Retrospectiva 2015 – Ceará campeão da Copa do Nordeste 2015

Jogo da Ida

Vozão joga bem, vence o Bahia e sai na frente na busca pelo título

Marinho participou do gol que definiu a partida, teve boa movimentação, mas não vai jogar na partida de volta por suspensão

Marinho participou do gol que definiu a partida, teve boa movimentação, mas não vai jogar na partida de volta por suspensão
(Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

Os primeiros 90 minutos da grande Final da Copa do Nordeste 2015 foram disputados na noite desta quarta-feira, 22/04, quando o Ceará Sporting Club foi até Salvador/BA para enfrentar o Bahia, na Arena Fonte Nova. O jogo entre as duas equipes foi muito disputado, mas o Vozão mostrou muita garra e empenho, conseguindo uma grande vitória por 1 x 0. Ricardinho colocou o Vozão na frente e garantiu a vantagem para o jogo de volta, afinal, o Ceará vai poder levantar a taça do Nordestão 2015 até com um empate no duelo da Arena Castelão, na próxima semana.

O primeiro tempo começou com muita marcação e com os dois times tentando levar perigo na bola aérea. Pelo Vozão, Charles tentou de cabeça, mas foi travado, enquanto isso, o Bahia respondeu com Leo Gamalho, que recebeu cruzamento e desviou, mandando rente à trave esquerda. Ricardinho também trabalhou com muita movimentação e tentou três vezes em chutes de fora da área, mas não acertou o alvo.

A etapa inicial seguiu muito disputada por parte dos dois times, que tomavam cuidados para não se expor. Aos 35 minutos, Ricardinho cruzou com perigo, mas Jean espalmou. No rebote, Marinho tentou o chute rasteiro, mas o camisa 1 do Bahia fez a defesa em dois tempos. Os donos da casa responderam dois minutos depois, porém, a cabeçada de Keiza passou por cima.

No decorrer do primeiro tempo, o confronto não mudou seu panorama e cada equipe teve mais uma chance perigosa. Aos 39 minutos, Assisinho arriscou de fora da área, mas mandou por cima do gol. Em seguida, Souza chutou, mas foi travado. Na sequência, o volante recebeu cruzamento e cabeceou para defesa tranquilda de Luís Carlos, mantendo 0 x 0 no placar do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Vozão voltou um pouco mais  à vontade, mas a marcação no meio-campo e a quantidade de faltas excessivas atrapalhou o jogo. A primeira finalização surgiu apenas aos 18 minutos, quando Ricardinho chutou cruzado, Marinho dominou na área e finalizou com força, no entanto, a bola passou rente à trave esquerda, com muito perigo.

O Bahia tentou reagir aos 23 minutos, quando Zé Roberto arriscou de fora da área, mas mandou nas mãos de Luís Carlos. Dois minutos depois, Marinho viu a passagem de Samuel Xavier, que foi à linha de fundo e cruzou para Ricardinho. O meio-campista chutou de primeira, contou com a colaboração do goleiro Jean, que aceitou, e marcou o gol do Alvinegro Cearense: 1 x 0.

Com 29 minutos, Marinho recebeu de Magno Alves, disputou com o goleiro Jean e caiu na área. A arbitragem entendeu o lance como simulação do camisa 10 e ainda advertiu o atacante com o cartão amarelo. Um minuto depois, após troca de passes, a bola chegou para Zé Roberto, que chutou de primeira, mas parou na defesa sensacional de Luís Carlos.

Com o objetivo de dar novo fôlego ao setor ofensivo, o técnico Silas colocou Wescley e William nos lugares de Assisinho e Magno Alves, respectivamente. Perdendo diante do seu torcedor, o Bahia se lançou ao ataque e Maxi Biancucchi quase empatou aos 34 minutos, porém, a cabeçada do meia saiu pelo lado direito do gol. O Vozão respondeu dois minutos depois, com William, que recebeu passe de Ricardinho e cabeceou, mas mandou para fora.

Com apenas sete minutos em campo, o atacante William teve que ser substituído depois de sentir dores na coxa e deu lugar a Eloir. Depois disso, a única chance de ataque aconteceu aos 44 minutos, quando Maxi Biancucchi chutou forte, mas mandou para fora. Depois do apito final, os atletas comemoraram muito, afinal, o Vozão conquistou a vantagem do empate para o jogo de volta, que será na próxima quarta-feira, 29/04, no Castelão.

