Camarões 0 x 4 Croácia

A goleada que vale sonho croata e o adeus camaronês

 

A Croácia continua na briga pelas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA, após vencer, por 4 a 0, Camarões, esta quarta-feira em Manaus. Com quase tudo por decidir no GrupoA, a seleção do Leste europeu pega o México na última rodada, enquanto o Brasil defronta os africanos, os únicos sem quaisquer chances de seguir em frente na competição.

Com Brasil e México a dividir o topo da chave, com quatro pontos, e a Croácia a somar os primeiros três, tudo vai ser decidido na segunda-feira. A Seleção fica coma  teórica vantagem de jogar com a única equipe que está fora da Copa e precisa apenas de vencer para ter a certeza que estará nas oitavas.

história do jogo da Arena da Amazônia se conta, praticamente, com os gols da Croácia, tal a diferença entre as equipas. E a Croácia só precisou de 11 minutos para anotar o primeiro, com Ivica Olic a voltar a festejar numa Copa, 12 anos depois de ter marcado à Itália na Copa de 2002.

A tarefa de Camarões já não seria fácil e pior ficou quando Alex Song foi expulso, aos 40 minutos, por falta sem bola sobre um adversário. Em vantagem numérica, a Croácia aproveitou para partir para a goleada no segundo tempo.

Logo ao terceiro minuto, Charles Itandje bateu mal e Ivan Perisic não perdoou o erro do goleiro camaronês. Então foi tempo de aparecer o goleador Mário Mandzukic, já quando Eduardo, nascido no Brasil, estava no gramado. Ausente da primeira rodada, contra o Brasil, por castigo, o atacante do Bayern de Munique teve tempo de anotar dois gols e, sem surpresa, foi escolhido o Craque do Jogo Budweiser. Camarões continua sem marcar na Copa e o melhor que conseguiu foi acertar na trave, por Webo.

 

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Bayern München 5 x 1 Kaiserslautern

Bayern goleia Kaiserslautern e vai à final

© AFP

Quando é o futebol alemão, o Bayern de Munique continua sobrando. Nesta quarta-feira, o campeão alemão deu mais um show ao golear o Kaiserslautern por 5 a 1 na tarde desta quarta-feira, na Allianz Arena, pelas semifinais da Copa da Alemanha.

Os gols foram de Schweinsteiger, Kroos, Muller, Mandzukic e Gotze, pelos donos da casa. Já para os visitantes, quem marcou foi Zoller. O adversário da equipe na decisão será o Borussia Dortmund, que na terça venceu o Wolfsburg. A partida será uma reedição da final da temporada passada e acontecerá no Estádio Olímpico de Berlim, no dia 17 de maio.

O primeiro gol chegou aos 25, com os donos da casa abrindo o placar com Schweinsteiger. O escanteio cobrado por Ribéry foi na cabeça do jogador, que mandou para o fundo das redes e, aos 33 minutos, Kroos ampliou. Bela jogada de Robben, que tocou para o companheiro na entrada da área. Ele bateu colocado e com muita categoria.

No início da segunda etapa, o holandês tentou jogada individual, caiu e o árbitro sinalizou o pênalti. Muller bateu, convertendo para o Bayern, aumentando a vantagem no placar aos 7 minutos. Entretanto, aos 15, o Kaiserslautern reagiu com Zoller. Dick cruzou para o jogador, que ganhou de Boateng e cabeceou firme para o gol.

O anfitrião não deixou por menos e, aos 34, Mandzukic fez virar goleada. Gotze deu assistência para o croata, que invadiu a área e finalizou cruzado sem chances para o goleiro adversário. Aos 46 minutos, o Bayern fechou a conta com Gotze, vencendo tranquilamente e avançando à final.

