Camarões 0 x 4 Croácia

A goleada que vale sonho croata e o adeus camaronês

 

A Croácia continua na briga pelas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA, após vencer, por 4 a 0, Camarões, esta quarta-feira em Manaus. Com quase tudo por decidir no GrupoA, a seleção do Leste europeu pega o México na última rodada, enquanto o Brasil defronta os africanos, os únicos sem quaisquer chances de seguir em frente na competição.

Com Brasil e México a dividir o topo da chave, com quatro pontos, e a Croácia a somar os primeiros três, tudo vai ser decidido na segunda-feira. A Seleção fica coma  teórica vantagem de jogar com a única equipe que está fora da Copa e precisa apenas de vencer para ter a certeza que estará nas oitavas.

história do jogo da Arena da Amazônia se conta, praticamente, com os gols da Croácia, tal a diferença entre as equipas. E a Croácia só precisou de 11 minutos para anotar o primeiro, com Ivica Olic a voltar a festejar numa Copa, 12 anos depois de ter marcado à Itália na Copa de 2002.

A tarefa de Camarões já não seria fácil e pior ficou quando Alex Song foi expulso, aos 40 minutos, por falta sem bola sobre um adversário. Em vantagem numérica, a Croácia aproveitou para partir para a goleada no segundo tempo.

Logo ao terceiro minuto, Charles Itandje bateu mal e Ivan Perisic não perdoou o erro do goleiro camaronês. Então foi tempo de aparecer o goleador Mário Mandzukic, já quando Eduardo, nascido no Brasil, estava no gramado. Ausente da primeira rodada, contra o Brasil, por castigo, o atacante do Bayern de Munique teve tempo de anotar dois gols e, sem surpresa, foi escolhido o Craque do Jogo Budweiser. Camarões continua sem marcar na Copa e o melhor que conseguiu foi acertar na trave, por Webo.

 

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Bayern München 5 x 1 Kaiserslautern

Bayern goleia Kaiserslautern e vai à final

© AFP

Quando é o futebol alemão, o Bayern de Munique continua sobrando. Nesta quarta-feira, o campeão alemão deu mais um show ao golear o Kaiserslautern por 5 a 1 na tarde desta quarta-feira, na Allianz Arena, pelas semifinais da Copa da Alemanha.

Os gols foram de Schweinsteiger, Kroos, Muller, Mandzukic e Gotze, pelos donos da casa. Já para os visitantes, quem marcou foi Zoller. O adversário da equipe na decisão será o Borussia Dortmund, que na terça venceu o Wolfsburg. A partida será uma reedição da final da temporada passada e acontecerá no Estádio Olímpico de Berlim, no dia 17 de maio.

O primeiro gol chegou aos 25, com os donos da casa abrindo o placar com Schweinsteiger. O escanteio cobrado por Ribéry foi na cabeça do jogador, que mandou para o fundo das redes e, aos 33 minutos, Kroos ampliou. Bela jogada de Robben, que tocou para o companheiro na entrada da área. Ele bateu colocado e com muita categoria.

No início da segunda etapa, o holandês tentou jogada individual, caiu e o árbitro sinalizou o pênalti. Muller bateu, convertendo para o Bayern, aumentando a vantagem no placar aos 7 minutos. Entretanto, aos 15, o Kaiserslautern reagiu com Zoller. Dick cruzou para o jogador, que ganhou de Boateng e cabeceou firme para o gol.

O anfitrião não deixou por menos e, aos 34, Mandzukic fez virar goleada. Gotze deu assistência para o croata, que invadiu a área e finalizou cruzado sem chances para o goleiro adversário. Aos 46 minutos, o Bayern fechou a conta com Gotze, vencendo tranquilamente e avançando à final.

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FC Bayern München 3 x 1 Manchester United

 3 x 1 

Ao contrário do que acontecera em Old Trafford – para críticas sem fim dos bávaros -, o Manchester United não foi a Munique pensando deliberadamente em se defender. Não é que tenha tomado iniciativa de atacar, apesar de precisar de um gol, mas fez um primeiro tempo consciente: disposto a subir ao ataque sempre que tivesse oportunidades, na medida em que tirava a bola do Bayern. Com isso, os primeiros 45 minutos foram de equilíbrio, apesar da superioridade que, jogador por jogador, é inegável para o lado dos alemães.

Tudo pareceu se intensificar no início da segunda etapa. Afinal, na medida em que o tempo passava, mais o United precisava tentar algo. Com dez minutos da segunda etapa, os ingleses deram seu primeiro chute certo ao gol de Manuel Neuer: um tiro de longe de Shinji Kagawa. E, logo no segundo chute, a maré do confronto pareceu estar mudando: após cruzamento da direita, a bola cruzou pela marca do pênalti e chegou até o lateral Patrice Evra, no bico da grande área. Ele acertou um sem-pulo inacreditável, no ângulo esquerdo, e marcou seu primeiro gol desde abril de 2007. 