Agora, a delegação do Mais Querido vai retornar à capital cearense e o foco já deve ser o compromisso pelo Campeonato Cearense 2015, afinal, no próximo domingo, 26/04, o Vozão vai encarar o Fortaleza, no jogo de ida da grande Final da competição estadual. O desembarque do time será por volta das 12h30min e a reapresentação geral acontecerá somente na sexta-feira, 24/04, às 16 horas.

 

Site do Ceará Sporting Club

Jogo da volta

30/04/2015 00h17 – Atualizado em 30/04/2015 00h17

Inédito, invicto e de casa cheia! Ceará bate Bahia e leva a Copa do Nordeste

Ricardinho dá assistências para Charles e Gilvan, que decretam a maior conquista da história do Vovô. Estádio registra recorde de público: 63.903

Gilvan comemora gol do Ceará x Bahia (Foto: Juscelino Filho)

Zagueiros marcam os gols que deram a taça ao Ceará (Foto: Juscelino Filho)

Inédito, histórico, invicto… são tantas as alcunhas que talvez os 63.903 torcedores (recorde de público do estádio) que compareceram à Arena Castelão nesta quarta-feira (29), juntos, não sejam capazes de definir o tamanho da conquista do Ceará. Uma vitória maiúscula sobre o Bahia por 2 a 1 que confirmou a campanha impecável da equipe de Silas Pereira no certame nordestino. A coesão e a consistência era tamanha que se o ataque não acertava, a zaga resolvia. Os gols foram marcados pela dupla de beques Charles e Gilvan, em cruzamentos de Ricardinho. Um tento em cada etapa. Mas nem o gol de Max Biancchuchi foi capaz de desfazer a festa que coloriu de preto e branco o Castelão.

O domínio foi tão completo que se Magno Alves não resolvia, Ricardinho dava as cartas. O camisa 8, melhor jogador das finais, foi responsável pelas duas assistências que encontraram as cabeças de Charles e Gilvan, a dupla de zaga que se firmou na titularidade do Vovô. Pelo Bahia, nem Kieza nem Souza conseguiram resolver. Max Biancuchi até marcou, mas não adiantava mais. A festa foi caseira. E o torcedor sabe bem como comemorar.

O Bahia agora volta as atenções para o estadual. O Tricolor encara o Vitória da Conquista, no domingo (3), na Fonte Nova. Nos mesmos dia e horário, o Ceará enfrenta o Fortaleza, na mesma Arena Castelão, na finalíssima do Cearense. Tanto Tricolor Baiano (3 a 0) quanto Vovô (2 a 1) perderam o primeiro jogo nos estaduais.

Usa a cabeça, Vovô!

Na coletiva que precedeu o jogo contra o Bahia, Magno Alves garantiu: O jogo não iria para os pênaltis. Além de artilheiro, seria Magnata vidente? Façam suas apostas. Após os cerca de vinte minutos de atraso, uma franca troca de ataques brindou os torcedores da arquibancada. Rômulo, pelo Bahia, Magno Alves, pelo Ceará. Falta de oportunidade não foi. Sandro Manoel, bobamente, perdeu bola na intermediária e Kieza quase completou um contra-ataque perfeito para o Tricolor de Aço.

O Ceará, dominante com a bola nos pés, sabia exatamente o que fazer. O maestro Ricardinho, decisivo no jogo da Fonte Nova, novamente apareceu para marcar seu nome na história do centenário Vovô. Um cruzamento perfeito, na cabeça de Charles, deu a dianteira aos donos da casa. Explosão da massa alvinegra. De fato, não haveria mais disputa de pênaltis.

Ataque não marca? Zaga resolve!

Na volta do intervalo, Sérgio Soares precisava ir ao ataque. Sacou Rômulo e colocou Zé Roberto, mas o efeito não foi o desejado. Mais uma vez, foi o Ceará quem chegou com perigo. E mais uma vez, com os pés de Ricardinho, que acertou a trave e viu, caprichosamente, a bola correr pela área, sem que ninguém a colocasse para dentro do gol. O domínio era completo do Ceará. Dentro ou fora de campo. Dentro ou fora do estádio. A supremacia alvinegra era gritante. Tanto que, em nova cobrança de falta de Ricardinho, Gilvan, desta vez, subiu mais alto para decretar nova mudança no placar: 2 a 0 Vovô.