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FC Bayern München 3 x 1 Manchester United

 3 x 1 

Ao contrário do que acontecera em Old Trafford – para críticas sem fim dos bávaros -, o Manchester United não foi a Munique pensando deliberadamente em se defender. Não é que tenha tomado iniciativa de atacar, apesar de precisar de um gol, mas fez um primeiro tempo consciente: disposto a subir ao ataque sempre que tivesse oportunidades, na medida em que tirava a bola do Bayern. Com isso, os primeiros 45 minutos foram de equilíbrio, apesar da superioridade que, jogador por jogador, é inegável para o lado dos alemães.

Tudo pareceu se intensificar no início da segunda etapa. Afinal, na medida em que o tempo passava, mais o United precisava tentar algo. Com dez minutos da segunda etapa, os ingleses deram seu primeiro chute certo ao gol de Manuel Neuer: um tiro de longe de Shinji Kagawa. E, logo no segundo chute, a maré do confronto pareceu estar mudando: após cruzamento da direita, a bola cruzou pela marca do pênalti e chegou até o lateral Patrice Evra, no bico da grande área. Ele acertou um sem-pulo inacreditável, no ângulo esquerdo, e marcou seu primeiro gol desde abril de 2007. 

Era o gol que poderia ser o da classificação, mas que só o foi de fato por um minutinho. Foi o tempo que demorou para que, no lance seguinte, o croata Mario Mandzukic, de cabeça, empatasse o confronto de novo. Pronto. O Bayern, naquele exato instante, voltava a ser o Bayern campeão de tudo na temporada passada e já campeão alemão nesta. 

Os minutos seguintes não tiveram relação com o que fora o duelo até então. A equipe de Pep Guardiola enfim colocou em prática toda a superioridade sobre a qual tanto se falou. Aos 23, Arjen Robben foi à linha de fundo pela direita e cruzou para Thomas Mueller desempatar. Mais oito minutos e o próprio Robben fez um daqueles seus gols clássicos, dos que já fez às dezenas: carregou da direita para o meio da área e, da marca do pênalti, bateu no canto direito de David De Gea. O favoritismo custou, mas apareceu, e o atual campeão segue na briga pelo bi.

FIFA.com

FC Augsburg 1 x 0 Bayern München

Bayern perde invencibilidade

© AFP

Campeão do Campeonato Alemão com sete rodadas de antecedência, o Bayern de Munique foi impedido de conquistar outra marca neste sábado. Após 28 rodadas, o time do técnico Pep Guardiola foi derrotado pelo Augsburg fora de casa por 1 a 0 e perdeu a oportunidade de terminar a competição invicto. O resultado um dos maiores tabus do futebol da Alemanha. O Augsburg não vencia o Bayern há mais de 50 anos. Além disso, foi a primeira vitória do Augsburg sobre um campeão por antecipação. O gol veio aos 31 minutos. Herói, Sascha Molders recebeu lançamento na área em contra-ataque e chutou com muita força, estufando a rede e não dando chance de defesa ao goleiro Manuel Neuer. Jogando com um time misto, o Bayern passou a exercer uma pressão constante em busca do empate. Mario Mandzukic mandou na trave, Thomas Mueller perdeu na pequena área e David Alabachutou a centímetros do travessão, mas os bávaros não conseguiram o empate. O Augsburg também conseguiu contra-ataques perigosos, forçando grandes defesas de Neuer. Na melhor delas, Bobadilla desperdiçou uma chance inacreditável em um dois contra um na área do Bayern e perdeu a chance de decretar a vitória a dois minutos do fim. Ainda assim, o time da casa se segurou e festejou o resultado.

FIFA.com

Croatia’s Mario Mandzukic, Joe Simunic could face World Cup bans

December 11, 2013

Joe Simunic.

Croatia’s Mario Mandzukic and Australian-born Joe Simunic could face World Cup match bans as governing soccer body FIFA consider disciplinary cases against the pair.

Mandzukic risks being suspended for all three World Cup group matches after a studs-high challenge in the playoff second-leg match against Iceland.

The Bayern Munich player gets an automatic one-match ban for his challenge on the left knee of Iceland’s Johann Gudmundsson so is already out for the opening match against hosts Brazil.