Era o gol que poderia ser o da classificação, mas que só o foi de fato por um minutinho. Foi o tempo que demorou para que, no lance seguinte, o croata Mario Mandzukic, de cabeça, empatasse o confronto de novo. Pronto. O Bayern, naquele exato instante, voltava a ser o Bayern campeão de tudo na temporada passada e já campeão alemão nesta. 

Os minutos seguintes não tiveram relação com o que fora o duelo até então. A equipe de Pep Guardiola enfim colocou em prática toda a superioridade sobre a qual tanto se falou. Aos 23, Arjen Robben foi à linha de fundo pela direita e cruzou para Thomas Mueller desempatar. Mais oito minutos e o próprio Robben fez um daqueles seus gols clássicos, dos que já fez às dezenas: carregou da direita para o meio da área e, da marca do pênalti, bateu no canto direito de David De Gea. O favoritismo custou, mas apareceu, e o atual campeão segue na briga pelo bi.

FIFA.com

FC Augsburg 1 x 0 Bayern München

Bayern perde invencibilidade

© AFP

Campeão do Campeonato Alemão com sete rodadas de antecedência, o Bayern de Munique foi impedido de conquistar outra marca neste sábado. Após 28 rodadas, o time do técnico Pep Guardiola foi derrotado pelo Augsburg fora de casa por 1 a 0 e perdeu a oportunidade de terminar a competição invicto. O resultado um dos maiores tabus do futebol da Alemanha. O Augsburg não vencia o Bayern há mais de 50 anos. Além disso, foi a primeira vitória do Augsburg sobre um campeão por antecipação. O gol veio aos 31 minutos. Herói, Sascha Molders recebeu lançamento na área em contra-ataque e chutou com muita força, estufando a rede e não dando chance de defesa ao goleiro Manuel Neuer. Jogando com um time misto, o Bayern passou a exercer uma pressão constante em busca do empate. Mario Mandzukic mandou na trave, Thomas Mueller perdeu na pequena área e David Alabachutou a centímetros do travessão, mas os bávaros não conseguiram o empate. O Augsburg também conseguiu contra-ataques perigosos, forçando grandes defesas de Neuer. Na melhor delas, Bobadilla desperdiçou uma chance inacreditável em um dois contra um na área do Bayern e perdeu a chance de decretar a vitória a dois minutos do fim. Ainda assim, o time da casa se segurou e festejou o resultado.

FIFA.com

Croatia’s Mario Mandzukic, Joe Simunic could face World Cup bans

December 11, 2013

Joe Simunic.

Croatia’s Mario Mandzukic and Australian-born Joe Simunic could face World Cup match bans as governing soccer body FIFA consider disciplinary cases against the pair.

Mandzukic risks being suspended for all three World Cup group matches after a studs-high challenge in the playoff second-leg match against Iceland.

The Bayern Munich player gets an automatic one-match ban for his challenge on the left knee of Iceland’s Johann Gudmundsson so is already out for the opening match against hosts Brazil.

However, the FIFA panel can impose a longer sanction, with disciplinary rules requiring bans of at least one match for “serious foul play” and at least two matches for “assaulting”.

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The disciplinary panel will also consider a case on Thursday against defender Simunic, who led fans in Zagreb chanting a fascist slogan after the team qualified by beating Iceland last month.

FIFA says it has acted against Simunic “for his own behaviour and other proceedings were opened against Croatia (football federation) for improper conduct of the spectators”.

Simunic took a microphone following Croatia’s 2-0 victory and shouted to supporters: “For the homeland!”

Fans responded: “Ready!”

The call was used by the Croatian pro-Nazi puppet regime that ruled the state during World War II.

Simunic later apologised after first defending his action, saying he was driven by love for his country.

He was fined $US4300 ($A4700) by Croatian public prosecutors for “spreading racial hatred”.

AP

The Sydney Morning Herald

Os altos e baixos da Croácia pela vaga na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Os altos e baixos da Croácia pela vaga

© Getty Images

Depois de participar em 1998, 2002 e 2006, e de se ausentar em 2010, a Croácia reservou lugar na Copa do Mundo da FIFA 2014. Membro da FIFA apenas desde 1992, o país já vai para o seu quarto Mundial. No entanto, o caminho não foi fácil, e a vaga só veio após dois jogos complicados com a Islândia na repescagem. O FIFA.com analisa os momentos mais marcantes da Croácia no torneio classificatório.

