Mariana Silva vai ao Facebook falar que impeachment não é golpe

A EX-MINISTRA USOU AS REDES SOCIAIS PARA DECLARAR PENSAMENTO
Publicado: 27 de agosto de 2016 às 14:55 – Atualizado às 20:08
MARINA TAMBÉM DEFENDEU A CASSAÇÃO DA CHAPA DILMA-TEMER E A CONVOCAÇÃO DE NOVA ELEIÇÃO. (FOTO: ABR)
A ex-ministra e líder do partido Rede Sustentabilidade, Marina Silva, voltou a defender neste sábado, 27, que “impeachment não é um golpe” e está “previsto na nossa Constituição”. Em mensagem no Facebook, Marina ressaltou que o processo está sendo conduzido pelo próprio presidente do Supremo, “dando demonstração de que o amplo e legítimo direito de defesa está assegurado”.Ao criticar PT e PMDB, a líder da Rede Sustentabilidade reiterou, como em comunicações recentes, que o impeachment tem a legalidade, mas não alcança a finalidade. “O PT e o PMDB praticaram juntos os mesmos abusos, os mesmos crimes”, afirmou. “Existem lideranças do PT que estão sendo processados e algumas até presas, e igualmente temos a mesma situação em relação a lideranças do PMDB”, apontou.

Marina também defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer e a convocação de nova eleição, “com base nas provas que estão sendo produzidas pela Lava Jato – de que o dinheiro do petrolão foi utilizado para fraudar as eleições de 2014”. Para ela, é preciso, dar “sentido de urgência ao processo que tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.(AE)

Site Diário do Poder

Possível governo Temer seria um “irmão siamês” do governo de Dilma, diz Marina ao Estadão

Notícia Publicada em 22/03/2016 08:51

Para ex-senadora, melhor maneira de resolver a crise política seria pela cassação da chapa de Dilma e Temer pelo TSE

“Os seis ministros do TSE devolveriam aos 200 milhões de brasileiros de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, diz Marina (Flickr/Talita Oliveira)
“Os seis ministros do TSE devolveriam aos 200 milhões de brasileiros de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, diz Marina (Flickr/Talita Oliveira)

SÃO PAULO – A candidata à presidência em 2014 e ex-senadora Marina Silva afirmou que um possível governo de Michel Temer não teria legitimidade, uma vez que seria um “irmão siamês” do governo de Dilma Rousseff. Além disso, ela considera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser um combustível para a crise. As afirmações foram feitas em entrevistas aos jornais O Estado de S. Paulo e Valor Econômico, publicadas nas edições desta terça-feira (22).

Ao Estadão, Marina afirma que a melhor maneira de solucionar a crise política seria a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Os seis ministros do TSE devolveriam aos 200 milhões de brasileiros de brasileiros a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, diz Marina.

Quanto ao impeachment, ela afirma que o processo até fornece uma resposta política imediata. “Mas não cumpre com a finalidade de resolver a crise e de passar o Brasil a limpo”, afirma Marina. Para a ex-senadora, o PMDB durante 12 anos atuou como um “irmão siamês do PT”. “Não há como isentar uma parte que ajudou a patrocinar tudo que está ai”, completa.

Ao Valor, Marina disse que vê o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um combustível da crise. “Um parlamentarismo sem o parlamento. No começo eu achava que era um paliativo, mas com tudo o que aconteceu virou um combustível para a crise.” Ela também defendeu a continuação das investigações da operação Lava Jato: “E isso é muito importante, inclusive para quem hoje está sendo citado, seja Aécio, seja Lula, seja quem for”, afirma Marina.

Em relação ao fato de liderar as últimas pesquisas para presidente do Datafolha, Marina desconversa. “A sociedade está nos dizendo algo, que o que está ai não a representa e ela quer usar sua possibilidade de escolha para pactuar uma nova representação. Não é de pessoas. É de ideias, de projetos.”