However, the FIFA panel can impose a longer sanction, with disciplinary rules requiring bans of at least one match for “serious foul play” and at least two matches for “assaulting”.

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The disciplinary panel will also consider a case on Thursday against defender Simunic, who led fans in Zagreb chanting a fascist slogan after the team qualified by beating Iceland last month.

FIFA says it has acted against Simunic “for his own behaviour and other proceedings were opened against Croatia (football federation) for improper conduct of the spectators”.

Simunic took a microphone following Croatia’s 2-0 victory and shouted to supporters: “For the homeland!”

Fans responded: “Ready!”

The call was used by the Croatian pro-Nazi puppet regime that ruled the state during World War II.

Simunic later apologised after first defending his action, saying he was driven by love for his country.

He was fined $US4300 ($A4700) by Croatian public prosecutors for “spreading racial hatred”.

AP

The Sydney Morning Herald

Os altos e baixos da Croácia pela vaga na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Os altos e baixos da Croácia pela vaga

© Getty Images

Depois de participar em 1998, 2002 e 2006, e de se ausentar em 2010, a Croácia reservou lugar na Copa do Mundo da FIFA 2014. Membro da FIFA apenas desde 1992, o país já vai para o seu quarto Mundial. No entanto, o caminho não foi fácil, e a vaga só veio após dois jogos complicados com a Islândia na repescagem. O FIFA.com analisa os momentos mais marcantes da Croácia no torneio classificatório.

Duelo cheio de história
Em julho de 2011, o sorteio do Grupo A chamou atenção por colocar lado a lado Croácia e Sérvia, dois países assolados por guerras civis durante muitos anos. “É sempre um confronto muito especial, porque todos conhecem a história”, explicou Ivan Perisic ao FIFA.com. “É um jogo importante para o povo de ambos os países.”

“Quero enfatizar que, apesar da nossa rivalidade, a história entre os dois países não tem lugar no campo”, acrescentou o capitão Darijo Srna. “Nós jogamos futebol. Nenhum de nós pode mudar o passado, mas podemos influenciar o presente. Temos de dar um bom exemplo e jogar uma grande partida, sem escândalos.”

E foi exatamente o que eles fizeram. As duas equipes jogaram duas partidas acirradas, mas os croatas se mostraram mais maduros. A vitória em casa por 2 a 0, com gols de Mario Mandzukic e Ivica Olic, e o empate em 1 a 1 (gols de Aleksandar Mitrovic e Mandzukic) acabaram com as esperanças de classificação da Sérvia e mantiveram vivas as chances croatas.

Grupo qualificado
O plantel da Croácia conta com uma série de craques. O artilheiro Mandzukic, que também abriu o marcador na repescagem contra a Islândia, está em um momento de muito sucesso. Na última temporada, ele não só contribuiu significativamente para a tríplice coroa do Bayern de Munique, como também ficou entre os melhores jogadores das eliminatórias para a Copa do Mundo.

Também em grande forma está Luka Modric, que subiu de patamar desde a transferência para o Real Madrid em 2012 e tem sido o cérebro do meio-campo da Croácia. Mas a liderança dentro de campo vem há muitos anos do capitão Srna, que tem 31 anos e atua no ucraniano Shakhtar Donetsk.

Mesmo com tantos destaques, o técnico Niko Kovac sabe que o sucesso não se baseia apenas na habilidade individual, como explicou ao FIFA.com pouco depois de ser contratado para a disputa da repescagem. “Está nos faltando aquilo que fez a Croácia ter tanto sucesso: antes éramos um só em campo, e agora não parece mais ser assim”, disse. Em função do sucesso contra a Islândia, Kovac parece ter conseguido transmitir a mensagem à sua equipe.