Duelo cheio de história
Em julho de 2011, o sorteio do Grupo A chamou atenção por colocar lado a lado Croácia e Sérvia, dois países assolados por guerras civis durante muitos anos. “É sempre um confronto muito especial, porque todos conhecem a história”, explicou Ivan Perisic ao FIFA.com. “É um jogo importante para o povo de ambos os países.”

“Quero enfatizar que, apesar da nossa rivalidade, a história entre os dois países não tem lugar no campo”, acrescentou o capitão Darijo Srna. “Nós jogamos futebol. Nenhum de nós pode mudar o passado, mas podemos influenciar o presente. Temos de dar um bom exemplo e jogar uma grande partida, sem escândalos.”

E foi exatamente o que eles fizeram. As duas equipes jogaram duas partidas acirradas, mas os croatas se mostraram mais maduros. A vitória em casa por 2 a 0, com gols de Mario Mandzukic e Ivica Olic, e o empate em 1 a 1 (gols de Aleksandar Mitrovic e Mandzukic) acabaram com as esperanças de classificação da Sérvia e mantiveram vivas as chances croatas.

Grupo qualificado
O plantel da Croácia conta com uma série de craques. O artilheiro Mandzukic, que também abriu o marcador na repescagem contra a Islândia, está em um momento de muito sucesso. Na última temporada, ele não só contribuiu significativamente para a tríplice coroa do Bayern de Munique, como também ficou entre os melhores jogadores das eliminatórias para a Copa do Mundo.

Também em grande forma está Luka Modric, que subiu de patamar desde a transferência para o Real Madrid em 2012 e tem sido o cérebro do meio-campo da Croácia. Mas a liderança dentro de campo vem há muitos anos do capitão Srna, que tem 31 anos e atua no ucraniano Shakhtar Donetsk.

Mesmo com tantos destaques, o técnico Niko Kovac sabe que o sucesso não se baseia apenas na habilidade individual, como explicou ao FIFA.com pouco depois de ser contratado para a disputa da repescagem. “Está nos faltando aquilo que fez a Croácia ter tanto sucesso: antes éramos um só em campo, e agora não parece mais ser assim”, disse. Em função do sucesso contra a Islândia, Kovac parece ter conseguido transmitir a mensagem à sua equipe.

Derrotas sem impacto
A tabela final do Grupo A é bastante clara, com nove pontos separando a líder Bélgica da Croácia. Só o Grupo D mostrou uma grande diferença como essa, entre a Holanda e a Romênia. No entanto, as posições nem sempre foram tão óbvias. Depois de seis de dez partidas classificatórias, com cinco vitórias e um empate, a Croácia estava em direção à liderança do grupo. No entanto, em seguida só obteve um empate e três derrotas, duas delas em casa, contra Escócia (1 a 0) e Bélgica (2 a 1). A Croácia só conseguiu terminar em segundo, três pontos à frente da Sérvia, graças ao ótimo início.

Mudança na hora certa
Um dia depois do fim da fase de grupos, Igor Stimac renunciou ao cargo de técnico da seleção croata. Quem o substituiu foi Kovac, que já tinha comandado o selecionado sub-21. O treinador assumiu juntamente com o irmão Robert, que é assistente.

“É claro que é um ótimo desafio, mas é muito difícil”, comentou o técnico de 42 anos após a contratação. “Esperam muito de nós na Croácia. A minha equipe e eu estamos cientes disso, e acho que estamos razoavelmente confiantes.” Tanta confiança provou ser bem fundamentada.

Islândia é páreo duro
Os croatas receberam com bons olhos o sorteio que os colocou em um confronto na repescagem com a Islândia, 46ª colocada no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola. No entanto, o país nórdico acabou sendo um adversário difícil, algo que já tinha insinuado ao derrotar a Eslovênia e a Noruega na fase de grupos, perdendo apenas da Suíça.

As equipes ficaram em um empate sem gols em Reykjavik, apesar de os anfitriões terem disputado a maior parte do jogo com dez homens. No duelo de volta, em Zagreb, brilhou a maior experiência internacional dos jogadores croatas. Srna e Mandzukic fizeram os gols da vitória e da classificação. Este último, porém, levou um cartão vermelho que o tirará da estreia na Copa do Mundo.

Após a festa da vitória, agora a Croácia pode fazer planos para a viagem ao Brasil. “Vai ser um grande espetáculo”, prevê Kovac. “A Copa do Mundo é sempre um espetáculo de qualquer maneira, mas vamos jogar em um país que é louco por futebol. Provavelmente todo mundo vai viver futebol 24 horas por dia.”

“É bem longe da Europa, e certamente vamos precisar viajar bastante depois de chegar, mas não vejo a hora. Já passei por isso como jogador, mas muitos dos meus atletas ainda não participaram de uma Copa do Mundo, e ela será certamente um marco para a carreira deles.”

 

FIFA.com