natural esperar que muitos dos jogadores que bateram Japão, México, Itália, Uruguai e Espanha em sequência estejam na lista final do dia 7 de maio. Até porque, daqui até lá, haverá apenas mais um amistoso, em março, contra a África do Sul.

Isso não quer dizer que a lista esteja fechada. Neste mês, por exemplo, Scolari embarcou para a Europa para observar jogadores brasileiros em ação. Nos amistosos pós-título, nomes comoRobinho, Willian e Maxwell foram testados e agradaram. As questões não deixam de rondar a cabeça de um treinador. Nem que sejam agradáveis.

“São 45 nomes que tenho pesquisado desde o início. Tenho hoje na minha lista 25. Tenho que fazer escolhas”, afirmou. “Estou plenamente satisfeito. Mas sempre pode ser melhor. Vou ver mais jogos para ver se acrescento um ou dois. Continuamos observando, e a chance pode aparecer. Pode ser que ainda tenha novidade.”

O contexto das últimas entrevistas do comandante da Seleção, então, não poderia ser mais diferente do que aquele de quando encarou em sua primeira coletiva. E ele volta a repetir: “Algumas pessoas ficam duvidando da nossa palavra, de que vamos ser campeões. Jogando noBrasil, não existe pensarmos em outra hipótese. Temos que assumir essa postura”. Ao final de 2013, a Seleção pode assumir-se entre as candidatas ao título da Copa do Mundo da FIFA, e vai ser difícil encontrar quem ache isso absurdo.