Derrotas sem impacto
A tabela final do Grupo A é bastante clara, com nove pontos separando a líder Bélgica da Croácia. Só o Grupo D mostrou uma grande diferença como essa, entre a Holanda e a Romênia. No entanto, as posições nem sempre foram tão óbvias. Depois de seis de dez partidas classificatórias, com cinco vitórias e um empate, a Croácia estava em direção à liderança do grupo. No entanto, em seguida só obteve um empate e três derrotas, duas delas em casa, contra Escócia (1 a 0) e Bélgica (2 a 1). A Croácia só conseguiu terminar em segundo, três pontos à frente da Sérvia, graças ao ótimo início.

Mudança na hora certa
Um dia depois do fim da fase de grupos, Igor Stimac renunciou ao cargo de técnico da seleção croata. Quem o substituiu foi Kovac, que já tinha comandado o selecionado sub-21. O treinador assumiu juntamente com o irmão Robert, que é assistente.

“É claro que é um ótimo desafio, mas é muito difícil”, comentou o técnico de 42 anos após a contratação. “Esperam muito de nós na Croácia. A minha equipe e eu estamos cientes disso, e acho que estamos razoavelmente confiantes.” Tanta confiança provou ser bem fundamentada.

Islândia é páreo duro
Os croatas receberam com bons olhos o sorteio que os colocou em um confronto na repescagem com a Islândia, 46ª colocada no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola. No entanto, o país nórdico acabou sendo um adversário difícil, algo que já tinha insinuado ao derrotar a Eslovênia e a Noruega na fase de grupos, perdendo apenas da Suíça.

As equipes ficaram em um empate sem gols em Reykjavik, apesar de os anfitriões terem disputado a maior parte do jogo com dez homens. No duelo de volta, em Zagreb, brilhou a maior experiência internacional dos jogadores croatas. Srna e Mandzukic fizeram os gols da vitória e da classificação. Este último, porém, levou um cartão vermelho que o tirará da estreia na Copa do Mundo.

Após a festa da vitória, agora a Croácia pode fazer planos para a viagem ao Brasil. “Vai ser um grande espetáculo”, prevê Kovac. “A Copa do Mundo é sempre um espetáculo de qualquer maneira, mas vamos jogar em um país que é louco por futebol. Provavelmente todo mundo vai viver futebol 24 horas por dia.”

“É bem longe da Europa, e certamente vamos precisar viajar bastante depois de chegar, mas não vejo a hora. Já passei por isso como jogador, mas muitos dos meus atletas ainda não participaram de uma Copa do Mundo, e ela será certamente um marco para a carreira deles.”

 

FIFA.com

França vence Ucrânia por 3 a 0 e está na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

Revolução francesa

© AFP

A França deu uma senhora resposta no Stade de France. Criticados e extremamente pressionados depois da derrota no jogo de ida, os Bleus não deram a menor chance para a Ucrânia nesta terça-feira e conseguiu uma grande virada.

Com uma postura completamente diferente, agressiva, sufocando seu adversário desde o primeiro minuto de jogo, a seleção francesa venceu por 3 a 0 e deixou o Stade de France em polvorosa para assegurar, na última hora possível, sua vaga na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Eles se juntam aCroácia, Grécia e Portugal como os classificados na fase de playoffs das eliminatórias europeias.

Uma das novidades na escalação de Didier Deschamps, o lateral direito Mamadou Sakho marcou o primeiro aos 22 minutos, completando na grande área após sobra no jogo aéreo. O centroavanteKarim Benzema fez o segundo logo aos 34 minutos, dando ao seu time o conforto de ao menos ter descontado o placar do jogo de ida ainda na etapa inicial.

No segundo tempo, o abafa ficou ainda maior depois da expulsão do zagueiro Yevhen Khacheridi, que fez falta dura em Franck Ribéry – uma ameaça constante em campo –, recebendo o segundo cartão amarelo. Conseguindo combinar paciência e intensidade, a França anotou o terceiro aos 72 minutos. Foi um gol contra de Oleg Gusev, na pequena área, tentando cortar um chute cruzado de Ribéry. Sakho, um herói improvável, estava logo atrás do ucraniano, ajudando a pressionar o adversário.