Se não vai na técnica, quem sabe na raça. O Bahia partia com o que tinha para o ataque. Saiu Pittoni, entrou Willians Santana. Até Sérgio Soares apressava uma reposição de bola, apostando as últimas fichas em alguma reação do Tricolor. Reação que não viria. Nem Kieza, nem Souza, nem nenhum tricolor seria capaz de colocar água no chopp do Ceará. Nem mesmo o gol de Max Bianccuchi, já nos minutos finais. A taça ficou no Ceará. O Castelão se coloriu de preto e branco.

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Vitória 4 x 1 Bahia

Dominante, Vitória anula o Bahia, fecha clássico com goleada e vira 5º

Com gols de Guilherme Mattis, Escudero, Rogério e Robert, Rubro-Negro vence clássico por 4 a 1 e pula da 6ª para a 4ª colocação da tabela. Maxi marca pelo Tricolor

Era tensão desde antes de a bola rolar. Arquibancada cheia, fogos de artifício antes do apito inicial. Era clássico: o primeiro Ba-Vi da Série B. Nas quatro linhas, uma partida que teve gol logo aos quatro minutos, duas expulsões, provocação, pressão e rede balançando ainda aos 49 do segundo tempo. A cada ataque, uma possibilidade de que tudo fosse diferente no momento do apito final. Mas o início e o fim tiveram a mesma essência: Vitória.

Com gols de Guilherme Mattis, Escudero, Rogério e do estreante Robert o Leão da Barra bateu o Tricolor no primeiro clássico da Segundona deste ano, nolou no G-4 e, de quebra, jogou o rival para a 6ª posição da tabela. Maxi descontou para o visitante.

O placar traduziu a partida: vantagem do Rubro-Negro, que se deixou levar por poucos lampejos de reação tricolor. Bem postado, o dono da casa acertou na marcação, criou dificuldades para o rival e soube aproveitar as oportunidades. O Esquadrão conseguiu deixar viva, somente na primeira parte do jogo, aquela sensação de que o empate poderia surgir em um desleixo adversário. Um brilho que foi se apagando à medida que o cronômetro avançava.

Comemoração Vitória x Bahia (Foto: ESTADÃO CONTEÚDO)
Guilherme Mattis comemora primeiro gol do Vitória (Foto: ESTADÃO CONTEÚDO)

As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira, às 19h30. O Bahia recebe o Paysandu na Arena Fonte Nova, enquanto o Vitória vai a Minas Gerais para enfrentar o Boa Esporte.

Marcação, velocidade e oportunismo: a tríplice rubro-negra  

Quatro minutos. Gol do Vitória. Após um belo passe de Escudero, Guilherme Mattis subiu sozinho para abrir o placar no Barradão. Era o retrato da pressão que o Rubro-Negro iria imprimir nos minutos iniciais do clássico, com forte marcação desde o seu campo de ataque. Com Pittoni fortemente marcado por Flavio, o Bahia levou um tempo para se reorganizar e teve dificuldade de criação. Souza deixou escapar a melhor chance de empate do Tricolor, ao errar uma cabeçada na área, depois de cruzamento pela esquerda. Do meio para o fim do primeiro tempo, o ritmo diminuiu e o jogo teve maior equilíbrio.

Vitória mantém disciplina tática e reprisa primeiro tempo  

O início do segundo tempo parecia reprise do primeiro. O Vitória manteve a proposta: se fechou e continuou a imprimir forte marcação na saída de bola do Bahia, anulando as ações do meio de campo tricolor. Nos primeiros minutos, Souza e Willians perderam chances de igualar o placar. Para festa dos rubro-negros presentes no Barradão, a resposta do dono da casa não tardou. Aos 17, pênalti para o Vitória: em contra-ataque, Adriano Apodi derrubou Diego Renan na área. Na cobrança, Escudero, em noite inspirada, bateu com tranquilidade para ampliar o marcador.