 

O ANTAGONISTA

James Akel comenta troco que Marina Silva deu em Dilma

 

Num debate contra Marina, em que Marina chorou, Dilma ironizou que uma candidata a presidente não pode ser coitadinha e precisa aguentar o tranco.

Ontem Marina se sentiu vingada com o rolo que Aécio passou por cima de Dilma e até telefonou pra ele no final do debate pra cumprimentar e agradecer.

 

Escrito por jamesakel@uol.com.br às 08h47  no dia 17/10/2014

PPS vai apoiar Aécio Neves no segundo turno

Partido compõe coligação derrotada que lançou Marina Silva à Presidência.
Presidente da sigla acredita que Marina vai ter a mesma posição.

Roberto Freire (dir.) participa de reunião com a executiva nacional do PPS (Foto: Henrique Arcoverde / G1)

Roberto Freire (dir.) participa de reunião com a executiva nacional do PPS (Foto: Henrique Arcoverde / G1)

O PPS, partido da coligação Unidos Pelo Brasil, que lançou Marina Silva (PSB) como candidata à Presidência da República, anunciou oficialmente na tarde desta terça-feira (7) o apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição. De acordo com o presidente do PPS, deputado Roberto Freire, a decisão foi unânime e não será alterada caso outros partidos da coligação tomem outro rumo, como uma possível neutralidade.

Nesta terça-feira (9), Marina Silva (PSB) se reúne com a Rede Sustentabilidade, grupo político ao qual ela pertence que se abrigou no PSB para poder concorrer às eleições, para começar a definir um posicionamento sobre o segundo turno. Na quarta-feira (8), a executiva do PSB se reúne para tratar do tema. Só na quinta-feira devera ser divulgado o posicionamento da coligação, que, além de PSB e PPS, inclui PHS, PPL, PRP e PSL.

Segundo Roberto Freire, o fato de o PPS ter anunciado o apoio a Aécio antes da coligação é normal e estava dento do planejado. “O PPS tem autonomia para decidir o que deve fazer da sua vida”, disse Freire.

“O que foi acertado quando discutimos esse encaminhamento é que os partidos tinham que se reunir para que tomassem posições internas. E nós estamos cumprindo com isso. Até porque nós dissemos: nós vamos ter um consenso, mas tem um pressuposto, nós temos que estar junto com a candidatura de Aécio, até porque o PPS não admite de forma alguma discutir nem neutralidade, muito menos apoio a Dilma”, declarou.

Para o presidente da sigla, Marina Silva e os outros partidos da coligação devem seguir o mesmo caminho do PPS. “Eu tenho impressão que os partidos tão caminhando para isso. E ela [Marina], no seu discurso logo antes das eleições, ela deu a entender claramente que, dentro de um acordo programático, isso seria possível muito mais com Aécio do que com qualquer outra alternativa”, informou Freire.

Em relação aos compromissos que Aécio teria que assumir para receber apoio da coligação, como apoio ao fim da reeleição e a promessa da escola em tempo integral, Freire afirmou que são compromissos facilmente concretizados.

“Defender fim da reeleição, tanto Marina quanto Aécio defendem. Isso está muito fácil. E provavelmente ele não vai ser contra escola em tempo integral. Do ponto de vista da economia, você tem uma identidade muito grande das duas equipes. Pode ter alguma divergência ou detalhe, que facilmente pode ser removido.”

Primeiro turno
Freire disse, ainda, que o PPS conseguiu atingir o objetivo no primeiro turno de apoiar uma candidatura que possibilitasse o segundo turno das eleições.

“É muito simples essa decisão, esse apoio a Aécio porque desde do começo quando o PPS decidiu apoiar Eduardo e Marina, tinha entre um dos objetivos a viabilização do segundo turno. Fomos vitoriosos nisso […]. E a próxima vitória é no segundo [turno] com o Aécio derrotar Dilma”, declarou.

G1