Com os franceses garantidos, agora só falta o Uruguai despachar a Jordânia, nesta quarta-feira, para que a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 tenha todos os campeões mundiais reunidos na disputa.

Confirmação
Em Bucareste, depois de construir uma boa vantagem no jogo de ida, a Grécia confirmou sua vaga, ao segurar um empate por 1 a 1 com a Romênia, fora de casa. Destaque da primeira partida, tendo anotado dois gols, o atacante Konstantinos Mitroglou, do Olympiakos, fez mais um no confronto, abrindo o placar aos 23 minutos, complicando de vez a equipe romena, se tornando um pesadelo para os defensores adversários.

A equipe anfitriã ainda conseguiu o empate, graças a um gol contra de Vasileios Torosidis aos 55 minutos, mas não teve forças para tocar uma reação na segunda etapa. Eram necessários mais dois gols para, ao menos, forçar a prorrogação contra os comandados do português Fernando Santos. Esta será a terceira participação da seleção helênica no Mundial, e a segunda consecutiva, depois de ter participado dos Estados Unidos 1994 e da África do Sul 2010.

Mandzukic, aliviado
Em situação menos confortável quando do apito inicial, os croatas enfim se desvencilharam da aguerrida equipe nórdica, que sonhava com sua primeira participação em um Mundial. Antes de ser expulso, o artilheiro Mario Mandzukic deixou sua marca aos 27 minutos, completando cruzamento rasteiro, no segundo pau.

Mesmo com um homem a menos, o time da casa ampliou logo no início do segundo tempo, com o veterano Darijo Srna, companheiro de diversos brasileiros no Shakhtar Donetsk, clube da Ucrânia. Foi um gol que serviu como um balde de água fria para qualquer pretensão dos visitantes: 2 a 0 e a vaga encaminhada.

 

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É vaga ou nada

É vaga ou nada

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Os jogos de volta de uma repescagem para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 não podem ser mais tensos. Oito seleções europeias vão ter de lidar com toda essa pressão nesta terça-feira, com 90 minutos para decidirem se terão uma vaga na grande competição, ou se vão ter aceitar a derrota, pensando a longo prazo.

França e Romênia se complicaram ao perderem por dois gols de diferença nas respectivas visitas a Ucrânia e Grécia, e agora precisam se tornar os primeiros países da história das eliminatórias a superarem essa desvantagem caso queiram estar no próximo Mundial. Já a Islândia e os seus 320 mil habitantes continuam sonhando em participar da grande festa do futebol pela primeira vez, mas para isso a equipe precisará buscar a classificação na Croácia.

O dono da quarta e última vaga será definido no embate entre Suécia e Portugal. Cristiano Ronaldo garantiu a diferença mínima em Lisboa, e sua equipe agora tem de proteger esse placar nos domínios do atacante do Zlatan Ibrahimovic & Cia.

Em caso de empate no placar agregado, ao final do tempo regulamentar em todas as partidas, o primeiro critério serão os gols marcados fora de casa. Se a igualdade prosseguir, haverá prorrogação em dois tempos de 15 minutos e, havendo necessidade, decisão por pênaltis.

O jogo
França x Ucrânia, Paris, Stade de France, 19 de novembro de 2013, 21h (horário local)

Vinte anos após a surpreendente virada búlgara em Paris na última rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA EUA 1994, com um gol sofrido nos acréscimos que acabou derrubando a França, o país corre sérios riscos de não estar representado em gramados brasileiros. “É preciso acreditar, e acreditar fundo, para reverter a tendência”, repete o técnico dos Bleus, Didier Deschamps. “Todos precisarão estar unidos.”

O torcedor francês, anfitrião da UEFA Euro 2016,  ainda se pergunta se é necessário revolucionar tudo, mudar os jogadores, o sistema tático ou simplesmente as mentalidades, depois de ver a seleção patinar em Kiev. O atacante Franck Ribéry foi neutralizado com perfeição e o meia Paul Pogba não encontrou muitos espaços no setor ofensivo.