Do meio para o fim da segunda etapa, o Bahia se abateu. Os lampejos de vontade foram diminuindo, dando lugar à desorganização e lances de afobação. Restou a Rogério, que entrou no decorrer do duelo, fazer o terceiro: aos 36, em uma jogada rápida, Rhayner tocou na medida para que o atacante batesse de primeira. Ainda deu tempo para Maxi fazer o gol de honra do Bahia 41, de cabeça, e para duas expulsões. Aos 43, Souza e Escudero se desentenderam após um lance, o clima esquentou e sobrou vermelho para a dupla. Aos 48, Robert, o artilheiro do Brasil, fechou o caixão, com um belo chute de fora da área: 4 a 1 para o Vitória.

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Bahia 1 x 0 Ceará

O atacante Kieza deu muito trabalho à defesa do Alvinegro, que não resistiu à pressão baiana

O atacante Kieza deu muito trabalho à defesa do Alvinegro, que não resistiu à pressão baiana
(Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

Jogando fora de casa, o time do Ceará Sporting Club sofreu mais uma derrota neste Campeonato Brasileiro Série B 2015. Desta vez, jogando em Salvador/BA, o time alvinegro perdeu para o Bahia por 1 x 0 e segue na luta para deixar as últimas posições da tabela da competição.

O jogo começou com o Vozão pressionando. Com dois minutos, Vinícius fez jogada e cruzou com perigo, mas ninguém conseguiu finalizar. Na sequência, Fernandinho pegou rebote da defesa e chutou de primeira, mas a bola saiu pela linha de fundo. O Bahia respondeu em jogada de Robson, de cabeça, porém, a bola saiu. Aos 15 minutos, Ricardinho chutou de fora da área, mas o goleiro Douglas Pires salvou.

O goleiro Tiago trabalhou bem aos 22 minutos, quando Kieza tabelou com Rômulo e chutou rasteiro, obrigando o camisa 1 do Vozão a salvar com o pé direito. Ricardinho e Roger Gaúcho ainda tentaram em chutes de fora da área, mas o goleiro adversário esteve bem na etapa inicial.

A grande chance do Mais Querido aconteceu aos 36 minutos, quando Roger Gaúcho fez grande jogada e ajeitou para Vinícius, que finalizou colocado, no entanto, Douglas Pires cresceu no lance e salvou os baianos. A resposta veio aos 38 minutos, quando Titi recebeu na área e cabeceou forte, mandando por cima do gol de Tiago. Depois disso, os dois times não criaram muitas chances e o placar do primeiro tempo seguiu sem gols.

Na etapa final, o Bahia começou pressionando. Logo no primeiro minuto, o goleiro Tiago soltou a bola nos pés de Kieza, que chutou forte e a bola só não entrou por conta do zagueiro Charles, que conseguiu afastar em cima da linha. Na sequência, Léo Gamalho e Tiago Real criaram novas chances, mas desperdiçaram.

Aos 14 minutos, a defesa alvinegra não evitou o gol dos baianos. Maxi Biancucchi se posicionou bem e apareceu livre na área para aproveitar cruzamento e fazer 1 x 0 na Arena Fonte Nova. O atacante adversário seguiu dando muito trabalho e quase ampliou aos 24 minutos, após bela jogada no ataque. O camisa 7 ainda chutou por cobertura, mas Tiago fez a defesa em dois tempos.

O técnico Silas mudou o time para buscar o empate. Buiú saiu para a entrada de Roniery e Ricardo Conceição deu lugar ao meia Wescley. As alterações deram mais movimentação ofensiva, mas com poucas chances de finalização. Na última mudança, Silas mandou Rodrigo Silva na vaga de Vinícius e o atacante trabalhou bem. Aos 37 minutos, o centro-avante ajeitou para Ricardinho, que dominou e mandou pela linha de fundo. Na sequência, Marinho fez jogada individual e chutou colocado, mas Douglas Pires defendeu.

Atleta com mais movimentação no ataque, Marinho criou boa chance aos 40 minutos, mas o chute de fora da área saiu pela linha de fundo. Um minuto depois, Rodrigo Silva ajeitou para Baraka, que finalizou com força, mas foi travado. Na última oportunidade de empatar, já nos acréscimos, Marinho arriscou de fora da área e mandou por cima, com perigo. Depois disso, os atletas só ouviram o apito final do árbitro, que decretou mais uma derrota do Alvinegro neste Brasileirão Série B.

A derrota deixou o Vovô com os mesmos quatro pontos na tabela, ocupando a 19ª posição. Agora, o time do Vovô vai retornar à capital cearense neste domingo, 14/06, e vai se reapresentar na próxima segunda-feira, 15/06, quando o time inicia os preparativos para o compromisso diante do Santa Cruz, em partida que vai acontecer na Arena Castelão, no próximo fim de semana, pela 8ª rodada da competição.