No jogo de ida, os ucranianos deram uma demonstração da solidez da sua defesa, que cedeu apenas quatro gols em todo o torneio classificatório. Por outro lado, o técnico Mikhail Fomenko precisará fazer mudanças expressivas com as suspensões do lateral Artem Fedetskyy e do zagueiro Oleksandr Kucher. Mas a margem de manobra dos franceses será pequena, já que eles não poderão partir em busca dos três gols de que necessitam e, ao mesmo tempo, se expor aos contra-ataques de Yevhen Konoplyanka e Andriy Yarmolenko.

E o que mais?
Suécia x Portugal
Os portugueses dominaram a partida em Lisboa em termos de oportunidades de gol e posse de bola, mas acabaram desperdiçando boas chances. Cristiano Ronaldo, que chegou a carimbar o travessão, foi o primeiro a dizer que que poderiam ter saído mais gols. “Construímos ocasiões para um resultado mais dilatado e agora temos de preparar a equipa para ganhar na Suécia”, disse o técnico de Portugal, Paulo Bento. Antes de se render ao gol de cabeça do atacante do Real Madrid, já aos 37 do segundo tempo, a Suécia se mostrou perigosa nos contra-ataques.

Em casa, porém, os suecos serão forçados a apresentar uma imagem mais ofensiva ou, pelo menos, oferecer bolas melhores para um Ibrahimovic que já marcou dez gols na Friends Arena desde que o estádio foi inaugurado há um ano. Além disso, a nação escandinava sabe que recuperar a desvantagem de um tento é algo perfeitamente possível para uma equipe que perdia de quatro com pouco mais de meia hora por jogar em Berlim antes de empatar com a Alemanha em outubro de 2012.

Romênia x Grécia
A tarefa promete ser delicada para os romenos, derrotados por 3 a 1 na Grécia, com o desfalque do zagueiro Vlad Chiriches, jogador do Tottenham. Agora, o técnico Victor Piturca será obrigado a assumir mais riscos no setor ofensivo. Mas ele sabe que a missão é possível graças ao importante gol marcado em Atenas, e não esqueceu de lembrar os jogadores da vitória bósnia por 3 a 1 contra os gregos na fase de grupos. Contudo, a seleção helênica é especialista em defender resultados e, mais experiente, busca uma terceira participação em Mundiais.

Islândia x Croácia
A Croácia não conseguiu encontrar referências no setor ofensivo desde o começo da campanha nas eliminatórias, apesar de contar com diversos talentos individuais de destaque. De fato, os 12 gols marcados na fase de grupos explicam as dificuldades encontradas na última sexta-feira, diante de uma valente Islândia que manteve o placar zerado com um homem a menos e que não deixou de acreditar.

Nomes como Mario Mandzukic, Danijel Pranjic e o brasileiro naturalizado Eduardo não chegaram a apresentar o seu melhor futebol, apesar das boas jogadas criadas por Luka Modric. Já os islandeses, que buscam a classificação inédita para a Copa do Mundo da FIFA, demonstraram um impressionante espírito de união. “A atuação defensiva no segundo tempo foi absolutamente fabulosa”, avaliou o técnico sueco Lars Lagerbäck, cuja Islândia terminou na segunda colocação do Grupo E atrás da Suíça. “O empate sem gols teve sabor de vitória, considerando as circunstâncias.”

 

 

Fique de olho
Titular da meta da Islândia desde o dia 6 de setembro de 2011, Hannes Thór Halldórsson provou o seu talento no primeiro jogo contra a Croácia fazendo diversas defesas decisivas. Eleito o melhor jogador do seu país pelos colegas de profissão em 2011, o goleiro de 29 anos do Reykjavik disputou uma única partida por clubes do exterior, durante uma curta passagem pela Noruega. Bastante à vontade nas bolas aéreas e seguro nas suas intervenções, o atleta de 1,93 metro de altura sofreu apenas 15 gols nos dez jogos da primeira fase das eliminatórias, e boa parte do destino da Islândia estará nas suas mãos em Zagreb.