 

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Bahia 4 x 1 Mogi Mirim

Com trio de ataque inspirado, Bahia supera falta de torcida e goleia Mogi Mirim

Tricolor aproveita erros do Sapo para construir placar com facilidade e conquistar a primeira vitória na Série B do Brasileiro; Zé Roberto comanda triunfo, com dois gols

O Bahia conquistou a primeira vitória na Série B do Campeonato Brasileiro em grande estilo. Com o trio de ataque inspirado, o Tricolor goleou o Mogi Mirim por 4 a 1 na noite desta sexta-feira, em Pituaçu, pela segunda rodada da competição. Debaixo de chuva e com portões fechados, devido a uma punição imposta pelo STJD, o Bahia soube aproveitar as fragilidades do Mogi para superar a falta de torcida.

Zé Roberto comandou o passeio baiano, com dois gols. Maxi Biancucchi abriu o placar e ainda contribuiu com duas assistências. Coube a Léo Gamalho fechar a conta. O único momento de esperança do Sapo foi quando Geovane empatou, no primeiro tempo.

O resultado deixa o Bahia com quatro pontos, na ponta da tabela. Já o Mogi sofreu a segunda derrota e amarga a lanterna. O início mostra que Edinho, filho de Pelé, terá muito trabalho em seu primeiro desafio como treinador. Com problemas defensivos e pouca produtividade ofensiva, o time foi presa fácil. Isso porque o Bahia nem precisou forçar tanto para construir o marcador.

Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o CRB, fora de casa, sábado que vem, às 21h, enquanto o Mogi busca a reabilitação na sexta, quando recebe o Sampaio Corrêa, às 21h50.

Maxi Biancucchi Bahia x Mogi Mirim Série B (Foto: EDUARDO MARTINS/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO)
Maxi Biancucchi foi um dos destaques do jogo
(Foto: EDUARDO MARTINS/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO)

O jogo

O Bahia foi superior desde o início. Maxi deu uma demonstração que a vida de Daniel não seria fácil logo no primeiro minuto, com um chute cruzado. O Mogi pouco conseguia fazer do meio para a frente. Para piorar, ainda batia cabeça na defesa. A consequência foi o primeiro gol de Maxi, aos 18 minutos, após falha de Wagner. Mas o atacante também merece os créditos: deixou dois marcadores no chão e bateu firme. O domínio tricolor só foi ameaçado quando Geovane marcou de cabeça, aos 30 minutos.

Mas rapidamente os donos da casa retomaram o controle das ações, a tempo de ir para o intervalo em vantagem. Aos 44, Zé Roberto completou cruzado e fez 2 a 1. A pretensão do Mogi de buscar novamente o empate foi por terra logo no primeiro lance do segundo tempo. Em saída de bola errada do Sapo, o lance passou pelos três atacantes do Bahia, até Zé Roberto mandar para as redes. Com o Mogi entregue, o Bahia cansou de criar chances. Para completar, Léo Gamalho deixou o dele, pegando próprio rebote, transformando a vitória em goleada.

 

 

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Flávio Ricco comenta que algumas coisas ditas em narrações esportivas poderiam ser descartadas

 propósito…

De narrações esportivas, aqueles que se encarregam disso precisam partir do princípio que o telespectador está vendo tudo. As 33 câmeras colocadas no estádio de futebol permitem a todos acompanhar o que acontece. Nos mínimos detalhes.
E que em determinados momentos é necessário homenagear o silêncio. Entre outras coisas, para evitar a redundância e não cair no grotesco.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

Com recorde de público no Castelão, invicto Ceará vence e conquista o Nordestão

O Vozão fez 2 x 0, se tranqüilizou em campo e sofreu um gol nos minutos finais

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Botafogo 2 x 3 Bahia

 2 x 3 

22ª RODADA
EXPULSÕES, BRONCA DO SHEIK E GOLS: BAHIA VIRA SOBRE O BOTAFOGO NO RIO
Emerson e Ramírez levam vermelho no intervalo de dois minutos, baianos pressionam e conseguem, no fim do jogo, vencer por 3 a 2 no Maracanã

Dois minutos. É pouco tempo para realizar a maioria das tarefas diárias de qualquer atividade. Mas no futebol a cronologia é diferente. Em dois minutos, é improvável, mas não impossível, por exemplo, sair mais de um gol. Não é comum também ter dois jogadores expulsos. Porém, assim o Botafogo teve seu time desestruturado na noite desta quarta-feira, no Maracanã com o pequeno público de 4.678 pagantes, com 5.216 presentes (renda de R$ 106.275,00). Perdeu Ramírez e Emerson Sheik em sequência por cartão vermelho. O Bahia ganhou a superioridade numérica em campo. E no placar. De tanto tentar, aos 45 minutos do segundo tempo, os baianos fecharam em 3 a 2, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Parecia que a noite seria de Emerson Sheik para o protagonismo do bem. O atacante voltou ao time após ausência por problemas médicos durante três rodadas. Marcou os dois gols alvinegros, um deles de pênalti. No entanto, a expulsão no segundo tempo mudou tudo. Ele se irritou, disse para as câmeras que a CBF “é uma vergonha” e não pôde ver os gols de Maxi Biancucchi e Branquinho – Dankler, contra, marcou no primeiro tempo. Ramírez, dois minutos antes, havia levado vermelho também. Julio Cesar, assim que soou o apito final, foi outro a ser expulso. Os jogadores tentaram evitar falar. O capitão Jefferson aceitou conversar com a imprensa e considerou “um roubo” o que aconteceu.

Com a vitória, o Tricolor baiano fugiu da zona de rabaixamento do Campeonato Brasileiro, com 23 pontos. Empurrou justamente o Alvinegro para o Z-4, agora em 17º, com 22. O Botafogo volta a campo no sábado, às 21h (horário de Brasília), no Heriberto Hülse, contra o Criciúma. O Bahia tem um clássico contra o Vitória, na Fonte Nova, no domingo, às 16h.

Emerson, Botafogo X Bahia (Foto: Vitor Silva / SSpress)
Emerson (à esquerda) fez os dois gols do Botafogo e depois foi expulso (Foto: Vitor Silva / SSpress)

Sheik brilha, Dankler falha

O desafogo encontrado pelos dois times foi jogar pelas laterais. O meio de campo congestionado dificultou a criatividade. E os times passaram a apostar mais nos cruzamentos. No primeiro tempo, 13 bolas levantadas pelo Botafogo e cinco pelo Bahia. Os cariocas arriscaram mais. Acabaram recompensados com a bola na medida levantada por Ramírez e concluída por Emerson Sheik de cabeça: 1 a 0.

Só que a fase alvinegra não é das melhores. Dankler escorou contra a própria meta e enganou Jefferson ao tentar cortar um cruzamento. O Glorioso finalizava mais, tinha 56% de posse de bola. Até que conseguiu desempatar. Ao defender o chute de Zeballos, Marcelo Lomba evitou o gol, mas a bola resvalou na mão de Railan. Em lance duvidoso, o árbitro Igor Junio Benevenuto assinalou a infração. Sheik converteu novamente, desempatando.

Polêmicas e vitória baiana

Gilson Kleina voltou do intervalo disposto a mandar o time para a frente. Trocou dois meias por dois atacantes: Maxi Biancucchi no lugar de Léo Gago e Emanuel Biancucchi por Marcos Aurélio. Destacou-se, porém, um volante. Uelliton dividiu a bola com Ramírez. O botafoguense se irritou, empurrou o adversário e foi expulso direto. Emerson Sheik, já com um amarelo por reclamação, cometeu falta dois minutos depois, aos 14, e também acabou punido com o cartão vermelho. O camisa 7 saiu revoltado, procurou a câmera e disse taxativamente: “CBF, você é uma vergonha! Vergonha! Vergonha!”

Julio Cesar mostrou que com menos dois ainda é possível assustar. O lateral penetrou na área, fez boa jogada e chutou. Lomba defendeu. O Botafogo, naturalmente, recuou. Era, talvez, a única opção. O Bahia demorou até achar o caminho certo. Maxi Biancucchi aproveitou a tabelinha com Guilherme para empatar. A pressão seguiu. Kieza chegou a virar, sozinho na pequena área. O impedimento marcado gerou dúvidas. A dúvida acabou aos 45 minutos. Branquinho virou, e o Bahia venceu e passou o Botafogo na tabela.

 

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