O número
60 — A seleção ucraniana não foi vazada em 60% dos 20 jogos que disputou ultimamente. Além disso, a última derrota da Ucrânia por pelo menos três gols de diferença aconteceu no dia 6 de setembro de 2011, por ocasião de um amistoso na República Tcheca perdido por 4 a 0.

O que eles disseram
“Quando recuperávamos a bola, não tínhamos a qualidade de que precisávamos. Se devemos aproveitar mais o Zlatan, precisamos conseguir trabalhar os passes. Houve muitos lançamentos longos”,  Erik Hamren, técnico da Suécia

Dê a sua opinião
Será que franceses e romenos conseguirão tirar a diferença de dois gols aberta por ucranianos e gregos?

 

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Cuatro equipos en busca de una gesta

Cuatro equipos en busca de una gesta

© AFP

Los cuatro partidos de vuelta de la repesca de la competición preliminar de la zona europea para la Copa Mundial de la FIFA 2014™ tienen un denominador común: la necesidad de una gesta para los equipos locales. Así, Francia y Rumania, que cayeron por una diferencia de dos goles en la ida, tendrán que convertirse en las primeras selecciones en la historia de la repesca que remontan esa desventaja. Islandia, por su parte, sueña con representar a sus 320.000 habitantes por primera vez en una fase final mundialista.

Por último, las proezas son prácticamente la especialidad de dos astros como el sueco Zlatan Ibrahimovic y el portugués Cristiano Ronaldo, aunque únicamente uno de ellos viajará a Brasil.

En caso de empate entre dos conjuntos al término del tiempo reglamentado, los goles marcados fuera de casa inclinarán la balanza. Si aun así se mantiene la igualdad, se jugará una prórroga con dos partes de quince minutos, a la que seguiría eventualmente una tanda de penales.

El partido destacado
Francia-Ucrania (2-0 en la ida), Estadio de Francia (París), 19 de noviembre de 2013, 21:00 (hora local)

Veinte años después de la derrota ante Bulgaria (1-2) que les cerró las puertas de la edición de EEUU 1994, los Bleus vuelven a estar entre la espada y la pared, antes de organizar la Eurocopa 2016. “Hay que tener fe, y mucha, para darle la vuelta al marcador. Todo el mundo tendrá que estar unido”, repite sin cesar Didier Deschamps. ¿Hay que revolucionarlo todo, sustituir a los futbolistas y el sistema de juego, o simplemente cambiar la mentalidad? Esas son las principales preguntas que surgen tras un encuentro de ida en el que una Ucrania agresiva y voluntariosa doblegó a los franceses, cuyo 4-2-3-1 parece haber quedado de repente desfasado. Los ucranianos neutralizaron perfectamente a Franck Ribéry, y Paul Pogba, que brilla en el ataque del Juventus, apenas encontró espacios arriba. En la ida, el cuadro local hizo gala de la solidez de su defensa, que solamente ha recibido cuatro goles en toda la competición preliminar. Sin embargo, Mikhail Fomenko deberá reconstruir a la mitad de esa retaguardia, por las sanciones del lateral Artem Fedetskyy y el central Oleksandr Kucher. El margen de maniobra es escaso para Francia, que tendrá que atacar y al mismo tiempo evitar exponerse a los contragolpes de Yevhen Konoplyanka y Andriy Yarmolenko.

La previa 
Suecia-Portugal (1-0 en la ida)

Los portugueses dominaron el duelo de ida en ocasiones y posesión del esférico, aunque fallaron en la definición. Cristiano Ronaldo fue el primero en lamentarlo. También lo reconoció el seleccionador luso, Paulo Bento: “Es evidente que nos faltó eficacia en las situaciones que logramos crear”. Sueciaofreció durante muchos minutos la imagen de una formación perfectamente organizada, bien ubicada y peligrosa en el contraataque, antes de hacer agua ante el ímpetu de CR7. Ahora, en su campo, los escandinavos están obligados a desplegar un fútbol más ofensivo, o al menos proporcionar más balones que pueda aprovechar un Zlatan Ibrahimovic que se siente como pez en el agua en el Friends Arena, donde ha firmado ya diez goles desde su inauguración, hace un año. Y además, en Estocolmo se considera que una desventaja de un solo tanto es perfectamente asequible para un equipo que remontó cuatro en media parte en Alemania (4-4 en Berlín, en octubre de 2012).

Rumania-Grecia (3-1 en la ida)
Rumania afronta un choque complicado, tras ser incapaz de resistir ante su adversario en Grecia, donde echó de menos al zaguero del Tottenham Vlad Chiriches. Victor Piturca está ahora obligado a asumir más riesgos en ataque, procurando no desguarnecer a la vez demasiado su defensa. El técnico sabe que es posible conseguirlo, gracias al gol anotado a domicilio, y no deja de hablar a sus discípulos de la victoria de Bosnia-Herzegovina sobre Grecia (3-1) en la liguilla. Pero el combinado heleno, especialista en conservar un resultado, tiene más experiencia, y buscará con tranquilidad su tercera participación en un Mundial.

Islandia-Croacia (0-0)
Desde el comienzo de la competición preliminar, Croacia no consigue carburar en ataque, a pesar de contar con individualidades de primera categoría. Su balance de doce goles en la fase de grupos explica las dificultades que encontró el viernes 15 de noviembre ante una Islandia valiente y perfectamente organizada, que no bajó los brazos en ningún momento, ni siquiera con un hombre menos. En su estreno como seleccionador, Niko Kovac no pudo más que constatar la parsimonia en el primer tiempo de su equipo, que no aprovecharía luego su superioridad numérica. Figuras de la talla de Mario Mandzukic, Danijel Pranjic o Eduardo no llegaron a asentarse sobre el campo, incluso con los pases de calidad que les suministró Luka Modric. En cambio, los islandeses, que tienen la posibilidad de clasificarse para el primer gran torneo internacional de su historia, exhibieron un asombroso espíritu de equipo. “El rendimiento defensivo en el segundo periodo fue absolutamente fabuloso. Un empate a ceros en estas circunstancias es como una victoria”, analizó Lars Lagerbäck, seleccionador de Islandia, segunda del Grupo E, detrás de Suiza.

Jugador a seguir
Hannes Thór Halldórsson
, de 29 años y 1,93 m de estatura, guardameta de la selección islandesa desde el 6 de septiembre de 2011, se lució en la ida frente a Croacia, al protagonizar varias intervenciones decisivas. El arquero del KR Reikiavik, elegido mejor futbolista de Islandia por sus compañeros en 2011, ha realizado toda su carrera en su país, excepto una pequeña cesión de un partido en Noruega. Se encuentra muy cómodo en las jugadas aéreas y seguro al atrapar el balón, y solo recibió 15 goles en los diez encuentros de la fase de grupos. De sus guantes depende gran parte del destino de Islandia.

Números que hablan
60%:
 el porcentaje de partidos en los que Ucrania no recibió goles en sus 20 últimos compromisos. Además, su última derrota por una diferencia de al menos tres tantos se remonta al 6 de septiembre de 2011, en un amistoso en la República Checa (4-0).

La frase
“Cuando recuperábamos la pelota, no teníamos la calidad que nos hacía falta. Aunque tenemos que utilizar más a Zlatan, hay que conseguir hilvanar pases. Hubo demasiados balones largos”. Erik Hamren, seleccionador de Suecia.

¡Que se oiga tu voz!
¿Pueden remontar Francia y Rumania una desventaja de dos goles?

 

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